Momento de maior alegria dos palmeirenses em 2014

Dizem que os palmeirenses, o que inclui jogadores, torcedores, jornalistas e a direção do clube, estão aproveitando o título ganho nos pênaltis para tentar menosprezar o Santos e os santistas. Isso é feio. Parece a atitude daquele filho que, depois de sustentado e educado pelos pais, ao se formar, conseguir um bom emprego e mudar de vida, parece esquecer e desvalorizar o que os velhos fizeram por ele. Porém, isso não é coisa de gente do bem. Ao invés de querer apagar da memória, devem se lembrar, para todo o sempre, que o momento de maior alegria que viveram em 2014 foi proporcionado pelo Santos. Se não fosse pela dignidade do time de Vila Belmiro, teriam sido rebaixados justo no ano de seu centenário, em uma vergonha que jamais se apagaria de sua história. E parabéns por terem acertado um pênalti a mais.

O alto preço de uma escolha errada

Amigos, deixarei o título e o post anteriores. Chegar a uma final, ser o protagonista até o último pênalti, não é desdouro para nenhuma equipe. Não crucificarei jogador algum do Santos. Lutaram do começo ao fim – muito mais no primeiro tempo, quando havia mais fôlego, mas também no final, a ponto de buscar o gol que levou a decisão para os pênaltis.

Desculpem-me os mais otimistas, mas para mim ocorreu a lógica. Nas duas vezes anteriores em que havia enfrentado o Palmeiras, este ano, no Alianz Parque, o Santos perdeu. Por que deveríamos acreditar que o resultado seria diferente agora? Ou seja, era mais lógico ganhar a vaga para a Libertadores pelo G4 do que pelo título da Copa do Brasil.

O Palmeiras é bastante limitado, mas o Santos, fora de casa, tem perdido para times mais limitados ainda. Se tivesse usado seus titulares para garantir um lugar no G4, e se tivesse de jogar desfalcado a partida de hoje, ainda assim as chances santistas seriam praticamente as mesmas, já que o jogo foi fraco do ponto de vista técnico e o Santos só marcou seu gol, mesmo com três reservas em campo, quando mostrou um pouquinho mais de atitude.

O árbitro, Heber Roberto Lopes, é caseiro e prejudicou o Santos – não dando um pênalti em Ricardo Oliveira e marcando um impedimento do mesmo Oliveira no final da partida. Outra coisa: Dudu está à frente da linha da bola nos dois gols do Palmeiras. Porém, quem não imaginava que isso fosse ocorrer? Se foi o Santos que pediu esse árbitro, então não entendo mais nada.

Ao sair o sorteio da Copa do Brasil, com o segundo jogo fora de casa, a lógica indicava que o favoritismo passaria para o adversário. Portanto, como diz minha boa mãe, o Santos deveria se concentrar no certo – que era a vaga na Copa Libertadores pelo Campeonato Brasileiro – e não no duvidoso, que seria comemorar o título da Copa do Brasil na casa do Palmeiras.

Poupar os titulares foi um erro tremendo. Com eles a vaga para a Copa Libertadores, a grande competição dos grandes times brasileiros, estaria garantida. Dá para imaginar um Barcelona ou um Real Madrid fora de uma edição da Champions League? Claro que não. Assim como é difícil aceitar que um time que ficou entre os melhores do Brasil em 2015 não participe da Libertadores em 2016.

Como muitos já disseram nos comentários, a responsabilidade maior por esse fracasso total de planejamento foi da presidência, da diretoria de futebol e, em menor escala, do técnico Dorival Junior e dos jogadores. É claro que se for dado aos jogadores o poder de decidir se querem ou não jogar em um campo enlameado, todos se recusarão. Mas é aí que entra o comando do clube e do elenco, mostrando a necessidade de lutar pelo objetivo maior, que era a vaga para a Libertadores.

Com essa preferência, mais vaidosa do que prática, pelo título da Copa do Brasil, o Santos não perdeu apenas a vaga para a Libertadores, mas perdeu visibilidade internacional e deixou de assinar um bom patrocínio que dependia exclusivamente dessa classificação.

Como prevenimos, o descanso pouco influiu no rendimento do time, que passou a maior parte do jogo de ontem na defesa e ainda teve três jogadores substituídos por contusão: David Braz, Gabriel e Thiago Maia, o que jamais havia ocorrido com o Santos neste ano.

Não saber jogar fora da Vila Belmiro acabou sendo fatal para o Santos, pois se apequenou mesmo contra os piores times do Brasileiro e chegou a fugir de confrontos fora de casa contra equipes sofríveis, como Coritiba e Vasco – e também falhou na decisão da Copa do Brasil. É evidente que se não se preparar para jogar tão bem fora de casa, como joga no familiar Urbano Caldeira, o Santos nunca superará o limiar que separa os times realmente grandes daqueles que só brilham quando atuam em seu estádio.

Porém, não peço a cabeça de ninguém. Já sabia das limitações de Dorival Junior como líder. Ele costuma se perder nos momentos cruciais das competições: já tinha sido assim mesmo no Paulista e na Copa do Brasil de 2010, nas quais foi campeão com derrotas no jogo final. Porém, soube armar o time, está um pouco melhor no aspecto técnico. Por mim, pode ficar.

Quanto aos jogadores, logo mais faremos a nossa enquete de final de ano para ver quem deve ficar e quem deve ir embora. Creio que não teremos muitas surpresas.

Dia de luta, dia de glória


A juventude, a experiência e o clima para a decisão (Ivan Storti/Santos FC).


Anda com fé, meu Santos, que a fé não costuma falhar. É justo que você seja campeão hoje, por todo o ano que você fez. Tenha fé em cada minuto, em cada segundo dessa partida que exigirá toda a sua dedicação e atenção. Assim, sua fé, seu talento e seu trabalho serão recompensados. Acreditamos em você!

Dia de final do Santos traz sempre uma nuvem de expectativa que nos acompanha o tempo todo. Há a angustiante espera pela vitória consagradora, mas há, também, o receio pela dor da derrota. São irmãos antagônicos que convivem com o torcedor enquanto houver vida e sonho.

Passamos o dia querendo ter a certeza de algo que não nos dá nenhuma garantia. O mundo do apaixonado por um time de futebol é dramaticamente incerto. De seguro só podemos ter a certeza de que nossos jogadores, aqueles que nos representam, usarão seu talento, sua força e sua alma para serem e nos fazerem felizes.

A única certeza que o santista tem nessas horas é a de que o Santos foi criado, há 103 anos, por um bando de garotos visionários para romper limites, ignorar os preceitos preestabelecidos, criar seu próprio caminho. E é isso o que tem feito.

Quando os adversários apostam que não se reerguerá mais, ele ressurge, tão forte, atrevido e imponente como nos seus melhores dias, seus melhores jogos, suas maiores conquistas. E por ser, mais do que todos, apenas futebol, sem o jogo ou a sujeira dos bastidores, o Santos é o lado bom e puro do esporte, o lado de quem acredita no mérito e nas vitórias apenas na bola.

Por isso, torcer para o Santos é uma boa causa. Sabemos que estamos do lado do time que não depende de conchavos políticos, verbas estatais, nem a bajulação da imprensa para continuar especial, predestinado. Sua força, repito, está apenas no futebol. No puro futebol, no futebol puro.

Sei que nesses dias de tensão, em que a angustia nos aperta o peito à espera do grande momento, é essencial conversar, falar e ouvir, colocar para fora nossos pensamentos e sentimentos sobre o jogo que decidirá o campeonato. Nessa hora, venha para cá e desabafe. Este blog existe pra isso. Não espere meu post sobre o jogo. Opine, analise, extravase suas emoções. Uma decisão de título jamais começa, e muito menos acaba, com o apito do árbitro.

Coquetel de relançamento do livro Time dos Sonhos será dia 19, um sábado, às 15 horas, no Museu Pelé

Desculpem a demora. Queríamos muito conseguir uma data no Museu Pelé para o relançamento do livro Time dos Sonhos, a Bíblia do Santista. Finalmente, conseguimos. Espero que todos os inscritos para o coquetel possam ir.

O evento ocorrerá dia 19 de dezembro, sábado, a partir das 15 horas. O Museu Pelé fica na Rua São Bento, esquina com a Rua do Comércio, no prédio da antiga prefeitura, em frente à antiga Estação da Estrada de Ferro Santos-Jundiaí, hoje um restaurante-escola, ao lado da Igreja Santo Antonio do Valongo. Pouco antes da rodoviária de Santos há uma placa indicando o caminho para o Museu, à esquerda. O telefone é (13) 97406-5593.

Abriremos para todos os convidados do coquetel a possibilidade de assistir às palestras dos historiadores do Santos. Os que pagaram pela palestra serão reembolsados pelo valor que deram a mais, ou poderão retirar a diferença em livros ou produtos da loja do Museu Pelé.

Confira se o seu nome está na lista dos convidados para o coquetel de relançamento do livro Time dos Sonhos:

Ademir Joaquim Teles
Anderson Guedes
Celso Luiz Colombini
Claudio Haruo Okuyama
Edilson Aparecido Oliveira
Edneide Aleixo Farias
Eugênio Nogueira
Eugenio Singer
Fábio Gaia
Fabricio Ribeiro dos Santos
Guilherme dos Santos Castilho Cunha
Guilherme Van Holthe Tanaka
Isabela Alves Jafet
Jandir Boeira
José Mauro Alvarez Martinez
Luiz Fernando de Palma
Luiz Louzada de Castro
Marcelo Covas
Marcelo Giacomo
Marcelo Guilhermino Petersen
Marco Aurélio Piovan
Marcos Queiroz
Neli Aparecida Faria
Nelson Jafet
Nilton Ramalho
Oscar Cesar Leite Junior
Rodrigo Alves Jafet
Rogério de Moraes
Romualdo Henrique Soares
Rony Uemura
Vitor Pereira

O que você tem a dizer sobre o Santos na decisão da Copa do Brasil?