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Tag: Luiz Zveiter

Fluminense e Vasco querem virar a mesa. Mas o Brasil repudia o golpe

Torcedores da Portuguesa, engrossados por aficionados de outros clubes, fizeram manifestação, hoje, na Avenida Paulista, contra a virada de mesa prometida pelo STJD na segunda-feira. Torcedores de todo o Brasil estão insatisfeitos com os rumos que o futebol brasileiro está tomando, novamente dominado pela política e pela corrupção, como nos tempos em que era manipulado pela ditadura militar.

O jornalista formado Fábio Rocco Sormani, da Rádio Jovem Pan, escreveu claríssimo artigo sobre o caso do anunciado tapetão contra a Portuguesa. Depois de lê-lo, os juízes do STJD só cometem o odioso tapetão se não se importarem de preservar o mínimo de credibilidade que ainda existe no nosso futebol. Leia com atenção e tire suas conclusões:

Contradição de ex-presidente do STJD e artigo do CBJD são aliados da Portuguesa

Por Fábio Rocco Sormani

No Esporte em Discussão desta quarta-feira, na Rádio Jovem Pan, debati com o ex-presidente do STJD Rubens Aprobatto Machado a questão Lusa/Héverton. Disse a Aprobatto que ninguém pode ser condenado por boca, como ele garantiu que acontece no STJD.

Segundo Aprobatto, ficou acordado no órgão que o fato de um clube ser representado por seu advogado ou pelo atleta, ele já está automaticamente ciente da punição. Eu discordei; e argumentei: ser condenado por boca pode gerar confusão, pois se o juiz diz que Fulano de Tal foi suspenso por “mais” um jogo, o advogado pode entender por “apenas” um jogo. E aí, como fica?

Por isso, disse a ele: tem que ser por escrito, tem que estar no papel, mostrando a decisão tomada pelo órgão, sob pena de equívocos na interpretação do resultado.

Foi então que Aprobatto, ao discordar, caiu em profunda contradição. Disse ele: “Por que tem que estar no papel? Onde está escrito isso?”

Viram a contradição? O próprio ex-presidente do STJD admite que se não está escrito, se não está no papel, não tem validade.

Quando digo papel, entenda-se também e-mail, internet ou o raio que o parta, como disse. O que quero dizer é que tem que estar documentado. E o resultado do julgamento de Héverton só foi documentado na segunda-feira. Portanto, Héverton tinha condições de jogo no domingo diante do Grêmio. A Lusa, portanto, tem que se apegar nisso.

E para corroborar ainda mais com o que digo, o artigo 43 do CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva) em seu artigo 2º diz com todas as letras: “Considera-se prorrogado o prazo até o primeiro dia útil se o início ou vencimento cair em sábado, domingo, feriado ou em dia em que não houver expediente normal na sede do órgão judicante”.

E foi o que aconteceu: o julgamento foi na sexta-feira e o dia seguinte era um sábado. Portanto, a punição começaria na segunda-feira.

Essa também é a opinião do advogado especialista em Direito Desportivo Gustavo Lopes Pires Souza Pires. Disse ele ao site “Última Instância”: “Muitos argumentarão que todos os clubes costumam cumprir (a pena) logo no jogo seguinte e não no primeiro dia útil após a decisão. Mas isso não quer dizer que a Portuguesa errou. De acordo com o próprio código (CBJD), o jogador poderia sim estar em campo no domingo”.

Portanto, minhas senhoras e meus senhores, se não houver marmelada, ou, se você preferir, se o julgamento não for de cartas marcadas, a Lusa não perde os pontos e consequentemente, não cai. A lei está do lado dela. No papel e no entendimento de juristas e até mesmo do ex-presidente do STJD.

Agora é o Corinthians que pode cair

Artigo publicado no Radar On Line, da revista Veja

Parece inacreditável, mas o Corinthians poderá ser rebaixado para a Série B na reta final do Brasileirão-tapetão 2013.

A queda pode ocorrer se o STJD confirmar o argumento da Portuguesa de que a comunicação da decisão do julgamento do atleta Héverton só contaria a partir da segunda-feira, 9, primeiro dia útil depois do julgamento.

E como o Corinthians entra nessa história? Simples: no jogo do clube contra a Portuguesa, em 29 de setembro, Emerson Sheik foi flagrado por câmeras dando uma cotovelada em Ferdinando, da Lusa. O jogador não foi expulso – portanto não cumpriu suspensão na partida seguinte, mas acabou denunciado no STJD.

No dia 18 de outubro, uma sexta feira, Sheik foi condenado com um jogo de suspensão, e não entrou em campo no dia 19, na partida contra o Criciúma. Na rodada seguinte, contra o Santos, Sheik participou do jogo, que terminou em empate.

Ora, se a tese da Lusa vencer, o Corinthians deveria perder quatro pontos porque Sheik não poderia ter disputado a partida contra o Santos. Ou seja, não jogar contra o Criciúma não valeu em nada. Assim, com 46 pontos e menos vitórias que Fluminense e Criciúma, o Timão estaria rebaixado para a série B.

Além do caso de Emerson Sheik, a aceitação da tese defendida pela Portuguesa poderá revelar outras irregularidades e movimentar ainda mais o tapetão neste final de ano.

Coluna Radar On-Line, da Veja, por Lauro Jardim, com Gabriel Mascarenhas e Thiago Prado

Um tribunal de dois pesos e duas medidas

Em 2010 a mesma infração foi ignorada, pois tiraria o título brasileiro do Fluminense. Ouça Paulo Schmidt, procurador do STJD, dizendo que não seria “moral” tirar o título do tricolor carioca. E agora, é moral rebaixar a Portuguesa para privilegiar o Fluminense?

Hábito popularizado durante o governo militar, a bem brasileira virada de mesa estava meio esquecida, mas parece ter voltado com força nesse final de Campeonato Brasileiro, véspera de Copa do Mundo no Brasil. Desavergonhados, Fluminense e Vasco tentam no tribunal aquilo que tiveram um campeonato inteiro para fazer e não conseguiram: manter-se na Série A.

O Flu parece que conseguiu um bom motivo: a Portuguesa teria usado o jogador Heverton durante menos de 15 minutos do jogo que não valeu nada contra o Grêmio. O meia teria sido suspenso por dois jogos e não por um, como entenderam os dirigentes da Lusa.

O caso será julgado na segunda-feira, dia 16, as 17 horas, e se depender do tribunal carioquíssimo do STJD, presidido pelo garotão Flávio Zveiter, filho de Luiz Zveiter, aquele do vergonhoso Zveitão de 2005, e que tem como procurador o tal de Paulo Schmitt, o time paulista está ferrado.

É óbvio que não há a minima ética, a minima moralidade, a minima justiça por trás dessa denúncia, pois a Portuguesa já estava livre do rebaixamento quando jogou contra o Grêmio, mas o Fluminense, famoso por ter subido uma vez sem jogar a Série B, já tem know how nesse negócio de virar mesa e sabe que os homens do STJD são simpáticos a toda causa que favoreça clubes do Rio de Janeiro.

O Vasco, mais cara de pau ainda, também quer ganhar os pontos do jogo contra o Atlético Paranaense. Em campo o time tomou uma lavada de 5 a 1, mas como nas arquibanacadas os bandidos das duas torcidas se enfrentaram, a decisão vai para os artilheiros do STJD, e lá tudo pode acontecer a favor dos cariocas. Em se pensar, repito, que estamos entrando no ano de Copa do Mundo no Brasil.

Já ouvi de amigos que cancelarão o pay per view e deixarão de assistir futebol se esta virada de mesa se concretizar. Acho que muitos apaixonados por futebol realmente terão uma reação mais radical, pois um crime desses significará a volta do futebol brasileiro aos tempos da ditadura, do coronelismo, da subversão do mérito esportivo e, consequentemente, da total falta de credibilidade.

A seguir, outra bela pesquisa de José Renato Santiago sobre os times que já se beneficiaram das tradicionais viradas de mesa no pobre e podre futebol brasileiro. Um detalhe, o José Renato não inclui o tapetão de 2005, popularmente conhecido como “Zveitão”. Particularmente considero aquela a maior virada de mesa do futebol brasileiro, pois em uma só tacada virou a tabela do Campeonato Brasileiro de ponta-cabeça. Veja a matéria do José Renato:

Os times Beneficiados pelas “Viradas de Mesa”

Por José Renato Santiago

Ao longo das edições do Campeonato Brasileiro, muitas vezes o regulamento foi mudado durante a competição, quando não foi simplesmente ignorado. Segundo o levantamento que fiz, 45 equipes já foram beneficiadas, direta ou indiretamente, por estas modificações.
São as tristes e famosas “Viradas de Mesa”.

América MG
Acesso conseguido para a Primeira Divisão de 1993 graças à mudança de regulamento que aconteceu durante a Primeira Fase da Segunda Divisão de 1992. (vide texto do Grêmio)
Foi resgatado diretamente da Segunda Divisão, onde estava em 1999, para a Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro de 2000 ( a Copa João Havelange)

América RJ
Foi resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange em 2000.

América RN
Foi salvo do rebaixamento em 1999 para a Terceira Divisão e resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange em 2000.

Americano
Foi resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange em 2000.

Anapolina
Foi resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange em 2000.

Bahia
Foi resgatado diretamente da Segunda Divisão, onde estava em 1999, para a Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro de 2000 ( a Copa João Havelange)

Bandeirante DF
Foi resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange em 2000.

Bangu
Foi resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange em 2000.

Botafogo RJ
Beneficiado pela mudança de regra durante a Primeira Fase do Campeonato Brasileiro de 1986, o que resultou em sua classificação para a Segunda Fase. (mais detalhes no texto sobre o Vasco da Gama)

Botafogo SP
Foi resgatado do Módulo Amarelo, equivalente a Segunda Divisão de 2000, diretamente para a Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro de 2001.

Bragantino
Ao se classificar em último lugar, entre os 24 participantes do Campeonato Brasileiro de 1996, deveria ter sido rebaixado, no entanto, a CBF alegou a existência de problemas relacionados à arbitragem e cancelou o rebaixamento.

Brasil RS
Foi resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange em 2000.

Caxias
Foi resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange em 2000.

Ceará
Acesso conseguido para a Primeira Divisão de 1993 graças à mudança de regulamento que aconteceu durante a Primeira Fase da Segunda Divisão de 1992. (vide texto do Grêmio)

Central PE
Rebaixamento para a Terceira Divisão de 1997 foi cancelado.

Comercial MS
Beneficiado pela mudança de regra durante a Primeira Fase do Campeonato Brasileiro de 1986, o que resultou em sua classificação para a Segunda Fase. (mais detalhes no texto sobre o Vasco da Gama)

Coritiba
Acesso conseguido para a Primeira Divisão de 1993 graças à mudança de regulamento que aconteceu durante a Primeira Fase da Segunda Divisão de 1992. (vide texto do Grêmio)

Criciúma
Acesso conseguido para a Primeira Divisão de 1993 graças à mudança de regulamento que aconteceu durante a Primeira Fase da Segunda Divisão de 1992. (vide texto do Grêmio)
Foi salvo do rebaixamento em 1999 para a Terceira Divisão e resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange em 2000.

CSA
Foi resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange em 2000.

Desportiva
Acesso conseguido para a Primeira Divisão de 1993 graças à mudança de regulamento que aconteceu durante a Primeira Fase da Segunda Divisão de 1992. (vide texto do Grêmio)
Foi salvo do rebaixamento em 1999 para a Terceira Divisão e resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange em 2000.

Figueirense
Foi resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange em 2000.

Fluminense
Ao ficar em penúltimo lugar entre os 24 participantes do Campeonato Brasileiro de 1996, deveria ter sido rebaixado, no entanto, a CBF alegou a existência de problemas relacionados à arbitragem e cancelou o rebaixamento.
Foi resgatado diretamente da Segunda Divisão, onde tinha conseguido acesso ao ser campeão da Terceira Divisão em 1999, para a Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro de 2000 ( a Copa João Havelange)

Fortaleza
Acesso conseguido para a Primeira Divisão de 1993 graças à mudança de regulamento que aconteceu durante a Primeira Fase da Segunda Divisão de 1992. (vide texto do Grêmio)
Foi resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange em 2000.

Goiás
Beneficiado pela mudança de regra durante a Primeira Fase do Campeonato Brasileiro de 1986, o que resultou em sua classificação para a Segunda Fase. (mais detalhes no texto sobre o Vasco da Gama)

Goiatuba
Rebaixamento para a Terceira Divisão de 1997 foi cancelado.

Grêmio
O Regulamento do Campeonato Brasileiro da Segunda Divisão de 1992 previa o acesso de apenas duas equipes, no entanto, com uma fraca campanha durante a Primeira Fase, o Grêmio foi beneficiado pela mudança do regulamento que passou a classificar 12 equipes para a Primeira Divisão de 1993.

Joinville
Beneficiado pela mudança de regra durante a Primeira Fase do Campeonato Brasileiro de 1986, o que resultou em sua classificação para a Segunda Fase. (mais detalhes no texto sobre o Vasco da Gama)

Juventude
De acordo com o regulamento do Campeonato Brasileiro de 1999, que considerava a média de pontos, o Juventude teria sido rebaixado, no entanto, a confusão provocada pelos problemas que envolveram a falsificação de documentos do jogador Sandro Hiroshi, permitiu que seu rebaixamento fosse cancelado.

Marcílio Dias
Foi resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange em 2000.

Nacional AM
Foi resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange em 2000.

Náutico
Beneficiado pela mudança de regra durante a Primeira Fase do Campeonato Brasileiro de 1986, o que resultou em sua classificação para a Segunda Fase. (mais detalhes no texto sobre o Vasco da Gama)
Foi resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange em 2000.

Paraná
Foi resgatado do Módulo Amarelo, equivalente a Segunda Divisão de 2000, diretamente para a Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro de 2001.

Paysandu
Foi salvo do rebaixamento em 1999 para a Terceira Divisão e resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange em 2000.

Ponte Preta
Rebaixamento para a Terceira Divisão de 1996 foi cancelado.

Remo
Acesso conseguido para a Primeira Divisão de 1993 graças à mudança de regulamento que aconteceu durante a Primeira Fase da Segunda Divisão de 1992. (vide texto do Grêmio)

Ríver PI
Foi resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange em 2000.

Santa Cruz
Beneficiado pela mudança de regra durante a Primeira Fase do Campeonato Brasileiro de 1986, o que resultou em sua classificação para a Segunda Fase. (mais detalhes no texto sobre o Vasco da Gama)
Acesso conseguido para a Primeira Divisão de 1993 graças à mudança de regulamento que aconteceu durante a Primeira Fase da Segunda Divisão de 1992. (vide texto do Grêmio)

Santos
Em 1982, o Santos ficou apenas em décimo no campeonato paulista que era classificatório para o campeonato brasileiro. Deveria disputar a Taça de Prata em 1983, no entanto, o critério para definição dos participantes foi deixado de lado, e o Santos foi convidado a disputar a Taça de Ouro de 1983, quando chegou a um surpreendente vice-campeonato.

São Caetano
Foi resgatado do Módulo Amarelo, equivalente a Segunda Divisão de 2000, diretamente para a Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro de 2001.

Sergipe
Rebaixamento para a Terceira Divisão de 1997 foi cancelado.

Serra ES
Foi resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange em 2000.

Sobradinho
Beneficiado pela mudança de regra durante a Primeira Fase do Campeonato Brasileiro de 1986, o que resultou em sua classificação para a Segunda Fase. (mais detalhes no texto sobre o Vasco da Gama)

União São João
Acesso conseguido para a Primeira Divisão de 1993 graças à mudança de regulamento que aconteceu durante a Primeira Fase da Segunda Divisão de 1992. (vide texto do Grêmio)
Foi salvo do rebaixamento em 1999 para a Terceira Divisão e resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange em 2000.

Vasco da Gama
O regulamento do Campeonato Brasileiro de 1974 previa que a final do campeonato teria como mandante a equipe com melhor campanha ao longo de todo o campeonato. No caso o jogo seria no Mineirão, uma vez que o Cruzeiro tinha a melhor campanha, no entanto a equipe mineira foi punida, devido problemas ocorridos em um jogo anterior realizado no Mineirão frente o próprio Vasco da Gama. A CBD (atual CBF) não apenas tirou a partida final do Mineirão como colocou no Maracanã, isto é, o regulamento foi ignorado.
O mesmo fato ocorrido com o Santos aconteceu com o Vasco em 1983, quando ficou em nono no estadual daquele ano e foi “levado” para a Taca de Ouro de 1984, quando também conquistou o vice-campeonato.
Na Primeira Fase do Campeonato Brasileiro de 1986, o regulamento previa a classificação de 6 equipes em cada um dos grupos que contava com 11 participantes. A equipe carioca fazia má campanha e inúmeras manobras foram feitas tendo em vista punir outras equipes, com perda de pontos, entre elas o Joinville e a Portuguesa. A solução foi aumentar o número de equipes classificadas, o que significou a classificação do Vasco para a Segunda Fase.

Villa Nova MG
Foi resgatado para o Módulo Amarelo, Segunda Divisão, da Copa João Havelange em 2000.Tomara que seja apenas um equívoco.

Gol anulado do Cruzeiro na final do Campeonato Nacional de 1974. O jogo deveria ter sido no Mineirão, pois o Cruzeiro fez melhor campanha, mas sob a absurda alegação que o Mineirão não oferecia segurança, passaram o jogo para o Maracanã, onde o time mineiro foi operado pelo conhecido árbitro Armando Marques. Este gol anulado levaria o jogo, que estava no final, para a prorrogação. Veja:

A partir dos quatro minutos desta entrevista, dada a uma emissora de Minas Gerais, Nelinho declara que os jogadores do Cruzeiro já sabiam que seriam roubados no Maracanã:

E você, acha que Fluminense e Vasco vão conseguir virar a mesa de novo?


O Santos espera que a CBF não seja o seu maior adversário na Libertadores

A convocação do técnico Mano Menezes de Elano e Neymar para os amistosos que a Seleção Brasileira fará nos dias 4 e 7 de junho, e para a Copa América, que começará em 1º de julho, deixou os santistas de cabelo em pé. É que o Santos está na reta final para conseguir o seu tão sonhado terceiro título na Copa Libertadores e não pode correr nenhum risco de perder seus principais jogadores nesse momento.

É impossível avaliar a importância de mais um título da Libertadores para o Santos e para o futebol brasileiro. Por outro lado, com todo o respeito à Seleção, que valor têm os amistosos contra a Holanda, dia 4 de junho, e contra a Romênia, três dias depois, na despedida do aposentado jogador Ronaldo?

Como a CBF existe para defender os interesses do futebol brasileiro e não só agenciar jogos para a Seleção, é natural esperar-se que não prejudique o único representante do país na principal competição interclubes do continente.

Os jogos contra o Cerro Porteño, pelas semifinais da Libertadores, serão jogados nos dias 25 de maio e 1º de junho. E as finais, provavelmente, em 15 e 22 de junho. Caso chegue até a decisão, é óbvio que o Santos precisará contar com todos os seus melhores jogadores, e em forma.

O Alvinegro Praiano já terá de se dividir entre a Libertadores e o Campeonato Brasileiro. Se tiver de desintegrar-se mais ainda para ajudar a Seleção em jogos inúteis, o que restará da equipe?

Se são jogos-teste, a Seleção não precisa de Elano e Neymar nesses amistosos. O primeiro todo mundo já sabe como joga, e o Menino de Ouro da Vila Belmiro é, simplesmente, a grande sensação do futebol brasileiro no momento. Não precisam provar mais nada. Ou alguém tem dúvida de que serão titulares na Copa América?

Santista não esquece a perfídia de 2005

Nada tira da cabeça do torcedor santista que em 2005 o Santos foi prejudicado por Carlos Alberto Parreira e, por extensão, pela Confederação Brasileira de Futebol. Nem falo do Campeonato Brasileiro, um escândalo que todos conhecem. Refiro-me à forma sórdida como o Santos foi impedido de chegar à decisão da Libertadores daquele ano.

Todos se lembram de que, nas quartas da Libertadores de 2005, o Santos perdeu para o Atlético Paranaense, em Curitiba, por 3 a 2. Jogaria de volta, na Vila Belmiro, precisando apenas de uma vitória por 1 a 0 ou 2 a 1 para passar à semifinal – que seria bem menos difícil, pois o Chivas, do México, já tinha anunciado que usaria só reservas, já que estava mais concentrado em seu campeonato nacional.

Mas aí apareceu a figura sonsa de Parreira, que convocou Robinho, Ricardinho e Léo para um amistoso totalmente inútil contra a Grécia, dia 16 de junho, em Leipzig, na Alemanha. Dos santistas, só Robinho jogou. O Brasil ganhou fácil, por 3 a 0 (gols de Adriano, Robinho e Juninho Pernambucano), em um evento sem a mínima relevância para a história do futebol brasileiro. Porém, no dia anterior…

Em 15 de junho, sem seus três titulares e ainda sem Giovanni, que a Conmebol alegou não ter sido inscrito a tempo, um Santos totalmente improvisado – que chegou a ter o centroavante Douglas jogando como lateral-direito – enfrentou o Atlético Paranaense na Vila e, ainda prejudicado por uma arbitragem desastrosa de Carlos Eugênio Simon, foi derrotado por 2 a 0 e disse adeus à competição.

Nem é preciso lembrar que naquele terrivel 2005, em que o futebol brasileiro, imerso nas trevas, foi dominado pelo inquisidor José Zveiter, o Santos foi a maior vítima das falcatruas extra-campo. Caiu na Libertadores pela ação de Carlos Alberto Parreira/CBF/Conmebol/Eugênio Simon e foi arrasado no Campeonato Brasileiro, também chamado de Zveitão, pela virada de mesa promovida pelo então presidente do Supremo Tribunal de Justiça Desportiva.

Dívida de gratidão ainda não paga

A CBF e a Seleção brasileira têm, em aberto, uma dívida de gratidão com o Santos.Isso foi dito, às lágrimas, por João Havelange, durante sua visita aoCT Rei Pelé, há dois anos. “Nunca poderei pagar a ajuda desses meninos”, disse Havelange referindo-se a Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé, Pepe, Zito, Clodoaldo, Lima e outros que compareceram ao CT Rei Pelé para recepcioná-lo.

Havelange lembrou que nos períodos em que a Confederação Brasileira de Desportos era uma entidade pobre e deficitária, o Santos chegou a ceder metade de seus titulares para a Seleção Brasileira (em duas partidas, justamente contra os adversários mais poderosos da época, Alemanha e Inglaterra, oito titulares foram santistas).

É sempre bom lembrar que o Santos não participou da Copa Libertadores em 1966 e 1969 para satisfazer um desejo da CBD, que queria usar o primeiro semestre daqueles anos para preparar a Seleção Brasileira para as Copas de 1966 e 1970 (1967 foi o terceiro ano em que o Santos tinha o direito, mas não participou da Libertadores, desta vez por sua própria vontade).

É importante recordar isso, pois muitos perguntam como aquele Santos maravilhoso da década de 1960 ganhou apenas dois títulos da Libertadores. Parte da resposta está na explicação de que em três oportunidades – 1966, 67 e 69 – o Alvinegro Praiano tinha conquistado o direito de jogar a competição sul-americana, mas não o fez para atender pedidos da CBD.

Cabe um seguro para Neymar e Elano

Caso insista em utilizar os jogadores do Santos nestes amistosos sem nenhuma utilizade, seria justo que a CBF pagasse um seguro que compensasse uma psosível ausência de Elano e Neymar nas finais da Libertadores.

Quanto vale uma Libertadores para o Santos? É algo incomensurável. Afinal de contas, são 48 anos de espera e a possibilidade nunca pareceu tão próxima como agora. Por isso, acredito que uns 100 bilhões de reais devem compensar o fato de o clube perder o título por uma trágica ausência de Elano e/ou Neymar nos jogos decisivos.

Se a CBF achar que vale a pena ter todos os principais jogadores brasileiros nesses amistosos caça-níqueis, que abra seus cofres para um seguro milionário que compense o risco que os santistas correrão.

Escreva para a CBF e, com a educação de todo santista, explique por que é mais importante para o futebol brasileiro que Elano e Neymar sejam dispensados da Seleção para defender o Santos na Libertadores

E você, o que diria à CBF para ela liberar Elano e Neymar desses amistosos?


Há um esquema para ajudar o Corinthians?

Ontem, no empate com o Botafogo em 1 a 1, no Pacaembu, o Corinthians foi mais uma vez auxiliado pela arbitragem. Herrera fez um gol em posição legal, mas o lance foi invalidado sob a alegação de impedimento. O árbitro, Leandro Vuaden, é o mesmo que anulou o gol de Danilo contra o Flamengo, que daria a vitória ao Santos.

Muitos torcedores já estão chamando este brasilerio de Zveitão II, como se fosse uma repetição do que se viu em 2005, quando uma série de “coincidências”, dentro e fora do campo, fizeram do alvinegro paulistano o campeão brasileiro daquele ano.

Há no Youtube uma série de vídeos que fazem parte do “Dossiê Gambá 2010”, produzidos pela Verdazzo, de claras tendências palestrinas. O gol mal anulado de ontem está lá, assim como o impedimento de Danilo no gol que decidiu a vitória corintiana contra o Santos, na Vila Belmiro.

O dossiê da Verdazzo só leva em conta os erros de arbitragem em jogos do Corinthians. Se forem contadas as falhas que prejudicaram os demais candidatos ao título em outros jogos, a lista seria enorme, pois os tropeços de Cruzeiro, Internacional, Botafogo e Santos obviamente ajudaram o Corinthians a se manter à frente desses concorrentes.

Veja o gol de Herrera, do Botafogo, invalidado ontem

O Fluminense que se cuide, pois pelo jeito não é o escolhido pelos homens de preto. Veja o que aconteceu no confronto entre Corinthians e Fluminense, no Pacaembu, na terceira rodada do Campeonato Brasileiro

Lista de Jogos em que o Corinthians ganhou pontos graças à arbitragem (segundo www.verdazzo.com.br/dossiegamba2010

Pontos roubados até 29/09/2010: 15 pontos

26a. rodada – Corinthians 1×1 Botafogo
24a. rodada – Santos 2×3 Corinthians
17a. rodada – Corinthians 2×1 Vitória
12a. rodada – Palmeiras 1×1 Corinthians
11a. rodada – Corinthians 3×1 Guarani
5a. rodada – Corinthians 4×2 Santos
3a. rodada – Corinthians 1×0 Fluminense
1a. rodada – Corinthians 2×1 Atlético-PR

Boas (ou más?) relações

Em 2005 todos os setores do futebol operaram a favor do Corinthians no Campeonato Brasileiro. O clube era dominado pelo dinheiro do russo, exilado na Inglaterra, Boris Berezovsky, através de seu testa de ferro iraniano Kiavash “Kia” Joorabchian. Até um jeito de refazer dois jogos que o Corinthians já tinha perdido foi dado, pelo presidente do STJD, Luiz Zveiter – daí o campeonato ter ficado conhecido como Zveitão.

Agora o Corinthians vive o ano de seu Centenário e até este momento não ganhou nada. O Campeonato Brasileiro é sua última chance na temporada. Todos sabem que muitos ficariam contentes com este título, a saber: Presidente Lula, Ricardo Teixeira, Rede Globo.

Repare que as falhas da arbitragem favorecem sempre os clubes que estão alinhados com a CBF, com a política de Ricardo Teixeira. Veja que Flamengo e São Paulo, outrora equipes que se beneficiavam de erros dos árbitros, agora estão sendo prejudicados. Será que é por que ambos votaram contra Kléber Leite para a presidência do Clube dos Treze? Pense nisso.

Será que pode haver um complô para fazer do Corinthians campeão? Será que, como dizem muitos, estamos vivendo o Zveitão II? Ou os erros a favor do Corinthians são normais em uma arbitragem que, historicamente, sempre optou para, em dúvida, favorecer o time de maior poder político?


O insólito fax que fez o Santos ser perseguido por Luiz Zveiter em 2004 e 2005

Corria o ano de 2004, o Campeonato Brasileiro estava no final do primeiro turno e Ricardo Teixeira, presidente da CBF, não queria que Luiz Zveiter continuasse presidindo o Supremo Tribunal de Justiça Desportiva, o STJD. Então, Teixeira pediu aos clubes um documento contrário à permanência de Zveiter no cargo. O Santos, presidido por Marcelo Teixeira, apressou-se em fazer o documento e enviar por fax à CBF, atitude que faria o clube ser perseguido por Zveiter até o final de 2005.

Ricardo Teixeira usou o fax timbrado do Santos para passar aos outros clubes, como exemplo do texto que deveriam fazer. Assim, algo que deveria ter permanecido nos bastidores, tornou-se público e todos ficaram sabendo que o Santos era contrário à permanência de Zveiter à frente do STJD.

Vaidoso, prepotente, conhecido por privilegiar amigos e punir rancorosamente os adversários, Zveiter logo tratou de prejudicar o Santos. O primeiro sinal de que uma estranha “má sorte” acompanharia o Alvinegro até o final do campeonato foram os repetidos erros de arbitragem, que até o término da competição resultariam em nada menos do que 11 gols legítimos anulados, oito deles marcados por Deivid, que ainda hoje lamenta a falta deles no seu currículo. Essas arbitragens irritavam a torcida.

Porém, como se de uma hora para outra vivêssemos em uma sociedade perfeita, qualquer gesto de indignação dos torcedores, como jogar um copo com água ou papel higiênico no gramado, passou a ser punido com a perda do mando de campo. Bem, isso não valeu para todos os times. Como se esperava, o Santos foi o que mais sofreu com essa medida.

Dificilmente batido na Vila Belmiro, o time foi obrigado pelo STJD a mandar cinco de seus jogos em locais distantes no mínimo 150 quilômetros de seu estádio. Parecia impossível não sucumbir diante de tantas dificuldades. Ao final de mais uma partida em que o time venceu, apesar de ter um gol legal invalidado, o técnico Vanderlei Luxemburgo, conformado, desabafou a frase célebre: “Já avisei aos meus jogadores que temos de fazer dois gols para valer um”.

E assim o Santos venceu os cinco jogos em que foi obrigado a atuar longe da Vila Belmiro: 4 a 1 no Figueirense, em Mogi Mirim; 5 a 0 no Fluminense, em São José do Rio Preto; 2a 1 no Goiás, em Presidente Prudente; 5 a 1 no Grêmio, em São José do Rio Preto, e 2 a 1 no Vasco, no jogo do título, em São José do Rio Preto.

Robinho, que ficou seis jogos afastado do time, devido ao seqüestro de sua mãe, voltou ao time no jogo final, contra o Vasco, e teve mais um gol anulado erroneamente. Na decisão, muitos torcedores usavam uma camiseta com os dizeres: “Sou santista, não desisto nunca”.

Perseguição continuou em 2005

Em 2005, mesmo sem Elano, negociado com o Shakhtar Donetsk, da Ucrânia; com Robinho somente até a metade do ano, e com o técnico Luxemburgo substituído pelo novato Alexandre Gallo, o Santos poderia ter ido longe tanto na Copa Libertadores, como no Brasileiro.

Na Libertadores, precisava vencer o Atlético Paranaense no mínimo por 1 a 0 ou 2 a 1, na Vila Belmiro, para passar à semifinal contra o Chivas, do México – que já tinha anunciado que jogaria com um time reserva, pois daria prioridade ao Campeonato Mexicano. Enfim, eliminar o rival paranaense significaria ir para a final, mas Robinho, Ricardinho e Léo foram convocados pelo insensível Carlos Alberto Parreira para um amistoso da Seleção, e Giovanni teve sua inscrição na Libertadores impugnada pelo STJD.

Desfalcado e improvisado, o Santos lutou contra o Atlético Paranaense, reclamou de três pênaltis não marcados por Carlos Eugênio Simon, perdeu de 2 a 0 e foi eliminado na Libertadores. Como se esperava, o Chivas foi vencido facilmente pelo Atlético, que por sua vez não ofereceu resistência ao São Paulo, na final.

Entretanto, o Santos até que seguia bem no Campeonato Brasileiro, a ponto de chegar à iderança do campeonato no início do segundo turno, quando Zveiter, que ainda continuava à frente do STJD, teve a sua grande oportunidade de manipular o futebol brasileiro a seu bel prazer.

A chance surgiu com a denúncia de que o árbitro Edilson Pereira de Carvalho, que tinha atuado em 11 jogos do Campeonato Brasileiro, participava de um esquema de manipulação de resultados. Como Ricardo Teixeira, e a sua CBF, imediatamente tiraram o corpo fora, o caso ficou nas mãos de Zveiter, que agiu como um inquisidor, influindo em todas as instituições do futebol nacional, ditando as regras do Campeonato Brasileiro. Uma delas, flagrante, consistia em punir o Santos.

O Alvinegro, com Robinho e Giovanni formando uma dupla infernal, havia vencido o Corinthians por 4 a 2, partida arbitrada por Edílson Pereira de Carvalho, que diria depois ter recebido suborno para ajudar o Corinthians. Após o jogo o técnico corintiano Márcio Bittencourt reconheceu a superioridade santista.

Mas Zveiter, por sua conta, resolveu remarcar os 11 jogos com atuação de Edílson Pereira. Com isso, o Santos foi obrigado a jogar novamente com o Corinthians, de quem perdeu por 3 a 2, na Vila Belmiro, em uma arbitragem no mínimo polêmica, em que teve um jogador expulso e um pênalti discutível marcado nos minutos finais.

O Corinthians, por sua vez, à época controlado pela MSI, empresa internacional ligada ao crime organizado, pode refazer os dois clássicos que tinha perdido. Além de recuperar três pontos contra o Santos, ganhou mais um no empate com o São Paulo (1 a 1), de quem tinha perdido no jogo original por 3 a 2.

Apesar de dormir na liderança e acordar quatro pontos atrás do Corinthians, o Internacional seguiu firme em busca do título, até que na partida contra o Corinthians, em São Paulo, foi escandalosamente prejudicado pelo árbitro Márcio Rezende de Freitas, que garantiu o empate ao não dar um pênalti de Fábio Costa sobre Tinga e ainda expulsar o jogador do Inter por “simulação”.

Nas investigações sobre a chamada “máfia do apito” veio a suspeita de que os resultados eram manipulados pela própria cúpula da arbitragem brasileira. Em seu depoimento, Edilson Pereira de Carvalho afirmou que Armando Marques, ex-chefe da Comissão de Arbitragem da CBF, o pressionou para ajudar o Flamengo em um jogo contra o Juventude, em Caxias do Sul, pela Copa do Brasil de 2001.

Afastado do STJD, Zveiter continua aprontando

Em outubro de 2005 o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) já tinha recebido cinco reclamações solicitando o seu afastamento da presidência do STJD. A fundamentação jurídica das reclamações estava baseada na alegação de que Zveiter não poderia acumular a função de presidente do STJD com o cargo de desembargador de Justiça do Rio de Janeiro.

Os processos foram encaminhados ao ministro Antônio de Pádua Ribeiro, corregedor nacional de Justiça, e resultaram na substituição de Zveiter, que, ficou comprovado, exerceu ilegalmente o cargo no STJD, pois não poderia ter acumulado funções.

Fora do futebol, Zveiter continuou tentando burlar a ética. Atual Presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, ele está sendo investigado pelo CNJ por suspeita de ter favorecido a ex-namorada em um concurso público para tabelião, em 2008, quando era corregedor do TJ e presidiu a comissão do concurso.

Inscritos no concurso denunciaram ao CNJ que a segunda colocada, Flávia Mansur Fernandes, era namorada de Luiz Zveiter. Questionaram também a aprovação de Heloísa Estefan Prestes, amiga de Zveiter. Segundo portaria que instituiu a sindicância, Zveiter nomeou Heloísa Prestes para o 2º Ofício de Justiça de Niterói, quando deveria ter nomeado o tabelião substituto mais antigo do cartório. Depois, designou Flávia Mansur para ser tabeliã substituta no mesmo lugar.

Graças a essas irregularidades perpetradas por Luiz Zveiter, o homem que fingia querer moralizar o futebol brasileiro, o concurso público para tabelião de 2008 foi anulado pelo Conselho Nacional de Justiça.

Entendeu agora?

Há muito guardo essa história do fax que causou a ira de Zveiter, para preservar alguns envolvidos. Mas achei que já era hora de esclarecer os motivos que fizeram o Santos ser perseguido acintosamente pelo poder do futebol brasileiro em 2004 e 2005. Na verdade, o fax foi apenas a ponta do iceberg de um período negro do futebol brasileiro, marcado por corrupção, suborno, favorecimentos e a inegável ação de criminosos internacionais, hoje foragidos do país.

Para os que quiseram ou acharam mais conveniente não enxergar o que estava acontecendo, meus pêsames: foram péssimos profissionais e/ou mostraram frouxidão de caráter. Já deveriam ter aprendido que no futebol pode ocorrer o imponderável de vez em quando, mas não há tantas coincidências…

O que você tem a comentar sobre a perseguição sobre o Santos em 2004 e 2005?

Está com tempo? Veja este filme e conheça um pouco mais sobre Luiz Zveiter, o homem que quis acabar com o Santos:


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