Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Hoje o campo de batalha é pra quem sabe jogar. Força Santos!

Faltou fôlego. E categoria. Mas domingo tem mais

40 minutos do segundo tempo. No primeiro contra-ataque que sai redondo, Renato Abreu faz um lançamento longo que pega Thiago Ribeiro na corrida. O atacante penetra livre e na saída do goleiro bate cruzado, fraco, para longe do gol. Era a chance do empate. Depois o jogo seguiu enrolado e o Santos perdeu por 2 a 1 uma partida que poderia ter vencido se errasse menos e fosse mais decidido.

O primeiro gol do Flamengo, no primeiro tempo, surgiu depois de um passe errado de Alison e de um toque de Mena que atrapalhou a marcação. Leonardo Moura surgiu livre para empurrar para as redes.

Aos 31 minutos a arbitragem marcou errado um impedimento de Thiago Ribeiro, que tinha condição. Aos 33 André Santos matou um contra-ataque com falta, mas não recebeu amarelo.

O Santos terminou o primeiro tempo com mais tempo de bola, mas sem criar chances efetivas de gol. O panorama prosseguiu igual na segunda etapa, mas aos oito minutos Mena errou em um cruzamento e permitiu o contra-ataque do adversário, que acabou chegando ao segundo gol.

Um minuto depois e, decidido, Alison foi à frente e serviu Everton Costa, que penetrou na área e sofreu pênalti. Cícero bateu rasteiro no canto e tornou a partida novamente indefinida.

Pouco depois do gol, Claudinei tirou Alison e colocou Gabriel. Teoricamente o time ficaria mais ofensivo. Mas por que tirar Alison e não Renê Junior? Gabriel não entrou bem. Levou um cartão amarelo por simular falta e pouco pegou na bola. Por outro lado, sem Alison o Santos perdeu o meio-campo.

Renê Junior, Renato Abreu e Cícero são lentos. Mesmo precisando atacar, o time passou a tocar a bola de lado e recuar para trás, até o indefectível chutão de Durval. Cícero tem categoria, sabe segurar a bola, mas às vezes segura demais, até ser desarmado. Não pode ser o único armador do Santos.

Renato Abreu terminou o jogo sem fôlego, assim como Renê Junior. Pelo mesmo motivo Mena teve de ser substituído aos 31 minutos, por Émerson Palmieri, que também não se saiu muito melhor. Pela direita, Cicinho teve muitos problemas na marcação e também não conseguiu apoiar. Foi a mais fraca partida dele no Santos.

Aos 22 minutos Claudinei tinha substituído Everton Costa por Willian José, mas também não deu resultado. Por incrível que pareça, Everton Costa estava menos ruim. Do ataque, só mesmo Thiago Ribeiro se salvou, apesar de ter perdido o gol de empate já comentado.

No meio de campo, apesar do erro de passe que resultou no primeiro gol, Alison estava bem. O mais técnico é mesmo Cícero, mas precisa tocar a bola mais rapidamente, ou de nada adiantará sua categoria. Perdeu no mínimo três bons contra-ataques pela lentidão de raciocínio.

Na defesa, Aranha não foi o mesmo milagroso de Novo Hamburgo. Aos 20 minutos do segundo tempo espalmou uma bola bem para o centro da área, por pouco dando o terceiro gol ao adversário. Os laterais, como já disse, deixaram a desejar. O miolo de zaga fez o que pôde, com destaque para Gustavo Henrique. Não fosse ele e a derrota seria um pouco mais dolorida.

O Zé Peixe comentou que se Claudinei reclamava do cansaço por fazer dois jogos em dois dias, por que não utilizou mais garotos vindos da base? Eles ao menos correriam mais em busca da vitória. Porém, enquanto o Flamengo jogava seus meninos corredores pra cima do Santos, o Alvinegro Praiano apresentava um time lento, cansado, sem forças para buscar o empate.

Infelizmente um jogo como esse mostra as limitações ofensivas do Santos, que não são poucas. Mesmo precisando empatar, o time só deu três chutes a gol no segundo tempo e não conseguiu acertar um único na direção das traves.

De qualquer forma, não dá tempo para chorar. Domingo, às 18h30, há um jogão na Vila Belmiro contra o Botafogo. Mais descansado e talvez com Montillo, o Santos terá grande possibilidade de fazer o que não conseguiu no Maracanã, e assim continuar na briga por uma vaga no G4.

E você, o que achou do desempenho do Santos contra o Flamengo?

Média de comentários dos dez últimos posts deste blog: 226,5 (A contagem não inclui o post atual)

Pepe e Lima dão depoimentos para o Museu Pelé

Museu - PepeMuseu - Lima
O ponta-esquerda Pepe, segundo maior artilheiro da história do Santos, bicampeão mundial pelo Santos e pela Seleção Brasileira, e o curinga Lima, titular da Seleção Brasileira na Copa da Inglaterra, deram depoimentos para o Museu Pelé, que será inaugurado no primeiro semestre de 2014. Nas fotos, os craques são focalizados por Aline Floriz, editora de imagens da equipe de captação de conteúdo do Museu Pelé.

Como já escrevi antes do jogo contra o Fluminense, o Maracanã é um campo neutro e privilegia os times que tocam melhor a bola e têm mais disposição de lutar pela vitória. Por isso, mesmo sabendo que o Flamengo é um adversário que merece profundo respeito, que precisa da vitória para distanciar-se da zona de rebaixamento e que jogará diante de sua torcida, acho que se o Santos mantiver a mente quieta e a espinha ereta, pode até vencer a partida desta quinta-feira, às 21 horas, com transmissão pelo Sportv.

Digo que pode vencer – se tiver calma e determinação – porque sei dos problemas do técnico Claudinei Oliveira para escalar o time. Edu Dracena, suspenso; Alan Santos, com lesão muscular, e Giva, com uma luxação no ombro, desfalcam a equipe. O volante Alison, que tem se revelado um dos melhores do campeonato, e o meia Leandrinho terão de passar por uma avaliação antes de entrar em campo. Se não puderem jogar, Claudinei provavelmente escalará Renato Abreu e Pedro Castro para os seus lugares.

O chileno Eugenio Mena, que defendeu a seleção de seu país na terça-feira, contra a Espanha, viajou para o Rio e talvez possa jogar esta noite. Se não puder, Émerson Palmieri continuará na lateral esquerda. As outras posições da defesa serão ocupadas por Aranha – um dos maiores responsáveis pelo triunfo no Sul –, o energético Cicinho, o bom garoto Gustavo Henrique e o sizudo Durval.

O meio-campo deverá ser formado por voluntarioso Renê Júnior, o espantoso Alison (ou o sortudo Renato Abreu), o técnico Cícero e o clássico Leandrinho (ou o aplicado Pedro Castro). No ataque, Claudinei deverá escalar o eficiente Thiago Ribeiro e o esforçado Everton Costa (ou o promissor Gabriel)

O Flamengo, do técnico Mano Menezes, que se valerá da vontade para buscar a vitória, deverá formar com Paulo Victor, Leonardo Moura, Wallace, Chicão e André Santos (ou João Paulo); Luiz Antonio, Víctor Cáceres, Elias e Gabriel; Rafinha e Hernane (ou Marcelo Moreno).

Time por time, o Santos é um pouco melhor e também está jogando um pouco melhor do que o Flamengo. Se o Alvinegro Praiano tiver tranquilidade, precisão nos passes e arremates e motivação, poderá até sair do Maracanã com nova vitória. Mas não deve esperar um adversário desanimado. O Flamengo vive aquele momento em que o perigo do rebaixamento faz o time correr mais.

Outro detalhe, sempre preocupante, quando se enfrenta um time “de massa”, é que, em dúvida, a arbitragem tende a favorecer a equipe de mais torcida, ainda mais quando esta joga em casa. Mas isso não pode ser uma preocupação dos jogadores. Se o árbitro anular um gol, que façam outro. Não haverá outro remédio. A propósito, a arbitragem será de Sandro Meira Ricci (PE), auxiliado por Alessandro Rocha de Matos (BA) e Rafael da Silva Alves (RS).

Montillo poderá voltar domingo

Conversei com Montillo ontem e ele me garantiu que já está quase bom e talvez possa jogar domingo.

Em 1995 o rubro-negro carioca montou o que chamavam de “o ataque dos sonhos”, com Romário, Sávio e Edmundo. Bastante badalado, esse time recebeu o Santos, no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro de 1995. Veja o que deu:

O que você tem a dizer de Santos e Flamengo?


Mano Menezes não! E outros conselhos vitais à diretoria do Santos

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Contratar Mano Menezes para técnico do Santos é o típico negócio que não cheira bem.

No Palácio de Versalhes, nos arrabaldes de Paris, a nobreza vivia sem nenhum contato com o povo e a dura realidade das ruas. Assim, quando informaram à rainha Maria Antonieta que o povo não tinha pão, ela respondeu “ora, então que comam bolo”. Lembro-me disso porque leio que o presidente Laor, que tem passado os dias no aconchego de seu lar, cercado por amigos e familiares, declarou a um jornal que se Bielsa não vier, pretende convidar Mano Menezes para ser o técnico do Santos.

Vi a demissão de Muricy Ramalho como um passo da diretoria no caminho de uma identificação maior com o torcedor santista. A vinda de Menezes criaria um abismo entre a corte e o povo, ou melhor, entre a direção do clube e seus torcedores. Muito identificado com o alvinegro de Itaquera, parceiro de Ronaldo e Andrés Sanchez, Mano Menezes é o último técnico que um dirigente santista pensaria em contratar.

Este blog não é preconceituoso, mas, modéstia à parte, entende um pouco da alma do santista. Fiz um título semelhante quando se pensou em contratar Bill, em vez de Romarinho. Mas Laor, imune aos clamores do povo, quero dizer, do torcedor, preferiu pagar 100% do passe de Bill e ignorou o santista Romarinho, que viria para o Santos por uma bagatela. Resultado: Bill foi embora sem nada fazer de útil, enquanto Romarinho é titular em um dos times mais competitivos do País no momento.

Quem poderia aconselhar Laor a contratar Mano Menezes? O amigo Andrés Sanchez? Talvez. A possibilidade é tão absurda, que só posso ver nesse plano a interferência de alguém preocupado com o desemprego do ex-técnico do alvinegro paulistano, que assumiu a seleção após a desistência de todos os favoritos para o cargo.

Meninos, sim, mas não só eles!

Tenho lido que o Santos usará o dinheiro da venda de Neymar para construir um CT para as categorias de base. Ótimo. Mas e o resto do dinheiro? Sim, porque não dá para se desfazer do melhor jogador sul-americano e não sobrar nada para comprar um outro à altura, ou ao menos um titular absoluto. A história dessa venda precisa ser melhor explicada. Os números não batem.

Um time de Meninos da Vila também precisa de jogadores mais experientes. Em 1978 havia Joãozinho, Clodoaldo, Ailton Lira; em 1995, Giovanni, Gallo, Wagner; em 2002, Fábio Costa, Léo, Renato, Alberto; em 2010, Robinho, Marquinhos, Edu Dracena, Durval… Não dá para escalar um time só com a garotada. Esta seria uma alternativa desesperada, no caso de o clube estar com o caixa realmente a zero.

Pagar fortunas por um técnico é bobagem

Imaginei que Marcelo Bielsa se encantaria por trabalhar no Santos e não quereria sangrar os cofres do clube, mas me enganei. Pelo que o professor pediu, e só a partir de janeiro, é melhor esquecê-lo. Também não está com essa bola toda. Que se procure uma opção mais razoável.

De nada adiantará economizar uma fortuna com o salário de Muricy Ramalho e trazer outro técnico nas mesmas condições. Se técnicos valessem mesmo o que pedem, não ficariam desempregados por tanto tempo. Está aí um cargo para o qual os clubes, unidos, deveriam estabelecer um teto salarial. Nenhum técnico brasileiro deveria receber mais do que 200 mil reais por mês. Se não estivessem contentes, que fossem trabalhar na Arábia, na Transilvânia, ou onde quisessem. Queria ver se em pouco tempo essa orgia financeira não estancaria.

Por enquanto, fiquemos com Claudinei Oliveira. O grande Lula e o não menos grande Formiga começaram assim, vindos das categorias de base. Torçamos para que Claudinei se firme. Está na hora de o Santos, que já revelou tantos técnicos, revelar mais um.

O caso Victor Andrade

Acabo de receber o telefonema de um amigo de infância, o Paulinho Stapait, santista fanático, indignado com o não aproveitamento do Victor Andrade. Realmente, é estranho o rapaz nunca mais ter sido escalado, depois de ser anunciado como um novo astro da Vila e assinar um contrato com uma multa milionária. Por que Victor está na geladeira? Quem souber, que se pronuncie.

Custo fixo do Santos é uma bomba-relógio

Já falei sobre isso e falarei de novo, apesar de saber que boa parte dos altos funcionários do clube me odeiem por isso: esta gestão elevou demais o custo fixo do Santos e essa política salarial corrói rapidamente o que o clube fatura, colocando-o sempre em situação delicada, principalmente em momentos como este, em que não há patrocinador máster na camisa.

Paga-se o teto salarial para muitos funcionários que foram escolhidos mais por suas convicções ideológicas do que por seu currículo profissional. Isso faz com que o Santos gaste como uma multinacional e funcione como uma empresa brasileira de fundo de quintal.

Antes esses funcionários eram terceirizados, hoje todos são registrados em carteira, com salários acima da média de mercado de Santos. O custo fixo mensal mais do que dobrou nos últimos anos e como agora o faturamento diminuiu, os “problemas de fluxo de caixa” tornaram-se terríveis. Fico imaginando a bomba que sobrará na mão de uma nova diretoria que assumir o clube nas próximas eleições.

Não foi ético administrar as finanças do clube dessa maneira, condenando as administrações posteriores a gastar fortunas se quiserem mudar o quadro de funcionários do Santos. E diante de tantos encargos, comentam que o dinheiro da venda de Neymar servirá apenas para pagar dívidas e manter a folha salarial em dia. Será? O blog está à disposição para o esclarecimento dos responsáveis.

E você, o que acha disso tudo?


Santos e Corinthians jamais será um jogo amistoso


Hoje é jogo para você se consagrar, garoto. Vai com fé! (Felipe Anderson no treino de ontem no CT Rei Pelé – foto de Ricardo Saibun/Divulgação Santos FC).

Li em um site que hoje Santos e Corinthians, às 19h30m, no Pacaembu, farão um jogo amistoso, já que ambos nada almejam no campeonato. Ora, quem define o quanto vale uma partida não é a fria tabela de classificação, mas a paixão dos torcedores, e garanto que para os aficionados dos dois alvinegros não há jogo amistoso quando eles se enfrentam. Ao contrário. É sempre uma batalha.

Se o técnico Tite resolveu poupar meio time, o problema é dele. Muricy Ramalho tem obrigação de convocar sua melhor equipe e gritar muito na beira do gramado para conseguir um resultado que apague um pouco a péssima campanha que o Alvinegro Praiano faz neste Brasileiro.

Dizem por aí que, “para não correr risco de lesão”, Tite não escalará Ralf, Paulinho, Fábio Santos e Martinez, envolvidos no superclássico das Américas no meio da semana. Outros desfalques serão Chicão e Douglas, suspensos.

O Santos não terá Neymar, suspenso devido a um cartão amarelo mandrake no último jogo, e também não contará com Adriano, machucado. No mais, Muricy poderá selecionar o que tem de melhor.

Para o lugar de Neymar, o técnico diz estar em dúvida entre Victor Andrade e Crystian. Então eu penso aqui comigo: será que há opção mais óbvia do que dar ao garoto Victor Andrade, que também é meia atacante, como Neymar, a oportunidade de enfrentar um adversário tradicional e revelar suas qualidades, tão valorizadas pelo contrato com o Santos? Por que pensar em escalar Crystian, um lateral?!

Bem, só espero que os dois times respeitem o torcedor e não façam um jogo de compadres, que termine com um 0 a 0 ou 1 a 1 sem criatividade e poucos sobressaltos. Já que o confronto “não vale nada”, que valha pela rivalidade e pela emoção – propriedades que são a essência do futebol.

E se não há muito mais o que almejar nesse campeonato, que os dois técnicos, famosos por adorar o estilo retrancado, liberem suas equipes e proporcionem uma partida mais aberta, com cara de futebol brasileiro nos bons tempos. Até porque ambos são cotados para assumir, em janeiro, o comando da Seleção.

Mano Menezes foi apenas o primeiro dominó a cair?

Há quem assegure que Mano Menezes será substituído por Tite, o que manteria o esquema alvinegro itaquerense, cujos pilares são o técnico da Seleção, o diretor de Seleções da CBF (Andrés Sanches), o coordenador da Copa do Mundo (Ronaldo Nazário) e o “conselheiro” sênior da CBF (ex-presidente Lula).

Mas pode ser, também, que Mano Menezes tenha sido o primeiro dominó a cair. Em seguida irá por terra Andrés Sanches, o diretor de seleções que mal fala o português, substituído por Marco Polo del Nero. Ronaldo Nazário, mais preocupado em tentar (inutilmente) perder peso para um programa de tevê, talvez continue em uma função apenas decorativa na comissão da Copa, e as opiniões de Lula, que não conseguiu evitar o julgamento do Mensalão, provavelmente serão cada vez menos ouvidas por José Maria Marin.

Escritório da Presidência da República é foco de corrupção

A propósito, o UOL destaca que ontem a Operação Porto Seguro, da Polícia Federal, prendeu seis pessoas e indiciou outras 12 ao realizar uma ação de busca e apreensão no escritório da Presidência da República em São Paulo. Entre os investigados está a chefe do gabinete, “Rosemary Novoa de Noronha, que conheceu Lula na década de 1990, quando trabalhava para o então presidente nacional do PT, José Dirceu, a quem assessorou por 12 anos. Rosemary começou no governo federal em fevereiro de 2003, como assessora especial do gabinete regional, e passou a chefe da unidade em 2005.”

“Rosemary secretariava o então presidente Lula em viagens internacionais e foi responsável pela nomeação dos diretores Paulo Vieira (Agência Nacional de Águas) e Rubens Vieira (Agência Nacional de Aviação Civil). Os dois e o empresário Marcelo Rodrigues Vieira, todos irmãos, estão entre os presos. Também foram presos temporariamente os advogados Marcos Antônio Negrão Martorelli e Lucas Henrique Batista, ambos em Santos, e Patricia Santos Maciel de Oliveira, em Brasília. Patrícia já foi posta em liberdade.”

“Para a Polícia Federal, há comprovação da participação de servidores corrompidos da ANA, Anac, Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antac), AGU, Tribunal de Contas da União (TCU) e Ministério da Educação e Cultura (MEC). A investigação começou após um servidor do TCU ter procurado a polícia para confessar que havia sido cooptado por criminosos interessados em comprar um parecer técnico. A recompensa seria o pagamento de R$ 300 mil. Ele chegou a elaborar o documento e receber a primeira parcela, de R$ 100 mil, mas se arrependeu posteriormente.”

A princípio, o fato de Rosemary ter trabalhado 12 anos para José Dirceu e estar há nove anos a serviço de Lula – o que dá 21 anos convivendo com a cúpula do Partido dos Trabalhadores – não quer dizer que o ex-presidente conheça suficientemente e nem saiba das falcatruas de sua funcionária. Muito ocupado com palestras, viagens e reuniões como conselheiro da CBF, já que também é um expert em futebol, certamente Lula não sabe, não viu e sequer percebeu as manobras de sua chefe de gabinete.

Porém Rosemary era tida como pessoa de confiança de Lula e por isso a Polícia Federal acha muitíssimo improvável que o presidente, sagaz como sempre foi, não tivesse ao menos desconfiado das atividades de sua subordinada. Bem, as investigações estão apenas começando, mas já preocupam o Planalto.

Retrospecto de Santos x Corinthians

Por Wesley Miranda

O clássico mais antigo de São Paulo completará ano que vem 100 anos, e já chegou ao confronto oficial de número 304 na história, com 97 vitórias do Santos contra 123 vitórias do Corinthians e 84 empates. O Alvinegro Praiano marcou 475 gols e o da capital 559.

Em partidas válidas pelo Campeonato Brasileiro, o Santos já enfrentou a equipe do Corinthians em 51 oportunidades tendo vencido 18 empatado 15 e perdido 18 marcando 71 e sofrido 70 gols.

Artilheiros santistas do confronto
O artilheiro do confronto é Pelé com 50 gols! O Corinthians é a maior vítima do Rei do Futebol, que disputou 48 jogos, vencendo metade deles, empatando 15 e perdendo apenas nove. Marcar 50 gols em um mesmo time é um recorde sul-americano. Pelé marcou quatro gols na mesma partida em três oportunidades: 6 a 1 em 1958, 7 a 4 em 1964 e 4 a 4 em 1965.

O vice-artilheiro do confronto é o gênio Coutinho, que nunca perdeu para o rival atuando com Pelé. Ele marcou 13 gols em 16 jogos disputados (média de 0,81 gols por jogo). Em seguida vem José Macia, o Pepe, com 12 gols em 26 jogos (média de 0,46 gols por jogo). Feitiço, Odair Titica e Válter Vasconcelos, todos com nove gols, e Camarão, Antoninho Fernandes e Guga, com oitos gols, fecham a lista de maiores artilheiros contra o Corinthians.

Veja um vídeo com o maior artilheiro desse duelo:

www.youtube.com/watch?v=qa19MEY6Fa8

O primeiro encontro
Depois da derrota na estreia em Campeonatos Paulistas frente ao Germânia por 8 a 2, o técnico e zagueiro do Santos, Urbano Caldeira, decidiu fazer algumas alterações no “team”. A grande alteração foi a substituição do goleiro francês Julien Fauvel para a entrada de Durval Damasceno. Deu certo, e, no dia 22 de Junho de 1913, o Santos venceu o Corinthians por 6 a 3 com quatro gols dos futuros selecionáveis (a seleção brasileira só começou em 1914) Adolpho Millon Jr (2), Arnaldo Silveira (2) e, completando a goleada, Nilo e o próprio Urbano Caldeira.

Jogo insólito
Nos 100 anos de história, o Santos já jogou alguns jogos não oficiais combinado com Vasco, Flamengo, seleções de Argentina, Chile, Paraguai…. mas nenhum jogo foi tão insólito quanto o de 1925. Um combinado Santos/Corinthians.

Um amistoso no Parque Antártica com um duplo combinado entre Palestra Itália/Sirio contra Santos/Corinthians….

Vitória do primeiro combinado por 3 a 2. Os gols do segundo combinado saíram de jogadores santistas, Camarão e Hugo. O zagueiro do time da capital Pinheiro marcou contra o gol que deu números finais no placar, no segundo tempo da prorrogação.

Forasteiro Campeão
Depois de perder a decisão do Paulista de 1930 para o rival por 5 a 2 na Vila Belmiro, o Santos tinha a enorme chance de se redimir e conquistar o Paulista de 1935 contra o Corinthians no Parque São Jorge. O Santos FC e sua torcida temiam muito por um costumeiro favorecimento para os times da capital, pratica muito comum especialmente no período pré-profissional (antes de 1933). Para garantir que a marmelada não acontecesse, um grupo de estivadores santistas foram juntos com o time dispostos a tacar fogo no estádio se preciso!

Mas em campo o Santos se impôs e conquistou a vitória por 2 a 0 com gols de Raul Cabral aos 35 do primeiro tempo e Araken Patusca aos 17 do segundo tempo. Pela primeira vez, um clube fora da cidade conquistava o Paulistão.

www.youtube.com/watch?v=RrpgYW7Wk-8

A quebra do jejum
Depois da conquista de 1935, o Santos ficou 20 anos esperando por um novo título Paulista. E ele veio com a vitória em cima do Taubaté na Vila por 2 a 1, com gols de Álvaro aos 15 minutos e Pepe com o gol do desempate aos 20 minutos do segundo tempo! E a disputa era contra o Corinthians, que venceu o rival Palmeiras, mas ficou com o vice.

www.youtube.com/watch?v=jzbeVjJWDxE

Para a imprensa e para os torcedores dos clubes da capital, tinha dado zebra e, no ano seguinte, voltariam a ser campeões e o Santos pegaria mais 20 anos de fila. Ledo engano, porque vinha o Bicampeonato Paulista, e depois começava a Era Pelé sob o comando de Luis Alonso.

Nenhum time sofreu tanto com o Santos de Pelé no comando de Lula do que o Corinthians. De principal time do estado, passou a lutar com o São Paulo para ser a terceira força.

Da estreia do Rei no time titular em 1957 até a saída de Lula foram 34 jogos, com 20 vitórias santistas, contra cinco vitórias do Corinthians e nove empates.

A diferença que refletia nos confrontos consequentemente refletia nas conquistas! Enquanto o Santos conquistava títulos com enfadonha tranquilidade, o Corinthians colecionava vexames! O mais puro contraste de alvinegros.

Os grandes triunfos do Santos sobre o rival foram o Paulista de 64, quando os times terminaram o primeiro turno empatado, mas, já quase no fim do segundo turno, o Santos aplicou uma sonora goleada de 7 a 4 com quatro de Pelé e três de Coutinho e praticamente garantiu o título e eliminou o rival! O outro “triunfo” foi um empate na decisão do Rio-São Paulo 66. Sem Pelé, com Coutinho e Mengálvio expulsos, o Santos empatou contra o Corinthians de Garrincha no Pacaembu em 0 a 0 e impediu o título do rival. Flávio, do Corinthians, ainda perdeu um pênalti! Sem datas para continuar a disputa foram declarados campeões, Santos, Corinthians, Botafogo e Vasco, todos empatados com 11 pontos!

A era Pelé sob o comando de Antoninho
O auxiliar de Lula assumiu o Santos em 1967 com uma enorme responsabilidade: renovar um elenco vencedor. Jogadores como Zito, Coutinho, Pepe, Mauro Ramos e Gylmar tinham que ser substituídos por nomes equivalentes. Com isso, o rival passou a equilibrar um pouco mais nos confrontos.

Sob o comando de Antoninho Fernandes, foram 21 jogos com oito vitórias do Santos, seis vitórias do Corinthians e sete empates.

Mas uma dessas derrotas foi para o técnico Lula, então técnico do rival. E foi depois de 11 anos sem vitórias em campeonatos Paulistas.

Apesar do equilíbrio, o Santos seguiu contrastando com o rival no quesito títulos. Inclusive foi com a ajuda do rival que o Santos conquistou o Paulista de 1967. O Corinthians de Lula e São Paulo se enfrentaram na última rodada, e uma vitória dava o título ao tricolor depois de 10 anos de jejum. O jogo seguiu 1 a 0 para o São Paulo até os 44 do segundo tempo, quando Benê empatou e provocou uma partida extra de desempate entre Santos e São Paulo. O Peixe venceu por 2 a 1 e se sagrou campeão!

O grande triunfo santista em cima do rival foi no Paulistão 69. Depois de terminar a primeira fase em primeiro lugar, o Corinthians enfrentou o Santos no primeiro jogo do Quadrangular que tinha os quatro grandes de São Paulo. Confiante, Paulo Borges chegou a declarar que o grande adversário era o Palmeiras de Ademir e se esqueceu do Santos de Pelé. Resultado: Santos 3 × 1 Corinthians, com um de Edu e dois de Pelé! Todos golaços!

www.youtube.com/watch?v=FVOMMZPLoLw

A era Pelé sob os comandos de Mauro Ramos e Pepe
Era o fim de uma era do Santos, era o fim de uma era do futebol brasileiro!

A diretoria santista promoveu ex-jogadores e ídolos como técnicos: o zagueiraço Mauro Ramos e o eterno Pepe. Sob o comando dos dois, frente ao Corinthians foram duas vitórias, quatro derrotas e quatro empates. Desvantagem nos confrontos, mas vantagem em títulos, já que o Peixe ainda conquistou o título Paulista de 73!

Feios, Sujos e Malvados
Os Meninos da Vila de Chico Formiga formavam um time excepcional, dono de um futebol total, discoteca, irreverente… Mas ficaram um tempo sem vencer o alvinegro da capital, o que só aconteceu no final de 1983: 2 a 0 com gols de Pita, que jogou muito, e Vagner, contra.

Mas foi mesmo com um grupo experiente que o Santos conseguiu seu maior triunfo. Comandado por um conciliador (Castilho) que contava com uma muralha no gol (Rodolfo Rodrigues), um cão de guarda no meio (Dema), um matador no ataque (Serginho Chulapa), sem falar de Paulo Isidoro, Humberto, Zé Sergio, Lino, Toninho Vieira, Marcio Rossini… Um simples empate, e a taça desceria a serra. Quando a bola rolou, quase 112 mil pessoas viram um jogo truncado, sendo decidido pelos dois principais nomes do time: a muralha funcionou como sempre e o matador apareceu aos 27 minutos do 2º tempo para marcar o gol do título! E o Santos acabava com o jejum de seis anos sem títulos paulistas, de novo contra o adversário!

Vale rever o gol do santista Chulapa e os últimos minutos daquela decisão.

www.youtube.com/watch?v=r7Dy1VuQBBM

O matador
Nas épocas de vacas magras, o torcedor tinha poucos motivos para comemorar, e um deles era o matador Guga! Exímio cabeceador, sempre bem colocado, ganhou o coração da torcida por fazer muitos gols, em especial contra o Corinthians. Em 11 jogos, foram oito gols, média de 0,7 por jogo contra o rival. Uma das maiores da história do Santos.

E em dois jogos, foram seis gols. O primeiro em 25/10/1992, a vitória de virada por 3 a 1 com três gols de Guga. Quebrou um jejum de quatro anos sem vitória em cima do rival, e o seu terceiro gol foi inesquecível!

O outro jogo foi em 1994, e também de virada, o Santos bateu o Corinthians por 4 a 3, com três gols de Guga e um de pênalti do volante Dinho! Outro destaque da partida foi o goleiro Edinho, que fez no mínimo três defesas incríveis!

Veja um vídeo homenagem com o matador Guga

www.youtube.com/watch?v=lojyPrLuQUM

Voltando para casa
Mesmo tendo o seu estádio próprio desde os primórdios de sua história, o Santos, durante muitas décadas, abriu mão de sua casa quase que por completo em confrontos contra o Corinthians.

Só na geração Giovanni, que, depois de muita resistência, a Vila Belmiro foi palco de um novo Santos e Corinthians. No Paulista de 1995, 3 a 1 para o Santos e no Brasileiro 3 a 0. Desde então, a história do confronto se equilibrou e, no novo século, tende ao Santos.

Em uma dessas “voltas para casa”, o Santos conquistou o Torneio de Verão 1996. Um torneio de pré-temporada com as presenças de Santos, vice campeão Brasileiro 1995, Corinthians, campeão Paulista 1995, Cruzeiro, então futuro campeão da Libertadores 1996, e Grêmio, futuro campeão Brasileiro 1996.

Depois de vencer nos pênaltis o time gremista, o Santos chegou na final contra o Corinthians. A vitória santista no dia 24/06/1996 foi por 3 a 1 com gols de Giovanni, Kennedy e Camanducaia, conquistando o torneio!

www.youtube.com/watch?v=e6yZxTBAUfQ

A geração Diego e Robinho
Na maior final entre os dois clubes, deu Santos. Com requintes de genialidade de um adolescente ainda em formação, mas com talento precoce, uma histórica tradição de Vila Belmiro. Aliada com uma exibição de gala de seu número 1, o Santos ganhou as duas partidas da final do Brasileiro de 2002 e quebrou de novo, em cima do rival, seu jejum de título.

www.youtube.com/watch?v=WZFnvPjJP18

Foram cinco vitórias santistas em 2002, o que torna o Santos FC o maior algoz do Corinthians em uma só temporada. Em 1977, a Ponte Preta também ganhou 5 jogos, mas perdeu justamente os 2 decisivos.

O santista não pode reclamar de 2002.

Rio-SP – 1 a 0 – gol de Willian

Amistoso – 3 a 1 – André Luís, William e Renato

Brasileiro – 4 a 2 – Alberto (2) e Elano (2)

1ª Final do Brasileiro – 2 a 0 – Alberto e Renato

2ª Final do Brasileiro – 3 a 2 – Robinho, Elano e Léo!

De quebra, Robinho, em oito jogos, venceu sete e empatou um. Ficou invicto, sem falar no jogo anulado de 2005!

Além disso, o único gol marcado por Léo em um Campeonato Brasileiro frente ao Corinthians foi o da final de 2002.

7 a 1 ou 8 a 1 em quatro vitórias?
Depois de ganhar do Santos por 7 a 1 no Pacaembu no polêmico Brasileiro de 2005, a torcida corintiana passou a festejar o resultado com bandeiras e camisas comemorativas. Mas foi no confronto seguinte que o Santos iniciou uma nova sequência de vitórias.

No dia 12/02/2006, no Morumbi, pelo Campeonato Paulista, todos esperavam uma nova goleada do Corinthians de Tevez, mas o técnico Luxemburgo surpreendeu e armou o time com três zagueiros. A tática do técnico santista apareceu mesmo quando Geílson, aos 33 minutos do segundo tempo, marcou o gol da vitória em rápido contra ataque e garantiu a vitória santista mesmo com um jogador a menos!

www.youtube.com/watch?v=ThZ5CjwuXKo

Importante resultado na conquista em formato de pontos corridos do Paulista de 2006.

2 a 0 – Atuando na Vila Belmiro no dia 28/05/2006 pelo Brasileiro, o Santos ganhou do Corinthians por 2 a 0 com gols de Cléber Santana e Rodrigo Tabata.

3 a 0 – No segundo turno, no dia 05/10/2006, no Pacaembu, o Santos ganhou novamente do Corinthians, dessa vez com o placar mais dilatado: 3 a 0 com gols do lateral Kléber, Leandro e Zé Roberto.

2 a 1 – Fechando a série de quatro vitórias, pela 16ª rodada do Paulista de 2007, o Santos venceu por 2 a 1 na Vila Belmiro com gols de Zé Roberto e Jonas, e praticamente eliminou as chances do rival de disputar a fase semifinal.

Os Meninos cresceram
O Corinthians vinha em ascensão depois de amargar a segunda divisão em 2008. E jogando contra o Santos dos inexperientes Ganso e Neymar conquistou o Paulista de 2009, ganhando na Vila por 3 a 1 e empatando em 1 a 1 no Pacaembu.

Dois anos e muitos jogos depois, os time se enfrentaram na final do Paulista de 2011. Neymar já não era mais nenhum menino. Poucos dias antes de conquistar o Tricampeonato da Libertadores, mesmo com Ganso se contundindo no primeiro jogo da final, 0 a 0 no Pacaembu. O Santos se sagrou bicampeão Paulista ao derrotar o rival por 2 a 1 na Vila Belmiro.

Confira no vídeo, os gols de Arouca e Neymar. Ao final, um tributo a todos os times do Peixe que conquistaram o Paulista até 2011!

www.youtube.com/watch?v=YxfcLDsSq3E

A última decisão

Depois de derrotar o Santos na Vila por 1 a 0 na primeira partida da semifinal da Libertadores de 2012, bastava ao Corinthians o empate para chegar pela primeira vez em uma final de Libertadores. Para o Santos disputar sua quinta final, vitória por dois gols. Neymar abriu o marcador já no fim do primeiro tempo, mas o gol de Danilo na segunda etapa foi o resultado suficiente para garantir ao Corinthians a passagem para final da competição.

Neymar artilheiro da Libertadores
Com o gol marcado contra o Corinthians, Neymar se tornou artilheiro da competição junto com Alustiza, do Deportivo Quito, ambos com 8 gols.

Essa foi quarta vez que um santista terminou artilheiro da Copa Libertadores
1962: 6 gols: Coutinho, Alberto Spencer (Peñarol) e Enrique Raymondi (Emelec)

1965: 7 gols: Pelé

2003: 9 gols: Ricardo Oliveira e Marcelo Delgado (Boca Juniors

2012: 8 gols: Neymar e Alustiza (Deportivo Quito)

Esse gol também colocou o Neymar como vice artilheiro do Santos em Libertadores junto com Robinho, ambos com 14 gols. Pelé é o primeiro com 16 gols.

O último encontro

Pela 18º rodada, Santos e Corinthians se enfrentaram na Vila Belmiro no dia 19/08. Em jogo recheado de polêmicas o Peixe bateu o rival por 3 a 2 com gols de André(2) e Bruno Rodrigo.

CURIOSIDADES

Troca de Alvinegros

Apesar da rivalidade, não foram poucos os jogadores que trocaram de alvinegro ao longo da história. Vamos citar alguns:

Santos – Corinthians
Tuffy Neugen (Satanás Negro), Cláudio Cristóvão Pinho (maior artilheiro da história do rival), o ponta Tite, Edu, João Paulo (Papinha da Vila), Serginho Chulapa, Mauricio Assolini, Jamelli, Alessandro Cambalhota, Gustavo Nery, Deivid, Paulo Almeida, Alberto, Robert, Fábio Costa e os laterais direitos Pedro, Dennis e Alessandro.

Corinthians – Santos
Gylmar dos Santos Neves, Almir Pernambuquinho, Amaral, Ataliba, Sócrates, Hugo de Leon, Wladimir, Viola, goleiro Nei, Rincón, Edmundo, Marcelinho Carioca, Ricardinho, Fábio Baiano, Betão, lateral Kléber, Fabinho, Luizão e Doni.

Sem falar no caso de jogadores que atuaram pelos 4 grandes como Neto, Luizão, Muller, Cesár Sampaio e Antonio Carlos.

Na era profissional: Santos 20 × 18 Corinthians

Muito se fala que o Corinthians é o maior campeão Paulista de todos os tempos, com 26 títulos, mas pouco se comenta um fato importante. Depois que foi instituído o profissionalismo no futebol brasileiro (1933), o rival, que já tinha 8 títulos, conquistou mais 18, enquanto o Santos conquistou 20 paulistas no mesmo período, dois a mais que o Palmeiras (18) e igual ao São Paulo (20).

Homônimo Corinthians
Segundo o pesquisador Evaldo Rodrigues, o Santos já enfrentou quatro Corinthians em sua história além do tradicional rival: o de Presidente Prudente, o de Santo André, o de Salto e um Corinthians gaúcho contra o qual jogou em 1948.

E você, acha que o jogo de hoje é um mero amistoso?


Flu é tetra. Mano chama Durval. Aarão descobre talentos da base

Ombudsman e Torcedores Santistas,

Hoje tem Neymar pela selenike em seu milésimo jogo, porém às 20h00m tem Bahia x Santos pelas quartas de final da Copa do Brasil – Sub 20 com transmissão pela ESPN/Brasil. Será o jogo dos dois melhores ataques do torneio até o momento: o baiano com 12 gols em 3 jogos contra a “Tropa de Elite” santista com 14 gols em 4 jogos.

Não fosse essa a era dos “defeituosos de fábrica”, fica a certeza de que ao menos um ou dois dos jogadores da base santista seriam titulares absolutos no atual time dos “cabeças de bagre”, cognominação recentemente atribuída pelo mandatário mor do clube ao elenco do time profissional.

De toda forma, fica a sugestão para acompanharmos a essa partida torcendo para mais uma vitória e, quem sabe, a conquista de mais um título inédito.

Saudações Alvinegras!!!

Nazir Khayat

A torcida do Fluminense pode comemorar de boca cheia e peito aberto este quarto título brasileiro. Poucas vezes, nos últimos tempos, um campeão mostrou tanta superioridade sobre os demais, a ponto de levantar a taça a três rodadas para o final.

Com isso, o Fluminense equipara-se ao Santos com dois títulos em 2012. Porém, em que pese o melhor nível técnico do Campeonato Paulista, em comparação ao do Rio de Janeiro, o Campeonato Brasileiro é a competição mais longa e difícil do calendário nacional, a que exige mais planejamento, elenco e trabalho constante. Não há dúvida de que este título dá ao tricolor carioca o status de melhor time do País em 2012.

Fico feliz pois o Fluminense foi, ao lado do Palmeiras, o clube que mais apoiou o trabalho que o amigo José Carlos Peres e eu fizemos pela Unificação dos títulos brasileiros a partir de 1959. O salão nobre do estádio que sediou o lendário Sul-americano de 1919 – primeira conquista importante do futebol brasileiro – se abriu para receber nosso painel para a imprensa carioca, repetindo o que já tínhamos feito no salão nobre do Palmeiras para os jornalistas paulistanos de boa vontade.

É animador perceber que alguns veículos de comunicação que estavam em cima do muro quanto à Unificação, agora estampam manchetes exaltando o quarto título brasileiro do Fluminense, contando, assim, como se deve, o Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1970.

Nada mais justo e mais inteligente. Não adianta brigar contra os fatos, contra a verdade e contra a manifestação pura e espontânea das massas de torcedores, que são quem movimentam o futebol brasileiro. Ninguém pode duvidar que, ao se tornarem campeões brasileiros novamente, santistas e palmeirenses comemorarão o seu enea, assim como Cruzeiro, Bahia e Botafogo festejarão o seu tri. Isso é inexorável e as disposições em contrário estão eternamente revogadas.

Outro detalhe que me alegra nesse título do Fluminense é a presença de Carlinhos, um legítimo Menino da Vila, na lateral-esquerda do campeão. Formado no Santos, não foi devidamente aproveitado pelo técnico Vanderlei Luxemnburgo e acabou emprestado ao Cruzeiro e depois ao Mirassol. Acabou indo para o Santo André, o vice-campeão paulista de 2010. No mesmo ano, contratado pelo Fluminense, foi titular e muito importante no título brasileiro de 2010. Agora veste a faixa de novo. Parabéns Carlinhos!

Durval na Seleção. Belisquem-me…

Bola com Durval, pimba pra frente. Essa tem sido a jogada característica do zagueiro do Santos, um time que faz a chamada ligação direta o tempo todo. Convocá-lo para a Seleção Brasileira é bastante estranho, pois não é possível que entre os zagueiros brasileiros não haja quem tenha um pouco mais de categoria, senso de cobertura, velocidade e impulsão.

Porém, se o destino lhe dá um limão, faça uma limonada. Pensando assim, espero que o Santos aproveite a valorização do experiente zagueiro e consiga fazer um bom negócio com ele. Uma troca pau a pau por Robinho seria ótimo. Ou quem sabe ceder Durval, Miralles, Bill, David Braz, Galhardo, Gérson Magrão, Rafael, Henrique, Adriano, João Pedro e André pelo Xavi…

Aarão, um técnico especializado em trabalhar com a base


Aarão, vocação para trabalhar com a base e descobrir talentos

Não, não estou pedindo que o Santos o contrate. Estou pedindo que os dirigentes de clubes que leem este blog prestem atenção e, se possível, chamem o técnico Aarão Alves dos Santos para cuidar do departamento de futebol amador de suas agremiações. O rapaz, de apenas 38 anos, já fez bons trabalhos e traz o futebol no sangue, já que é filho do lendário Manoel Maria, craque do Santos nos anos 60 e 70.

Com 10 jogos invictos, Aarão bateu o recorde de Wagner Mancini no Paulista de Jundiaí, levando um time de garotos ao vice-campeonato da Copa Paulista em 2009. Neste trabalho revelou William Rocha, zagueiro do Sport, e Diego Pacheco, do Bragantino, entre outros.

Adepto do futebol ofensivo, Aarão gosta de orientar e lapidar os jovens, pois acredita que depois de uma certa idade é realmente muito difícil corrigir algumas falhas de fundamento:

“O trabalho de base é que forma o jogador, aprimora suas qualidades e busca eliminar suas deficiências. Se até os 19 anos não se consegue deixar o jogador pronto para o profissionalismo, depois é muito difícil”, diz Aarão (sem contar que formar jogadores é a maior fonte de renda muitos clubes).

Casado, com dois filhos, morador em Santos – onde já atuou no Jabaquara – Aarão Alves dos Santos, filho do querido Manoel Maria, é um profissional que pode ser muito útil em um clube preocupado em fazer um bom trabalho de base. Quem quiser entrar em contato com ele pode enviar um e-mail para blogdoodir@blogdoodir.com.br

O que você achou do tetra do Flu e do Durval na Seleção?


Hoje é dia de Neymar doar sangue para o bem da CBF

A Seleção Sanguessuga está formada de novo e hoje enfrentará o time B da Argentina, logo depois da novela, em Goiânia. Neymar, que está perdendo peso por ser sugado pelos vampiros da CBF, mais uma vez será obrigado a trabalhar – e apanhar – para quem não lhe paga o salário.

A Globo tentará vender o jogo como o superclássico das Américas, mas não se iluda. Será mais uma pelada totalmente dispensável. Como só podem ser utilizados jogadores em atividade no continente, o adversário é tão fraco que nos comentários do jornal Olé os leitores argentinos prevêem que o time do retranqueiro Alejandro Sabella vai tomar de quatro ou cinco. Aliás, lá, como aqui, tem muita gente torcendo contra sua seleção, justamente para que seus técnicos caiam.

Se a Seleção Brasileira já era um balcão de negócios nos tempos de Ricardo Teixeira, hoje com o titio José Maria Marin, Andrés Sanchez e Lula, virou uma máquina insaciável de fazer dinheiro e moer carne. Neymar já deixou de fazer 14 jogos pelo Santos devido às convocações para a Seleção. Ou seja, o Alvinegro Praiano está perdendo a chance de disputar a Copa Libertadores no ano que vem e ainda corre o risco de ser rebaixado este ano por causa dos conluios entre os homens que dividem o poder na Seleção Brasileira.

A orientação política da CBF é totalmente anti-santista. O que, por um lado, é bom. Pois pelos inimigos é que se conhece o caráter de um homem. Creio que o início de um movimento para que Luis Álvaro se tornasse presidente da entidade despertou a ira dos que estão se lambuzando com o poder e não querem perder o mel. Pior para o Santos, que está sendo prejudicado acintosamente por uma confederação que deveria preservar os grandes clubes e os grandes jogadores brasileiros, ao invés de exauri-los.

Uma grande diferença entre Neymar e Messi

Para quem gosta de fazer comparações entre Neymar e Messi, é importante informar que o craque do Barcelona não perdeu uma única partida do seu clube por causa da Seleção Argentina e só precisou dedicar 26 dias de 2012 à Seleção, enquanto Neymar já passou 63 dias na convivência desagradável de Menezes, Sanchez e quetais (informações do leitor Wilson de Polli).

Para este ano o Brasil teria de jogar só mais uma partida, contra a Argentina, fora de casa, em 3 de outubro. Mas a gananciosa CBF já aceitou mais dois amistosos inúteis e endinheirados: dia 11 de outubro, contra o Iraque, treinado por Zico, na Suécia, e dia 16 de outubro, contra o Japão, em Wroclam, na Polônia. E lá se vai Neymar de novo, forçado a se expor física e psicologicamente para manter o emprego de Mano Menezes e o esquema inescrupuloso que hoje controla a CBF.

Como já estava no script, Mano Menezes nega que a Seleção seja a culpada pelo cansaço de Neymar e alega, com a maior cara de pau do mundo, que lá é o lugar em que o jogador descansa mais. Ainda seguindo o script, agora que o alvinegro de Itaquera não tem mais pretensões no Campeonato Brasileiro, chegou a hora de convocar seus jogadores em massa. Portanto, esse Brasil cometerá a temeridade de ter cinco jogadores do alvinegro da Zona Leste paulistana.

A pelada nas Américas

Para este jogo inusitado, em que muitos torcedores de Brasil e Argentina torcerão contra suas Seleções, o Brasil jogará com Jefferson, Lucas Marques, Dedé, Rever e Fábio Santos; Ralf, Paulinho e Jadson; Lucas, Luis Fabiano e Neymar.

A Argentina, treinada por Alejandro Sabella, o Mano Menezes deles, deverá iniciar a partida com Ustari, Desábato, Seba Domínguez e Vergini; Peruzzi, Maxi Rodríguez, Braña, Guiñazu e Clemente Rodríguez; Mori (Martínez) e Mugni (Barcos).

Para comandar este falso superclássico das Américas, nada melhor do que um trio paraguaio, formado pelo bom árbitro Carlos Amarilla e seus auxiliares Rodney Aquino e Carlos Cáceres.

O jogo está armado para o Brasil ganhar bem e fortalecer a posição de Mano Menezes, Andrés Sanchez, José Maria Marin, o conselheiro Lula e o organizador da Copa Ronaldo “Femômeno”.

A nós, santistas, só nos resta torcer para que Neymar sobreviva aos pontapés adversários e às artimanhas de Mano Menezes para jogá-lo às feras se a vaca for pro brejo. Jamais torci para a Argentina, mas que uma derrota por 5 a 4, com quatro gols de Neymar, seria interessante, ah, como seria…

E você, o que espera da pelada das Américas, hoje, em Goiânia?


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