Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Tag: Jovem Pan

Supere-se Santos!

Amigo e amiga, acompanhar o futebol, e o nosso Santos, por tantos anos, nos dá um sexto sentido, você sabe. Quando sinto que o jogo não é para o nosso Glorioso Alvinegro Praiano, desencano. Por isso, quando o amigo Mauro Beting conversou comigo para um programa da Jovem Pan e me perguntou sobre o clássico deste sábado, às 17 horas, fui franco: como torcedor, quero sempre que o Santos ganhe, e de goleada, mas como jornalista sou obrigado a dizer que, pela lógica das lógicas, se houver um vencedor, será o Palmeiras.

Aliás, o Mauro me perguntou o que acho desse epíteto de “Clássico da Saudade” para Santos e Palmeiras. Bem, não disse no ar, mas digo agora: Acho uma merda, não tem nada a ver. Já sugeri, e o historiador do Palmeiras Fernando Galuppo aprovou, assim como os seus pares. Este jogão tem de ser chamado de Clássico dos Clássicos, pois reúne dois times que se caracterizaram pela categoria, pela classe de jogar futebol, enfim, dois times clássicos!

Agora, voltando ao jogo deste sábado, ponha-se no meu lugar: no ano passado os times se enfrentaram várias vezes e aquele que jogou em casa ganhou, e por um gol de diferença. O que quer dizer isso? Que os times têm forças equivalentes, mas os fatores campo e torcida acabam decidindo para o anfitrião.

Bem, essa é a realidade até hoje, e situações sempre podem mudar. Na verdade, você que é mais perspicaz já percebeu que estou dando tal enfoque a este post para mexer com o brio dos santistas. Já me disseram que lá nos seus quartos, no Hotel Recanto dos Alvinegros, eles lêem o nosso blog. Então, gostaria de dizer alguma coisa para os rapazes:

Poucos esperam que vocês vençam o Palmeiras no Alianz Parque, o que nunca fizeram, aliás. Pois essa descrença é que gera o desafio, e grandes homens são movidos por desafios. O jogo não vale nada? Vale, sim. Vale esse desafio de vencer pela primeira vez no Alianz Parque. Esqueçam todas essas bobagens e provocações dos últimos confrontos com o Palmeiras, as máscaras, a disputa de pênaltis… Apenas joguem cem por cento futebol. Acreditem e a recompensa virá.

Bem, a recompensa só pode vir se você acreditar que pode alcançar os seus objetivos, mas a verdade é que o adversário também acredita. Então, como fica? Uma coisa é certa: a tática de se escorar nas cordas, se defendendo, até ter a oportunidade do contra-ataque, é coisa de gênios semideuses como Muhammad Ali contra George Foreman. Prefiro a coragem e a determinação da alemã Angelique Kerber, que foi pra cima da Serena Williams, a popular Serenão, e tirou-lhe o título do Australian Open.

Como o jogo não vale nada mesmo, e os dois times deverão se classificar para as fases seguintes do Campeonato Paulista, eu reuniria meus companheiros e perguntaria apenas o seguinte: “Vamos jogar? Vamos deixar de frescura e jogar o que a gente sabe?!”

Procura-se um substituto para Marquinhos Gabriel

Ele parecia um jogador comum melhorado, mas a verdade é que a versatilidade de Marquinhos Gabriel está fazendo falta. Paulinho é muito atacante, tem de jogar enfiado; Serginho é muito meia, tem de vir de trás, e Patito é um pouco de tudo e um pouco de nada. O prezado Dorival Junior precisa experimentar mais gente nesse time.

Acho que se o Vitor Bueno voltar para marcar, e o fizer com eficiência, será o ideal, mas se o Elano se preparar bem fisicamente e correr um pouco mais, também pode deixar uma última boa impressão nos santistas. E acho que o Ronaldo Mendes também deve ser mais testado. Não consigo é acreditar muito no Léo Cittadini, que tem jeito de craque, mas ainda mal consegue proteger a bola. Parece um menino no meio de adultos.

Bem, que os céus iluminem o Dorival e que o Santos entre em campo querendo alguma coisa além de se defender e esperar o tempo passar. Sempre que faz isso, perde.

Por outro lado, temos o Palmeiras. Li a análise do Paulo Vinicius Coelho sobre a partida e não pude deixar de rir sozinho. Ele cita uma série de problemas do Palmeiras, diz que o Santos não tem problema algum, mas palpita que o seu Palmeiras vencerá (?). Veja como o coração fala mais alto, mesmo em um anglo-ítalo-brasileiro como o PVC.

Enfim, quase 20 mil ingressos já foram vendidos antecipadamente, todos para os palmeirenses. A arbitragem será de Raphael Claus, auxiliado por Émerson Augusto de Carvalho e Bruno Salgado Rizo. Nos clássicos entre Santos e Palmeiras eles não costumam influir.

E se, depois disso tudo posto, você me perguntar o que acho da partida, eu direi que o empate estará bom, pois não acredito na vitória do Santos, apesar de torcer por ela. Tem faltado 20% a mais de garra a esse time e tem faltado bom senso à diretoria de futebol, que traz um tal de Maxi Rolón da Argentina sem consultar o Dorival Junior.

Veja como são as coisas: se vencesse o Palmeiras nos pênaltis, o Santos teria sido campeão da Copa do Brasil e estaria na Copa Libertadores. Perdeu, e hoje vive uma posição secundária com relação ao seu rival. A única maneira de começar a mudar isso é ganhar o jogo de hoje. Mas terá fibra e fé para tal? Oremos…

SuperShopping Osasco recebe ídolo do Santos para noite de autógrafos

Zagueiro David Braz encontrará os torcedores ao lado do quiosque da Santos Store na próxima segunda-feira

Com ou sem vitória sobre o Palmeiras neste final de semana, os clientes santistas do SuperShopping Osasco terão motivos para comemoração. Além de terem recebido, no último dia 10, a primeira Santos Store da região, ainda terão uma noite de autógrafos com o jogador David Braz. O evento será na próxima segunda-feira, dia 22, às 19h30, no recém-inaugurado quiosque da marca oficial do clube, na Praça de Eventos do SuperShopping Osasco.

Zagueiro do Santos desde 2012, David Braz foi fundamental para o título no Campeonato Paulista do ano passado. Ele já passou pelo Flamengo e pelo Palmeiras e mantém-se titular do técnico Dorival Júnior, apesar de estar lesionado desde dezembro passado.

Além do jogador, os torcedores encontrarão o jornalista e historiador Odir Cunha, podendo obter autógrafos ou conversar sobre o livro Time dos Sonhos – História Completa do Santos F.C..

Administrada pela Meltex Franchising, a Santos Store inaugurou no SuperShopping Osasco a primeira loja da região. Há outras três lojas da marca, sendo duas no litoral e uma nos Jardins, em São Paulo. Agora, no quiosque do SuperShopping Osasco, o torcedor santista encontrará desde artigos esportivos até joias e utilidades domésticas do seu time.

Noite de Autógrafos da Santos Store
Data: segunda-feira, 22 de fevereiro
Horário: das 19h30 às 22h
Local: Praça de Eventos do SuperShopping Osasco
Endereço: Av. dos Autonomistas, 1.828 – esquina com a Av. Maria Campos. Osasco/SP

SuperShopping Osasco
O SuperShopping Osasco é o empreendimento mais completo da região. Em um espaço de 60 mil m2, conta com um mix de lojas e serviços diversificados e de qualidade, com marcas renomadas e várias opções de lazer e gastronomia. Inaugurado em 2005, recebe mais de 600 mil consumidores por mês.

E você, o que acha do Clássico dos Clássicos deste sábado?


Juvenal Juvêncio diz que Santos é “de médio para pequeno”

A cada frase, Juvenal mais complica a situação do São Paulo

Ouvi agora mesmo a entrevista que Juvenal Juvêncio deu à uma emissora de rádio conhecida por suas raízes são-paulinas, também conhecida como Jovem Pan, em que ele – aparentemente desesperado com a possibilidade de o Morumbi ser rejeitado para a Copa e se cristalizar como um elefante branco –, atira para todos os lados e nessa artilharia tenta, como é seu feitio, diminuir o Santos, a quem define como “médio para pequeno” e que por isso não deveria receber nenhum aumento nas cotas de tevê.

Juvenal deu a entender que o presidente Luís Álvaro votou em Kléber Leite para presidente do Clube dos Treze porque o candidato da CBF teria prometido aumentar as cotas de tevê do Santos. Juvenal, sem qualquer base estatística, disse que o Santos tem a oitava torcida do Brasil e deixou claro que é contra qualquer alteração no valor das cotas atualmente distribuídas aos clubes.

Como o presidente do São Paulo estava sóbrio e deu entrevista a uma rádio que mesmo não sendo das mais ouvidas, tem o seu público, é importante fazer alguns esclarecimentos:

A pesquisa de torcida mais fidedigna que existe, já falei várias vezes, é a timemania. Lá milhões apostam e escolhem o seu “time do coração”. Não é como certas pesquisas que ouvem meia dúzia de gatos pingados. E pela timemania o Santos disputa com o Grêmio a quinta posição do Brasil, enquanto o São Paulo é o terceiro, separados por míseros 2%. E como movimento de torcida é algo dinâmico, neste momento é óbvio que a do São Paulo está diminuindo e a do Santos crescendo (ou alguma criança, hoje, vai preferir o Rogério Ceni ao Neymar?).

Por outro lado, não é só a torcida que define o quanto um clube deve receber da tevê, mas o que ele representa como espetáculo televisivo. Depois que personalidades do futebol, como Zico e Ronaldo, declararam que não perdem um jogo do Santos, fica evidente qual o time, hoje, atrai mais público em suas transmissões e, consequentemente, dá mais retorno aos anunciantes da tevê.

A empáfia já matou o futebol do Paulistano

Os são-paulinos se orgulham se serem originários do glorioso Paulistano, o maior vencedor da fase amadora do futebol brasileiro. Na verdade, só herdaram os jogadores, que ficaram sem clube para jogar quando o Paulistano fechou o seu departamento de futebol, e fundaram o São Paulo. O Club Athlético Paulistano, como sabemos, continua a existir e é um dos clubes mais elegantes e seletos de São Paulo, encravado nos Jardins, região mais valorizada da cidade. Não tem absolutamente nada a ver com o São Paulo Futebol Clube, no periférico Jardim Leonor.

O São Paulo tem uma origem humilde, pobre mesmo. No início, era só um jogo de camisas, como um time de várzea.  Não tinha sede, muito menos estádio. Não sei se é o caso de se lembrar aqui, mas o São Paulo atual começou nos anos 30 sem um tostão e se valeu das hostilidades e desconfianças da II Guerra para comprar a preço de banana o Canindé de um clube alemão. Depois, tentou apropriar-se do Parque Antártica, já que pertencia ao Palestra Itália, colônia de um país que também estava em guerra com o Brasil, e por fim, graças à participação ativa de Laudo Natel, que era governador do Estado e ao mesmo tempo tesoureiro da construção do Morumbi, ergueu o estádio que tem hoje.

Mesmo nos anos 40, em que teve alguns bons resultados e ídolos como Leônidas da Silva, era um clube de torcedores de baixa renda, quase todos empregados em empresas do Estado, a ponto de ser chamado de “o time dos funcionários públicos”.

Mas o que eu queria dizer é que o Paulistano, que tinha um líder poderoso e intransigente, o senhor Antonio Prado Júnior, fez e desfez tanto no futebol paulista, que acabou marginalizado. Com a ascensão dos clubes mais populares Corinthians e Palestra Itália (Palmeiras), o Paulistano tentou mudar as regras do jogo várias vezes, a ponto de criar uma outra liga, porém, quando viu que a popularização do esporte era irreversível e ele não era mais o xodó das arquibancadas e da mídia, fez beicinho e afastou-se definitamente do futebol.

Juvenal e os prejuízos ao São Paulo

Há uma explicação para o fato de, para muitos torcedores, o São Paulo ter se tornado um reduto de refugos santistas, como Léo Lima, Rodrigo Souto, Cléber Santana e André Luis. A verdade é que falta dinheiro para o clube contratar. Sim, o São Paulo também está com sérios “problemas de fluxo de caixa”.

Tudo começou com mais um palpite infeliz de Juvenal Juvêncio, que diante do impasse de quanto cobrar pelo aluguel do estádio ao Corinthians, disse que quem não tinha casa tinha de jogar na casa dos outros e se sujeitar às condições do locatário. Foi o bastante para que o clube mais popualr do Estado decidisse não jogar mais no Morumbi.

Com isso, o São Paulo não perdeu apenas a comissão pelo aluguel do estádio. Perdeu alguns milhões de reais de empresas que pagavam por placas de publicidade no Morumbi. Sem jogos de Corinthians, e também de Santos e Palmeiras, obviamente a visibilidade do Cícero Pompeu de Toledo se tornou bem menor. Andrés Sanchez me disse que o maior dos anunciantes do Morumbi chegou a ligar para ele antes de renovar o contrato com o São Paulo. Quando soube que era definitivo que o Corinthians não jogaria mais lá, decidiu não renovar.

Desespero para salvar o elefante branco

Com a Copa, há a possibilidade de a região metropolitana de São Paulo contar com um estádio novo e moderno, que tornaria o Morumbi obsoleto, usável apenas pelo seu proprietário. É óbvio que isso seria providencial para Corinthians e Santos, times que têm grande massa de torcedores na Capital e poderiam adotar o novo estádio como seu. Mas para o São Paulo seria um horror. Essa possibilidade parece estar tirando o sono do presidente são-paulino.

Quem vai ao futebol em São Paulo sabe que a pior alternativa é o Morumbi. É distante, as vias de acesso são raras e difíceis. Há pontos cegos no estádio, sim, falta estacionamento e a segurança em torno é precária. O velho Pacaembu é, de longe, a melhor opção para o torcedor paulistano.

Entretanto, ainda sinto uma boa vontade geral dos paulistas para que São Paulo receba um dos grupos da Copa. Que seja no Morumbi, Pacaembu ou no novo estádio que virá. Na verdade, por tudo que representa para o futebol brasileiro, o melhor estádio brasileiro deveria ficar aqui. Como o Morumbi é o maior, apesar de precário, tolera-se o estádio são-paulino. Porém, mais uma vez a artilharia de Juvenal Juvêncio pode transformar parceiros em adversários e colocar tudo a perder. Para o seu orgulhoso São Paulo.

Clique AQUI para ouvir a íntegra da entrevista de Juvenal Juvêncio na Jovem Pan


Neymar ainda tem chance de ir à Copa

Esta camisa cai bem no garoto

A cada dia cresce o coro dos que pedem Neymar na Copa. Não se trata só de torcedores santistas fanáticos, mas de gente que conhece muito o futebol, como Zito e Clodoaldo, jornalistas como Cláudio Carsughi e Milton Neves e nada menos do que o rei do futebol, sua majestade, Pelé. Isso, dos que eu ouvi e posso comprovar. Imagino que por este Brasil afora, nos bares, esquinas, praças, o nome de Neymar já é mais falado do que o de muitos que compõem os preferidos de Dunga.

O técnico já disse que o grupo está fechado, mas o torcedor, perspicaz como poucos especialistas, sabe que em dois meses muita água pode passar embaixo da ponte do futebol. As “fases” boas ou más dos jogadores na maior parte das vezes são rápidas e imprevisíveis. Quando a lista sair, nem todos os que hoje são convocados desfrutarão de ótima forma física e técnica.

Neymar, ao contrário, é um garoto em curva totalmente ascendente. Está mais forte, mais técnico, mais seguro e experiente a cada partida. Leva pancada, é xingado, e responde com gols e sorrisos. Ele recuperou a alegria de jogar que parece ter sido perdida no carrancudo futebol brasileiro. Daqui a dois meses talvez seja o melhor jogador em atividade no Brasil, se já não é…

Pedir sua presença na Seleção não é só coisa de garoto deslumbrado com o futebol bonito (como eu sou), mas também de veteranos circunspectos da crônica, como Cláudio Carsughi, da rádio Jovem Pan. Hoje, no programa “Esporte em Discussão”, aquele no qual todos falam ao mesmo tempo e você não entende nada, o mestre tomou a palavra e diante do silêncio e do respeito geral, disse que gostaria de ver não só Neymar, mas também Paulo Henrique na Seleção. Carsughi acha que são os reservas ideais para, respectivamente, Robinho e Kaká. Ninguém ousou discordar de argumento tão lógico.

No mesmo programa, alguém perguntou no lugar de quem Neymar poderia ir, como se todos os convocados fossem intocáveis. Ora, respondeu Fernando Sampaio, no lugar de um lateral, um volante ou mesmo do terceiro goleiro. Com sua habilidade, Neymar pode entrar e decidir um jogo. Quantos mais podem fazer isso nesse time?

Além de Kaká, quem é tão completo como Neymar?  

Pelo que se viu até aqui, o Brasil dependerá das arrancadas de Kaká, dos dribles de Robinho, das peitadas de Luís Fabiano, das bolas paradas de Elano e, talvez, das cobranças de falta de Daniel Alves e das investidas de Nilmar, que começará no banco de reservas. Porém, além de Kaká, quem tem habilidade e visão de jogo para driblar, correr com a bola, lançar, tabelar e marcar gols? Na Seleção, ninguém mais.

Mesmo tão técnico, percebam que Neymar é o artilheiro do Campeonato Paulista. E não marcou apenas contra defesas medíocres, como a da Irlanda, mas desvirginizou também a do São Paulo de Rogério Ceni e o Corinthians de Felipe. Não creio que ele tremeria na África do Sul. Ao contrário.

O ambiente na África será extremamente amistoso para o Brasil. A torcida só não ficará a favor se a Seleção Brasileira se encontrar com o time da casa, o que é bastante improvável. Ou seja, o Brasil jogará cercado de carinho e proteção. É mais difícil para Neymar enfrentar os zagueiros do Interior Paulista, do que será jogar na Copa. Podem apostar nisso.

Se acho que deveria ser titular? Não nos primeiros jogos. Mas dou duas partidas para que o menino entre e ganhe a posição, aclamado por todo o País. Modéstia à parte, conheço um craque quando vejo um e digo isso de Neymar desde a sua estréia como profissional. Já conversei com ele, assisti seus treinos e posso afirmar que ele tem uma qualidade essencial a todo jogador fora de série. Não é só a habilidade, não é só uma qualidade física. É algo intangível e que nunca nos abandona: o raciocínio, a inteligência.

Neymar pensa na frente. Domingo, quando o experiente Alessandro percebeu, o garoto já tinha matado a bola e girado para mandá-la no canto direito de Felipe. Não culpo os jogadores corintianos. Neymar pensa rápido demais para eles. Da mesma forma que no segundo gol, quando podia fazer de tudo, até chutar para a meta, só olhou de canto de olho, mediu a velocidade de André e empurrou-lhe a bola, que o centroavante encontrou no lugar e no momento certos.

O melhor reserva de Kaká?

Dunga tem feito um bom trabalho até aqui e montou um time forte, talvez o melhor que pudesse ter montado com os jogadores que tem à disposição. Dos que não chamou para o jogo contra a Irlanda, já testou todos – técnica e psicologicamente. Ronaldinho Gaúcho talvez esteja jogando bem, mas quem garante que na Copa ele não vá entornar o caldo novamente, como fez no último Mundial? Dunga não quer correr riscos não com o jogador, mas com o homem Ronaldinho Gaúcho.

Neymar, por sua vez, assim como Paulo Henrique Ganso, é um craque do bem, bom moços, educado, respeitador, sem vícios e sem noitadas no currículo, que está jogando o fino mas ainda não foi testado porDunga com a sagrada amarelinha. Quase todos acreditam que Neymar e Paulo Henrique não terão mais nenhuma chance até o início do Mundial. Mas algo me diz que ao menos um dos dois terá. E ajudará o Brasil a ganhar sua sexta Copa do Mundo.

E você, acha que estou delirando, ou ainda é possível sonhar com Neymar e/ou Paulo Henrique na Copa da África do Sul?


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