Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

film izle

Tag: LInense (page 1 of 2)

A Roma o que é de Roma

Belíssima estreia!

O Santos jogou como nos velhos tempos. Dorival Junior teve ousadia de montar um sistema bem ofensivo. 6 a 2 foi pouco!

Os méritos das pessoas precisam ser ressaltados, mesmo quando elas são nossas adversárias. Esse é o lema do bom desportista e é por isso, por exemplo, que nos emocionamos quando Roger Federer e Rafael Nadal se abraçam depois de uma refrega como a que tiveram na final do Australian Open. A disputa pela presidência de um clube de futebol deve seguir as mesmas regras, o mesmo fair play. Assim, mesmo sendo seu concorrente político, enxergo todas as qualidades do presidente Modesto Roma.

A mais destacada delas tem sido manter os melhores jogadores do Santos para esta temporada de Copa Libertadores e ainda reforçar o elenco com algumas boas contratações. Apoiei também a assinatura de contrato com o Esporte Interativo. A Globo é um mato de onde não sai coelho para o Santos. A emissora carioca continua com seus sonhos desvairados de promover a espanholização no futebol brasileiro, e ainda não percebeu que o bonde já passou. As presenças de Atlético Paranaense e Botafogo na Libertadores e as ausências de Corinthians e São Paulo provam que o futebol jogado apenas no campo ainda tem muita força.

Manter um time competitivo em 2017 e assinar com o Esporte Interativo são, portanto, méritos de Roma. Quem entrar no site oficial do clube ainda encontrará outra notícia, assinada por André Mendes, que pretende vender o presidente como um grande administrador financeiro. A nota diz:

Apesar do cenário de dificuldades econômicas configurado no ano passado, o Santos FC obteve o maior superávit financeiro (Ebitda) de sua história, no montante de R$ 95 milhões, resultado do compromisso da atual Diretoria em continuar trabalhando em prol da recuperação das finanças do clube. Os números constam das demonstrações contábeis referentes a 2016, encaminhadas […]

Bem, isso veremos quando as contas forem encaminhadas ao Conselho Deliberativo. Até agora, nesse quesito, o que propaga a diretoria nunca bate com os números reais apresentados. De qualquer forma, seria mesmo maravilhoso que o Santos estivesse com um grande elenco e com as contas em dia. Porém, assim como um dirigente tem suas qualidades, também tem defeitos, e no caso de Modesto Roma estes últimos são determinantes para que o clube não cresça, não volte a ser o que já foi.

Mesmo o santista menos ilustrado perceberá que a mesma vontade de se divulgar um superávit – gerado, na verdade, pela venda de jogadores e pelas luvas recebidas do Esporte Interativo – desaparece quando o assunto é média de público e arrecadação de bilheteria nos jogos, número de sócios adimplentes, valores reais do faturamento com a confecção do material em parceria com a Kappa e a situação e montante do patrocínio máster anunciado com a Caixa.

Enfim, o que é, ou pode parecer, positivo para essa gestão, é divulgado com estardalhaço até no site oficial do clube e também defendido com unhas e dentes por uma tropa de choque cooptada para espalhar versões positivas da gestão Roma na mídia social e em blogs e sites que falam do Santos. Todo mundo está percebendo essa avalanche de romistas infiltrados em qualquer grupo que discuta os futuros do clube.

A diferença entre passageiro e essencial

Um superávit gerado por aportes eventuais, como vendas de jogadores e verbas de tevê, não configura uma boa gestão. Um clube de futebol tem meios permanentes de arrecadação que estão sendo ignorados ou negligenciados. Movido por uma persistente visão regional, o clube continua jogando para uma média de público que não alcança dez mil pessoas, tem um número pequeno de associados, recebe bem menos do que os outros grandes pelas variadas formas de patrocínio e não demonstra vontade de se abrir para a maior parte de seu mercado consumidor, que são seus torcedores de todo o Brasil.

A aparente transparência existe apenas para divulgar fatos positivos, ou pretensamente positivos, produzidos por essa gestão, mas se cala ou desvia o assunto quando a discussão passa para as iniciativas que efetivamente tornarão o Santos um clube eficiente, transparente, sem fronteiras e totalmente voltado para uma grandeza da qual ele tem abdicado.

Caso fizesse o que precisa ser feito, Roma nem sequer teria oposição nas próximas eleições, pois o que interessa, ao menos a mim, não é o poder em um clube de futebol, mas sim ver esse clube, que eu amo, que amamos, trilhar o caminho que o tornará, novamente, um dos mais respeitados do mundo. Mas Modesto Roma continua com seus sonhos excludentes de uma areninha em Santos, quer fazer o time jogar só em sua cidade, não faz questão de atrair sócios de outras cidades, mas, ao mesmo tempo, também quer que santistas do Brasil inteiro continuem prestigiando esse seu projeto regional. Assim, positivamente, ele não terá o meu voto.

licoes de jornalismo
Você pretende ser jornalista, ou se interessa pela profissão? Quer saber o que aprendi de mais importante em 40 anos de jornalismo? Então fique atento porque logo mais será lançado o livro LIÇÕES DE JORNALISMO. Ele vai fazer o bichinho do jornalismo entrar no seu sangue. Clique neste texto para saber um pouco mais.

E você, o que acha disso?

frete-gratis

Sei que às vezes é frustrante querer comprar um livro aqui no blog e perceber que com a taxa do frete o dinheiro não dá.

Bem, acho que resolvi isso. Reduzi o preço e incluí o frete em todos esses cinco livros anunciados abaixo.

E para todos eles eu farei uma dedicatória exclusiva, com carinho e gratidão, claro, pois sem leitores não há livros, nem cultura.

Para quem comprar os livros “Time dos Sonhos”, ou “Segundo Tempo, de Ídolo a Mito”, o blog ainda enviará, gratuitamente, as versões eletrônicas dos livros Donos da Terra, Ser Santista e Na Raça!

E se você adquirir o “Dossiê Unificação dos títulos brasileiros a partir de 1959” e também quiser os três livros eletrônicos de presente, é só escrever e-mail para blogdoodir@blogdoodir.com.br que nós lhe enviamos.

Escolha o seu livro e pague só o valor em promoção. Sem frete.

Pelé dormindo com os livros Time dos Sonhos
Time dos Sonhos – A história completa do Santos até o título brasileiro de 2002.
Apenas R$ 49,00
Clique aqui para comprar um exemplar de “Time dos Sonhos” com frete grátis, dedicatória exclusiva do autor e os ebooks de Donos da Terra, Ser Santista e Pedrinho escolheu um time por apenas 49 reais.

dossie - livro
Dossiê Unificação dos títulos brasileiros a partir de 1959.
Apenas R$ 49,00
Clique aqui para comprar um exemplar do “Dossiê” por apenas 49 reais, com frete grátis, dedicatória exclusiva ao autor e, se quiser, os três ebooks de livros sobre o Santos.

segundotlat
Segundo Tempo, de Ídolo a Mito.
Apenas R$ 69,00
Clique aqui para adquirir um exemplar de “Segundo Tempo, de Ídolo a Mito”, com frete grátis, dedicatória exclusiva do autor e três ebooks de presente (Donos da Terra, Ser Santista e Pedrinho escolheu um time) por apenas 69 reais.

Sonhos mais que possiveis - capa
Sonhos mais que possíveis – 60 histórias de superação de atletas olímpicos.
Apenas R$ 17,00
Clique aqui para comprar o livro de bolso “Sonhos mais que possíveis”, com frete grátis e dedicatória exclusiva do autor por apenas 17 reais.

Dinheiro
Dinheiro, é possível ser feliz sem ele
Apenas R$ 26,00
Clique aqui para comprar o livro “Dinheiro, é possível ser feliz sem ele”, com frete grátis e dedicatória exclusiva do autor por apenas 26 reais.

Atenção: os livros Dossiê unificação dos títulos brasileiros a partir de 1959, Time dos Sonhos e Dinheiro é possível ser feliz sem ele oferecem descontos incríveis para quem comprar dois exemplares. Entre na loja e confira!

Clique aqui para entrar na livraria do blog e fazer a festa


Árbitro e Enderson complicam, mas Robinho garante a festa

voo de robinhoRobinho voou no Pacaembu. Aqui, no primeiro gol (Ivan Storti/ Santos FC).

Acabo de chegar do Pacaembu. Que festa! Quantas crianças! Que noite gloriosa! A vitória foi boa e o Santos poderia ter vencido o Linense com mais tranquilidade não fossem os erros da arbitragem e a má substituição de Valencia por Elano, quando o time ganhava por 3 a 0. O público foi bom e melhor do que o noticiado. Tem gato na tuba nesse negócio de renda e arrecadação no Pacaembu. Mas primeiro vamos falar do jogo.

Robinho mais uma vez desequilibrou, com dois belos gols – um no começo e um no final do jogo – e o passe para Ricardo Oliveira participar do terceiro (que a arbitragem deu para o goleiro Anderson, contra). Mas o melhor e mais habilidoso jogador do time continua sendo Lucas Lima, um armador que já merece chance na Seleção Brasileira.

Outros destaques positivos do Santos foram Geuvânio, autor de algumas boas arrancadas; Renato, que fez, de cabeça, um de seus raros gols com a camisa do Santos; Ricardo Oliveira, que enquanto teve fôlego se apresentou mais para o jogo e fez grande jogada no terceiro gol; Valencia, que fez uma boa estreia; Lucas Otávio, que deu mais segurança ao meio-campo quando a vitória corria perigo, e Gabriel, que entrou nos últimos 10 minutos, mas puxou contra-ataques, criou jogadas e sacudiu a inércia ofensiva do time.

Mas há críticas a serem feitas. Desta vez a defesa dormiu no ponto. Werley e David Braz deram algumas pisadas de bola. Muitos torcedores com os quais conversei querem Gustavo Henrique de volta na zaga. Elano, como eu já disse, tem sido um jogador figurativo. Sua contratação está se revelando um grande erro. Por mais que Ricardo Oliveira tenha melhorado, é difícil saber que um jogador rápido e artilheiro como Gabriel está no banco de reservas.

O técnico Enderson Moreira tem de encontrar o meio termo ideal entre a experiência e a juventude. Em alguns momentos da partida parece que o time recua para ganhar fôlego, e justo nesses momentos passa a ser pressionado pelo adversário. A entrada de mais dois ou três meninos pode dar ao time uma configuração mais equilibrada.

O Santos vencia por 3 a 0 até metade do segundo tempo e tudo estava tranquilo quando Enderson Moreira cismou de tirar Valencia e colocar Elano. Não há nenhuma dúvida sobre a categoria de Elano com a bola no pé, mas se ele nunca foi um jogador de grande mobilidade, agora está estático. Não marca ninguém e não tem mais fôlego para ajudar o ataque e voltar para fechar o meio-campo. Consequência: o Linense dominou o setor central e passou a apertar a defesa santista.

O árbitro Douglas Marques das Fores viu um pênalti contra o Santos aos 23 minutos, em jogada na qual o santista atinge primeiro a bola. Na Europa não dariam. Cinco minutos depois ele deu escanteio em uma bola chutada por Werley que não parece ter ultrapassado totalmente a linha de fundo. O Linense, que já estava entregue, aproveitou os presentes e diminuiu para 2 a 3, tornando o jogo quase dramático.

Confesso que esse tal senhor Flores não estava me cheirando bem desde o primeiro tempo. Como sempre tem acontecido nos jogos do Santos, o adversário pode cometer faltas duras, parar jogadas intencionalmente, e nada de cartões. Mas para os santistas, a tolerância é zero. Não sei se é recomendação dar cartão amarelo a quem comemora gol no alambrado, mas só posso dizer que o cartão a Robinho, logo aos 7 minutos de jogo, é o tipo de coisa brochante para o espetáculo futebol.

Creio que seja tudo uma questão de bom senso. Admito que em alguns estádios há o risco de o alambrado vir abaixo, como ocorreu quando Ronaldo comemorou o seu primeiro gol ao voltar ao Brasil. Mas é só comparar o peso de Ronaldo e o de Robinho para constatar que o reforçado alambrado do Pacaembu jamais sofreria algum risco com a rápida comemoração do atacante santista. Punir o artilheiro, o ídolo, aquele que dá espetáculo e atrai pessoas ao estádio, justamente no seu momento de maior alegria, é sacanagem.

Público maior do que o anunciado

Lá pelos 35 minutos do segundo tempo, eu, meu irmão Marcos e o Iai, primo da Suzana, olhamos com atenção todos os departamentos do Pacaembu e fizemos projeções de quanto daria o público. Veja bem que eram três pessoas, que conhecem bem o estádio, analisando a porcentagem de lugares ocupados em cada departamento do Pacaembu que, segundo dados oficiais, tem uma capacidade de 38 mil pessoas.

Chegamos à conclusão de que o estádio tinha cerca de metade de seus lugares tomados. Mas, em dúvida, para não dizer que fomos otimistas, concordamos que 40% da lotação seria o mínimo possível. Então, teríamos 15.200 pessoas, certo? Errado. O placar eletrônico anunciou o público e lá estavam 10.954 pagantes, com 13.118 no total, dois mil a menos do que nossos cálculos. Com renda de R$ 324.680,00

De qualquer forma, pelas informações que peguei com santistas de Santos, ontem foi um domingo que deu praia, e como enfrentar o humilde Linense não motivaria o torcedor, na Vila Belmiro o jogo não teria atraído mais do que seis mil pessoas. A escolha do Pacaembu foi super acertada e é evidente que se os jogos na capital passarem a ser menos esporádicos, a tendência é de que o público cresça progressivamente.

Museu, Show e a volta dos legítimos Baleiinha e Baleião

Dois estandes montados em caminhões – um com exposição do museu itinerante do Santos, e outro que serviu de palco para um show da dupla Brothers of Brazil, de Supla e seu irmão João Suplicy – divertiram os santistas que chegaram mais cedo à Praça Charles Miller. As novidades foram muito bem recebidas. O evento, batizado de “Santos Truck – O Peixe na Estrada”, ocorreu devido a uma parceria com a empresa Truck Van. O clube está tentando tirar o alvará para vender produtos oficiais em um desses caminhões.

Outra novidade que alegrou os torcedores foi a volta das originais Baleiinha e Baleião. Crianças se apertaram nos alambrados para vê-los de perto. Aqueles personagens murchos que inexplicavelmente os substituíram saíram com a última gestão.

Santos 4 X 2 Linense
Pacaembu, 18h30, domingo, 1º de março de 2015
Público pagante: 10.954. Total: 13.118. Renda: R$ 324.680,00.
Santos: Vanderlei, Cicinho, David Braz, Werley, Victor Ferraz; Valencia (Elano), Renato e Lucas Lima; Geuvânio (Lucas Otávio), Robinho e Ricardo Oliveira (Gabriel). Técnico: Enderson Moreira.
Linense: Anderson, Bruno Moura, Adalberto, Álvaro e Igor; Memo, Moisés Ribeiro, Gilsinho (Felipe Augusto) e Clébson; William Pottker e Diego (Gabriel). Técnico: Luciano Quadros.
Gols: Robinho aos 7 e Renato, aos 38 minutos do primeiro tempo; Anderson (contra) aos 4, Diego (pênalti) aos 24, William Pottker aos 28 e Robinho aos 45 minutos do segundo tempo.
Arbitragem: Douglas Marques das Flores (ruim, prejudicou o Santos), auxiliado por Emerson Augusto de Carvalho e Fernando Afonso Gonçalves de Melo.
Cartões amarelos: Robinho e David Braz (Santos) Moisés Ribeiro (Linense).

E você, o que achou de Santos 4 x 2 Linense?


E agora, Muricy? Quem é titular e quem é reserva?

A boa vitória de ontem, sobre o Linense – por indiscutíveis 4 a 1 – deixou no santista dúvidas atrozes: esses jogadores são mesmo os reservas, ou, ao menos muitos deles, devem ser guindados a titulares?

Eu diria que na zaga tanto faz Vinícius Simon e Bruno Rodrigo como Edu Dracena ou Durval. Aliás, por estarem sem o chamado ritmo de jogo, eu não escalaria Dracena e Durval no início da partida contra o Strongest, da Bolívia. Dupla de zagueiros depende de entrosamento.

Nas laterais, Crystian e Paulo Henrique são melhores de que Pará e Maranhão e, no meio, Anderson Carvalho e Felipe Anderson estão sendo mais eficientes do que Íbson, Elano ou Henrique.

No ataque, se Borges estiver recuperado, tem de jogar ao lado de Neymar. Mas, se o número nove continuar machucado, Alan Kardec ou mesmo Dimba, devem ter uma chance.

Assim, se eu fosse o técnico do Santos, o time que escalaria para estrear na Libertadores, em busca do inédito quatro título sul-americano, teria Rafael ou Aranha no gol (sinceramente, é uma posição em que tanto faz um ou outro); Fucile ou Crystian na lateral-direita (só não pode é inventar o Pará ou o Maranhão); Bruno Rodrigo e Vinícius Simon na zaga (seria um erro escalar Dracena ou Durval) e Léo ou Paulo Henrique na lateral esquerda (novamente Pará e Maranhão não servem).

No meio, sem Adriano, machucado, eu escalaria, de olhos fechados, Anderson Carvalho, Arouca, Felipe Anderson e Paulo Henrique Ganso. Tanto Elano, como Íbson e Henrique são jogadores que podem ter nome e ganhar altos salários, mas NÃO ESTÃO JOGANDO NADA. Só mesmo um técnico medroso, conservador ao extremo, continuaria mantendo um dos três no time. Mas Muricy pode manter, eu sei.

No ataque, não dá para fugir de Borges e Neymar. E se Borges não puder, que entre Alan kardec. E se este estiver mal, Dimba tem entrado bem, principalmente quando joga caído pela direita. Acho até que dá para escalar um time mais ofensivo, com três no meio campo e três no ataque.

Enfim, o jogo de ontem mostrou que nem todos que Muricy considera reservas são piores do que os titulares. Resta saber se o técnico terá coragem de escalar os melhores, sem levar em conta a fama.

E para você, qual o time do Santos para as Libertadores?


O espírito correto do Centenário e o jogo contra o Linense

Percebi nos comentários que há muito santista desanimado para participar das festas do Centenário do clube. Descontentes com o momento atual do Santos – em que o técnico não consegue fazer o time jogar bonito e pra frente, e alguns jogadores, mesmo decepcionando, recebem salários altíssimos – um bom número de leitores do blog não quer nem ouvir falar de participar do Cruzeiro do Centenário.

Respeito e considero legítimas todas as manifestações dos santistas. Mas gostaria apenas de lembrar que as festividades de 100 anos do Santos não comemoram os feitos desta época ou desta administração, mas de toda a rica história do Santos, que começou no longinquo 14 de abril de 1912 e vem até os nossos dias. De Adolfo Millon Jr. a Neymar, todos os ídolos merecem esse reconhecimento.

Mesmo que o Santos estivesse na terceira divisão, brigando com Jabaquara e Portuguesa Santista para ser o time mais importante da cidade, ainda assim mereceria o nosso carinho e respeito. Recusar-se a ir ao Cruzeiro do Centenário porque prefere ver o time tricampeão paulista, desculpem-me, mas soa como desculpa. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. E é possível ter as duas.

Não acho justo que tudo que os antepassados fizeram de importante para o Santos seja esquecido caso o time não venha a ser campeão em 2012. Que responsabilidade Urbano Caldeira, Araken, Feitiço, Antoninho, Pepe, Del Vecchio, Pelé e tantos outros podem ter pelo momento presente? Eles já fizeram a sua parte, e o fizeram com extremo brilhantismo. A hora de demonstrar nossa gratidão é agora.

Muricy volta a escalar reservas

Com o argumento de que já tem o time para estrear na Copa Libertadores, quinta-feira, contra o Strongest, na Bolívia, o técnico Muricy Ramalho escalará uma equipe de reservas para enfrentar o Linense, hoje, às 19h30m, em São Bernardo do Campo.

O lado ruim dessa decisão é que um jogo que geralmente daria três pontos, passará a ser muito difícil. O lado bom é que poderemos ver jovens como Anderson Carvalho, Felipe Anderson e Paulo Henrique, que dificilmente teriam chance no time se o técnico resolvesse manter os “titulares”.

Dizem que o técnico optará por uma formação com três zagueiros. Acho isso tão absurdo que me nego a admitir a hipótese. Assim, meu time para o jogo de hoje seria Aranha; Fucile, Bruno Aguiar, Vinícius Simon e Paulo Henrique; Anderson Carvalho, Íbson e Felipe Anderson; Dimba, Rentería e Alan Kardec (Dimba foi bem jogando pela meia-direita, porque não lhe dar uma chance desde o começo?)

Os duelos entre Santos e Linense

Por Wesley Miranda

Santos e Linense se enfrentaram 11 vezes ao longo da história, com 8 vitórias santistas e 3 vitórias do Linense. O Peixe marcou 44 gols e o Elefante 19.

Em Campeonato Paulistas foram 7 jogos, excluindo a fase de classificação de 1956 e 1957. O Santos venceu 5 jogos e perdeu 2. Marcou 24 gols e sofreu 12.

O primeiro confronto
O primeiro confronto foi em um amistoso valendo taça, no dia 26/08/1945. E o Santos venceu por 2 a 0 com gols de Jorginho e o magistral Antoninho Fernandes. Com a vitória, o Santos conquistou a taça Ulysses Guimarães. Sim, ele mesmo, em 1943 era dirigente santista.

Uma virada espetacular
Pelo Paulista de 1954, jogando na Vila Belmiro, o Linense terminou o primeiro tempo vencendo por 3 a 2. Na volta do intervalo, o eterno Zito empatou aos 5 minutos, iniciando a reação, completada por Feijó aos 13, Tite aos 14 e Del Vecchio aos 16 minutos. Quatro gols em 11 minutos!! O Santos ainda venceu por 8 a 4

“Pré Paulistão”
Nos anos de 1956 e 1957 a cartolagem inventou uma fase classificatória em turno único. Os 10 melhores se qualificavam para o Campeonato Paulista e os 10 piores definiriam quem caía. Nesse
“Pré Paulistão” o Santos jogou nos dois anos contra o Linense. Em 1956 quando venceu o torneio classificatório e conquistou o Troféu Dr. Jorge dos Santos Caldeira, goleou o Linense por 9 a 1 no dia 29/09 em partida realizada na Vila Belmiro. Em 1957 também na Vila Belmiro, outra goleada, 7 a 1 no dia 23/06.

O artilheiro do confronto
O artilheiro do confronto com 9 gols é o vicentino Del Vecchio. O menino da Vila que foi artilheiro do Paulista de 1955 (23 gols) que quebrou o jejum do Santos, ficou no Peixe apenas até 1957 quando foi brilhar no Milan e Boca Juniors. Voltou para a Vila Belmiro em 1965. Marcou 105 gols com a camisa alvinegra (17º que mais fez gols pelo Santos).

Em seguida vem o ponta Tite com 6 gols. Tio do lateral Léo, Tite veio do Fluminense em 1951, e disputou 475 partidas (8º que mais jogou) e marcou 151 gols com a camisa do Santos (10º que mais marcou).

E você, só comemorará o Centenário se o Santos for campeão em 2012?


2011 começa como 2010: com o Santos na frente…

Não, este post não é ufanista. Apenas realista. E não estou falando só do Campeonato Estadual, em que o Santos estreou com um time misto e já goleou fora de casa e assumiu a liderança. Falo de contratações, de marketing, da Seleção sub-20, de visibilidade…

Ganhar do Linense, campeão da Série A2, por 4 a 1, com um time improvisado, foi ótimo. Principalmente porque mostrou que o técnico Adilson Batista poderá jogar com três atacantes, como gosta. O Santos é o time certo para ele adotar um esquema mais defensivo. Na Vila Belmiro, ele pode ter certeza, não será demitido por jogar com a coragem que todo time grande tem de ter.

Sem alarde, o Santos trouxe Elano. E os outros?

Sem espalhafato o Santos buscou Elano, titular da Seleção Brasileira na Copa do Mundo recém-terminada, enquanto os outros grandes de São Paulo especularem, especularam, mas não trouxeram ninguém.

Há uma semana ouvi uma entrevista de um diretor do São Paulo sobre os planos do clube para 2011 e o rapaz só falou de shows musicais no Morumbi. Serão 12. Fiquei com a impressão de que o São Paulo vai entrar para o show business.

A verdade é que desde que o Corinthians deixou de jogar no Morumbi, as contas do tricolor não batem. Por falar em Corinthians, parece que o alvinegro da capital está se contentando em pagar os salários de Ronaldo. Soltou balões de ensaio pela imprensa, mas não contratou ninguém.

E o Palmeiras? Ainda estou em dúvida se o clube ficou decepcionado ou aliviado com a não vinda de Ronaldinho Gaúcho. Para quem está com as finanças tão alquebradas como o alviverde, trazer o imponderável Gaúcho poderia representar um passo à frente em direção ao precipício.

SeleSantos sub-20

Na Seleção Brasileira sub-20 que estréia hoje, às 21h10 (0h10 de Brasília) no Sul-americano da categoria, contra o Paraguai, no Peru, três titulares são santistas: Danilo, Alex Sandro, e a grande expressão do campeonato, o Menino de Ouro Neymar. Sem contar que Alan Patrick também pode entrar no time. Ou seja, assim como a Seleção principal, os torcedores já apelidaram a Seleçãozinha de SeleSantos.

Sereias da Vila, Falcão e o futsal…

Dos times grandes de São Paulo, o único que já deu uma alegria aos seus torcedores este ano adivinha qual foi? Ora, o Santos, ao conquistar o Torneio Internacional feminino de Araraquara, com as estrelas Marta, a melhor do mundo pela quinta vez consecutiva, e Maurine.

Agora, ao investir no futsal, o clube traz Falcão, também considerado o melhor do mundo, e monta um time que promete lotar o novo e moderno ginásio da prefeitura de Santos.

Ainda falta um centroavante, mas…

O santista é exigente e quer um centroavante de prestígio, além de um zagueiro mais eficiente do que Edu Dracena e Durval. Precisa mesmo. Porém, mesmo que não venham, o time poderá brigar bem pelos títulos que disputar. Afinal, o Santos não precisa ser o melhor do time para ganhar a Libertadores. Só precisa ser melhor do que os outros que jogarão a Libertadores.

E você, está feliz com este início de ano do Santos? Fala que eu escuto.


Older posts

© 2017 Blog do Odir Cunha

Theme by Anders NorenUp ↑