Blog do Odir Cunha

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Dia de luta, dia de glória

Momento de maior alegria dos palmeirenses em 2014

Dizem que os palmeirenses, o que inclui jogadores, torcedores, jornalistas e a direção do clube, estão aproveitando o título ganho nos pênaltis para tentar menosprezar o Santos e os santistas. Isso é feio. Parece a atitude daquele filho que, depois de sustentado e educado pelos pais, ao se formar, conseguir um bom emprego e mudar de vida, parece esquecer e desvalorizar o que os velhos fizeram por ele. Porém, isso não é coisa de gente do bem. Ao invés de querer apagar da memória, devem se lembrar, para todo o sempre, que o momento de maior alegria que viveram em 2014 foi proporcionado pelo Santos. Se não fosse pela dignidade do time de Vila Belmiro, teriam sido rebaixados justo no ano de seu centenário, em uma vergonha que jamais se apagaria de sua história. E parabéns por terem acertado um pênalti a mais.

O alto preço de uma escolha errada

Amigos, deixarei o título e o post anteriores. Chegar a uma final, ser o protagonista até o último pênalti, não é desdouro para nenhuma equipe. Não crucificarei jogador algum do Santos. Lutaram do começo ao fim – muito mais no primeiro tempo, quando havia mais fôlego, mas também no final, a ponto de buscar o gol que levou a decisão para os pênaltis.

Desculpem-me os mais otimistas, mas para mim ocorreu a lógica. Nas duas vezes anteriores em que havia enfrentado o Palmeiras, este ano, no Alianz Parque, o Santos perdeu. Por que deveríamos acreditar que o resultado seria diferente agora? Ou seja, era mais lógico ganhar a vaga para a Libertadores pelo G4 do que pelo título da Copa do Brasil.

O Palmeiras é bastante limitado, mas o Santos, fora de casa, tem perdido para times mais limitados ainda. Se tivesse usado seus titulares para garantir um lugar no G4, e se tivesse de jogar desfalcado a partida de hoje, ainda assim as chances santistas seriam praticamente as mesmas, já que o jogo foi fraco do ponto de vista técnico e o Santos só marcou seu gol, mesmo com três reservas em campo, quando mostrou um pouquinho mais de atitude.

O árbitro, Heber Roberto Lopes, é caseiro e prejudicou o Santos – não dando um pênalti em Ricardo Oliveira e marcando um impedimento do mesmo Oliveira no final da partida. Outra coisa: Dudu está à frente da linha da bola nos dois gols do Palmeiras. Porém, quem não imaginava que isso fosse ocorrer? Se foi o Santos que pediu esse árbitro, então não entendo mais nada.

Ao sair o sorteio da Copa do Brasil, com o segundo jogo fora de casa, a lógica indicava que o favoritismo passaria para o adversário. Portanto, como diz minha boa mãe, o Santos deveria se concentrar no certo – que era a vaga na Copa Libertadores pelo Campeonato Brasileiro – e não no duvidoso, que seria comemorar o título da Copa do Brasil na casa do Palmeiras.

Poupar os titulares foi um erro tremendo. Com eles a vaga para a Copa Libertadores, a grande competição dos grandes times brasileiros, estaria garantida. Dá para imaginar um Barcelona ou um Real Madrid fora de uma edição da Champions League? Claro que não. Assim como é difícil aceitar que um time que ficou entre os melhores do Brasil em 2015 não participe da Libertadores em 2016.

Como muitos já disseram nos comentários, a responsabilidade maior por esse fracasso total de planejamento foi da presidência, da diretoria de futebol e, em menor escala, do técnico Dorival Junior e dos jogadores. É claro que se for dado aos jogadores o poder de decidir se querem ou não jogar em um campo enlameado, todos se recusarão. Mas é aí que entra o comando do clube e do elenco, mostrando a necessidade de lutar pelo objetivo maior, que era a vaga para a Libertadores.

Com essa preferência, mais vaidosa do que prática, pelo título da Copa do Brasil, o Santos não perdeu apenas a vaga para a Libertadores, mas perdeu visibilidade internacional e deixou de assinar um bom patrocínio que dependia exclusivamente dessa classificação.

Como prevenimos, o descanso pouco influiu no rendimento do time, que passou a maior parte do jogo de ontem na defesa e ainda teve três jogadores substituídos por contusão: David Braz, Gabriel e Thiago Maia, o que jamais havia ocorrido com o Santos neste ano.

Não saber jogar fora da Vila Belmiro acabou sendo fatal para o Santos, pois se apequenou mesmo contra os piores times do Brasileiro e chegou a fugir de confrontos fora de casa contra equipes sofríveis, como Coritiba e Vasco – e também falhou na decisão da Copa do Brasil. É evidente que se não se preparar para jogar tão bem fora de casa, como joga no familiar Urbano Caldeira, o Santos nunca superará o limiar que separa os times realmente grandes daqueles que só brilham quando atuam em seu estádio.

Porém, não peço a cabeça de ninguém. Já sabia das limitações de Dorival Junior como líder. Ele costuma se perder nos momentos cruciais das competições: já tinha sido assim mesmo no Paulista e na Copa do Brasil de 2010, nas quais foi campeão com derrotas no jogo final. Porém, soube armar o time, está um pouco melhor no aspecto técnico. Por mim, pode ficar.

Quanto aos jogadores, logo mais faremos a nossa enquete de final de ano para ver quem deve ficar e quem deve ir embora. Creio que não teremos muitas surpresas.

Dia de luta, dia de glória


A juventude, a experiência e o clima para a decisão (Ivan Storti/Santos FC).


Anda com fé, meu Santos, que a fé não costuma falhar. É justo que você seja campeão hoje, por todo o ano que você fez. Tenha fé em cada minuto, em cada segundo dessa partida que exigirá toda a sua dedicação e atenção. Assim, sua fé, seu talento e seu trabalho serão recompensados. Acreditamos em você!

Dia de final do Santos traz sempre uma nuvem de expectativa que nos acompanha o tempo todo. Há a angustiante espera pela vitória consagradora, mas há, também, o receio pela dor da derrota. São irmãos antagônicos que convivem com o torcedor enquanto houver vida e sonho.

Passamos o dia querendo ter a certeza de algo que não nos dá nenhuma garantia. O mundo do apaixonado por um time de futebol é dramaticamente incerto. De seguro só podemos ter a certeza de que nossos jogadores, aqueles que nos representam, usarão seu talento, sua força e sua alma para serem e nos fazerem felizes.

A única certeza que o santista tem nessas horas é a de que o Santos foi criado, há 103 anos, por um bando de garotos visionários para romper limites, ignorar os preceitos preestabelecidos, criar seu próprio caminho. E é isso o que tem feito.

Quando os adversários apostam que não se reerguerá mais, ele ressurge, tão forte, atrevido e imponente como nos seus melhores dias, seus melhores jogos, suas maiores conquistas. E por ser, mais do que todos, apenas futebol, sem o jogo ou a sujeira dos bastidores, o Santos é o lado bom e puro do esporte, o lado de quem acredita no mérito e nas vitórias apenas na bola.

Por isso, torcer para o Santos é uma boa causa. Sabemos que estamos do lado do time que não depende de conchavos políticos, verbas estatais, nem a bajulação da imprensa para continuar especial, predestinado. Sua força, repito, está apenas no futebol. No puro futebol, no futebol puro.

Sei que nesses dias de tensão, em que a angustia nos aperta o peito à espera do grande momento, é essencial conversar, falar e ouvir, colocar para fora nossos pensamentos e sentimentos sobre o jogo que decidirá o campeonato. Nessa hora, venha para cá e desabafe. Este blog existe pra isso. Não espere meu post sobre o jogo. Opine, analise, extravase suas emoções. Uma decisão de título jamais começa, e muito menos acaba, com o apito do árbitro.

Coquetel de relançamento do livro Time dos Sonhos será dia 19, um sábado, às 15 horas, no Museu Pelé

Desculpem a demora. Queríamos muito conseguir uma data no Museu Pelé para o relançamento do livro Time dos Sonhos, a Bíblia do Santista. Finalmente, conseguimos. Espero que todos os inscritos para o coquetel possam ir.

O evento ocorrerá dia 19 de dezembro, sábado, a partir das 15 horas. O Museu Pelé fica na Rua São Bento, esquina com a Rua do Comércio, no prédio da antiga prefeitura, em frente à antiga Estação da Estrada de Ferro Santos-Jundiaí, hoje um restaurante-escola, ao lado da Igreja Santo Antonio do Valongo. Pouco antes da rodoviária de Santos há uma placa indicando o caminho para o Museu, à esquerda. O telefone é (13) 97406-5593.

Abriremos para todos os convidados do coquetel a possibilidade de assistir às palestras dos historiadores do Santos. Os que pagaram pela palestra serão reembolsados pelo valor que deram a mais, ou poderão retirar a diferença em livros ou produtos da loja do Museu Pelé.

Confira se o seu nome está na lista dos convidados para o coquetel de relançamento do livro Time dos Sonhos:

Ademir Joaquim Teles
Anderson Guedes
Celso Luiz Colombini
Claudio Haruo Okuyama
Edilson Aparecido Oliveira
Edneide Aleixo Farias
Eugênio Nogueira
Eugenio Singer
Fábio Gaia
Fabricio Ribeiro dos Santos
Guilherme dos Santos Castilho Cunha
Guilherme Van Holthe Tanaka
Isabela Alves Jafet
Jandir Boeira
José Mauro Alvarez Martinez
Luiz Fernando de Palma
Luiz Louzada de Castro
Marcelo Covas
Marcelo Giacomo
Marcelo Guilhermino Petersen
Marco Aurélio Piovan
Marcos Queiroz
Neli Aparecida Faria
Nelson Jafet
Nilton Ramalho
Oscar Cesar Leite Junior
Rodrigo Alves Jafet
Rogério de Moraes
Romualdo Henrique Soares
Rony Uemura
Vitor Pereira

O que você tem a dizer sobre o Santos na decisão da Copa do Brasil?


Joguem por suas carreiras!


Se você fosse o técnico do Santos, o que faria para motivar o time de reservas que deve enfrentar o Vasco neste domingo, às 17 horas, em São Januário? Como nem os titulares ganham fora de casa, será que o jeito é escalar qualquer um, falar qualquer coisa e colocar em campo uma equipe preparada para perder? Não, obviamente. Um real competidor jamais entra em campo com a única opção da derrota. E esse jogo contra o Vasco oferece mais alternativas do que parece. Vejamos cinco pontos a serem considerados:

1 – Talvez seja preciso usar os titulares

Não podemos nos esquecer de que neste sábado o Internacional enfrenta o Fluminense, no Rio de Janeiro, e o São Paulo recebe o imprevisível Figueirense. Se nem Inter e nem São Paulo vencerem seus jogos, o Santos poderá voltar ao G4 com uma vitória sobre o Vasco, amanhã.

Portanto, o Santos jogará já sabendo dos resultados de seus concorrentes, o que será uma vantagem. E como o último jogo do Santos no Campeonato Brasileiro será contra o Atlético Paranaense, na Vila Belmiro, eu diria que caso volte ao G4 neste domingo, o Alvinegro Praiano terá totais possibilidades de terminar a competição entre os classificados para a Copa Libertadores, tornando a final da Copa do Brasil menos vital para sua temporada de 2016. Assim, caso a vitória retorne o Santos ao G4, Dorival terá de rever a decisão de usar um time de reservas contra o Vasco, pois a partida se tornará importantíssima, uma verdadeira final.

2 – O jogo é decisivo para muitos jogadores

Talvez a partida não seja decisiva para o Santos, mas, certamente, é essencial para a carreira de muitos jogadores reservas, que neste domingo deverão ter mais uma oportunidade de mostrar que merecem continuar no clube em 2016. Fosse eu o técnico, deixaria claro que o desempenho de cada um contra o Vasco seria analisado com atenção e poderia ser determinante para sua permanência no Santos. Em outras palavras, eu diria: “Além de jogar pelo Santos, joguem por suas carreiras!”.

3 – A definição da vaga pode ficar para última rodada

Caso o Santos – toc, toc, toc – perca a final da Copa do Brasil para o Palmeiras, no meio da semana, sua última esperança de conseguir uma vaga na Copa Libertadores pode vir da última rodada do Campeonato Brasileiro, desde que, é claro, ainda conserve ao menos as chamadas chances matemáticas.

Nessa última rodada, o São Paulo irá a Goiânia enfrentar um Goiás que poderá depender da vitória para não ser rebaixado. Para isso, neste domingo, o santista tem de torcer para o Goiás vencer o Chapecoense, em Chapecó, jogo marcado para as 18 horas. A missão é difícil, mas não impossível. Se ganhar os três pontos em Santa Catarina, o Goiás talvez se safe ganhando depois do tricolor paulista.

Em sua última partida o Internacional receberá o Cruzeiro, que tem jogado bem. Um empate não seria nenhuma grande surpresa. Portanto, caso ainda vá para a última rodada com chances, o Santos ainda poderá conseguir a vaga para a Libertadores. Para isso, porém, é aconselhável que ao menos empate o jogo de São Januário.

4 – Dá para escalar um time competitivo, mesmo com reservas

Todo técnico tem as suas preferências, mesmo quando a maior parte da torcida não concorda com elas. Marcelo Fernandes era apaixonado pelo Lucas Otávio, o Batatinha; Dorival Junior gosta do Nilson, o Batatão. Temos de aceitar, já que o técnico é que vê os treinos, acompanha o trabalho diário dos jogadores. Porém, se o professor me permite, creio que mesmo usando reservas, com exceção do goleiro e de um jogador de armação, é possível o Santos montar um time competitivo para enfrentar o Vasco.

No gol manteria o Vanderlei porque é uma posição de enorme responsabilidade e não vejo qualidade suficiente no Vladimir e nem experiência no Gabriel Gasparotto para entrarem em jogo tão importante.

Na zaga, não dá para inventar muito. Werley dá calafrios, mas já jogou várias vezes e até já fez boas partidas. Ao seu lado, o garoto Paulo Ricardo só precisa fazer menos faltas bobas e se colocar melhor para bloquear o atacante antes que ele domine a bola.

Nas laterais, a lógica é Daniel Guedes na direita e Chiquinho ou Caju na esquerda. Não há como fugir disso. Do meio para a frente, não creio que o time de reservas tenha tão poucas alternativas como parece.

Se já está bem fisicamente, Alison tem de voltar. Espero também que o experiente Ledesma esteja melhor de fôlego, pois é outro que pode entrar numa boa. Se não der para o veterano, que volte o Batatinha. Ele é baixinho, tem problemas nas bolas altas, mas não é ruim tecnicamente e, desde que esteja bem motivado, certamente dará o sangue pelo time que aprendeu a amar desde criança.

Enfim, eu teria dois jogadores de marcação no meio-campo e dois que poderiam também ir mais à frente. Um deles seria o Leandro. O Dorival não pediu sua contratação? Então, meu caro, está na hora de o rapaz mostrar porque já foi tão valorizado no futebol brasileiro. Ao seu lado eu escalaria o segundo titular, ou meio titular, que é o Marquinhos Gabriel. Só com o Ledesma para armar, o time ficaria muito lento. O Marquinhos dá mais velocidade à saída de bola da defesa para o ataque.

Na frente, eu escalaria Geuvânio e Rafael Longuine. Ambos já atuaram por times pequenos, estão acostumados a se virar, quase sozinhos, contra um bando de defensores, sabem prender a bola e são atrevidos. Se o Longuine fez sete gols no último Campeonato Paulista jogando pelo Audax, pode muito bem fazer um golzinho em São Januário. O mesmo digo do Geuvânio, que tem repentes de gênio. Deixaria o Neto Berola no banco, como opção para o caso de o Vasco atacar com tudo e deixar muito espaço na defesa. Rapidinho, o Neto – bip, bip – Berola pode ser útil nessa situação.

Então, meu time para enfrentar o Vasco e manter as chances de o Santos conseguir uma vaga no G4 seria Vanderlei, Daniel Guedes, Werley, Paulo Ricardo e Chiquinho (ou Caju); Alison, Ledesma (ou Lucas Otávio), Leandro e Marquinhos Gabriel; Geuvânio (Neto Berola) e Rafael Longuine.

Pode não ser uma maravilha, mas o Vasco já perdeu, em casa, de times piores. Resta saber se Dorival treinou, preparou bem a equipe de reservas para o jogo deste domingo, ou se vai apresentar os jogadores pouco antes de entrarem em campo.

5 – Um “bicho” especial para motivar os reservas

Estamos carecas de saber que este, contra o Vasco, é o tipo de jogo em que o Santos entra desmotivado, se arrasta em campo e perde. Uma das maneiras de mexer com os jogadores, como eu disse, é destacar que o desempenho de cada um será analisado pela comissão técnica. Outra forma, talvez mais interessante, seja oferecer um “bicho” extra pela vitória.

Mesmo que ofereça, digamos, um prêmio de 10, 20 ou mesmo 30 mil reais para cada jogador que atue contra o Vasco, o Santos ficará no lucro caso eles consigam a vitória, pois a diferença de premiação do sexto lugar, posição que o Santos ocupa no momento, para o quinto ou quarto lugares, já valerá, com sobras, o investimento.

Se permanecer na sexta posição, o Santos receberá R$ 1,4 milhão. Se pular para quinto, R$ 800 mil a mais, ou R$ 2,2 milhões, e se terminar em quarto, R$ 1,8 milhão a mais, ou R$ 3,2 milhões. Portanto, vale muito a pena motivar de todas as formas os jogadores que enfrentarão o Vasco.

Times Sub-17 e Sub-20 são vencedores
Neste sábado, o Sub-17 e o Sub-20 do Santos foram vice-campeões paulistas, mas esses resultados não devem ser lamentados. Nessa idade, o que importa é revelar, preparar os jogadores para o profissional. O sub-17 empatou com o São Paulo em 1 a 1, sofrendo um gol no final, e o Sub-20 venceu o Corinthians por 3 a 2, ambos os jogos nos campos dos adversários. No Sub-20 estava difícil, pois o time teria de vencer por quatro gols de diferença para levar para os pênaltis. De qualquer forma, derrotar um adversário que estava invicto há 15 jogos e carimbar sua faixa, diante de 12 mil torcedores contrários, no Itaquerão, merece elogios. O jogo no Sub-17 foi no CT do São Paulo, sem a mínima segurança e com muita pressão sobre o árbitro, que acabou ajudando o time da casa. Como disse, nessa fase ser campeão ou vice dá na mesma e os dois times do Santos provaram que poderiam ficar com a taça. Destaco Rafael Oller, do Sub-20, que tem jeito para fazer gols. O detalhe é que o Santos chegou às finais das cinco categorias de base do Campeonato Paulista: Subs 11, 13, 15, 17 e 20. Isso é o que vale.

E pra você, como o Santos deve ser montado para jogar em São Januário?


Um Santos descansado demais

Quem acredita nessa história de que os jogadores de futebol ficam cansados demais por jogar duas vezes por semana, deve ter achado que o Santos, que estava há 11 dias sem jogar, iria voar baixo contra o Flamengo, na milagrosa Vila Belmiro. Ledo engano. O Santos se mostrou lento, sem energia e empatou em 0 a 0, perdendo sua posição no G4 para o São Paulo, que venceu o Atlético Mineiro, no Morumbi, por 4 a 2.

Está certo que o Flamengo marcou em cima e o armador Lucas Lima fez muita falta, mas os santistas não se esforçaram para sair da marcação e Marquinhos Gabriel não jogou bem. Na verdade, do meio campo para a frente o Santos pouco fez e as melhores oportunidades de gol foram do adversário.

Assim, depois de ter jogado mal contra o lanterna Joinville e empatar sem gols, o Santos volta a ter uma atuação ruim e empatar novamente em 0 a 0. Alguma coisa está deixando de acontecer com o ataque santista.

Mas uma vez o público foi decepcionante. Não havia como jogar no Pacaembu, pois o São Paulo jogaria no mesmo horário no Morumbi; porém, se a diretoria tivesse realmente a intenção de trabalhar para diminuir o déficit do Santos, poderia ter antecipado a partida para a quarta-feira, dia sem nenhuma partida na capital. Um Pacaembu lotado não garantiria os três pontos, mas aliviaria o caixa, o que será importante na hora de renovar contrato com os jogadores.

Com o empate, o Santos fica a um ponto e a uma vitória do São Paulo, em uma posição delicada, pois faltam apenas três rodadas para o fim do campeonato. A partida contra o Flamengo era mais uma decisão, mas parece que esqueceram de avisar os santistas, que começaram o jogo como se estivessem em um rachão no CT.

Com o perdão da palavra, o Santos voltou a praticar um futebol broxante. A técnica deixou a desejar e o espírito de luta também. Não quero ser pessimista, mas pelo seu retrospecto fora de casa nesse Campeonato Brasileiro, não dá para acreditar que o time vencerá o Coritiba e o Vasco. Provavelmente conseguirá os três pontos diante do Atlético Paranaense, na última rodada, mas aí talvez já não tenha chance de obter a vaga para a Copa Libertadores pelo Brasileiro. Restará vencer a Copa do Brasil.

É óbvio que conquistar a Copa do Brasil é mais importante do que ficar em quarto lugar no Brasileiro. Ocorre que no Brasileiro as coisas estavam bem encaminhadas. Considero a final com o Palmeiras um duelo sem favoritos, até porque o jogo decisivo será na casa do adversário. O jeito será ganhar bem a primeira partida, na Vila Belmiro, mas não jogando tão descansado como o fez nessa quinta-feira.

O jeito é apagar essa partida da memória. Foi pouco mais do que uma lástima do começo ao fim. Nosso Santos não mostrou determinação, nem ao menos espírito de luta. Lucas Lima fez uma falta colossal, mas a sorte é que ele volta. E a sorte é que o Santos não terá mais tanto tempo para descansar.

E você, acha que o Santos ainda entra no G4?


Santos e Flamengo é hoje!


Hoje tem artilheiro na Vila (Ricardo Saibun/ Santos FC)

Com o artilheiro Ricardo Oliveira formando no ataque com os Meninos Geuvânio e Gabriel, e Marquinhos Gabriel no meio, substituindo Lucas Lima, o Santos deve ser um time ofensivo nesta quinta-feira, às 22 horas, no jogão contra o Flamengo, na Vila Belmiro.

Só a vitória deve manter o Santos no G4 do Campeonato Brasileiro, mesmo resultado que é esperado pelo rubro-negro carioca, pois ainda conservaria suas pequenas esperanças de se classificar para a Copa Libertadores de 2016. Por isso, o jogo deve ser disputado e aberto, com as duas equipes buscando o gol.

Com exceção de Lucas Lima, suspenso, e de Victor Ferraz, ainda se recuperando de lesão, Dorival Junior deve escalar o melhor Santos possível, com Vanderlei, Daniel Guedes, Gustavo Henrique, David Braz e Zeca; Renato, Thiago Maia e Marquinhos Gabriel; Geuvânio, Gabriel e Ricardo Oliveira.

O Flamengo, ainda treinado pelo explicante Oswaldo de Oliveira, deverá entrar em campo com Paulo Victor, Pará, César Martins, Wallace e Jorge; Jonas, Márcio Araújo, Gabriel e Alan Patrick; Emerson Sheik e Kayke (ou Paolo Guerrero). Como se pode ver, a equipe carioca tem os ex-santistas Pará e Allan Patrick. Olho neles!

Brasileiros e acompanhantes do futebol há muito tempo, sabemos que nessas rodadas de afunilamento de campeonato brasileiro coisas estranhas costumam acontecer. Estranhei muito ver a Ponte Preta perder em casa, para o Figueirense, com um pênalti inexistente.

Sempre nos perguntamos o que querem os homens que comandam o futebol brasileiro. Por que todos os resultados da quarta-feira foram ruins para o Vasco? Apenas coincidência, ou há ousadias que um clube faz e os donos do poder jamais perdoam? Enfim, aguardemos os próximos capítulos.


Romário campeão brasileiro com a camisa do SBT – ousadia que a Rede Globo parece nunca ter perdoado. O certo é que de lá para cá o Vasco entrou em uma longa fase de vacas magras que prossegue até hoje.

A arbitragem na Vila Belmiro será de Heber Roberto Lopes (Fifa-SC), auxiliado por Kléber Lúcio Gil (Fifa-SC) e Ivan Carlos Bohn (PR). Esse Heber é bem veterano. Espero que não cisme de inventar agora.

Acompanhe agora um ensaio das cheerleaders do Santos, as belas Alvinegras da Vila:

O santista Gabriel Ribeiro e alguns colegas estão organizando uma grande recepção ao time que enfrentará o Palmeiras no primeiro jogo da decisão da Copa do Brasil, dia 25 deste mês, próxima quarta-feira, às 22 horas, na Vila Belmiro. Ele escreveu:

Uma grande festa está sendo preparada para recepcionar o ônibus da delegação santista em sua chegada à Vila Belmiro, para o duelo diante do Palmeiras, pelo primeiro jogo da grande decisão da Copa do Brasil 2015. Evento criado no Facebook, ele já conta com mais de duas mil confirmações de presença e vem por meio do Blog do Odir convocar os torcedores para o “Corredor de Fogo” (realizado bem distante do estádio).
Para participar é fácil, basta comparecer, munido de sinalizadores, “piscas”, fumaças, bexigas, bandeiras, ou simplesmente ar nos pulmões para cantar com toda força e incentivar os jogadores antes da bola rolar. A concentração será na Rua Princesa Isabel a partir de 19h30. Compareça à festa e façamos das ruas da Vila Belmiro um verdadeiro CALDEIRÃO.
Gabriel Ribeiro

Confirme presença:
Clique aqui para marcar presença na recepção ao time do Santos.

E você, o que espera do Santos contra o Flamengo?


Firme no G4

O “se” não existe, mas as falhas existem e devem ser corrigidas. Domingo, pelas chances criadas, o Santos deveria ter vencido o Palmeiras por, no mínimo, três gols de diferença. É essa vantagem que o time precisa lutar para conseguir no primeiro jogo da final da Copa do Brasil. Gabriel precisa caprichar mais na conclusão, Lucas Lima tem de ter mais fome de gol e Ricardo Oliveira tem de se preocupar só em colocar a bola no barbante. Gol feio também vale.

E pra você, como o Santos deve jogar no primeiro jogo da final?


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