Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Tag: Marcelo Martelotte (page 1 of 7)

“Nós temos a obrigação de marcar a história desse clube”

arouca, cicero e marcos assuncao
Cícero, Assunção e Arouca no treino desta terça-feira (Foto: Ricardo Saibun/ Divulgação Santos FC).

Esta frase do título foi dita pelo técnico Dorival Junior em sua preleção antes de o Santos fazer o jogo decisivo contra o Vitória/BA e conquistar a Copa do Brasil de 2010, garantindo vaga para disputar a Copa Libertadores de 2011. Veja e ouça como o treinador motivou o time para a decisão:

A volta por cima na Libertadores

No ano seguinte, o Santos vinha mal na competição sul-americana, com apenas dois pontos em três jogos. Poucos acreditavam que pudesse dar a volta por cima. Na quarta partida, porém, contra o Colo Colo, na Vila Belmiro, a sinergia entre o time e a torcida mostrou que naquela noite iria começar uma nova história. Reveja o momento mágico da mudança:

Você acha que a motivação dos jogadores e o apoio da torcida podem decidir o tetra domingo?


Pra não dizer que não falei do Ganso, do elenco e do Martelotte

Alguns leitores deste blog pedem minha opinião sobre a caso do Ganso, ou melhor, da DIS. Ora, o raciocínio é lógico: o Santos não pretende se desfazer do jogador que cultiva com tanto carinho desde os 15 anos. Se seus empresários querem vende-lo, ao invés de pedir para o clube baixar a multa de 50 para 35 milhões de euros, que encontrem quem pague o valor correto.

Não julgarei o jogador neste caso, pois acho que ele está sendo influenciado por muita gente e ficou meio perdido. Se raciocinasse com clareza, veria que não é preciso se desesperar para sair do Santos, pois ainda pode conseguir muita coisa pelo Alvinegro Praiano antes de ir para a Europa. E pode ficar rico por aqui mesmo, pois o clube pretende lhe pagar o mesmo salário de Neymar.

É óbvio que os executivos da DIS só enxergam cifrões quando olham pro Ganso. São como aqueles agiotas para quem se pede dinheiro emprestado quando se está no sufoco e depois tiram até a alma do cidadão na hora de receber. O que pagaram pelo Ganso não chega a 500 mil reais e agora querem receber 20 milhões de euros de volta! Aproveitadores! Estão pouco se lixando com a felicidade do jogador. Querem derrete-lo e transforma-lo em ouro.

Do outro lado está a família, pobre, também louca para se encher de dinheiro graças ao filho adotivo. E lá na Europa, por telefone, age o sorrateiro Leonardo, técnico da Inter de Milão, que como jogador sempre teve mais fama do que futebol e foi o responsável pelo maior vexame do Brasil em uma Copa do Mundo, ao agredir selvagemente um jogador norte-americano, ser expulso de campo e colocar em risco o título do Brasil em 1994.

Leonardo atua de forma antiética e desrespeitosa, aliciando o jogador e pressionando para que ele peça ao Santos para baixar a multa. Será que isso também não é ilegal? Essa pressão merece uma análise mais apurada do departamento jurídico do Santos e da CBF. Pois não é só o clube, mas o futebol brasileiro que perderá com a ausência de um de seus melhores jogadores.

E o Ganso, que só quer jogar futebol e está em um time onde é respeitado e tem lugar garantido, está sendo convencido a começar tudo de novo em outro continente, com outra língua, outra cultura, outros zagueiros, outros árbitros, só porque tem muita gente querendo ganhar dinheiro com sua mudança. Tomara que um dia desses ele veja o que realmente está acontecendo ao seu redor e pense por si mesmo, e não com a cabeça dos outros.

Há coisas na vida que as pessoas só costumam dar valor quando já é tarde demais para reconquistar, que são o respeito, a amizade e a gratidão. Ganso está perto de colocar tudo isso a perder em troca da ambição de pessoas que sumirão da sua vida logo que tirem dele o que pretendem.

A única coisa realmente de valor que o Ganso conseguiu até aqui no futebol foi ser amado pelos torcedores, principalmente pelos santistas. E isso vai se perder quando ele for embora por dinheiro. Ele que não se esqueça disso.

Os jogadores e o Martelotte

Os jogadores – alguns deles, principalmente os veteranos – foram pedir à diretoria que efetive o técnico Marcelo Martelotte. Isso deixa claro que aquilo que é bom para esses jogadores, não é bom para o Santos. Se ganhou menos da metade dos pontos que disputou em todos os jogos em que dirigiu o Santos, por que o interino Martelotte deveria continuar?

Alguns jogadores do Santos estão falando muito e jogando pouco. Esse é o mal dos regimes extremamente democráticos. Às vezes, um pouco de disciplina e hierarquia é essencial, ao menos em um ambiente formado por jogadores de futebol, geralmente egoístas e limitados intelectual e moralmente.

Claro que para os jogadores é bom ter um técnico que, em troca do apoio do elenco, escala quem não pode ser escalado e se contenta com o que tem às mãos. Mas isto é ruim para o clube e para os torcedores, razão de ser deste clube.

Talvez os jogadores tenham agido assim por sentir que a direção do clube é frouxa e não sabe bem o que quer para o futebol do Santos. De qualquer forma, pelo que têm jogado e pela forma física que demonstram, alguns jogadores deveriam ser mais discretos. Não estão com essa bola toda para exigir qualquer atitude da diretoria.

Bem, está falado. O que você acha?


Técnico do Colo Colo teme efeito hipnotizante das pedaladas de Neymar

As pedaladas de Neymar estão tirando o sono de Américo Rubén Gallegos, técnico do Colo Colo. Como ex-zagueiro, ele sabe que será difícil segurar o atacante santista e suas temíveis pedaladas. Porém, mesmo com Neymar e Ganso, e apesar de o Colo Colo não vencer um time brasileiro, no Chile, há 14 anos, o jogo de hoje, às 21h50m, no Estádio Monumental de Santiago, deverá ser bem difícil.

O Santos jogará para ganhar, mas não poderá perder. E o popular time chileno, que se sai muito bem do meio-campo pra frente, está animado, pois vem de quatro vitórias consecutivas (uma pela Libertadores, três pelo campeonato local).

Com dois pontos ganhos em dois jogos, o Santos é o terceiro colocado do grupo, atrás de Cerro Porteño, do Paraguai, com cinco pontos, e do Colo Colo, com dois. Assim como uma vitória de goleada pode elevar o time à primeira posição, uma derrota deixará o Alvinegro em situação desesperadora.

Não gosto de Adriano e Danilo no meio, pois não sabem sair jogando, mas devo reconhecer que o técnico Marcelo Martelotte não tem muitas opções, e o fato de Paulo Henrique Ganso começar a partida deve diminuir a pressão sobre os volantes.

Sem Jonathan, Charles e Arouca, machucados, creio que não daria para escalar um time muito melhor do que o que entrará em campo esta noite, com Rafael, Pará, Edu Dracena, Durval e Léo; Adriano, Danilo, Elano e Paulo Henrique Ganso; Neymar e Zé Eduardo.

O Colo Colo, cuja última vitória, no Chile, contra um time brasileiro, ocorreu em 1997 (3 a 2 no Cruzeiro), está escalado por Américo Rubén Gallegos, numa estranha formação de 4-2-3-1, com Castillo; Cabión, Scotti, Cabrera e Jerez; Salcedo e Mena; Fuenzalida, Paredes e Jorquera.

Gallegos não poderá contar com os titulares Paulo Magalhães, meia, e Rodrigo Millar, lateral-direito da Seleção Chilena, substituídos por Fuenzalida e Cabión, respectivamente. Destes, Gallegos admite que o time deve sentir mais a falta de Millar, o que pode representar uma vantagem para o Santos nos avanços pela esquerda, com Neymar e Léo.

Nesta sua volta ao comando do time, o interino Martelotte está invicto, com três vitórias e um empate. E em 31 jogos contra times chilenos, o Santos mantém ampla vantagem, com 20 vitórias, três empates e oito derrotas. Diante do Colo Colo foram 14 jogos, com nove vitórias santistas, quatro derrotas e um empate. Mas esta será a primeira partida entre ambos pela Libertadores.

A arbitragem é de um trio de argentinos: Sérgio Pezzotta, auxiliado por Gustavo Esquivel e Diego Bonfa. Não os conheço, mas não gosto. Arbitragem argentina em jogo de time brasileiro nunca dá certo. Na dúvida, o time brasileiro é sempre prejudicado.

Você vão ver quem é o Ganso

O técnico Américo Rubén Gallegos disse que não conhecia Paulo Henrique Ganso, e isso provocou Neymar, que respondeu: “Vocês vão ver quem é o Ganso”.

Marcar Neymar só na bola

O mesmo Rubén Gallegos parece estar preocupado com o efeito hipnotizador das pedaladas de Neymar. Disse que foi um jogador de defesa e por isso sabe muito bem como marcar um atacante como o craque santista. Segundo ele, o segredo é se fixar na bola e não nas pernas do habilidoso atacante: “Neymar gambetea muy bien, por eso estuvimos trabajando en no verle las piernas, sino la pelota, porque todo su baile te desconcentra”, garantiu Gallegos.

E a Globo continua perdidinha

As informações são desencontradas. Ainda não se tem certeza se a TV Globo transmitirá o jogo para São Paulo. Além de ser o único time paulista na competição mais importante da América do Sul, o Santos tem Neymar e Ganso (capa da Veja), maiores expressões do futebol brasileiro no momento. Essa mania da emissora de tentar descobrir o jogo que dará mais audiência está ficando ridícula. Se eu fosse anunciante e me tirassem de um jogão desses, eu nunca mais anunciaria na Globo. De qualquer forma, a Band Sports garantiu que transmitirá a partida. Espero que escale a boa dupla formada pelo narrador Cacá Fernando e o comentarista Erich Beting.

Veja o Santos desembarcando no Chile:

E você, o que espera do Santos hoje à noite contra o Colo Colo?


Muricy or not Muricy. That is the question

O técnico vencedor Muricy Ramalho está no mercado, depois de se desentender com diretores do Fluminense, e o Santos tem conversado com ele. A maioria dos santistas gostaria de vê-lo na Vila Belmiro. Mas há os que temem que ele arme um esquema mais defensivo, com três zagueiros, e mate o espírito ofensivo do Santos. Analisemos…

Um bom técnico arma a equipe com as possibilidades que tem. Tirar do time um bom meia ou atacante para colocar mais um defensor é um crime que técnicos campeões não cometem. Não creio que Muricy descaracterizaria o Santos, a não ser que não houvesse outra alternativa.

Creio que o que possa impedir a vinda de Muricy ao Santos é o seu salário. Ou o seu desgaste físico e emocional. Mas a possibilidade de voltar a trabalhar em São Paulo, e pela primeira vez no Alvinegro Praiano, são fatores que devem faze-lo balançar.

Como jogador, Muricy foi um atacante habilidoso, que hoje certamente teria chances na Seleção Brasileira. E não há nenhum personagem do futebol com mentalidade ofensiva que não respeite e admire o Santos, que não queira conviver com os craques da Vila Belmiro.

Muricy no Santos seria uma experiência interessante para os dois lados. Não dá para dizer com cem por cento de certeza que daria certo, pois o imponderável convive com o futebol, mas a probabilidade de Muricy montar um time vencedor é maior do que se este continuar nas mãos de Martelotte ou ir para as de um Caio Júnior, por exemplo.

Para quem acha que Muricy é retranqueiro, o leitor e amigo Ernesto Franze fez uma pesquisa nos últimos Campeonatos Brasileiros e nos trouxe as seguintes informações, comparando a quantidade de gols marcados pelo time treinado por Muricy e pelo Santos:

Brasileiro 2008: São Paulo 66 gols. Santos 44.
Brasileiro 2007, São Paulo 55 gols, Santos 57.
Brsileiro 2006 , São Paulo 66 gols, Santos 58.
Brasileiro 2005 , Internacional 72 gols, Santos 68.
Brasileiro 2010: Fluminense 62 gols, Santos 63.

Tenho lido, porém, que Muricy quer descansar por um mês e não pretende emendar o tenso trabalho no Fluminense com outra luta ferrenha para classificar o Santos na Libertadores. E um mês é tempo demais…

Minha impressão final é de que o Santos continuará com Marcelo Martelotte, que não é nenhum gênio, mas conhece melhor o elenco do que um técnico mais experiente que pegue o bonde andando.

Hoje tem Santos de Falcão no Sportv

Não se esqueça. Hoje, às 19 horas tem o Santos do Rei Falcão contra o Joinville, pela primeira rodada da Liga Nacional de futsal, em Joinville. A expectativa é grande.os dois times são fortes e a partida será a revanche da final do Torneio de Gramado, vencido pelo Santos. Prestigie!

Reveja os gols que deram ao Santos a vitória sobre o Joinville na final do Torneio de Gramado. Hoje eles voltam a se enfrentar…

Entre Martelotte, Caio Junior e Muricy, quem você prefere?


Há coisas – boas – que só acontecem com o Santos

O craque estava há sete meses sem jogar. Entra no segundo tempo de um jogo enrolado, 0 a 0. No primeiro toque na bola dá uma assistência perfeita, que gera o primeiro gol, de Elano. Depois, como centroavante, penetra e faz o segundo. De quebra, toca de calcanhar entre as canetas do adversário, além de ditar o ritmo da partida. Esta foi a reestreia de Paulo Henrique Ganso no Santos, ontem, na vitória de 2 a 1 sobre o Botafogo. Melhor, impossível.

Há coisas – boas – que só acontecem com o Alvinegro da Vila Belmiro. Robinho estreou em clássicos fazendo um gol de letra em Rogério Ceni; Ganso e Neymar estrearam na Seleção Brasileira dando um show contra os Estados Unidos. Enfim, as expectativas, no Santos, geralmente são superadas.

Ao ver Paulo Henrique Ganso jogar, percebemos como às vezes exageramos ao chamar algum jogador de craque. Mais do que habilidade e talento, habilidades que muitos têm, Ganso foi abençoado com uma noção extraordinária de tempo e espaço. Perceba que seu primeiro toque na bola, após tanto tempo de inatividade, foi simplesmente perfeito. Um milésimo de segundo a mais ou a menos e Zé Eduardo não apareceria livre na frente (tive de parar o filme algumas vezes para checar a posição do atacante, o que Ganso deve ter feito instantaneamente).

Perceba que, ao contrário de Diogo, que está sempre correndo de um lado para o outro atrás da bola, e parece sempre atrasado ou adiantado demais, Ganso é quem controla o tempo do jogo. Ele tanto pode trocar passes desinteressados pelos cantos do campo, como fez com Elano, como disparar em direção ao gol. É uma aventura maravilhosa, mais do que vê-lo em ação, tentar entender suas intenções. Sim, assistir Ganso também é um exercício intelectual.

Espero que depois da profunda sensação de felicidade que sentiu ontem, o jovem maestro reveja alguns conceitos e perceba, definitivamente, que seu lugar é o Santos, onde a arte do futebol é devidamente valorizada e ele tem liberdade para exerce-la plenamente. Além, é claro, de ser muito querido pelo torcedor – privilegiado torcedor, que pode apreciar, no mesmo time, os talentos de Ganso, Elano e Neymar.

Análise das personagens

Rafael – Excelente, novamente autor de defesas dificílimas. Se ele toma um gol, é porque não dava para fazer nada. Confio demais nesse garoto.

Jonathan – O lateral-direito que veio do Cruzeiro machucou-se de novo. Uma pena, pois vinha bem, mas já tinham me dado a notícia de que em Minas Gerais não foi diferente: lá ele também passou mais tempo na enfermaria do que no campo.

Pará – Ontem fez um erro grosseiro, furando uma bola em situação clara de gol. Mas também deu o passe para Zé Eduardo cruzar para Ganso marcar o segundo gol do Santos. Pará precisa de confiança, pois deverá ser o lateral-direito do Santos na Libertadores.

Durval/Dracena – Durval apareceu mais, chegou até a sair jogando. Mas o que aconteceu no gol do Botafogo? Durval e Dracena nem saíram na foto. Sorte que já estava no fim da partida, ou o Santos ainda teria passado aquele indefectível sufoco.

Léo – O fôlego parece ter melhorado. Jogou como nos bons tempos, entregou-se à partida com muita vontade. O veterano é mesmo um leão.

Adriano – Melhorou. Está fazendo mais desarmes e cometendo menos faltas. Só precisa pensar mais rápido quando tem a bola.

Danilo – Ontem acertou um ótimo passe. Mas perdeu inúmeras bolas e cometeu, para variar, faltas bobas. Vou procurar o agente dele para vender publicidade para o meu blog. Te cuida Rede Globo!

Neymar – Está mais objetivo e incisivo do que nunca. Logo vai começar a marcar também de cabeça.

Elano – Seu futebol e seu sorriso voltaram com o Ganso. Agora tem com quem dialogar no meio-campo. Chegou a dizer, humildemente, que não se importa de ser coadjuvante. Que jogador titular da Copa do Mundo teria caráter para dizer isso? Que ninguém se iluda, Elano é essencial.

Ganso – Riquelme, Verón, Zidane, Ademir, Rivelino, Gérson… Ganso tem um pouco deles todos. Mas pode ser ainda melhor. O tempo dirá…

Zé Eduardo – O Ganso entrou e o futebol de Zé Eduardo começou a aparecer. Ele é o atacante rápido que percebe o passe antes de ser dado. Faltava quem desse.

Rodrigo Possebon – É a nova mania do técnico Marcelo Martelotte. Só que ele entra no final e o Santos começa a tomar pressão do adversário. Não sabe sair jogando, é inexperiente e tem pouca habilidade para substituir Elano.

Marcelo Martelotte – Faz o feijão com arroz mais temperadinho do que Adilson Batista. Falta a ousadia de colocar mais um meia – ou Róbson, ou Felipe Anderson, ou Alan Patrick. Mas com a volta de Arouca e a estréia de Charles, o titular que nunca jogou, terá seus problemas solucionados.

Bem, por hoje é só. Mas amanhã, às 19h15m, não se esqueça: vamos ver outro gênio do futebol da Vila. Falcão, o Rei do futsal, comanda o Alvinegro contra o Joinville, em Joinville, na difícil estréia do Santos na Liga Nacional. O Sportv transmitirá a partida.

Reveja os gols da reestréia do Ganso. Pare o filme para checar a precisão do passe do maestro no primeiro gol. Isso porque ficou sete meses parado!

E o que você achou da volta do Ganso e da vitória do Santos sobre o Botafogo, ontem?


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