Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Hora da virada!

Visita dos Refugiados da Síria
Cem refugiados sírios assistiram à vitória do Santos sobre o Internacional, convidados pela diretoria do Alvinegro Praiano (Pedro E. G. Azevedo/Santos FC).

Com personalidade e sem afobação, o Santos de Dorival Júnior soube valorizar suas qualidades, camuflar seus problemas e obter uma vitória de virada sobre o Internacional que o coloca definitivamente na luta por uma vaga na Copa Libertadores de 2016.

Mesmo sem os titulares Ricardo Oliveira e David Braz, e mesmo saindo atrás no marcador devido a um pênalti bobo praticado pelo reserva Paulo Ricardo, o time soube se recompor, manter a posse de bola, criar chances e empatar ainda no primeiro tempo, com belo chute cruzado de Marquinhos Gabriel, após receber ótimo passe de Nilson.

Na segunda etapa, cada vez mais dominante, o Santos virou o marcador com gol de pênalti em Lucas Lima, cobrado com força por Gabriel, e fechou a tampa do caixão aos 45 minutos, com chute seco e colocado de Leandro, que tinha entrado no lugar de Nilson.

Dessa vez, o público e a renda foram bons, para a Vila Belmiro. Pena que desses 452 mil reais de renda bruta, não deve sobrar nem metade como lucro líquido, devido às inexplicáveis “despesas diversas”, mas esse é um assunto para outra hora. O importante é que, mais do que fazer o chamado dever de casa, o Santos, mesmo desfalcado, ganhou bem de um dos times mais fortes do País e ainda de virada.

Agora, seria ideal que esse mesmo espírito do time para virar um jogo difícil seja incorporado pelo clube para inverter a complicada situação financeira e administrativa que vive. O fato de se ter um público de 11 mil pessoas nesse domingo, na Vila Belmiro, e de ter condições de aglutinar mais de 20 mil pessoas na próxima quinta-feira, no Pacaembu, mostra que o Santos é um time atrativo e de múltiplas possibilidades de faturamento.

Dos jogadores, destaco a atuação de dois que eu vinha criticando: Zeca, muito útil nas jogadas ofensivas, e Gabriel, que parece mais maduro a cada partida. Nilson pegou pouco na bola, mas deu um passe perfeito para o gol de empate de Marquinhos Gabriel. Este, não só pode jogar ao lado de Lucas Lima, como deu maiores opções ao time, que com eles toca melhor a bola.

Tenho uma ressalva, porém, ao garoto Paulo Ricardo. Tem um enorme potencial, mas precisa prestar atenção para evitar cometer pênaltis. Na última vez que tinha jogado como zagueiro, contra o Palmeiras, nas finais do Campeonato Paulista, já tinha feito um pênalti decisivo. Nesse domingo, fez outro muito bobo, pois o jogador do Inter se atirou sobre ele, que, ingenuamente, o abraçou. Duas oportunidades na zaga e dois pênaltis seguidos é um índice assustador. Se continuar assim, dificilmente será escalado novamente como zagueiro.

Mas veja só como Dorival Junior pensa pequeno
Depois dessa boa vitória na Vila Belmiro e antes de uma partida que o time fará no Pacaembu, se Dorival Junior fosse um técnico inteligente, o que diria? Que o Santos se sente em casa em qualquer estádio em que tenha uma boa torcida, certo? Até porque, para realmente conseguir uma vaga no G4, não bastará ganhar os jogos em casa. Mas não. Ao final da partida, ele creditou a vitória de virada sobre o Inter à mística da Vila Belmiro e disse que não deixaria de jogar lá, com um público de 10 mil ou de apenas uma pessoa. Ou seja: Dorival não se importa se o Santos falir, desde que jogue na Vila. Será que ele abre mão de seu salário para o Santos jogar só na Vila? Isso é muita falta de inteligência e falta de confiança na sua capacidade e no time. Se o Santos conseguir o milagre de ser eliminado pelo Figueirense, no Pacaembu, diante de mais de 20 mil santistas, a responsabilidade será, em grande parte, desse pensamento limitante do técnico santista – que está em grande fase, pode atingir um outro padrão profissional, mas ainda continua pensando como treineiro de time de várzea.
Clique aqui para ver como Dorival Jr. pensa pequeno

Santos 3 x 1 Internacional
Vila Belmiro, 11 horas, 27/09/2015
Público: 11.043 pagantes. Renda: R$ 452.145,00.
Santos: Vanderlei, Victor Ferraz, Gustavo Henrique, Paulo Ricardo e Zeca; Renato, Thiago Maia (Léo Citadini) e Lucas Lima (Serginho); Gabriel, Marquinhos Gabriel e Nílson (Leandro). Técnico: Dorival Júnior.
Internacional: Alisson; Léo (Silva), Paulão, Juan e Ernando; Nilton, Willian, Wellington (Alex Santana) e Anderson (Taiberson); Valdívia e Vitinho. Técnico: Argel Fucks.
Gols: Valdívia (pênalti) aos 26 e Marquinhos Gabriel aos 36 minutos do primeiro tempo; Gabriel (pênalti) aos 15 e Leandro aos 45 minutos do segundo tempo.
Arbitragem: Heber Roberto Lopes (SC-FIFA), auxiliado por Fabricio Vilarinho da Silva (GO-FIFA) e Bruno Raphael Pires (GO-ASP-FIFA).
Cartões amarelos: Paulo Ricardo (Santos); Willian, Wellington, Juan e Silva (Inter).

Santos FC x Internacional
Gabriel, mais maduro, cobrou o pênalti com força para desempatar. Vitória justa do time que procurou mais o gol (Ricardo Saibun/ Santos FC).

E você, acha que o Santos vai virar o jogo?


Oportunidade de ouro!

Thiago Maia e Ricardo Oliveira
O novato e o veterano que têm agarrado suas chances.
Leandro
Leandro, que hoje terá a sorte de começar a partida (Fotos de Ricardo Saibun)

Há momentos de crise para alguns que se transformam em oportunidades de ouro para outros. Nesta quarta-feira, às 22 horas, na Vila Belmiro, poderemos ver um time e jogadores desacreditados há um mês saltando para bem perto do G4, a zona da Copa Libertadores. Para isso, será preciso jogar com coração e inteligência, superar as ausências de Lucas Lima e Geuvânio e vencer o São Paulo, um rival de peso.

O título deste post serve também para jogadores que estão tendo a chance de mostrar o que valem. Deles, o grande destaque tem sido Ricardo Oliveira, o artilheiro de 35 anos que se empenha como um menino. No outro extremo, está o garoto Thiago Maia, inacreditáveis 18 anos de idade, firmando-se na posição tão disputada de volante.

Mas a maior chance de um santista, no jogo de hoje, será dada a Leandro, atacante encostado no Palmeiras, que está tendo no Santos a sorte de mostrar o seu futebol. Hoje pode ser um dia especial para ele, pois começará a partida, no lugar que seria de Geuvânio, afastado por contusão.

Por incrível que pareça, a posição mais bem preenchida tem sido a da estrela Lucas Lima, atualmente na Seleção Brasileiro. Marquinhos Gabriel tem substituído muito bem o titular e nesta noite poderá se firmar definitivamente entre os preferidos do técnico Dorival Junior.

O adversário também tem os seus desfalques, novidades e casos de superação. O goleiro Rogério Ceni e o atacante Luís Fabiano não jogam, mas os quase desacreditados Paulo Henrique Ganso e Pato estão confirmados, assim como os garotos Hudson, que no começo da carreira já foi um Menino da Vila, e Rogério. Fora do campo, haverá outro duelo, entre os técnicos Dorival Junior e o colombiano Juan Carlos Osorio.

Acredito em um bom jogo e torcerei por uma vitória redentora do Santos, pois ela deixará o time a apenas um ponto do São Paulo e a uma rodada do G4, um sonho que há algumas rodadas parecia impossível. Hoje é noite em que a determinação transformará um momento de incerteza em uma epopeia triunfante. Eu acredito! E você?

O último Sansão na Vila foi assim:

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Diga, o que podemos esperar do Santos neste Sansão?


0 a 0. Muricy conseguiu o que queria

O comportamento inseguro do Santos no clássico com o Palmeiras, a postura defensiva do Alvinegro Praiano, que abriu mão da iniciativa e se limitou à defesa, dá margem a uma tonelada de críticas ao time e, principalmente, ao técnico Muricy Ramalho. Mas, se for para escrever o que todo mundo escreve, o melhor é o blog nem escrever nada, não é mesmo?

Claro que concordo que André não deveria ser escalado. Já que o professor ousou com Neilton, que colocasse um meia que pudesse fazer a bola chegar ao jovem atacante, assim como a Giva. Escalar Giva e André no mesmo time é usar cinto e suspensório ao mesmo tempo. Ambos têm a mesma função de não deixar a bunda de fora.

Porém, acredito que, diante das ausências de Neymar e Montillo, dois atacantes de técnica e ousadia superiores, Muricy analisou bem o jogo e decidiu que o empate, diante da torcida adversária, seria um bom resultado. E armou um time para não sofrer gols.

Dirão: Ué, mas colocou três atacantes! Sim, mas era só o Santos perder a bola e todo mundo recuava. Tanto, que Giva foi um dos zagueiros mais eficientes do Santos, cortando bolas em escanteios e ajudando Bruno Peres na marcação.

Na verdade, em boa parte do jogo o Santos não jogou. Abdicou totalmente da posse de bola e se contentou em marcar. Por esse comodismo tático, bem que merecia ter sofrido um gol e perdido o jogo. Wesley e Leandro dominaram o meio-campo. O Palmeiras teve mais chances, temos de admitir.

Mas algo me diz que se o Santos fosse dirigido por Dorival Junior, teria ido mais pra cima do adversário, criado mais oportunidades e, no fim, teria perdido o jogo. O Santos de Dorival tinha grandes buracos na defesa.

Muricy valoriza a defesa e talvez por isso tenha essa característica de dificilmente perder um clássico paulista. Mesmo quando coloca o time atrás, vivendo de contra-ataques, ele costuma se dar bem no fim.

Para não dizer que não falei de flores, novamente escolho Giva como o melhor do Santos. O rapaz é polivalente. Defende, tabela, arremata – e quase marca, em uma cabeçada pro chão.

André, para variar, foi o pior. Arouca, o mais ativo pelo meio. Renê Junior destruiu, lutou… E o Cícero? Começou bem no time, participativo, marcando gols, mas anda sumindo a capa partida. Está na hora de decidir o que quer dessa sua passagem pelo Santos.

Não cobrarei nada de Neilton, que se mexeu bem, mas não teve espaço. Alan Santos deu mais estabilidade ao meio-campo.

O jogo foi feio, sem criatividade, mas a classificação, o empate foi bom. O time continua no G4 e agora terá jogos em casa. Quero esse tetra de qualquer jeito! Mas depois eu farei questão de ter meu Santos de volta.

E você, o que achou de Palmeiras 0, Santos 0?


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