Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Lidar com Meninos exige competências que Mano Menezes não tem

Outro dia um leitor deste blog perguntou qual o segredo do Santos para revelar tantos garotos bons de bola. Expliquei que não era só questão de “investir nas categorias de base”, mas amar e compreender os Meninos. Isso exige uma atitude sincera, não pode ser imposta. O inseguro e parcial técnico Mano Menezes nunca transmitiu a confiança e o carinho que os Meninos precisam para jogar futebol. Este tem sido o maior problema da Seleção Brasileira.

Inseguro porque nunca repete uma escalação. Parcial porque dois dos intocáveis do seu time – os medíocres Lucas Leiva e André Santos – são empresariados por Lucas Leite, o mesmo empresário de Mano Menezes, o que, além de tudo, é extremamente anti-ético.

Neymar, considerado o melhor jogador da Libertadores; o genial Paulo Henrique Ganso, o craque Robinho e o artilheiro Pato foram várias vezes substituídos, mas Lucas Leiva e André Santos, nunca. Dá para confiar em um técnico que usa o cargo para defender interesses de parceiros comerciais?

Parece que muitos já se esqueceram de que Mano Menezes foi colocado neste cargo, após as desistências de Muricy Ramalho e Luiz Felipe Scolari, com o objetivo de promover a renovação da Seleção Brasileira com vistas à Copa de 2014. No começo, ele convocou vários jovens – entre eles André, Wesley, Hernanes… –, mas, com o tempo, foi deixando o time com a sua cara. Ou seja, sem cara alguma.

É óbvio que Mano não é o técnico ideal para renovar a Seleção. O seu autoritarismo e mau humor não combinam com a nova geração, que não é mais submissa como antes, que não funciona na base do esporro. Ainda mais quando percebe que o técnico tem os seus privilegiados que, joguem bem ou mal, sempre serão titulares.

Foi uma derrota dos veteranos e de um técnico inseguro

Jornalistas mal-intencionados ou precipitados, sempre acompanhados por um séqüito de leitores igualmente maledicentes, estão fofocando que a eliminação na Copa América se deveu a “preciosismo e firulas” dos Meninos. Ora, é uma afirmação tão idiota, que só mesmo idiotas podem acreditar nela.

As piores falhas individuais da Seleção foram do tarimbado goleiro Júlio César, de 31 anos e 10 meses; do experiente zagueiro Lúcio, 33 anos, e do lateral-direito Daniel Alves, 28 anos.

Ontem, depois de dominar a partida e criar inúmeras oportunidades de gol – muitas delas salvas por defesas incríveis do goleiro paraguaio Justo Villar –, ainda havia a possibilidade de se vencer na cobrança de pênaltis. E o que vimos então?

Vimos quatro veteranos, Elano, Thiago Silva, André Santos e Fred – cuja média de idade é de 28 anos e três meses –, perder as quatro cobranças seguidamente. Não havia um só garoto entre eles. Assim como não havia mais Neymar e Ganso na maior parte dos 30 minutos da prorrogação, quando o time deixou de pressionar com inteligência e se transformou em um amontoado na busca desesperada do gol.

A pergunta não é se os Meninos servem ou não. Eles continuarão no time e jogarão a Copa de 2014. Ou querem de volta os perdedores das Copas de 2006 e 2010? A pergunta é se Mano Menezes é o técnico ideal para comandar essa renovação. Para mim, ficou evidente que não é.

Ouçamos Romário, esse manja de futebol

Pelo twitter, Romário, o último grande craque brasileiro, desabafou sua raiva pela eliminação do Brasil e pela postura oportunista de boa parte da crônica esportiva – formada, em sua maioria, por pessoas que jamais deram um chute na bola. Escreveu o Baixinho:

“Vou dar uma opinião, p mim, independente do resultado, continuo dizendo q Ganso e Neymar são os melhores atualmente do Brasil”.

“Mas nós temos que parar de comparar aqueles que estão começando com os jogadores que já fizeram sua história”.

“O problema é q esse monte de comentaristas, locutores e jornalistas não sabem p… nenhuma de futebol e falam um monte de besteira”.

“Galera, vou finalizar p não falar mais m… Jogou mal, perdeu nos pênaltis, os q esperávamos n jogaram bem e a mídia, bem babaca, começa a falar um monte de coisa nada a ver, até pq, são esses q vamos ter q contar daqui p frente”.

“Resumindo, geral puto, triste e c raiva, mas n vamos ouvir os babacas n. Vamos dar força p os moleques (Ganso e Neymar)”.

Santos vence a Copa Brasil Sub-15 com show de bola no final

Sábado, em Arapongas/PR, com um show de “preciosismo e firulas” que encantou a torcida, o Santos criou oportunidades para marcar uns dez gols, mas fez apenas três, não sofreu nenhum, e conquistou a Copa Brasil da categoria Sub-15. O coadjuvante da final foi o São Paulo.

Tudo indica que deste time sairão novos Meninos para manter a tradição do Alvinegro Praiano. O de maior destaque é o meia Gabriel, que fez o seu gol nas seis partidas em que jogou e tem sido preparado com carinho para o time profissional.

Para chegar ao título, o Santos venceu o Grêmio/RS por 2 a 0, o Flamengo por 4 a 2 e o Atlético Mineiro por 4 a 1. Já classificado, perdeu para o Coritiba por 1 a 0. Nas quartas-de-final empatou por 1 a 1 com o PSTC, de Londrina, e na semifinal empatou pelo mesmo placar com o Cruzeiro, vencendo estes dois jogos nas cobranças de pênaltis.

Sábado, passeou em campo contra o São Paulo, a quem venceu com gols do meia Gabriel, do zagueiro Marcel e do volante Fernando.

Veja o filme com os melhores momentos da final:

E você, acha que Mano Menezes é o técnico ideal para promover a renovação da Seleção Brasileira? Quem você sugere para o cargo?


Hoje, só o talento salva

Logo mais o Brasil poderá ser eliminado da Copa. Enfrentará um pequeno país de menos de 17 milhões de habitantes que desde 1974 está entre os melhores do futebol. Um time sólido na defesa e com um ataque rápido e eficiente, com ótimo jogo de conjunto, mas também com jogadores que, no mundo pouco exigente de hoje, podem ser chamados de craques.

Nesta hora, diante de um adversário formidável e um risco real de voltar pra casa mais cedo, caem as máscaras e mesmo os muitos que se diziam contra a Seleção de Dunga, torcerão para que o país siga em frente em busca do seu sexto título em Copas do Mundo.

Eu já estou de camisa amarela. Minha mulher teve a idéia de estender uma bandeira na janela do nosso 13º andar no jogo contra Portugal e ela continua lá, tremulando para testemunhar nosso apoio aos rapazes que, de uma forma ou outra, representam a pátria.

Nem precisam me lembrar de todas as negociatas da CBF ou da olímpica antipatia de seu presidente, o paraquedista Ricardo Teixeira. Não torço por eles, claro. Torço pelo torcedor brasileiro, que quer apenas viver mais um sonho, mais uma grande alegria para guardar e se lembrar dela sempre que puder. São esses momentos que, para muitos, dão sentido à vida.

De novo, a individualidade poderá nos salvar

Pelos conceitos do football association, esta Holanda é melhor do que o Brasil. Joga com harmonia e solidariedade. Passou pelas eliminatórias ao vencer todos os oito jogos, marcar 17 gols e só sofrer dois. Continua jogando com a mesma eficiência nesta Copa.

A grande qualidade da Holanda está no seu ataque, com Wesley Sneijder começando as jogadas, com Robben e Robin van Persie e mais à frente. Aliás, prevê-se grande duelo entre Lúcio e Robin. Hoje, entretanto, não creio que a Holanda tomará tanto a iniciativa do jogo. O técnico Bert van Marwijk sabe que o Brasil gosta de contra-atacar e deverá tomar cuidado.

Do nosso lado, penso, principalmente, em Robinho e Kaká, que poderão despedirem-se da Copa hoje sem terem jogado em Mundiais o que se esperava deles. Por isso, por esta motivação que deverão levar a campo, é que tenho esperanças de que o Brasil se supere mais uma vez contra os holandeses.

Os três jogos que a Seleção fez contra a Holanda em Copas do Mundo foram extremamente equilibrados, com exceção do primeiro, vencido até com alguma facilidade pelos holandeses, por 2 a 0, eles que precisavam apenas do empate para se classificarem para a final.

A Holanda era a inacreditável Laranja Mecânica, que vinha arrasando todos os adversários (Argentina e Uruguai, entre eles) e entrou naquela partida contra o Brasil como franco favorita. Em 1994, a esperteza de Romário e Bebeto e, principalmente, aquela cobrança de falta enviesada de Branco nos salvou. E em 1998 a salvação veio das mãos de Taffarel, após um empate de 1 a 1.

E, com exceção de 1974, nas outras duas oportunidades o Brasil era um time mais forte do que hoje. Portanto, se apenas a lógica servir como parâmetro para uma previsão para hoje, será impossível não admitir que os holandeses levam vantagem e poderão eliminar a Seleção Brasileira.

Entretanto, a alma, o talento e a rebeldia do jogador brasileiro – que luta como um leão contra a dor das derrotas – é que podem decidir o jogo mais uma vez. Como? Não sei. Provavelmente em uma cabeçada de Juan ou Lúcio, uma arrancada de Kaká ou Robinho, uma forçada de barra de Luís Fabiano, um chute de Daniel Alves, ou alguma coisa que nunca foi feita, mas acontecerá hoje, só porque os deuses do futebol querem.

REVEJA AS TRÊS VEZES QUE BRASIL E HOLANDA JOGARAM NA COPA

Em 1998, 1 a 1. Vitória só veio nos pênaltis. Ronaldo e Taffarel decidiram.

1994, 3 a 2, Romário, Bebeto e, principalmente, Branco, acabaram com o drama.

1974, 2 a 0 para a Laranja Mecânica. Eles tinham Cruijf, Neeskens e Van Hanegem.


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