Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Quarta-feira o Pacaembu vai tremer. De medo!

Quarta-feira próxima o Pacaembu estará repleto de corintianos. Todos com o coração na mão. Novamente o time estará bem perto de conseguir algo que é comum aos outros três grandes de São Paulo: alcançar uma final de Libertadores. Porém, bastará uma derrota, normal, plenamente possível, para que o sonho do alvinegro da capital seja adiado mais uma vez. Essa pressão enorme sobre o adversário é um trunfo que os santistas levarão a campo nesse jogo extremamente nervoso.

Se souber jogar com determinação e inteligência, o Santos explorará a instabilidade emocional do adversário e sairá do Pacaembu classificado para a sua quinta final da competição mais importante da América do Sul. Sim, porque por mais que o Alvinegro Praiano também queira esse título – que será a cereja do bolo no ano do seu Centenário –, a pressão maior para obtê-lo estará com o time da capital.

A cada vez que Neymar pegar na bola, que Paulo Henrique Ganso preparar um de seus passes, que Elano se preparar para cobrar uma falta ou um escanteio, a torcida adversária prenderá a respiração. Uma vitória do Santos garantirá, no mínimo, que a disputa vá para os pênaltis, como aconteceu contra o Vélez Sarsfield. E as lembranças corintianas de disputas de pênaltis na Libertadores é a pior possível.

Há 12 anos, na Libertadores de 2000, o alvinegro paulistano estava tão confiante de que venceria o Palmeiras também no segundo jogo da semifinal, que um diretor dispensou a palestra acertada com o motivador Roberto Shyniashiki, transferindo-a para antes do jogo contra o Boca Juniors, pela final. O Corinthians tinha vencido o Palmeiras por 4 a 3 no primeiro jogo da semifinal e precisaria apenas de um empate naquela terça-feira, dia 6 de junho de 2000, para decidir o título com o Boca.

Depois de Euller abrir o marcador para o Palmeiras, Luizão fez dois gols e deixou o Corinthians na frente. Parecia que tudo estava decidido, mas Alex e Galeano – este, de cabeça, nos instantes finais do jogo – deram a dramática vitória aos alviverdes e levaram a decisão para as penalidades. Então, como se sabe, Marcelinho Carioca, o Pé de Anjo, chutou para Marcos defender, no momento recente mais doloroso da história do alvinegro da Zona Leste. Reveja as cobranças de pênaltis que impediram o Corinthians de chegar à sua primeira final de Libertadores:

Se bem explorada, essa pressão psicológica que se abaterá sobre o rival acabará provocando falhas e desatenções que, se bem exploradas por Neymar, Ganso & Cia serão decisivas nesse confronto em que o adversário viverá um medo descomunal de perder. Restará ao Santos ter muita vontade de ganhar.

Pênalti voador roubou o empate dos reservas

Perceba no lance abaixo que Gérson Magrão toca a bola, que se afasta do domínio de Ibson. Ao perceber que a perdeu, o jogador rubro-negro junta os pés e, na atitude clássica dos cavadores, mergulha no gramado. O árbitro Francisco Carlos Nascimento, que pouco antes não tinha marcado falta clara em Dimba, dá o pênalti e completa o serviço. Lamentável! Os reservas não mereciam perder.

http://youtu.be/pW9pn3e5ZM0

Como o Santos deverá se aproveitar do nervosinho do rival na quarta-feira?


Marcos e Rogério Ceni abandonarão o futebol! (e o Ganso com isso?)

Ninguém pode negar que este título acima exprime uma verdade absoluta. Estes dois grandes goleiros efetivamente abandonarão suas carreiras. Quando? Não se pode precisar ao certo. Porém, quando abandonarem, eu posso dizer que fui o primeiro a dar a notícia?

Este é apenas um exemplo para exemplificar o que está acontecendo com o noticiário sobre Paulo Henrique Ganso. Os veículos que já informaram que ele vai sair do Santos, fazer uma ponte no Corinthians e depois seguir para a Milão, agora se conformam em dizer que ele irá para a Itália em janeiro de 2012.

Até janeiro de 2012 teremos o final da Libertadores, um Campeonato Brasileiro inteirinho e novas eleições no Santos. Ou seja, tudo vai mudar. O mundo mudará. Não que eu queira, mas haverá mais terremotos, tsunamis, furacões, enchentes, atentados, homicídios, desastres aéreos, além de milhões de mortes naturais pelo planeta. Nem mesmo podemos ter a certeza de que estaremos vivos.

Provavelmente Marcos e Rogério Ceni anunciem o abandono do futebol antes de janeiro de 2012. Mas hoje a bola da vez é o Ganso. E o Neymar.

As noticias se intensificaram porque o representante do Ganso, Thiago Ferro, acompanhado do tradutor Gaetano Paolillo, conseguiram uma reunião com os diretores do Milan Adriano Galliani e Ariedo Braida. Ferro esteve em Milão oferecendo o seu jogador, o que já diminui o valor de sua “mercadoria”.

O Milan gostou do oferecimento e fez um lance inicial de sete milhões de euros – que está bem abaixo do que o jogador vale – e um prêmio por título. A matéria sobre a reunião, no site online Affaritaliani.it, dá tão pouco destaque ao Ganso que sua foto é pequenininha comparada a de outros jogadores também pretendidos pelo clube de Milão.

Na mesma matéria os diretores do Milan admitem que nada será resolvido enquanto não acertarem as coisas com a diretoria do Santos, com quem o jogador tem contrato e está preso por uma cláusula de 50 milhões de euros.

Portanto, vamos combinar uma coisa: Ganso é um dos melhores jogadores brasileiros do momento, tem tudo para se firmar na Seleção brasileira e, como quer jogar na Itália, fatalmente jogara lá. Nada impedirá isso, a não ser o fato de os clubes europeus não pagarem um valor adequado pelo seu passe.

A maneira apressada com que seus agentes estão tentando enfiá-lo em qualquer lugar, só o está desvalorizando. Cálculos do marketing do Santos mostram que se Ganso ficar no clube até a Copa de 2014, ganhará tanto ou mais dinheiro do que jogando na Itália, pois além dos salários top para o país, atrairá um valor ainda maior de verbas de publicidade, além de se tornar um ídolo bem maior no Brasil.

A proximidade da Copa, no Brasil, despejará rios de dinheiro no mercado brasileiro de futebol e quem estiver fora deixará de beber dessa fonte. Não é tão inteligente sair do Brasil agora.

Porém, se o jogador quer, e parece que quer, admito que um dia ele irá para a Itália. Da mesma forma que um dia Marcos e Rogério Ceni abandonarão o futebol, todos nós morreremos, o Sol se apagará e não haverá mais vida no Sistema Solar.

Que previsão infalível você tem até janeiro de 2012?


Neymar, o jogador mais querido do Brasil

O povo é sábio. Por mais que tentem puxá-lo pra lá e pra cá, ele acaba decidindo pelo coração e pelo instinto, que dificilmente falham. A notícia não é nova, mas vale a pena analisá-la. No dia 13 deste mês foi divulgada uma pesquisa feita pela Sport+Markt que apontou Neymar como o jogador mais querido do Brasil.

O Menino de Ouro da Vila Belmiro assumiu o posto que no ano passado foi ocupado por Kaká, que em 2010 caiu para o segundo lugar.

A Sport+Markt ouviu 8.198 pessoas por todo o País, em um estudo intitulado “Jogador de futebol em atividade que o torcedor mais gosta”.

Neymar liderou a lista, com 12,76% dos votos, seguido por Kaká (12,48%), Robinho (11,2%) e Ronaldinho Gaúcho (8,6%).

Mesmo entre torcedores não-santistas, Neymar é muito bem votado. Entre os corintianos, ele é o segundo preferido (10,39%), atrás apenas de Ronaldo (20,4%).

Entre os palmeirenses, o mais querido é o goleiro Marcos (11,01%), mas o Menino de Ouro do Santos aparece bem próximo, com 10,47%.

Entre os são-paulinos os mais votados foram Rogério Ceni (18,64%) e Kaká (13,26%), mas Neymar surge em terceiro, com 11,83%.

O curioso é que os santistas mostraram uma ligeira preferência por Robinho (27,86%), mas Neymar está quase empatado com o Rei do Drible, com 27,27%.

Para César Gualdani, sócio-diretor da Sport+Markt, dois fatores justificam a liderança do craque santista: “O torcedor se identifica com a habilidade, com o jeito descontraído dele jogar”, explicou.

Eu completaria dizendo que Neymar é, hoje, o grande ídolo das crianças de ambos os sexos e das garotas adolescentes, que o vêem como uma espécie de astro pop. O seu cabelo moicano e suas dancinhas, que tanto incomodam alguns adultos rococós, fizeram-no ser adorado por esta faixa etária mais jovem, que geralmente é mais alegre, menos preconceituosa e tem o coração mais puro.

Aliás, vou confessar uma coisa: Eu também amo o Neymar! Mas amo também o Ganso, o Rafael, o Madson, o Arouca, o Zé Eduardo, o Alex Sandro, o Durval, o Vinícius…

E pra você, quem é o jogador brasileiro mais querido? Será o Neymar? O Ganso? O Robinho? O Kaká? O Rogério Ceni? O Marcos? O Ronaldo?…


Deu a lógica. Ao menos a minha

Hoje Wesley foi um dos melhores

Bem, quem leu meu post analisando os jogos de quarta à noite, viu lá, no fim, que não me esquivei de dar meu palpite. Escrevi:

No que eu acredito? Vamos lá: acho que mesmo jogando bem, o Atlético não impedirá a derrota para o Santos, e acho que mesmo jogando mal o Flamengo fará o suficiente para sair classificado do Pacaembu.

Não vi o jogo do Pacaembu, apenas alguns lances, mas pelas entrevistas que ouvi ao final da partida – entre elas a de Adriano – parece que o Flamengo não jogou bem, mas mesmo assim não passou em branco e com o golzinho de Vagner Love se classificou para as quartas de final da Libertadores.

Assisti ao jogão da Vila Belmiro e mesmo admitindo que o Atlético tem um bom time e fez um bom primeiro tempo, a verdade é que o Santos poderia ter goleado, pois no segundo tempo dominou o jogo completamente e teve vários contra-ataques para marcar.

Uma das razões, talvez a mais importante, da queda do Atlético na segunda etapa, foi a falta de fôlego. Com alguns veteranos no time, o campeão de Minas não teve gás para correr atrás dos Meninos e aí ficou até fácil para o Alvinegro Praiano.

Neymar não brilhou, esteve um pouco escondido; Robinho foi muito participativo, mas não fossem erros em toques decisivos, poderia ter marcado e proporcionado gols; Arouca foi quase perfeito, faltou arrematar melhor; Wesley foi um gigante e Pará também se destacou, apesar de ser um marcador inseguro. A dupla de zaga Edu Dracena e Durval melhorou no segundo tempo, ajudada pelo meio-campo.

Alex Sandro bobeou algumas vezes, mas apoiou bem e no final das contas acabou sendo um bom substituto para Léo. André lutou, correu, fez gol e acabou bem substituído por Zé Eduardo, que soube segurar a bola, tabelar e segurar a defesa do Atlético.

O goleiro Felipe teve mais altos do que baixos e Paulo Henrique Ganso, bem, este mais uma vez foi o nome do jogo. Sua capacidade de prender a bola tem evitado o enfarte de muito santista. Repetiu contra o Atlético o que já fizera na final do Paulista. Pra tirar a bola dele, só mesmo com falta.

Dorival Junior escalou bem e mexeu melhor. Pronto, bastou um jogo para que a verdade fosse restabelecida. Vanderlei Luxemburgo é um bom técnico, mas não faz milagres. O Santos é melhor do que o Atlético, tem jogadores melhores, um melhor preparo físico e um técnico que não quer ser gênio. Ponto. Dorival segue com a chance de conquistar o título mais importante de sua carreira, o Galo volta para Belô fora da luta por aquela que poderia ser sua primeira Copa do Brasil.

Não gosto de usar essa expressão, mas creio que o confronto entre Santos e Grêmio, pela semifinal, será uma decisão antecipada do título da Copa do Brasil. Em 2007, pela Libertadores, o Santos perdeu pelo regulamento, pois tinha melhor campanha e ganhou na Vila por 3 a 1, depois de perder por 2 a 0 em Porto Alegre. Agora, porém, o ataque do Santos é mais criativo. Serão dois jogaços.

Seleção mais para Ganso

Acho que depois deste jogo contra o Atlético ficou evidente que Paulo Henrique Ganso é um jogador imprescindível para a Seleção Brasileira. Estou certo de que estará na lista dos 30 de Dunga. Quanto a Neymar, ficou bem mais difícil. Não foi tão decisivo e talvez a contusão o tire dos próximos jogos, o que não lhe dará oportunidade de se mostrar outra vez antes de sair a lista. No entanto, se puder jogar e se sair bem contra o Botafogo, sábado, ainda poderá sonhar.

Deu Flamengo

Os deuses do futebol voltaram a desfilar toda sua ironia no Pacaembu. O melhor time da Libertadores até esta fase de mata-mata, acaba eliminado pelo pior classificado. O problema não foi o jogo de hoje, mas o do Rio. Uma equipe que marca poucos gols, como o Corinthians, certamente estaria perto da desclassificação caso tomasse um gol hoje, e um ataque que tem Adriano e Vagner Love, como o do Flamengo, pode marcar mesmo em dias (ou noites) ruins. Foi o que aconteceu.

O Corinthians apostou em muitos veteranos para ganhar esta Libertadores no ano do seu Centenário e era evidente – ao menos para a mim e para a revista FourFourTwo, que deu matéria de capa sobre isso – que nunca poderia ter sido considerado favorito ao título sul-americano, como boa parte da imprensa esportiva afirmou e alguns jogadores corintianos admitiram.

Mas se não era o favorito, por que foi o primeiro na fase de classificação? Ora, porque jogou contra ninguém. Enfrentou equipes de terceira categoria e sem poder ofensivo. O Flamengo foi o primeiro adversário que tem ao menos dois jogadores no ataque.

Agora, não creio que seria inteligente promover uma devassa no Parque São Jorge. Mas, é óbvio, algumas coisas deverão mudar. Um time de tamanha expressão como o Corinthians não pode ter um técnico tão defensivista. E alguns dos contratados, como Danilo, Iarlei e Tcheco, podem ir cantar em outra freguesia. Ronaldo permanecerá por ser ídolo, mas a verdade é que não está jogando nada faz tempo.

Quanto ao Flamengo, ainda pode ir longe nesta Libertadores. Não por méritos próprios, mas por demérito dos adversários, já que a competição, repito, é uma das mais fracas dos últimos anos.

Vasco e Palmeiras, que coisa…

Ainda pela Copa do Brasil, as eliminações de Vasco, para o Vitória/BA, e de Palmeiras para o Atlético Goianiense não me surpreenderam. O Vasco ainda fez bonito e venceu por 3 a 1, em São Januário, mas a derrota por 2 a 0 em Salvador só seria superada se o time carioca marcasse mais um gol, o que nem todo o sufoco e desespero do mundo conseguiram.

Quanto ao Palmeiras, que eliminação melancólica… Perdeu de 1 a 0 do campeão de Goiás e, na disputa por pênaltis, só acertou uma das cinco cobranças. Marcos defendeu três pênaltis, mas só se em vez de “São”, fosse “Deus”, para defender as cinco cobranças e classificar o pobre Palmeiras – que desarticulado, desanimado e próximo de um desmanche, poderá correr risco de rebaixamento no Brasileiro que começa sábado.


A Ponte de Sergio Guedes faz o Palmeiras voltar à realidade

Sergio Guedes, um dos grandes goleiros do Santos

 Alguém já disse que no esporte é muito mais difícil atacar do que defender. Para se conseguir brechas na defesa inimiga é preciso técnica, habilidade, criatividade e ousadia. Para se defender, basta se fechar atrás, destruir as jogadas e, se o árbitro permitir, como o senhor Antonio Rogério Batista do Prado fez domingo passado, bater à vontade e tentar intimidar o adversário.

Isso ficou mais uma vez comprovado esta tarde, no Parque Antártica, onde a Ponte Preta, treinada pelo ídolo santista Sérgio Guedes, venceu o Palmeiras por 2 a 0 e ainda perdeu um pênalti. O árbitro, Leonardo Ferreira Lima, desta vez deu cartão amarelo para o guerreiro Pierre. 

Com este resultado, ficou mais difícil para o alviverde paulistano alcançar as semifinais. Após três vitórias seguidas, a expectativa dos palmeirenses era muito boa e 17.255 torcedores pagaram ingresso para ver o jogo, que acabou vencido pela Ponte, com gols de Diego e Finazzi, aos 32 e 38 minutos do segundo tempo, respectivamente.

No finalzinho, o goleiro Marcos ainda pegou um pênalti e ofereceu a defesa à sua mãe, Antonia, que fez aniversário hoje. Armero não foi visto fazendo sua estranha dança que lembra os Menudos. Mas, de qualquer forma, o time todo do Palmeiras dançou hoje. Com o resultado, a Ponte chegou a 24 pontos e subiu para o sétimo lugar, superando o Palmeiras, que dormirá na oitava posição.

Nas entrevistas, o técnico Antonio Carlos Zago insinuou que a imprensa teve culpa ao dizer que depois da vitória contra o Santos o Palmeiras tinha a obrigação de ganhar da Ponte. Mesmo definindo a Ponte como um “time médio”, Zago disse que seus jogadores não tiveram tranqüilidade para vencer. 

Prezado(a) leitor e leitora, você acha que com essa derrota para a Ponte o Palmeiras voltou à triste realidade de seu futebol, ou depois de vencer o Santos, domingo passado, ele provou que é um dos favoritos ao título paulista e a derrota desta tarde foi apenas uma acidente?


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