Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Tag: Lucas Otávio (page 1 of 2)

A garotada do Santos foi bem. Mas bobeou no final

Até os 37 minutos do segundo tempo os garotos do Santos iam muito bem diante da grande torcida santista que lotou o estádio de Maringá. Venciam o Maringá por 2 a 0 e evitavam o jogo de volta, pela segunda rodada da Copa do brasil. Mas uma falha do goleiro Vladimir, que espalmou uma bola para a pequena área, e outra falha de marcação aos 46 minutos do segundo tempo, quando Paulo ricardo deixou o baixinho Cicinho saltar com o grandalhão atacante Rodrigo Dantas, proporcionaram o empate ao Maringá, obrigando o jogo de volta.

De qualquer forma, a partida mostrou que o elenco do Santos tem muitos reservas que poderão ser bem aproveitados no Campeonato Brasileiro. Quase todos se saíram bem. Mesmo Elano fez um bom primeiro tempo e marcou, de cabeça, o único gol da primeira etapa. Por paradoxal que seja, o único titular em campo, o goleiro Vladimir, mostrou-se inseguro e falhou bisonhamente ao espalmar uma bola para a sua pequena área, o que gerou o primeiro gol do Maringá.

Outro jogador que pouco mostrou e, irritadiço, ainda levou cartão amarelo, Gabriel jogou mais uma vez o Gabibol, um esporte em que a jogada começa e termina nos seus pés. Se há mesmo a possibilidade de uma troca entre ele e Robinho, não há o que pensar. Tomara que Gabriel ainda seja um grande jogador, mas por enquanto não é e nem parece fazer muita questão de ser.

Por outro lado, jogadores como Paulo Ricardo, Caju, Lucas Otávio, Lucas Crispim e Marquinhos Gabriel mostraram disposição e boa técnica. Cicinho também estava bem, mas foi só o Maringá pressionar um pouco para perder a cabeça e levar outro cartão amarelo bobo. Na verdade, a arbitragem também se perdeu a partir da metade do segundo tempo, quando passou a marcar tudo a favor do time paranaense e fazer vistas grossas a entradas que poderiam até resultar em cartão vermelho direto, como aquela que tirou Serginho do campo.

O certo é que o jogo parecia decidido até dez minutos para o final. Com gols de Elano, de cabeça, no primeiro tempo, e de Marquinhos Gabriel no segundo, concluindo uma jogada bem tramada pelo Santos, o Alvinegro Praiano parecia ter se livrado do jogo de volta.

Porém, com o gol achado aos 37 minutos do segundo tempo, o Maringá, que já parecia conformado com a derrota, pressionou o Santos e aí foi possível observar algum nervosismo dos santistas. As substituições de Marcelo Fernandes não deram resultado. As saídas de Elano e Lucas Crispim, para as entradas de Serginho, Thiago Mathias e Diego Cardoso (Serginho entrou no lugar de Elano, mas logo se machucou e foi substituído por Thiago Mathias) enfraqueceram o meio de campo e o Santos não conseguiu mais segurar a bola no ataque, como fizera até então.

De qualquer forma, a partida foi muito importante para se fazer algumas observações, tais como:

1 – O goleiro titular ainda é Vanderlei. Vladimir tem o grave defeito de espalmar para dentro do campo e fica muito indeciso nas bolas altas cruzadas na área.
2 – Mesmo quando jogar melhor, Cicinho é uma temeridade. Quer driblar na defesa e leva cartão amarelo em toda partida.
3 – Gabriel tem jogado muito mal. Não se sabe se é porque tem ficado isolado na frente e o seu forte não é brigar pela bola, ou se porque não busca tabelar com ninguém e tenta resolver tudo sozinho. O certo é que assim não dá. Se há mesmo interesse do Milan, em uma troca por Robinho, é pra ontem.
4 – Elano melhorou. Se continuar assim, brigará por uma posição no meio de campo.
5 – Lucas Otávio e Lucas Crispim jogaram bem. Só caíram a partir da metade do segundo tempo.
6 – Paulo Ricardo será um grande zagueiro. Falta mais experiência no quesito “posicionamento”.
7 – Caju voltou bem. Parece recuperado do púbis.
8 – Marquinhos Gabriel é o Basílio deste time (lembra do time de 2004?).
9 – Leandrinho não é craque, mas é regular.

O jogo de volta será na próxima quinta-feira, não sei em que estádio. Para essa partida, é bom Marcelo Fernandes escalar os titulares, pois uma vitória mínima do Maringá eliminará o Santos da Copa do Brasil.

MARINGÁ 2 X 2 SANTOS

Estádio Willie Davids, Maringá, 06/05/2015, 22 horas

Público: 16.142 pagantes. Renda: R$ 677.255,00

Maringá: Ednaldo; D. Gerônimo, Fabiano, Marcelo Xavier e E. Edinho; Ítalo, Eurico, Serginho Paulista (Rhuan) e Max (Alex); Rodrigo Dantas e Gabriel Barcos (Rafael Santiago). Técnico: Claudemir Sturion.
Santos: Vladimir, Cicinho, Gustavo Henrique, Paulo Ricardo e Caju; Lucas Otávio, Leandrinho, Elano (Serginho) (Thiago Maia) e Marquinhos Gabriel; Lucas Crispim (Diego Cardoso) e Gabriel. Técnico: Marcelo Fernandes.
Gols: Elano, aos 24 minutos do primeiro tempo; Marquinhos Gabriel aos 10, Fabiano aos 37 e Rodrigo Dantas aos 46 minutos do segundo.
Arbitragem: Thiago de Alencar Gonzaga, auxiliado por Leandro dos Santos Ruberdo e Claysson Vieira de Morais, todos do Mato Grosso do Sul (auxiliares foram bem, mas o árbitro, descontrolado, deu faltas e cartões demais e quando deveria dar, não deu).
Cartões amarelos: Ítalo, Rafael Santiago, Rhuan (Maringá); Gabriel, Elano, Paulo Ricardo, Gustavo Henrique (Santos).

Tinha o mesmo número de santistas para ver os reservas do Santos em Maringá do que os que foram assistir à decisão do Campeonato Paulista na Vila Belmiro

Veja só que curioso e perceba como a torcida do Santos é imensa por este Brasil afora, e não apenas nos arredores da Vila Belmiro: o público da final do Paulista foi de 14.662 pessoas, das quais 90% eram torcedores do Santos, portando 13.195.

O público que assistiu ao empate entre Santos e Maringá, em Maringá, foi de 16.142 pessoas, das quais, segundo o repórter da TV Bandeirantes, 80% eram santistas, o que resulta em 12.913 pessoas.

Assim, conclui-se que a quantidade de santistas na Vila Belmiro, apesar da importância do evento e de o time jogar no sagrado Urbano Caldeira, era de apenas 282 torcedores a mais do que na distante Maringá, em que a equipe atuou sem 10 titulares.

Por aí é que se percebe como uma campanha nacional de associação e como um programa de jogos que contemple as várias comunidades de santistas espalhadas pelo Brasil são fundamentais para que o Santos atinja a dimensão que ele realmente tem.

E você, o que achou dos reservas do Santos em Maringá?


Com Robinho ou sem Robinho

Ricardo Oliveira
Torcida foi ao CT apoiar o último treino antes da final (Ivan Storti/ Santos FC)

Robinho é dúvida para o jogo deste domingo, às 16 horas, no estádio do Palmeiras, o primeiro da decisão do título paulista de 2015. Porém, mesmo sem ele, que tem um edema muscular, o Santos poderá fazer uma boa partida e conseguir, no mínimo, o empate.

Se Robinho não puder jogar, provavelmente o técnico Marcelo Fernandes colocará o experiente Marquinhos Gabriel em campo, guardando o rápido e definidor Gabriel para entrar no segundo tempo. Outras dúvidas são Valencia e Gustavo Henrique.

Sem Valencia, creio que Lucas Otávio poderá dar conta do recado. o rapaz é um ótimo ladrão de bolas. E se Gustavo Henrique ficar de fora, o garoto Paulo Ricardo deverá fazer o seu quarto jogo no time profissional do Santos. Confio nesses garotos e acho que jogarão tranqüilos e se darão bem.

Mesmo sem esses titulares, a espinha dorsal do time permanecerá praticamente intacta, com o goleiro Vladimir, o zagueiro David Braz, os laterais Victor Ferraz e Chiquinho, os meio-campistas Renato e Lucas Lima e os atacantes Geuvânio e Ricardo Oliveira. Isso deverá manter a equipe equilibrada, mesmo nos momentos mais tensos da partida.

Um amigo do blog ainda lembrou que nas finais do Campeonato Paulista de 1978 o Santos foi perdendo titular após titular e chegou ao jogo decisivo, contra o São Paulo, com cinco reservas – Flávio, Antonio Carlos, Zé Carlos, Toninho Vieira, e Claudinho – que se tornaram sete quando Pita torceu o tornozelo e foi substituído por Rubens Feijão, e o zagueiro Neto também cedeu o lugar a Fernando.

Pois mesmo sem titulares experientes como o goleiro Vitor, o zagueiro Joãozinho, o volante Clodoaldo, o meia Ailton Lira e o atacante João Paulo (sem contar Pita e Neto, que começaram a partida, mas tiveram de sair), o Santos buscou o primeiro título sem Pelé, diante de 80 mil pessoas que lotavam o Morumbi em uma quarta-feira à noite.

Portanto, é claro que titulares fazem falta, ainda mais do nível de um Robinho, mas o bom ambiente e o sabor do desafio podem fazer milagres em jogadores motivados, que encaram a chance de entrar em um jogo desses como uma grande oportunidade para suas carreiras.

Sem contar que Marcelo Fernandes, caso não possa escalar Robinho, tem a opção de incluir mais um jogador no meio, Elano ou Leandrinho, e atuar com Geuvânio e Ricardo Oliveira à frente, adiantando Lucas Lima quando o time retomar a posse da bola.

Pelo lado palmeirense, não acredito que Valdívia será poupado. Talvez o chileno não esteja cem por cento, mas não deixará de jogar essa partida decisiva para o seu clube. E espero que Marcelo Fernandes arme um esquema para neutralizar as assistências e arrancadas de Valdívia, um dos poucos craques em atividade no futebol brasileiro.

Minha previsão? Como um pugilista que busca a ofensiva desde o soar do gongo, o Palmeiras deverá pressionar o Santos no começo, e se o Alvinegro Praiano ficar só nas cordas, certamente sofrerá o nocaute. O ideal é já entrar bem esperto e aproveitar toda oportunidade de contra-ataque. Quem toma a iniciativa, abre a guarda e pode sofrer uns contragolpes de vez em quando. Assim deverá ser o jogo do Santos.

Para mim, Robinho vai jogar


Robinho foi ao CT e fez exercícios leves (Ivan Storti/ Santos FC)

Pelo que me lembro dos meus tempos de repórter no Jornal da Tarde, uma contusão como a de Robinho – edema na coxa – pode ter uma recuperação de apenas cinco a seis dias caso seja do tipo mais leve. Aposto nisso, pois Robinho saiu de campo logo que a sentiu e, pelo jeito, é a mesma que já o atrapalhou antes e exigiu menos de uma semana para o seu tratamento.

Aposto também que ele vai jogar porque mesmo que não tenha 100% de sua mobilidade e velocidade, ainda assim Robinho pode – com sua experiência e visão de jogo – criar boas jogadas, liderar o time em campo e assustar os adversários.

Caso tenha sido uma contusão menos grave, como imagino, talvez o incomode muito pouco, mesmo que não esteja totalmente curada. Nesse caso, ele poderia iniciar a partida para ver até onde poderia ir. Como Marcelo Fernandes pode fazer três substituições, arriscar uma com Robinho não será nenhum desperdício. Em um caso bem mais grave, Leão colocou Diego para jogar apenas um minuto na final do Brasileiro de 2002, lembram-se?

Clique aqui e entenda mais sobre edema muscular, nesta boa matéria do blog de Jafé Alves.

Entrevista de Marcelo Fernandes:
“Sabemos que o Palmeiras virá pra cima, mas o Santos não ficará acuado”

Santos e Unicef, tudo a ver:

História: como foi a decisão de 1959:

Museu Pelé patrocinará o Santos nestas finais

Clique aqui para ler matéria em A Tribuna sobre o patrocínio do Museu Pelé ao Santos nestas finais do Campeonato Paulista

E pra você, como o Santos jogará sem Robinho?


Neste sábado vamos ver até onde vai a audácia desse Audax

Leia e comente minha coluna no jornal Metro: “Santos precisa de um craque: o patrocínio.”

Ricardo Oliveira, Gabriel e Robinho
O time de Robinho ganhou o rachão. E ele comemorou muito com Ricardo Oliveira e Gabriel (Foto: Ivan Storti/ Santos FC)

Para começar, digo que esse Audax merece respeito e a melhor forma de respeitar um time é jogar sério, marcar gols. Nada de toquinho de lado e embromation. Dito isso, informo que o técnico Marcelo Fernandes não quer dar sopa para o azar e não pretende poupar ninguém no jogo deste sábado, às 16 horas, no Pacaembu (bom horário, ótimo estádio, bom adversário, tudo para termos no mínimo 15 mil santistas no Paulo Machado de Carvalho. Vá e leve a família. Eu vou, claro! Arquibancada verde é o meu lugar.).

Robinho está confirmado. Ele só viajará para a Seleção Brasileira à noite. Valencia será substituído por Lucas Otávio, Elano, Leandrinho ou Marquinhos Gabriel. Marcelo Fernandes ainda não decidiu. O Santos deverá jogar com Vanderlei, Cicinho, David Braz, Werley e Vitor Ferraz; Lucas Otávio (ou Elano, ou Leandrinho, ou Marquinhos Gabriel), Renato e Lucas Lima; Geuvânio, Ricardo Oliveira e Robinho.

O Santos é o líder absoluto do Campeonato Paulista e quer continuar vencendo para ter vantagem de mando de jogo nas partidas decisivas. Mas o Audax merece cuidados. O time de Osasco é o terceiro do grupo C, a apenas dois pontos da Ponte Preta. Orientado pelo técnico Fernando Diniz, o Audax venceu suas últimas quatro partidas, entre elas uma goleada de 6 a 1 no Red Bull Brasil.

O forte do Audax é o ataque, que marcou 18 gols, quatro a mais do que o Palmeiras e quatro a menos do que o Santos. O time de Osasco também tem o artilheiro do Paulista – Rafael Longuine, com oito gols, jogador que interessa ao Santos para o segundo semestre. Sua defesa, porém, já sofreu 13 gols. O melhor, para o espetáculo, é que o Audax tocar a bola, como o Santos.

O presidente do Audax é o ex-jogador Vampeta, aquele mesmo que disse que ia comer peixe na final do Campeonato Brasileiro de 2002. O clube, que já pertenceu ao Pão de Açúcar, tenta ter uma administração moderna e profissional. No início do campeonato vendeu um mando de campo para o Palmeiras e com isso faturou mais em um jogo do que o Santos deverá faturar em todos os seus jogos no Paulista.

Sábado às 16 horas é, segundo a enquete aí do lado, o segundo horário preferido dos santistas, e o Pacaembu também é o estádio preferido. Como o Santos usará seus titulares, entre eles Robinho, e o Audax não é de se retrancar, acredito que será um ótimo jogo pra se ver.

Marcelo Fernandes promete o Santos completo neste sábado. Assista:

Santos x Audax

Pacaembu, 21/03/2015, 16 horas

Santos: Vanderlei, Cicinho, Werley, David Braz e Vitor Ferraz; Lucas Otávio (Leandrinho, Elano ou Marquinhos Gabriel), Renato e Lucas Lima; Geuvânio, Robinho e Ricardo Oliveira.
Técnico: Marcelo Fernandes.

Audax: Felipe Alves; Didi, Francis e Léo Bahia; Marquinho (Samoel), Camacho, Rafael Longuine, Matheus e André Castro; Gilsinho e Ytalo.
Técnico: Fernando Diniz.

Arbitragem: José Claudio Rocha Filho, auxiliado por Daniel Paulo Ziolli e Eduardo Vequi Marciano.

Clique aqui para saber mais sobre os ingressos para o jogo e ver o mapa de acesso ao Pacaembu

No ano passado, no mesmo Pacaembu, o Audax jogou melhor, mas o Santos conseguiu empatar no final. Veja os melhores lances:

E você, o que espera de Santos e Audax, neste sábado, no Pacaembu?


A generosa Portuguesa e o Santos, um jogo para refletir

babatinha
VAI QUE É SUA BATATINHA! – Com a contusão de Alison, que deverá ficar seis meses sem jogar, Lucas Otávio, o “Batatinha”, terá sua grande chance no meio de campo do Santos. Enderson Moreira acha que com ele o time ganhará na saída de bola (Foto: Ivan Storti/ Santos FC).

O medo da extinção bateu na Portuguesa. As dívidas profundas, a queda para a Série C do Brasileiro e a possibilidade de fechar suas portas abriram a cabeça de muita gente na tradicional Lusa do Canindé. Neste jogo contra o Santos, às 16 horas de domingo, no Pacaembu, a direção do clube está agindo de forma profissional e dando prioridade ao que realmente interessa.

Os torcedores da Portuguesa ficarão, humildemente, apenas com o tobogã, e cederão todo o restante do Pacaembu aos santistas. Isso pode atrapalhar um pouco o ânimo do time rubro-verde, mas a renda, que é o que mais interessa à Portuguesa no momento, será toda dela. E ao saber que assim terão mais possibilidades de receber os salários, certamente seus jogadores nem se importarão tanto com a maior parte da torcida contra.

Na mídia social, as vozes oficiais da Portuguesa têm sido elogiosas ao Santos e aos santistas, em uma clara intenção de valorizar o espetáculo e relembrar a rica história do confronto. Antes da partida, em iniciativa admirável, os times homenagearão o zagueiro Marinho Peres, ídolo nas duas equipes.

Depois daquela mal explicada queda para a Série B do Brasileiro, a Portuguesa tenta desesperadamente sobreviver e percebeu que certas vaidades não levam a nada. Espero que o presidente do Santos, Modesto Roma, alcance a mesma percepção sem que o clube precise passar por um trauma parecido.

“Vamos também ajudar a nossa coirmã a ter uma boa renda”, afirmou Roma em uma entrevista. Ótimo. Mas também é necessário que o Santos tenha a mesma humildade e visão do adversário e se ajude a ter boas rendas.

Por falar nisso, é curioso lembrar que o clássico deste domingo (sempre considerarei o jogo contra a Portuguesa um clássico) já deteve o recorde de público e renda no Estado de São Paulo. A partida final do Campeonato Paulista de 1973 levou ao Morumbi 116.156 pagantes, que com mais 412 menores resultaram no público total de 116.568 pessoas, com renda de Cr$ 1.502.255,00. Esses recordes foram significativos, pois o Morumbi já tinha recebido dois jogos decisivos entre São Paulo e Palmeiras.

Um dos melhores, se não o melhor, time do Brasil na primeira metade da década de 1950, quando venceu os Torneios Rio-São Paulo de 1952 e 1955, a Associação Portuguesa de Desportos, fundada em 1920, tem três títulos paulistas, foi vice-campeã brasileira de 1996 e já revelou grandes nomes do nosso futebol, como Djalma Santos, Julinho Botelho, Leivinha, Marinho Peres, Enéas, Dener, Ivair, Jair Marinho, Félix, entre outros.

Clube preferido da colônia lusitana da Capital, a Portuguesa reformou o seu estádio nos anos de 1972 e 73, contanto apenas com a ajuda de sócios e torcedores. Hoje o Canindé tem capacidade para 21 mil pessoas. O clube tem demonstrado interesse de demolir o estádio e construir outro. Será que não seria o caso de Portuguesa e Santos unirem forças para ter um estádio conjunto em São Paulo? Bem, é só uma idéia a ser discutida…

O rico passado dos Américas

Falar da história da Portuguesa é meio como ouvir um fado nostálgico narrando a época dourada das grandes navegações. Tudo indica que a falta de maior apelo popular, aliada a uma sequência de más administrações, tenha levado o clube para esta encruzilhada. Mas não foi o primeiro, nem será o último a relembrar o passado com saudade e tristeza.

O América do Rio, ou America Football Club, que faz questão de manter a grafia original inglesa de seu nome, fundado em 18/09/1904, portanto com 110 anos de existência, tinha seis títulos cariocas em 1935, ano em que o Santos conquistou seu primeiro título estadual. Aquela altura o América se igualava ao Flamengo em número de campeonatos cariocas e tinha dois a mais do que o Vasco.

Primeira campeão do Estado da Guanabara, em 1960, o América foi semifinalista da Taça Brasil (Campeonato Brasileiro) de 1961, só perdendo para o Santos na terceira partida, depois de ser goleado no Rio, mas vencer na Vila Belmiro. Com mais de 50 jogadores convocados para a Seleção Brasileira ao longo de sua história, o América teve torcedores famosos, como o comediante Chico Anysio, o cantor Altemar Dutra e o compositor Lamartine Babo, autor dos hinos dos grandes clubes do Rio. Hoje seu torcedor mais conhecido é o jornalista José Trajano. Seu estádio comporta 13.544 pessoas. Tudo indica que a falta de maior apelo popular, aliada a uma sequência de más administrações, tenha levado o clube para esta encruzilhada em que vive hoje.

Um outro América, o América Futebol Clube, de Minas Gerais, conseguiu a façanha de ser decacampeão estadual, de 1916 a 1925 – época em que, obviamente, Atlético (fundado em 1908) e Cruzeiro (fundado em 1921) – não passavam de meros coadjuvantes. Dizem que a derrocada do América começou em 1965, quando o clube dissolveu sua categoria juvenil e isso acabou reforçando o Cruzeiro, que recebeu de mão beijada jogadores que fariam nome no futebol, entre eles o centroavante Tostão. O início do Mineirão teria coincidido com a queda do América. Tudo indica, porém, que a falta de maior apelo popular, aliada a uma sequência de más administrações, tenha levado o clube para esta encruzilhada em que vive hoje.

Sem conhecer a história, é impossível entender o presente. Nas ciências exatas, basta aplicar a última fórmula, pois todas as anteriores, superadas, deixam de ter valor. Na história não é assim. A origem tem a mesma importância do momento atual, pois fazem parte da mesma matéria, são passos do mesmo caminho.

Santos vai de Batatinha

Para o jogo deste domingo, sem o volante Alison, que poderá ficar seis meses afastado dos campos, o garoto Lucas Otávio, popular “Batatinha”, terá mais uma boa chance de se firmar entre os profissionais do Santos. No mais, para o jogo deste domingo, às 16 horas, no Pacaembu, contra a portuguesa, o técnico Enderson Moreira manterá a mesma equipe que vem jogando. Gustavo Henrique e Gabriel ficam no banco de reservas e Thiago Ribeiro, machucado, continua fora dos planos.

O técnico explicou que com Lucas Otávio o Santos não terá uma marcação tão dura no meio, mas melhorará sua saída de bola. O time para enfrentar a Portuguesa será Vanderlei, Victor Ferraz, Werley, David Braz e Chiquinho; Lucas Otávio, Renato e Lucas Lima; Geuvânio, Robinho e Ricardo Oliveira.

Segundo o site oficial do Santos, o clássico deste domingo já foi realizado 239 vezes, com 113 vitórias santistas, 67 da Portuguesa e 59 empates. O Santos marcou 468 gols e sofreu 339. Se forem computados apenas jogos no Pacaembu, porém, a vantagem, mínima, é da Portuguesa, que em 44 partidas venceu 17 e perdeu 16, com 11 empates. Nessas partidas, o Santos marcou 70 gols e sofreu 67. Portanto, se vencer desta vez, o Santos empatará o confronto com a Lusa no Pacaembu.

O primeiro jogo entre ambos, realizado em 1º de maio de 1921, na Vila Belmiro, foi vencido pelo Santos por 3 a 0, com gols de Constantino, Millon e Ary Patuska. A Portuguesa formava um combinado com o Mackenzie College. O Santos jogou com Randolpho, Cícero e Paulino; Pereira, Jarbas e Ricardo; Millon, Constantino, Ary Patuska, Marba e Arnaldo Silveira.

Três grandes jogos entre Santos e Portuguesa:

Na Vila, sardinhas

Não sei se o marketing do Santos sabe, mas “sardinha” é um termo pejorativo com que os torcedores adversários da Capital Paulista tratam os santistas. Bem, mas na Vila Belmiro o clube resolveu criar uma atração extra para quem preferir assistir ao jogo de amanhã em um telão no salão de mármore do estádio Urbano Caldeira: como atrativo, os primeiros que chegarem terão direito a uma porção de sardinhas fritas. Porém, como o jogo começa às 16 horas e a entrada para os sócios estará liberada a partir das 14 horas, é bem provável que quando a bola começar a rolar não haja mais sardinhas.

Veja Enderson explicando o time para o clássico contra a Lusa:

E você, o que acha da generosidade da Portuguesa?


Nenhum Menino está pronto, mas alguns estão chegando lá!

ze carlos
Lateral-esquerdo Zé Carlos, um destaque do Santos na Copa São Paulo.

gabriel gol
Gabriel teve altos e baixos, mas procurou o jogo e fez o gol da vitória contra o XV.

oswaldo oliveira
Oswaldo de Oliveira terá muito trabalho. A bandeirinha teve e se saiu bem.

bola de ouro
Uma justa homenagem ao primeiro, único e eterno Rei do Futebol.

http://youtu.be/ReTR24dJeHQ

Gabriel passou as férias treinando. O trabalho compensou. Golaço!

Vitória preguiçosa sobre o XV

Tudo bem que foi o primeiro jogo depois das férias, mas era para o Santos ter apresentado um futebol mais digno na sua estreia do Campeonato Paulista, na primeira partida em que foi dirigido por Oswaldo de Oliveira. Disperso nas jogadas de ataque e apelando para os velhos chutões para sair da defesa para o ataque, o Alvinegro Praiano venceu o XV de Piracicaba por mísero 1 a 0, gol de Gabriel aos 40 minutos do primeiro tempo.

Ao contrário do time Sub-20 que jogou pela manhã, os profissionais não marcaram a saída de bola do adversário e erraram muitos passes, a ponto de terem menos posse de bola do que o XV no primeiro tempo (48%, contra 52% do adversário). Enfim, não empolgaram.

Montillo sentiu uma fisgada na coxa e não voltou para o segundo tempo. Provavelmente o Santos ficará sem ele e Leandro Damião nos próximos jogos, tendo de se valer de uma maioria de Meninos vindos da base. Léo Cittadini entrou no lugar de Montillo e perdeu a chance de deixar uma boa impressão. Só tocou de lado e parecia cansado.

Dos garotos, Geuvânio foi o melhor contra o XV. Gabriel fez o gol e buscou participar mais das jogadas, mas tentou dar uma cavadinha em uma chance clara e quase compromete a vitória. Era só tocar para Thiago Ribeiro, à sua esquerda. Além disso, tentou cavar um pênalti e, além de perder o gol, recebeu um justo cartão amarelo. Émerson apoiou bem pela esquerda. Gustavo Henrique e Jubal não se destacaram, mas deram pro gasto. Leandrinho entrou com o sono de sempre, mas deu uma melhoradinha. Foi bem substituído por Alan Santos.

Dos mais rodados, Arouca mostrou disposição e foi um carrapato na marcação; Aranha não teve trabalho e Cicinho se virou como pôde. Thiago Ribeiro errou demais. Será que Cícero fez falta?

O jogo foi lento. Muitos santistas pareciam fora de forma e terminaram a partida exaustos. O XV só não empatou porque não mostrou a mínima aptidão ofensiva. Enfim, o jogo não foi bom. Mas vamos dar um desconto, pois o campeonato está apenas começando. Terça-feira o time joga no Pacaembu contra o Audax e espera-se um público maior do que os menos de 8 mil pagantes que viram a estreia da equipe no Paulista.

Santos 1 X 0 XV de Piracicaba

Santos: Aranha; Cicinho, Jubal, Gustavo Henrique e Emerson (Mena); Arouca, Leandrinho (Alan Santos) e Montillo (Léo Cittadini); Geuvânio, Thiago Ribeiro e Gabriel. Técnico: Oswaldo de Oliveira.

XV de Piracicaba: Márcio, Vinicius Bovi, Leonardo Luiz, Pitty e Aelson (Rodrigo); Alan Bahia, Adilson Goiano, Danilo Sacramento e Jean Carioca (Gilsinho); Pipico e Adilson (Felipe Adão). Técnico: Edison Só

Gol: Gabriel, aos 40 minutos do primeiro tempo, acertando um belo chute de canhota, após linda assistência de Geuvânio.

Arbitragem: Vinicius Gonçalves Dias Araújo, auxiliado por Vicente Romano Neto e Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo. Essa Tatiane foi muito bem. Acertou todas as marcações.

Cartões amarelos: Gabriel e Leandrinho (Santos); Alan Bahia, Danilo Sacramento e Adilson Goiano (XV de Piracicaba).

Nenhum Menino está pronto, mas alguns estão chegando lá!

http://youtu.be/B1s8pLyG3Uc
Paulo Ricardo, Serginho e Diogo Cardoso marcaram os gols da vitória sobre o Taboão da Serra que colocou o Santos na semifinal da Copa São Paulo de Futebol Júnior

O técnico Oswaldo de Oliveira tem acompanhado as atuações do Santos na Copa São Paulo de Futebol Júnior e elogiou o time e alguns jogadores, mas disse que nenhum está pronto para o profissionalismo. “No futuro eles darão uma resposta positiva, mas agora acho muito prematuro. As fases têm de ser respeitadas”, ensinou ele.

Assisti com atenção a vitória por 3 a 0 sobre o Taboão da Serra, em Barueri, e entendo muito bem o que Oliveira disse. O time dirigido por Pepinho Macia é ofensivo, joga bonito, prefere o toque ao chutão, sai com tranqüilidade da defesa ao ataque e tem bons jogadores. Mas nenhum deles, realmente, está pronto para atuar no time profissional do Santos.

Alguns leitores, oportunamente, me perguntarão: “Mas no ano passado você não defendeu que se desse mais oportunidades para os Meninos vindos da base? Não falava em Gabriel, Victor Andrade, Neilton, Leandrinho, Gustavo Henrique, Jubal e Giva, entre outros? O que mudou de lá para cá?”.

É claro que respondo com o peito aberto e a maior boa vontade: O que mudou é que em 2013 o Santos não tinha elenco e lutava agoniadamente para fugir do descenso. Diante da mediocridade de alguns jogadores do time de cima e da tática medrosa dos técnicos Muricy Ramalho e, em menor escala, de Claudiney Oliveira, um garoto no ataque, ou no meio, significava a esperança de algo novo, ousado, que no mínimo não tornaria o time pior do que já estava.

De lá para cá, porém, vieram Cicinho, Mena, Thiago Ribeiro, e a equipe ganhou corpo. Dos Meninos, Gustavo Henrique, Alison, Alan Santos e Geuvânio mostraram que podem se tornar bons profissionais. Outros, como Gabriel, Victor Andrade e Giva ainda estão amadurecendo. Enfim, ainda há muitos jovens da fornada anterior que não podem ser descartados.

Desses garotos que estão vestindo a gloriosa camisa do Alvinegro Praiano em busca do bicampeonato da Copa São Paulo, nenhum deve ser integrado à equipe de Oswaldo Oliveira, mas alguns estão bem próximos de se tornarem jogadores mais regulares e seguros, condições essenciais para ingressarem no profissionalismo.

Mas o que é preciso para que esses Meninos desabrochem e se transformem em titulares, ou, quem sabe, futuros ídolos do Peixe? Bem, do pouco que joguei – apenas na fase amadora – e do muito que vi, li e aprendi sobre futebol, tomo a liberdade de dar uns toques para nossos queridos Meninos. A começar pelo goleiro, João Paulo, que tem como qualidade sair jogando rapidamente e com as mãos.

João Paulo dá passes, não chutões. Isso é ótimo. Contra o Taboão também saiu muito bem do gol nos cruzamentos altos. Mas tem de evitar espalmar bolas para o centro da área. Se não der para encaixar, jogue para longe, ou para escanteio.

Laterais Daniel Guedes e Zé Carlos: muito bons. Dominam bem a bola, sabem tocar, são rápidos. Daniel chuta melhor, enquanto Zé Carlos tabela bem e deu um passe espetacular para Serginho fazer o segundo gol contra o Taboão. Pelos jogos que vi, parece-me que ambos não são exímios marcadores, algo que precisam corrigir. Mas é só uma questão de tempo para o Santos ter dois ótimos laterais. Esses só precisam se conscientizar que a evolução no futebol exige um trabalho constante, porém ambos já têm o dom, o que é essencial para se tornar craque.

Paulo Ricardo e Naílson: ainda não formam uma dupla como Gustavo Henrique e Jubal, mas não ficam muito atrás. Ótimos nas bolas altas, decididos, foram muito bem contra o Taboão, e Paulo Ricardo ainda fez o primeiro gol do jogo. Naílson recebeu o terceiro cartão amarelo e não joga a semifinal. É cedo para falar de futuro, mas estão indo bem.

Lucas Otávio: as qualidades dele todo mundo vê, que são a dedicação ao time, o tempo certo para fazer o corte, o fôlego para estar em vários lugares do campo. Mas ele tem também deficiências que precisam ser superadas. Uma delas, óbvia, é o tamanho. Não dá para disputar bola alta na área, por exemplo. Porém, suas falhas mais graves têm sido a dificuldade para acertar chutes a gol e passes medidos.

Um jogador de meio-campo não deveria se limitar a ser um ladrão de bolas, como a maioria dos volantes brasileiros. Se durante o jogo surgem várias oportunidades para uma assistência ou um chute vencedores, por que desperdiçar? E isso é algo que Lucas Otávio pode e deve treinar.

Outro detalhe é a atenção ao jogo, a capacidade de fazer a análise correta da gravidade de cada lance. Há bolas que não se pode perder em hipótese alguma. Tentar um drible arriscado ou uma jogada de efeito no meio-campo, quando o time está saindo da defesa, é totalmente reprovável. E contra o Taboão, por três ou quatro vezes Lucas Otávio perdeu a bola no meio-campo e deu contra-ataques ao adversário. Em um time profissional, apenas um desses erros poderia tirar suas chances de continuar na equipe (foi por falhas assim que Rodrigo Mancha saiu do Santos, lembram-se?).

Este canhoto, Serginho, é outro que impressiona bem. Talvez o jogador de maior potencial deles todos. É o meia atacante do Santos que melhor bate na bola. Já que tem esse dom, que o aprimore, treinando chutes em todas as situações, com todos os efeitos e forças. Mas futebol não é só chutar a gol. É preciso que participe mais do jogo e, ao participar, acerte os passes, os dribles, mantenha a posse de bola.

Algo que distingue um amador de um profissional, é que o primeiro tem muita dificuldade de segurar a bola, de mantê-la sob o seu domínio, enquanto o profissional sabe segurá-la o tempo necessário para dar andamento à jogada sem que ela passe para o poder do adversário. Às vezes o toque tem de ser de primeira, mas outras vezes o melhor é prender e passar para um companheiro melhor colocado. E passar certo, claro!

Com trabalho e humildade – receita que serve para tudo na vida – Serginho pode se tornar um grande meia-esquerda. Do contrário, será mais um que apenas passará pela história do Santos, sem deixar saudades. Mesmo considerando-se que a sorte é importante no futebol, o futuro de Serginho só depende dele. Com mais trabalho físico e de fundamento, terá tudo para vencer no esporte.

Grandalhão, com boa presença de área, Stéfano Yuri tem marcado muitos gols pelo time Sub-20 e já merece elogios rasgados de alguns torcedores. Porém, o garoto ainda tem alguma dificuldade para se colocar à espera do passe, é lento e às vezes tropeça na bola. Uma grande pena que tenha se machucado, pois é muito eficaz para aproveitar cruzamentos, alternativa que sempre pode decidir partidas, principalmente as mais atravancadas.

Por fim, Diogo Cardoso, o jogador deste Sub-20 mais perto do nível que se espera de um profissional. Não digo isso só pela técnica, acima da média, ou pelo físico, forte e ágil, mas também pela atitude. Ao contrário de muitos, não o considero fominha. Sabe criar a jogada para os companheiros, desde que eles se apresentem para conclui-la, mas também finaliza bem, quando preciso.

Mostrou uma maturidade muito grande ao receber cartão amarelo do péssimo árbitro Marcos Silva dos Santos Gonçalves, em uma jogada em que foi ele, Diogo, quem sofreu a falta no momento em que disparava em direção ao gol adversário. O cartão, que deveria ser dado ao zagueiro do Taboão, acabou impedindo Diogo de jogar a semifinal. Uma lástima! Qualquer outro teria se rebelado e poderia ser expulso. O rapaz se segurou e engoliu a injustiça, como gente grande.

O árbitro também não respeitou a lei de vantagem em favor do Santos e demorou uma eternidade para dar o primeiro cartão amarelo ao adversário. Tão ruins quanto ele foram os bandeirinhas Marcelo Ferreira da Silva e Adilson Roberto de Oliveira. Cada um anulou um gol legítimo: do Santos e do Taboão, só que o primeiro foi do santista Diogo Cardoso.

Dos outros Meninos da Vila eu falo quando tiver uma opinião mais abalizada. Mas do técnico Pepinho Macia eu já posso falar. Filho do maior artilheiro humano do Santos, obviamente Pepinho é adepto do futebol ofensivo. E veja que mesmo tendo o ataque mais positivo da competição, o Santos só sofreu um gol. Aprovo o sistema 4-3-3- e a disposição que Pepinho passa aos seus jogadores. As origens do Santos se harmonizam nesse time. E ainda tem gente que duvida da força do DNA ofensivo.

E pra você, o que falta para esses Meninos subirem para o time do Oswaldo de Oliveira?


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