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O ombudsman do Santos FC

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Três “erros” históricos a favor do Flamengo

Antes que digam que é implicância de santista, pesquisei a esmo (nem é preciso pesquisar muito) três reportagens que mostram erros históricos favoráveis ao Flamengo, que viveu sua fase áurea um pouco por conta de Zico e muito mais devido às arbitragens escandalosas a seu favor.

Como o Sport foi roubado em 1982

Na terceira fase do Campeonato Brasileiro de 1982 o Flamengo jogou o mata-mata com o Sport. Depois de vencer no Maracanã por 2 a 0, o time carioca só seria eliminado se perdesse por dois gols de diferença no Recife. E perdia por 2 a 1 quando sofreu o terceiro gol, legítimo – anulado pelo árbitro Oscar Scolfaro (guarde bem esse nome). A alegação é de que a bola tinha saída antes. Veja que absurdo:

Pobre Grêmio. Era futebol ou basquete?

Grêmio e Flamengo se classificaram para a final do mesmo Brasileiro de 1982. No primeiro jogo da decisão, no Maracanã, houve um empate de 0 a 0. Na partida de volta, no Olímpico, o Flamengo vencia por 1 a 0 quando Andrade tirou com a mão uma bola que entrava no gol carioca, e seria o empate. O árbitro diz que não viu a “cortada” de Andrade. Detalhe: o juiz era o mesmo Oscar Scolfaro que tinha roubado o Sport em Recife.

Quando Wright depenou o Galo sem dó

Por falar em favorecimentos ao Flamengo, vamos ao jogo lendário perpetrado por José Roberto Wright, árbitro reconhecidamente rubro-negro, que na Libertadores de 1981 expulsou cinco jogadores do Atlético Mineiro (foram cinco mesmo e não três, como diz o locutor) e deu a vitória ao time carioca sem que este precisasse marcar um gol. O Flamengo seguiu firme na competição e acabou conquistando o seu único título na Libertadores.


Tudo que aconteceu no Mineirão já estava previsto. Mas na Vila, e com Neymar, a história será outra

No jogo de volta, olha aí a dupla o que o Galo terá de aguentar...

Leu meu post de ontem? Está aí embaixo, confira. Não adivinhei nada. Times têm DNA e o futebol é cíclico. Vanderlei Luxemburgo não é tão diferente de Yustrich, técnico do Atlético nos anos 70, quando o time jogava abafando em casa, marcando gols logo no início do jogo e depois se segurando como podia. O Atlético de hoje é um pouco mais técnico, mas jogou à lá Yustrich.

Só para refrescar a memória, relembre o que escrevi ontem:

O Atlético pode vencer, hoje, no Mineirão? Ora, claro que sim. É um dos grandes do Brasil, jogará diante de sua apaixonada torcida (que, é bom lembrar, por mais apaixonada que seja, não entra em campo) e terá de imprimir um ritmo forte, rápido.

Durante muitos anos, lá pelo início dos anos 70, quando foi campeão brasileiro, o Atlético adotava a mesma tática quando jogava em casa: partia como um louco para o ataque nos primeiros minutos, fazia um ou dois gols, e depois se segurava como e o quanto podia.

… Quando teve times modorrentos, o Santos sempre tomou gols logo no início ou no finalzinho dos tempos. Estava tudo bem, de repente, no último minuto do primeiro tempo, gol. Ou logo no comecinho do jogo, ou no princípio do segundo tempo.

… Que o Atlético pode repetir essa blitz inicial e depois fechar a porta do galinheiro, todo mundo sabe. O goleiro, os zagueiros, enfim, todos os jogadores do Santos e o técnico Dorival Junior sabem. Mas o legal do futebol é isso: mesmo sabendo, às vezes não se consegue impedir.

Pois é. O Atlético marcou logo aos 2 minutos, em uma cochilada da defesa, principalmente de Edu Dracena e do goleiro Felipe. O segundo gol foi aos 37 minutos, quando o primeiro tempo se aproximava do fim, e o terceiro aos sete do segundo, quando o Santos esquentava para partir em busca do empate.

Como também se previa, o caseiro árbitro Heber Roberto Lopes (Fifa-PR) prejudicou o Santos. No segundo gol Diego Tardelli estava em cmpleto impedimento, á frente da linha da bola. Vi de casa logo no primeiro lance, sem precisar de tira-teima nenhum. A mesma arbitragem que não viu esse impedimento, viu um de Robinho, no começo do jogo, em que o jogador do Santos estava dois metros atrás do último jogador atleticano. Na sequência, Robinho sofreu pênalti de Aranha, mas a partida já estava providencialmente paralisada.

Hebert também deixou o jogo correr. Jogadores eram agredidos depois de darem o passe e tudo ficava por isso mesmo. André levou um golpe de arte marcial do adversário e, mesmo depois de caído, continuou agarrado, puxado, em jogada que nem foi punida com o amarelo. Ridículo.

Empate seria mais justo

O Atlético fez sua melhor partida no ano. Muriqui foi o melhor em campo enquanto correu como um louco, Tardelli mostrou técnica e oportunismo, Junior foi um ótimo articulador, Ricardinho sabe o que faz com a bola e Aranha estava nos seus dias de ótimo goleiro. Porém, dizer que a vitória atleticana foi justa é analisar depois do resultado.

Além das falhas cruciais de arbitragem, o Santos atacou mais do que foi atacado e criou chances que, se aproveitadas, poderiam lhe dar a vitória. O jogo de conjunto do Santos é melhor, o time não rifa a bola, como o Atlético fez várias vezes. Paulo Henrique Ganso foi um maestro, pairou acima dos outros no meio-campo e foi o autor intelectual do segundo gol santista, que deve ter sido decisivo neste confronto.

Mesmo sem Neymar, o Santos continuou criando boas oportunidades. Além dos gols, Pará acertou o travessão, Robinho deu um cabeçada à queima- roupa e André, Zé Eduardo e Arouca tiveram oportunidades de chutar de frente para o gol. Uma bola dessas que entrasse tornaria o resultado um 3 a 3 muito difícil de ser revertido pelo time mineiro na partida de volta.

No meio do segundo tempo, quando o Atlético vencia por 3 a 1, a tevê pegou uma imagem de Dorival Junior pensativo e constatei que naquele momento ele estava perdendo o jogo tático com Luxemburgo. O time inferior do Atlético estava fazendo tudo o que o professor mandou e se marcasse mais uma vez deixaria sua classificação bem encaminhada. Foi aí que Dorival resolveu tirar Marquinhos e colocar Rodrigo Mancha.

É evidente que o toque de bola caiu muito com a substituição. Mancha só passa de lado e demora meia hora pra pensar. Porém, com ele o Atlético teve menos espaço por ali e o Santos voltou a dominar o jogo. Por aí se vê que nem sempre ter jogadores ofensivos significa ter um time dominador.

No Santos, Paulo Henrique Ganso, Arouca, Wesley e Robinho foram os melhores, mas Pará e o goleiro Felipe não decepcionaram. No Atlético, Tardelli fez os três gols – um em claro impedimento –, mas o velocista Muriqui fez a diferença no primeiro tempo.

A expressão técnica do jogo foi, mais uma vez, Paulo Henrique Ganso. O homem está jogando demais. O lance do segundo gol do Santos tem de ser repetido desde o momento em que ele para a bola, pensa e decide tudo o que vem a seguir. Além de habilidoso, Ganso é cerebral. Deve ir pra Copa na reserva do Kaká, mas hoje está jogando melhor do que o titular.

Bem, quanto ao jogo de volta, na Vila, em que se classifica para a próxima fase se vencer por 1 a 0 ou 2 a 1, o Santos não só tem tudo para obter um resultado suficiente, como deve manter a média de três gols por partida. A defesa atleticana, quando apertada, confessa; o Atlético deixa de ser um galo valente quando está longe do grito de seus torcedores e Aranha, todos sabem, costuma também ter os seus dias de mosca.

 Bolão

Ninguém acertou o resultado de Atlético e Santos e ganhou os dois exemplares da revista FourFourTwo de abril. Mas domingo tem bolão especial, com a entrega do livro “O Grande Jogo” ao vencedor e duas revistas FourFourTwo ao segundo colocado. Vá pensando na final entre Santos e Santo André.

PRIMEIRA PALESTRA SOBRE A VERDADERIA HISTÓRIA DAS COPAS É HOJE

 Está em cima da hora, mas se você está sem compromisso hoje à noite e quer aprender coisas sobre a história das Copas do Mundo que não saiu da grande imprensa, terei grande prazer em recebê-lo a partir das 20 horas no Instituto Bettarello – Rua Teçaindá, 86, Pinheiros (travessa da Avenida Rebouças, sentido bairro). Informações e Inscrições: instituto.bettarello@gmail.com

Hoje, nas primeira das três palestras, sempre às terças-feiras, falarei dos Primórdios do futebol e fase pré-profissional. Copas de 1930 a 1954

Apresentarei uns vídeos fantásticos e darei informações que o ajudarão a entender melhor a influência do futebol do mundo e os bastidores das Copas.  

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