Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Tag: Luis Felipe Scolari

Se igualar na vontade e na atenção, Santos ganha do Palmeiras


Ganso e Adriano disputam bola no treino de ontem (Foto: Ivan Sorti/ Divulgação Santos FC)

Sem perder há cinco jogos – o que é uma novidade neste semestre –, hoje o Santos pode dar um passo importante rumo à uma vaga na Libertadores de 2013. Uma vitória sobre o Palmeiras, no Pacaembu representaria bem mais do que míseros três pontos. Renovaria a fá da equipe, que ainda terá todo o segundo turno para se recuperar das agruras do primeiro.

O Glorioso Alvinegro Praiano vem de três vitórias nos últimos quatro jogos pelo Campeonato Brasileiro (4 a 2 no Cruzeiro, 3 a 1 no Figueirense, fora de casa, e 3 a 2 no Corinthians. Nesse ínterim empatou com o Atlético Goianiense, no Pacaembu, por 2 a 2. Na última partida jogou melhor, mas empatou em 0 a 0 com a Universidade do Chile, em Santiago, pelo primeiro jogo da decisão da Recopa.

Time por time, o Santos está mais forte do que o adversário desse tradicional clássico paulista de tantas histórias (que Wesley Miranda conta pra gente neste post). Se igualar na vontade e na atenção e fizer com que o jogo seja decidido apenas na técnica, o Alvinegro Praino pode voltar pra casa feliz e esperançoso. Mas o Alviverde merece muitos cuidados.

Mesmo desfalado de quase um time inteiro, o Palmeiras tem um técnico ultracompetitivo e seus jogadores entram em cada partida como se a vida estivesse em jogo. Embalados por sua torcida, então, o time cresce e não para de correr. O Santos tem Neymar, Ganso, André; o Alviverde deverá viver das pontadas de Valdívia, Mazinho, Barcos… Prevejo uma luta renhida pela vitória. Mesmo considerando o Santos superior, não chego a dizer que é o favorito.

Sei lá porquê, mas a verdade é que o Palmeiras se agiganta contra o Alvinegro Praiano. Em nove partidas contra esse adversário, Neymar ganhou apenas duas – as primerias que fez – e perdeu cinco. Está certo que nos últimos confrontos o Santos entrou com o pé mole, como se o jogo não fosse tão importante. Hoje ele é, pois pode manter a sequência de bons resultados, ou jogar por terra as esperanças de lutar pelo título sul-americano no ano que vem.

Times prováveis

Palmeiras: Bruno, Luiz Gustavo, Maurício Ramos, Leandro Amaro e Juninho; Henrique e Correa; João Vítor, Valdivia e Mazinho; Barcos. Técnico: Luiz Felipe Scolari.
Santos: Rafael, Bruno Peres, Bruno Rodrigo, Durval e Juan; Adriano e Arouca; Patito Rodriguez, Ganso e Neymar; André. Técnico: Muricy Ramalho.
Arbitragem: Guilherme Cereta de Lima, auxiliado por Márcio Luiz Augusto e Danilo Ricardo Simon Manis.

Retrospecto dos confrontos entre Santos e Palmeiras

Por Wesley Miranda

Santos e Palmeiras já se enfrentaram em 298 jogos oficiais ao longo da história, com 91 vitórias santistas, contra 129 vitórias alviverdes e 78 empates. O Peixe marcou 435 gols e o Palestra 528.
Em campeonatos Brasileiros desde o primeiro confronto, em 1964, na semifinal da Taça Brasil, foram 59 jogos, com 19 vitórias do Santos, 17 do Palmeiras e 23 empates. O alvinegro marcou 79 gols e o alviverde 76.
De Pelé e Cia a época Parmalat, o confronto entre Santos e Palmeiras não guarda favoritismo. Quem não se lembra do modesto Santos de Guga e Almir que aplicou as duas derrotas que impediram o Palmeiras de conquistar o Brasileiro de 93 de forma invicta? Ou a Academia de Ademir da Guia, capaz de rivalizar em alguns jogos com o grande Santos de Pelé? Até mortes coletivas por ataque cardíaco como no lendário 7 a 6 do Torneio Rio-São Paulo de 1958? O clássico da saudade promete sempre grandes surpresas, emoções e muitos gols!

Os artilheiros
O artilheiro do confronto é Pelé com 33 gols! O primeiro gol do Rei aconteceu já no seu 24º jogo como profissional, e foram dois na vitória de 3 a 0 pelo Rio-SP em 15/05/57. O último gol saiu na vitória de 4 a 0 válida pelo Brasileiro no dia 20/04/74. Essa foi a 30ª vitória de Pelé contra o time palestrino, contra 15 derrotas e 8 empates.
Em seguida vem o lendário ponta Pepe com 15 gols, seguido do gênio Coutinho com 13 gols. 13 gols é a quantidade do maior artilheiro do Palmeiras no confronto, Heitor que jogou no Palmeiras de 1916 a 1931.
Jonas Eduardo Américo, o Edu com 11, o goleador Toninho Guerreiro com 10, Serginho Chulapa com 9, a lenda Araken Patusca, o primeiro “coringa” da história do Santos, Gradim*, Emanulle Del Vecchio, o pé de valsa Dorval, o fenomenal Pagão todos com 8 gols fecham a lista de maiores artilheiros do Santos no confronto contra o alviverde.

* O termo Curinga no futebol ganhou força com Lima no time mágico. Pouco antes do mineiro de São Sebastião do Paraíso, o jundiaiense Dalmo Gaspar jogava em todas as posições de defesa. Mas muitos anos antes (1936/1944) Adhemar de Oliveira, o Gradim, também conhecido como Amélia, atuava em todas as posições, especialmente no comando de ataque, onde marcou 97 gols em 271 jogos. Tamanha polivalência o levou para a Copa de 1938.

Finais e Decisões
Em jogos que valiam o título, o Santos levou vantagem no Paulista de 1968 ao ganhar o título em pleno Parque Antárctica. O Palmeiras conquistou em 1927, 1959 e em 1996.
Em decisões, a vantagem é santista, eliminando o rival nas semifinais da Taça Brasil de 64 e 65, no quadrangular do Robertão de 1968, no quadrangular do Paulista de 1969, nas semifinais do Rio-SP de 1997, do Paulista de 2000 e 2009.
O time alviverde eliminou o Santos na Copa do Brasil de 98 e no Paulista de 99, ambos em semifinais.

Primeiro confronto – Água salgada no vinho palestrino
O primeiro confronto aconteceu em 1915, e serviu de teste para qualificação. O Palestra Itália pediu sua filiação à APEA, mas a entidade exigiu um teste prático da qualidade do time para aceitá-lo, marcando um confronto contra o quadro santista, que já era sócio da APEA.
As equipes se enfrentaram no Velódromo de São Paulo em 03/10/1915, e o Santos ganhou por 7 a 0 com gols do exímio cabeceador Ary Patuska (3), o autor do primeiro gol do Santos em jogo treino Anacleto Ferramenta (2) e o autor do primeiro gol oficial Arnaldo Silveira, além de Aranha. Com esse resultado, o Palestra Itália teve de esperar mais um ano para estrear no Campeonato Paulista.

O jogo mais emocionante de todos os tempos
No dia 6 de março de 1958, Santos e Palmeiras fizeram no Pacaembu aquele que recebeu a alcunha de jogo mais emocionante da história. Tamanha foi essa emoção, que foram contabilizadas cinco ataques cardíacos de torcedores. A partida não foi valida pelo campeonato nacional, e sim pelo Torneio Rio-SP.
E quem abriu o marcador foi o Palmeiras com Urias aos 18 minutos. O empate santista veio através de um garoto de dezessete anos que já despontava como um craque, Pelé aos 21. Pagão fez 2 a 1 para o Santos aos 25, mas Nardo empatou para o Palmeiras no minuto seguinte. Então, o Santos abriu frente, e antes do termino da primeira etapa fez 5 a 2 com Dorval aos 32, Pepe aos 38 e Pagão aos 46 minutos.
No intervalo do prélio, o técnico do Palmeiras Osvaldo Brandão, teve que tirar o goleiro Edgar e colocar o jovem Vitor. O arqueiro que tinha sido batido por cinco vezes não queria voltar para o segundo tempo. Oswaldo também colocou o uruguaio Caraballo.
E o que era quase impossível, aconteceu, Paulinho aos 16 minutos, Mazola aos 19 e 27, Urias aos 34 viraram o jogo para o Palmeiras, 6 a 5.
Foi então que apareceu o canhão da Vila, José Macia, o eterno Pepe, que empatou de cabeça. Parecia bom, mas Pepe mesmo fez o sétimo tento e deu números finais: Santos 7 x 6 Palmeiras!
Pelé ainda era um menino prestes a estourar, mas nesse dia o Rei foi José Macia!
O Santos do técnico Lula formou com Manga; Hélvio e Dalmo; Fioti, Ramiro (Urubatão) e Zito; Dorval, Jair, Pagão (Afonsinho), Pelé e Pepe.

Primeiros duelos em Brasileiros
Santos e Palmeiras se encontraram pela primeira vez em Brasileiro pelas semifinais da Taça Brasil 1964. Então atual campeão Paulista de 1963, o Palmeiras garantiu o direito de estrear nas semifinais. O Santos, tricampeão da Taça Brasil, venceu os dois jogos das Quartas-de-finais contra o campeão mineiro de 1963, o Atlético (4×1 e 5×1).

Taça Brasil 1964 – Duelo de Titãs
Na primeira partida, no dia 04/11, no Estádio do Pacaembu, o Santos venceu por 3 a 2 com gols de Coutinho, Pepe e Pelé. Gildo e Ademir da Guia marcaram os tentos palmeirenses.
O alvinegro formou com Gilmar, Ismael, Mauro, Lima e Geraldino; Zito e Mengálvio; Toninho, Coutinho, Pelé e Pepe.
Antes da segunda partida, no dia 07/11, as equipes se enfrentaram na Vila Belmiro pelo Campeonato Paulista, e a vitória do Palmeiras por 3 a 2 fez aumentar a esperança da torcida alviverde. Coutinho marcou os dois gols do Santos na despedida do zagueiro Calvet.
Mas na segunda partida, disputada no dia 10/11, novamente no Estádio do Pacaembu, o time santista entrou com brio e goleou seu grande rival por 4 a 0 com gols de Pepe(2) Peixinho e Coutinho.
O Santos formou com Gilmar, Ismael, Mauro, Lima e Geraldino; Zito e Mengálvio; Peixinho, Coutinho, Pelé e Pepe.
O Santos terminou com o tetracampeonato Brasileiro em cima do Flamengo.

Taça Brasil 1965 – Bis
Para se encontrarem novamente na semifinal da Taça Brasil, o Palmeiras, vice campeão Paulista de 1964, teve que despachar o bom Grêmio em uma melhor de três jogos (4×1,1×5 e 2×0). O Santos detentor do título Brasileiro e Paulista, se garantiu nas semifinais.

Show de Guerreiro
No dia 03/11, no Estádio do Pacaembu, o Santos venceu a primeira partida das semifinais por 4 a 2 com 3 tentos de Toninho Guerreiro que fez uma de suas melhores exibições. O ponta esquerda Abel também deixou o seu. No lado alviverde os gols foram de Ademar Pantera e Rinaldo.
O Peixe formou com Gilmar; Carlos Alberto, Mauro Ramos, Orlando e Geraldino; Lima e Mengálvio; Dorval, Toninho, Pelé e Abel.

Com o regulamento
Só a vitória interessava ao rival alviverde no dia 10/11 no Estádio do Pacaembu. Para o Santos um simples empate lhe garantiria a classificação na disputa do Pentacampeonato. Pelé, abriu o marcador aos 6 minutos da primeira etapa. Ademar Pantera, aos 21 minutos do segundo tempo ainda conseguiu o empate. O resultado em 1 a 1 levou o Santos para final contra o Vasco da Gama.
O Peixe do técnico Lula formou com Gilmar, Carlos Alberto, Mauro, Orlando e Geraldino; Lima e Mengálvio; Dorval, Coutinho (Del Vechio), Pelé e Pepe.

Também em 1965
Acreditando em um sucesso da Academia frente ao Santos, uma firma paulistana dirigida por fanáticos palmeirenses decidiu premiar o campeão Paulista de 1965 com um belo e rico troféu, uma bola de ouro orçada em 50 milhões de Cruzeiros. Mas o Santos repetiu o sucesso de 1964, e conquistou o Bicampeonato com duas rodadas de antecedência, levando para Vila Belmiro o troféu mais valioso do futebol brasileiro.

Roberto Gomes Pedrosa 1968 – O sexto título Brasileiro
Apesar do “Robertão” de 1968 ter sido decidido em um Quadrangular com Santos, Palmeiras, Internacional e Vasco da Gama, foi mesmo em um clássico no dia 08/12, no Morumbi, que o Santos praticamente assegurou o título.
Na primeira partida do Quadrangular, o Santos venceu o Internacional no Sul por 2 a 1 com gols de Pelé e Carlos Alberto Torres de pênalti. No Morumbi, o Palmeiras venceu o Vasco da Gama por 3 a 0. Quem vencesse o clássico, dava um enorme passo para a conquista.
Apesar de todo o favoritismo dado pela imprensa, o Palmeiras não segurou o Santos que venceu por 3 a 0 com gols do ponta Abel, Edu e Toninho Guerreiro. O Santos do técnico Antoninho Fernandes formou com Cláudio; Carlos Alberto, Ramos Delgado, Marçal e Rildo; Clodoaldo e Lima; Edu, Toninho, Pelé e Abel (Manoel Maria).

Na última rodada, no dia 10/12, o desanimado Palmeiras, que tinha que vencer seu jogo e ainda torcer contra o Santos, perdeu para o Internacional no sul por 3 a 0. O Santos consolidou sua sexta conquista de Brasileiro vencendo o Vasco da Gama no Maracanã por 2 a 1 com gols de Toninho Guerreiro e Pelé.

Campeonato Brasileiro 1993 – Dentro ou fora do alçapão
Em 1993, com o forte patrocínio da Parmalat, o Palmeiras tinha o melhor time do Brasil. Sobrou na campanha do Brasileiro: em 22 jogos, venceu 16, empatou 4e perdeu apenas 2. Esses dois jogos que atravessaram nessa campanha perfeita, foi contra o Santos que evitou o título invicto do time do Parque Antártica.
A primeira vitória aconteceu no dia 26/09 valido pela 5ª rodada, no Estádio da Vila Belmiro. O Peixe venceu de virada por 3 a 1 com gols de Serginho Manoel, Ranielli e Almir. O Peixe formou com Veloso, Índio, Ricardo Rocha, Júnior e Eduardo; Gallo, Axel, Cuca e Sérgio Manoel; Almir e Guga.

A segunda vitória aconteceu no dia 11/11/1993 pela 13ª rodada, no Estádio Palestra Itália. O único tento do prélio foi do centroavante Guga. O Santos do técnico Pepe formou com Velloso; Índio, Júnior, Lula e Silva; Gallo, Axel, Darci e Sérgio Manoel; Zé Renato (Márcio Griggio) e Guga.

Campeonato Brasileiro 1995 – Giovanni dá a letra
Depois de perder para o Vitória por 4 a 0 no Barradão, a equipe comandada pelo maestro Giovanni, viu reduzidas suas chances de classificação. Somente uma arrancada perfeita evitaria a eliminação. E ela veio com seis vitórias em sete jogos.
Nessa série que tinham fortes equipes como o Flamengo fora( 3×0), Corinthians(3×0), Botafogo(3×1) o jogo mais duro aconteceu no dia 22/11, no Pacaembu, contra o então atual Bicampeão Brasileiro Palmeiras. E o Peixe venceu por 1 a 0 com gol do meia Vágner aos 33 minutos da primeira etapa depois de lindo toque de letra de Giovanni.
O Santos do técnico Cabralzinho formou com Edinho, Marcelo Silva, Narciso, Ronaldo Marconato e Marcos Adriano; Gallo, Carlinhos, Vágner (Camanducaia) e Robert (Marcelo Passos); Jamelli e Giovanni.

Paulistão 2000 – O time das viradas
Apesar de não ser uma partida valida pelo Brasileiro, a semifinal do Paulista de 2000 não sai da memória do torcedor do time das viradas. O Santos já tinha sido eliminado em 1999 pelo time alviverde quando esteve com a vaga na mão ao estar vencendo um jogo que poderia empatar. Tudo levava a crer que aconteceria de novo no Paulistão de 2000, no dia 04/06, quando jogando no Morumbi o Palmeiras vencia por 2 a 0 até os 24 minutos do segundo tempo.
As coisas começaram a mudar de figura, quando Eduardo Marques acertou um petardo para diminuir. A esperança da maior parte da torcida presente no Morumbi naquela manhã de domingo, aumentou quando o volante Anderson empatou aos 33. O empate ainda classificava o Palmeiras que tinha melhor campanha. Foi então que, aos 45 minutos, a tão sonhada classificação para uma final de Paulista depois de 16 anos aconteceu, Dodô pegou o rebote e deu números finais ao emocionante jogo; 3 a 2. Lágrimas nas arquibancadas, o torcedor santista que acreditou no impossível e não arredou pé, viu uma das maiores viradas da história.
O Santos do técnico Giba formou com Fábio Costa; Baiano (Eduardo Marques), André Luis, Claudiomiro e Rubens Cardoso; Preto, Anderson, Robert e Valdo; Valdir (Dodô) e Caio (Deivid).

Campeonato Brasileiro 2006 – Goleada na Vila
Santos e Palmeiras duelaram na Vila Belmiro, no dia 03/09. Atual campeão Paulista, o Santos lutava para encostar no líder São Paulo. O Palmeiras do técnico Tite, apesar de invicto há 11 rodadas, procurava se recuperar na tabela. O Peixe goleou impiedosamente o rival por 5 a 1 com gols do zagueiro Luiz Alberto(2)do centroavante Wellington Paulista(2) e do atacante Jonas.
O Santos comandando pelo treinador Luxemburgo formou com Fábio Costa; Denis, Luiz Alberto, Ronaldo Guiaro e Kléber; Maldonado, Cléber Santana, André Luiz (Carlinhos) e Rodrigo Tabata; Rodrigo Tiuí (Jonas) e Wellington Paulista (Renatinho).

O último encontro em Brasileiros
Na última partida em Campeonato Brasileiro, no dia 09/10/2011, o Santos venceu o Palmeiras na Vila Belmiro por 1 a 0 com gol de Borges aos 30 minutos do segundo tempo.

E pra você, o que dará no clássico Santos e Palmeiras?


Será que o Santos terá vontade de ganhar do Palmeiras?

Logo mais, às 16 horas (com transmissão da Band e da Globo), o Santos enfrentará o Palmeiras na Vila Belmiro e se o jogo fosse há algum tempo o time lutaria intensamente pela vitória. Mas hoje, não sei não. É o tipo da partida em que o empate é uma boa desculpa para os dois técnicos. E como tanto Muricy como Scolari gostam de superpovoar o meio-campo, um 0 a 0 não seria surpresa.

Já faz algum tempo que o Santos não vence o Palmeiras, mas nem isso anima o clássico. Se fosse Corinthians ou São Paulo a motivação seria maior. Coincidentemente, Santos e Palmeiras só têm se encontrado em jogos que não valem nada, em que não há um título ou uma classificação em disputa. Na última vez que valeu alguma coisa, na semifinal do Paulista de 2009, o Santos ganhou duas vezes por 2 a 1.

O santista gostaria que o time lutasse pela vitória hoje. Mas lutasse mesmo. Fizesse de conta que é um Avaí ou um América Mineiro que recebesse o Palmeiras e desse tudo pela vitória. Essa garra, essa vontade que se vê nos times menores, às vezes falta ao Santos.

Desfalques ou reforços?

O fato de Elano e Edu Dracena não jogarem hoje não preocupa a maioria dos santistas. Ao contrário. Elano anda errático e sem vontade, e Dracena não tem a mobilidade e a impulsão de um zagueiro que daqui a dois meses poderá enfrentar o ataque do Barcelona. Os torcedores estão confiantes de que seus substitutos se sairão melhor hoje…

Desfalques mesmo serão Neymar e Arouca, sem contar Paulo Henrique Ganso, que tem passado mais tempo na enfermaria do que no campo.

Ibson, queima a minha língua!

Até agora Ibson tem sido a pior contratação do Santos em 2011. É o Keirrison de 2011. Custou caro, ganha um alto salário e rende menos do que os reservas. Até agora, Ibson tem marcado e apoiado mal. No ataque não deu uma assistência nem fez gol. Hoje, porém, terá uma grande oportunidade de mostrar que joga alguma coisa.

Outro dia levantei os jogos que Ibson fez pelo Santos. Mais de 80 das vezes em que ele começa jogando, o time perde. Espero que hoje esta escrita seja quebrada. Até porque a paciência do torcedor com o ex-peladeiro carioca está chegando ao fim.

Palmeiras, como sempre, vai esperar pelos erros do Santos

Desfalcado de Kleber, Valdivia, Marcos, Luan e Cicinho, o Palmeiras, qualquer criança sabe, viverá das bolas paradas de Marcos Assunção, dos contra-ataques e dos erros na saída de bola do Santos. Essa tática, mesmo mesquinha, tem dado certo nos últimos confrontos entre os dois times.

Globo ou Band?

Sinto pelos comentários que a maioria dos santistas não tem simpatia pela TV Globo, que privilegia um alvinegro de São Paulo e um rubro-negro do Rio. Hoje haverá a opção da TV Bandeirantes. Acho que é uma boa oportunidade de se dar uma chance à Band, não acha?

Reveja o último jogo importante entre os dois, em que o Santos fez a festa no Parque Antártica e se classificou para a final do Campeonato Paulista de 2009:

E você, o que espera de Santos e Palmeiras?


© 2017 Blog do Odir Cunha

Theme by Anders NorenUp ↑