Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Tag: Luís Fabiano (page 1 of 3)

Poderia ser melhor. Mas também pior. Clássico é assim. Segue o jogo.

No meio da semana vi o São Paulo tomar um sufoco do São Bernardo e por um momento pensei que seria impossível o Santos perder o clássico no Morumbi. Sem ataque, com uma defesa desorganizada, o tricolor é a cara rabugenta do Muricy que o santista conhece bem.

Mas o futebol traz sensações após um jogo ou outro que se desvanecem depois de uma análise mais ponderada. Só sei que neste domingo, enquanto participava de um evento de tênis da Suzana para seus velhos amigos do Payneiras do Morumbi, disse ao Germano, outro santista, que o São Paulo bem poderia ganhar com um jogo defensivo associado a uma bola parada ou um cruzamento para a área.

Sim, confesso que devido às últimas atuações pouco convincentes do Santos e o fato de jogar em sua casa pudesse fazer o São Paulo vencer por 1 a 0, resultado típico do odioso Muricybol. Repeti ao Marcelo, um corintiano fanático que torceria pelo Santos, que como torcedor eu gostaria que o Santos encaixasse alguns contra-ataques e enchesse o gol do Rogério Ceni de bola, mas como jornalista deveria admitir que o São Paulo era favorito, e o resultado mais lógico seria 1 a 0.

A situação de ser um clássico equilibra os jogos desde que Moisés desceu do Monte Sinai com a primeira bola. Lembro-me que disse exatamente isso ao amigo e sócio João Pedro Bara quando ele comemorou ao saber que a Argentina seria o adversário do Brasil nas oitavas da Copa de 1990. Realmente, eles estavam caindo pelas tabelas, tinham perdido na estreia para a Camarões, mas contra o Brasil se defenderam com unhas e dentes e na única jogada em que Maradona e Caniggia apareceram meio livres, saiu o gol que mandou o time de Lazzaroni pra casa.

Assim é o futebol. E os números comprovam. Veja, amigo leitor e amiga leitora, que nos últimos dez anos Santos e São Paulo jogaram 36 vezes e o Santos venceu 16, perdeu 12 e empatou oito. Ou seja, desde 2004 o Santos tem apenas quatro vitórias a mais, além de ter feito um saldo de 12 gols nesse confronto.

Porém, na década anterior, de 1994 a 2004, era o São Paulo quem tinha um saldo cinco vitórias (16 contra 11), mais 10 empates. Arredondando os últimos 20 anos, teremos a vantagem de uma vitória para o time da capital (28 contra 27), mas um saldo de cinco gols favoráveis ao Santos. Ou seja, equilíbrio total.

Por tudo isso, não esperava nada muito diferente do que aconteceu no Morumbi. Imaginava que Leandro Damião pudesse crescer, pois os grandes jogadores crescem justamente nos grandes jogos. Acho, realmente, que ele mostrou presença, personalidade e não fosse a grande defesa de Rogério Ceni, seria o nome mais falado dos programas de segunda-feira.

Também vi Luis Fabiano roubar bolas de Gustavo Henrique. Nunca tive ilusão de que o garoto fosse indriblável, mas ao menos a bola que está sob controle, não pode ser perdida. De qualquer forma, o menino tem crédito.

Assim como tem muito crédito o goleiraço Aranha, o volante Arouca, o guerreiro Alan Santos. Quem está perdendo o crédito, ao menos comigo, é Thiago Ribeiro. Ele já jogou bem melhor do que isso.

No mais, sei que meus colegas de blog talvez tenham notado melhor os jogadores que se destacaram e os que falharam. Confesso que não esperava muito desse jogo e até me surpreendi com a entrega dos atletas. Alguns deram, literalmente, o sangue.

É claro que não gostei do árbitro e nem do nervosismo do técnico Oswaldo Oliveira. Ele pode ter até razão em muitas reclamações, mas, se é expulso, o time perde uma referência importante fora do campo. Portanto, controle-se, professor!

No mais, achei as substituições boas. Rildo e Gabriel podem, sim, brigar por posições no time titular. Mas Gabriel tem de treinar mais o pé direito. Tivesse 20% desse pé e teria feito o gol da vitória. E isso de ele dizer que seu sonho é jogar no Barcelona, só reflete a ausência de endomarketing que existe no Santos. Às vezes dá a impressão de que esses garotos estão todos impregnados. Nenhum foi devidamente orientado para valorizar o lugar onde ganham o pão.

São Paulo 0 x 0 Santos

São Paulo: Rogério Ceni, Paulo Miranda, Rodrigo Caio, Antônio Carlos e Álvaro Pereira; Maicon, Souza, Douglas (Paulo Henrique Ganso) e Pabon; Osvaldo (Ademilson) e Luis Fabiano. Técnico: Muricy Ramalho.
Santos: Aranha, Cicinho, Gustavo Henrique, Neto e Mena; Arouca, Alan Santos (Gabriel) e Cícero; Thiago Ribeiro, Leandro Damião e Geuvânio (Rildo). Técnico: Oswaldo de Oliveira.
Público: Público: 16.337 pagantes. Renda: R$ 429.610,00.
Arbritagem: Rogério Cen…, ou melhor, Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza (SP), auxiliado por Emerson Augusto de Carvalho e Marcelo Carvalho Van Gasse (ambos de SP).
Cartões amarelos: Rodrigo Caio, Álvaro Pereira e Osvaldo (São Paulo); Geuvânio, Neto, Cicinho e Gustavo Henrique (Santos).

Melhores momentos do jogo:
http://youtu.be/yMFvpzbom9M

E pra você, o que este 0 a 0 com o São Paulo significou?


Um Sansão de muitos desafios


Marcos Assunção treinou com bola na sexta-feira e pode ser a surpresa para o clássico. Seria genial ver um duelo dele com Rogério Ceni (Foto: Ricardo Saibun/ Divulgação Santos FC).

Alguém duvida de que o clássico de hoje, na Vila Belmiro, às 17 horas, entre Santos e São Paulo, marcará o maior ibope do futebol em 2013? E será o maior porque não é um time ou outro que garante a audiência, mas a qualidade do espetáculo, e hoje ele tem tudo para ser dos melhores, principalmente porque decidirá o líder do Campeonato Paulista e depois porque marcará o primeiro duelo entre Paul McCartney e John Lennon, ou melhor, entre Neymar e Paulo Henrique Ganso.

Um dia escrevi que juntos seriam mais fortes. Mas Ganso foi embora, por dinheiro e fama, e hoje parece um peixe fora d’água. Não creio que um dia voltará a jogar como no primeiro semestre de 2010. Por outro lado, Neymar, afogado por compromissos publicitários com tantos patrocinadores, também vive um período de estafa que está freando suas arrancadas e atrapalhando seu futebol. Espero que jogue mais pelo time, hoje, que não se esqueça de que há outros bons jogadores ao seu lado, de que não é preciso resolver tudo sozinho.

Há quem aposte que o confronto mais esperado será o de Montillo x Ganso, pois o meia argentino veio para substituir o ex-maestro e nada melhor do que uma partida que põe os dois de lados opostos para se avaliar quem é o melhor, ou quem está melhor.

Na verdade, para mim, o maior duelo de hoje reunirá Cícero e Ganso, já que ambos foram, digamos, trocados entre os clubes. Tudo bem que um era reserva do Tricolor e o outro considerado um dos titulares absolutos do Santos, mas em campo a situação tem se invertido. Enquanto Cícero tem se destacado, com atuações polivalentes que incluem aplicação na defesa e versatilidade no ataque, Ganso tem se arrastado em campo. Algo me diz que esse panorama se repetirá hoje.

Outro desafio que gostaria de ver reuniria Marcos Assunção e Rogério Ceni, para mim os melhores cobradores de falta do País. Mas, em princípio, Assunção não está escalado. Talvez entre apenas no decorrer da partida.

Só espero que desta vez o técnico Muricy Ramalho se renda às expectativas e escale Miralles desde o começo. Quantos jogos mais o gringo terá de ficar no banco e entrar arrebentando para o técnico se convencer de que ele merece ser o titular do Alvinegro Praiano?

É importante que os fazedores de gols do Santos se saiam bem, pois do outro lado haverá Luis Fabiano, um artilheiro que sempre requer cuidados. Aliás, o time todo do São Paulo é bem harmônico, rápido e insinuante. O clássico de hoje reunirá as duas melhores equipes do Campeonato Paulista e por isso, repito, será acompanhado por todos que amam o futebol. Tenho certeza absoluta de que a TV Globo perceberá hoje há muita vida no futebol mesmo sem os seus dois protegidos.

Jogo difícil, disputado, mas com favoritismo do Santos

Ainda há posições em disputa no Santos. O garoto Jubal foi muito bem na última partida, mas hoje, por ser uma partida de maior responsabilidade, acho que Muricy escalará Neto, se este já estiver recuperado.

As laterais ainda são um problema para o Alvinegro Praiano, principalmente na esquerda, com Guilherme Santos. Se nenhum volante fizer a cobertura por ali, o São Paulo já começará o jogo com o mapa da mina na mão.

O São Paulo virá com uma formação mais ofensiva – três no meio-campo e três atacantes –, o que deverá pressionar a defesa santista, mas com quatro no meio (René Junior, Arouca, Cícero e Montillo), ceio que os santistas dominarão o setor.

Neymar e Miralles, ou Neymar e André, com o apoio de Montillo, creio ser um ataque tão bom ou melhor do que Jadson (ou Douglas), Osvaldo e Luís Fabiano, mas isso dependerá muito das circunstâncias do jogo. Quem marcar primeiro terá a oportunidade dos contra-ataques e isso, em um jogo parelho, pode ser decisivo.

A Vila Belmiro estará lotada e isso não deixa de ser um trunfo importante. Quanto à arbitragem, será de Flávio Rodrigues Guerra, auxiliado por
Herman Brumel Vani e Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo.

O que vejo nos meus sonhos mais inflamados é o Santos indo pra cima, marcando gols e deixando o adversário aturdido. Vejo Montillo desencantando, Cícero fazendo o seu e o centroavante – Miralles ou André – também balançado o barbante do adversário.Três gols? Sim, vejo essa quantidade. E olhe que nem pensei em Neymar, que talvez hoje perceba que se jogar mais para o time pode permitir a seus companheiros o espaço que os são-paulinos quererão lhe tomar.

Reveja o maior Sansão dos últimos 11 anos jogado na Vila:

E você, o que espera de Santos e São Paulo, neste domingo?


Santos de Muricy fez o máximo que podia: mais um 0 a 0

Mesmo jogando em casa e com um jogador a mais durante os últimos 15 minutos, creio que o Santos não perdeu dois pontos e sim ganhou um contra o São Paulo, pois deu a impressão de que poderia jogar mais um centenário inteiro e não conseguiria marcar um gol no tricolor da Vila Sônia.

Nem vou dizer que este ou aquele jogador não merecia vestir a camisa do Glorioso Alvinegro Praiano, pois a maioria parece que foi juntada às pressas para um bate-bola na praia. E mais uma vez sou obrigado a concordar com a sábia opinião do torcedor sobre muitos dos preferidos de Muricy Ramalho.

O voluntarioso Gérson Magrão até que começou bem, mas depois foi caindo, caindo… E culminou mais uma desastrosa atuação ao tentar matar uma bola no meio de campo e dar uma canelada na coitada, jogando-a dez metros adiante, nos pés de um jogador adversário.

Felipe Anderson voltou a dar uma no cravo e outra na ferradura. Ele tanto pode fazer uma ótima jogada, como entregar a bola mansamente para seu marcador, como se fosse um principiante. E continua dormindo profundamente em alguns momentos do jogo. Houve um lance em que Victor Andrade cobrou rapidamente a falta para ele, que nem percebeu quando a bola bateu no seu pé. Esperto, Victor pegou a bola e saiu jogando, enquanto Felipe ficou estático, reclamando não sei do quê.

Mas Victor Andrade não é um Neymar. Tudo bem que tem apenas 16 anos e, mesmo sem experiência, ao menos vai pra cima, coisa que Patito Rodríguez evita. É duro admitir, mas concordo com quem disse que o Santos contratou o argentino errado. Esse tal de Martínez, que foi para o alvinegro de Itaquera, é muito mais jogador que o franzino Patito, que tem um estilo que lembra aquele Defederico, lembra?

Gostei da entrada de Bernardo. É mais jogador que o nosso Felipe Anderson. Não é de tentar o drible e ir pra cima, mas segura melhor a bola e tem mais personalidade. E quanto a André?

É o melhor centroavante que o Santos tem, sem dúvida. Consegue sair da área a preparar alguma jogada, mas hoje falhou justamente quando foi preciso mais agilidade e leveza. Tivesse cinco quilos a menos de nádegas e talvez tivesse chegado na bola cruzada por Bruno Peres, que foi bem.

Hoje a defesa não comprometeu, ou falhou muito pouco. Gostei de David Braz e Ewerton Páscoa (é claro que os novos tempos me tornaram menos exigente!). E Léo não só lutou, mas soube usar a cabeça para manter a posse da bola, manha que os novatos não têm.

Quanto ao que Léo falou sobre o Ganso, também achei dispensável. Não é assunto para se discutir pela imprensa. Ele já deve ter percebido que o Santos está propenso a negociar o Ganso, mas por um valor justo. A situação é delicada. O clube não pode colocar o jogador à venda, o que o desvalorizaria, mas também não pode renovar seu contrato pagando uma fortuna, pois a bolinha que o Ganso tem jogado não merece isso. Enfim, o imbróglio continuará até que surja um clube que pague sem pechinchar.

Quanto à zona de rebaixamento, o perigo aumenta, pois Bahia e Sport venceram. Entre o Santos e os quatro que devem cair só há o Coritiba. A vitória sobre o Flamengo se tornou obrigação. Quem sabe agora os gênios do comitê gestor não bolam um jeito de lotar a Vila Belmiro. Se tiverem dificuldades para pensar em algo, é só ligar para os dirigentes do Figueirense.

E você, o que achou de mais este 0 a 0 do Santos de Muricy?


Muricy, os times do povo e o San-São

Engraçado. Nos tempos da ditadura militar é que mais ouvi falar de “times do povo”. Essa denominação era dada à escalação que o torcedor queria ver em campo, quase sempre bem diferente da preferida pelo técnico. E a pressão era tanta, que até Zagallo, treinador da Seleção Brasileira, acabou cedendo e escalou um time com cinco jogadores que nos seus clubes usavam a camisa 10: Gérson, Rivelino, Jairzinho, Tostão e, é claro, Pelé. Hoje os treineiros, mais arrogantes, acham que sabem mais do que os torcedores. Muricy é um deles. Por isso jamais escala a equipe que o santista quer, o que se poderá constatar mais uma vez nessa partida das 16 horas contra o São Paulo.

Na defesa, o torcedor colocaria Aranha no gol, pela maior experiência. Rafael tem falhado em jogos seguidos. Os dois zagueiros – David Braz e Durval – também não inspiram confiança no santista. E na lateral-esquerda Léo só está entrando porque Juan, que Muricy adora e o torcedor detesta, terá de ficar de fora, pois o São Paulo, que detém o seu passe, não o liberou para a partida.

No meio de campo entrarão Éwerthon Páscoa e Gérson Magrão. Pelo que percebo nos comentários deste blog, o santista gostaria de ver Gérson Magrão na lateral-esquerda brigando pela posição com Émerson Palmieri. Para companheiro de Felipe Anderson o torcedor preferiria o garoto Leandrinho.

No ataque, Patito Rodríguez jogará ao lado de André. Acho que é um setor que não receberá muitas críticas. Porém, se o garoto Victor Andrade é bom para tentar virar o jogo entrando nos últimos minutos, por que não é bom para começar a partida? Enfim, mistérios de uma cabeça de técnico – um profissional que hoje ganha demais e é muito valorizado para fazer bem menos e ser menos democrático do que os técnicos dos tempos em que o futebol brasileiro era o melhor do mundo e, apesar da ditadura, o povo podia escalar os times.

Times prováveis

Santos: Rafael, Bruno Peres, David Braz, Durval e Léo; Éwerthon Páscoa, Adriano, Gérson Magrão e Felipe Anderson; Patito Rodríguez e André. Técnico: Muricy Ramalho.

São Paulo: Rogério Ceni; Douglas, Rafael Toloi, Rhodolfo e Cortez; Paulo Assunção, Denilson, Cícero (Casemiro ou Ademilson) e Jadson; Osvaldo e Luis Fabiano. Técnico: Ney Franco.

A arbitragem será de Marcelo Aparecido de Souza, auxiliado por Márcio Luiz Augusto e Anderson Moraes Coelho, todos de São Paulo. Espero que não sejam todos “do” São Paulo.

Minha análise

No papel, apesar de irregular, o São Paulo é mais estruturado e tem jogadores mais decisivos, como Rogério Ceni e Luis Fabiano. Entretanto, a defesa do time da capital tem problemas e é por aí que o Santos pode conseguir a vitória, empurrado pela torcida.

Na verdade, o Alvinegro Praiano – por negligência e falta de capacidade – se deixou levar a uma posição delicada, muito próximo da zona do rebaixamento. Portanto, é dia de colocar a alma em campo e arrancar um bom resultado, ou a crise será inevitável. Quatro derrotas consecutivas colocariam o Santos como o pior time do Brasileiro nesse momento decisivo da competição.

Retrospecto Santos x São Paulo

Por Wesley Miranda

Santos e São Paulo já se enfrentaram 271 vezes, com 92 vitórias do Santos, 63 empates e 116 vitórias do São Paulo. O time alvinegro marcou 386 gols e o tricolor 444.
Em Brasileiros, com o primeiro encontro no Roberto Gomes Pedrosa de 1967, foram 53 jogos, com 19 vitórias do Santos, 12 empates e 23 vitórias do São Paulo. O Peixe marcou 66 gols e sofreu 72.

Duelo particular
Santos e São Paulo travam um duelo particular na história do campeonato Brasileiro. O time de Vila Belmiro tem 1.817 gols na história, e o time do Morumbi tem 1.816. A disputa pela liderança do ranking de gols segue intensa.

Artilheiros do Santos no confronto
Com 31 gols, o rei do futebol é o artilheiro soberano do duelo. Mas o número até poderia ser maior, pois em 1957 o combinado Santos/Vasco jogou contra o São Paulo e empatou em 1 a 1 com gol de Pelé. Apesar do confronto ter acontecido com a base e o uniforme santista, o jogo não é dado como oficial.
Excluindo esse jogo, Pelé jogou contra o São Paulo 45 vezes com 18 vitórias contra 10 derrotas e 17 empates. O Rei marcou quatro gols na vitória de 6 a 3 em 03/09/1961, pelo Paulista (uma das maiores exibições de Pelé contra o rival) e marcou outros três na vitória de 6 a 2 em 07/03/1962 pelo Torneio Rio-São Paulo.
Na vice artilharia, empate entre outras duas lendas: Pepe e Coutinho. O “Bomba” tem uma história particular do confronto contada logo abaixo.
O gênio Coutinho marcou três gols na vitória de 4 a 1 em 16/12/1961. O jogo foi válido pela última rodada do Paulista e o Santos já entrou como campeão recebendo as faixas dos jogadores são-paulinos.

Na lista de maiores artilheiros do Santos vemos alguns jogadores que brilharam em ambos os lados, casos como de Toninho Guerreiro com 10 gols que colaborou muito para a quebra do jejum do São Paulo em 1970 e conquistou o Bi. Com 6 gols, Serginho Chulapa, maior artilheiro da história do rival com 282 gols onde foi revelado. Também com 6 gols Dodô, o artilheiro dos gols bonitos, que também foi revelado pelo São Paulo. Com 5 gols, o fenomenal Pagão. Com 4 gols, Peixinho autor do primeiro gol no Morumbi e de mergulho com a cabeça…gol de Peixinho. Peixinho era filho de Peixe, que jogou no Santos nos anos 40. Também com 4, o maestro Pita, menino da Vila que foi para lá em troca de Zé Sérgio e Humberto Suzigan.

Os primeiros encontros
O primeiro confronto com o São Paulo, time sem recursos fundado em 1935, cuja maior parte da torcida era composta por funcionários públicos de baixo escalão, foi no ano seguinte, em um amistoso na Vila Belmiro em 25/04/36. O Santos, então campeão Paulista, venceu por 2 a 0, com gols de Raul Cabral e Antenor.
Em Campeonatos Paulistas, o primeiro jogo foi em 01/11/36, também na Vila. Nova vitória santista, essa mais dilatada, 4 a 0 com gols três gols de Zé Carlos e um do ídolo Mario Seixas. O Peixe do técnico Bilú formou com Cyro; Neves e Meira; Figueira, Martelette e Moacyr; Sacy, Mario Seixas, Zé Carlos, Araken e Junqueirinha.

Curiosidade
O Santos também venceu seus primeiros jogos contra o Corinthians (6 a 3) e Palmeiras (7 a 0).

Primeira decisão de título
Depois de 12 anos de jejum de títulos oficiais, o Santos voltou a conquistar um torneio e em cima do São Paulo: a Taça Cidade de São Paulo no dia 25/05/1949.
Era um torneio disputado entre os três primeiros colocados do Paulista do ano anterior: o São Paulo, campeão de 1948; o Santos vice, e o Ypiranga, disputaram a taça em um turno único. No primeiro jogo, empate entre Santos e Ypiranga por 2 a 2, em dia 15 de maio de 1949. Na decisão, o Santos venceu o São Paulo por 2 a 0, com gols do arquiteto da bola Antoninho Fernandes e de Juvenal.
O Santos do técnico Osvaldo Brandão formou com Chiquinho; Hélvio e Dinho; Nenê, Pascoal e Alfredo; Odair, Antoninho, Juvenal, Simões e Pinhegas.

O primeiro bicampeonato
O Santos venceu o Paulistão de 1956 em um jogo-extra contra o São Paulo no dia 03/01/1957. O rival abriu o marcador aos 9 minutos, mas o defensor Feijó empatou para o Santos aos 27 minutos. Porém, aos 40 minutos, o artilheiro Zezinho apareceu para colocar o tricolor na frente novamente. No segundo tempo, o técnico Lula mudou bem a postura do time para anular Dino Sani, e aos 13 minutos o ponteiro Tite empatou. Aos 24 minutos Del Vecchio virou o jogo e o mesmo Del Vecchio garantiu o título com o quarto gol.
O Bicampeão Paulista treinado por Lula formou com Manga; Wilson e Feijó; Ramiro, Formiga e Zito; Tite, Jair Rosa Pinto, Pagão, Del Vechio e Pepe

Curiosidade
Disputado desde 1936, o jogo só ganhou a alcunha de San-São em 1956. O apelido foi dado por Thomas Mazzoni do jornal a Gazeta Esportiva, depois dos grandes embates entre ambos no certame daquele ano.

Estreias do Rei
No dia 26/04/1957 Pelé enfrentou o São Paulo pela primeira vez. O Rei foi autor do último tento da vitória de 3 a 1, em partida válida pelo Torneio Rio-São Paulo. Era apenas a 18ª partida do menino Pelé, e ele não entrou como titular: substituiu Dorval na segunda etapa. Neste jogo, Del Vecchio e Pagão também marcaram para o Peixe. Dino Sani fez o gol do São Paulo. Essa também foi a primeira partida do Rei no Pacaembu, estádio onde o Santos conquistou tantas glórias. Ao longo de sua carreira, Pelé fez 119 partidas no Paulo Machado de Carvalho, anotando 115 tentos. Média semelhante de gols no Santos.

Pepe, o goleiro bomba
Se o maior goleador do confronto tem fama de ter vestido a camisa número um do Santos por quatro oportunidades, o vice-artilheiro Pepe também se aventurou no gol. E foi em um Santos e São Paulo, no dia 11/12/1960. O Peixe só precisava de um empate no Morumbi para comemorar o título antecipado. O lance inusitado aconteceu já perto do final da partida. O estreante jogador tricolor Gonçalo deu um chute no estômago de Pelé. Então Zito, e o goleiro Laércio foram para cima do ex jogador da Portuguesa Santista com socos e pontapés, revidando a agressão ao Rei. O árbitro expulsou os dois e Pepe terminou aquela partida no gol. O Santos perdeu o jogo por 2 a 1 e deixou o título ainda em aberto, sacramentando depois a conquista com uma vitória sobre o Palmeiras, na Vila Belmiro, por 2 a 1.

O primeiro Tri
O título do Paulista de 1962, e primeiro Tri Paulista do Santos, veio em 05/12 após a vitória frente ao São Paulo por 5 a 2, no Pacaembu, com gols de Dorval (2) Coutinho, Pelé e Pepe! O Santos conquistou o título com três rodadas de antecedência, e ainda terminaria com 11 pontos de vantagem para os vices São Paulo e Corinthians.
O cinquentenário santista foi o ano mais glorioso que um time de futebol possa desejar! Quádrupla coroa, com os títulos Paulista, Brasileiro, Sul-americano (Copa Libertadores) e Mundial!

O primeiro confronto em Brasileiros
Em Brasileiros, o primeiro confronto aconteceu no dia 01/04/1967 no estádio do Pacaembu pelo Roberto Gomes Pedrosa, o Robertão. Babá abriu o marcador aos 7 minutos para o São Paulo. Aos 39 minutos, Jurandir fez pênalti em Toninho Guerreiro, mas Pelé desperdiçou (sim, até o melhor erra). Na segunda etapa, Pelé não desperdiçou outra penalidade aos 16 minutos, decretando o empate em 1 a 1.
Essa foi a primeira participação do São Paulo em um campeonato nacional. O time nunca disputou a Taça Brasil devido ao jejum estadual no período de disputa. Em 1967 o time do Morumbi ficou com um modesto 10º lugar entre os 15 times no campeonato. O Pentacampeão Brasileiro Santos ficou na 6ª colocação.
O Peixe do técnico Antoninho Fernandes formou com Gilmar; Lima, Oberdan e Geraldino (Rildo); Zito e Joel Camargo; Dorval, Buglê (Clodoaldo), Toninho, Pelé e Abel (Edu).

O segundo Tri
A conquista do segundo Tri Paulista da história do Peixe começou com o certame de 1967, decidido em um jogo extra contra o São Paulo no dia 21/12/1967. O Peixe venceu por 2 a 1, com gols de Toninho Guerreiro e Edu, prolongando a fila do rival, que não era campeão até então há 10 anos.
O Santos do treinador Antoninho Fernandes formou com Claúdio; Carlos Alberto Torres, Ramos Delgado, Joel Camargo e Rildo; Clodoaldo e Buglê; Wilson, Toninho, Pelé e Edu.
E o Santos selou o Tri com a conquista do título de 1969, no empate com o time do Morumbi por 0 a 0 no dia 21/06, o último confronto do quadrangular com os quatro grandes.
O Peixe formou com Cláudio; Carlos Alberto Torres, Ramos Delgado, Djalma Dias e Rildo; Clodoaldo e Negreiros; Edu, Toninho, Pelé e Abel.

Do outro lado
Na partida valida pela Taça Governador do Estado no dia 12/02/76 o primeiro gol são-paulino foi marcado por Muricy Ramalho e Serginho Chulapa marcou os outros dois. Duas figuras bem conhecidas e com história no Santos. O jogo terminou 3 a 3. Marcaram para o Peixe: Toinzinho, Claudio Adão e Marçal.

Os Meninos da Vila
Além do futebol alegre, ofensivo, envolvente e surpreendente, qual é a semelhança das gerações de Meninos da Vila? O São Paulo FC! Nenhum time sofreu mais nas mãos das três gerações que o do Morumbi.
Entre 1978 e 79, quando aconteceu a disputa do Paulistão de 78, foram sete jogos com três vitórias do Santos, duas do São Paulo e dois empates, com o surpreendente título da geração do técnico Formiga. Apesar de um certo equilíbrio nos números, o time de Juary, Pita, Nilton Batata, João Paulo, Clodoaldo e Ailton Lira dava show no rival.

1978-1979
A coroação veio no empate em 0 a 0 na prorrogação na disputa do título Paulista de 78 no dia 28/06/79.
O Peixe do técnico Chico Formiga formou com Flávio, Nélson, Antônio Carlos, Neto (Fernando) e Gilberto; Toninho Vieira, Zé Carlos e Pita (Rubens Feijão); Batata, Juary e Claudinho.

2002
Na surpreendente conquista do Brasileiro de 2002, o Santos do técnico Emerson Leão enfrentou o time do São Paulo três vezes, perdendo a partida na primeira fase (3 a 2), mas vencendo as outras duas, decisivas, nas quartas (3 a 1 e 2 a 1).
Nas quartas de final do dia 28/11 o Peixe formou com Fábio Costa; Maurinho, André Luís, Alex e Léo; Paulo Almeida, Renato, Elano (Alexandre) e Diego; Robinho e Alberto (Marcão). Os gols da vitória santista por 2 a 1 foram de Léo e Diego.

2010
Sob o comando do técnico Dorival Junior na conquista do Paulista de 2010, foram três jogos. Na primeira fase, no dia 07/02, vitória do Peixe por 2 a 1 em Barueri com gols de Neymar e do “estreante” Robinho.
Nas semifinais, no primeiro confronto no Morumbi no dia 11/04, vitória santista por 3 a 2 com gols de André, Durval e Júnior César (contra).
Na decisiva partida, na Vila Belmiro no dia 18/04, o Santos venceu por 3 a 0 com gols de Neymar(2) e PH Ganso e se garantiu na final contra o Santo André.
O Peixe do técnico Dorival Jr formou com Felipe; Pará, Edu Dracena, Durval e Léo; Arouca, Wesley, Marquinhos (Rodrigo Mancha) e PH Ganso; Robinho (Zé Eduardo) e Neymar (Madson)

2011 – Bis
Em partida da semifinal em jogo único, no dia 30/04/2011, o Santos venceu o São Paulo por 2 a 0 no Morumbi lotado com gols de Elano e PH Ganso e se garantiu na disputa do título contra o Corinthians.
O Peixe do técnico Muricy Ramalho formou com Rafael; Jonathan, Edu Dracena, Durval, Léo(Alex Sandro); Arouca, Danilo, Elano(Adriano)e PH Ganso; Neymar e Zé Eduardo(Bruno Aguiar)

2012 – Tri-Tri
O último triunfo santista em cima do rival, veio na semifinal do Paulista de 2012, no dia 29/04. O Peixe venceu por 3 a 1 com três gols de Neymar, e com direito à comemoração ao estilo Juary. Uma grande homenagem não só ao artilheiro do time da discoteca, como seu comandante, Chico Formiga.
Neymar empatou e com o terceiro gol ultrapassou Juary na tábua de artilheiros do Santos, com 102 gols e igualou Juary em gols contra o São Paulo: oito.
O Peixe formou com Rafael (Aranha); Maranhão, Edu Dracena, Durval e Léo; Adriano, Arouca, Elano e Paulo Henrique Ganso; Neymar e Alan Kardec (Rentería).

E você, o que espera do Santos contra o São Paulo?


Um San-São Sem-Sal. Mas com muita história

Mais uma vez o Santos não terá os seus principais jogadores contra o Sao Paulo, já que Neymar jogou ontem pela Seleção Olímpica, Paulo Henrique Ganso e Arouca estão comproblemas físicos e Juan não poderá jogar por ter contrato com o São Paulo. Além deles, acabo de receber a informação do leitor Renato Bueloni, que segundo o repórter Ademir Quintino, o mais bem informado sobre o Santos, o técnico Muricy Ramalho decidiu poupar também Edu Dracena, Adriano e Elano, escalando Ewerton Páscoa, Gérson Magrão e Felipe Anderson e Gerson Magrão nos seus lugares. Isso torna o São Paulo favorito.

Mesmo com sérios desfalques, pois Lucas e Casemiro também jogaram ontem pela Seleção e Luís Fabiano está suspenso, creio que as muitas ausências do Santos darão a iniciativa do jogo ao tricolor que, atuando em casa, terá maiores oportunidades de chegar ao gol.

De qualquer forma, tudo indica que o técnico mais ousado e perspicaz ganhará a partida. De repente, porém, pode ser o mais cauteloso, que se defenda melhor e se aproveite da chamada “bola parada” para garantir os três pontos. O certo é que nenhum quererá perder, pois os dois times, como os demais paulistas neste Brasileiro, já estão com a água pelo pescoço e uma derrota tornará ainda mais remota a luta pelo título ou mesmo para a classificação para a Copa Libertadores do ano que vem.

Time por time, o Santos terá mais maturidade em campo, enquanto o São Paulo se baseará, mais uma vez, no ímpeto e na velocidade de seus jovens. Para nós, santistas, é mais um jogo à espera do desencantamento de Elano, teoricamente o jogador mais conceituado em campo. Haverá, ainda, os experientes e vencedor Edu Dracena, Léo e Durval. Quem sabe não resolvem decidir a partida, em um chute longo, uma penetração pelo meio, ou em uma cabeçada após uma cobrança de falta ou escanteio?

Uma vitória e o Alvinegro Praiano respirará mais aliviado e terá motivação para tentar fazer um Campeonato Brasileiro menos indigente do que os últimos quatro que realizou. Uma derrota e o sinal amarelo se acenderá, pois o time ficará mais perto da zona de rebaixamento do que do G4.

Times Prováveis

São Paulo x Santos – Morumbi, 18h30, pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro (transmissão do Sportv).

São Paulo: Denis; Douglas, Paulo Miranda, Rhodolfo e Cortez; Denilson, Cícero e Jadson; Osvaldo (Maicon), Fernandinho (Maicon) e Willian José. Técnico: Emerson Leão.
Santos: Aranha; Maranhão, Éwerton Páscoa, Durval e Paulo Henrique; Gérson Magrão, Henrique, Felipe Anderson e Léo; Alan Kardec e Renteria. Técnico: Muricy Ramalho.

Retrospecto de Santos x São Paulo

Por Wesley Miranda

Santos e São Paulo já se enfrentaram 270 vezes, com 92 vitórias do Santos, 63 empates e 115 vitórias do São Paulo. O time alvinegro marcou 386 gols e sofreu 443.

Devido ao longo jejum de títulos estaduais do São Paulo (1957 a 70),que por isso jamais participou da Taça Brasil, o primeiro encontro em Brasileiros aconteceu só em 1967 no Torneio Roberto Gomes Pedrosa, o Robertão, que não dependia de critérios de classificação. Em Brasileiros foram 53 jogos, com 19 vitórias do Santos, 12 empates e 22 vitórias do São Paulo. O Peixe marcou 66 gols e sofreu 71.

Confrontos por competições

Total: V, E, D (do Santos)
Campeonatos Brasileiros (1959-2011): 19, 12, 22
Robertão (1967-1970): 1, 3, 0
Nacional (1971-2011): 18, 9, 22
Paulista: 48,41,69
Rio-SP: 8, 3, 9
Sulamericana: 1,1,0
Amistosos e outros Torneios: 16, 6, 15

Pelé, o soberano
Com 31 gols no confronto, o rei do futebol é o artilheiro soberano do duelo. Mas o número até poderia ser maior, pois em 1957 o combinado Santos/Vasco jogou contra o São Paulo e empatou em 1 a 1 com gol de Pelé. Apesar do confronto ter acontecido com a base e o uniforme santista, o jogo não é dado como oficial.
Excluindo esse jogo, Pelé jogou contra o São Paulo 45 vezes. O Rei marcou quatro gols na vitória de 6 a 3 em 03/09/1961, pelo Paulista (uma das maiores exibições de Pelé contra o rival) e marcou outros três na vitória de 6 a 2 em 07/03/1962 pelo Torneio Rio-São Paulo. Ao todo, Pelé teve 18 vitórias contra 10 derrotas e 17 empates nos jogos contra o São Paulo.
Na vice artilharia, empate entre outras duas lendas: Pepe e Coutinho! O “Bomba” tem uma história particular do confronto contada logo abaixo.
O gênio Coutinho marcou três gols na vitória de 4 a 1 em 16/12/1961. O jogo foi válido pela última rodada do Paulista. O Santos já entrou como campeão e recebeu as faixas dos jogadores são-paulinos! Reparem na foto do Rei na lista dos artilheiros, recebendo a faixa.

Curiosidades
Ao marcar 3 gols no último clássico, Neymar empatou com Juary nos números de gols na tábua de artilheiro geral do Santos FC com 101 gols. Mas com o gol de número 102, ele igualou o eterno ídolo em gols contra o São Paulo FC, 8 gols!

Na lista de maiores artilheiros do Santos vemos alguns jogadores que brilharam em ambos os lados casos como:
Com 10 gols temos Toninho Guerreiro que colaborou muito para a quebra do jejum do São Paulo em 1970 e conquistou o Bi. Com 6 gol vemos Serginho Chulapa maior artilheiro da história do rival com 282 gols foi revelado lá. Também com 6 gols Dodô, o artilheiro dos gols bonitos, que também foi revelado pelo São Paulo.
Com 5 gols, o fenomenal Pagão! Com 4 gols, Peixinho autor do primeiro gol no Morumbi e de mergulho com a cabeça…gol de Peixinho!! Peixinho era filho de Peixe, que jogou no Santos nos anos 40! Também com 4, o maestro Pita, menino da Vila que foi para lá em troca de Zé Sérgio e Humberto Suzigan.

Os primeiros encontros
O primeiro confronto entre o São Paulo FC, que foi fundado em 1935, foi no ano seguinte, em um amistoso na Vila Belmiro. O Santos, então campeão paulista, venceu por 2 a 0, com gols de Raul Cabral e Antenor. Em Campeonatos Paulistas o primeiro jogo foi em 1936, também na Vila. Nova vitória santista, essa mais dilatada, 4 a 0 com gols três gols de Zé Carlos e um do ídolo Mario Seixas! Uma curiosidade: o Santos também venceu seus primeiros jogos contra o Corinthians (6 a 3) e Palmeiras (7 a 0).
Em Brasileiros, o primeiro aconteceu no dia 01/04/1967 no estádio do Pacaembu pelo Roberto Gomes Pedrosa, o Robertão. Babá abriu o marcador aos 7′ para o São Paulo. Aos 39′ Jurandir fez pênalti em Toninho Guerreiro, mas Pelé desperdiçou (sim,até o melhor erra). Na 2ª etapa, Pelé não desperdiçou outra penalidade aos 16: 1 a 1.
Essa foi a primeira participação do São Paulo em um campeonato nacional. O time nunca disputou a Taça Brasil devido ao jejum estadual no período de disputa. O time do Morumbi ficou com um modesto 10º lugar com 15 times no campeonato, o Pentacampeão Brasileiro Santos ficou na 6ª colocação.
E são essas imagens desse primeiro confronto que separei para mostrar. Infelizmente só o 1º tempo do prélio.

Do outro lado
Na partida valida pela Taça Governador do Estado de 1976 o primeiro gol são paulino foi marcado por Muricy Ramalho e o segundo por Serginho Chulapa. Duas figuras bem conhecidas e queridas da torcida santista. O jogo terminou 3 a 3. Marcaram para o Peixe: Toinzinho, Claudio Adão e Marçal.

Os Meninos da Vila
Por máximo que pareça repetitivo falar, falamos, porque…..
Além do futebol alegre, ofensivo, envolvente e surpreendente, qual é a semelhança das três últimas gerações de Meninos da Vila? O São Paulo FC!
Nenhum time sofreu mais nas mãos das três gerações que o do Morumbi!
Entre 1978 e 79, quando aconteceu a disputa do Paulistão de 78, foram 7 jogos com 3 vitórias do Santos, 2 do São Paulo e 2 empates, com o surpreendente título da geração do técnico Formiga. Apesar de um certo equilíbrio nos números, o time de Juary, Pita, Nilton Batata, João Paulo, Clodoaldo e Ailton Lira dava show no rival!
Na surpreendente conquista do Brasileiro de 2002, o Santos do técnico Emerson Leão enfrentou o time do São Paulo três vezes, perdendo a partida na primeira fase (3 a 2), mas vencendo as outras duas, decisivas, nas quartas (3 a 1 e 2 a 1)! O oitavo colocado da primeira fase eliminou o favorito primeiro!
Na última geração, sob o comando do técnico Dorival Junior na conquista do Paulista de 2010, foram três jogos e três vitórias. A duas últimas válidas pelas semifinais (3 a 2 no Morumbi e 3 a 0 na Vila).

Vamos ver então como um time então desacreditado, que passou na bacia das almas bater o todo poderoso Real Madrid do Morumbi pelo inesquecível Brasileirão 2002!

A última decisão
O último triunfo santista em cima do rival, é tão recente, tão recente, mas que vale rever. Veio na semifinal do Paulista, pelo 3º ano seguido! Com direito a comoração ao estilo Juary!! Talvez uma grande homenagem não só ao artilheiro do time da discoteca, como seu comandante, Chico Formiga!!
http://www.youtube.com/watch?v=I0oGEeNhJ9I

Os maiores ataques em Brasileiros
Santos e São Paulo tem um duelo particular, o de maior ataque em Brasileiros desde 1959! Em 51 participações em Brasileiro, o Santos marcou 1792 gols, contra 1782 gols do São Paulo em 44 participações!
O São Paulo leva ligeira vantagem com a média de 1,53 gols por jogo contra 1,52 do Santos
Quer ver mais sobre. Da uma olhada no Blog do Léo Devezas
http://leodevezas.blogspot.com.br/search?updated-max=2012-06-07T19:57:00-03:00&max-results=3&start=6&by-date=false

E você, o que espera do Santos hoje no Morumbi?


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