Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

film izle

Tag: Maikon Leite (page 1 of 5)

Santos foi impotente diante de um Náutico franco-atirador

O fato de empatar, fora de casa, com Corinthians e Flamengo, já mostrava que o Náutico, apesar da situação dramática na tabela, não seria um adversário fácil para o Santos, na Vila Belmiro. Mas poucos poderiam imaginar que o time pernambucano se mostraria mais organizado e perigoso do que o Alvinegro Praiano, a ponto de criar várias oportunidades de gol e abrir o marcador aos 37 minutos do segundo tempo, com Maikon Leite.

A vaca já estava indo celeremente para o brejo quando Cícero, aos 39 minutos, empatou a partida em bela cobrança de falta. Esse pontinho conseguido com o empate caiu do céu, pois se um time merecia sair da Vila com a vitória, esse foi o Náutico, muito bem orientado por Marcelo Martelotte, aquele mesmo que treinou o Santos em 2010. Em alguns momentos pareceu que o time da casa era o Timbu.

Não se pode negar que um resultado desses mostra a limitação técnica do Santos. Sem Thiago Ribeiro, suspenso, e perdendo Montillo ainda no primeiro tempo, por contusão, só restou Cícero como um criador de jogadas ofensivas. Os laterais Mena e Cicinho não foram bem, Giva e William José se atrapalharam com a bola e Renê Junior mais uma vez foi um desastre na hora do passe.

O leitor deste blog tem insistido, até com expressões chulas, que o técnico Claudinei Oliveira é medroso. Contra o Náutico ele se mostrou, no mínimo, cauteloso demais. O lógico era ir pra cima com três atacantes. Porém, se desguarnecesse o meio-campo, talvez, ao invés do empate, o Santos teria perdido do lanterna do campeonato. Analisar depois do resultado é covardia.

De qualquer forma, apesar do resultado e da atuação decepcionantes, não se pode jogar a toalha. O Santos passou para o sexto lugar, com 33 pontos, apenas seis atrás do Grêmio, o quarto colocado. Se o futebol fosse absolutamente lógico, esse empate melancólico contra o Náutico tiraria o Santos de qualquer perspectiva de conseguir uma vaga para a Libertadores de 2014. Mas não é assim que funciona.

Sem maiores responsabilidades, o Náutico pôde mostrar um futebol solto, descompromissado, que provavelmente não mostraria se ainda tivesse maiores possibilidades de se manter na Série A. Outros times, mais gabaritados, se mostrarão menos desenvoltos quando enfrentarem o Santos em São Paulo. Por outro lado, as voltas de Thiago Ribeiro e Montillo darão ao Alvinegro Praiano mais força ofensiva.

Veja os melhores momentos de Santos 1 x 1 Náutico:
http://youtu.be/XT9BC53ysFc

E pra você, o que significou esse empate com o lanterna Náutico?


Muricy está certo. Santos precisa de reforços para o Brasileiro

O técnico Muricy Ramalho, que entende de Campeonato Brasileiro como poucos, já percebeu que, do jeito que a coisa vai, o Santos não será campeão nacional. Obrigado a jogar com reservas, em quatro rodadas o time já está a sete pontos do líder, o São Paulo, e a situação tende a piorar.

Neymar, Paulo Henrique Ganso e Elano passarão um mês disputando a Copa América; Zé Eduardo, Maikon Leite, Keirrison e Alan Patrick estão de saída para outros clubes; Danilo e Alex Sandro (e talvez Felipe Anderson e Tiago Alves) devem ser convocados para o Mundial Sub-20. Ou seja, o time pode perder de nove a 11 jogadores no mesmo período.

Como quase todos os desfalques serão de jogadores de ataque, o diretor Pedro Nunes Conceição me disse que é para este neste setor que o Santos procura reforços. Recentemente, Richely, Roger e Borges foram contratados. Porém, apenas Borges veio para ser titular absoluto. Os outros dois são as chamadas apostas, que têm menos de 50% de chances de dar certo.

Como contratar sem dinheiro

Que o time precisa de reforços, não há dúvida, mas não se pode esquecer que a situação financeira do clube não é um mar de rosas. Muitas dívidas foram simplesmente roladas e, se a receita aumentou com a nova gestão, as despesas cresceram mais ainda. E a prioridade, ao menos nessa janela de transferências, é tentar criar condições de se manter os astros Neymar e Paulo Henrique Ganso.

Alguns leitores dão sugestões de como o clube poderia agir nesse momento para enxugar suas despesas e ao mesmo tempo conseguir alguma verba para contratações. Em primeiro lugar, dizem, o Santos poderia emprestar, vender, ou simplesmente dispensar boa parte de seus jogadores. E, com o dinheiro economizado, trazer poucos e bons.

Por mais que tenhamos ficado satisfeitos com o empate com o Cruzeiro, a verdade é que a maioria dos jogadores que vestiram a camisa do Santos, ontem, não merecem, ao menos no momento, serem sequer reservas do Alvinegro Praiano.

O futebol é dinâmico. Não dá para esperar eternamente que um jogador desencante. O torcedor já percebeu que muitos dos que atuaram ontem – como Rodrigo Posebon e Charles, por exemplo – são moitas de onde não sairão coelhos. É bobagem insistir. É desperdício continuar pagando salários para jogadores que nada acrescentam.

Não digo que sejam totalmente desqualificados. Talvez fossem titulares e importantes em agremiações de pretensões mais limitadas, como as da Série B e mesmo algumas da Série A do Brasileiro. Então, que sejam vendidos, trocados ou dados a estas equipes. Mas que não onerem mais o caixa do Santos.

Por que abrir mão do Campeonato Brasileiro?

O santista está empolgado com a possibilidade de conquista da Copa Libertadores. A chance, realmente, é no mínimo de 50%, apesar da força e da personalidade do adversário. Porém, não se pode esquecer que haverá, ainda, um semestre inteiro pela frente até o final do ano, período em que estará sendo disputado o campeonato mais importante do País.

Em 2003 o Santos também era considerado o melhor time do Brasil, pois tinha sido campeão brasileiro de 2002 e, um ano depois, seus jovens jogadores estavam mais amadurecidos. Porém, nenhum título foi conquistado naquela temporada: a Libertadores e o Brasileiro bateram na trave e, no Paulista, a equipe sequer chegou à final.

Neste 2011 o Santos tem grande possibilidade de repetir o ano perfeito e histórico de 1962, mas para isso é preciso planejamento, ousadia, agilidade e firmeza. Muricy deve ter percebido as indecisões da diretoria e por isso reclamou, ontem, com toda a razão.

No ano passado, depois de um primeiro semestre brilhante, o clube abriu mão do segundo, ao deixar o time sob o comando do técnico interino Marcelo Martelotte durante o Campeonato Brasileiro, e não contratar um substituto à altura de Paulo Henrique Ganso, que se machucou seriamente. A torcida teme que isso se repita este ano.

Mesmo sem muitos recursos, estou certo de que dá para garantir um time competitivo em julho, apesar dos desfalques já previstos devido à Copa América e ao Mundial Sub-20. Para isso, porém, é preciso que a diretoria deixe a decisão da Libertadores para os jogadores e a comissão técnica e trabalhe rápida e intensamente para impedir que o Santos passe outro segundo semestre a ver navios.

E você, o que sugere para que o Santos reforce o time, mesmo sem muito dinheiro em caixa? Porpor a troca de jogadores seria uma boa?


Todos já sabem o que fazer. Vamos pro jogo!

Por via das dúvidas, Neymar treinou pênaltis ontem, observado por Zé Eduardo e Muricy. Elano e Neymar, os astros do Santos, chegaram confiantes em Assunção. Jonathan bateu bola e deve iniciar a partida, assim como o “monstro” Arouca. Alex Sandro terá a responsabilidade de substituir o valente Léo. Maikon Leite não começará jogando porque tem 11 centímetros a menos do que Zé Eduardo. E Rafael, se não sofrer gols, classificará o Santos para a final da Libertadores (Fotos: Comunicação Santos FC).

O técnico Muricy Ramalho usou mais de uma hora de treino no estádio General Pablo Rojas para prevenir a equipe contra as temidas bolas aéreas do Cerro Porteño. Com muitos jogadores altos, entre eles o atacante argentino Roberto Nanni, de 1,92m, é bem provável que o time paraguaio use dessa arma para vazar o gol de Rafael. Assim, além dos zagueiros Edu Dracena e Durval, Muricy utilizou Danilo, Elano, Zé Eduardo e o lateral-esquerdo Alex Sandro, que substituirá Léo.

O curioso é que, mesmo sem render bem como atacante, Zé Eduardo continua escalado por sua disposição de marcar a saída de bola do adversário e por ter 11 centímetros a mais de altura do que Maikon Leite (1,79m a 1,68m), o que o torna mais uma opção de defesa contra as bolas centradas na área santista.

Muricy também treinou a linha de impedimento, em que os defensores saem rapidamente da área e deixam os adversários em posição ilegal. A tática pode dar certo diante da lentidão do ataque do Cerro, mas também pode ser uma faca de dois gumes, pois dependerá da precisão da arbitragem.

O técnico ainda não definiu o time, mas, como dá pistas de que quer fechar mais o meio de campo, pressinto que optará por Danilo como volante e, se o lateral-direito Jonathan não puder jogar, Pará deverá ser seu substituto.

Na ausência de Jonathan, eu preferiria que Danilo jogasse na lateral e Alan Patrick entrasse no meio. Ele pode trocar bolas com Elano, Neymar e Alex Sandro, abrindo caminho pela esquerda para que o Santos chegue ao gol.

No ataque, não há dúvida de que Maikon Leite é uma opção melhor do que Zé Eduardo. Até porque o rapaz já jogou em Assunção, na fase de grupos, e fez o gol que selou a vitória santista contra o Cerro. Mas, estou certo que, por razões táticas e defensivas, Muricy preferirá começar a partida com Zé Eduardo, que se dedica mais à marcação dos beques adversários.

O Cerro é forte. Mas tem as suas fraquezas

A ausência do experiente meio-campo argentino Javier Villarreal é tida como certa. Com uma contusão no músculo da coxa da perna esquerda, ele deverá ser substituído por Burgos, que já não tem a mesma confiança da torcida.

Outros três jogadores se recuperam de lesões musculares. São eles os meias Fabbros e Ivan Torres e o atacante Lucero. Provavelmente devam ser escalados pelo técnico Leonardo Astrada, mas não estão cem por cento e talvez saiam antes do final da partida.

Já sem chances de ser campeão do torneio nacional, o Cerro se apega à Libertadores como sua última oportunidade de disputar uma final neste semestre. Ao contrário do rival Olímpia, que já conquistou a Libertadores três vezes – em 1979, 1990 e 2002 –, o Cerro jamais levantou o maior troféu sul-americano e isso é motivo de pressão dos torcedores rivais e dos seus próprios.

Muitos apostam que se o time não conseguir marcar ainda no primeiro tempo e – pior que isso – sofrer um gol, o entusiasmo dos torcedores que devem lotar o estádio se transformará em decepção e raiva.

O retrospecto e o regulamento são favoráveis ao Santos, que nunca perdeu do Cerro Porteño – em cinco jogos, venceu três e empatou dois – e pode se classificar com um empate, ou uma derrota por um gol de diferença, desde que faça ao menos um gol. Mas a Libertadores não perdoa relaxamentos.

Se as duas equipes jogarem o máximo que podem, o Santos vencerá novamente, ou, no máximo, empatará. Porém, se o time paraguaio atingir 100% de seu rendimento e o Santos apenas 70% do que pode, uma derrota e mesmo a desclassificação não estarão descartadas.

Santista, o momento é para ser desfrutado!

Sei que há torcedores do Santos muito nervosos com esse jogo de hoje (a partir das 21h50m, pela Globo). Pressentem que se o Alvinegro Praiano passar pelo Cerro, a final – contra Vélez ou Peñarol – talvez seja menos sofrida.

É claro que também sinto esta ansiedade, mas só vejo aspectos positivos na oportunidade de se viver o clima dos grandes jogos. Uma semifinal de Libertadores, com grande chance de passar para a final, não é para qualquer um. Dos muitos chamados, pouquíssimos foram os escolhidos, e o Santos está entre eles.

De quase eliminado no dia de seu aniversário, o Santos venceu este mesmo Cerro em uma jornada heróica e agora está aqui, a um passo da grande decisão. Falta pouco. Tão pouco, que não se pode deixar de lutar, com técnica e inteligência, até o último segundo da partida. E a classificação fatalmente virá, pois esta noite os deuses do futebol não vão dormir cedo.

E você, qual é seu pressentimento para o jogão desta noite? Está confiante, cismado, ou apenas tranqüilo, esperando a hora chegar?


Não me surpreenderia se o Santos vencesse o Botafogo


Pelé x Garrincha, na grande decisão da Taça Brasil de 1962, no Maracanã (Imagem: Blog do Odir).

Eu sei que logo mais, às 18h30m, o técnico Muricy Ramalho escalará um time de reservas para enfrentar o Botafogo, no Engenhão. Sei também que o alvinegro carioca terá a estreia do atacante Elkeson. Mesmo assim, acho que o Santos dará trabalho e poderá até vencer.

Reserva, reserva mesmo, que não tem condição de jogar, a não ser que o titular esteja machucado, este Santos de hoje só tem dois jogadores: os volantes Charles e Rodrigo Possebon.

Aranha é um goleiro experiente, que não deve comprometer. A linha de três zagueiros é boa: Bruno Aguiar, Bruno Rodrigo e Vinícius Simon. Alex Sandor chegou a ser titular da lateral-esquerda.

Pará, Alan Patrick, Maikon Leite e Keirrison já jogaram várias vezes este ano. Acho que o time cairá um pouco se Keirrison for substituído pelo garoto Tiago Alves, e não sei o que achar caso Pará dê o lugar ao estreante Roger.

Uma coisa é certa: este Santos é um franco-atirador e não tem muito o que temer deste limitado Botafogo do técnico Caio Júnior. Loco Abreu e Herrera, os atacantes mais perigosos do adversário, não jogam hoje.

A arbitragem é uma incógnita. O imprevisível Heber Roberto Lopes (Fifa-PR) será auxiliado por Roberto Braatz (Fifa-PR) e Alessandro Rocha de Matos (Fifa-BA). Espero que hoje não este nos seus dias “caseiro”.

Os times mais prováveis são: BOTAFOGO – Jefferson; Alessandro, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Cortês; Marcelo Mattos, Lucas Zen, Everton e Maicosuel; Elkeson e Alex.

SANTOS – Aranha; Bruno Aguiar, Bruno Rodrigo, Vinícius e Alex Sandro; Charles, Possebon, Roger (Pará) e Alan Patrick; Maikon Leite (Tiago Alves) e Keirrison.

Já foi o maior jogo do mundo

O clássico alvinegro de hoje já foi considerado o maior duelo do futebol mundial. Na decisão da Taça Brasil de 1962, no Maracanã, os dois times reuniram oito titulares e três reservas da Seleção Brasileira bicampeã da Copa do Chile, com destaque para Pelé e Garrincha.

O jogo de hoje, muito menos importante, será o quinto entre as duas equipes no Estádio João Havelange. Até agora, a vantagem é santista, com duas vitórias, um empate e apenas uma derrota.

Minha análise

O Botafogo vem de uma derrota para o Palmeiras e, em casa, tem a obrigação de vencer os reservas do Santos. Aí que mora o perigo para o time carioca, pois os times de Muricy adoram ser atacados para poder jogar na base dos contra-ataques. E hoje os rápidos Maikon Leite e/ou Tiago Alves estarão em campo.

Eu poderia reclamar a presença de Felipe Anderson, mas entendo o técnico. Como ele quer dois volantes – no caso, Charles e Rodrigo Possebon – e como Alan Patrick já é um meia quase titular, se Muricy colocasse Felipe Anderson, não poderia estrear Roger. Porém, se ao invés de Roger, o técnico preferir Pará, ficarei sem entender a ausência de Felipe.

Não dá para negar que o Botafogo é favorito – pelo maior entrosamento entre seus jogadors e por jogar em casa -, mas uma surpresa não está fora de cogitação. Mesmo sem os titulares, este Santos que se apresentará esta tarde no Engenhão não é muito pior do que muito time titular deste Brasileiro.

E você, que pressentimento tem para este Botafogo e Santos? Será que dá?


Médico do Santos explica lesões de Ganso, Arouca, Charles e outros

Antes que se espalhem boatos, versões baseadas no chutômetro ou na maledicência, nada melhor do que ouvir Rodrigo Zogaib, médico do Santos, sobre a contusão de Paulo Henrique Ganso.

Para completar, doutor Zogaib analisa também as contusões de Arouca, Maikon Leite, Charles, Diogo e Bruno Rodrigo (Charles foi liberado hoje para treinar).

Veja mais este belo trabalho do pessoal da SantosTV e depois dê sua opinião:


Older posts

© 2017 Blog do Odir Cunha

Theme by Anders NorenUp ↑