Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Vamos Santos! Agora faltam mais três batalhas para o Tetra!

rafael - penaltisrafael defende - santos x palmeiras
Com elasticidade e muita fé Rafael pegou dois pênaltis e manteve o Santos no caminho do tetracampeonato Paulista (Foto: Ivan Storti/ Divulgação Santos FC).

Como se poderia prever, não foi fácil. Mesmo com mais time no papel, mesmo com a iniciativa do jogo, mesmo com o time criando – e perdendo – várias oportunidades de gol, mesmo com a inexplicável escolha do técnico Muricy Ramalho por André, mesmo com torcida e estádio a favor, o Santos só passou pelo aguerrido Palmeiras na disputa de pênaltis, depois de sofrer o gol de empate a sete minutos para o final.

Cícero marcou aos 12 minutos, aproveitando um chute de Neymar, e a partir daí o goleiro Bruno salvou o Palmeiras em várias oportunidades, duas delas defendendo chutes à queima-roupa de Neymar (em outra oportunidade o atacante santista quis encobrir o goleiro e jogou a bola pra fora).

Mesmo dominado, o Palmeiras não deixou de acreditar no empate. Sua persistência foi premiada aos 38 minutos do segundo tempo, quando Souza driblou Renê Junior e cruzou para a pequena área. Edu Dracena, que vinha jogando bem, saiu pouco do chão e Kléber, às suas costas, meteu um cabeçasso para empatar.

Nos pênaltis, Rafael defendeu as cobranças de Leandro e Kleber. Apenas Souza e Wesley converteram para o Palmeiras. Os quatro santistas que cobraram, marcaram: Miralles, Cícero, Montillo e Renê Junior.

A próxima batalha pelo inédito tetracampeonato paulista não deverá ser menos difícil. Entrosado e ofensivo, o Mogi Mirim arrasou o Botafogo com uma goleada de 6 a 0 e agora esperará o Santos em Mogi. O time do interior, montado com muito menos dinheiro do que o Santos, mas com mais critério e sabedoria – seu presidente é Rivaldo e seu departamento de futebol é dirigido por ex-boleiros experientes –, parece melhor e mais motivado do que o Alvinegro Praiano, que, no entanto, tem os jogadores mais experientes e, teoricamente, mais técnicos.

Passando pelo Mogi, o Santos terá uma final em dois jogos, cuja segunda partida poderá ser no campo do adversário. Ou seja, não se prevê nenhuma facilidade até a esperada conquista do sonhado tetra. É hora de a torcida jogar mais com o time e empurrá-lo para este feito histórico!

Veja os gols marcados – e perdidos – e a disputa de pênaltis de Santos 1 (4) x 1 (2) Palmeiras:
http://youtu.be/tDf7kRYbJ9Y

O que você achou do jogo contra o Palmeiras e o que espera do duelo com o Mogi?


Confesso que não vi o clássico Santos e Palmeiras. E não me arrependi

Confesso que não vi e nem ouvi o clássico. Estava voltando de viagem com a Suzana e preferimos o CD do brasileiro Emmerson Nogueira cantando, com maestria, sucessos internacionais. Ficamos de ligar o rádio às 18 horas, só para saber o resultado e ouvir algumas entrevistas.

Eu sabia que Luiz Felipe Scolari tentaria amarrar o jogo e ganhar com um gol de oportunismo de Kléber, ou em cobrança de falta com Marcos Assunção. O Santos teria a bola a maior parte do tempo, mas seria eficaz e teria vontade suficiente para ganhar o jogo? Eu previa que não. “Empate”, arrisquei.

Ligamos na Estadão/ESPN e o comentarista Paulo Calçade estava dizendo que tecnicamente o Santos é infinitamente superior ao Palmeiras, mas que hoje a tática de Felipão deu certinho. Quando parecia que daria empate, pelas chances desperdiçadas pelo Santos e pela incapacidade do Palmeiras de chegar ao gol, Patrick fez ótima jogada e serviu o indefectível Kléber, que definiu.

Acabo de ver os melhores momentos e, por eles, tenho de concordar que o Santos teve mais chances e ainda um pênalti claro a favor, em bola que o Danilo alvinegro chutou e o esmeraldino espalmou como um goleiro. O mesmo Danilo fez em gol em que estava na mesma linha. Ambos os lances, porém, foram anulados pelo árbitro Vinícius Furlan.

Outros comentaristas disseram que o árbitro deixou o jogo correr solto e não deu cartões, nem mesmo em carrinhos perigosos. Ora, esse estilo de apitar favoreceria qual time hoje? Obviamente não era quem tem jogadores habilidosos, como Neymar e Ganso. Como eu previ, o trio oriundi escalado para o jogo apitou à moda italiana, para felicidade do Palestra.

Quanto realmente valeu este jogo?

É claro que clássico é clássico e torcedor não quer ver o time perder nenhum. Mas, se analisarmos friamente, veremos que este jogo teve pouca importância. O que valerá, mesmo, serão os confrontos a partir das quartas-de-finais. Uma vitória santista no mata-mata será bem mais relevante do que os seis jogos que o time está sem vencer o Palmeiras.

Por outro lado, devo admitir que Felipão tira leite de pedra desse esforçado líder do campeonato, mas mesmo assim é um técnico que se preocupa mais com a defesa e por isso nunca serviria para o Santos. Não podemos nos esquecer que mesmo dirigindo a melhor seleção do mundo, só conseguiu ganhar da Turquia por 1 a 0 na semifinal da Copa de 2002.

Portanto, parabéns ao Palmeiras por viver mais um dia de armeiration, mas nenhum santista que se preze pode querer trocar a situação de seu time pela do rival. Não podemos nos esquecer de que o clássico de hoje, para o Santos, era apenas uma refeição, enquanto para o adversário era questão de vida ou morte.

O que valerá, mesmo, é o jogo de quarta-feira contra o Colo Colo, na mesma Vila Belmiro. Será noite de se esquecer tudo, passar uma régua nos dissabores recentes e jogar como um verdadeiro campeão. Esse jogo assistirei desde o começo, claro. É daqueles jogos que separam os Meninos dos Homens.

E você, confia que contra o Colo Colo a história será diferente?


Um descuido e o título pode ter ido embora

Aos 33 minutos do segundo tempo Zé Eduardo fez um gol de anjo, um verdadeiro gol de placa.

Não se pode dizer que o Santos tenha jogado mal. Ao contrário. Enfrentou o campeão da Libertadores no Beira-Rio lotado e, além das chances que desperdiçou, teve um gol anulado e um pênalti não marcado em cima de Neymar. Mas o que dói é ver Zé Eduardo – que não é o Fio Maravilha – fazer um golaço aos 33 minutos do segundo temp, e três minutos depois a defesa dormir e ceder um gol que pode ter sido fatal na busca pela tríplice coroa.

Desde o começo o Inter forçava pela esquerda, em cima da insegura dupla formada pelo lateral Pará e o volante Danilo. Ao fazer o gol – em que Zé Eduardo se desvencilhou de três defensores e acertou um chute perfeito, de esquerda, bem no ângulo –, o que seria lógico esperar do Santos?

Que reforçasse ainda mais a marcação por ali, obviamente. Mas o que se viu? Kléber receber a bola livre, sem Danilo ou Pará por perto, e cruzar para Leandro Damião, também livre, empatar o jogo, no gol que pode ter tirado as últimas chances do Santos de lutar pela taça.

Nessas horas dá vontade de perguntar ao Edu Dracena: como você promete o título ao presidente Luís Álvaro se nem marcar o centroavante adversário você consegue?

Bem, mas não quero tirar ninguém para Cristo. No todo, o time até me surpreendeu positivamente. Empatar com o Inter no Beira-Rio, criar várias chances de gol e ainda ser flagrantemente prejudicado pela arbitragem de Paulo Godoy Bezerra e seus auxiliares Carlos Berkenbrock e Marco Antônio Martins não é para qualquer um.

Mesmo com as deficiências e instabilidades dos jogadores que já estamos cansados de criticar – Danilo, Pará, Rodriguinho, Marquinhos e Alex Sandro –, hoje o time foi valente e jogou com a cabeça.

Acho que no gol Dracena falhou, mas o vi salvar várias bolas pelo alto. Outro que me surpreendeu foi Roberto Brum. Na ausência de Arouca, que saiu machucado, Brum marcou e até saiu bem pro jogo.

Rafael foi excelente. Fez defesas dificílimas. Durval pode ter falhado no gol, só. Pará e Danilo são aqueles que torcemos para que peguem a bola mais à frente, pois quando saem jogando na defesa, nos deixam com calafrios.

Zé Eduardo foi um leão e mereceu o gol. Poderia ter sido novamente o herói do jogo, como na partida contra o Fluminense, não fosse o cochilo da defesa santista, que não segurou a vantagem.

Neymar, mesmo quando não joga tudo o que sabe, é muito importante. Criou oportunidades, sofreu um pênalti, só falhou, duas vezes, por não chutar com o pé esquerdo. Já tinha o ângulo para o arremate, mas cortou mais uma vez para dentro e nisso perdeu a chance.

Outro dia falamos de Pelé e dos fundamentos que aprendeu com seu pai, um deles o chute com a esquerda. Um atacante fica capenga se não consegue bater com força e precisão com os dois pés. Espero que Neymar seja humilde o suficiente para reconhecer essa deficiência e tentar corrigi-la.

Acho que Alan Patrick foi importante para dividir com Neymar a responsabilidade de colocar a bola no chão e tentar criar jogadas de ataque. Percebi que está mais confiante, amadurecendo. Caso melhore o chute e o passe poderá até ser o titular em 2011.

Nosso titio Léo luta, tenta, mas só se segura pela experiência na posição, coisa que Alex Sandro está longe de ter. A cada partida fica mais claro para mim que Alex Sandro é um ponta-esquerda, não um lateral.

Quem fica e quem sai

Aos amigos e amigas que lêem o blog, lembro que desde esta partida estamos avaliando os jogadores do Santos para saber quem sairá e quem deverá continuar no clube na próxima temporada – análise que se estenderá pelos jogos restantes, até o final do campeonato.

De que adianta a nossa análise? Garanto que ela será transmitida a dirigentes do Santos que podem decidir pela permanência ou não dos jogadores no clube.

Hoje, eu diria que os melhores do time foram Rafael, Arouca, Brum, Neymar e Zé Eduardo. Colocaria Léo, Alan Patrick e Pará entre os medianos e Marquinhos e Danilo entre os mais fracos. Quanto a Alex Sandro, é bom no ataque, mas péssimo na defesa.

A respeito de Marcelo Martelotte, não serei tão rígido, pois acho que conseguiu montar um esquema que fez o Santos estar na frente do marcador até a 10 minutos para o final do jogo – e isso no campo do adversário, repito, contra o atual campeão da Libertadores.

Por mais que se critique uma coisa ou outra, a verdade é que faltam ovos para o interino Martelotte Martelar uma omelete mais saborosa. Ele está tirando leite de pedra, essa é a verdade.

O empate ainda deixou um fio de esperança

Se perdesse hoje, eu diria que o Santos teria de criar alguma motivação especial para os jogos restantes no Brasileiro. Mas o empate ainda deixa um resto de esperança no ar.

Caso vença o perigosíssimo Vitória na próxima partida, na Vila Belmiro, entrará de novo na corrida que pode levar ao título. Do jeito que a coisa vai, nenhum time conseguirá ganhar dois jogos seguidos.

Em tempo: Foi gostoso ouvir o ídolo colorado Roberto Falcão comentar o golaço de Zé Eduardo pela TV Globo. A voz dele quase não saiu. Rsss


E você, o que achou de Internacional 1 x Santos 1? Quem se destacou e quem decepcionou ?


Deixe aqui sua opinião sobre Santos x Inter

Léo e Kléber, dois laterais experientes que podem decidir o jogo

Não precisa esperar que eu coloque minha análise do jogo.

Vá aos comentários e diga o que achou da partida e dos jogadores.

E Marcelo Martelotte, escalou e substituiu bem?

Fale também da arbitragem e do público.

Se quiser dar nota a cada um dos jogadores e ao técnico, fique à vontade.

Aqui é o nosso ponto de encontro para depois da partida.

Será que o Santos vencerá e encostará ainda mais nos líderes?

Eu acho que sim.

Para mim, será difícil, algo como 1 ou 2 a 0. Mas a vitória virá.

No final do jogo eu volto. Abrações!


Um empate bom só para Alan Patrick

Quando Marcel caiu no gramado, fazendo careta, pensei: “Que sorte tem esse Martelotte. Foi obrigado a substituir o Marquinhos, machucado, e o time melhorou com o Alan Patrick; agora terá de colocar alguém no lugar do Marcel, e talvez entre o Felipe Anderson”. Mas Marcel insistiu em ficar em campo, não foi substituido e a esperança de que o marcador saísse do 1 a 1 se foi.

Se jogasse um tostãozinho a mais, o Santos teria vencido o Palmeiras, na Vila. Mesmo pouco inspirado, foi o time que manteve por mais tempo a posse de bola e também buscou mais o ataque. O Palmeiras manteve até o final o objetivo de esperar o Santos no seu campo e aproveitar as falhas na saída de bola dos santistas.

Ao contrário de Casagrande, comentarista da TV Globo, não gostei do jogo. A não ser com uma ou outra cobrança de falta de Marcos Assunção, e de alguma eventual arrancada de Kléber, o Palmeiras não ameaçou o gol de rafael. O Santos, por sua vez, errou inúmeros passes na boca do gol que, se tivessem um mínimo de bom aproveitamento, teriam levado a uma vitória até tranqüila.

Marcel, Pará, Danilo?

A impressão que tive ao final do primeiro tempo é de que era um absurdo deixar Zé Eduardo no banco e iniciar a partida com Marcel. Também não entendi a volta de Pará à lateral-direita e a escalação de Danilo no meio. Ambos não estavam bem, errando passes fáceis, sem tempo de bola.

Mesmo com tanta gente no setor, ninguém marcava Valdivia, e foi o chileno quem teve espaço e tranqüilidade para dominar a bola na área e recuar para o chute certeiro de Kléber, aos 20 minutos de jogo.

O gol não mudou a partida. O Santos, que desde os 17 minutos contou com Alan Patrick no lugar de Marquinhos, machucado, tocava melhor a bola e cercava a meta do Palmeiras, mas sem grande perigo. No último lance desta etapa Vitor, que até ali marcava bem a Neymar, acertou belo chute que se chocou contra o travessão.

A hora e a vez de Alan Patrick

O Santos voltou para o segundo tempo com a óbvia entrada de Zé Eduardo. A dúvida era quem deveria sair. Martelotte optou por Pará, voltando Danilo à lateral-direita. Ou seja, como saiu com a escalação errada, o técnico teve de gqueimar uma para corrigir.

Logo aos sete minutos do segundo tempo, em jogada individual, Alan Patrick driblou dois e chutou para empatar (a bola desviou no zagueiro Danilo e enganou Deola, mas o gol foi dado ao santista).

Com muita personalidade, Alan Patrick foi o melhor do meio-campo do santos, o único incumbido de criar jogadas de ataque, e se saiu muito bem. Está certo que errou um passe no meio-campo que proporcionou um contra-ataque perigoso ao Palmeiras.

Neymar, bem marcado por Vitor, ainda fez boas jogadas, mas poderia ter jogado um pouco mais para o time. Deixou de fazer algumas tabelas com Alan Patrick, que algumas vezes tocou, se apresentou, e não recebeu de volta. Zé Eduardo, que substituiu Pará, deu mais movimentação ao ataque, mas quando foi preciso caprichar um pouco no passe, ou usar alguma malícia ou inteligência, acabou se perdendo.

Léo se esforçou, Arouca foi o batalhador de sempre, Rafael não teve culpa no gol, Edu Dracena e Durval também foram eficientes, e só. Como os leitores deste blog insistem em dizer, jogadores como Pará, Rodrigo Brum, Danilo e Marcel só estão vestindo a camisa do Santos por exclusão.

Não é só uma questão de deficiência técnica, mas de atitude, de inteligência para jogar futebol. Pará não ataca nem defende bem, Brum fica perdido com a bola nos pés, Danilo não acerta um cruzamento e Marcel não fez nada certo. Nada.

Pontinho precioso

Diante das circunstâncias, e com o sonho da tríplice coroa vencido, a única preocupação prática do Santos neste Brasileiro é não cair para a Série B. Por isso, um pontinho a mais foi até bom, pois o mantém a uma distância segura da zona de rebaixamento.

O lado positivo do clássico, ao menos para os santistas, é a certeza de que não se justifica tanto receio em lançar jogadores da base. Mesmo sem jogar maravilhosamente, Alan Patrick já se mostrou muito mais participativo e decisivo do que Marquinhos.

Isso deve ser um estímulo para que o interino Martelotte perca o medo de perder e dê oportunidade para outros garotos da base, como Felipe Anderson e Tiago Alves. Tudo indica que os garotos se sairão bem melhor do que alguns dos titulares do Santos no momento.

Público pequeno, como se esperava

Estes dias o blog abriu uma discussão sobre o novo estádio do Santos. Há estudos para que ele seja erguido em Cubatão, a 20 km da Vila Belmiro. Já deixei claro minha opinião de que isso é loucura e bobagem. Falamos também do alto preço dos ingressos, que afasta o torcedor do Urbano Caldeira. Pois bem. Hoje o público voltou a ser decepcionante: de apenas 8.900 pagantes.

Na próxima rodada o Santos vai ao Engenhão enfrentar o líder Fluminense, que no primeiro turno derrotou o Santos, na Vila Belmiro, por 1 a 0. O Palmeiras, que também ficou satisfeito com o empate, enfrentará o Avaí, quinta-feira, às 21 horas, no Pacaembu.

E você, o que achou de Santos x Palmeiras? O que fazer com estes jogadores que não correspondem? Qual deve ser a meta do time até o final do Brasileiro?


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