Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Neymar jogou por nós (e pelo Muricy)

Se há uma situação que me deixa triste é ver o rostinho de decepção das crianças assistindo ao Santos fazer mais um de seus jogos indigentes. Imagino que os santistinhas no Couto Pereira se perguntavam, confusos: “Este é o Santos, o time que eu estou começando a amar e que quero amar por toda a vida? Este carinha que não consegue dar um drible é o Neymar de quem os adultos falam tanto?”. Bem, eu estava mergulhado nessa melancolia, quando a Suzana, no começo do segundo tempo, afirmou, convicta: “O Santos vai virar esse jogo!”.

Meu Deus, como alguém poderia dizer aquilo àquela altura? Ainda mais porque a bola estava nos pés de Gerson Magrão… Mas paciente que sou e conhecedor dos dons premonitórios da minha mulher, esperei…

No começo, não percebi nada de novo. Pelo lado esquerdo da defesa a avenida Juan continuava com tráfego livre e por ali o Coritiba criava várias oportunidades de gol. Em uma delas o ex-santista Robinho chegou atrasado e o ex-santista Deivid mandou a bola nas nuvens.

Em outra jogada, a bola cruzou toda a área do Santos e quase o time do Paraná faz outro gol igualzinho ao primeiro. A coisa estava feia. Mas aí o Coritiba cometeu o erro de recuar muito e tentar segurar a vitória. Os deuses do futebol não pedoaram…

No gol de empate, Neymar pegou uma bola na entrada da área e penetrou como um furacão, deixando vários adversários para trás – lance em que não faltou sorte, pois um zagueiro quis chutar para a frente e acabou fazendo a bola ricochetar no santista e cair à frente do goleiro. Mais um esforço e Neymar driblou o arqueiro e empurrou para o gol.

Sinceramente, eu já considerava o empate bom, pois não me iludo com briga por vaga na Libertadores. Com esse elenco e esse técnico, fugir do rebaixamento já é lucro. Mas eis que Rafael bate um bom tiro de meta, a bola sobra para Patito Rodríguez que tem a chance de se redimir de mais uma atuação apagada. Mas o goleiro rebate o chute do gringo e quem aparece para pegar o rebote? Quem?…

Pois é. No dia em que fez uma de suas mais apagadas exibições no Santos, Neymar marcou os dois gols da virada que representou a segunda vitória do Alvinegro Praiano fora de São Paulo neste Brasileiro.

Muricy, que mais uma vez inventou e começou o jogo com Gérson Magrão, ao invés de Bernardo, que só entrou no segundo tempo, teve a cara de pau de reclamar de Neymar por ter recebido o terceiro cartão amarelo e ficar fora do jogo contra a Portuguesa. Ora, se não conseguir montar um time para vencer a Lusa no Pacaembu lotado de santistas, então que o professor tenha a hombridade de pegar o seu boné e ir cantar em outra freguesia. E que Geninho – que neste domingo almoçava no magnífico Mar del Plata – seja convidado para dirigir o Santos.

Por falar em desculpas de Muricy, no intervalo ele reclamou que sem um meia de armação para o lugar do Ganso, ele terá dificuldades de montar o time. Ora, o Ganso, por uma série de motivos, ficou a maior parte do tempo fora da equipe. Incrível o repertório de desculpas do professor aposentado em atividade…

Reveja os gols da partida:

http://youtu.be/j-StiPvrTjQ

E você, o que achou de Coritiba 1, Santos 2?


A boa notícia é que Muricy terá de mexer no Santos contra o Coritiba

O imobilismo de Muricy Ramalho é tão irritante, que o santista costuma ficar contente quando alguns titulares não podem jogar, pois só assim o técnico mexe no time, geralmente para melhor. Neste domingo, no Couto Pereira, a partir das 16 horas, o Santos estará desfalcado de Durval e Felipe Anderson, suspensos; Léo, com dores no joelho, e Adriano, com o tornozelo inchado. Com isso David Braz volta a fazer dupla com Bruno Rodrigo na zaga; Bernardo deve entrar no meio-campo; Juan será o lateral-esquerdo e Ewerton Páscoa um dos volantes.

Matematicamente o Santos ainda pode lutar por uma vaga na Copa Libertadores de 2013, mas se depender do ânimo de Muricy, que não gosta de preleção motivacional e na última entrevista falou até em aposentadoria, eu espero o domínio do Coritiba e, no máximo, um empate.

Mas o Coritiba é melhor do que o Santos? Não. O técnico do time do Paraná, Marquinhos Santos, tem um currículo minimamente parecido com o de Muricy? Não. Então, só o fato de jogar em casa dá ao Coxa a condição de favorito? Não. Então, por que o Coritiba teria mais chances de vencer a partida? Bem, simplesmente porque quererá mais vencer o jogo. A não ser que Neymar desequilibre de novo…

Aliás, Muricy restringiu a Neymar quase todas as possibilidades de vitória do Santos: “O Neymar é diferente. Ele muda qualquer jogo e ajuda demais, mesmo estando desgastado e um pouco abaixo do peso. Só que o lado individual dele é muito forte e até mesmo os companheiros acreditam mais na vitória quando ele está em campo”, disse o criador da estratégia genial que pode ser resumida em uma úncia frase:”dá a bola pro Neymar, pô!”.

Ah, o torcedor que acha que o gol salvador contra o Flamengo deu ao garoto Victor Andrade a chance de sair jogando em Curitiba, pode tirar o cavalo da chuva. Muricy deve entrar com Patito Rodríguez. E se não começar com Bernardo, deverpa optar por Gérson Magrão ou João Pedro.

Times prováveis

Árbitragem: Ronan Marques da Rosa, de Santa Catarina, auxiliado por Rodrigo Pereira Joia e Rodrigo Henrique Correa, ambos do Rio de Janeiro.
Coritiba: Vanderlei; Ayrton, Escudero, Demerson e Eltinho; Willian, Gil, Robinho e Everton Ribeiro; Éverton Costa e Deivid. Técnico: Marquinhos Santos.
Santos: Rafael; Bruno Peres, Bruno Rodrigo, David Braz e Juan; Ewerton Páscoa, Arouca, Bernardo e Patito Rodríguez; Neymar e André. Técnico: Muricy Ramalho.

Retrospecto Santos x Coritiba

Por Wesley Miranda

Santos e Coritiba se enfrentaram 40 vezes ao longo da história. E a vantagem é amplamente santista, com o dobro de vitórias: 22 contra 11 do Coxa e sete empates. O Alvinegro marcou 72 gols e o Alviverde 49.

Em Brasileiros, com o primeiro encontro apenas na Taça de Prata de 1969, foram 30 jogos, com 17 vitórias do Santos contra nove vitórias do Coritiba e quatro empates. O Peixe marcou 52 gols e o Coxa Branca 38.

Artilheiros Santistas
O artilheiro santista no confronto é o atacante Carabina, com seis gols no primeiro jogo entre as duas equipes. O vice artilheiro, com cinco gols, é Pelé, que jogou sete partidas contra a equipe paranaense, ganhando quatro, empatando duas e perdendo uma. Robinho, Fabiano e Neymar marcaram três gols cada e figuram bem na lista de principais artilheiros do Santos.

O primeiro encontro
O primeiro confronto entre as equipes aconteceu no dia 20 de maio de 1941, e marcou o artilheiro santista do histórico. Segundo o pesquisador Guilherme Nascimento, o estreante Carabina, autor de seis gols, marcou cinco vezes de cabeça, façanha que só foi igualada por Odair Titica em 1948, na vitória do Santos sobre o Comercial (SP) por 5 a 4. Carabina foi artilheiro do Santos na temporada de 1941, com 30 gols. Raul, Cláudio, Bonje e Tom Mix completaram a goleada.

O Santos do técnico Dario Letona formou com Victor; Neves e Ari Fernandes; Botelho, Elesbão e Inglês; Cláudio, Bonje (Orestes), Carabina (Raul), Antoninho e Tom Mix.

Esse jogo histórico também marcou a estreia do cerebral meia Antoninho Fernandes, um dos principais personagens da história centenária.

Primeiro encontro em Brasileiros
Mesmo a equipe paranaense tendo participado da Taça Brasil de 1960 (o Coritiba perdeu a vaga no sorteio depois de três empates com o Grêmio) e de 1961 (eliminado pelo Palmeiras em três jogos decisivos), o primeiro confronto contra o Santos em Brasileiros aconteceu apenas no Robertão de 1969, no dia 22/10, no Estádio Belfort Duarte*, com vitória do Peixe por 3 a 1, com gols de Pelé (2) e Edu. O Rei ficou a apenas cinco gols de marcar o milésimo.

O Santos formou com Agnaldo; Carlos Alberto Torres, Ramos Delgado, Djalma Dias e Turcão (Jair Bala); Clodoaldo e Lima; Manoel Maria, Edu, Pelé e Abel(Luís Carlos). Técnico Antoninho Fernandes.

Estádio Belfort Duarte
Inaugurado em 1932, o estádio do Coritiba foi renomeado em 1977 para Estádio Major Antônio Couto Pereira.

O “presente” de Lela
No aniversário de 73 anos do Santos, no Couto Pereira, pela 10ª rodada do segundo turno, a partida estava empatada em 1 a 1, gols dos zagueiros Márcio Rossini para o Santos e Vavá para Coritiba, quando o atacante Lela (pai do atacante Alecsandro, do Vasco, e do meia Richarlyson, do Atlético-MG) acertou um chute cruzado no gol de Marola e deu a vitória ao time da casa. O Coritiba conquistaria o Campeonato Brasileiro daquele ano de 1985, batendo o Bangu na final.

www.youtube.com/watch?v=D06aodPZC2g

Copa União 1987
Em partida realizada pela Copa União 87, o Santos venceu o Coritiba no Pacaembu com gols de Chicão e Osmarzinho. Essa foi uma das duas vitórias do Santos no campeonato em que acabou eliminado junto com o Coxa na primeira fase.

O Peixe do técnico Geninho formou com Rodolfo Rodriguez; Raul, Davi, Nilson e Luisinho; César Sampaio, César Ferreira (Osmarzinho), Mendonça e Glauco; Chicão e Arizinho (Celso).

www.youtube.com/watch?v=6qxaoAMzHLg

WO e rebaixamento
Em 1989, o Coxa se negou a aceitar uma mudança de calendário que fazia com que jogasse um dia antes do Vasco – adversário com quem brigava pela classificação no grupo. Em protesto, o Coritiba não compareceu ao jogo contra o Santos em Juiz de Fora e foi punido pela CBF com a derrota por 1 x 0, a perda de mais 5 pontos e a queda automática para a Série B.

Briga pela oitava vaga
No Brasileiro de 2002, Santos e Coritiba disputaram uma vaga nas quartas de final. O Santos, que perdeu para o São Caetano por 3 a 2 dependeu do já rebaixado Gama, de Dimba (tio do jogador Dimba), que venceu o time paranaense por 4 a 0. Caso o Coritiba vencesse, estaria classificado.

A volta do Guerreiro
Aos 38 minutos do segundo tempo, após dois anos e cinco meses de luta contra a leucemia, entrava em campo Narciso. A partida disputada no dia 25 de outubro de 2003 no estádio Couto Pereira já estava 4 a 0 para o Santos, mas não impediu que a torcida adversária o aplaudisse de pé. Narciso atuou no Santos de 1994 a 2004 em 267 partidas, marcando 13 gols.

O Peixe do técnico Leão formou com Fábio Costa; Neném (Reginaldo Araújo), Pereira, André Luís e Léo; Paulo Almeida (Daniel), Renato, Elano e Diego (Narciso); Robinho e Fabiano.

www.youtube.com/watch?v=8jK3q-6N2Ms

No épico Brasileiro de 2004…
Em partida realizada no Couto Pereira, no dia 21/11, pela 42ª rodada do épico e concorrido Brasileiro de 2004, o desfalcado Santos venceu por 1 a 0 com gol do atacante Deivid aos 20 minutos do segundo tempo. Com o resultado, o Santos seguiu de perto na luta pelo título com 79 pontos contra 81 pontos do rival do Coritiba, o Atlético-PR. Faltando quatro rodadas para o termino do certame.

O Peixe formou com Mauro, Ávalos, Antônio Carlos e André Luis; Flávio, Fabinho, Zé Elias(Marcinho), Ricardinho e Léo(Marcio Careca); Basílio(Luís Augusto) e Deivid. Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

No primeiro turno, no dia 29/07, na Vila Belmiro, o Santos também jogou desfalcado, mas venceu o Coritiba por 4 a 2, com gols de Elano (2), Deivid e Basílio.

O Peixe formou com Tápia; Paulo César, Andre Luis (Domingos), Ávalos e Léo; Fabinho, Bóvio, Elano (Marcinho) e Luis Augusto (Lelo); Basílio e Deivid. Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

www.youtube.com/watch?v=1EDyVu_qgFQ

Briga pela permanência na Série A
Se em 2002 os times disputavam uma vaga nas quartas, em 2009 os times se enfrentaram para permanecer na serie A. A vitória do Santos por 4 a 0 no dia 22 de novembro de 2009 garantiu o Alvinegro Praiano na elite e colocou o Coxa próximo à zona de degola. E a queda aconteceu dois jogos depois. Neymar marcou pela primeira vez dois gols na mesma partida jogando na Vila.

O Peixe formou com Felipe; Pará, Adaílton, Eli Sabiá e Léo (Triguinho); Rodrigo Mancha, Rodrigo Souto, Madson (Róbson) e Paulo Henrique Lima; Neymar e Kléber Pereira (Jean). Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

www.youtube.com/watch?v=aGG5HOwDliM

No primeiro turno
No dia 24/06, o Santos enfrentou o Coritiba na Vila Belmiro e empatou em 2 a 2 com gols de Edu Dracena e Neymar.

O Peixe formou com Rafael; Henrique, Edu Dracena, Durval e Léo; Adriano (Maranhão), Arouca e Elano; Alan Kardec, Borges (Felipe Anderson) e Neymar. Técnico: Muricy Ramalho.

www.youtube.com/watch?v=nKXnQXfxj9g

Edu Dracena
Esse foi o 13º gol do zagueiro pelo Peixe, que ainda balançou a rede na vitória contra o Grêmio por 4 a 2, chegando ao 14º tento.

O capitão Edu Dracena está a um gol de igualar Joãozinho (1977 a 1983), Márcio Rossini (1981 a 1985 e 1990) e André Luis (2000 a 2004) com 15 gols. O maior zagueiro artilheiro do Santos é Alex (2002 a 2004) com 20 gols.

Curiosidades – Brilharam aqui e lá
Filho do jogador Juvenal Ferraz de Negreiros, que jogou pelo Peixe nos anos de 33 e 34 (17 partidas e 10 gols), Walter Ferraz de Negreiros, ou só Negreiros, subiu aos profissionais em 1967, junto com Clodoaldo e Douglas. O polivalente Negreiros jogou 129 partidas pelo Santos e marcou 13 gols entre 1967 e 1972. No Coxa, fez parte do time que conquistou o Hexacampeonato Paraense (1971 a 76).

Destaque santista de 1990, Kazuyoshi Miura teve ótima passagem pelo Coritiba quando conquistou seu primeiro título na carreira, o Paranaense de 1989, ao lado de Carlos Alberto Dias, Serginho, e os ex-santistas Chicão, Oswaldo e Tostão II, além do técnico Edu Coimbra. No Peixe, o japonês atuou em 35 partidas e marcou 4 gols.

E você, o que acha que vai acontecer em Coritiba?


Dos males, mais um 0 a 0 foi o melhor

Pelas circunstâncias – com um jogador a menos desde o início do segundo tempo – o empate com o Internacional, no Beira-Rio, não pode ser considerado um mau resultado. Porém, pelo futebol sem criatividade apresentado e pelo fato de este ser o quinto jogo do time fora de casa neste Brasileiro sem marcar um único gol, não dá para ficar contente com o desempenho do Santos neste domingo.

Na verdade, o time fez bem apenas uma parte das exigências do futebol: a de destruir as jogadas do adversário. A defesa não deu maiores bobeiras, Aranha esteve firme e os volantes chutaram para onde estavam virados. Arouca, improvisado como meia, até que se saiu bem. Mas o ataque só existiu nas pontadas esporádicas de Felipe Anderson e em algumas chegadas surpreendentes de Henrique. É pouco para um time ao qual só resta o Brasileiro para conseguir a vaga para a Libertadores do ano que vem.

Sem um atacante como Neymar e um enfiador de bolas como o Ganso, o Santos mostrou-se um time bem comum. Se a bola roubada na defesa cai nos pés de Adriano ou Henrique, perde-se o contra-ataque, pois o passe sai defeituoso. E quanto às estreias de Miralles e João Pedro?

Por esta partida não dá para analisar. Nada, mas nadinha mesmo fizeram de especial. Nem seu chute tão esperado de fora da área o argentino tentou. João Paulo, que veio da Traffic, mal pegou na bola, Mesmo com “defeito de fábrica” Felipe Anderson foi o mais perigoso do ataque. Só precisa caprichar mais no aproveitamento das bolas paradas (que devem ser colocadas entre a primeira linha de jogadores e o goleiro, como diria mestre Marcos Assunção).

Uma temeridade chamada Juan

Confesso que quando comecei a ler neste blog uma enxurrada de críticas a Juan, fiquei com um pé atrás. Não me parecia que o lateral-esquerdo estivesse atuando de forma tão defeituosa. Hoje, porém, ele justificou todos os seus críticos. Acabou sendo passado para trás por um garoto – Lucas Lima -, que o levou a receber dois cartões amarelos e ser expulso do jogo.

O segundo cartão não foi justo, visto que o jogador do Inter é que chuta o pé do santista e se atira no campo, em reprovável atitude anti-ética. Porém, o primeiro cartão amarelo de Juan foi infantil. Sem opção de passe e sem recursos técnicos, atirou-se ao chão cavando a falta. Em seguida, como o jogo prosseguiu, agarrou a bola.

Devido à sua insegurança como marcador, não deveria ter voltado para o segundo tempo, pois era evidente que os garotos do Inter forçariam o jogo pelo seu lado. Pena que Muricy não tenha percebido isso.

Perspectivas do Santos neste Brasileiro

A velha fórmula de empatar fora de casa e vencer os jogos em que tiver o mando de campo é a única que pode levar o Alvinegro Praiano a uma sofrida vaga na Copa Libertadores do ano que vem.

Não creio que apenas a vinda de Robinho mude muito a cara do time, que precisa de um meia técnico, experiente e de bom passe, além de um fazedor de gols. Na defesa, o time está se segurando bem (com exceção do instável Juan, que apoia mais ou menos e marca muito mal).

Bem, mas o que você achou no Santos contra o Inter?


Torcedor não aprova Elano, Borges e mais três titulares do Santos

É evidente que o Santos tem problemas com o elenco. Há verdadeiros buracos negros em algumas posições. Falta vontade para alguns jogadores, para outros falta categoria. Não é à toa que o time ainda não venceu no Campeonato Brasileiro e ocupa a zona de rebaixamento. Assim, este blog deu aos santistas a oportunidade de dizer quais os jogadores devem permanecer e quais devem sair do Santos.

Cerca de 500 leitores deram suas opiniões e elas foram bem parecidas. Percebeu-se uma tolerância muito grande com os jogadores da base, ainda não devidamente testados pelo técnico Muricy Ramalho, conhecido por não gostar de trabalhar com jovens formados no clube. A única exceção é Felipe Anderson, que já teve várias oportunidades, mas não convenceu. A maioria dos santistas acha que ele precisa ser emprestado para um time de menor expressão a fim de ganhar mais maturidade.

Além de Felipe Anderson, os jogadores que o santista não quer mais ver jogando pelo time são Elano, Juan, Durval, Henrique, Borges, Maranhão e Gérson Magrão. A rejeição a Paulo Henrique Ganso tem aumentado muito desde que ele pediu um milhão de reais por mês para continuar no Santos.

Dentre os que devem continuar, na opinião do torcedor, os mais votados foram Neymar, Arouca, Rafael, Adriano e Edu Dracena. O lateral Léo ficou no meio termo. Quase todos o admiram, mas muitos acham que sua veteranice impede que continue prestando bons serviços ao clube.

Cinco titulares na lista de dispensas do torcedor

O curioso é que cinco titulares estão na lista de dispensas do torcedor. São eles: Elano, Juan, Durval, Henrique e Borges. Quanto a Paulo Henrique Ganso, é considerado um bom jogador, mas sem vontade de continuar no clube, e por isso muitos defendem a sua saída.

Elano em nenhum momento justificou a fama e o salário. Perdeu-se em polêmicas extra-campo e jamais mostrou um futebol digno do prestígio que havia angariado entre os santistas. Tem sido um oneroso peso-morto. Nunca, na história do Santos, um jogador ganhou tanto para jogar tão pouco.

Juan começou bem, mas é considerado muito lento, sem iniciativa. O zagueiro Durval, para os torcedores, é errático e pouco participativo. Henrique marca e apoia mal. É nulo, assim como o atacante Borges, que perdeu a forma física e técnica e hoje nem consegue fazer gols feitos.

Maranhão, por falta de outro, chegou a ser titular na lateral-direita, mas, positivamente, não dá. Estabanado, tirou dois pontos do time ao fazer um pênalti bobo contra o Coritiba.

Outro que segundo os torcedores deve sair é Gérson Magrão, que acaba de chegar para “compor o elenco”. Se a diretoria de futebol tivesse a sensibilidade de consultar o torcedor antes de investir o dinheiro do clube, certamente não teria contratado Gérson Magrão, Rentería e o recém-chegado Bill, jogadores com péssima imagem junto ao torcedor do Santos.

Os casos de Paulo Henrique Ganso e Muricy Ramalho

O meia Paulo Henrique Ganso está pedindo um milhão de reais por mês para renovar com o clube. Pelo que ele vem jogando, 100 mil mensais já seria caro. A esperança do santista é a de que Ganso se saia bem na Seleção Olímpica e receba uma proposta do exterior. Falta a ele a agilidade e a mobilidade que se espera de um armador do Santos.

A diretoria quer renovar o contrato de Muricy Ramalho. Para boa parte dos torcedores será um erro grave. Muricy é totalmente avesso ao DNA santista, que se baseia em valorizar os garotos da base e armar times para marcar gols. Ele prefere veteranos e é um fã do chamado “chuveirinho”. Enfim, apesar de ganhar títulos, para muitos santistas Muricy é um técnico ultrapassado, previsível, que chegou a um ponto perigoso de desgaste com o torcedor. Insistir com ele pode custar caro a essa diretoria e aos cofres do clube.

O que o torcedor quer

O futebol que o Barcelona e a Espanha apresentam, baseado na solidariedade e na participação de todos os jogadores em busca do gol adversário, é o sonho do torcedor do Santos. E esse modo de jogar também está no seu DNA, pois logo depois de sua primeira vitória no Campeonato Paulista, quando goleou o Corinthians por 6 a 3, em 22 de junho de 1913, o então técnico Urbano Caldeira, em um relatório para a diretoria, escreveu que a vitória se deveu ao “jogo de passes curtos e rápidos”.

Esse sistema de jogo não se baseia tanto nas virtudes individuais dos jogadores, mas em uma filosofia ofensiva coletiva trabalhada exaustivamente nos treinamentos. E para que ela seja implantada com sucesso, é essencial a participação de todos os setores do time.

O torcedor quer ver o Santos jogando com a mesma vontade e determinação que os terceiros reservas mostraram no segundo tempo da partida contra o Flamengo. Por falta dessas qualidades, hoje o Santos tem um elenco caro e acomodado e seu futebol faz jus à zona de rebaixamento do Brasileiro.

O que você achou dessa lista de dispensas do torcedor santista?


Mais um 0 a 0. E o Santos já está 4 pontos atrás dos líderes

O Sport se defendeu bem e o ex-santista Bruno Aguiar foi o melhor do time. Mas é decepcionante ver o Santos fazer o seu segundo jogo no Campeonato Brasileiro sem fazer gols e, pior do que isso, sem demonstrar força ofensiva. Com isso, em apenas duas rodadas o Santos já está a quatro pontos dos líderes, o que faz prever outro Campeponato Brasileiro sem chances de lutar pelo título.

Dos novos contratados, nenhum se destacou. Bernardo voltou a ter uma atuação apagada e ainda sofreu uma distensão muscular que o afastará do time por algum tempo. O lateral Galhardo também saiu machucado, Gérson Magrão foi mais ou menos e Ewerton Páscoa, que jogou bem na estreia, contra o Bahia, nem ao menos ficou no banco de reservas (às vezes é duro de entender a cabeça do Muricy).

O perigo de contratar um monte de jogadores meia boca, apostando que um ou outro dará certo, é que o mais provável é que nenhum se destaque e o clube apenas aumente a sua folha de pagamentos. É precipitado afirmar isso agora, mas para quem já acompanha o Santos há décadas, como eu, parece que estou diante de um filme que já assisti. E ainda virá o tal de Bill!?

Jogador bom geralmente já entra no time jogando bem, como aconteceu
com Ailton Lira, Giovanni e outros na rica história santista. Quando o torcedor tem de ficar esperando, esperando, até que o caboclo engrene, é porque não vai engrenar nunca. Como no ano passado, as contratações deste ano até agora não de justificaram. E além de medianos, três dos cinco contratados já estão na enfermaria…

Para que pudesse fazer um Campeonato Brasileiro diferente este ano, como Muricy Ramalho diz querer, era preciso que o Santos tivesse melhores jogadores de meio-campo e ataque. Com esses que estão aí a equipe continuará muito dependente de Neymar e Paulo Henrique Ganso.

Para lutar pelo título seria necessário, ainda, que o time não perdesse pontos em jogos como o deste domingo. Por mais respeito que se deva ter ao Sport, a verdade é que o clube pernambucano perdeu o título estadual para o Santa Cruz, que nem na série A está. Passar 90 minutos jogando na Vila Belmiro, contra uma equipe tecnicamente inferior, e não marcar um golzinho, é preocupante.

Na saída do campo, Aranha disse que faltou um jogador como Neymar para furar a retranca do Sport. Edu Dracena chegou a dizer que era preciso tentar a jogada individual, mesmo que não desse certo.

Concordo com ambos. Acho até que o Santos tinha em campo jogadores capazes de dar um drible, fazer uma tabela, acertar um lançamento, chutar mais a gol, mas lhes faltou personalidade – uma das grandes qualidades de Neymar. E personalidade é algo que se tem ou não se tem.

Uma pena que sem Neymar e Ganso o Santos fique tão despersonalizado, tão comum, tão sem graça. Há meses é evidente que falta um meia e outro atacante de alto nível para fortalecer o ataque santista. Não será Bernardo e Bill que resolverão o problema. Com este time e pelo andar da carruagem, veremos em 2012 mais um Brasileiro em que o Santos precisará de binóculos para acompanhar os líderes.

E como Neymar e Ganso desfalcarão o time em boa parte da competição, devido a Seleção Brasileira, acho que até mesmo terminar entre os mais bem classificados será muito difícil. Assim, o único jeito de o Santos se garantir na Copa Libertadores do ano que vem é conquistar esta de 2012.

Veja os melhores momentos de Santos 0 x Sport 0:

http://youtu.be/WgBNzgWjptQ

E você, o que está achando o Santos neste Brasileiro?


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