Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Tag: Kia Joorabchian

Veja o petardo que matou o garoto boliviano


Atingido no olho direito por um sinalizador apontado para ele pela torcida do Corinthians, morreu ontem o jovem boliviano Kevin Beltrán Espada (foto), de 14 anos, torcedor do San José, que assistia ao jogo do seu time contra o Corinthians. O homicídio gerou uma onda de protestos dos bolivianos contra os brasileiros. Os mais revoltados pedem que os quatro torcedores corintianos presos sejam condenados à morte. Até os jornalistas brasileiros tiveram de ser protegidos pela polícia. Entre as punições previstas ao Corinthians está sua expulsão da Copa Libertadores.

Veja o petardo que matou o garoto boliviano:

E pra você, o que a Justiça deve decidir neste caso?


Vitória sobre Grupo DIS é sinal para que Santos evite empresários


O Santos não pode permitir que seus Meninos fiquem na mão de mercadores de jogadores

Na verdade, é cedo para comemorar, pois Justiça no Brasil a gente sabe como é: hoje decide uma coisa, amanhã outra. Mas a vitória que o clube conseguiu na 5ª Vara Cível de Santos sobre o Grupo DIS, braço esportivo do Grupo Sondas, não só pode recuperar um grande patrimônio, entregue de bandeja ao tal grupo, como colocar o clube em um caminho mais transparente.

O imbróglio começou no ano passado, quando o então presidente Marcelo Teixeira resolveu cobrir rombos no caixa repassarando ao Grupo DIS, a preço de banana, gordas porcentagens dos direitos federativos de sete jogadores do Santos: 25% dos direitos de Paulo Henrique Ganso, Wesley, André, Diego Faria, Anderson Planta, Tiago Luis e 20% de Breitner.

Só que por esses 170% de direitos acumulados sobre sete jogadores, o Grupo DIS pagou apenas o equivalente a cerca de 2% da multa contratual destes atletas, em um negócio altamente lesivo ao patrimònio do clube.

Após analisar detalhadamente o caso, o juiz José Wilson Gonçalves, da 5ª Vara Cível de Santos, concluiu, em seu despacho, que houve uma “absurda desproporção entre os investimentos, os riscos inerentes ao negócio e o respectivo financeiro ao autor”.

O assunto foi parar na Justiça porque o Grupo DIS queria receber 25% do valor da negociação de Wesley com o Weerder Bremen, ou R$ 5,4 milhões. Mas o juiz José Wilson Gonçalves determinou que o Santos repasse apenas R$ 1,02 milhões ao grupo.

É claro que o DIS deve recorrer da decisão em primeira instância, mas esse veredicto já é um alento para o clube, pois este precedente poderá fazer com que ampli também a sua participação nos direitos econômicos de outros atletas entregues ao DIS.

Um clube como o Santos não pode viver de esmolas

A lição que se tira desse episódio é que um clube como o Santos não pode viver de esmolas, não pode depender de “investidores” que mais tiram do que põem e muito menos depender de empresários que forçam a escalação de jogadores medíocres, em detrimentro dos jogadores de base do Santos.

Depois de mal administrar a fortuna obtida com a venda dos astros da geração de 2002, o presidente Marcelo Teixeira não tinha o direito de sucatear o futuro do clube a um grupo que trouxe jogadores de terceira categoria e em troca tornou-se sócio da nova geração de ouro dos Meninos da Vila.

Sei que a situação do Santos era desesperadora e por isso Marcelo Teixeira fez empréstimos bancários e vendeu o que o Santos tem de mais precioso, que são os seus garotos bons de bola. Mas a situação só se tornou tão ruim devido à incapacidade administrativa da diretoria

Com a visibilidade, com as possibilidades de patrocínio e merchandising, com a imensa torcida que lhe dá a possibilidade de escolher entre jogar em Santos e São Paulo, com seu carisma que é um chamariz para jovens craques de todo o Brasil, o Santos não pode mais se permitir a viver tais situações de contrangimento, em que dependa de esmolas de terceiros.

“Empresários, Fora!” – esta é a placa que o torcedor quer ver no CT

Mas não basta ao Santos livrar-se do Grupo DIS. Ele precisa fechar suas portas para empresários. O torcedor não entende, por exemplo, porque o Santos tem negócios com pessoas ligadas ao agente de jogadores Kia Joorabchian, o mesmo da MSI que levou o Corinthians ao título suspeitíssimo de 2005.

O leitor deste blog suspeita que alguns jogadores de empresários têm mais oportunidades na equipe principal do que garotos saídos da base. Ele gostaria de entender, por exemplo, por que Zezinho foi escalado tantas vezes este ano, apesar de nunca jogar bem? Ora, essa preferência por jogadores “de empresários” também é uma forma de dilapidar o patrimônio do clube.

O Santos tem de saber usar a sua imagem como “fábrica de craques” para montar seu elenco a partir dos meninos da base e de jogadores contratados que venham para ser titulares absolutos. Trazer atletas para disputar posição com os meninos é jogar dinheiro fora, além de conturbar o ambiente.

Jogadores mais experientes querem ser titulares, são mais calejados, manhosos, e logo se unem, em panelinhas, impedindo a ascensão da garotada. Quando os que chegam são craques, tudo bem, mas não é o que está ocorrendo. E essa disputa entre veteranos medíocres e garotos promsisores só pode ser prejudicial ao Santos, um clube onde os garotos devem ter prioridade, pois só eles levam às vitórias.

E o que o clube pode lucrar especulando em cima de jogadores de fora é pouco perto do que investe nesta estratégia. Some o que se gastou com Zezinho, Possebon, Moisés, Danilo, Alex Sandro, Victor Hugo – e o que ainda se gasta com seus salários, concentração, viagens, hospedagens – e veja se no final o resultado não será negativo.

Enfim, livrar-se da DIS é apenas um passo para que o Santos livre-se também dos amigos de Kia Joorabchian e de todos os mercadores de jogadores que ronram a Vila Belmiro. O Santos não precisa disso. Essa estratégia dá margem a muitas especulações e dúvidas. Um clube ético não se mete em negócios nebulosos.

Um último aviso: o torcedor não é trouxa. Ele pode passar um tempão sem falar nada sobre deterninados assuntos, mas isso não quer dizer que não saiba o que está acontecendo. Portanto, o melhor caminho para o Santos é criar um plano de carreira para ele mesmo que não dependa de terceiros. Se essa diretoria conseguir fazer isso, será aclamada e terá vida longa na direção do clube. Do contrário, seguirá o mesmo destino das anteriores. Quem avisa, amigo é.

E você, acha que empresários de jogadores são imprescindíveis na atual conjuntura do futebol, ou o Santos deve tentar viver sem eles?


Há um esquema para ajudar o Corinthians?

Ontem, no empate com o Botafogo em 1 a 1, no Pacaembu, o Corinthians foi mais uma vez auxiliado pela arbitragem. Herrera fez um gol em posição legal, mas o lance foi invalidado sob a alegação de impedimento. O árbitro, Leandro Vuaden, é o mesmo que anulou o gol de Danilo contra o Flamengo, que daria a vitória ao Santos.

Muitos torcedores já estão chamando este brasilerio de Zveitão II, como se fosse uma repetição do que se viu em 2005, quando uma série de “coincidências”, dentro e fora do campo, fizeram do alvinegro paulistano o campeão brasileiro daquele ano.

Há no Youtube uma série de vídeos que fazem parte do “Dossiê Gambá 2010”, produzidos pela Verdazzo, de claras tendências palestrinas. O gol mal anulado de ontem está lá, assim como o impedimento de Danilo no gol que decidiu a vitória corintiana contra o Santos, na Vila Belmiro.

O dossiê da Verdazzo só leva em conta os erros de arbitragem em jogos do Corinthians. Se forem contadas as falhas que prejudicaram os demais candidatos ao título em outros jogos, a lista seria enorme, pois os tropeços de Cruzeiro, Internacional, Botafogo e Santos obviamente ajudaram o Corinthians a se manter à frente desses concorrentes.

Veja o gol de Herrera, do Botafogo, invalidado ontem

O Fluminense que se cuide, pois pelo jeito não é o escolhido pelos homens de preto. Veja o que aconteceu no confronto entre Corinthians e Fluminense, no Pacaembu, na terceira rodada do Campeonato Brasileiro

Lista de Jogos em que o Corinthians ganhou pontos graças à arbitragem (segundo www.verdazzo.com.br/dossiegamba2010

Pontos roubados até 29/09/2010: 15 pontos

26a. rodada – Corinthians 1×1 Botafogo
24a. rodada – Santos 2×3 Corinthians
17a. rodada – Corinthians 2×1 Vitória
12a. rodada – Palmeiras 1×1 Corinthians
11a. rodada – Corinthians 3×1 Guarani
5a. rodada – Corinthians 4×2 Santos
3a. rodada – Corinthians 1×0 Fluminense
1a. rodada – Corinthians 2×1 Atlético-PR

Boas (ou más?) relações

Em 2005 todos os setores do futebol operaram a favor do Corinthians no Campeonato Brasileiro. O clube era dominado pelo dinheiro do russo, exilado na Inglaterra, Boris Berezovsky, através de seu testa de ferro iraniano Kiavash “Kia” Joorabchian. Até um jeito de refazer dois jogos que o Corinthians já tinha perdido foi dado, pelo presidente do STJD, Luiz Zveiter – daí o campeonato ter ficado conhecido como Zveitão.

Agora o Corinthians vive o ano de seu Centenário e até este momento não ganhou nada. O Campeonato Brasileiro é sua última chance na temporada. Todos sabem que muitos ficariam contentes com este título, a saber: Presidente Lula, Ricardo Teixeira, Rede Globo.

Repare que as falhas da arbitragem favorecem sempre os clubes que estão alinhados com a CBF, com a política de Ricardo Teixeira. Veja que Flamengo e São Paulo, outrora equipes que se beneficiavam de erros dos árbitros, agora estão sendo prejudicados. Será que é por que ambos votaram contra Kléber Leite para a presidência do Clube dos Treze? Pense nisso.

Será que pode haver um complô para fazer do Corinthians campeão? Será que, como dizem muitos, estamos vivendo o Zveitão II? Ou os erros a favor do Corinthians são normais em uma arbitragem que, historicamente, sempre optou para, em dúvida, favorecer o time de maior poder político?


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