Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Tag: Leo Cittadini (page 1 of 2)

Santos só tocou a bola, o Atlético/PR pôs pra dentro

O Santos saiu do G4 da maneira mais frustrante e, ao mesmo tempo, previsível possível. Mesmo diante de um adversário limitado, que lhe permitiu ficar mais tempo com a bola nos pés, se contentou em tocá-la de um lado para o outro e, muitas vezes, para trás. O Atlético Paranaense, mesmo recuado a maior parte do tempo, demonstrava mais apetite de gol quando atacava e, por querer mais a vitória, acabou conseguindo.

O resultado foi o mesmo com o qual o santista, em jogos fora de casa, já está acostumado: no finalzinho o time da casa aperta um pouco, consegue uma bola parada e um jogador sem marcação faz o gol da vitória. Inacreditável como o tempo passa e o Santos não consegue mudar sua atitude em jogos no campo do adversário. Só depois que sofre o gol e a viola está em cacos é que se vê alguma correria, alguma vontade de marcar gol, o grande objetivo do futebol. Mas aí é tarde.

Perder a partida e a vaga no G4 com um gol de Paulo André no fim do jogo é o ó do borogodó. Porém, mesmo nas jornadas mais funestas, como esta, ainda há lições a aprender. A primeira é que esse Yuri é mesmo um bom jogador e deve permanecer no time. Aliás, o rapaz pode escolher onde quer jogar, pois o Santos está carente em várias posições.

A segunda constatação que faço é que Renato realmente merece um descanso. O veterano tem errado muitos passes na saída de bola, não faz o jogo evoluir e passa a maior parte do tempo recuando a bola ou tocando de lado, diminuindo a velocidade do time.

Em terceiro lugar, gostaria que alguém me dissesse: quem é o empresário do Diogo Vitor? Aliás, quem é Diogo Vitor? Por que o Ronaldo Mendes, que fez o gol decisivo do título paulista, não entra mais no time e entram esse Diogo Vitor, o Paulinho e até o Alison?

Aliás, por que tirar o Thiago Maia nos últimos minutos para colocar o Alison fora de forma? Só para tomar um gol no finzinho? Dizem que o Thiago Maia disse que estava sentindo alguma contusão. Se foi isso, ainda há uma desculpa, mas não me pareceu que tivesse algum problema.

Bem, o Santos, às vezes, parece um time de moças de colégio de freiras. Seus jogadores não gostam de entrar em divididas, só querem jogar com a bola no pé. Hoje perderam um jogo que era para ganhar se tivessem mais vontade e mais coragem. O torcedor deve estar louco da vida, e com razão. Do jeito que o Santos jogou, perderia de qualquer um. No segundo tempo não chutou a gol, sabe o que é isso?

O técnico Dorival Junior, a quem já defendi várias vezes, hoje pisou no tomate. Parece que ele entra com o Léo Cittadini e o Joel só para poder substituí-los depois. Os dois têm um grave defeito: não sabem proteger a bola, fundamento número um de todo jogador profissional. Perdem na dividida, na cabeçada, perdem na corrida, perdem facilmente o que há de mais precioso no futebol, que é a sagrada posse da bola.

Victor Ferraz também não se achou na nova posição e o zagueirão Luiz Felipe quis entregar o ouro umas duas vezes, no mínimo. Quanto a Gabriel, rebolou mais do que passista da Xis Nove. Com 0 a 0 o rapaz estava dando toquinho de calcanhar. Alguém tem de dizer a ele que o Pelé marcava oito gols em um jogo e nunca rebolou. Mas se quiser rebolar, espere estar 3 a 0 e faltar um minuto para acabar o jogo.

Quem se salvou? Vanderlei, Vitor Bueno, Yuri, Zeca e Thiago Maia. E olhe lá…

Enfim, o Santos não teve a mínima competência para se segurar no G4. Com essa derrota deve cair para o meio da tabela. E se voltar a jogar sem sangue nas veias, sem fome de gol e com medo de entrar nas divididas, perderá de novo do limitadíssimo Fluminense. E perderá do mesmo jeito, com um gol de falha coletiva da defesa.

Como alguém já disse, esse Campeonato Brasileiro está mole de ganhar porque todos os times são medíocres. Mas o problema é que o Santos também é medíocre. Será campeão o medíocre que tiver mais personalidade, mais vontade de ser campeão, e o Santos, como diz o Bozo, parece que só quer chegar aos 44 pontos e entrar de férias.

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Atlético/PR 1 x 0 Santos
Arena da Baixada, Curitiba, 18 horas
Atlético/PR: Weverton, Deivid, Otávio, Sidcley, Paulo André e Walter (Vinícius 13’2ºT); Giovany (Anderson Lopes 19’2ºT), Léo, Thiago Heleno, Ewandro (Pablo 29’2ºT); André Lima Técnico: Paulo Autuori .
Santos: Vanderlei;.Victor Ferraz, Luiz Felipe, Yuri e Zeca; Thiago Maia (Alison 39’2ºT), Renato, Vitor Bueno e Léio Cittadini (Paulinho 28’2ºT); Gabriel e Joel (Diogo Vitor 31’2ºT). Técnico: Dorival Júnior.
Gol: Paulo André 43’2ºT.
Arbitragem: Anderson Daronco (RS), auxiliado por Bruno Raphael Pires (GO) e Alexandre A. Kleiniche (RS).
Cartões amarelos: Giovanny e Sidcley (Atlético); Renato (Santos).

É assim que se joga futebol, com fome de gol, com decisão e coragem. E olhe que o México sempre complica para o Brasil, mas os chilenos passaram um trator por cima. Já que o Santos borrou as calças, o Chile compensou meu sábado:

E pra você, por que o Santos perdeu?


3 a 0, com ressalvas

Vencer o Botafogo, no emblemático Pacaembu, é sempre bom, ainda mais por 3 a 0, o que dá uma melhoradinha no saldo de gols. Mas o santista não pode se empolgar muito com esse resultado, pois o alvinegro carioca nunca esteve tão fraco em sua história.

O destaque do Santos foi o garoto Vitor Bueno, que mesmo sem ter pé esquerdo e titubear em algumas jogadas, provavelmente por falta de experiência, mostrou-se combativo, criativo e fez um belo gol, abrindo o marcador.

Outros que merecem menção honrosa são Thiago Maia, Renato, o goleiro Vanderlei e os laterais Victor Ferraz e Zeca. Léo Cittadini melhorou um pouco, mas ainda parece um juvenil entre adultos. Um meia precisa ter mais presença e personalidade.

O camaronês Joel, mesmo querido pelo público, nada fez além do passe de calcanhar no segundo gol do Santos, marcado por Paulinho. No entanto, um defeito dividido igualmente por todos os santistas é a falta de reflexos, a falta de uma resposta rápida à iniciativa adversária. Isso se percebe tanto nas jogadas de ataque, como de defesa.

A lentidão dos zagueiros Gustavo Henrique e de David Braz – que cometeu um pênalti por chegar atrasado no lance – é a mesma do atacante Joel e do meia Cittadini. Parece que o Santos todo precisa ser ligado em uma tomada de 220 volts, pois o time continua perdendo quase todas as divididas, dá espaço para o adversário dominar a bola e, no ataque, se confunde na hora de escolher a melhor jogada.

De qualquer forma, a vitória deve ser comemorada. Não só porque deixa o Santos dois pontos acima da zona de rebaixamento, mas também porque mesmo com chuva, com o time desfalcado e em má fase e diante de um adversário mediano, atraiu 17.033 pessoas ao Pacaembu, das quais 16.536 pagantes, mais do que a capacidade total da Vila Belmiro, que é de 16.068 pessoas.

Outro grande motivo de comemoração foi o pênalti perdido por Neilton. A torcida resolveu pegar no pé do rapaz bem antes da cobrança e parece que isso o abalou, pois mandou a bola para fora, para delírio dos torcedores.

Agora o Santos volta a jogar pelo Brasileiro no próximo domingo, contra o Santa Cruz, em Recife. Lá, sim, poderemos checar se esses 3 a 0 no Botafogo indicaram alguma melhoria na equipe, ou foram resultado da ruindade do adversário.

Com ajuda da arbitragem, Brasil empata com Equador

Em sua estreia na Copa América, com os santistas Lucas Lima e Gabriel começando a partida no banco de reservas, o Brasil empatou em 0 a 0 com o Equador e foi favorecido por um erro da arbitragem, que apontou saída de bola em um cruzamento que o goleiro Alisson jogou para dentro de seu gol, em um frangaço. Veja os melhores lances da partida.

E você, o que acha disso?


Que venha o Barcelona!

Algum desavisado vai ler este título e deduzir que, baseado na vitória dos mistão do Santos sobre o Audax, por 2 a 1, na Vila Belmiro, eu decidi que agora o Alvinegro Praiano já pode enfrentar o Barcelona, na revanche daquela goleada de 0 a 8. É evidente que não é isso. O triunfo sobre o bom Audax, de virada, serviu para mostrar, entre outras coisas, que jogadores como Léo Cittadini e Ronaldo Mendes têm o seu valor. Podem ajudar o time na fase mata-mata, que começa no próximo domingo com Santos e São Bento, na Vila.

Porém, a revanche com o Barcelona merece uma reflexão mais apurada. Cheguei à conclusão de que o jogo deve ser feito após ponderar sobre 10 pontos principais. São eles:

1 – O Santos jamais fugiu da raia, ao contrário de outros times, como o decantado Real Madrid, que passou anos evitando enfrentar o Alvinegro Praiano. Por que deverá fugir agora? Por medo de sofrer uma goleada? Acho que esse motivo não se justifica.

2 – Perder, ou mesmo ser goleado, faz parte do futebol. No Campeonato Paulista de 1955 o Santos foi goleado pela Portuguesa por 8 a 0, no Pacaembu, e ainda acabou sendo campeão. Em 2010 venceu o Ituano por 9 a 1, no Pacaembu, e quatro anos depois perdeu o título paulista, no mesmo estádio, para o mesmo time de Itu. Quem só quer ver o time jogar como franco favorito deveria procurar outro esporte.

3 – O Barcelona é o melhor time do mundo no momento. Jogar contra ele deve servir de motivação, não de desânimo. Hoje, verdade seja dita, não só o Santos, mas o futebol brasileiro é coadjuvante do europeu. Se perder, não haverá nenhuma mudança no cenário do futebol internacional. Porém, se o Alvinegro jogar bem, a partida pode entrar para a história. Acho que é um desafio que se justifica.

4 – Fui radicalmente contra o jogo no Camp Nou, dia 2 de agosto de 2013, aquela sexta-feira em que Neymar estreou no time catalão e o Santos se apresentou com um time improvisado e mal treinado pelo técnico interino Claudinei Oliveira. Em dia de festa para o clube espanhol, diante de 81.251 pagantes, o Santos apresentou uma equipe recheada de veteranos lentos e garotos inexperientes, com Aranha (depois Vladimir); Rafael Galhardo (Cicinho), Edu Dracena, Durval (Gustavo Henrique) e Léo (Mena); Arouca (Alan Santos), Cícero, Leandrinho (Léo Cittadini) e Montillo (Pedro Castro); Neílton (Giva, depois Victor Andrade) e Thiago Ribeiro (Willian José, depois Gabriel). Mas agora a situação é diferente. A equipe está mais equilibrada e competitiva. E jogar na América do Sul, para o Barça, não é o mesmo que se exibir na familiar Europa.

5 – Na primeira partida o Santos jogou na data e no local escolhidos pelo Barcelona. Dessa vez, o Alvinegro Praiano é que definirá local e data. O ambiente não será tão favorável aos espanhóis.

6 – A torcida, totalmente adversa na primeira partida, será totalmente simpática ao Santos agora – uma fator de motivação que sempre tem feito o Alvinegro Praiano render mais.

7 – Se o Barcelona não quiser jogar, terá de pagar uma multa de 4,5 milhões de euros, quase 19 milhões de reais, ao Santos. Na atual situação de nosso clube, será um dinheiro muito bem-vindo. Por outro lado, a presença do time espanhol representará um espetáculo raro na América do Sul, em evento que merecerá um grande estádio e ingressos bem valorizados, os quais provavelmente proporcionarão uma renda recorde. Tudo isso desde que o embate seja bem vendido e divulgado, claro.

8 – A partida terá repercussão internacional. Se perder, resultado mais lógico, o Santos não passará nenhuma vergonha que já não tenha sido passada por boa parte dos melhores times do momento, até mesmo pela Seleção Brasileira. Porém, se fizer um grande jogo e obtiver um bom resultado, ganhará enorme visibilidade e, talvez, novos aficionados em todo o mundo. Para um time que está fora das competições internacionais, creio que o risco valha a pena. Além disso, sua performance poderá representar um alento para o próprio futebol do Brasil.

9 – Sabemos todos que o Barcelona é o melhor time de futebol do mundo, mas, por outro lado, sabemos também que não é imbatível. Acaba de perder para o Real Sociedad, em uma partida na qual o adversário deu um show de marcação e vontade. Veja o segundo tempo desse jogo abaixo e perceba como é possível, a um time mediano, vencer o melhor do planeta em um bom dia. Quem pode garantir que o Santos não conseguirá uma exibição assim?

10 – Em 7 de agosto de 1977, convidado para um quadrangular internacional, em São Paulo, apenas porque tinha uma grande torcida, o Santos empatou com o campeão espanhol, o Atlético de Madrid, por 1 a 1, diante de 72 mil pessoas, no Morumbi. O ataque santista era formado por Nilton Batata, Juary e Bozó. Juary fez o gol do Santos, roubando uma bola do brasileiro Luís Pereira, considerado pelos espanhóis como o melhor zagueiro do mundo. Como sabemos, a história do futebol é cíclica.

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Pelé ou Messi? Desculpe por perguntar…

Por falar em Santos e Barcelona, trago aqui o link de uma bela matéria feita pelo repórter Alexandre Silvestre, da TV Gazeta, na qual especialistas falam das qualidades de Pelé e Messi. Assista e tire suas conclusões.
Clique aqui para ver matéria da TV Gazeta que compara Pelé e Messi.

Santos 2 x 1 Audax
Vila Belmiro, 10/04/2016, 16 horas.
Público: 12.368 pessoas. Renda: R$ R$ 114.150,00.
Santos: Vanderlei, Victor Ferraz, Luiz Felipe (Ronaldo Mendes), David Braz e Zeca; Léo Cittadini, Vitor Bueno (Joel), Rafael Longuine e Lucas Lima; Patito (Serginho) e Ricardo Oliveira. Técnico: Dorival Júnior.
Audax: Sidão, Francis (Bruno Lima), Yuri, Gabriel Nunes (Renan) e Velicka; Tchê Tchê, Henrique (Samoel), Rodolfo e Mike, Ytalo e Wellington. Técnico:Fernando Diniz.
Gols: Wellington, aos 43 minutos do primeiro tempo; Léo Cittadini aos 13 e Ronaldo Mendes aos 42 minutos do segundo.
Arbitragem: Rafael Gomes Felix da Silva, auxiliado por Vitor Carmona Metestaine e Leandro Fernandes Rodrigues.
Cartões amarelos: Zeca (Santos); Sidão, Gabriel Nunes e Tchê Tchê (Audax).

Veja como o Real Sociedade segurou o Barça:

E você, o que acha disso?


Reflexões sobre o Santos de Leandro Damião e, talvez, de Vargas

Força aí, Schummy!
Como jornalista, tive a sorte de conviver com Ayrton Senna. Quando ele morreu, perdi o interesse pela Fórmula-1. Pouco posso falar desses novos grandes pilotos, pois o último dos gênios do volante que acompanhei foi o alemão Michael Schumacher. Simpatizei-me ainda mais com Schummy quando ele fez questão de visitar a Vila Belmiro e jogar uma partida beneficente ao lado de Diego e Robinho. Agora, como todos sabem, ele sofreu um acidente de esqui, ao tentar ajudar uma criança, e está em coma. Torço demais pela sua recuperação. Schumacher, assim como Senna, é exemplo de campeão sem substituto. Relembre o dia em que ele foi mais um Menino da Vila:

Segunda-feira o Santos deverá pagar os € 13 milhões (cerca de R$ 41,6 milhões) ao Internacional, pelo passe de Leandro Damião. Para esta transação, que representa a maior da história entre times brasileiros, a diretoria do Alvinegro Praiano diz estar recebendo o dinheiro da Doyen Sports, que terá todos os direitos sobre o jogador. Se for assim, o negócio pode ser considerado bom para o clube.

Mas há versões de que a Doyen estaria apenas emprestando o dinheiro ao Santos, a juros de 1% ao mês, o que poderá tornar essa transação uma grande dor de cabeça, principalmente para as futuras administrações do Alvinegro. De qualquer forma, espero que tudo isso seja esclarecido quando o jogador for apresentado à imprensa.

Outro reforço pretendido é o chileno Vargas, atacante do Napoli que na última temporada defendeu, por empréstimo, o Grêmio de Porto Alegre. Como o Napoli ainda deve ao Santos R$ 11 milhões relativos ao passe do goleiro Rafael, o Alvinegro está usando isso para abater no valor de Vargas, que viria por empréstimo de um ano e meio, com salário de US$ 120 mil, ou R$ 270 mil. Mas há um complicador: o clube italiano quer empurrar o zagueiro Bruno Uvini no negócio. Com 22 anos, revelado pelo São Paulo, Uvini é reserva no Napoli.

Damião e Vargas têm sido bastante comentados na mídia, mas do que o Santos precisa mesmo é de um meia, para dar ao meio-campo e ao ataque a precisão e a fluidez necessárias. Por isso, o retorno de Diego, no Wolfsburg, seria providencial. Na falta do Menino da Vila, quem sabe este Lucas Lima, que está vindo do Internacional de Porto Alegre, possa se firmar na meiúca da Vila.

Aos 23 anos, 1,74m, este jovem que começou na Internacional de Limeira parece ter habilidade e visão de jogo. A seguir, trago alguns bons momentos do rapaz que fucei no Youtube:
http://youtu.be/PO_VJC-MQpE

Um papo com o Léo Citadini

Diante dessa premência do Santos por meias, ou ao menos por um meia com “M” maiúsculo, toda tentativa é válida. Não digo que seria a solução, mas por que não fazer o máximo para dar ao garoto Léo Cittadini amplas possibilidades de lutar por esta vaga? Como? Ora, pra começar, com um bom papo. Como seria ele? Vamos lá:

Fosse eu um diretor de futebol do Santos, chamaria o garoto para conversar antes das férias e diria: “Léo, você saber que o Santos precisa de um bom meia. Você pode ser o cara, mas ainda está faltando muita coisa para se candidatar a ser titular do time. O que? Ora, fundamentos, como o passe, o chute, o domínio da bola, a visão de jogo e a determinação. Sei que um mês é pouco tempo, mas você está vivendo um momento crucial de sua carreira, garoto. Agora, ou vai, ou racha. Não gostaria de abrir mão das férias e passar este mês treinando diariamente aqui no clube? Colocarei alguém para lhe orientar este tempo todo e também virei de ter. Essa pode ser a diferença que vai lhe tornar um jogador mais completo. Está a fim? Vamos encarar esse desafio juntos?”.

Não sei o que o garoto diria, mas acho que se tivesse essa atenção da diretoria de futebol do clube e lhe fosse colocado um profissional especializado em um treinamento de fundamentos, ele sairia mais preparado e fortalecido para a próxima temporada. Leio que o Santos já pensa em emprestá-lo para um time pequeno, a fim de que ganhe experiência. Mas se essa experiência, esse refinamento, pode ser dado no CT Rei Pelé, por que passar essa responsabilidade para um clube menos aparelhado do que o Santos?

Por falar em Cittadini, domingo, às 17 horas, na Vila Belmiro, o Santos estreia na Copa São Paulo de Futebol Junior enfrentando o Alecrim, do Rio Grande do Norte. Neilton, que brigou com o empresário e agora quer ficar no Santos, é uma das atrações do Alvinegro Praiano na Copinha. A defesa do título está em jogo. Vamos prestigiar.

Você não acha que o Santos precisa mesmo é de um super meia?


Contratar errado é um erro que puxa outro, e mais outro…

Montillo custou caro e recebe um alto salário. Por isso é muito mais difícil que ele saia para Léo Cittadini jogar, mesmo que o garoto tenha jogado muito bem contra o Crac e deixado nos santistas a expectativa de vê-lo entrar mais vezes no time. Cícero custou menos e ganha menos do que Montillo, por isso é mais fácil ele sair para a entrada de Cittadini. De qualquer forma, essa relação – quanto cada um custou e quanto ganha – atrapalha a renovação necessária no Santos.

Mas então a diretoria de futebol errou de novo ao contratar Montillo e pagar-lhe o mais alto salário do time? Talvez, pois poderia ter se informado melhor e descoberto que o jogador não estava rendendo bem há pelo menos um ano e muitos cruzeirenses não o queriam mais como titular. Porém, Montillo estava sendo regularmente convocado para a Seleção da Argentina, na qual mantinha um bom rendimento.

Enfim, contratar Montillo foi um erro que qualquer um de nós faria. Infelizmente, contratações equivocadas sempre foram comuns no futebol. Olhemos o São Paulo e constataremos que os últimos reforços obtidos pelo clube fracassaram – do promissor Oswaldo ao veterano Lúcio, passando pelo astro Luís Fabiano e pelo nosso Paulo Henrique Ganso – e isso explica a péssima fase do time do Morumbi.

Contratar errado é humano, mas será que quase sempre contratar errado também é? Digo isso porque, além de Montillo, o Santos trouxe recentemente Renê Junior, Neto, Henrique, Mena, Cicinho, Bill, Miralles, Patito, Galhardo, David Braz, Bruno Peres, Guilherme Santos… e nenhum desses 12 jogadores conseguiu ser titular do time.

Quando se contrata errado, o prejuízo é duplo, pois além do dinheiro investido para se fazer o negócio e os salários mensais do jogador, o técnico é obrigado a escalar o recém-contratado, ou será muito difícil passá-lo pra a frente. O Santos está nessa situação, o que torna mais difícil dar oportunidade aos Meninos.

Talvez os Meninos nem sejam tão melhores tecnicamente do que os mais experientes, porém têm mais motivação e um estado atlético e clínico mais preparado para os embates do futebol. Outra vantagem de colocá-los é que o torcedor do Santos tem mais paciência com eles e apoia mais o time quando eles estão em campo. Por fim, a grande vantagem é que ao jogarem passam a ter seus passes valorizados, o que não ocorre com alguns jogadores em fim de carreira.

O mais complicado dessa situação é que os Meninos foram campeões da Copa São Paulo no início do ano e ainda hoje os titulares da zaga do Santos continuam sendo Edu Dracena e Durval, que na sexta-feira se verão frente a frente com a dupla de atacantes mais perigosa do mundo, formada por Neymar e Messi.

Como não têm mais pernas para correr atrás dos adversários, Dracena e Durval terão de jogar dentro da área do Santos, na sobra, o que fará o meio-campo e o ataque recuarem para protegê-los. Léo também não poderá avançar, pois não tem fôlego para ir e vir. Ou seja, pela insegurança e decadência física de seus zagueiros veteranos, o Santos já entrará em campo como um time acuado, que ficará na roda à espera de um contra-ataque milagroso. E tudo porque contrata muito errado e não tem coragem de colocar os Meninos para jogar.

E pra você, por que o Santos contrata tão mal?


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