Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Santos adotou o lado preguiçoso do estilo Barcelona

O estilo Barcelona tem um lado preguiçoso, ou aparentemente preguiçoso, que é este de ficar tocando a bola sem nenhuma ansiedade de chegar ao gol adversário. Se der, se abrir um buraco, tudo bem. Se não, a bola é recuada e a jogada recomeça.

Porém, mesmo quando é preciso recomeçar, dificilmente a jogada retorna até o goleiro. Ontem mesmo, contra o PSG, não me lembro de ter visto nenhuma bola que voltou aos pés do arqueiro.

Outro detalhe é que o toque de bola é ágil, os jogadores estão nos calcanhares, prontos para se deslocar, receber os passes curtos e, ao recebê-los, dar rápido seguimento à jogada.

E o Barcelona evolui em redemoinhos. Não há uma correria em linha reta, mas a bola sempre acaba indo mais à frente, até que se aproxima do gol adversário. Nesse ponto o sistema é muito parecido com o que a Holanda adotou na Copa de 1974.

Mas para que esse Carrossel, ou este Redemoinho, dê certo, todos os jogadores devem participar ativa e humildemente. Sim, no Barcelona o astro é o conjunto. As jogadas individuais estão restritas às necessidades.

Não é um time em que um atacante possa parar a bola, tentar o drible, continuar com a bola até perdê-la ou conseguir uma boa jogada. Parece que há um tempo de bola cronometrado para cada jogador. Quem estourar esse tempo terá de ter um bom motivo para isso, ou será recriminado.

Perceba que nem Messi exagera na posse de bola. Ontem ele não tinha feito nenhuma jogada excepcional até que recebeu o passe de Daniel Alves e bateu cruzado, de esquerda, no tempo e no ângulo perfeitos, para abrir o marcador.

Em primeiro lugar, não acredito que Neymar tenha temperamento para jogar no Barcelona, ou mesmo em times europeus como o PSG. Note que Lucas ficou isolado na ponta-direita da equipe francesa, pegou pouco na bola e pouco fez. A liberdade que ele tinha no São Paulo para fazer o que quisesse, na hora que quisesse, acabou.

Por serem ricos, os grandes times europeus têm muitos jogadores valiosos e vaidosos, que não suportam o individualismo alheio. O PSG tem Ibrahimovic, Beckham… Lucas é apenas um garoto sonhador perto deles. Não creio que a sorte de Neymar seria muito diferente no Barcelona ou em qualquer outro grande europeu.

Santos só aprendeu a parte “boa” da lição

No Santos, que teve a honra de receber a aula dos catalães ao vivo, o estilo do Barcelona ganhou uma roupagem nova, que prioriza a lei do menor esforço.

O time até toca a bola na defesa, mas se o adversário apertar a marcação a bola é recuada para o goleiro Rafael, ou para um zagueiro, preferencialmente Durval, e lá vem chutão pra frente…

O meio-campo dificilmente se aproxima para sair jogando. E, quando o faz, também costuma recuar a bola diante de uma marcação mais cerrada. A solução depende de uma habilidade maior dos santistas e também de uma deslocação constante.

Mas se mexer o tempo todo cansa e o Santos há algum tempo adquiriu o estilo cansadão. Alguns dos poucos jogadores que sempre se preocupam em se desmarcar para receber o passe são Neymar, Arouca e Giva. Coincidentemente os três têm se salvado nas últimas exibições do Alvinegro Praiano.

O esquema do Barcelona depende de habilidade, disposição e generosidade dos jogadores. É preciso dominar e controlar a bola em espaços exíguos do campo e saber tocá-la com precisão; estar disposto a se deslocar o tempo todo, com ou sem a bola, e é essencial ser solidário na hora de defender e generoso no momento de atacar.

Eu diria que o sistema do Barcelona exige, mais do que jogadores, homens melhores. Homens que, por sua cultura e caráter, reconheçam que o coletivo deve vir antes do individual. Por isso, é muito difícil que um atacante brasileiro, acostumado a ser badalado por aqui, se sujeite a ser mais uma peça no time catalão.

Na verdade, a grande vantagem do Barcelona é que os jogadores assimilaram muito bem esse estilo de jogo e o praticam e praticarão independentemente do técnico que os dirigir. Enquanto isso, no Santos, a impressão que se tem é que qualquer sistema que envolva maior esforço físico é rejeitado antecipadamente.

Resumindo, o time catalão toca a bola e avança, o Santos toca e recua…

Veja onde começou o estilo inteligente, coletivo e solidário do Barcelona. Aprecie o show da Seleção da Holanda contra o Uruguai na Copa de 1974. Note que os uruguaios, temidos por sua “garra”, ficaram na roda como joões-bobos:

Agora veja como a Holanda de 1974 jogava sem a bola, perceba o prazer com que seus jogadores se entregavam à marcação dos argentinos, que ficavam sem saber o que fazer diante da pressão do implacável adversário:

Você não acha que o Santos está preguiçoso?


Neymar e o Santos são a última esperança da América

convite - almanaque - mongagua
Amanhã o Almanaque do Santos será lançado em Mongaguá, cidade do professor Guilherme Nascimento – que estará à espera dos amigos e dos santistas da região para lhes transmitir conhecimento sobre a maravilhosa história do Santos. Não perca!

Veja a lista dos 20 jogadores mais bem pagos do mundo. O único não europeu é Neymar, em uma surpreendente quinta colocação. Graças ao trabalho de sua trupe pessoal e do marketing do Santos, o garoto de 21 anos recebe 20 milhões de euros por ano e só ganha menos do que, pela ordem, David Beckham, Lionel Messi, Cristiano Ronaldo e Samuel Eto’o. O que isso quer dizer? Ora, que é possível ser ídolo e milionário sem jogar na Europa. E é justamente por essa verdade escancarada que tantos querem que o Menino de Ouro se torne mais um maria-vai-com-as-outras.

Lucas, o impetuoso ex-são-paulino, está na lista dos top twenty? Não, o pobre rapaz, que desembarcou em Paris dizendo que queria ser o melhor do mundo, é apenas o terceiro jogador mais badalado do Paris Saint Germain, justamente o time do primeiríssimo Beckham e também do sueco Zlatan Ibrahimovic, que fatura 17,5 milhões de euros por ano e é bem mais amado pelos torcedores do PSG do que o rápido, driblador, mas imaturo e ingênuo Lucas.

Entre os 20 ainda há outro brasileiro? Sim, Kaká, do Real Madrid, é o décimo-terceiro de maior salário anual, com 14,5 milhões de euros. Mas Kaká, que já foi escolhido como o melhor do mundo, está valorizado na Europa? Infelizmente não. Muitíssimo ao contrário. O técnico Mourinho, por sinal o mais bem pago do planeta, com 12 milhões de euros anuais, já colocou o brasileiro à disposição do mercado, mas não saiu negócio. Nenhum clube pagou o que o Real queria.

Ou seja: fora da Europa Neymar ganha mais dinheiro, é mais respeitado e influi mais no futebol mundial do que todos os seus compatriotas que ralam as canelas pelos gramados sedosos do velho continente. O impacto do brasileiro nos jovens, mesmo sem sair do Brasil, é muito maior do que o obtido por quase todos os mais famosos jogadores em atividade nos grandes times europeus.

Porém, se a Europa estivesse esperando Neymar de braços abertos, cheia de amor para dar, talvez eu ficasse sem jeito de sugerir que ele ficasse por aqui, mas não é isso que ocorre. O lendário Johan Cruyff, jogador e técnico de renome, que contribuiu muito para o estilo insinuante de jogo do Barcelona, disse que o time catalão não precisa de Neymar e que ele só serviria para jogar para o Messi…

Ora, perder Neymar para o Barcelona já seria constrangedor, quanto mais vê-lo obrigado a ser garçom de Messi, o argentino que joga muito, mas é tão carismático como uma feijoada vegetariana.

Que seja o início da resistência sul-americana

Torço para que Neymar, se tiver de ir, que vá para a Europa só nas férias, ou quando tiver 36, 37 anos, como este Beckham que acaba de ser contratado pelo PSG. Não digo isso só porque sou santista, mas porque aprendi a ver o futebol brasileiro – e sul-americano – como o melhor, o mais técnico do mundo.

Dá muita pena ver os grandes clubes do continente de chapéu na mão. Cadê os poderosos argentinos? Cadê o Nacional e o Penãrol, que podiam vencer qualquer time na Terra? Pois eles, assim como os outros grandes clubes sul-americanos, jamais se erguerão enquanto perdurar a filosofia de se vender novos jovens talentos para o exterior.

E essa resistência, obviamente, não pode ser exercida apenas por um clube ou um jogador. É preciso que toda a comunidade futebolística americana – dirigentes, patrocinadores, atletas, imprensa – se una em torno deste objetivo.

Eu começaria pela reestruturação das competições sul-americanas, a começar pela Copa Libertadores. É preciso dar segurança às equipes e aos jogadores que disputam esses torneios.

E é preciso que os investidores e os meios de comunicação percebam que sem um futebol sul-americano poderoso, o esporte continuará penso, capenga, sem a arte e a emoção de seus melhores tempos.

E pra você, qual a saída para o futebol sul-americano?


Neymar não pode e não deve sair do Santos agora

Fiquei triste ao ver Lucas saindo de campo após uma entrada maldosa do adversário que nem sequer levou cartão amarelo. Ficaria triste ao ver qualquer talento jovem do futebol brasileiro passando por um momento tão doloroso no insípido futebol francês. Coitado do Lucas, não só pela contusão, mas por acreditar no canto de sereia de que se tornaria o melhor do mundo se fosse para a Europa.

O futebol de Lucas continua o mesmo, com as mesmas qualidades e defeitos, só que com menos espaço para jogar e mais pontapés a receber. Lá ele não é o queridinho dos tricolores, pois até no seu PSG há jogadores mais badalados. Virou mais um brasileiro tentando a cada jogo justificar a fortuna que pagaram por ele. Ou seja, é e será um garoto eternamente pressionado para jogar bem, para fazer coisas fantásticas que ele nunca fez, ou fez raramente.

Desde que o garoto do Morumbi desembarcou em Paris e disse, inadvertidamente, que estava indo para a Europa para se tornar o melhor jogador do mundo, percebi que ele tinha entrado numa grande fria. Em primeiro lugar, quem é, é, não precisa ir para lugar algum para ser. Pelé jamais defendeu um time europeu, mas encheu a todos eles de dribles e gols.

Estou triste por Lucas e preocupado por Neymar. Parece que os idiotas da objetividade – que começam no jornalismo esportivo e se infiltram até em torcedores do próprio Santos – já traçaram o destino do garoto. Querem porque querem que ele suma do Brasil e vá para a merda da Europa.

O orgulho dos verdadeiros amantes do futebol brasileiro foi substituido pela ganância de alguns. Tem um monte de gente querendo ganhar dinheiro nas costas do garoto e pouco se importam se um dia ele será chutado, cuspido e insultado pelos arrogantes europeus.

Quem defende que Neymar vá para a Europa não só não gosta de Neymar, como detesta o futebol brasileiro, pois só mantendo seus craques é que o Brasil voltará a ter o melhor futebol do mundo. Veja que não foi à toa que a RAI (Rádio e Televisão Italiana) comprou os direitos dos campeonatos Paulista e Brasileiro. Se outros clubes, a exemplo do Santos, resistirem à tentação de negociar seus jovens talentos, logo uma fortuna de direitos internacionais estará chegando aos cofres de nossos clubes. É justamente essa concorrência que os europeus temem. Será que é tão difícil enxergar isso?

Hoje recebi um texto do santista Ernesto Franze sobre a importância de o Santos e o Brasil manterem Neymar. Como é bem oportuno, publico-o a seguir. Leia e dê sua opinião

Neymar não pode e não deve sair do Santos, agora. Veja por quê

Por Ernesto Franze

Escrevo sobre a campanha que é um verdadeiro bombardeio da imprensa nacional, internacional, de ex-jogadores & Cia, pedindo a saída do Neymar para a Europa.

Mais preocupante que isso é o que pude observar nas redes sociais. Essa campanha acabou contagiando um bom número de santistas, que, começam a sugerir a saída do Neymar devido às suas seguidas ausências nos jogos do Peixe devido às convocações para a Seleção Brasileira.

Outra notícia, já desmentida pelo Bayern de Munique, de uma proposta de 100 milhões de euros pela jóia, e a consequente entrada de 40 milhões de euros nos cofres do Santos também acabou motivando esse fogo amigo.

Crescimento extraordinário. Começou o efeito do fenômeno Neymar

O Santos teve um crescimento de faturamento “absurdamente” grande nos últimos três anos, estima-se que 20% desse valor são de responsabilidade do fenômeno Neymar.

Faturou 117 milhões de reais em 2010, contra 70 milhões em 2009, um aumento de mais de 67%! O maior crescimento do ano entre os clubes brasileiros!

O que veio depois disso é muito maior: em 2011 faturou 189 milhões, e no passado, 2012, o valor chegou a 214 milhões!

O Santos da incomoda posição de oitavo, nono colocado, no ranking dos clubes brasileiros, para o quarto maior faturamento nos últimos dois anos. Não é o terceiro porque o Internacional, que ocupa essa posição, possui grande arrecadação na venda de jogadores.

Superou o Flamengo (clube que junto com o Corinthians fatura doze milhões a mais que o Santos, São Paulo, Palmeiras e Vasco na cota de tevê pelo Campeonato Brasileiro) e também superou o Palmeiras, Vasco, clubes que tradicionalmente arrecadaram mais que o Alvinegro Praiano.

Confira os números e informações desse post no link abaixo, num trabalho que é uma verdadeira radiografia dos clubes brasileiros feito empresa Amir Somoggi Marketing e Gestão Esportiva, do brilhante Amir Somoggi, que segundo as boas línguas faz parte do cardume alvinegro.

http://www.ibdd.com.br/arquivos/Amir%20Somoggi.%20Janeiro%20-%202013.pdf

Abrir mão do Neymar, hoje, seria um prejuízo sem precedentes aos cofres e à história do Alvinegro no curto e no longo prazo.

Objetivamente no curto prazo o clube perderia aproximadamente 50 milhões do seu faturamento/ano, na medida em que se estima que o atleta alavanque a arrecadação do clube em 20%.

O mais importante é o resultado de longo prazo, que não é possível mensurar nesse momento. A verdade é que a presença do craque, que é um fenômeno no campo e na mídia, inclusive na mídia internacional, alavanca o número de torcedores de forma extraordinária, como não acontecia desde os anos de 1960.

Os torcedores, disfarçados de jornalistas oportunistas, têm razões óbvias para querer que o Neymar vá embora. Se o Brasil conquistar a Copa de 2014 aqui no “país do futebol” e o moleque for protagonista da conquista, a torcida do Santos explodirá em crescimento.

Quando Pelé parou, o Santos, que até vinte anos antes era um time de torcida pequena (torcedores quase que só da cidade de Santos) recebeu como legado do Rei uma torcida equivalente a 10% da população brasileira.

O Brasil tinha 90 milhões de habitantes em 1970, e aproximadamente nove milhões eram santistas. Hoje somos sete milhões de alvinegros num universo de 198 milhões de brasileiros.

Confira matéria no link da primeira revista Veja, de 1968:

http://veja.abril.com.br/numero1/p_055.html

Outro Neymar? Será tão fácil e rápido ao Santos como foi para o Flamengo substituir o Zico, tão fácil e rápido como foi para o Palmeiras substituir Ademir da Guia. Com certeza daqui uns cinquenta anos teremos um novo Neymar.

Pensar grande!

Não tenho dúvidas que a missão, o grande objetivo do Conselho Gestor do Santos, é renovar o contrato do Neymar pelo menos por mais três anos pós 2014. O futuro do Santos como um clube gigante no cenário brasileiro e mundial passa por essa missão.

E pra você, Neymar deve ir para a Europa ou ficar no Santos?


Um San-São Sem-Sal. Mas com muita história

Mais uma vez o Santos não terá os seus principais jogadores contra o Sao Paulo, já que Neymar jogou ontem pela Seleção Olímpica, Paulo Henrique Ganso e Arouca estão comproblemas físicos e Juan não poderá jogar por ter contrato com o São Paulo. Além deles, acabo de receber a informação do leitor Renato Bueloni, que segundo o repórter Ademir Quintino, o mais bem informado sobre o Santos, o técnico Muricy Ramalho decidiu poupar também Edu Dracena, Adriano e Elano, escalando Ewerton Páscoa, Gérson Magrão e Felipe Anderson e Gerson Magrão nos seus lugares. Isso torna o São Paulo favorito.

Mesmo com sérios desfalques, pois Lucas e Casemiro também jogaram ontem pela Seleção e Luís Fabiano está suspenso, creio que as muitas ausências do Santos darão a iniciativa do jogo ao tricolor que, atuando em casa, terá maiores oportunidades de chegar ao gol.

De qualquer forma, tudo indica que o técnico mais ousado e perspicaz ganhará a partida. De repente, porém, pode ser o mais cauteloso, que se defenda melhor e se aproveite da chamada “bola parada” para garantir os três pontos. O certo é que nenhum quererá perder, pois os dois times, como os demais paulistas neste Brasileiro, já estão com a água pelo pescoço e uma derrota tornará ainda mais remota a luta pelo título ou mesmo para a classificação para a Copa Libertadores do ano que vem.

Time por time, o Santos terá mais maturidade em campo, enquanto o São Paulo se baseará, mais uma vez, no ímpeto e na velocidade de seus jovens. Para nós, santistas, é mais um jogo à espera do desencantamento de Elano, teoricamente o jogador mais conceituado em campo. Haverá, ainda, os experientes e vencedor Edu Dracena, Léo e Durval. Quem sabe não resolvem decidir a partida, em um chute longo, uma penetração pelo meio, ou em uma cabeçada após uma cobrança de falta ou escanteio?

Uma vitória e o Alvinegro Praiano respirará mais aliviado e terá motivação para tentar fazer um Campeonato Brasileiro menos indigente do que os últimos quatro que realizou. Uma derrota e o sinal amarelo se acenderá, pois o time ficará mais perto da zona de rebaixamento do que do G4.

Times Prováveis

São Paulo x Santos – Morumbi, 18h30, pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro (transmissão do Sportv).

São Paulo: Denis; Douglas, Paulo Miranda, Rhodolfo e Cortez; Denilson, Cícero e Jadson; Osvaldo (Maicon), Fernandinho (Maicon) e Willian José. Técnico: Emerson Leão.
Santos: Aranha; Maranhão, Éwerton Páscoa, Durval e Paulo Henrique; Gérson Magrão, Henrique, Felipe Anderson e Léo; Alan Kardec e Renteria. Técnico: Muricy Ramalho.

Retrospecto de Santos x São Paulo

Por Wesley Miranda

Santos e São Paulo já se enfrentaram 270 vezes, com 92 vitórias do Santos, 63 empates e 115 vitórias do São Paulo. O time alvinegro marcou 386 gols e sofreu 443.

Devido ao longo jejum de títulos estaduais do São Paulo (1957 a 70),que por isso jamais participou da Taça Brasil, o primeiro encontro em Brasileiros aconteceu só em 1967 no Torneio Roberto Gomes Pedrosa, o Robertão, que não dependia de critérios de classificação. Em Brasileiros foram 53 jogos, com 19 vitórias do Santos, 12 empates e 22 vitórias do São Paulo. O Peixe marcou 66 gols e sofreu 71.

Confrontos por competições

Total: V, E, D (do Santos)
Campeonatos Brasileiros (1959-2011): 19, 12, 22
Robertão (1967-1970): 1, 3, 0
Nacional (1971-2011): 18, 9, 22
Paulista: 48,41,69
Rio-SP: 8, 3, 9
Sulamericana: 1,1,0
Amistosos e outros Torneios: 16, 6, 15

Pelé, o soberano
Com 31 gols no confronto, o rei do futebol é o artilheiro soberano do duelo. Mas o número até poderia ser maior, pois em 1957 o combinado Santos/Vasco jogou contra o São Paulo e empatou em 1 a 1 com gol de Pelé. Apesar do confronto ter acontecido com a base e o uniforme santista, o jogo não é dado como oficial.
Excluindo esse jogo, Pelé jogou contra o São Paulo 45 vezes. O Rei marcou quatro gols na vitória de 6 a 3 em 03/09/1961, pelo Paulista (uma das maiores exibições de Pelé contra o rival) e marcou outros três na vitória de 6 a 2 em 07/03/1962 pelo Torneio Rio-São Paulo. Ao todo, Pelé teve 18 vitórias contra 10 derrotas e 17 empates nos jogos contra o São Paulo.
Na vice artilharia, empate entre outras duas lendas: Pepe e Coutinho! O “Bomba” tem uma história particular do confronto contada logo abaixo.
O gênio Coutinho marcou três gols na vitória de 4 a 1 em 16/12/1961. O jogo foi válido pela última rodada do Paulista. O Santos já entrou como campeão e recebeu as faixas dos jogadores são-paulinos! Reparem na foto do Rei na lista dos artilheiros, recebendo a faixa.

Curiosidades
Ao marcar 3 gols no último clássico, Neymar empatou com Juary nos números de gols na tábua de artilheiro geral do Santos FC com 101 gols. Mas com o gol de número 102, ele igualou o eterno ídolo em gols contra o São Paulo FC, 8 gols!

Na lista de maiores artilheiros do Santos vemos alguns jogadores que brilharam em ambos os lados casos como:
Com 10 gols temos Toninho Guerreiro que colaborou muito para a quebra do jejum do São Paulo em 1970 e conquistou o Bi. Com 6 gol vemos Serginho Chulapa maior artilheiro da história do rival com 282 gols foi revelado lá. Também com 6 gols Dodô, o artilheiro dos gols bonitos, que também foi revelado pelo São Paulo.
Com 5 gols, o fenomenal Pagão! Com 4 gols, Peixinho autor do primeiro gol no Morumbi e de mergulho com a cabeça…gol de Peixinho!! Peixinho era filho de Peixe, que jogou no Santos nos anos 40! Também com 4, o maestro Pita, menino da Vila que foi para lá em troca de Zé Sérgio e Humberto Suzigan.

Os primeiros encontros
O primeiro confronto entre o São Paulo FC, que foi fundado em 1935, foi no ano seguinte, em um amistoso na Vila Belmiro. O Santos, então campeão paulista, venceu por 2 a 0, com gols de Raul Cabral e Antenor. Em Campeonatos Paulistas o primeiro jogo foi em 1936, também na Vila. Nova vitória santista, essa mais dilatada, 4 a 0 com gols três gols de Zé Carlos e um do ídolo Mario Seixas! Uma curiosidade: o Santos também venceu seus primeiros jogos contra o Corinthians (6 a 3) e Palmeiras (7 a 0).
Em Brasileiros, o primeiro aconteceu no dia 01/04/1967 no estádio do Pacaembu pelo Roberto Gomes Pedrosa, o Robertão. Babá abriu o marcador aos 7′ para o São Paulo. Aos 39′ Jurandir fez pênalti em Toninho Guerreiro, mas Pelé desperdiçou (sim,até o melhor erra). Na 2ª etapa, Pelé não desperdiçou outra penalidade aos 16: 1 a 1.
Essa foi a primeira participação do São Paulo em um campeonato nacional. O time nunca disputou a Taça Brasil devido ao jejum estadual no período de disputa. O time do Morumbi ficou com um modesto 10º lugar com 15 times no campeonato, o Pentacampeão Brasileiro Santos ficou na 6ª colocação.
E são essas imagens desse primeiro confronto que separei para mostrar. Infelizmente só o 1º tempo do prélio.

Do outro lado
Na partida valida pela Taça Governador do Estado de 1976 o primeiro gol são paulino foi marcado por Muricy Ramalho e o segundo por Serginho Chulapa. Duas figuras bem conhecidas e queridas da torcida santista. O jogo terminou 3 a 3. Marcaram para o Peixe: Toinzinho, Claudio Adão e Marçal.

Os Meninos da Vila
Por máximo que pareça repetitivo falar, falamos, porque…..
Além do futebol alegre, ofensivo, envolvente e surpreendente, qual é a semelhança das três últimas gerações de Meninos da Vila? O São Paulo FC!
Nenhum time sofreu mais nas mãos das três gerações que o do Morumbi!
Entre 1978 e 79, quando aconteceu a disputa do Paulistão de 78, foram 7 jogos com 3 vitórias do Santos, 2 do São Paulo e 2 empates, com o surpreendente título da geração do técnico Formiga. Apesar de um certo equilíbrio nos números, o time de Juary, Pita, Nilton Batata, João Paulo, Clodoaldo e Ailton Lira dava show no rival!
Na surpreendente conquista do Brasileiro de 2002, o Santos do técnico Emerson Leão enfrentou o time do São Paulo três vezes, perdendo a partida na primeira fase (3 a 2), mas vencendo as outras duas, decisivas, nas quartas (3 a 1 e 2 a 1)! O oitavo colocado da primeira fase eliminou o favorito primeiro!
Na última geração, sob o comando do técnico Dorival Junior na conquista do Paulista de 2010, foram três jogos e três vitórias. A duas últimas válidas pelas semifinais (3 a 2 no Morumbi e 3 a 0 na Vila).

Vamos ver então como um time então desacreditado, que passou na bacia das almas bater o todo poderoso Real Madrid do Morumbi pelo inesquecível Brasileirão 2002!

A última decisão
O último triunfo santista em cima do rival, é tão recente, tão recente, mas que vale rever. Veio na semifinal do Paulista, pelo 3º ano seguido! Com direito a comoração ao estilo Juary!! Talvez uma grande homenagem não só ao artilheiro do time da discoteca, como seu comandante, Chico Formiga!!
http://www.youtube.com/watch?v=I0oGEeNhJ9I

Os maiores ataques em Brasileiros
Santos e São Paulo tem um duelo particular, o de maior ataque em Brasileiros desde 1959! Em 51 participações em Brasileiro, o Santos marcou 1792 gols, contra 1782 gols do São Paulo em 44 participações!
O São Paulo leva ligeira vantagem com a média de 1,53 gols por jogo contra 1,52 do Santos
Quer ver mais sobre. Da uma olhada no Blog do Léo Devezas
http://leodevezas.blogspot.com.br/search?updated-max=2012-06-07T19:57:00-03:00&max-results=3&start=6&by-date=false

E você, o que espera do Santos hoje no Morumbi?


O Santos tem mais time, o São Paulo teve mais garra

Nos últimos 15 minutos da partida o São Paulo mal tocou na bola. Mesmo jogando em seu estádio, com 90% das 32 mil pessoas presentes no Morumbi torcendo por ele, o tricolor, com um a menos, se encolhia à espera do final do jogo ou de algum contra-ataque esporádico dos pés de Lucas.

O Santos tocava de pé em pé e o grito da minoria santista dominava o estádio. Parecia até constrangedor para os são-paulinos, mudos em sua própria casa. Para os que não conhecem bem o Santos, não havia chance de perder o jogo. Mas, para mim, que já vi várias derrotas assim, era preciso ter cuidado. Leão já tinha substituido mal, tirado o artilheiro Luís Fabiano, mas o São Paulo ainda tinha Lucas.

E não é que a defesa do Santos deixou Lucas livre?! O único jogador que poderia mudar a sorte do jogo ficou livre e iniciou a jogada que ele mesmo concluiu, em impedimento, dando a vitória ao seu time.

Além do terceiro gol, irregular, o São Paulo contou com a equivocada interpretação do árbitro Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza no seu segundo gol. Há árbitro que não só não marcaria a penalidade, como daria cartão amarelo a Luís Fabiano, pois ele não foi tocado e saltou sobre o goleiro Rafael. O ex-árbitro Oscar Roberto Godoy, comentarista da Rádio Transamérica, não marcaria o pênalti.

Prejuízos da arbitragem à parte, a verdade é que o São Paulo encarou o jogo como uma final de Copa do Mundo, enquanto o Santos, que tem a Copa Libertadores como prioridade, parecia mais preocupado em não ter nenhum titular machucado. A impressão que eu tive é que se o Santos se empenhasse no jogo com a mesma intensidade, sairia do Morumbi com uma boa vitória, pois tem mais time do que o adversário.

Repito: quando o jogo estava 2 a 2, no Morumbi ecoava apenas a torcida do Santos e o time girava a bola à espera da chance de fazer o gol da vitória, Neymar começava a desequilibrar e só mesmo uma grande falha da defesa santista poderia impedir a arrancada de Lucas – e ela aconteceu!

Sofrer um gol de um time que está com um jogador a menos, pode acontecer. Mas permitir que esse adversário desempate duas vezes em uma situação de inferioridade numérica já é um pouco demais. E o que irrita mais o torcedor santista é que o time sempre passa por situações assim, de perder jogos quando tem mais jogadores em campo. Mudam os técnicos e o fenômeno volta a se repetir…

Jogo em dois tempos

Na primeira etapa, sem muita vontade, o Santos só deu um chute a gol, por meio de Borges. Todos as outros foram do São Paulo, que poderia ter feito mais do que o gol que marcou em chute de Casemiro.

Na segunda etapa, porém, o Santos foi melhor e teve o controle do jogo. Sofreu dois gols em contra-ataque e novamente com um jogador a mais – parece uma sina – permitiu que o adversário vencesse.

Uma pena, pois dava para sair do Morumbi com uma boa vitória. Porém, o que interessa mesmo é o confronto de quinta-feira, contra o Juan Aurich, pela importante Copa Libertadores.

E você, o que achou de São Paulo 3, Santos 2?


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