Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Tag: Márcio Rezende de Freitas

Autor admite gol ilegal

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Por que o santista está escaldado contra arbitragens pró-cariocas

O repórter esportivo Thiago Rabelo, de Goiânia, elogiou este blog no twitter, mas reclama do meu “chororô” e diz que meu fanatismo passou dos limites. Isso porque escrevi que o Santos foi sensivelmente prejudicado ontem, no Maracanã, pelo árbitro Leandro Vuaden, que anulou um gol legítimo de Danilo e com isso impediu a vitória do Alvinegro Praiano.

Para quem não conhece o histórico de roub… falhas da arbitragem contra o Santos em jogos decisivos contra times cariocas, pode parecer choradeira mesmo. Afinal de contas, quase todo erro do árbitro pode ser justificado. Porém, quando estes erros são freqüentes e sempre favorecem o mesmo lado, aí tem coisa.

Convido a todos a teclarem “Gol anulado do Santos” assim mesmo, entre aspas, no Google, e depois façam a mesma coisa substituindo “Santos” por “Flamengo”. Encontrarão 78 resultados para “Gol anulado do Flamengo” e 1.540 para “Gol anulado do Santos”. Será que é “chororô do Google, ou um reflexo do noticiário esportivo?

O jovem Thiago não era nascido e talvez não saiba que nos anos 60, época de ouro do futebol brasileiro – em que todos os jogadores da Seleção campeã do mundo, titulares e reservas, atuavam no Brasil –, o Santos comandava o futebol de uma forma que nunca se viu e dificilmente se verá.

Em dez anos de campeonatos paulistas, o Alvinegro ganhou oito, além de seis títulos nacionais, cinco deles seguidos. Sim, o Santos é o único pentacampeão brasileiro de verdade, pois conquistou a Taça Brasil de 1961 a 65.

Confesso que começou a ficar monótono mesmo, tanto, que os cartolas do futebol começaram a pensar em uma maneira de diminuir o poder do Santos. No Campeonato Paulista, depois que o Alvinegro tornou-se campeão em 1968 com quatro rodadas de antecedência, instituiu-se a fórmula de jogos eliminatórios, com um quadrangular final.

Na Taça Brasil, e depois no Torneio Roberto Gomes Pedrosa, os adversários passaram a apelar para a violência. A final da Taça Brasil de 1965, no Maracanã, foi uma vergonha. O Vasco cismou de descer o cacete nos santistas, com a complacência do árbitro carioca Armando Marques.

Depois de ser goleado em São Paulo por 5 a 1, o Vasco teria de vencer no Maracanã para provocar uma terceira partida. Não conseguiu. Perdeu de novo, desta vez por 1 a 0, gol de Pelé no primeiro tempo. Mas apelou tanto para o jogo sujo, que cinco jogadores acabaram expulsos – entre eles, veja-se que ironia, três do Santos, entre eles Pelé.

Em 1968 a competição mais importante que dava ao vencedor o título de campeão brasileiro era o Torneio Roberto Gomes Pedrosa/ Taça de Prata, e o Santos foi jogar novamente pelo título com o Vasco, no Maracanã, depois de ter vencido o Internacional (2 a 1) e o Palmeiras (3 a 0).

O Vasco, que tinha na zaga o violento Brito, bateu à vontade. No segundo tempo o árbitro Arnaldo César Coelho, este mesmo que hoje comenta arbitragem na Globo, resolveu finalmente expulsar alguém: mandou pro chuveiro o atacante Bianchini, do Vasco, mas com ele o goleiro Cláudio, do Santos. Apesar de tudo, com a vitória por 2 a 1, o Santos obteve o seu sexto título brasileiro.

A regra é obscura: pênalti em Pita vira obstrução

O Santos voltou a uma final que poderia lhe dar mais um título brasileiro em 1983. Na decisão, contra o Flamengo, venceu em São Paulo por 2 a 1 e foi ao Rio jogar pelo empate. Zito marcou para o time carioca logo a um minuto, mas o Santos equilibrou a partida e ainda no primeiro tempo Pita foi abalroado por Marinho quando penetrava livre para marcar o gol de empate.

O lance, que pode ser visto no youtube, foi um pênalti claríssimo. O choque mandou o atacante do Santos a dois metros de distância. O árbitro, o mesmo Arnaldo César Coelho, deu a falta dentro da área, mas como o pênalti seria um gol quase certo para o Santos, inventou uma obstrução. Isso mesmo, obstrução, como se o jogador do Flamengo tivesse apenas colocado seu corpo entre Pita e a bola. Poucas vezes se viu uma marcação tão absurda e uma atitude tão parcial de um árbitro que hoje, ironicamente, analisa arbitragens na TV Globo.

O Flamengo fez 2 a 0 no final do primeiro tempo e na segunda etapa os rubro-negros apitaram o jogo. Fizeram o que quiseram em campo. Raul parava a bola antes do tiro de meta para gastar minutos discutindo com seus companheiros, sem que sequer fosse repreendido por Arnaldo César Coelho. Virou uma festa.

Antes do final da partida repórteres e fotógrafos foram até a meia lua do campo enquanto o Santos se preparava para dar a saída. Isso obviamente provocou a revolta dos jogadores santistas e uma briga generalizada se formou. Depois de socos e pontapés entre os santistas e os jornalistas cariocas, tudo continuou como se dava tivesse acontecido (em pensar que em 1974 a CBD impediu que a final entre Cruzeiro e Vasco fosse no Mineirão alegando que o estádio mineiro não era seguro. No Maracanã, o Cruzeiro foi garfado e perdeu o título).

Em 1995 o Santos voltou a uma final de Brasileiro e esta história todo mundo conhece. Márcio Rezende de Freitas, o árbitro preferido da CBF, não viu o impedimento de Túlio, mas viu o de Camanducaia, que em posição legal marcou o gol que daria a vitória e o título ao Santos contra o Botafogo.

Por isso, quando o Santos tem um gol legítimo anulado e o comentarista da TV Globo – o mesmo Arnaldo César Coelho de outros carnavais – diz que a arbitragem do tal Leandro Vuaden foi ótima, não me admiro.

Depois deste histórico, dá para ficar tranqüilo quando o Santos vai ao Rio enfrentar um time carioca?


Vascaínos e botafoguenses, vamos esclarecer algumas coisas

Gol de Camanducaia, o do título moral de 1995

Tinga sofre o pênalti e é expulso?!

Relendo agora alguns comentários feitos nos dias em que eu estava de férias, percebi a revolta de alguns botafoguenses e vascaínos com relação a textos publicados neste blog e à minha participação no programa “Loucos por Futebol”, no canal ESPN Brasil.

Como não gosto de deixar nada no ar, volto aos temas pela última vez só para esclarecer. Primeiro, a questão das torcidas, já que, baseado na Timemania, informei que a torcida do Santos é maior do que a do Vasco, no que fui farta e violentamente contestado pelos torcedores cruzmaltinos.

Recentemente saiu uma pesquisa no Lance que mostra a torcida do Vasco na frente da do Santos e, obviamente, alguns fizeram questão de envia-la a mim. Em primeiro lugar, como já disse, não acho que pesquisas que ouvem meia dúzia de gatos pingados sejam mais relevantes do que a Timemania, que consulta milhões a respeito do “seu time do coração”.

Porém, mesmo admitindo a hipótese de que a torcida vascaína ainda seja maior, a pergunta que não quer calar é: “por quanto tempo mais?”. É sabido que o maior fator de crescimento das torcidas – com exceção daqueles grupos que se orgulham de ser “sofredores” – são as vitórias.

Conquistando títulos é que o São Paulo fez a sua massa de torcedores crescer a ponto de superar as de Palmeiras, Santos e Vasco, colocando-se imediatamente atrás das torcidas de Flamengo e Corinthians. Portanto, essa discussão toda é inócua.

Das milhões de crianças e adolescentes que escolheram torcer por um time de futebol nesta última década, alguém tem dúvida de que o Santos teve muito mais preferências do que o Vasco? Portanto, se as pesquisas ainda não mostram a realidade, é só uma questão de tempo para que ela venha à tona.

Título roubado, sim!

Quanto ao título brasileiro conquistado pelo Botafogo em 1995, todo mundo sabe que foi roubado. Apenas expressei um fato que já faz parte da sabedoria popular. E para entender melhor a questão, é só lembrar que o árbitro foi Márcio Rezende de Freitas, o mesmo que operou o Internacional em 2005.

Vejam bem: não digo que foi o Botafogo ou o Corinthians que compraram o árbitro. Digo e repito, com a maior convicção do mundo, que nessas duas oportunidades o senhor Márcio Rezende de Freitas foi colocado nos jogos decisivos para atuar de acordo com os interesses de Ricardo Teixeira, presidente da Confederação Brasileira de Futebol.

Só para refrescar a memória, lembremos que em 1995 Pelé – que fazia parte da diretoria do Santos e cujo filho, Edinho, era o goleiro titular da equipe – tinha se tornado inimigo mortal de Ricardo Teixeira.

Depois de, em 1994, tentar adquirir os direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro através de sua empresa, a Pelé Sports & Marketing, Pelé disse que a CBF era “uma máfia”. Denunciou publicamente ter recebido um pedido de propina do tesoureiro da CBF no valor de um milhão de reais. Como não pagou, Pelé não ganhou a concorrência, mesmo tendo oferecido um valor maior do que a Rede Globo.

A vitória do Santos no Campeonato Brasileiro seria, mais do que tudo, a vitória de Pelé. Quem conhece o caráter vingativo de Ricardo Teixeira, sabe que ele não permitiria que o Santos ganhasse aquele título. Márcio Rezende de Freitas foi escolhido a dedo. Tanto assim que, apesar de sua atuação desastrosa, foi anunciado como o árbitro brasileiro para a Copa do Mundo de 1986.

Na verdade, o adversário do Santos poderia ser qualquer um, que seria beneficiado. O Botafogo acabou levando vantagem pela briga Pelé x Ricardo Teixeira. Mas não teve seus méritos? Sim, claro. Chegou à final jogando um bom futebol, mas a verdade é que já estava escrito que não perderia aquele jogo no Pacaembu.

Em 2005, o mesmo Márcio Rezende, a mando da CBF

O mesmo aconteceu em 2005, quando o presidente do Internacional, Fernando Carvalho, ousou desafiar o poder de Ricardo Teixeira. Mesmo depois dos 11 jogos anulados providencialmente por Luiz Zveiter – que tiraram a liderança do time gaúcho e a passaram ao Corinthians –, o Internacional poderia caminhar firmemente para o título caso derrotasse o Corinthians em São Paulo.

E o que se viu na partida foi, realmente, um Inter melhor, que no final da partida teve uma chance clara de gol através de Tinga, atropelado grotescamente pelo goleiro Fábio Costa. E o que marcou Márcio Rezende? Nada. Ou melhor: além de não dar o pênalti claro, que provavelmente definiria o jogo, expulsou o jogador do Inter por simulação. Um absurdo sem igual!

Logo na saída do vestiário Márcio Rezende admitiu que errou, teve a cara de pau de pedir desculpas e foi para o aeroporto, onde um vôo para o Japão o aguardava.

Então, ninguém quer tirar todo o mérito dos campeões brasileiros de 1995 e 2005, pois fizeram boas campanhas, mas uma parte do mérito realmente fica deslustrada devido às atuações do mesmo árbitro Márcio Rezende de Freitas a serviço dos interesses da CBF.

Sei que botafoguenses e corintianos não têm nada com isso e comemoraram e comemorarão para sempre estes títulos. Cada torcida tem um jeito de ser, uma personalidade própria. Mas que não foram títulos limpos, não foram. Não foram mesmo!


Giovanni merece erguer a taça domingo. Dorival, relaciona o homem e não enche!

Giovanni voltou para ser campeão. Tem de jogar domingo. #querovergiovannicampeao

Li que o técnico Dorival Junior não pretende relacionar Giovanni entre os jogadores do Santos para a decisão de domingo. Sei que Dorival está chegando agora e não deve conhecer muito da história do clube, mesmo a mais recente. Giovanni erguer esta taça vale mais para o santista do que o título mundial. Giovanni, além de craque, é, para os torcedores do Santos, um símbolo de resistência.

Resistência contra a ladroeira dos bastidores, contra as pessoas que entram no futebol apenas para tirar vantagem, contra tudo de sujo e desonesto que há neste País e naturalmente foi incorporado ao esporte mais popular, que dá mais projeção e onde rola mais dinheiro.

Giovanni foi roubado por Márcio Rezende de Freitas e pela CBF do título brasileiro de 1995; dez anos depois voltou a ser prejudicado no mesmo Brasileiro pela trinca Luiz Zveiter-CBF-Arbitragem. Por tudo isso, nunca foi campeão pelo Santos.

Claro que domingo o Santo André merece respeito, blá-blá-blá, mas o certo é que o Santos tem tudo para ser campeão e o momento de ver e ouvir o árbitro apitando o fim do jogo e Giovanni de braços abertos, comemorando um título pelo Santos, não tem preço.

Aliás, a emoção do futebol não tem preço. É o que fica. Acho o futebol uma coisa séria, mas há quem não ache e talvez este é que tenha razão. Futebol é uma extensão dos nossos sonhos de criança, um brinquedo especial que levamos para o resto de nossas vidas.

Campeonato Paulista é menos importante do que a Libertadores? Só pra quem perdeu o Paulista. As planilhas de treinamentos mostram que Giovanni não está em forma? Ora, que jogue apenas nos últimos minutos. O Santo André vai se motivar se Giovanni estiver no banco? Ora, o Santos tem razões para se motivar muito mais.

Vá pra cima deles, ganhe o título com uma goleada e o ofereça àquele que durante muitos anos segurou as pontas do futebol santista, com muita categoria e visão.

Campeão está mais do que na cara que o Santos será – desde que jogue o tempo todo com a disposição que mostrou na maioria das partidas –, o toque especial seria ver Giovanni jogando domingo e levantando a taça. Aliás, Dorival, pergunte ao Luis Álvaro por que o G10 foi recontratado? Justamente para isso, ora bolas.

Quer um conselho, professor? Converse desde já com o Giggio e explique que ele entrará na partida domingo. Peça para que ele capriche na preparação. Tenho certeza de que você terá à disposição um jogar motivado e, como sempre, cerebral neste segundo jogo da decisão.

Claro que não precisa começar jogando, mas ponha nos minutos finais no lugar do André, Marquinhos ou mesmo Paulo Henrique. Permita que os santistas vivam um momento de sonho. Futebol, meu caro, é isso!

E você, leitor e leitora, acha que Dorival está certo, que não se deve arriscar e relacionar para a partida apenas os que estão em melhor forma, ou Giovanni é uma exceção que merece erguer sua primeira taça de campeão pelo Santos?


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