Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Tag: La Paz

É preciso ser forte

Em 2012, mesmo com Neymar e Ganso, o Santos cansou de perder gols e no final perdeu o jogo. Veja os melhores momentos:

É preciso ser forte. E esperto

O ar rarefeito atrapalha a respiração, ou melhor, a reposição de oxigênio após o esforço, e isso realmente prejudica o rendimento dos atletas não adaptados à altitude. A falta de oxigênio não freia apenas as pernas, mas também os reflexos. Bolas cruzadas na área e chutes de longe se tornam um perigo maior do que normalmente são. Por isso, vencer um time boliviano, em La Paz pode se tornar uma tarefa exclusiva aos fortes. Terá o Santos essa qualidade essencial aos vencedores e campeões?

Sem David Braz e Zeca, machucados, e Thiago Maia, suspenso, Dorival Junior escalou Cleber, Copete e Leandro Donizete nos seus lugares. Torçamos e oremos. O Strongest vai mal no campeonato boliviano, mas está bem na Copa Libertadores, a ponto de assumir a liderança do grupo com uma vitória sobre o Santos. É o tipo de jogo que separa os homens dos meninos e os técnicos dos treineiros. O Sportv transmitirá, às 19h30.

Pesquisei o que os jornais bolivianos falam do jogo e estranhei o fato de Dorival Junior e Vitor Bueno terem admitido que o Alvinehro Praiano jogará no contra-ataque. Ou são muito espertos e querem despistar, ou muito ingênuos e já estão dando munição ao inimigo antes da batalha.

Times prováveis

The Strongest: Daniel Vaca, Diego Bejarano, Fernando Martelli, Marvin Bejarano e Agustín Jara; Raúl Castro, Diego Wayar, Wálter Veizaga e Alejandro Chumacero; Pablo Escobar e Matías Alonso. Técnico: César Faría.

Santos: Vanderlei, Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Cleber e Copete; Renato, Leandro Donisete e Lucas Lima; Vitor Bueno, Ricardo Oliveira e Bruno Henrique. Técnico: Dorival Junior.

A arbitragem será de Dario Herrera, auxiliado por Diego Bonfá e Ivan Nuñes, todos da Argentina.

Começou o Brasileiro, voltou a promoção do Dossiê

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Agora, uma homenagem do músico Lucas Silva ao Santos e aos amigos do blog:


Conmebol, acabe com essa violência. Já!

Uma das armas mais eficientes do Bolívar:

http://youtu.be/_FXOy4Tsazc

Veja por outro ângulo. Note que o gandula entra em campo e tira as laranjas:

http://youtu.be/wTV-uEhmtbs

Já tomou uma laranjada atirada a 40 metros de distância? É como uma pedrada. Não é à toa que inchou os lábios de Neymar. Em campo, o Bolívar se fartou de cometer faltas. No final, ainda ganhou o jogo. Que mensagem este evento de ontem deixou? Que jogar sujo dá resultado. Portanto, que a Conmebol arrume outro lugar pra enfiar aquela faixa pedindo fair play que ela exibiu no começo do jogo.

Amigos e amigas, nem comentarei o jogo de ontem. Como analisar o desempenho de um time que viveu o tempo todo acuado pelo fantasma da altitude? Dores de cabeça, pernas bambas, o ar que pode faltar a qualquer momento, interrompendo um pique, um salto, interferindo nos reflexos…

Não, seria injusto fazer uma análise técnica de uma partida disputada em condições clínicas tão desiguais. Um time voava em campo (há exame anti-doping na Libertadores?), enquanto o outro se arrastava, unicamente tentando sobreviver. Por essas circunstâncias, eu diria que, dos males, ao Santos coube o menor. Uma derrota por 2 a 1 poderá ser revertida no Brasil, com sobras. E será justo que assim ocorra, pois o time que apela não merece ser premiado.

Porém, falarei de outra questão, muito mais relevante do que o jogo. Falarei do comportamento animalesco – e impune – da torcida do Bolívar. Até quando, amigos e amigos, amantes do futebol, os estádios da Conmebol serão campos de batalha? De que adianta aquela faixa hipócrita estendida pelos organizadores antes do jogo, pedindo fair play, se a bola rola e são cometidas toda sorte de violências e grosserias contra os visitantes, sem que o time da casa seja punido?

A cena de Neymar caído e protegido pelos escudos dos policiais, enquanto objetos choviam ao seu redor, é patética. Se presidente da Conmebol, eu interditaria o estádio de La Paz por todo o sempre. Além dos males da altura, por que o Santos, atual campeão da Libertadores, que levou com ele o grande ídolo das Américas, deveria ser obrigado a passar por tal agressão?

Nunca a expressão “pérolas aos porcos” soou de forma tão ajustada. Se não for obrigado, que time estrangeiro quererá jogar em ambiente tão hostil, enfrentando a ira gratuita de uma torcida selvagem, como a boliviana?

Que imagem a Bolívia quer passar para o mundo? A de um país de animais, de seres sem o menor nível de civilização? Ora, não dá mais para aceitar determinadas atitudes. É preciso punir com rigor essas agressões, a exemplo do que se fez na Europa.

Insultos assim ferem ainda mais o santista, acostumado a ganhar na bola, sem a ajuda dos bastidores. Santista que no Campeonato Brasileiro de 2004 viu seu time perder dois mandos de campo porque uma câmera flagrou um copo d’água sendo atirado ao gramado. E hoje se dá por feliz por sair vivo de um jogo da Libertadores em que a torcida só faltou invadir o campo para trucidar os brasileiros. Que piada!

Ontem um objeto – prontamente escondido pelo gandula – atingiu a boca de Neymar, inchando seus lábios. E o que aconteceu? Nada. Parece mentira dizer isso em pleno século XX!, mas nada aconteceu e nada acontecerá. A polícia não descobriu e nem descobrirá o agressor. Fica a dúvida que o mundo quer saber: há polícia na Bolívia? Ou aqueles militares estão ali para defender o direitos dos animais de agredir? Até quando a Conmebol será tão politicamente inerte com relação a esses vândalos?

E, vejam vocês, o site da Conmebol, ao falar do jogo, evita qualquer menção à barbárie da torcida boliviana. Por aí se vê que a entidade continuará de braços cruzados diante do jogo sujo e da total incivilidade que se vê na maioria dos campos da Copa Libertadores.

Há uma cláusula do regulamento da Libertadores que permite punir o time mandante com a perda dos pontos. Por que ela não é aplicada? Medo do quê?

Alô senhor Nicolas Leoz, eterno caudilho da Conmebol; alô José Maria Marin, presidente da CBF… Vão fazer alguma coisa, ou esperarão até que algum jogador visitante morra em campo?

Veja que cinismo na matéria sobre o jogo no site da Conmebol:

http://www.conmebol.com//copasantanderlibertadores/Bolivar-pudo-con-Santos-y-espera-2-1-20120426-0002.html#Comentarios

E para você, o que deve ser feito para acabar com a selvageria na Libertadores?


Não tema, os deuses também subirão a montanha com o Santos

Que vantagem dezenas de anos acompanhando o futebol e, mais propiramente o Santos, podem me dar? Talvez nada palpável, concreto, cem por cento verdadeiro, posto que o futebol é chama de intensidade absurdamente irregular. Porém, há o fio condutor, a essência lógica que permeia todas as batalhas em campo. E quando se consegue captá-la, pode-se dizer que alcançamos ao menos o chamado feeling. E se ele não me diz, neste exato momento, quanto será o resultado de hoje à noite, na tenebrosa altitude de La Paz, ele ao menos me tranquiliza, pois me garante que o Santos jogará bem.

Vejo o time mais atento hoje, contra o Bolívar, do que contra o The Strongest, no início desta Copa Libertadores. E mais atento no ataque significa gols, assim como uma maior atenção na defesa quer dizer menos oportunidades ao adversário. Vejo Neyamr em meus sonhos flutuando por entre os montanheses, como um pássaro de fogo, que brilha, mas também fere. Vejo Ganso planando sua elegância entre os homens da montanha e vejo também um Santos aplicado, determinado a vencer.

Neymar pode fazer o seu centésimo gol pelo Santos

Hoje Neymar, que já tem 99, pode fazer o seu centésimo gol com a camisa do Santos – uma marca extraordinária para um rapaz de apenas 20 anos. Para ajudá-lo nesta tarefa ele terá como companheiros Rafael, Maranhão, Edu Dracena, Durval e Juan; Adriano, Arouca, Elano e Ganso; Neymar e Borges. Os desfalques serão Fucile e Henrique. Na verdade, considero Fucile o único desfalque e rezo para que os deuses protejam Maranhão.

O time boliviano deverá ser escalado pelo técnico argentino Ángel Hoyos com Marcos Arguello; Rodríguez, Frontini e Valverde; Álvarez, Flores, Cardozo, Campos e Lizio; Arce e Ferreira (Cantero). Não jogarão o volante Walter Flores e o atacante uruguaio William Ferreira, artilheiro do time.

Quem é mesmo o melhor time de todos os tempos?

Acho engraçado a maneira açodada com que alguns analistas enxergam a história do futebol. Bastou o Barcelona ganhar alguns títulos e o time já foi comparado, simplesmente, ao melhor de todos os tempos, ou seja, o Santos dos anos 60. Ora, a recente derrora para o Real Madrid no Campeonato Espanhol e a eliminação, ontem, na Liga dos Campeões, com o empate em 2 a 2 com o Chelsea – com o decantado Messi perdendo um pênalti – mostra que o time catalão ainda está longe de ser imbatível.

Na verdade, está longe até mesmo das crises, pois já se fala em demissão do ótimo técnico Pep Guardiola. Lembro que o Santos foi pentacampeão brasileiro legítimo – de 1961 a 1965 – na época de ouro do futebol brasileiro, e ganhando quatro finais nos campos do adversário: Bahia, em Salvador, e Botafogo, Flamengo e Vasco no Rio de Janeiro. Além de enfrentar os melhores times do mundo, na época, o Alvinegro Praiano os vencia em suas próprias casas, coisa que esse Barcelona está longe de conseguir.

Confrontos entre Santos e Bolívar

Por Wesley Miranda

O Santos enfrentará o Bolívar pela quarta vez em sua rica história. O retrospecto é de duas vitórias e uma derrota, 13 gols pró e quatro gol contra.

16/01/1971 – Bolívar 0 x 4 Santos – Hernando Siles (La Paz) Amistoso
16/02/2005 – Bolívar 4 x 3 Santos – Hernando Siles (La Paz) Libertadores
11/05/2005 – Santos 6 x 0 Bolívar – Vila Belmiro (Santos) Libertadores

Santos na Bolívia

O embaixador do futebol já jogou 12 vezes em solo boliviano, vencendo em nove oportunidades e perdendo em outras 3. O Santos marcou 39 gols e sofreu 21. Apesar da boa vantagem histórica, dos 4 últimos jogos em solo boliviano, foram 3 derrotas.

O artilheiro do confronto

O artilheiro santista no confronto é o atacante Deivid, com três gols. Revelado no Nova Iguaçu e projetado para o Brasil pelo Santos em 1999, Deivid teve duas ótimas passagens pela Vila Belmiro. Em 140 jogos marcou 60 gols, sendo 21 deles só na campanha do oitavo título brasileiro santista, em 2004 (sem contar os diversos gols legais anulados naquele campeonato). Além do apurado faro de gol, Deivid tinha a velocidade de um ponta e a inteligência de um meia. Com todos esses atributos, ganhou o apelido de garçom, devido às suas perfeitas assistências.

O vice artilheiro do confronto é um tal Edson Arantes do Nascimento com 2 gols no primeiro confronto contra a equipe boliviana.

Goleada e uma pintura em La Paz

Apenas três dias depois de derrotar a seleção de Cochabamba por 3 a 2, em 16 de janeiro de 1971 o Santos jogou um amistoso com o Bolívar, estádio Hernando Síles, em La Paz, e venceu por 4 a 0, com 2 gols de Pelé – sendo um deles um dos mas bonitos de sua carreira – um de Edu e outro de Douglas. Depois dessa apresentação de gala, o Santos teve que voltar a Bolívia quatro meses depois, e foi anunciado como “El Mayor Espectaculo Del Mundo”.

Veja o gol antológico do Rei:

A estreia na Libertadores 2005

Pouco mais de 34 anos depois, o Santos voltou a enfrentar “La Academia del Fútbol Boliviano”, como é conhecida o Bolívar. O clube de La Paz passava por um grande momento, já que em 2004 disputara a final da Copa Sul-Americana contra o Boca Juniors. Essa foi apenas a segunda vez que uma equipe boliviana chegava à final de uma competição internacional.

O Santos vivia um bom momento, com a recente conquista do seu oitavo título brasileiro, mas ainda sofria com a perda do seu comandante, Luxemburgo. Em seu lugar assumiu Osvaldo de Oliveira.

Outra novidade era a mudança na meta santista. O então atual campeão da Libertadores com o Once Caldas, o colombiano Juan Carlos Henao, substituía o goleiro campeão brasileiro Mauro. Henao ganhou a posição por ser mais experiente em Libertadores e acostumado com a altitude.

O jogo

Foram necessários apenas dois minutos para o anfitrião balançar as redes do Santos, com o meia Zermatten. O gol trouxe mais confiança para “La Academia ” que passou a pressionar o time santista. Só aos 24 minutos, em rebote do talismã Basílio, o matador Deivid conseguiu o empate.

Na etapa complementar, aos 9 minutos o time boliviano, novamente com Zermatten, passou à frente do marcador. E apenas 2 minutos depois, novamente com Deivid, o Peixe empatou de novo. O prelio se encaminhava para o seu final, quando o artilheiro da noite, o meia Zermatten, marcou o seu terceiro gol. Aos 40 minutos o Santos se via em desvantagem na altitude, e dessa vez Deivid já não estava mais em campo para tentar o empate. Em seu lugar, Osvaldo de Oliveira colocou o meia Rossini. Aos 42 minutos Cabrera ampliou, e aos 45 minutos Robinho deixou sua marca, o que não foi suficiente para evitar a primeira derrota santista para um time boliviano na sua história.

A vingança. Vira 3, acaba 6

Já no fim da primeira fase da Libertadores, era a vez do time boliviano jogar sem seu principal reforço: a altitude de quase 3.700 metros de La Paz. Além desse “desfalque”, o elenco boliviano cobrava de sua diretoria o pagamento de salários atrasados, o que culminou em até um atraso para a apresentação do elenco na viagem.

No comando do Santos, Alexandre Tadeu Gallo substituiu o contestado Osvaldo Oliveira. O time se adaptou bem no comando do ex-jogador santista.

O jogo

Jogando no nível no mar, foi a vez de o Santos abrir o marcador logo aos 2 minutos, com Bóvio. Sem muitas dificuldades, aos 13 minutos foi a vez de Cristiano Ávalos ampliar. Quase no fim do primeiro tempo, um gol insólito do lateral Paulo César fechou a primeira etapa em 3 a 0. Na 2ª etapa, Ricardinho aos 13 ampliou para 4 a 0. Sentindo a facilidade adversária, o técnico Gallo sacou do time Bóvio e colocou o atacante Basílio. E logo aos 25 minutos o veloz atacante marcou seu gol! Para fechar a goleada em 6 a 0, Deivid fez o seu, se tornando o maior artilheiro da história do confronto, empatado com Zermatten, ambos com 3 gols.
Com o resultado, o Santos se consolidou no primeiro lugar do grupo, com 12 pontos, quatro a mais do que a LDU, a segunda colocada. O time boliviano ficou na lanterna do grupo com 6 pontos, 1 a menos do que o uruguaio Danúbio.

E você, o que espera de Santos e Bolívar, hoje, lá no alto da montanha?


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