Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Tag: Juca Kfouri

Mundiais de Clubes: desta vez Juca Kfouri concorda comigo

Nos votos para um novo ano sempre falamos de paz, tolerância, compreensão, mas depois dificilmente praticamos o que dissemos. Em 2013 resolvi, humildemente, colocar em prática esses nobres augúrios e tentar entender até àqueles que não tenho conseguido. Sempre tive muitos amigos na imprensa esportiva, mas os últimos acontecimentos, como meu trabalho no Dossiê pela Unificação dos Títulos Brasileiros, parecem ter abalado o respeito e o carinho que alguns sempre demonstraram por mim.

Uma das pessoas com quem, digamos, tive um ruído na comunicação, foi o blogueiro José Carlos Amaral, mais conhecido como Juca Kfouri. Muitos de vocês devem se lembrar que no tema Unificação dos Títulos Brasileiros ficamos em campos opostos. Não sei se por ser inimigo de Ricardo Teixeira, o antigo presidente da CBF; por torcer por um time que não se destacou entre meados da década de 1950 e final da década de 1970, ou realmente por acreditar no que dizia e escrevia, Juca Kfouri, mesmo sem ler o documento, mostrou-se um crítico feroz do Dossiê que, após analisado por três departamentos da CBF, conseguiu a Unificação dos Títulos Brasileiros, em uma decisão irrevogável que impediu que um capítulo precioso da história do nosso futebol fosse apagado.

Mas isso é, ao menos para mim, coisa do passado. A vida é muito curta para carregar rancores por assuntos que, comparados aos que realmente interessam, chegam a ser irrelevantes. Tudo passa e, em uma linguagem comum, mas sábia, do povo, a grande verdade é que o tempo cura todas as feridas.

O futebol, entretanto, está no nosso sangue, na nossa alma, e analisar sua história – principalmente quando ela se confunde com a do Santos, assunto principal deste blog – faz parte do meu ofício. Assim, novos temas delicados surgem e é impossível deixar de comentá-los. E quando isso acontece, só me resta torcer para que as discussões se restrinjam ao campo das ideias, sem nunca avançar para aspectos pessoais, como o caráter, a honra, ou a ética, que, a princípio, todos os formadores de opinião têm, ou devem ter.

A questão dos Mundiais de clubes

Pois agora faz-se necessário discutir a questão dos mundiais de clubes. Como a Fifa se apega à nomenclatura para considerar oficiais apenas os torneios que ela realizou – o de 2000 e a partir de 2005 –, muitos torcedores compraram a idéia de que para ser considerado um campeão mundial de verdade, um clube tem de competir com representantes de todos os continentes (da poderosa Oceania, inclusive).

A tese é de uma incoerência total, visto que a própria Fifa só conseguiu reunir seleções de todos os continentes na Copa de 1982, na Espanha, depois de realizar nada menos do que 11 Copas do Mundo. Isso quer dizer que todas as Copas anteriores devem ser batizadas de Copas Intercontinentais? O Brasil, portanto, seria apenas duas vezes campeão Mundial e três vezes campeão Intercontinental?

É claro que não vejo assim e, modestamente, acho que o bom senso nos pede para continuar considerando todos os países campeões do mundo, mesmo sabendo que na Copa de 1930, a primeira, só participaram equipes da América do Sul e da Europa, e que nos quatro primeiros Mundiais o campeão só realizou quatro partidas, o que dá bem a idéia da precariedade daquelas primeiras competições.

Um blog dedicado a assuntos relacionados ao Santos não pode aceitar passivamente a versão de que os títulos de 1962 e 1963, que tornaram o Alvinegro Praiano o primeiro bicampeão mundial, são menos relevantes do que os atuais. Acho até que eram mais importantes (pela época, pelos craques, pelo nível de futebol jogado), mas, tudo bem, ano novo, vida nova, paz, compreensão, sem polêmicas…

Assim, pesquisando mais ainda sobre o tema e procurando conhecer a opinião de alguns colegas sobre ele, deparei-me, surpreso e feliz, com a coluna de Juca Kfouri de 12 de dezembro de 2011, no UOL, intitulada “Ora, a Fifa…”. Nela, Juca escreve:

Diz a Fifa que o Corinthians é o primeiro campeão mundial de clubes, em 2000.

Diga o que a Fifa disser, mas o primeiro campeão é o Real Madrid, em 1960.

Como o segundo é o Peñarol, o terceiro o Santos e assim por diante.

E em 2000 tem outro campeão mundial, junto com o Corinthians, o Boca Juniors.

A Fifa e a CBF, e qualquer outra entidade dessas, podem dizer o que quiserem, mas não mudarão aquilo que o torcedor comemorou…

A íntegra da coluna pode ser lida no link: http://blogdojuca.uol.com.br/2011/12/ora-a-fifa/

Pois eu também afirmo que o primeiro campeão mundial é o Real Madrid, em 1960, seguido por Peñarol, Santos, Santos, Independiente… E também concordo plenamente com Juca Kfouri quando ele escreve que “A Fifa e a CBF, e qualquer outra entidade dessas, podem dizer o que quiserem, mas não mudarão aquilo que o torcedor comemorou…”

Enquanto isso, vá saboreando os gols e as belas jogadas de André “Pinga” Luciano, no ótimo trabalho de pesquisa e edição dos amigos do COMANDO SANTISTA. Olha, se o moço jogar tudo isso, vamos queimar nossa língua. Ou melhor: vamos pedir limão, gelo, açúcar e comemorar:

http://youtu.be/bbyiSQAhgPo

Que tipo de sentimento pode fazer alguém negar que o Santos é o primeiro bicampeão mundial?


Juca Kfouri e Serginho Groisman falam do momento mais importante dos 100 anos do Corinthians


Ainda não li, mas recomendo

Não queria estar na pele de André Kfouri e Paulo Vinicius Coelho. Escolher os 100 melhores jogadores da história do Santos já é difícil e deixa uma sensação de injustiça na gente. Imagine os 100 melhores brasileiros de todos os tempos.

De qualquer forma, tenho certeza de que o resultado foi bom, pois ambos são jornalistas esportivos de alto nível e prezam a informação precisa.

Só tenho umas dúvidas: será que se esqueceram de Arnaldo Silveira, Araken Patusca, Feitiço, Pepe, Coutinho, Pagão, Mauro Ramos de Oliveira, Zito, Antoninho, Formiga, Gylmar dos Santos Neves, Pita, Giovanni, Robinho…


Domingo é bicho certo?!?! – Texto de Fernando Ortega

Nunca escondi minha admiração pelas ácidas e necessárias palavras de Juca Kfouri. Poucos têm coragem e capacidade para falar sobre este esporte que tanto somos apaixonados. Que passamos a semana toda preocupados e que, no domingo, aperta ainda mais o sofrível coração – ainda tento me recuperar da final do Paulistão!

Quando começávamos a encantar o Brasil com nosso futebol, sob a regência de Giovanni em meados de 1995, Juca trouxe em sua coluna da Folha de S. Paulo uma grande página do futebol brasileiro, que abordava mais um belo clássico Santos x Corinthians, como o deste domingo.

Falava de um – suposto – diálogo entre Pelé e Coutinho, no qual ambos – que formaram um dos ataques mais brilhantes da história do futebol mundial – pontuavam que seria certa mais uma vitória sobre o Corinthians no jogo seguinte. Reapresento o diálogo exposto pelo Juca, sob o título de “Hoje o bicho é certo”:

“Coutinho, contra quem é o jogo hoje?”, ele perguntava em certos domingos ao acordar muito bem-humorado e com fome de bola ao seu companheiro de quarto na concentração.

“É contra o Corinthians, Pelé”, respondia Coutinho, centroavante fabuloso e o melhor parceiro que o rei teve em toda a sua carreira.
“Então é bicho certo”, decretava o Atleta do Século.

Hoje, 15 anos depois, nosso futebol moleque e atrevido entra em campo na tarde deste domingo com o ligeiro favoritismo da equipe que foi campeã do Paulistão, finalista da Copa do Brasil e o mais importante: o time que joga o futebol mais belo dos últimos tempos – e não me falem da Inter de Milão, pois está bem distante de nós (mas isso é um outro assunto para uma outra consideração).
Pondero que não será o fim do mundo caso percamos para o Corinthians no clássico. Nossa vitória, no entanto, realça todas as credenciais que fazem do Santos o time do momento. O time que reescreve a história do futebol.

Gostei da personalidade do Neymar na partida contra o Guarani, pelo futebol e por homenagear o Mádson – que vive um momento particular difícil, mas tem crédito com nossa torcida e é um jovem que merece nossos carinho, consideração e confiança. O Neymar já garantiu que, se preciso for, dá outro chapéu no Chicão.

Considero bobagem qualquer insinuação de que o Neymar está jogando gasolina no incêndio. O Neymar é um craque, um jogador alegre e diferenciado, que, com esta boa polêmica, demonstra que não está se escondendo para o grande clássico – muito pelo contrário. Pode desequilibrar mais uma vez. É o que esperamos!

Destaco, no entanto, que o time como um todo não fez uma boa partida na quarta-feira. Não sei se ainda foi seqüela dos problemas da semana passada, o mais importante, todavia, é não perder o foco: cada partida uma nova vitória, com respeito ao adversário, muitos gols e muitas danças da nossa alegre molecada.

Ah, por falar em danças… Também gostei da declaração do André ao afirmar que as famosas ‘Danças dos Meninos’ retornarão domingo. Não podemos esquecer que as ‘danças’ nasceram com, o então corintiano, Viola. Gol é festa! Gol é arte! Gol é música! Gol tem que ter dança… E muita dança dos Meninos da Vila!

Finalizo este texto apontando que a partida que Juca Kfouri fez referência em 1995, realizada no dia 19 de novembro de 1995 (o primeiro Dia Pelé da história), terminou 3 x 0 para nós. O jogo foi na Vila Belmiro e os gols foram de Camanducaia (2) e Gallo.
Neste 30 de maio de 2010, quando reencontraremos o mágico Paulo Machado de Carvalho, que compartilhou conosco a festa do título Paulista, o bicho é certo?! Não sei. O coração pede para que façamos 5, 6, 7, 8 gols. A razão pede ‘apenas’ uma vitória, os 3 pontos e a liderança do Brasileirão!

Ah, o bicho tem que estar certo…

Fernando Ortega (advogado e jornalista) – fernandoferf@hotmail.com


A mais bela ilustração do blog do Juca

Bom dia!

Com o consentimento de Juca Kfouri, que a estampou ontem no seu blog com estrondoso sucesso, meus leitores que ainda não viram agora podem se deliciar com esta ilustração magnífica que homenageia a ginga dos Meninos da Vila.

Chicão acabou tirando o chapéu para quem tem samba no pé


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