Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Lava Jato chega ao Itaquerão


A presidente Dilma visita o estádio, ciceroneada por Andres Sanchez. Marcelo Odebrecht, de terno preto, comandava a distribuição das propinas.


Em entrevista para a revista Época, Andres Sanchez diz que a Odebrech recebereria menos do que o custo total das obras.

Como muitos já previram neste blog, ao investigar as corrupções da Odebrecht a Operação Lava Jato chegou aos estádios construídos para a Copa e, entre eles, ao Itaquerão. Muitas evidências já apontavam por irregularidades na obra, que usou dinheiro público, custou bem mais do que o orçamento original e teve participação direta da Odebrecht, do ex-presidente Lula e do dirigente esportivo Andrés Sanchez.

Como meus companheiros jornalistas não se interessaram por esta interessante matéria investigativa, agora os agentes da Polícia Federal poderão nos responder por que o Governo Brasileiro fez questão de fazer muito mais estádios do que os previstos pela Fifa, muitos deles elefantes alvíssimos; por que Andres Sanchez disse, na entrevista para a Época, que a obra ficaria bem mais cara do que o orçamento original da Odebrecht; por que o mesmo Andres disse também que se a história vazasse, isso complicaria seu compadre Lula…

Enfim, mesmo vivendo em uma democracia, algo que muitos jornalistas parecem não valorizar suficientemente, a imprensa brasileira se tornou seletiva em suas pautas, provavelmente movida por ideologias e clubismos particulares. A questão não é de quem é o estádio, mas o fato de ele ter se tornado, desde seu nascedouro, mais um monumento da corrupção no Brasil.

Garanto que estaria indignado da mesma forma se o Santos e o amor de milhões de santistas tivessem sido usados para favorecer aos poucos que se envolveram em mais essa trapaça com o dinheiro público. Sim, porque fica evidente que a Odebrech aceitou ganhar menos pelo Itaquerão porque teria uma contrapartida compensadora, muito provavelmente vinda do decantado propinoduto da Petrobras.

A corrupção, meus amigos, é indefensável, vinda de partidos da direita, da esquerda, do centro, de onde vier. A corrupção é uma mistura de desonestidade aguda e dinheirismo latente, é a prática de levar vantagem colocada acima de todos os valores morais e cívicos de um povo. Nenhum cidadão de bem deveria aprovar um governo corrupto, mesmo que o presidente fosse o seu pai.

Clique aqui para ler mais sobre a chegada da Lava Jato aos estádios da Copa.

Números absurdos da corrupção

Pesquiso e constato que um estudo realizado pelo Decomtec, o Departamento de Competitividade e Tecnologia da Fiesp, a Federação das Indústrias de São Paulo, revelou que os prejuízos econômicos e sociais causados pela corrupção no País chega a R$ 69 bilhões de reais por ano.

Para se ter uma vaga ideia do que se poderia fazer com esse dinheiro, lembro que um hospital de médio porte, com toda a tecnologia a que tem direito, com a mão de obra concursada e terceirizada, incluindo médicos, enfermeiros, anestesistas, seguranças, recepcionistas etc, com capacidade para atender 600 pacientes por dia, custa R$ 62 milhões. Ou seja, só com o que se gastou para erguer o Itaquerão seria possível construir mais de 30 hospitais. Imagine com uma verba 69 vezes maior…

Se levarmos o budget anual da corrupção para a construção de moradias, teremos mais dois milhões e 150 mil casas populares, ou seja, praticamente metade do déficit habitacional do Brasil. O mesmo resultado assombroso se dá quando calculamos o que esse dinheiro reverteria em escolas, bibliotecas, transporte, novos empregos…

Um dia perguntei a um ministro da República o que ele faria se tivesse como orçamento o total desviado pela corrupção em apenas um ano, e ele me respondeu que solucionaria não só os problemas de sua área, como a verba seria capaz de resolver boa parte das dificuldades sociais do Brasil.

Então, a corrupção precisa ser banida definitivamente da vida pública – e privada – do brasileiro. Perto dela, as preferências políticas ou futebolísticas são perfumaria, o chamado pêlo em ovo. Vigiemos contra a corrupção, não só no quintal dos outros, mas também no nosso, e o Brasil andará bem melhor em busca de seu merecido futuro.

E você, o que acha disso?


País de ladrões ministros

Dize-me com quem andas…


Isabel, a filha “empresária” do ditador de Angola.

As manifestações de sindicatos e de facções correligionárias do governo Dilma Roussef, marcadas para esta sexta-feira, estão programadas para gritar refrões em nome da democracia. Ótimo. Tudo mundo quer a democracia. Soa bem. Se clamassem pela ditadura do proletariado, que é o que realmente desejam, certamente teriam uma repulsa ainda maior da sociedade, até mesmo do proletariado, que não quer ditadura alguma.
Porém, os líderes do PT precisam tomar cuidado para tirar de seu mailing os e-mails de seus companheiros Fidel Castro e José Eduardo dos Santos. O primeiro é o mentor da mais longa ditadura da história das Américas. Já são 57 anos de espera do povo cubano por eleições diretas para presidente, que, enquanto a dinastia Castro prevalecer, jamais virão. E o segundo é o ditador de Angola, hoje considerado o país mais corrupto da África, no qual 25% do PIB é desviado anualmente, boa parte dele para aumentar a fortuna de Isabel a filha “empresária” do presidente. No poder há 37 anos, José Eduardo dos Santos também é considerado o segundo pior presidente de todo o território africano.

frase de Lula

Se tiver um tempo, assista a este filme, “A Revolução dos Bichos” (Animal Farm), baseado na obra de George Orwell, escritor inglês que a publicou em agosto de 1945, e entenderá melhor a revolução socialista promovida pelo PT no Brasil. Aconselho substituir “o homem” por “elite branca”.

A atendendo a pedidos, aqui está, logo abaixo, o filme “1984”, também baseado em obra do escritor inglês George Orwell – tudo a ver com o plano que algumas pessoas têm para o Brasil:

Peço desculpas aos que procuram este blog apenas para ler temas relacionados ao Santos e ao futebol, porém, diante da gravidade dos acontecimentos que acometem o Brasil, é preciso dar nossa contribuição para o entendimento geral da situação. Analisem, reflitam e percebam que a não se trata de uma questão partidária. Abraços.


O nosso jogo, e o jogo deles


Enquanto o povo do Pará pedia saúde e educação, a presidente Dilma Roussef sorria e defendia os “benefícios” de se gastar fortunas com os estádios da Copa.


Dilma discursa na inauguração do estádio Mané Garrincha, mas não fala do preço. Terceiro mais caro do mundo, o estádio foi construído em uma cidade que não tem futebol e já nasceu fadado a ser um elefante branco.


A presidente inaugurando a Arena Pantanal, que tem dado o maior prejuízo dentre todas construídas para a Copa. Dilma ressalta a “beleza” do estádio.

Sábado, às 19h30, serão dia e hora de ir ao Pacaembu e levar as crianças para ver o Santos contra o Água Santa. A semana que começou com uma vitória tranqüila contra o maior rival, pode terminar com uma bela exibição no maior estádio santista. Vamos lá. Esse é um jogo que depende da gente. Pena que haja outros, tramados nos gabinetes, dos quais não tivemos a mínima possibilidade de intervir.

Nesses dias o blog discutiu se deve abordar assuntos políticos, ou apenas se restringir ao nosso Santos. Bem, no dia em que a política não interferir no Santos, ou no esporte, ou no País em que vivemos, talvez possamos ser tão especialistas. Mas é impossível silenciar diante do que ocorre. Agora mesmo estamos às portas dos Jogos Olímpicos e é certeza que nos depararemos, assim como ocorreu com a Copa do Mundo, com casos de corrupção e malversação do dinheiro público.

Abaixo reproduzirei uma matéria escrita por Adriano Belisário e publicada portal Terra em 1º de julho de 2014 que já mostrava que as construtoras Odebrecht, OAS, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez, todas condenadas na operação Lava Jato, se revezavam e ainda se revezam nos contratos para as grandes obras da Copa e da Olimpíada.

Portanto, há dois anos essa relação promíscua do Governo com essas empreiteiras era tão evidente que foi exposta, em detalhes, pela matéria do Adriano Belisário. Lembro, ainda, que a própria Fifa, menos gulosa do que o Governo brasileiro, sugeriu que o País reformasse estádios apenas nas maiores capitais do futebol – São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre –, mas os articuladores da Copa no Brasil, entre eles Lula e Dilma Roussef, fizeram questão de que fossem erguidas arenas suntuosas e caríssimas em cidades com pouca tradição no futebol.

No longínquo abril de 2012, o repórter Rodrigo Durão Coelho, do UOL, já reproduzia uma análise do Instituto Dinamarquês de Estudos do Esporte pela qual quatro estádios construídos para a Copa do Mundo no Brasil, justamente aqueles não previstos pela Fifa, mas erguidos pela insistência do Governo brasileiro, se tornariam elefantes brancos. Dizia a matéria:

Todos os 12 estádios a serem usados na Copa do Mundo de 2014 devem ter, após o evento, público menor que as médias internacionais, e quatro deles estão condenados a se tornarem “elefantes brancos” – expressão popular usada para designar arenas esportivas quase sempre vazias. É o que diz levantamento feito pelo IDEE (Instituto Dinamarquês de Estudos do Esporte), que criou um índice mundial de estádios.

Os quatro estádios apontados pelo IDEE como os mais problemáticos da Copa 2014 são o Nacional, em Brasília, projetado para comportar mais de 70 mil pessoas, a Arena Amazônia, em Manaus, a Arena Pantanal, em Cuiabá, e o Estádio das Dunas, em Natal, todos com cerca de 42 mil lugares.

O IDEE afirma que a grande capacidade desses estádios contrasta com as médias de público das séries B, C e D do Campeonato Brasileiro, torneios habitualmente disputados pelos clubes que irão usar os candidatos a “elefante branco”. As divisões inferiores do Brasileirão têm médias que oscilam entre 2.100 mil a 4.500 mil torcedores.

Dois anos depois, em abril de 2014, Andre Carvalho, do site da Editora Abril, mostrava como, além de supérfluos, alguns estádios construídos para a Copa estavam entre os mais caros do mundo:

O custo total dos estádios (sete novos e cinco reformados) ficou orçado em R$ 8,005 bilhões, segundo a Matriz de Responsabilidades consolidada, divulgada pelo Ministério dos Esportes em setembro de 2013. Em 2007, uma semana antes de o Brasil ser confirmado como sede, a previsão era de que os gastos com obras em estádios fossem de R$ 2,2 bilhões. Houve, então, um aumento de 263% em seis anos!

Comparando com os gastos em estádios realizados nas Copas da Alemanha, em 2006, e da África do Sul, em 2010, o Brasil tem os assentos mais caros, na média. São R$ 8,005 bilhões investidos em 664 mil lugares, o que dá um valor de R$ 12.005 para cada cadeira instalada nas arenas. Na Alemanha o valor médio de cada assento foi de R$ 6.412 e na África do Sul, R$ 7.021.

Um pouco antes da publicação da matéria do Andre Carvalho, em março de 2014, nosso polêmico Cosme Rímoli já denunciava o enorme elefante branco que seria a arena de Manaus:

A inauguração do mais puro elefante branco da Copa no Brasil. A Arena Manaus. Estádio que custará mais de R$ 670 milhões dos cofres públicos. E que não terá a menor utilidade depois do Mundial. Triste capricho dos políticos brasileiros… O estádio custou cerca de R$ 670 milhões. Todo dinheiro público. O estado do Amazonas pagará por ele. O BNDES emprestou R$ 400 milhões com taxas abaixo do mercado.

Finalmente, em 1º de julho de 2014, no portal Terra, em matéria extensa e pormenorizada de Andre Belisário, escancara-se a relação suspeitíssima entre as construtoras chamadas quatro irmãs- Odebrecht, OAS, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez – com a construção não só dos estádios, mas das obras todas prometidas para a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016.

Com o título “Jogo para poucos: 4 construtoras se revezam em obras da Copa”, a matéria já começava alertando: Levantamento do Reportagem Pública mostra como as “quatro irmãs”, Odebrecht, OAS, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez, se revezam nos contratos para as grandes obras da Copa e Olimpíadas no Rio de Janeiro. E prosseguia:

Nas maiores intervenções urbanas no Rio de Janeiro em função da Copa e Olimpíadas mudam os objetivos das obras, os valores, os impactos e as suspeitas de ilegalidade na condução dos projetos. Só não mudam as empresas beneficiadas. Por meio de consórcios firmados entre si e com outras empresas, Odebrecht, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e OAS se revezam nos dez maiores investimentos relacionados aos Jogos.

De acordo com um levantamento feito pela reportagem, chega a quase R$ 30 bilhões o valor oficial das dez maiores obras. São elas: a Linha 4 do Metrô; a construção do Porto Maravilha; a reforma do Maracanã e entorno; os corredores expressos Transcarioca, Transolímpica e Transoeste; a Vila dos Atletas e o Parque Olímpico; o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT); e a Reabilitação Ambiental da Bacia de Jacarepaguá.

A Odebrecht é a grande campeã: está presente em oito dos dez projetos. Já a OAS e a Andrade Gutierrez dividem o segundo lugar, com participação em seis projetos cada uma. Em 7 dos 10 projetos a licitação foi ganha por consórcios com presença de duas ou mais das “quatro irmãs”, como são conhecidas. Em dois destes, a concorrência pública foi feita tendo apenas um consórcio na disputa.

Nem sempre a participação das “quatro irmãs” se dá diretamente através das construtoras. Participam também empresas controladas por elas como a CCR e a Invepar. Os acionistas da primeira são Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez, aliadas ao o Grupo Soares Penido (Serveng-Civilsan), com 17% de ações cada um. No Rio de Janeiro, a CCR detém o monopólio das travessias na Baía de Guanabara, administrando ao mesmo tempo os serviços das barcas e da Ponte Rio-Niterói. (As duas concessões responderam por quase 5% da receita operacional bruta da empresa, em 2013).

A Odebrecht, que também era sócia na CCR, vendeu sua participação para criar sua própria empresa no ramo de mobilidade urbana, a Odebrecht Transport, que hoje administra o serviço de trens na região metropolitana do Rio de Janeiro através da Supervia. Já a gestão do metrô carioca fica por conta da Invepar, cujos controladores são a OAS e os fundos de pensão da Caixa Econômica (FUNCEF), Petrobras (PETROS) e o Fundo de Investimento em Ações do Banco do Brasil.

Na história recente dessas empresas acumulam-se obras que mereceram a atenção das autoridades – dentro e fora do pacote da Copa. Executivos da Odebrecht, OAS, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez já foram investigadas pelo Ministério Público de São Paulo no chamado “cartel do metrô”, que envolveria o acerto de preços para licitações de obras, fornecimento de carros e manutenção de trens e do metrô em São Paulo. O órgão exige uma indenização aos cofres públicos de R$ 2,5 bilhões. Empresa da Camargo Corrêa, a Intercement também aparece em investigações do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) sobre cartel no setor de cimentos.

Clique aqui para ler a matéria completa sobre o monopólio das “quatro irmãs” nas obras da Copa e da Olimpíada.

O que se depreende dessas matérias? Que já se previa que esses estádios da Copa dariam um prejuízo imenso à nação, que o dinheiro estava sendo usado de forma irresponsável. Constate que o sagrado dinheirinho dos fundos de pensão da Caixa Econômica (FUNCEF), Petrobras (PETROS) e o Fundo de Investimento em Ações do Banco do Brasil entraram no rolo. Por isso hoje o Governo fala em recriar o IPMF e diminuir a pensão de milhões de aposentados. Isso é zelar, é cuidar da vida do povo brasileiro?

Tudo isso prova que além dos casos da Petrobras, que está sendo esmiuçado, e de outros, que logo estourarão, é evidente que a insistência do Governo brasileiro para fazer a Copa do Mundo e a Olimpíada em nosso País não tinha qualquer interesse no desenvolvimento do esporte nacional. Esses dois megaeventos serviram e ainda servirão para se gastar um dinheiro que os cofres do tesouro não suportam mais e para enriquecer pessoas que superfaturaram em cima das obras.

Como conseqüência, haverá menos dinheiro para saúde, educação, moradia, transporte, geração de empregos. E depois esse governo ainda se diz popular e preocupado com o trabalhador. Mentira das mentiras! Fico espantado de perceber como ainda tem gente que acredita nessa demagogia populista e criminosa.

Por isso é que o esporte, o futebol, e o nosso Santos não podem ser analisados separadamente da conjuntura política do Brasil, hoje imerso na maior onda de corrupção que já o afligiu. Corrupção que sempre existiu, concordo, que não é privilégio do PT, nem do PMDB ou do PSDB. Na verdade, é difícil citar um único partido que não esteja ligado a ela. Corrupção que muita vez nem chegou a ser investigada, mas que agora ganhou proporções gigantescas e contamina todas as áreas da vida nacional. Ou o Brasil acaba com ela, ou ela acabará com o Brasil.

Garanta o seu ingresso. E leve seu filho

Quer saber os valores e onde comprar os ingressos para o jogo de sábado, entre Santos e Água Santa, no Pacaembu? Está bem. Dessa vez está mais barato do que contra o Mogi Mirim. As arquibancadas amarela, verde e lilás (portão 21) custarão 40 reais a inteira e 20 a meia. O tobogã custará 20 reais a inteira e 10 reais a meia. Idosos com 60 anos ou mais e crianças até 12 anos não pagam. E é muito importante levar as crianças santistas nesses jogos! Há ainda a cadeira especial laranja (80 a inteira, 40 a meia), a cadeira descoberta manga (100 e 50) e a cadeira coberta azul, a mais cara (120 e 60).

Percebe-se que o Santos ouviu os reclamos da torcida e diminuiu o preço dos ingressos. Ótimo. Mas ainda não solucionou a questão dos raros postos de venda em São Paulo. São apenas três e só funcionam em dias úteis e das 11 às 17 horas: Estádio do Pacaembu: Praça Charles Miller s/n – São Paulo – Bilheteria principal (próxima do portão principal). Ginásio do Ibirapuera – Av. Manoel da Nóbrega, 1361 – Guichê 1. Sub-sede do Santos FC/SP – Av. Indianópolis, 1.772 – Planalto Paulista – São Paulo – Tel.: (13) 3257-4000 / Ramal 5000.

Para quem mora no ABCD, o posto de venda de ingressos mais próximos é o do Estádio Anacleto Campanella (São Caetano) – Av. Thomé, 64 – São Caetano do Sul. O curioso é que a maioria dos lugares de venda estão em Santos, onde até chaveiro e loja de calçados vendem as entradas para os jogos do Santos, enquanto na Capital regiões enormes, como as Zona Leste, Norte e Extremo Sul, não têm um posto sequer (já falei que se venderem ingressos na Cidade Dutra vão ter uma surpresa bem agradável. Lá tem mais santistas do que são-paulinos e palmeirenses).

Roma pedirá o adiamento de três jogos do Santos

Como o Santos tem cinco jogadores, todos titulares, convocados para as Seleções nacionais: Lucas Lima e Ricardo Oliveira para a principal, e Gabriel, Zeca e Thiago Maia para a Olímpica, o presidente Modesto Roma solicitará à presidência da Federação Paulista de Futebol que três dos jogos do time sejam adiados. Muito justo.

Time reserva uma ova
Para desmerecer a vitória santista, tem jornalista escrevendo que o alvinegro perdedor do clássico usou um time reserva na Vila Belmiro. É mentira. Nada menos do que oito jogadores atuaram contra o Santos e também contra o Santa Fé, da Colômbia, em jogo pela Copa Libertadores. Foram eles: Cássio, Fágner, Yago, Bruno Henrique, Lucca, Willians, André, Edilson (Danilo, Luciano e Romero).

E você, o que acha disso?


Veja o petardo que matou o garoto boliviano


Atingido no olho direito por um sinalizador apontado para ele pela torcida do Corinthians, morreu ontem o jovem boliviano Kevin Beltrán Espada (foto), de 14 anos, torcedor do San José, que assistia ao jogo do seu time contra o Corinthians. O homicídio gerou uma onda de protestos dos bolivianos contra os brasileiros. Os mais revoltados pedem que os quatro torcedores corintianos presos sejam condenados à morte. Até os jornalistas brasileiros tiveram de ser protegidos pela polícia. Entre as punições previstas ao Corinthians está sua expulsão da Copa Libertadores.

Veja o petardo que matou o garoto boliviano:

E pra você, o que a Justiça deve decidir neste caso?


Santos e Corinthians jamais será um jogo amistoso


Hoje é jogo para você se consagrar, garoto. Vai com fé! (Felipe Anderson no treino de ontem no CT Rei Pelé – foto de Ricardo Saibun/Divulgação Santos FC).

Li em um site que hoje Santos e Corinthians, às 19h30m, no Pacaembu, farão um jogo amistoso, já que ambos nada almejam no campeonato. Ora, quem define o quanto vale uma partida não é a fria tabela de classificação, mas a paixão dos torcedores, e garanto que para os aficionados dos dois alvinegros não há jogo amistoso quando eles se enfrentam. Ao contrário. É sempre uma batalha.

Se o técnico Tite resolveu poupar meio time, o problema é dele. Muricy Ramalho tem obrigação de convocar sua melhor equipe e gritar muito na beira do gramado para conseguir um resultado que apague um pouco a péssima campanha que o Alvinegro Praiano faz neste Brasileiro.

Dizem por aí que, “para não correr risco de lesão”, Tite não escalará Ralf, Paulinho, Fábio Santos e Martinez, envolvidos no superclássico das Américas no meio da semana. Outros desfalques serão Chicão e Douglas, suspensos.

O Santos não terá Neymar, suspenso devido a um cartão amarelo mandrake no último jogo, e também não contará com Adriano, machucado. No mais, Muricy poderá selecionar o que tem de melhor.

Para o lugar de Neymar, o técnico diz estar em dúvida entre Victor Andrade e Crystian. Então eu penso aqui comigo: será que há opção mais óbvia do que dar ao garoto Victor Andrade, que também é meia atacante, como Neymar, a oportunidade de enfrentar um adversário tradicional e revelar suas qualidades, tão valorizadas pelo contrato com o Santos? Por que pensar em escalar Crystian, um lateral?!

Bem, só espero que os dois times respeitem o torcedor e não façam um jogo de compadres, que termine com um 0 a 0 ou 1 a 1 sem criatividade e poucos sobressaltos. Já que o confronto “não vale nada”, que valha pela rivalidade e pela emoção – propriedades que são a essência do futebol.

E se não há muito mais o que almejar nesse campeonato, que os dois técnicos, famosos por adorar o estilo retrancado, liberem suas equipes e proporcionem uma partida mais aberta, com cara de futebol brasileiro nos bons tempos. Até porque ambos são cotados para assumir, em janeiro, o comando da Seleção.

Mano Menezes foi apenas o primeiro dominó a cair?

Há quem assegure que Mano Menezes será substituído por Tite, o que manteria o esquema alvinegro itaquerense, cujos pilares são o técnico da Seleção, o diretor de Seleções da CBF (Andrés Sanches), o coordenador da Copa do Mundo (Ronaldo Nazário) e o “conselheiro” sênior da CBF (ex-presidente Lula).

Mas pode ser, também, que Mano Menezes tenha sido o primeiro dominó a cair. Em seguida irá por terra Andrés Sanches, o diretor de seleções que mal fala o português, substituído por Marco Polo del Nero. Ronaldo Nazário, mais preocupado em tentar (inutilmente) perder peso para um programa de tevê, talvez continue em uma função apenas decorativa na comissão da Copa, e as opiniões de Lula, que não conseguiu evitar o julgamento do Mensalão, provavelmente serão cada vez menos ouvidas por José Maria Marin.

Escritório da Presidência da República é foco de corrupção

A propósito, o UOL destaca que ontem a Operação Porto Seguro, da Polícia Federal, prendeu seis pessoas e indiciou outras 12 ao realizar uma ação de busca e apreensão no escritório da Presidência da República em São Paulo. Entre os investigados está a chefe do gabinete, “Rosemary Novoa de Noronha, que conheceu Lula na década de 1990, quando trabalhava para o então presidente nacional do PT, José Dirceu, a quem assessorou por 12 anos. Rosemary começou no governo federal em fevereiro de 2003, como assessora especial do gabinete regional, e passou a chefe da unidade em 2005.”

“Rosemary secretariava o então presidente Lula em viagens internacionais e foi responsável pela nomeação dos diretores Paulo Vieira (Agência Nacional de Águas) e Rubens Vieira (Agência Nacional de Aviação Civil). Os dois e o empresário Marcelo Rodrigues Vieira, todos irmãos, estão entre os presos. Também foram presos temporariamente os advogados Marcos Antônio Negrão Martorelli e Lucas Henrique Batista, ambos em Santos, e Patricia Santos Maciel de Oliveira, em Brasília. Patrícia já foi posta em liberdade.”

“Para a Polícia Federal, há comprovação da participação de servidores corrompidos da ANA, Anac, Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antac), AGU, Tribunal de Contas da União (TCU) e Ministério da Educação e Cultura (MEC). A investigação começou após um servidor do TCU ter procurado a polícia para confessar que havia sido cooptado por criminosos interessados em comprar um parecer técnico. A recompensa seria o pagamento de R$ 300 mil. Ele chegou a elaborar o documento e receber a primeira parcela, de R$ 100 mil, mas se arrependeu posteriormente.”

A princípio, o fato de Rosemary ter trabalhado 12 anos para José Dirceu e estar há nove anos a serviço de Lula – o que dá 21 anos convivendo com a cúpula do Partido dos Trabalhadores – não quer dizer que o ex-presidente conheça suficientemente e nem saiba das falcatruas de sua funcionária. Muito ocupado com palestras, viagens e reuniões como conselheiro da CBF, já que também é um expert em futebol, certamente Lula não sabe, não viu e sequer percebeu as manobras de sua chefe de gabinete.

Porém Rosemary era tida como pessoa de confiança de Lula e por isso a Polícia Federal acha muitíssimo improvável que o presidente, sagaz como sempre foi, não tivesse ao menos desconfiado das atividades de sua subordinada. Bem, as investigações estão apenas começando, mas já preocupam o Planalto.

Retrospecto de Santos x Corinthians

Por Wesley Miranda

O clássico mais antigo de São Paulo completará ano que vem 100 anos, e já chegou ao confronto oficial de número 304 na história, com 97 vitórias do Santos contra 123 vitórias do Corinthians e 84 empates. O Alvinegro Praiano marcou 475 gols e o da capital 559.

Em partidas válidas pelo Campeonato Brasileiro, o Santos já enfrentou a equipe do Corinthians em 51 oportunidades tendo vencido 18 empatado 15 e perdido 18 marcando 71 e sofrido 70 gols.

Artilheiros santistas do confronto
O artilheiro do confronto é Pelé com 50 gols! O Corinthians é a maior vítima do Rei do Futebol, que disputou 48 jogos, vencendo metade deles, empatando 15 e perdendo apenas nove. Marcar 50 gols em um mesmo time é um recorde sul-americano. Pelé marcou quatro gols na mesma partida em três oportunidades: 6 a 1 em 1958, 7 a 4 em 1964 e 4 a 4 em 1965.

O vice-artilheiro do confronto é o gênio Coutinho, que nunca perdeu para o rival atuando com Pelé. Ele marcou 13 gols em 16 jogos disputados (média de 0,81 gols por jogo). Em seguida vem José Macia, o Pepe, com 12 gols em 26 jogos (média de 0,46 gols por jogo). Feitiço, Odair Titica e Válter Vasconcelos, todos com nove gols, e Camarão, Antoninho Fernandes e Guga, com oitos gols, fecham a lista de maiores artilheiros contra o Corinthians.

Veja um vídeo com o maior artilheiro desse duelo:

www.youtube.com/watch?v=qa19MEY6Fa8

O primeiro encontro
Depois da derrota na estreia em Campeonatos Paulistas frente ao Germânia por 8 a 2, o técnico e zagueiro do Santos, Urbano Caldeira, decidiu fazer algumas alterações no “team”. A grande alteração foi a substituição do goleiro francês Julien Fauvel para a entrada de Durval Damasceno. Deu certo, e, no dia 22 de Junho de 1913, o Santos venceu o Corinthians por 6 a 3 com quatro gols dos futuros selecionáveis (a seleção brasileira só começou em 1914) Adolpho Millon Jr (2), Arnaldo Silveira (2) e, completando a goleada, Nilo e o próprio Urbano Caldeira.

Jogo insólito
Nos 100 anos de história, o Santos já jogou alguns jogos não oficiais combinado com Vasco, Flamengo, seleções de Argentina, Chile, Paraguai…. mas nenhum jogo foi tão insólito quanto o de 1925. Um combinado Santos/Corinthians.

Um amistoso no Parque Antártica com um duplo combinado entre Palestra Itália/Sirio contra Santos/Corinthians….

Vitória do primeiro combinado por 3 a 2. Os gols do segundo combinado saíram de jogadores santistas, Camarão e Hugo. O zagueiro do time da capital Pinheiro marcou contra o gol que deu números finais no placar, no segundo tempo da prorrogação.

Forasteiro Campeão
Depois de perder a decisão do Paulista de 1930 para o rival por 5 a 2 na Vila Belmiro, o Santos tinha a enorme chance de se redimir e conquistar o Paulista de 1935 contra o Corinthians no Parque São Jorge. O Santos FC e sua torcida temiam muito por um costumeiro favorecimento para os times da capital, pratica muito comum especialmente no período pré-profissional (antes de 1933). Para garantir que a marmelada não acontecesse, um grupo de estivadores santistas foram juntos com o time dispostos a tacar fogo no estádio se preciso!

Mas em campo o Santos se impôs e conquistou a vitória por 2 a 0 com gols de Raul Cabral aos 35 do primeiro tempo e Araken Patusca aos 17 do segundo tempo. Pela primeira vez, um clube fora da cidade conquistava o Paulistão.

www.youtube.com/watch?v=RrpgYW7Wk-8

A quebra do jejum
Depois da conquista de 1935, o Santos ficou 20 anos esperando por um novo título Paulista. E ele veio com a vitória em cima do Taubaté na Vila por 2 a 1, com gols de Álvaro aos 15 minutos e Pepe com o gol do desempate aos 20 minutos do segundo tempo! E a disputa era contra o Corinthians, que venceu o rival Palmeiras, mas ficou com o vice.

www.youtube.com/watch?v=jzbeVjJWDxE

Para a imprensa e para os torcedores dos clubes da capital, tinha dado zebra e, no ano seguinte, voltariam a ser campeões e o Santos pegaria mais 20 anos de fila. Ledo engano, porque vinha o Bicampeonato Paulista, e depois começava a Era Pelé sob o comando de Luis Alonso.

Nenhum time sofreu tanto com o Santos de Pelé no comando de Lula do que o Corinthians. De principal time do estado, passou a lutar com o São Paulo para ser a terceira força.

Da estreia do Rei no time titular em 1957 até a saída de Lula foram 34 jogos, com 20 vitórias santistas, contra cinco vitórias do Corinthians e nove empates.

A diferença que refletia nos confrontos consequentemente refletia nas conquistas! Enquanto o Santos conquistava títulos com enfadonha tranquilidade, o Corinthians colecionava vexames! O mais puro contraste de alvinegros.

Os grandes triunfos do Santos sobre o rival foram o Paulista de 64, quando os times terminaram o primeiro turno empatado, mas, já quase no fim do segundo turno, o Santos aplicou uma sonora goleada de 7 a 4 com quatro de Pelé e três de Coutinho e praticamente garantiu o título e eliminou o rival! O outro “triunfo” foi um empate na decisão do Rio-São Paulo 66. Sem Pelé, com Coutinho e Mengálvio expulsos, o Santos empatou contra o Corinthians de Garrincha no Pacaembu em 0 a 0 e impediu o título do rival. Flávio, do Corinthians, ainda perdeu um pênalti! Sem datas para continuar a disputa foram declarados campeões, Santos, Corinthians, Botafogo e Vasco, todos empatados com 11 pontos!

A era Pelé sob o comando de Antoninho
O auxiliar de Lula assumiu o Santos em 1967 com uma enorme responsabilidade: renovar um elenco vencedor. Jogadores como Zito, Coutinho, Pepe, Mauro Ramos e Gylmar tinham que ser substituídos por nomes equivalentes. Com isso, o rival passou a equilibrar um pouco mais nos confrontos.

Sob o comando de Antoninho Fernandes, foram 21 jogos com oito vitórias do Santos, seis vitórias do Corinthians e sete empates.

Mas uma dessas derrotas foi para o técnico Lula, então técnico do rival. E foi depois de 11 anos sem vitórias em campeonatos Paulistas.

Apesar do equilíbrio, o Santos seguiu contrastando com o rival no quesito títulos. Inclusive foi com a ajuda do rival que o Santos conquistou o Paulista de 1967. O Corinthians de Lula e São Paulo se enfrentaram na última rodada, e uma vitória dava o título ao tricolor depois de 10 anos de jejum. O jogo seguiu 1 a 0 para o São Paulo até os 44 do segundo tempo, quando Benê empatou e provocou uma partida extra de desempate entre Santos e São Paulo. O Peixe venceu por 2 a 1 e se sagrou campeão!

O grande triunfo santista em cima do rival foi no Paulistão 69. Depois de terminar a primeira fase em primeiro lugar, o Corinthians enfrentou o Santos no primeiro jogo do Quadrangular que tinha os quatro grandes de São Paulo. Confiante, Paulo Borges chegou a declarar que o grande adversário era o Palmeiras de Ademir e se esqueceu do Santos de Pelé. Resultado: Santos 3 × 1 Corinthians, com um de Edu e dois de Pelé! Todos golaços!

www.youtube.com/watch?v=FVOMMZPLoLw

A era Pelé sob os comandos de Mauro Ramos e Pepe
Era o fim de uma era do Santos, era o fim de uma era do futebol brasileiro!

A diretoria santista promoveu ex-jogadores e ídolos como técnicos: o zagueiraço Mauro Ramos e o eterno Pepe. Sob o comando dos dois, frente ao Corinthians foram duas vitórias, quatro derrotas e quatro empates. Desvantagem nos confrontos, mas vantagem em títulos, já que o Peixe ainda conquistou o título Paulista de 73!

Feios, Sujos e Malvados
Os Meninos da Vila de Chico Formiga formavam um time excepcional, dono de um futebol total, discoteca, irreverente… Mas ficaram um tempo sem vencer o alvinegro da capital, o que só aconteceu no final de 1983: 2 a 0 com gols de Pita, que jogou muito, e Vagner, contra.

Mas foi mesmo com um grupo experiente que o Santos conseguiu seu maior triunfo. Comandado por um conciliador (Castilho) que contava com uma muralha no gol (Rodolfo Rodrigues), um cão de guarda no meio (Dema), um matador no ataque (Serginho Chulapa), sem falar de Paulo Isidoro, Humberto, Zé Sergio, Lino, Toninho Vieira, Marcio Rossini… Um simples empate, e a taça desceria a serra. Quando a bola rolou, quase 112 mil pessoas viram um jogo truncado, sendo decidido pelos dois principais nomes do time: a muralha funcionou como sempre e o matador apareceu aos 27 minutos do 2º tempo para marcar o gol do título! E o Santos acabava com o jejum de seis anos sem títulos paulistas, de novo contra o adversário!

Vale rever o gol do santista Chulapa e os últimos minutos daquela decisão.

www.youtube.com/watch?v=r7Dy1VuQBBM

O matador
Nas épocas de vacas magras, o torcedor tinha poucos motivos para comemorar, e um deles era o matador Guga! Exímio cabeceador, sempre bem colocado, ganhou o coração da torcida por fazer muitos gols, em especial contra o Corinthians. Em 11 jogos, foram oito gols, média de 0,7 por jogo contra o rival. Uma das maiores da história do Santos.

E em dois jogos, foram seis gols. O primeiro em 25/10/1992, a vitória de virada por 3 a 1 com três gols de Guga. Quebrou um jejum de quatro anos sem vitória em cima do rival, e o seu terceiro gol foi inesquecível!

O outro jogo foi em 1994, e também de virada, o Santos bateu o Corinthians por 4 a 3, com três gols de Guga e um de pênalti do volante Dinho! Outro destaque da partida foi o goleiro Edinho, que fez no mínimo três defesas incríveis!

Veja um vídeo homenagem com o matador Guga

www.youtube.com/watch?v=lojyPrLuQUM

Voltando para casa
Mesmo tendo o seu estádio próprio desde os primórdios de sua história, o Santos, durante muitas décadas, abriu mão de sua casa quase que por completo em confrontos contra o Corinthians.

Só na geração Giovanni, que, depois de muita resistência, a Vila Belmiro foi palco de um novo Santos e Corinthians. No Paulista de 1995, 3 a 1 para o Santos e no Brasileiro 3 a 0. Desde então, a história do confronto se equilibrou e, no novo século, tende ao Santos.

Em uma dessas “voltas para casa”, o Santos conquistou o Torneio de Verão 1996. Um torneio de pré-temporada com as presenças de Santos, vice campeão Brasileiro 1995, Corinthians, campeão Paulista 1995, Cruzeiro, então futuro campeão da Libertadores 1996, e Grêmio, futuro campeão Brasileiro 1996.

Depois de vencer nos pênaltis o time gremista, o Santos chegou na final contra o Corinthians. A vitória santista no dia 24/06/1996 foi por 3 a 1 com gols de Giovanni, Kennedy e Camanducaia, conquistando o torneio!

www.youtube.com/watch?v=e6yZxTBAUfQ

A geração Diego e Robinho
Na maior final entre os dois clubes, deu Santos. Com requintes de genialidade de um adolescente ainda em formação, mas com talento precoce, uma histórica tradição de Vila Belmiro. Aliada com uma exibição de gala de seu número 1, o Santos ganhou as duas partidas da final do Brasileiro de 2002 e quebrou de novo, em cima do rival, seu jejum de título.

www.youtube.com/watch?v=WZFnvPjJP18

Foram cinco vitórias santistas em 2002, o que torna o Santos FC o maior algoz do Corinthians em uma só temporada. Em 1977, a Ponte Preta também ganhou 5 jogos, mas perdeu justamente os 2 decisivos.

O santista não pode reclamar de 2002.

Rio-SP – 1 a 0 – gol de Willian

Amistoso – 3 a 1 – André Luís, William e Renato

Brasileiro – 4 a 2 – Alberto (2) e Elano (2)

1ª Final do Brasileiro – 2 a 0 – Alberto e Renato

2ª Final do Brasileiro – 3 a 2 – Robinho, Elano e Léo!

De quebra, Robinho, em oito jogos, venceu sete e empatou um. Ficou invicto, sem falar no jogo anulado de 2005!

Além disso, o único gol marcado por Léo em um Campeonato Brasileiro frente ao Corinthians foi o da final de 2002.

7 a 1 ou 8 a 1 em quatro vitórias?
Depois de ganhar do Santos por 7 a 1 no Pacaembu no polêmico Brasileiro de 2005, a torcida corintiana passou a festejar o resultado com bandeiras e camisas comemorativas. Mas foi no confronto seguinte que o Santos iniciou uma nova sequência de vitórias.

No dia 12/02/2006, no Morumbi, pelo Campeonato Paulista, todos esperavam uma nova goleada do Corinthians de Tevez, mas o técnico Luxemburgo surpreendeu e armou o time com três zagueiros. A tática do técnico santista apareceu mesmo quando Geílson, aos 33 minutos do segundo tempo, marcou o gol da vitória em rápido contra ataque e garantiu a vitória santista mesmo com um jogador a menos!

www.youtube.com/watch?v=ThZ5CjwuXKo

Importante resultado na conquista em formato de pontos corridos do Paulista de 2006.

2 a 0 – Atuando na Vila Belmiro no dia 28/05/2006 pelo Brasileiro, o Santos ganhou do Corinthians por 2 a 0 com gols de Cléber Santana e Rodrigo Tabata.

3 a 0 – No segundo turno, no dia 05/10/2006, no Pacaembu, o Santos ganhou novamente do Corinthians, dessa vez com o placar mais dilatado: 3 a 0 com gols do lateral Kléber, Leandro e Zé Roberto.

2 a 1 – Fechando a série de quatro vitórias, pela 16ª rodada do Paulista de 2007, o Santos venceu por 2 a 1 na Vila Belmiro com gols de Zé Roberto e Jonas, e praticamente eliminou as chances do rival de disputar a fase semifinal.

Os Meninos cresceram
O Corinthians vinha em ascensão depois de amargar a segunda divisão em 2008. E jogando contra o Santos dos inexperientes Ganso e Neymar conquistou o Paulista de 2009, ganhando na Vila por 3 a 1 e empatando em 1 a 1 no Pacaembu.

Dois anos e muitos jogos depois, os time se enfrentaram na final do Paulista de 2011. Neymar já não era mais nenhum menino. Poucos dias antes de conquistar o Tricampeonato da Libertadores, mesmo com Ganso se contundindo no primeiro jogo da final, 0 a 0 no Pacaembu. O Santos se sagrou bicampeão Paulista ao derrotar o rival por 2 a 1 na Vila Belmiro.

Confira no vídeo, os gols de Arouca e Neymar. Ao final, um tributo a todos os times do Peixe que conquistaram o Paulista até 2011!

www.youtube.com/watch?v=YxfcLDsSq3E

A última decisão

Depois de derrotar o Santos na Vila por 1 a 0 na primeira partida da semifinal da Libertadores de 2012, bastava ao Corinthians o empate para chegar pela primeira vez em uma final de Libertadores. Para o Santos disputar sua quinta final, vitória por dois gols. Neymar abriu o marcador já no fim do primeiro tempo, mas o gol de Danilo na segunda etapa foi o resultado suficiente para garantir ao Corinthians a passagem para final da competição.

Neymar artilheiro da Libertadores
Com o gol marcado contra o Corinthians, Neymar se tornou artilheiro da competição junto com Alustiza, do Deportivo Quito, ambos com 8 gols.

Essa foi quarta vez que um santista terminou artilheiro da Copa Libertadores
1962: 6 gols: Coutinho, Alberto Spencer (Peñarol) e Enrique Raymondi (Emelec)

1965: 7 gols: Pelé

2003: 9 gols: Ricardo Oliveira e Marcelo Delgado (Boca Juniors

2012: 8 gols: Neymar e Alustiza (Deportivo Quito)

Esse gol também colocou o Neymar como vice artilheiro do Santos em Libertadores junto com Robinho, ambos com 14 gols. Pelé é o primeiro com 16 gols.

O último encontro

Pela 18º rodada, Santos e Corinthians se enfrentaram na Vila Belmiro no dia 19/08. Em jogo recheado de polêmicas o Peixe bateu o rival por 3 a 2 com gols de André(2) e Bruno Rodrigo.

CURIOSIDADES

Troca de Alvinegros

Apesar da rivalidade, não foram poucos os jogadores que trocaram de alvinegro ao longo da história. Vamos citar alguns:

Santos – Corinthians
Tuffy Neugen (Satanás Negro), Cláudio Cristóvão Pinho (maior artilheiro da história do rival), o ponta Tite, Edu, João Paulo (Papinha da Vila), Serginho Chulapa, Mauricio Assolini, Jamelli, Alessandro Cambalhota, Gustavo Nery, Deivid, Paulo Almeida, Alberto, Robert, Fábio Costa e os laterais direitos Pedro, Dennis e Alessandro.

Corinthians – Santos
Gylmar dos Santos Neves, Almir Pernambuquinho, Amaral, Ataliba, Sócrates, Hugo de Leon, Wladimir, Viola, goleiro Nei, Rincón, Edmundo, Marcelinho Carioca, Ricardinho, Fábio Baiano, Betão, lateral Kléber, Fabinho, Luizão e Doni.

Sem falar no caso de jogadores que atuaram pelos 4 grandes como Neto, Luizão, Muller, Cesár Sampaio e Antonio Carlos.

Na era profissional: Santos 20 × 18 Corinthians

Muito se fala que o Corinthians é o maior campeão Paulista de todos os tempos, com 26 títulos, mas pouco se comenta um fato importante. Depois que foi instituído o profissionalismo no futebol brasileiro (1933), o rival, que já tinha 8 títulos, conquistou mais 18, enquanto o Santos conquistou 20 paulistas no mesmo período, dois a mais que o Palmeiras (18) e igual ao São Paulo (20).

Homônimo Corinthians
Segundo o pesquisador Evaldo Rodrigues, o Santos já enfrentou quatro Corinthians em sua história além do tradicional rival: o de Presidente Prudente, o de Santo André, o de Salto e um Corinthians gaúcho contra o qual jogou em 1948.

E você, acha que o jogo de hoje é um mero amistoso?


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