E o torcedor o que é?

Por Khayat

Acabo de chegar da Vila.

Era mais um entre os torcedores que insistiram em ir ao estádio. Justifico minha teimosia por querer assistir a preliminar, onde nossos alevinos se classificaram para a final da categoria. No jogo de fundo sabia que veria um protótipo de circo mambembe apresentando em campo seus artistas decadentes. Ao menos dessa vez, o preço do ingresso na bilheteria foi compatível à qualidade da maioria dos artistas e ao espetáculo por eles apresentado.

No começo da partida alguns lampejos de que alguma coisa havia mudado, porém logo aconteceu a expulsão de um jogador adversário e como em sessões anteriores, onde teve a superioridade numérica de jogadores em campo, o time demonstrou a apatia de sempre.

Laor, encarecidamente, acabe com o setor Visa , coloque de volta a geral e deixe os torcedores junto ao alambrado fungando no cangote dos jogadores. Tem uma meia dúzia de sete ou oito que precisam desse “incentivo” extra da torcida.

Baleião e Baleinha – uma dupla imperdível. Nota 10.

Rafael – Nosso grande malabarista. Nota 7,0.

Pará – Se muito é um auxiliar de picadeiro. Nota 4,0.

Dracena – Nem criança está rindo mais de suas atuações. Nota 4,5.

Durval – Na corda bamba. Nota 5,0.

Léo – Um leão cansado. Nota 6,0.

Brum – Não faz nem o manjado truque do lenço. Nota 3,0.

Adriano – Apenas um carrapato de cavalo. Deu sorte com o árbitro de hoje. Nota 3,5.

Rodriguinho – Contorcionista nato. Dá nó nas próprias pernas. Nota 3,5.

Marquinhos – Ilusionista cujo maior número é sumir em campo. O tombo que tomou no final do jogo foi impagável. A plateia quase morreu de tanto rir. Nota 4,0.

Zé Eduardo – Hoje seria o único solista da bandinha. Até demonstrou muita vontade, mas desafinou. Nota 5,0.

Keirrison – Está mais para engolidor de espadas do que para cuspidor de fogo. Nota 1,5.

Alan Patrick – Quando substituiu Brum, até pensei que fosse botar fogo no circo. Mero engano. Nota 4,0.

Alex Sandro – Era para ser o tigre no lugar do leão cansado. Era… Nota 3,5.

Marcel – Poderia jurar que o espetáculo da Monga, não era apresentado no circo. Parece que errei. Nota 1,5.

Martelotte – O mestre de cerimônia que sem cerimônia nenhuma colocou um bando no picadeiro para ver o que dava. Substituiu mal e deu no que deu. Nota 2,5.

Torcida – Nesse circo, os palhaços somos nós que fomos ao estádio. Nota 10.

Você concorda com o Khayat, ou acha que ele foi rígido demais? Que nota esse circo merece?