Blog do Odir Cunha

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Tag: Livro

O Centenário do Santos conta com você!

A idéia que move as festividades do nosso querido Alvinegro Praiano não é apenas promover grandes eventos e cobrar ingressos dos interessados. Queremos uma grande participação do torcedor santista, não só como expectador, mas também como participante e criador desses eventos.

Não associe sua alegria neste ano aos títulos que venham a ser conquistados em campo. O Centenário é uma oportunidade única de se comemorar tudo o que o Santos fez até aqui, de Arnaldo Silveira a Pelé, de Juari e Pita a Robinho e Neymar.

Abaixo segue uma lista de eventos em andamento e a serem realizados. Em todos eles, sua presença, santista, é importante. Prestigie, participe. Provavelmente este é o único Centenário do Santos que teremos para comemorar.

Livros, filmes, selo, exposições, cruzeiro, mural, carreata…

– O livro 100 jogos, 100 ídolos, escrito por Celso Unzelte e por mim, está na fase de acabamento. Será lançado em março. Ficou muito bonito. Recomendo.

– O livro 100 anos de futebol-arte, da Editora Magma, que tive o prazer de fazer, em parceria com o fotógrafo Marcio Piovan, também está em fase final de produção e será lançado no 100º aniversário do Santos. Uma verdadeira obra de arte. O Marco é um artista de alto nível.

– O livro Almanaque Santista – com fichas técnicas de todos os jogos do Santos, além de muitas observações curiosas, do professor Guilherme Nascimento, também é previsto para abril. Sou suspeito para falar deste livro, pois o considero um dos mais importantes sobre o Santos. Não deixe de adquiri-lo.

– O filme “Centenário do Santos, um longa metragem, produzido pela Canal Azul, deverá ser lançado no dia do aniversário do Santos, com primeira exibição no telão da Vila Belmiro. As informações históricas foram bem apuradas e checadas. Belo e profissional.

– O filme “Meninos da Vila”, produzido pela Canal Azul, com direção de Kátia Lund, será lançado no primeiro semestre deste ano. Filme lindíssimo, emocionante, com o toque de uma das melhores diretoras do cinema brasileiro.

– O Festival Curta Santos deste ano terá como tema o Centenário do Santos Futebol Clube. Pela primeira vez os filmes do festival, serão exibidos em outras cidades do País, de preferência as que possuem muitos santistas. Prepare o seu curta sobre o Santos e inscreva no futebol. Deixe que sua arte se espalhe pelo Brasil.

– Os Correios lançarão o selo oficial do Centenário do Santos em abril, mês de aniversário do clube. É um privilégio para poucos. Você que atendeu ao nosso convite e enviou e-mail aos Correios, tem parte nessa conquista. Em 2012, quando enviar correspondências, prefira o selo do Centenário do Santos e ajude a divulgar essa data tão importante.

– O Cruzeiro Santista, o melhor e mais bem organizado cruzeiro de um time de futebol, ainda tem vagas. Entre no site oficial do clube e reserve o seu lugar. Serão quatro dias inesquecíveis. Um lugar só de santistas em festa. A melhor maneira de comemorar o Centenário – com luxo e economia.

– Exposição de fotos no Sesc Santos – Santista, prepare sua máquina. Com o tema “Imagens de uma paixão – 100 anos da Torcida do Santos” o Sesc Santos realizará uma exposição de fotos do início de julho até 12 de agosto. Depois, a exposição migrará para outras unidades do Sesc. Quem conhece o Sesc sabe que pode esperar um evento de alto nível, como o Santos merece.

– Exposição no Museu do Futebol – Casa do Santos em São Paulo, o Pacaembu, com seu belíssimo Museu do Futebol, não poderia deixar de fazer parte da festa santista. O Museu fará uma bela exposição em homenagem ao Centenário do clube que ganhou nove títulos jogando no estádio. Logo mais terei mais informações a respeito.

– Maior mural ao ar livre do mundo – O artista plástico Paulo Consentino e sua equipe continuam transformando o muro do CT Rei Pelé no maior mural ao ar livre do planeta. Iniciativa notável deste artista que é filho do doutor Ítalo Consentino, médico do Santos nos áureos tempos do Alvinegro.

– O Centenário contado por meio de história em quadrinhos. O escritor José Roberto Torero prepara uma história em quadrinhos imperdível a ser lançada este ano. Quem conhece o Torero sabe que só se pode esperar coisa muito boa desse grande talento santista das letras.

– Festival de Música do Santos – Um festival de música cujo tema será o Santos Futebol Clube e variantes está sendo planejado pro uma empresa de São Paulo. Logo mais terei mais detalhes. Se você é compositor, prepare sua canção. Não é preciso que toda a música fale do Santos. Basta citar o Alvinegro Praiano que vale.

– Embaixadas do Santos – Dentre as previsões para o ano do Centenário está o lançamento das Embaixadas do Santos. Elas serão muito importantes para consolidar e mobilizar a torcida santista. Particularmente, creio que o surgimento das Embaixadas dará um novo status aos santistas no Brasil. Os bairros ou cidades interessadas devem entrar em contato com o clube para obter mais informações.

– Carreta e Romaria no Dia do Santos – Uma grande carreata em direção a Santos e uma romaria de todos os pontos da cidade para a Vila Belmiro estão previstas para 14 de abril, sábado, dia sagrado do centésimo aniversário do Santos. Prepare-se.

– Shows – Está previsto a realização de um show com a presença apenas de artistas torcedores do Santos. Ainda não estão definidos, mas serão escolhidos entre muitos nomes, tais como: Zeca Baleiro, Chorão, Guilherme Arantes, Chitãozinho e Chororó, Renato Teixeira, Jair Rodrigues, Tony Tornado, Supla e João, Arnaldo Antunes, Mano Brown, Luiz Américo, Kiko Zambianchi, Fábio Junior, entre outros…

– Amistosos – Há o objetivo de se fazer um amistoso entre o Santos e a Seleção Brasileira na Vila Belmiro, com uma homenagem aos muitos jogadores do Santos que ajudaram a Seleção a conquistar a Taça Jules Rimet (1958/62/70). A Seleção jamais atuou na Vila Belmiro. Também há a possibilidade de um amistoso com o Benfica, adversário contra o qual o Santos conquistou o seu primeiro título mundial, em 1962. Logo que houver a confirmação desses jogos, o site oficial do Santos e este blog informarão.

– Corrida do Centenário – O clube estuda a possibilidade de promover uma corrida atlética pela cidade de Santos em homenagem ao Centenário. Todos os participantes ganhariam medalhas do Centenário. Logo que tiver maiores informações, informo.

E você, está pronto para participar do Centenário do Santos?


Hoje vou a Taubaté falar de “O Barqueiro de Paraty”

Hoje não vou falar de futebol. É um dia especial pra mim, como escritor. Vou a Taubaté falar sobre meu livro “O Barqueiro de Paraty” um um evento organizado pelo GEMA – Grupo de Estudos Mascarenhas.

O livro – que já distribui algumas vezes a ganhadores do Bolão – prega a vida simples e divulga a filosofia de Epicteto, fisólofo romano do início da Era Cristã.

Convido aos que moram em Taubaté e vizinhança para comparecerem ao evento. Querem saber do que se trata o livro? Bem, deixo-os com o primeiro capítulo: 

O barqueiro de Paraty

Esperava ansioso, até que à direita surgiu, encravada na Serra do Mar, a pequena cidade de Paraibuna. Não a conheço, jamais a visitei, mas muitas vezes me imaginei vivendo em um lugar assim, quase um mundo à parte, uma espécie de Shangri-lá dos trópicos. Encostei a testa na janela do ônibus e divaguei. Impossível não recordar as muitas vezes em que passei por ali, descendo a Rodovia dos Tamoios com a família, em busca de uns dias de praia e sonho no Litoral Norte.

A fita rodava incansavelmente, enquanto eu, Vera, as crianças e dona Lúcia, a sogra, cantávamos bem alto: “Be-i, ce-i, cê, ele, é, tê, á, sou sua amiga bicicleta!”. Eu dirigia o Fiatzinho com um sorriso interior. Adorava estarmos juntos, apesar dos pequenos conflitos. Meu parâmetro de família era aquele: unidos, apesar das diferenças. Certamente àquela altura eu não imaginava que pudesse ficar sozinho.

A separação fez desmoronar um mundo que eu havia construído tijolo por tijolo. Quando ela aconteceu, senti-me o mais próximo que alguém pode se sentir da morte. Não há outra palavra. Naquele momento parecia, realmente, que eu tinha morrido. Aos 48 anos, não tinha forças para recomeçar.

Passei dias prostrado. Era comum deitar e ficar olhando o teto, sonhando acordado com o tempo que passou, remexendo as gavetas em busca de cartões, bilhetes e fotos de uma época em que eu era o orgulhoso provedor de uma família feliz.

“Papai, é assim que eu te vejo. Você é um cara engraçado. Amo muito você. Feliz dia dos pais!” – dizia o cartão de Diego. Acima de irregulares letras de forma, próprias de uma criança de oito anos, via-se uma colagem com o meu rosto sobre o corpo de um guitarrista de uma banda de rock. Não me cansava de contemplar esse cartão. Ele me lembrava que eu já tinha sido um pai que inspirava alegria e camaradagem.

Também assistia a vídeos antigos de viagens, da primeira comunhão de Diego e Natália, das festas de aniversário, das noites de Natal em família… Assistia e reassistia até altas horas da noite, chorava muito e ia pra cama de madrugada, extenuado pelas lembranças de um tempo que eu imaginava perdido para sempre.

Mas, se foi tão bom, por que esse tempo se perdeu? Bem, é uma pergunta que ainda não sei responder. Acho que o casamento começou a ruir com as pequenas desatenções, que descambam para a negligência, a indiferença, até que atingem o grau irreversível do desrespeito.

Eu e Vera entramos em um jogo masoquista em que nos agredíamos constantemente, mas, creio, sem perder a esperança de um final feliz. Porém, em determinado momento um dos lados perdeu essa esperança e percebeu que não valia a pena viver em permanente estado de angústia e desarmonia. Some a esta constatação orgulhos feridos e a sensação de que sempre é possível recomeçar, e terá as circunstâncias ideais para o divórcio.

Enquanto eu me recusava a admitir algum problema mais grave entre nós, Vera percebia imediatamente quando nosso casamento corria riscos. Nas duas vezes em que engravidou, por exemplo, ela me sentiu distante e falou sobre isso em longas cartas que deixava na cama antes de sair para o trabalho.

Não me lembro exatamente quais eram minhas atitudes àquela época, mas creio que no íntimo nunca tive qualquer dúvida de que as prioridades de minha vida eram ela e as crianças. Entretanto, eu deveria ter alguma dificuldade em expressar isso, pois se ela só conseguia abrir seu coração através de cartas, é evidente que tínhamos sérios problemas de comunicação.

Fico até constrangido de lembrar, mas a verdade é que aos 23 anos, idade em que fui pai pela primeira vez, imaginava que, se fizesse sexo na gravidez, poderia machucar o bebê. Assim, não transei com a Vera desde que soube que ela estava esperando o Diego, até o momento em que ela se recuperou do parto. Repeti o mesmo procedimento dois anos depois, quando Natália nasceu. Mas não era falta de carinho. Era apenas excesso de zelo. Ou ignorância mesmo.

Acredito, porém, que esse descuido foi superado, pois tenho ótimas lembranças das crianças nos acompanhando em viagens; em tardes alegres de piscina, tênis, corpos queimados e almoços no clube. Amigos daqueles tempos dizem que éramos o protótipo de uma família perfeita.

Paraibuna tinha ficado para trás. O ônibus que havia deixado a Rodoviária do Tietê, em São Paulo, às 12h15m, já se aproximava de Ubatuba, no pé da serra. Dali a três horas estaria em Paraty, onde Mauro, um amigo do colégio, prometeu me ensinar a “nascer de novo”. Poderia estar imaginando como seria esse renascimento, mas minha cabeça ainda se conservava no passado…

Há 20 anos, depois de trabalhar muito tempo como jornalista esportivo, o que comprometia meus fins de semana e me afastava dos filhos, a abertura do escritório de assessoria de imprensa tinha dado à minha vida uma qualidade inimaginável. Como era gratificante ser dono do próprio nariz, receber por apenas uma conta o equivalente ao salário mensal de um redator de jornal diário!

Impossível não se sentir poderoso quando seu trabalho deixa de depender da opinião dos outros, deixa de ser julgado por editores nem sempre tão capazes como você. Uma explosão de entusiasmo e criatividade tomou conta de mim quando eu e o Marcos começamos a trabalhar com a assessoria e percebemos que podíamos atrair grandes clientes e cobrar bem, pois realmente tínhamos muito a oferecer.

Trabalhar deixou de ser um fardo. Meu sócio era também meu amigo e estarmos juntos era sempre divertido. Criávamos estratégias inovadoras para manter nossos clientes na mídia, freqüentávamos almoços e jantares, jogávamos tênis, tínhamos um humor ácido para falar dos outros… Nossas famílias se davam bem.

Pela primeira vez, eu me sentia dono do meu tempo. Além de sábados, domingos e feriados livres, podia almoçar com as crianças, levá-las para a escola e para o clube, chegar mais cedo para o jantar e no fim ainda ler histórias de lobos e princesas para Diego e Natália adormecerem.

O dinheiro dava para tudo que é essencial e bom. Tínhamos uma empregada que também cozinhava e era como uma segunda mãe para as crianças. Apartamento próprio, carros, guarda-roupas repletos e variados, possibilidade de sair à noite, viajar, enfim, viver plenamente. Entrávamos em uma boa rotina e vivíamos harmoniosamente.

É difícil detectar o momento em que surgiu a primeira rachadura na muralha que protegia esse meu castelo. O que me lembro bem é que nossas necessidades materiais ainda não estavam totalmente satisfeitas. Queríamos uma casa maior, pensávamos em uma casa de campo. Será que a pressão que nos colocamos para ganhar mais dinheiro nos estressou?

Será que a sombra da insegurança veio com os primeiros percalços da assessoria de imprensa? De repente, todo garoto recém-formado que ganhava um fax e um computador do pai passou a oferecer trabalhos de assessoria de imprensa. A concorrência aumentou, os valores caíram.

Eu e Marcos vimos que não podíamos mais cobrar tanto. Para complicar, veio o Plano Collor. O pacote de medidas econômicas que bloqueou nosso dinheiro foi anunciado em uma sexta-feira e na segunda perdemos 10 dos 16 clientes. Marcos falou pela primeira vez em abandonar a assessoria. Para salvar a empresa, tive de assumir uma posição de liderança que não tinha sido meu papel até ali. Percebi, frustrado, que nas horas difíceis a corda arrebentaria do meu lado.

A partir daquele momento foi preciso apertar o cinto, repensar os gastos. Nunca tive problemas com isso, mas creio que a queda no padrão de vida tenha afetado Vera e também Marcos e sua família. Vieram as críticas, as culpas, os ressentimentos.

Marcos abandonou o barco e preferiu trabalhar sozinho, em um escritório que montou no fundo do seu quintal. Seu plano era atender exclusivamente a clientes de informática, uma área promissora. Eu continuei acreditando em crescimento. Contratei pessoas, mudei a empresa para a avenida Faria Lima e cheguei a ter 14 clientes, de bistrôs a multinacionais.

Mas era preciso trabalhar muito para atender a clientes que exigiam cada vez mais e pagavam pouco. Um dia, saindo do Jô Soares, um empresário medíocre, que jamais teria seus 15 minutos de fama em rede nacional não fosse meu empenho e criatividade, perguntou-me: “Agora, por que não a Marília Gabriela?”. Naquele momento, decidi que não usaria mais meu talento para dar fama a pessoas que não a mereciam.

Foi só perder o entusiasmo pela assessoria e o trabalho minguou. Os clientes escassearam, e os que me procuravam, animados por trabalhos anteriores, já não encontravam em mim a mesma dedicação. Em pouco tempo eu estava em um beco sem saída.

O mais sensato seria fechar a empresa e voltar ao mercado, mas não quis dar o braço a torcer. Transformei a assessoria em editora e lancei uma revista mensal. Isso só acelerou a falência. Em pouco mais de um ano já tinha comprometido minhas economias e mergulhado no vermelho profundo.

Teriam os primeiros sinais da crise financeira provocado em minha mulher a ambição de ter também o seu negócio e não depender só de mim? Ambição que, por sua vez, a transformou em uma workholic e a afastou da família? Ou foi apenas nosso amor que esfriou, como poderia ter esfriado em qualquer outra circunstância? Não sei dizer.

Provavelmente nossas ações são movidas por detalhes que se avolumam com o tempo. É como diz a música: “E qualquer desatenção, faça não, pode ser a gota d’água”. De qualquer forma, nunca pensei que me veria morando sozinho, sem um tostão no bolso, esmagado pela tristeza, sem ânimo para prosseguir.

As últimas curvas da serra foram contornadas sob um sol forte. O ar condicionado do ônibus não impedia que percebêssemos o calor que cercava as crianças que iam para a escola de bicicleta. Entrávamos em Ubatuba. Logo poderia vislumbrar o mar, uma visão que sempre me acalmou e fez bem. Tentei dirigir meus pensamentos para o que me esperava em Paraty, mas o passado ainda martelava na minha cabeça… 

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Clique AQUI para ver um breve filme sobre o livro

O Barqueiro de Paraty

Palestra sobre o livro, escrito pelo autor, para um grupo de 80 pessoas do Grupo de Estudos Mascarenhas (GEMA), de Taubaté.

Data: 20 de abril de 2010, a partir das 19h30, no Plaza Hall, em Taubaté

Informações: junqueira@vivax.com.br (com André).


Os reservas do Santos golearão o Sertãozinho? Palpite e concorra a uma biografia de Oscar Schmidt

O técnico Dorival Junior pensou melhor e resolveu escalar um time reserva para o jogo de hoje, às 21h50m, na Vila Belmiro, contra o rebaixado Sertãozinho. Mas haverá boas atrações em campo, como o lateral-direito George Lucas, que voltará a atuar em um jogo de campeonato após longo afastamento por contusão; o lateral-esquerdo Alex Sandro, que tenta ganhar a vaga de Léo; o centroavante Zé Eduardo, uma boa sombra ao garoto André no comando do ataque e, principalmente, o meia-atacante Zezinho, que tem pinta de craque.

Como eu percebo se alguém se caminha para ser considerado craque? Ora, pela fisionomia. Não se espante. Anos a fio de observação me dão a certeza de que craque tem um certo desdém, um olhar inteligente e matreiro, um jeito agitado e impaciente de ver o jogo. Como enxerga muito além dos outros, nem sempre o craque tem paciência com os companheiros binários. Vi pouco Zezinho contra o Red Bull, naquele amistoso horroroso em Nova York, mas meu feeling já me passou a ficha do rapaz. A cada passe quadrado que recebia, ele deveria pensar: “Meu Deus, será que os caras não conseguem me dar uma bola no pé?”.

Posso errar? Claro. Esta fase de formação é como revólver na mão de macaco. O tiro pode ir pra qualquer lado. Pode e consagrar, pode cair no esquecimento… Mas Zezinho tem um quê que me agrada, um jeito de Pagão, um ar meio triste de atacante que sabe que seu talento será parado na base da violência, mas não pode fugir de sua sina.

Enfim, veremos Zezinho, veremos também o pequeno gigante Madson ao lado do energético Zé Eduardo. Desta vez, não terão um apoio tão eficiente do meio-campo, já que Roberto Brum, Germano e Rodriguinho são melhores para marcar do que para criar. Dos laterais, podemos esperar mais de George Lucas. Alex Sandro ainda parece meio inseguro. Que desencante hoje, é nosso desejo.

O meio da zaga, com Bruno Aguiar e Luciano Castán é uma incógnita, mas merece ser testado, claro. Quanto ao Sertãozinho, do técnico Paulo Cornelli, irá a campo – bem mais aliviado depois de saber que jogará contra os reservas do Santos – com Gilberto, Rafael Mineiro, Erivélton, Pablo e Helder; Éverton, Alex Maranhão, Marcus Vinícius e Rodriguinho; Thiago Silvy e Léo Mineiro. O jogo não será transmitido pela tevê (só pra quem optar pelo pay-per-view).

E você, querido leitor e leitora, também acha, como um amigo, que “não há, ó gente, ó não, adversário mais bonzinho que o Sertãozinho?” Ou o jogo pode engrossar? Dê seu palpite e concorra a uma biografia – que escrevi em 1997 – do ídolo do basquete Oscar Schmidt. Diga quanto será o jogo, qual a parcial do primeiro tempo e quem fará os gols do Santos. Em caso de empate nesses quesitos, valerá quem apostou primeiro. Portanto. Faça sua fé agora. É de graça e você ainda pode ganhar o livro com a vida do insuperável Mão Santa. Boa sorte!


Bolão para Paulista e Santos vale livro de bolso “O time do meu coração”

Bem, o Bolão para o jogo desta quinta-feira está lançado. Todos os palpites enviados através da caixa de comentários deste post serão computados.  É imprescindível encaminhar a aposta antes do apito inicial do árbitro.

O ganhador receberá o livro de bolso “O time do meu coração”, com muitas informações estatísticas e históricas sobre o Santos.

Responda: 1 – Quanto será o jogo; 2 – Qual será a parcial do primeiro tempo; 3 – Quem marcará os gols do Santos (se você achar que o Santos marcará gols, claro).

Em caso de empate depois de apurados esses quesitos, valerá o palpite que foi feito mais cedo.

Portanto, não deixe para apostar em cima da hora.

Para participar do Bolão do Odir é preciso fazer um cadastro no site. Se você ainda não o fez, faça. É simples e rápido. Se não quiser dar maiores informações a seu respeito, basta o nome e o e-mail.

Entrarei em contato com o ganhador por e-mail e enviarei o livro pelo correio. Todas as despesas são por conta do Blog do Odir.

Boa sorte!

Hoje tem mais festa de Neymar e Paulo Henrique?


Acerte o bolão e ganhe o livro “Na Raça!”

Diga quanto será o jogo de hoje à noite, na Vila Belmiro, entre Santos e Bragantino, e concorra a um exemplar do livro “Na Raça!”, que conta a história do bicampeonato mundial do Santos (aquelas vitórias dramáticas sobre o Milan, no Maracanã, em 1963).

Para o caso de empate, responda também quanto você acha que terminará o primeiro tempo e quem fará os gols do Santos (se você achar que o Santos fará gols, claro).

Só um participante ganhará o livro.  E só será permitido um palpite por pessoa.

Resumindo, você deve responder:

Resultado final

Santos …. X …. Bragantino

Primeiro tempo

Santos…. X…. Bragantino

Gols do Santos

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Envie seus palpites através do espaço reservado aos comentários.

Depois entro em contato com o felizardo para pegar o endereço e enviar o livro autografado.

Boa sorte!


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