Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Vai faltar povo…

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Vai faltar povo…

O Santos recebe o Flamengo nesta quarta-feira, às 21h45, na Vila Belmiro, com a difícil tarefa de vencer por mais de dois gols de diferença para passar para a semifinal da Copa do Brasil. A missão é difícil, mas não impossível. A volta de Ricardo Oliveira pode proporcionar ao Alvinegro os gols que ele precisa. Uma coisa é certa, porém: o jogo será assistido, no estádio, por muito menos torcedores do que deveria.

Informações dão conta de que a diretoria do Santos tentou transferir o jogo para o Pacaembu, estádio mais condizente com a grandiosidade do espetáculo, mas a CBF e a Polícia Militar vetaram porque no mesmo horário haverá um jogo pela importantíssima Copa Sul-americana entre o Alvinegro de Itaquera e o conhecidíssimo Patriotas. Assim, um dos grandes clássicos do futebol brasileiro ficará prejudicado por um joguinho de terceira categoria. Depois, ficam perplexos quanto a Seleção toma de 7 a 1 em uma Copa do Mundo em casa…

Nos tempos em que a meritocracia imperava no futebol e os brasileiros podiam ir aos estádios para, realmente, ver os melhores times e jogadores do mundo, Santos e Flamengo arrastavam multidões para seus duelos. Veja você, amigo leitor e amiga leitora, que dos oito jogos de maior público do tradicional Torneio Rio São Paulo, o único que se repetiu foi Flamengo e Santos, ambos no Maracanã: em 11 de março de 1961 o Santos goleou o rubro-negro por 7 a 1, diante de 87.868 pessoas, e em 6 de fevereiro de 1997 empatou em 2 a 2, conquistando o título do torneio daquele ano, em jogo assistido por um público de 70.729 torcedores.

No Torneio Roberto Gomes Pedrosa, disputado de 1967 a 1970, o único jogo com a presença de um time paulista que figura entre os dez maiores públicos é justamente Santos e Flamengo, que em 15 de setembro de 1968 atraiu 78.022 pessoas ao Maracanã. A partida foi vencida pelo Santos por 2 a 0 e, como se sabe, o Alvinegro Praiano também foi o vencedor do campeonato, conquistando assim o seu sexto título brasileiro.

Se falarmos do Campeonato Brasileiro, a popularidade do clássico é ainda mais ressaltada. Para começar, a finalíssima do título de 1983, jogada no Maracanã, em 29 de maio de 1983, detém o recorde oficial de público de uma partida entre clubes brasileiros, com 155.523 torcedores.

Naquele mesmo Campeonato Brasileiro de 1983 o Santos enfrentou duas vezes o Flamengo no Morumbi. Na primeira partida, pela fase de classificação, venceu por 3 a 2, diante de 111.111 espectadores; na segunda, o primeiro jogo da decisão, venceu por 2 a 1 com um público de 119.984 pessoas. Veja que coisa curiosa: somando-se apenas esses dois públicos do Morumbi já se chega a 231 mil pessoas, cerca de 18 mil a mais do que todo o público somado dos 19 jogos do Santos, como mandante, no Campeonato Brasileiro de 2016 (213.275 torcedores).

Bem, é evidente que o palco natural para os encontros entre Santos e Flamengo só pode ser estádios com capacidade pra 40 mil pessoas ou mais. A Vila Belmiro e a Ilha do Urubu são apenas paliativos de um tempo difícil. Menos mal que a quantidade de torcedores não influi na qualidade do espetáculo, como se viu em 27 de julho de 2011, quando apenas 12.968 pessoas apreciaram, na Vila Belmiro, o jogaço que terminou 5 para o Flamengo de Ronaldinho Gaúcho e 4 para o Santos de Neymar.

Previsão e times

Uma goleada do Santos é difícil, mas não impossível. O Flamengo tem um bom time do meio de campo para a frente, mas sua defesa é vulnerável. Alguns de seus jogadores cansam muito no segundo tempo. Se mantiver a pressão e a motivação constantes, o Santos poderá conseguir o resultado do qual precisa.

Santos: Vanderlei, Victor Ferraz (ou Daniel Guedes), David Braz, Lucas Veríssimo e Jean Mota; Yuri, Vecchio, Lucas Lima; Bruno Henrique, Copete e Ricardo Oliveira. Técnico: Levir Culpi.

Flamengo: Thiago, Pará, Réver, Rafael Vaz e Trauco (Renê); Márcio Araújo, Cuéllar e Diego; Berrío, Everton e Guerrero. Técnico: Zé Ricardo.

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Um ponto pela atitude

Ao final do primeiro tempo eu tinha muitas críticas a fazer ao Santos, que não conseguiu trocar três bolas, não marcou o adversário e nem armou jogadas de ataque, restringindo-se a se amontoar atrás e viver de chutões de Gustavo Henrique para a frente. E o pior é que o Flamengo, que vencia por 2 a 0, nem jogava tão bem. Apenas aproveitava as deficiências santistas. Na segunda etapa, porém, tudo mudou.

Um pouco pelas mexidas de Dorival Junior, um pouco pela atitude mais corajosa do Santos e outro pouco pelo recuo do Flamengo, o certo é que o jogo mudou na segunda etapa e o Santos passou a dominar. Em um escanteio, Ricardo Oliveira foi mais rápido do que o goleiro Paulo Victor para diminuir aos 6 minutos, de cabeça, e Lucas Lima colocou a bola no ângulo aos 26 minutos, no lingo gol que empatou a partida.

O técnico do Santos havia trocado Paulo Ricardo por Marquinhos Gabriel ainda no intervalo, e aos 16 minutos do segundo tempo substituiu Gabriel por Neto Berola. Isso tornou o time mais ofensivo e empurrou o Flamengo para trás. Porém, aos 35 minutos, quando tirou Geuvânio para colocar Thiago Maia, Dorival chamou o time carioca para o campo santista.

De qualquer forma, o empate foi um ótimo resultado. Apesar do oba-oba da imprensa carioca, quem foi ver Guerrero viu o oportunismo de Ricardo Oliveira e a categoria de Lucas Lima. Mas o Santos não pode se empolgar. Para terminar o primeiro turno mais afastado da zona de rebaixamento precisa vencer Coritiba e Vasco, na Vila Belmiro, e ainda tentar roubar ao menos um pontinho do Atlético Paranaense em Curitiba.

Em tempo: A arbitragem de Anderson Daronco foi muito boa. Não se deixou levar pela pressão natural para que o rubro-negro ganhasse mais uma em seu campo. Marcou o que tinha de marcar e deu cartões a quem mereceu.

Flamengo 2 x 2 Santos
Maracanã, 02/08/2015, 16 horas
Renda e Público: R$ 2.450.700,0; 51.749 (pagantes), 61.420 (presentes).
Flamengo: Paulo Victor, Pará, Wallace, César Martins e Jorge; Márcio Araújo, Canteros e Alan Patrick (Gabriel, 20’/2ºT); Everton (Almir, 49’/2ºT), Emerson Sheik e Guerrero. Técnico: Cristovão Borges.
Santos: Vanderlei, Victor Ferraz, Werley, Gustavo Henrique e Zeca; Paulo Ricardo (Marquinhos Gabriel – Intervalo), Renato, Lucas Lima e Geuvânio (Thiago Maia, 35’/2ºT); Gabriel (Neto Berola, 16’/2ºT) e Ricardo Oliveira. Técnico: Dorival Júnior.
Gols: Alan Patrick 1-0 (39’/1ºT), Emerson 2-0 (41’/1ºT), Ricardo Oliveira 2-1 (6’/2ºT) e Lucas Lima 2-2 (26’/2ºT)
Arbitragem: Anderson Daronco (Fifa/RS), auxiliado por Emerson Augusto de Carvalho (Fifa/SP) e Rodrigo Henrique Correa (Fifa/RJ).
Cartões amarelos: Márcio Araújo, Emerson Sheik, Wallace e Guerrero (Flamengo); Zeca e Werley (Santos).

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E você, o que achou do Santos no Maracanã?


Que ao menos a arbitragem seja neutra no Maracanã


Preciosidade histórica do pesquisador Wesley Miranda sobre a goleada de 7 a 1 que o Santos impôs ao Flamengo no Maracanã em 11 de março de 1961

O Flamengo quer lotar o Maracanã para o jogo deste domingo, às 16 horas, com tevê aberta, diante do Glorioso Alvinegro Praiano. A atração é o peruano Guerrero. Se o público alcançar 60 mil pessoas será quebrado o recorde deste Brasileiro, repetindo outras grandes audiências do confronto. O que não pode é a arbitragem vestir a camisa rubro-negra.

Digo isso porque o santista, com razão, põe as barbas de molho quando o time precisa enfrentar o Flamengo no Rio. Ele sabe que, na dúvida, o árbitro acompanhará o grito da torcida. Foi assim na final do Campeonato Brasileiro de 1983, dia 25 de maio daquele ano, quando Arnaldo César Coelho marcou obstrução numa jogada em que o zagueiro Marinho jogou Pita para fora do estádio. Daquele dia, aliás, vem o recorde de público do Brasileiro, de 155.523 pagantes.

Esse jogo sempre atrai muita gente. No Brasileiro de 2007, 87.716 pessoas (81.844 pagantes) viram a derrota do Santos por 1 a 0. Em 2013, no estádio Mané Garrincha, 63.502 pagantes testemunharam o empate sem gols, na despedida de Neymar. Mesmo no ano passado, o público não foi ruim: 37.204 pagantes assistiram à vitória santista por 1 a 0, gol de Robinho.

Para quem não sabe, eu lembro que o Santos já comemorou três títulos em jogos contra o Flamengo, no Maracanã: em 27 de março de 1963 tornou-se campeão do Torneio Rio-São Paulo ao bater o rubro-negro por 3 a 0, gols de Coutinho, Dorval e Pelé, diante de 45.988 pagantes; em 19 de dezembro de 1964 sagrou-se tetracampeão brasileiro depois de um empate sem gols assistido por 52.508 pessoas, e em 6 de fevereiro de 1997, com gols de Anderson Lima e Juari, conquistou seu quinto título do Rio-São Paulo ao empatar em 2 a 2 com o Flamengo de Sávio e Romário, para um público de 70.729 pessoas.

Porém, outros confrontos entre Santos e Flamengo atraíram públicos enormes, mesmo sem valer título. Um deles, jogado em 11 de março de 1961, pelo Torneio Rio-São Paulo, tem uma história que merece ser lembrada.

Vivia-se a era de ouro do futebol brasileiro e o Santos de Pelé fazia de cada partida uma exibição inesquecível. Na rodada anterior o time havia vencido o Fluminense por 3 a 1, no mesmo Maracanã, e Pelé tinha marcado o seu Gol de Placa. Aquele Flamengo contava com alguns de seus maiores ídolos, como Carlinhos, Dida, Joel, Gérson, Babá, e uma multidão de 90.218 pessoas foram ao maior estádio do mundo naquele sábado para ver o esperado duelo contra o Santos mágico de Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe.

Mal a partida começou, entretanto, e o árbitro paulista, Olten Ayres de Abreu, percebeu que um dos bandeirinhas estava de cochichos com o banco carioca. O homem estava se revelando o maior marcador do ataque santista, pois já tinha assinalado faltas e impedimentos inexistentes de Pelé e seus companheiros. Olten resolveu conversar com o homem:

“Fui lá e o admoestei. Ele me ofendeu, disse que era militar e que se eu o importunasse ele me pegava lá fora. Ele não sabia com quem estava lidando. Eu o expulsei de campo e disse que se fosse homem poderia me esperar lá fora”, contou-me Olten anos depois.

Sem um dos bandeirinhas, Olten teve de se virar, mas, atleta que era, conseguiu acompanhar as jogadas de perto e levar a partida até o fim sem problemas. Sem nenhuma interferência da arbitragem, o jogo seguiu seu curso normal e o Santos goleou por 7 a 1. Isso mesmo, 7 a 1!
O zagueiro Bolero, que dançou sem querer, depois contou sua amarga experiência de marcar o ataque santista:

“Eu ainda não tinha botado o pé na bola e o Santos já estava vencendo por 2 a 0. Teve um gol em que eu caí sentado com o drible que o Pelé me deu. Quando eu virei, a bola já estava na rede. O time do Santos não parava de atacar. No final, não sabia mais quem era Pelé, quem era Coutinho, na velocidade eles se pareciam. Tinha também o Dorval, que ajudava a confundir ainda mais. Só sei que eles não paravam de fazer gol”.

Guerrero, Ricardo Oliveira, ou Anderson Daronco?

A imprensa carioca está querendo transformar o Guerrero em um ídolo que ele não é. Faz gol de vez em quando – menos do que Ricardo Oliveira, o santista que lidera a artilharia do Campeonato –, mas está longe de ser um craque. De qualquer forma, o nome do jogo talvez nem seja nenhum dos dois. Pelo retrospecto dessa partida, eu não me surpreenderia se a maior atração fosse Anderson Daronco, o desconhecido árbitro escalado para comandar o espetáculo.

Árbitro Fifa da Federação Gapucha, Daronco será auxiliado por Emerson Augusto de Carvalho (SP – FIFA) e Rodrigo F Henrique Correa (RJ – FIFA). Como seguidores do futebol e bons brasileiros, todos nós sabemos que em um breve apito sua senhoria e seus auxiliares podem fazer muito mais pelo Flamengo do que o Guerrero nos 90 minutos com acréscimos.

Há um interesse tão grande de que o Flamengo vença e cause alguma comoção no campeonato, que eu não me surpreenderia se o Santos fosse operado mais uma vez. Coincidentemente (?) o presidente Modesto Roma acaba de ser suspenso por 30 dias devido às suas declarações contra a arbitragem de Santos 1 x Grêmio 3, quando Geuvânio foi expulso supostamente por entrar em campo sem a autorização do árbitro.

De qualquer forma, como já preconizou o macaco velho Vanderlei Luxemburgo, há um limite até para a roubalheira. O time que quer vencer contra tudo e contra todos tem de estar disposto a marcar dois gols para valer um. Foi assim com o Santos no Brasileiro de 2004.

O técnico Dorival Junior escalou o Santos com Vanderlei, Victor Ferraz, Werley, Gustavo Henrique e Zeca; Paulo Ricardo, Renato e Lucas Lima; Gabriel, Ricardo Oliveira e Geuvânio.

Há leitores do blog que sugeriram o recuo de Paulo Ricardo para a zaga, no lugar de Werley, entrando Thiago Maia no meio de campo. Acho factível. Não sei se seria a hora de experimentar essa mudança em um jogo de tanta responsabilidade, em que a falta de experiência pode pesar, mas é uma fórmula a ser testada.

O zagueiro Gustavo Henrique não foi bem na Seleção do Pan e agora volta ao ambiente que lhe é familiar. Vamos ver como se sai. No mais, acho que insistir na fórmula de três atacantes é uma ousadia que seria aplaudida em outras épocas, mas parece temerária nos tempos atuais, em que os adversários enchem o meio de campo com volantes.

O maior perigo de jogar com três atacantes e de ainda ter um meia ofensivo, como Lucas Lima, e mais dois laterais que avançam, é que se o adversário rouba uma bola em sua defesa, provavelmente armará um contra-ataque bastante perigoso.

Mas o Flamengo também jogará com três atacantes. Éverton substituirá Marcelo Cirino, formando o trio ofensivo com Guerrero e Emerson Sheik. Na defesa do time carioca devem voltar o goleiro Paulo Victor, os zagueiros Wallace e Samir, recuperados de lesão, e nosso conhecido Pará deve voltar à lateral direita, no lugar de Ayrton. Por falar em conhecido, no meio-campo Alan Patrick e Márcio Araújo disputam uma vaga para formarem ao lado de Cáceres e Canteros.

O ambiente psicológico será, em princípio, todo favorável ao Flamengo, mas isso poderá ser mudado se o Santos jogar com inteligência, determinação e coragem. A pressão pela vitória pode fazer o time carioca se expor demais, permitindo boas oportunidades aos atacantes santistas. De qualquer forma, espera-se que seja um grande jogo e que o senhor Anderson Daronco e seus auxiliares não interfiram no resultado.

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E você, o que espera de Santos e Flamengo, neste domingo?


O esquema hoje, no Maraca, teria de ser “bola pro Damião”

http://youtu.be/Isv9F1DZ3t4

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Damião tem treinado muito. Na sala de musculação (Foto: Vinicius Vieira/ Santos FC)

Se você casa com uma pessoa e ela fica gorda e feia, você tem três opções: 1 – Pedir o divórcio; 2 – Juntar dinheiro para o spa e as plásticas; 3 – Fingir que a estética não é importante, e o que vale mais é o que a pessoa tem no seu interior. Como o Santos não conseguiu ainda vender o Leandro Damião e como ele é grandinho para aprender alguns fundamentos do futebol, hoje seria dia de montar um esquema para ele fazer gols no Botafogo.

Tá bom, já sei que após o treino de ontem, na Gávea, Oswaldo de Oliveira anunciou que Rildo entrará no lugar de Gabriel e Damião continuará no banco. Tecnicamente, Oswaldo está correto. Acho até que Damião está um pouco acima do peso. Rildo deve começar aberto pela esquerda, Thiago Ribeiro pela direita, e Robinho no meio. O ataque se torna mais ágil assim. Porém, se Damião não jogar, como o Santos vai recuperar o prejuízo monstruoso de seu investimento?

Não adianta chamar o rapaz de poste, cone e outros objetos imóveis. Um centroavante fixo como ele, se não recebe bola, não tem nenhuma função no time. Com Damião na frente, seria preciso armar o ataque para jogar em função dele. Por exemplo, a ultrapassagem, pela direita, deve ser feita com Thiago Ribeiro e Cicinho, e pela esquerda com Robinho e Mena. Lucas Lima e mesmo Arouca devem entrar pelo meio, usar Damião como parede, ou preparar para a conclusão do atacante.

O burro é investir uma fortuna em um jogador e não criar condições para que ele se sobressaia. Concordo que o marketing deve falar com o técnico antes de um investimento irreal desses, mas agora a Inês é morta. Ou o Damião faz gols, se destaca, ou nenhum clube do mundo vai oferecer por ele ao menos o que o Santos pagou, e ele continuará eternamente sugando a energia vital do Glorioso Alvinegro Praiano.

Como o Gabrielzinho fez o favor de tomar um cartão amarelo de graça por fazer um gol que eu nunca perdi na vida (sim, jamais perdi uma cobrança de pênalti, pode perguntar ao meu irmão Marcos, ao Haroldinho, ao Paulinho Alemão e aos amigos do campo do Diamante, na Cidade Dutra). Bem, mas como o Gabriel, muito mal orientado por Wagner Dinheiro e pelo Santos, ainda toma amarelo por tirar a camisa, Damião deveria ter outra oportunidade de começar uma partida, ou ao menos entrar no segundo tempo, depois que Rildo cansasse os botafoguenses.

Pelo jeito, o Santos começa com Aranha, Cicinho, Edu Dracena, David Braz e Mena; Alison, Arouca e Lucas Lima; Thiago Ribeiro, Robinho e Rildo. Para alguns santistas pode não ser grande coisa, mas é um time que preocupa o técnico do Botafogo, Vagner Mancini. Para ele, o Santos tem um ataque muito perigoso, “de muita qualidade”, e exigirá grandes cuidados do alvinegro carioca. Presumo que mesmo jogando em casa em alguns momentos o Botafogo poderá atrair o Santos e especular os contra-ataques.

Está aí um jogo que merecia ser tratado como grande evento, com uma solenidade antes da partida e a presença de ídolos do passado. Há um lado bonito no futebol que não tem sido explorado por nossos clubes. O Santos pode e deve começar isso. O torcedor deve ir ao estádio para um espetáculo da família, se não de arte, ao menos de emoção. E o reconhecimento da história dos clubes e dos ídolos do passado torna o futebol mais humano e confraternizador. E depois, com a bola rolando, ganhe quem jogar melhor.

No Botafogo, o atacante Emerson Sheik, de tão penosa lembrança para os santistas, deve jogar, pois o clube carioca conseguiu efeito suspensivo após o atleta ser punido pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) por uma entrada violenta no volante Henrique, do Cruzeiro. Esse negócio de efeito suspensivo é outra mágica do STJD que geralmente só favorece times do Rio. Na final de 1995 o Santos pediu um para Vagner e foi negado. Para o STJD, a justiça não é nada cega.

No meio-campo do time carioca o volante argentino Mario Bolatti deve substituir o paraguaio Pablo Zeballos. Não sei dizer se isso é bom ou ruim. Acredito em um jogo muito disputado, pois a garra deve ser uma das armas do time do Rio – algo, aliás, que também não pode faltar ao Alvinegro Praiano. E se as equipes se igualarem na garra, creio que uma vitória santista é bem possível. O que não pode é voltar ao marasmo preguiçoso de alguns jogos fora de casa.

Pena que a tevê aberta não transmitirá a partida, a de mais história deste domingo à tarde. Escolheu o “carismático” São Paulo x Figueirense. De qualquer forma, àqueles que a verão, fica aqui o convite para fazer os comentários neste blog após o jogo. Até mais. Abraços!

Se Gabriel tem mesmo proposta de 10 milhões de euros, vá com Deus!

O ideal para o marketing do Santos é ter sempre um garoto da base se destacando no time profissional, de preferência no ataque. Gabriel é o jogador do momento. Mas ainda não fez o suficiente para ser chamado de craque e nem de ídolo. É apenas o melhor dos Meninos da Vila, mas não vale 250 mil reais por mês nem aqui, nem na China (bem, talvez na china valha).

Talvez em outra situação financeira, o clube pudesse apostar nele e lhe pagar um salário de craque, mas não creio que seja o caso. Para começar, há poucos craques no futebol brasileiro e os salários deles estão superdimensionados diante da realidade de nosso futebol.

Na situação atual, se esta proposta de 10 milhões de euros pelo garoto não for um blefe do empresário Wagner Ribeiro, então que o negócio seja fechado, antes que o Santos, um dia, fique com uma mão na frente e outra atrás, como nos casos de Neymar e Paulo Henrique Ganso. Porém, além de Gabriel, o clube deve negociar Leandro Damião e Thiago Ribeiro. Este último parece que está em greve: não acerta mais o gol nem com reza braba.

E pra você, o Santos deve jogar para Leandro Damião hoje?


Só a presença de Robinho já muda o Santos

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Um Robinho mais maduro agora comanda o Santos (Foto: Ivan Storti/ Santos FC)

Só a presença de Robinho já dá uma cara e uma personalidade nova para o Santos. Viram o gol dele contra o Grêmio? Pura sorte, dirão. Sim, mas ele estava lá, no lugar certo, deu o toque certo, a bola ricocheteou nele e pegou o goleiro no contra-pé. A gente fica com a impressão de que se fosse qualquer outro jogador do Santos, teria acontecido alguma coisa que faria a bola ir pra fora, ou pra mão do goleiro. Robinho faz as coisas se tornarem mais simples.

“Robinho é importantíssimo para nós, como qualidade técnica, nível extra. Mas tem outra coisa, a identidade dele com a camisa do Santos, a confiança que passa, realmente nos dão a condição de estabilizar a equipe mesmo em um momento de grande pressão”, reconheceu Oswaldo de Oliveira.

Sim, esse poder que alguns jogadores têm apenas com a sua presença é que é difícil para alguns analistas compreenderem. O craque não pode ser analisado com os mesmos parâmetros de um jogador normal. Fico imaginando Robinho, em plena forma, jogando a Copa do Mundo. Seria outro peso, outra personalidade para a Seleção Brasileira. Desculpem-me os fãs de Bernard, mas deixar Robinho para levar o assustado velocista foi uma das piores decisões de Felipão – que quinta-feira percebeu como Robinho, mesmo voltando de contusão e sem se expor muito, pode ser decisivo.

Se Robinho puder driblar, ele dribla. Se puder passar, ele passa.Se tiver de voltar para marcar, ele volta e marca. Se tiver de acelerar o jogo, ele acelera. Se tiver de segurar a bola, ele segura. O Menino amadureceu. Hoje é um jogador que, com sua experiência, comanda e dá confiança e tranquilidade ao Santos. Quem não quer jogar no mesmo time de Robinho?

Amanhã, domingo, às 16 horas, no Maracanã, Santos e Botafogo reviverão o grande clássico alvinegro da fase de ouro do futebol brasileiro. Em 1963 saiu um ranking mundial de clubes e o Santos era o líder, seguido pelo coirmão carioca. Um jogo de muita história que, se a televisão obedecesse à meritocracia, seria o transmitido pela tevê aberta. Afinal, quem não quer ver Robinho?

O técnico Wagner Mancini, do Botafogo, disse que seu time precisa emplacar algumas vitórias seguidas. Que coincidência, o Santos também precisa. E uma vitória no Maraca seria excelente, pois na rodada final do turno, não se esqueça, nós temos encontro marcado no Pacaembu, próximo sábado, contra o Vitória, e a chance de novo triunfo. Acreditemos irmão. Como Robinho!

Damião deve jogar no lugar de Gabriel

A bobagem de tirar a camisa ao comemorar o gol de pênalti contra o São paulo, tirou do inexperiente Gabriel a chance de jogar no Maracanã, contra o Botafogo. Se até o horário do jogo não surgir nenhum clube estrangeiro interessado por Leandro Damião, ele deve entrar no lugar do garoto, formando o ataque com Robinho e Thiago Ribeiro.

Logo após venceu o Grêmio por 2 a 0, o Santos viajou de Porto alegre para o Rio de Janeiro e neste sábado pela manhã treinou na Gávea, campo do Flamengo. O time para o clássico alvinegro deve ser o mesmo que jogou no Sul, com exceção de Gabriel, ou seja: Aranha, Cicinho, Edu Dracena, David Braz e Mena; Alison, Arouca e Lucas Lima; Thiago Ribeiro, Leandro Damião e Robinho.

Ingressos pela Internet, até as 17 horas de hoje, sábado

Estão à venda os ingressos para Botafogo e Santos, domingo, às 16 horas, no Maracanã. Os preços vão de R$ 20 a R$ 50. Além dos pontos de venda, os torcedores podem comprar as entradas também pela internet através do site www.maracana.com. Os cariocas estão na 14ª posição, com 19 pontos. Os paulistas estão em 10º, com 23.

Pontos de venda com guichês exclusivos para retirada:
Maracanã – Bilheteria 3 (Rua Professor Manoel de Abreu, s/nº)
Engenhão – Bilheteria Norte (Rua das Oficinas, s/nº, Engenho de Dentro)
Sede General Severiano (Av. Venceslau Brás, nº72, Botafogo)

Pontos de venda e retirada
Cariocas FC – Méier (Rua Dias da Cruz, nº255 – Shopping Méier)
Havaii Sports – Park Shopping Campo Grande (Estrada do Monteiro, nº1.200, Loja 105 G)
Havaii Sports – Via Parque (Av. Ayrton Senna, nº 3.000, Barra da Tijuca)
Estádio Caio Martins (Rua Presidente Backer, s/nº – Icaraí, Niterói)

Venda no dia do jogo

Pontos e venda – das 10 às 13 horas
Sede General Severiano (Av. Venceslau Brás, nº72, Botafogo)

Bilheterias do Maracanã

– das 10h até o término do primeiro tempo
Bilheteria 2 (Maracanãzinho) – venda geral para a torcida do Botafogo
Bilheteria 3 (Célio de Barros) – retirada da compra pela internet
– das 12h até o término do primeiro tempo
Bilheteria 1 (Maracanãzinho) – venda geral para a torcida do Botafogo
Bilheteria 4 (Júlio Delamare) – venda geral para a torcida do Botafogo
Bilheteria Contêiner Mata Machado – venda geral para a torcida do Santos

Reveja o gol de Robinho contra o Grêmio:

E você, acha que Robinho pode fazer a diferença contra o Botafogo?

Timemania – Com 2.149.249 apostas em 80% das cidades brasileiras, Santos foi o quarto time mais citado como “time do coração” no teste do dia 28, quinta-feira. Alvinegro teve 3,21% dos votos, apenas 0,12% menos que o São Paulo.

1º FLAMENGO RJ 104.794 4,91
2º CORINTHIANS SP 85.621 4,01
3º SAO PAULO SP 71.007 3,33
4º SANTOS SP 68.483 3,21
5º PALMEIRAS SP 62.187 2,92
6º GREMIO RS 60.893 2,86
7º VASCO DA GAMA RJ 55.522 2,6
8º CRUZEIRO MG 53.984 2,53
9º INTERNACIONAL RS 53.314 2,5
10º BOTAFOGO RJ 46.920 2,2
11º ATLETICO MG 44.819 2,1

Acorda Santos! – minha coluna de sexta-feira no Metro Jornal

Santos x Grêmio: posturas opostas diante do racismo

santos de 1913, com dois negrossantos campeao de 1935 - 4 negrosTesourinhasantos - time dos sonhos
O Santos de 1913 (no alto, à esquerda), perfilado com três negros; o campeão paulista de 1935, com quatro; Tesourinha, o primeiro negro a ser aceito no Grêmio, em 1952 (depois de ter atuado pelo Internacional) e por fim o Santos bicampeão mundial de 1962/63, com sua elite de ébano.

Aquela garota que xingou o goleiro Aranha de “macaco” e aqueles jovens torcedores do Grêmio que imitaram o som de macacos atrás da meta do goleiro do Santos, não fizeram nada diferente do que sempre fizeram em um estádio de futebol. Isso faz parte de uma cultura que vem de casa e também do clube, já que o Grêmio, fundado em 1903, manteve-se rigorosamente racista até 1952, quando finalmente aceitou um negro no seu time, o ídolo gaúcho Tesourinha.

Por outro lado, o Santos, fundado em 14 de abril de 1912, já nasceu sob a égide do abolicionismo. Entre seus fundadores destacava-se Ricardo Pinto de Oliveira, um dos líderes do movimento abolicionista de Santos. Não foi à toa que na hora de escolher o nome para o novo clube, fosse sugerido “África”, o continente negro de origem de tantos brasileiros.

Primeira cidade de São Paulo a abolir a escravatura, Santos já não tinha escravos em 1887, um ano antes da assinatura da Lei Áurea. A cidade libertária e revolucionária, que se abria para o mundo com o seu enorme porto, tinha sido largamente influenciada pelas ideias de seu filho ilustre José Bonifácio de Andrada e Silva (Santos, 13 de junho de 1763 — Niterói, 6 de abril de 1838), patriarca tanto da Abolição, como da Independência do Brasil.

Em 1913, apenas um ano depois de sua fundação, já se vê uma foto do Santos com três negros perfilados. Em 1935, no time que venceu o Corinthians, no Parque São Jorge e conquistou o primeiro de seus 20 títulos paulistas, lá estavam os negros Ferreira, Janguinho, Marteletti e Neves.Depois, com a chegada de Pelé, Coutinho, Dorval, Lima, Mengálvio, Geraldino, Joel Camargo, Edu, Abel, Cláudio Adão, Robinho… é até covardia lembrar a importância de geniais craques negros para o Santos.

Importância reconhecida por jornalistas de todo o mundo, como Briam Ames, do Daily Mail, de Londres, que em 1962, após ver o Santos derrotar o Sheffield por 4 a 2, escreveu: “Vejo e não acredito. A elite de ébano do futebol mundial nos transportou ontem para uma nova dimensão do esporte… As testemunhas do que ocorreu em Sheffield dirão a seus filhos e netos que o futebol dos brasileiros chega ao sobrenatural”.

Se formos ver bem, 80% dos grandes craques brasileiros foram negros ou tiveram ascendência negra. Se o racismo já demonstra uma ignorância profunda da condição humana, o racismo no futebol brasileiro é atestado com firma reconhecida de imbecilidade absoluta. Sem o negro, como já disse Mário Filho, não haveria futebol no Brasil.

Mas, infelizmente, o racismo dos gremistas é praga antiga que passa de pai pra filho. Ela vem em um pacote que também inclui tendências separatistas, como se o Rio Grande do Sul fosse outro país, o “Sul”. Hoje o clube está divulgando uma nota contra essas demonstrações racistas de sua torcida. Ótimo. Mas há anos a torcida gremista entoa cânticos racistas no estádio e mantém um site, da torcida “Geral do Grêmio” com dezenas de “cantos de guerra” em que aparece a palavra “macaco”. Por que a diretoria do clube não agiu antes para extirpar esse mal?

Confira o racismo nas letras da torcida do Grêmio

Por outro lado, há também uma ala mais consciente da torcida do Grêmio que tenta lutar contra esses extremismos e criou até um movimento para que se tire a palavra “macaco” dos cantos de guerra da torcida tricolor.

Movimento de gremistas para tirar a palavra “macaco” dos cantos de guerra

Sei que é muito difícil escapar do padrão de uma cultura arraigada há tanto tempo em uma comunidade, ainda mais quando ela é composta de jovens, naturalmente ousados e politicamente incorretos. Não acredito que a maioria desses gremistas que ofendiam Aranha e os jogadores santistas acreditem mesmo que a cor da pele faz uma pessoa melhor ou pior do que outra. Agem assim porque são condicionados pelo meio. Porém, condicionados pelo meio ou não, está na hora de parar com isso. E a CBF e o Poder Público têm recursos para evitar que essa doença se propague.

Milhares de gremistas cantando “Chora macaco imundo” (desculpe por postar isso, mas é pra ver que esse comportamento já está arraigado na torcida do Grêmio há muito tempo e a diretoria do clube não fez nada para impedi-lo).

E você, o que pensa sobre o racismo no futebol brasileiro?

Grêmio 0 x 2 Santos. A melhor vitória do ano!

Grêmio 0 x Santos 2

O Santos jogou bem o primeiro tempo e teve sorte. Isso foi o suficiente para marcar dois gols, não sofrer nenhum, segurar o resultado na segunda etapa e dar um passo importante para passar pelo Grêmio, em Porto Alegre, nas oitavas-de-final da Copa do Brasil.

Mesmo com três atacantes – Gabriel, Thiago Ribeiro e Robinho –, o Santos soube fechar melhor o meio-de-campo. Mas o Grêmio ainda assim conseguiu boas oportunidades, uma delas claríssima, salva em cima da linha por Mena.

Porém, o Alvinegro Praiano também atacava. Numa dessas vezes, aos 37 minutos, David Braz surgiu livre em um escanteio para abrir o marcador, de cabeça. Cinco minutos depois e foi a vez de Robinho contar com a sorte e fazer o segundo, em uma bola que ricocheteou no zagueiro.

No segundo tempo o time abdicou de atacar e permitiu o domínio total do Grêmio, mas o time gaúcho se mostrou impotente para ao menos fazer um golzinho. No contra-ataque, Rildo ainda perdeu gol feito.

Agora a situação do Santos está bem encaminhada. O time até pode perder o jogo de volta, na Vila Belmiro, desde que por um gol de diferença, e ainda assim estará classificado para as quartas-de-final da Copa do Brasil.

A vitória veio do meio

Desta vez, Arouca, Alison e Lucas Lima foram muito bem e equilibraram as ações no meio-campo. Robinho, Thiago Ribeiro e Gabriel recuavam para ajudar o setor e partiam para o ataque com a bola dominada. A ausência de Leandro Damião tornou o time mais ágil.

Mena foi bem e salvou gol certo do Grêmio, o que abriria a contagem e mudaria o panorama tático da partida. Como marcou primeiro, o Santos pôde esperar a oportunidade de contra-ataques, e justo em um deles saiu o gol de Robinho, de pura sorte. Ele chutou, a bola bateu em um zagueiro do Grêmio, rebateu em Robinho e pegou o goleiro no contra-pé.

Querem que eu fale que no segundo gol do Santos Lucas Lima matou a bola com o braço. Na velocidade normal do jogo, eu não vi. Só na câmera lenta deu pra ver. O que posso dizer? santista não gosta de ser roubado, mas também não gosta de ser ajudado pela arbitragem. Porém, se o árbitro quisesse ajudar o Santos, no minimo teria expulsado aquele jogador que pisou no Aranha, e depois paralisado o jogo por racismo, o que interditaria o estádio gremista por um bom tempo.

No segundo tempo o Santos recuou demais e permitiu ao Grêmio o domínio completo da partida. Poderia ser um erro fatal, mas o time do Sul se mostrou pouco competente, o gol não saiu e a vantagem santista para o jogo de volta se tornou muito grande.

Destaques e decepções

Lucas lima, Arouca, Alison e Mena foram destaques positivos do Santos. Aranha também se mostrou muito seguro. A zaga, formada por Edu Dracena e David Braz, começou insegura, mas se entrosou depois e pouco permitiu a Barcos e outros atacantes que tentaram penetrar pelo meio.

Cicinho participou do gol de Robinho, mas sempre foi um elo fraco da defesa. Tomou um drible de costas que nem a minha avó tomaria. Incrível como Cicinho é ruim para dar o bote na hora certa (isso é questão de reflexo e pode ser treinado). Thiago Ribeiro e Gabriel se mexeram, mas pouco fizeram de útil. Só pelo jogo de ontem, Gabriel jamais poderia pedir aumento de salário.

Racismo contra Aranha

Aranha foi vítima de insultos racistas e de xingamentos de “Macaco” feitos por uma torcedora gremista identificada por várias câmeras. Para dar exemplo, a moça deveria ser proibida de voltar a um estádio de futebol.

Infelizmente, não é a primeira vez que a torcida do Grêmio, que abriga uma ala neonazista entre seus seguidores, promove atos racistas em um estádio de futebol. É uma minoria que ainda não entendeu que não adianta ter um estádio moderno e continuar agindo como troglodita.

Por essas e outras é que o Grêmio é um clube regional. Em um país multirracial, como o Brasil, essa tendência racista de sua torcida torna o tricolor gaúcho bastante antipatizado em outros Estados do País, principalmente no Norte e no Nordeste, onde negros e mestiços predominam.

Aranha fala sobre o racismo

Robinho também comenta o racismo dos gremistas
http://youtu.be/ZO7e0IYpPdE

Grêmio 0 x 2 Santos
Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS)
Data: 28 de agosto de 2014, quarta-feira
Horário: 20h (de Brasília)
Renda: R$ 814.899,00
Público: 30.294 (28.091 pagantes)
Grêmio: Marcelo Grohe, Pará, Werley, Rhodolfo e Zé Roberto (Matías Rodríguez); Walace (Matheus Biteco), Ramiro e Giuliano; Luan (Alán Ruiz), Barcos e Dudu. Técnico: Luiz Felipe Scolari.
Santos: Aranha; Cicinho, Edu Dracena, David Braz e Mena; Alison, Arouca e Lucas Lima; Thiago Ribeiro (Alan Santos), Gabriel (Leandro Damião) e Robinho (Rildo). Técnico: Oswaldo de Oliveira
Gols: David Braz aos 37 e Robinho aos 42 minutos do primeiro tempo.
Arbitragem: Wilton Pereira Sampaio (Fifa-GO), auxiliado por Kleber Lúcio Gil (Fifa-SC) e Carlos Berkenbrock (SC).
Cartões amarelos: Ramiro e Pará (Grêmio); Edu Dracena, Alison e David Braz (Santos)

E você, o que achou da vitória e do racismo contra Aranha?


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