Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Tag: José Maria Marin (page 1 of 2)

Estouro do esquema da Fifa é um bom começo

Todo mundo que milita no futebol conhece ene histórias de pequenas e grandes corrupções. Por ser pouco fiscalizado, o esporte é um antro favorável a espertalhões e aproveitadores, desde os magnatas do crime, que desviam milhões de dólares nos contratos das Copas do Mundo, até os técnicos das categorias de base que pedem dinheiro por fora para o pai do garoto que sonha ser astro.

Há um presidente de clube que levava o dinheiro das arrecadações para contar em casa. Ninguém no clube o contrariava. Outros presidentes são remunerados por baixo do pano, por meio de vaquinhas entre empresários simpáticos à sua candidatura – o que pode não ser desonesto, mas não é nada ético, pois deixa esse presidente com o rabo preso.

A legislação já permite que um presidente de associação, ou de clube esportivo, seja remunerado. Isso pode ser feito às claras, com transparência. É só acionar o departamento jurídico e correr atrás da regularização. Mas o teto dessa remuneração fica perto de 20 mil reais e os presidentes, que ao serem eleitos abandonam todos os seus afazeres e se tornam “amadores profissionais’, preferem ganhar mais por fora.

Enfim, para onde se olha no futebol há esquemas nebulosos, que driblam a justiça e o mérito. Volta e meia ouvimos queixas com relação a subornos articulados por apostadores milionários, ingressos vendidos no câmbio negro, listas quilométricas de “despesas diversas”, eleições fraudadas, contratos superfaturados com jogadores, inúmeras negociatas no caixa dois…

O desrespeito à lei começa com o desrespeito à ética, e a falta de ética no esporte começa quando a meritocracia, que é a alma das competições esportivas, não é respeitada. Como pode o Internacional, responsável por esses espetáculos memoráveis em seu estádio, único brasileiro ainda na Libertadores, ganhar um terço da verba da tevê de outros dois que nada ganharam e nada fizeram de relevante este ano? Com a palavra, a Globo e seu projeto inexplicável da Espanholização de nosso futebol.

Provavelmente esta ação ousada do FBI (Federal Bureau of Investigation) levará a polícia de vários países a tomar a iniciativa de agir para acabar com os esquemas nacionais e regionais que conspurcam o futebol no mundo. O esporte precisa ser expurgado de pessoas que colocam o dinheiro acima dos valores morais. Por que se faz vistas grossas a toda essa bandalheira?

Bem, há tantas perguntas a serem feitas, que poderíamos ficar o dia todo aqui, questionando os porquês do nosso pobre futebol e das pessoas que vivem em torno dele. Mas hoje o importante é destacar que o castelo de cartas começou a ruir. Parabéns ao FBI, parabéns ao Estados Unidos da América do Norte, um país que, apesar de todos os seus pesares, ainda não se deixou dominar pelo crime organizado.

E você, acha que a ação do FBI terá repercussões no Brasil?


“Vou para o Santos, time de craques”, diz Leandro Damião

A verdadeira história dos mundiais e dos melhores times do mundo

O mundial de clubes disputado no Marrocos está dando ensejo a muita gente desavisada ou mal intencionada tentar apagar o glorioso passado do futebol e forçar a barra para que só o burocrático Mundial da Fifa tenha valor. Nós já vimos isso quando trabalhamos pela Unificação dos títulos brasileiros. Como é um assunto que não pode passar batido, prometo que neste sábado escreverei sobre isso. Se tiver um tempinho, passe para ler e comentar.

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Damião vem para o Santos de olho na Seleção Brasileira.

O atacante Leandro Damião, esse bitelão de 1,87m, centroavante rompedor de apenas 24 anos, que marcou 90 gols em 190 jogos pelo Internacional e luta por uma vaga na Seleção Brasileira para a Copa do Mundo, assinou contrato de cinco anos com o Santos.

Dizem que foi comprado com dinheiro da Doyen Sports, que está usando o Alvinegro Praiano como vitrine. Ora, para quem está acostumado a ser vidraça, ser vitrine é fichinha. E é claro que a partir de hoje, como santista, sou um torcedor de Damião – que um dia pescou o Peixe, e agora foi fisgado. Se já torci para Totonho e Demétrius, o Gladiador, é claro que torcerei pelo sucesso deste moço simples e determinado, que veio de Jardim Alegre, no Paraná.

Se o dinheiro da Doyen Sports é bom ou não, o tempo dirá. Para analisar essas questões, antes de assinar o contrato, o Santos tem um conselho gestor e um departamento jurídico. Se assinou, é porque a coisa é correta. Se não for, que os responsáveis respondam por isso. Mas algo me diz que Renato Duprat, o homem da Unicór, parceiro do clube no título brasileiro de 1995 (ops, desculpe, me esqueço de que o Márcio Rezende de Freitas anulou o gol do Camanducaia), também é santista, apesar de tudo.

Damião é um nome simpático aos santistas. Lembra Cosme Damião, o presidente de honra da Torcida Jovem, que conheci em 1977, quando a torcida não dependia do clube e justamente por isso tinha muito mais força do que agora. Quem sabe um dia a torcida do Cosme volte a ser jovem e independente…

Bem, mas sobre Leandro Damião devo dizer que é destro, cabeceia e chuta bem, tem a chamada presença de área e é valente. Não é nenhum Coutinho, está mais para um Vavá, mas tem o seu carisma. Um problema muscular na coxa direita o tirou da Seleção quando se preparava para a Copa das Confederações. De lá para cá, não foi o mesmo. Que o Santos se prepare para deixar a coxa, e a cabeça do rapaz, em ordem.

Leia a carta que o agradecido Damião deixou à torcida do Internacional em sua despedida:

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Veja essa bela matéria contando a história de Leandro Damião:

O caso Portuguesa, a CBF e o Bom Senso

Admirei-me com a postura de José Maria Marin, criticando a decisão do STJD que rebaixou a Portuguesa. Seria mais cômodo, para ele e para a CBF, ficar em cima do muro. Acho que essa posição de Marin pode mudar um pouco o equilíbrio das coisas em novo julgamento do caso, previsto para a semana que vem. A direção do Flamengo também tem criticado abertamente a decisão da turma do Flavinho Zveiter. A Portuguesa não pode desistir.

O que me deixou desanimado foi a manifestação do tal Bom Senso Futebol Clube. Em um manifesto, o movimento voltou a mirar a CBF, dizendo que a entidade é que deveria ser rebaixada. Tudo bem, a CBF tem trocentos problemas, mas o caso agora é específico e envolve o STJD, a Portuguesa e o Fluminense. Esse Bom Senso cada vez mais se define como um movimento político que quer derrubar o Marin e colocar o Andres Sanchez no lugar. Está perdendo toda a credibilidade por isso.

Uma forcinha para a Fundação Abrinq

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Você deve ter visto na lateral direita deste blog a foto de uma menininha em um pequeno anúncio da Abrinq, fundação que defende e batalha pelos direitos da criança e do adolescente. Resolvemos doar este espaço para este entidade sem fins lucrativos, constituída em fevereiro de 1990, que mobiliza a sociedade para questões relacionadas aos direitos da infância e da adolescência.

A Abrinq existe para proteger os direitos dessa camada da sociedade em que depositamos nossa esperança de um Brasil bem melhor. Mais de cinco milhões de crianças já foram beneficiadas pelo trabalho da fundação, com acesso à educação, saúde, cultura, lazer, formação profissional e inclusão digital.

Acho que não precisa dizer, mas como tem muito cabeçudo por aí, é bom esclarecer que este blog não ganha um centavo por divulgar a Abrinq, nem recebe comissão pelos donativos que a entidade possa angariar a partir deste banner. Ele significa apenas nossa ínfima contribuição, minha e do colega Vítor Queiroz de Abreu, a uma causa tão nobre. Enfim, o blog do time dos Meninos da Vila não podia se esquecer das crianças de todas as vilas.

E você, acha que o Leandro Damião dará certo no Santos?


A imprensa dos lobbies: contra Neymar e a favor de Sanchez

Um dos objetivos deste blog é fazer as pessoas enxergarem as intenções jornalísticas por trás das notícias. No caso de Neymar, todo mundo já percebeu os motivos de quem está interessado em ver o garoto longe do Santos e do Brasil. Não há nada de edificante nisso. Mas agora peço que percebam a campanha de alguns veículos – como o UOL e a ESPN – contra José Maria Marin, o presidente da CBF.

Que Marin é flor que não se cheira já se sabia há muito tempo. Mas agora há uma verdadeira campanha para tirar o homem do comando da CBF. Até sua cumplicidade com a ditadura militar foi revivida. A ordem é pintá-lo como o pior dirigente possível para o futebol brasileiro. Até aí tudo bem. Imprensa existe para investigar a vida dos dirigentes mesmo, já que é recomendável que tenham, no mínimo, bons antecedentes e nada que os desabone…

Porém, será que a intenção é apenas destituir Marin? Claro que não. O objetivo maior é guindar ao cargo Andres Sanchez, parceiro do ex-presidente Lula, nome trabalhado nos bastidores para assumir a CBF nesses tempos gordos de Copa das Confederações e Copa do Mundo.

Agora, se Sanchez é um candidato natural ao cargo mais importante do futebol brasileiro, será que não seria igualmente jornalístico sabermos um pouco mais do passado do ex-presidente corintiano? Sabemos que ele foi um dos fundadores da torcida organizada “Pavilhão 9” – dado nome em homenagem ao pavilhão mais violento do Carandiru –, que mantinha um cargo não remunerado nas divisões de base do Corinthians, tornou-se vice-presidente do clube na gestão de Alberto Dualib e assumiu o poder com a desgraça do titular.

Da mesma forma que a vida de Marin tem sido devassada em nome do bom jornalístico investigativo, não seria justo tentar descobrir um pouco mais do passado de Sanchez, de seus negócios e de como ganhou a vida até aqui? Pois é. Desconfie de campanhas da imprensa contra ou a favor de alguém. Elas sempre escondem segundas intenções.

Se o objetivo fosse tirar a CBF de mãos interesseiras, suspeitas e parciais e entregá-la para administradores honestos, éticos e competentes, outros nomes deveriam estar entre os cogitados. Sanchez é mais do mesmo. Pior: é mais um instrumento da espanholização do futebol brasileiro.

A aula de PVC no caso Neymar

Depois de tentar, por cinco minutos, assistir ao programa “Bem Amigos” e ouvir seguidos elogios a Galvão Bueno – todos vindos dele mesmo –, pulei para a ESPN, onde José Trajano, PVC e outros dois participantes juntavam-se em torno de uma mesa para discutir os grandes temas do nosso futebol.

Um senhor alfinetou dizendo que Neymar deveria estar desanimado de jogar o Campeonato Paulista e assistir, pela tevê, a Champions League, onde deveria estar se já tivesse ido para a Europa. Foi a deixa para levar uma aula tão precisa do sempre bem-informado PVC que o senhor quase encostou o queixo na mesa, como se quisesse enterrar-se nela.

Se for para o Barcelona agora, lembrou PVC, Neymar terá de ceder ao clube espanhol 50% de toda a verba que recebe de seus patrocinadores. Outro detalhe, corroborado por Trajano, é que pela diferença do calendário futebolístico entre o Brasil e a Europa, Neymar estará descansado durante a Copa de 2014, enquanto os europeus estarão exaustos, o que aumentará a chance de o brasileiro se sair bem no Mundial e ter o seu passe ainda mais valorizado.

Antes de uma Copa o caminho natural para o jogador brasileiro que está no exterior é voltar ao Brasil, e não o inverso. Até porque há um período de adaptação para o jogador que sai do País e Neymar não pode correr o risco de abandonar o conforto do Santos e enfrentar as diferenças de estilo de jogo, clima, comida e idioma que encontrará na Europa.

E você, tem percebido os lobbies da imprensa esportiva?


Hoje é dia de Neymar doar sangue para o bem da CBF

A Seleção Sanguessuga está formada de novo e hoje enfrentará o time B da Argentina, logo depois da novela, em Goiânia. Neymar, que está perdendo peso por ser sugado pelos vampiros da CBF, mais uma vez será obrigado a trabalhar – e apanhar – para quem não lhe paga o salário.

A Globo tentará vender o jogo como o superclássico das Américas, mas não se iluda. Será mais uma pelada totalmente dispensável. Como só podem ser utilizados jogadores em atividade no continente, o adversário é tão fraco que nos comentários do jornal Olé os leitores argentinos prevêem que o time do retranqueiro Alejandro Sabella vai tomar de quatro ou cinco. Aliás, lá, como aqui, tem muita gente torcendo contra sua seleção, justamente para que seus técnicos caiam.

Se a Seleção Brasileira já era um balcão de negócios nos tempos de Ricardo Teixeira, hoje com o titio José Maria Marin, Andrés Sanchez e Lula, virou uma máquina insaciável de fazer dinheiro e moer carne. Neymar já deixou de fazer 14 jogos pelo Santos devido às convocações para a Seleção. Ou seja, o Alvinegro Praiano está perdendo a chance de disputar a Copa Libertadores no ano que vem e ainda corre o risco de ser rebaixado este ano por causa dos conluios entre os homens que dividem o poder na Seleção Brasileira.

A orientação política da CBF é totalmente anti-santista. O que, por um lado, é bom. Pois pelos inimigos é que se conhece o caráter de um homem. Creio que o início de um movimento para que Luis Álvaro se tornasse presidente da entidade despertou a ira dos que estão se lambuzando com o poder e não querem perder o mel. Pior para o Santos, que está sendo prejudicado acintosamente por uma confederação que deveria preservar os grandes clubes e os grandes jogadores brasileiros, ao invés de exauri-los.

Uma grande diferença entre Neymar e Messi

Para quem gosta de fazer comparações entre Neymar e Messi, é importante informar que o craque do Barcelona não perdeu uma única partida do seu clube por causa da Seleção Argentina e só precisou dedicar 26 dias de 2012 à Seleção, enquanto Neymar já passou 63 dias na convivência desagradável de Menezes, Sanchez e quetais (informações do leitor Wilson de Polli).

Para este ano o Brasil teria de jogar só mais uma partida, contra a Argentina, fora de casa, em 3 de outubro. Mas a gananciosa CBF já aceitou mais dois amistosos inúteis e endinheirados: dia 11 de outubro, contra o Iraque, treinado por Zico, na Suécia, e dia 16 de outubro, contra o Japão, em Wroclam, na Polônia. E lá se vai Neymar de novo, forçado a se expor física e psicologicamente para manter o emprego de Mano Menezes e o esquema inescrupuloso que hoje controla a CBF.

Como já estava no script, Mano Menezes nega que a Seleção seja a culpada pelo cansaço de Neymar e alega, com a maior cara de pau do mundo, que lá é o lugar em que o jogador descansa mais. Ainda seguindo o script, agora que o alvinegro de Itaquera não tem mais pretensões no Campeonato Brasileiro, chegou a hora de convocar seus jogadores em massa. Portanto, esse Brasil cometerá a temeridade de ter cinco jogadores do alvinegro da Zona Leste paulistana.

A pelada nas Américas

Para este jogo inusitado, em que muitos torcedores de Brasil e Argentina torcerão contra suas Seleções, o Brasil jogará com Jefferson, Lucas Marques, Dedé, Rever e Fábio Santos; Ralf, Paulinho e Jadson; Lucas, Luis Fabiano e Neymar.

A Argentina, treinada por Alejandro Sabella, o Mano Menezes deles, deverá iniciar a partida com Ustari, Desábato, Seba Domínguez e Vergini; Peruzzi, Maxi Rodríguez, Braña, Guiñazu e Clemente Rodríguez; Mori (Martínez) e Mugni (Barcos).

Para comandar este falso superclássico das Américas, nada melhor do que um trio paraguaio, formado pelo bom árbitro Carlos Amarilla e seus auxiliares Rodney Aquino e Carlos Cáceres.

O jogo está armado para o Brasil ganhar bem e fortalecer a posição de Mano Menezes, Andrés Sanchez, José Maria Marin, o conselheiro Lula e o organizador da Copa Ronaldo “Femômeno”.

A nós, santistas, só nos resta torcer para que Neymar sobreviva aos pontapés adversários e às artimanhas de Mano Menezes para jogá-lo às feras se a vaca for pro brejo. Jamais torci para a Argentina, mas que uma derrota por 5 a 4, com quatro gols de Neymar, seria interessante, ah, como seria…

E você, o que espera da pelada das Américas, hoje, em Goiânia?


Os brasileiros de bem com a vida torceram por Neymar

Já tinham me prevenido que torcidas organizadas do alvinegro de Itaquera e do tricolor de Vila Sônia estavam orquestrando as vaias a Neymar que ouvimos ontem. Vaias iniciadas por uma minoria de babacas invejosos que se espalhou entre outros iguais e mostrou porque o paulistano é tão mal visto no resto do País. Apupar justo o melhor jogador do time é demonstração patética de complexo de inferioridade.

Dizem que é porque nós, oriundos de São Paulo, herdamos a rebeldia dos anarquistas italianos. Eu acho que é pura babaquice mesmo. Na Copa de 1950 já foi assim. No único jogo que fez em São Paulo, no Pacaembu, o Brasil ficou apenas no empate com a Suíça (2 a 2), embaixo de vaias. Foi por essa partida que Nélson Rodrigues escreveu que São Paulo não fazia parte do Brasil.

Ontem, isso ficou mais uma vez evidente. Espero que a Seleção Brasileira não faça nenhuma partida no suspeito e sombrio Itaquerão, pois lá não teria o apoio incondicional do público. Na verdade, correria até o risco de ser vaiada do começo ao fim. Ainda bem que a decisão da Copa de 2014 está prevista para o Maracanã. O carioca sempre assumiu a Seleção com carinho, como se fosse dele.

Na verdade, a má vontade, ontem, não foi apenas com Neymar – que, repito, xinga a mãe de todos os medíocres com o seu sucesso -, mas sim com o time todo. Em determinado momento gritava-se “olé” para as trocas de passes do violento time da África do Sul, em uma cena vergonhosa. Os afobados africanos estavam dando da medalhinha do pescoço para cima e ainda tinham o apoio de um bando de vendidos.

Por que querem Neymar na Seleção?

A decisão de Mano Menezes de substituir Neymar a um minuto antes do final do jogo foi de mau caratismo ímpar. Ele sabia que com essa atitude covarde serviria o garoto de bandeja para a hostilidade dos torcedores rivais. E depois ainda teve a coragem de dizer que tirou Neymar para poupar-lhe o físico. Ora, poupar um minuto? Que hipocrisia!!! Se quiser mesmo poupar, por que não o dispensa do jogo contra a China, segunda-feira? Quer que o Santos, que paga o salário do jogador, o poupe, mas não está disposto a poupá-lo na Seleção?

Ora, ora, ora, que grande malandro é esse Mano Menezes. Enfim, jogou o seu principal jogador, aquele que mantém o seu emprego, às feras. Acho que faz parte do plano atrapalhar tanto a vida de Neymar no Brasil para que um dia ele aceite ir para a Europa, arrumando a vida de meio mundo.

O que incomoda mais os santistas é que Neymar desfalca o Santos no Brasileiro para passar esses momentos desagradáveis na seleção sanguessua da quadrilha formada por Mano Menezes, José Maria Marin, Ronaldo Fenômeno e Andres Sanchez. É odiável constatar o quanto o mal ainda pode prevalecer sobre o bem, o quanto é fácil disseminar sentimentos negativos sobre alguém de destaque…

Para completar, os problemas para o garoto não estão só no comando pernicioso da Seleção Brasileira ou nas manifestações ensaiadas de um bando de torcedores idiotas. O opositor pode estar travestido de companheiro de time… Ou ninguém percebeu que Oscar evita dar a bola para Neymar?

Ontem isso ficou flagrante quando Neymar tinha um espaço livre até o gol adversário, e Oscar, mesmo vendo a jogada e ouvindo os pedidos do santista, preferiu virar-lhe as costas e passar para Hulk, que estava marcado. No fim do ataque, que não deu em nada, foi possível perceber a decepção de Neymar com o companheiro (que no Sul-americano sub-17 já tinha ouvido do técnico do São Paulo, Paulo César Carpeggiani, o conselho de não passar para o santista).

Enfim, só um cego não percebe o pior dos mundos que algumas pessoas querem inflingir a Neymar para que ele – para alívio dos apátridas interesseiros – se decida por viver e jogar futebol em um país de seres humanos normais. Porém, Neymar sabe que sempre terá o amor incondicional dos santistas e que o povo brasileiro é muito mais generoso do que aquele bando de recalcados que foi ontem ao Morumbi.

E você, o que achou das vaias a Neymar?


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