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Propaganda enganosa do Corinthians (e da Globo) é caso de Procon


Joseph Goebbels, ministro da propaganda nazista, pregava que “uma mentira, dita repetidas vezes, se transforma em verdade”. Pois esta é a mesma filosofia que faz o marketing do Corinthians insistir que seu time tem mais de 30 milhões de torcedores no Brasil, buscando favorecer-se com essa informação falsa e ao mesmo tempo prejudicar os rivais. É também estranho e perigoso esse tom messiânico que quer transformar torcedores de um time de futebol em “República Popular”. É preciso rever essa propaganda, que acaba sendo chancelada pela TV Globo. Futebol é apenas um esporte, que deve premiar os melhores em campo e dar exemplos de civilidade e jogo limpo. Essa manipulação pode incitar a violência.

O mestre da propaganda nazista, Joseph Goebbels, defendia a máxima que uma mentira repetida insistentemente se torna verdade. Parece que essa filosofia não só tomou conta do mercado publicitário, como agora estende seu alcance para o marketing dos clubes de futebol no Brasil. O maior exemplo disso é aquela “bandeira” feita pela diretoria do Corinthians que é estendida na geral do Pacaembu, em meio atomadas especiais da tevê, e diz: “Uma nação com mais de 30 milhões de loucos”.

Essa mentira, associada ao termo “República Popular” dá a impressão de que o contingente de corintianos formam uma nação à parte, ao mesmo tempo poderosa e com regras próprias. Não é à toa que a Polícia Militar prevê um policiamento super reforçado para o segundo jogo da semifinal da Libertadores, para evitar que após a partida os integrantes dessa “nação” não saiam do Pacaembu quebrando tudo o que vierem pela frente, como já aconteceu após a eliminação do time em outras Libertadores.

Ora, não há nenhuma pesquisa de torcidas – nem mesmo essas nada confiáveis que grassam por aí – que chegou à conclusão de que os torcedores do Corinthians somam 30 milhões de pessoas no Brasil. Uma conta básica mostra o tamanho da mentira. Vejamos.

O Brasil tem 192 milhões de habitantes. Sabe-se que no mínimo 40 milhões de pessoas não ligam para futebol. Digo “no mínimo” porque uma pesquisa que está em mãos do G4Paulista mostra que 40% dos brasileiros não ligam para o futebol, o que elevaria o número de indecisos para 76,8 milhões.

Na verdade, somando-se crianças, idosos e os que não têm mesmo saco para o espote que amamos, é claro que o número de neutros é bem maior do que 40 milhões. De qualquer forma, sejamos complacentes e aceitemos que apenas 40 milhões de brasileiros não torçam para time algum.

Pois bem. Sobram 152 milhões. Desses, a média dessas pesquisas – nas quais não acredito, pois são pouquíssimo abrangentes – diz que o alvinegro da capital tem 13,4% dos torcedores. Okay, entremos no jogo. Isso dá um resultado de 21,3 milhões. Cadê os outros 8,7 milhões? O gato comeu?

Propaganda enganosa é crime que dá cadeia e multa

Segundo a Bueno e Costanze Advogados, “a propaganda é considerada enganosa quando induz o consumidor a erro, ou seja, quando apresenta um produto ou serviço com qualidade ou quantidade que não possui”. E tanto quem produz a propaganda, como quem a veicula, “comete a infração prevista no artigo 66 do Código do Consumidor e sujeita-se a uma pena de detenção de três meses a um ano e multa.”

Com a imensa faixa produzida por sua diretoria e exposta com o consentimento e apoio da tevê, no caso a Globo, o Corinthians quer levar vantagem ilícita no mercado do marketing esportivo, divulgando uma inverdade que prejudica seus concorrentes. Se ele aumenta desmedidamente o número de seus torcedores, obviamente está diminuindo o dos outros, o que é jogar sujo também fora do campo.

Na enquete de torcidas mais abrangente do Brasil, a Timemania, que a cada semana pergunta a milhões de pessoas de mais de 62% das cidades do País, qual seu time do coração, o Corinthians não chega a 5% dos votos, menos de 1% a mais do que o Santos (eu disse menos de um por cento a mais do que o Santos!).

No teste de sábado passado da Timemania o Alvinegro Praiano foi escolhido como o “time do meu coração” por 32.856 brasileiros, o que resultou em uma porcentagem de 3,89% do total. No mesmo teste o alvinegro da capital teve 39.737 votos, com porcentagem de 4,71%, apenas 0,82% a mais do que o Santos. Se pegarmos o acumulado de todo o ano de 2012, o Santos teve 1.003.048 votos e o Corinthians 1.299.632, com uma diferente percentual de apenas 1,10%.

Em todo o ano de 2011, mesmo com mais de três milhões de votos para cada time, a diferença entre o Corinthians, que ficou em segundo, com 4,75% do total, e do Santos, com 3,76%, foi de 0,99%, ou seja, nem um por cento. Será que a Timemania, que consulta milhões de mais de 62% das cidades do País, é que está errada, e essas pesquisas que ouvem meia dúzia de gatos pingados de no máximo 2% dos municípios, é que estão corretas? Claro que não dá para acreditar nisso.

Então, alardear que tem 30 milhões de torcedores, o que representaria 20% da torcida nacional, é uma deslavada mentira do marketing do Corinthians. Propaganda enganosa que se repete a cada vez que é desfraldado o imenso outdoor camuflado de bandeira, focalizado com closes especiais pela parceira Rede Globo de Televisão.

O clube ou o torcedor que se sentir prejudicado pela propaganda enganosa do Corinthians, deve procurar o Procom. Pela Internet, o endereço é http://www.procon.sp.gov.br/categoria.asp?id=67

Que tal tomar uma atitude contra essa propaganda enganosa?


Filosofia nazista faz sucesso entre jornalistas

Goebbles, um mestre do jornalismo?

O caso de Neymar deixou claro que a filosofia do chefe da propaganda nazista, Joseph Goebbels, é seguida à risca por boa parte dos jornalistas esportivos brasileiros especializados em futebol.

Goebbels, que vendeu a imagem de Adolf Hitler como deus e ao mesmo tempo demonizou o povo judeu, ficou famoso pela frase:

“De tanto se repetir uma mentira, ela acaba se transformando em verdade”.

É isso que muitos jornalistas, principalmente os dedicados a futebol e política, fazem o tempo todo. No caso de Neymar, insistiram que o garoto é malcriado e incorrigível. Em dois jogos o craque santista calou os críticos e mostrou que pode ter vivido um momento de instabilidade, natural pelas circunstâncias, mas continua sendo um craque, um cara do bem, e pode, sim, ter um comportamento exemplar, ao contrário de seus críticos.

Você teria outra frase para definir a atuação da imprensa no caso Neymar?


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