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Por que a surpresa? Neto Berola é a nova realidade do Santos!

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Marcelo Fernandes fala dos reforços e do jogo contra o Cruzeiro:

Por que a surpresa? Neto Berola é a nova realidade do Santos!

Quando era o clube mais rico do Brasil, em uma única semana, no início de 1965, o Santos contratou dois ídolos cariocas: o jovem lateral-direito Carlos Alberto Torres, 20 anos, do Fluminense, e o ponta-esquerda Abel, 23 anos, do América. De quebra, trouxe ainda o zagueiraço Orlando Peçanha, 29 anos, e assim foi trocando todo o time, com exceção de Pelé, e se manteve como um dos melhores do mundo. Hoje, a realidade é outra e o discutido atleticano Neto Berola surge como o grande nome desta fase de contratações.

Muitos santistas estão torcendo o nariz. Até o nome do jogador não ajuda. Berola não parece nome de craque. O meia-atacante, de 27 anos, está fora dos planos do Atlético Mineiro, que chegou a emprestá-lo ao Al Wash, dos Emirados Árabes, no ano passado. Agora, o Alvinegro de Minas se dará por satisfeito se o Santos pagar metade do salário do jogador. Hummm, já vimos essa história antes. É aquele caso do jogador que passa por uma fase boa, conquista a torcida, assina um grande contrato, mas depois não corresponde ao alto salário.

Os que são contra a vinda de Berola reclamam que a chegada desses jogadores mais rodados acaba tirando a chance dos garotos vindos da base. Lembram que se o clube tivesse agido assim em 2002, provavelmente Diego e Robinho não seriam titulares e não levariam o time ao título brasileiro daquele ano. Sim, isto é certo. Mas será que no elenco atual há jovens com potencial para se tornarem Diegos e Robinhos?

Além de Berola, o Santos está contratando o meia Marquinhos,25 anos, que jogou o Campeonato Paulista pelo Audax; o zagueiro Leonardo, 29 anos, campeão brasileiro pelo Santos em 2004, e o zagueiro Gabriel Vidal, do Gama, que por ter apenas 17 anos talvez faça um estágio na base antes de ser promovido a profissional.

Aproveitando os buracos negros do futebol

Meu amigo e amiga, no universo do futebol também há buracos negros, e se você procurar neles vai encontrar muitos jogadores e técnicos que até outro dia estavam nas manchetes. O que ocorreu para que fossem esquecidos, abandonados? A explicação não é uma só. Talvez problemas físicos, técnicos, de relacionamento com o grupo, questões pessoais, ou mesmo, no vaso dos técnicos, irreversíveis dificuldades para se adaptar aos novos tempos.

O certo é que sempre haverá jogadores desacreditados que podem mostrar seu valor, ou dar a volta por cima, caso tenham uma boa oportunidade. Isso ocorreu com Lucas Lima e Ricardo Oliveira, por que não pode ocorrer com Beto Berola?

Ficar sem time, ou ter um vínculo mas não ser aproveitado durante todo um Campeonato Brasileiro, é terrível para qualquer jogador profissional. Pode jogá-lo, definitivamente, no buraco negro do esquecimento e do descrédito. Ter a oportunidade de jogar em uma equipe de grande visibilidade, como o Santos, traz uma sensação de alívio e de recomeço, ainda mais porque a torcida do Alvinegro Praiano é paciente com os under dogs, porque sabe que deles podem surgir um Ailton lira, um Giovanni ou um Lucas Lima.

Perceba que o Santos não pagou pelo passe de nenhum jogador contratado em 2015, não está despendendo fortunas em salários, e mesmo assim manteve um time competitivo no Campeonato Paulista. Creio que o caminho para reforçar o elenco para o Campeonato Brasileiro, diante das circunstâncias, é este mesmo.

O mercado superdimensionado do futebol gerou essas zonas mortas habitadas por excluídos desesperados para voltar aos campos. É nesse limbo que o Santos deve garimpar os integrantes de seu Exército de Brancaleone. Na verdade, mesmo que tivesse muito dinheiro em caixa, essa garimpagem teria de ser feita. É a saída para o nosso futebol.

Agora veja Neto Berola em ação:

E você, o que acha dessa garimpagem do Santos?


Santos não fez questão de ganhar. Avaí não quis perder

Além do belo gol de Robinho, aos 26m40s de jogo, em jogada bem tramada por Renato, Victor Ferraz, Lucas Lima e conclusão do 7 santista, o Santos teve inúmeras outras oportunidades para marcar no primeiro tempo. Em algumas errou o último passe, em outras, principalmente nos pés de Ricardo Oliveira, concluiu mal.

Mesmo com uma vantagem tão pequena, o Santos tocava a bola tranquilamente, como se estivesse em um rachão no CT Rei Pelé. Mas essa falta de apetite pelo gol foi fatal. No segundo tempo, o limitado Avaí, comandado pelo veterano Marquinhos, fez o que pode e não só conseguiu o empate, como poderia ter vencido.

O segundo tempo repetiu alguns segundos tempos que estão se tornando comuns na trajetória deste Santos. O time começa a sofrer um ou outro ataque do adversário e, quando percebe, já está dominado e torcendo para o jogo acabar. Alguns jogadores somem de campo, outros se precipitam, levam amarelos, são expulsos, a torcida adversária faz mais barulho e, de dominador, o Santos passa a dominado. Por que isso ocorre?

Uma teoria é a de que esse time perde o fôlego no segundo tempo, quando seus veteranos – no caso Robinho, Renato e Ricardo Oliveira – não têm mais pernas para disputar as bolas com a mesma vitalidade do primeiro. Uma outra é a de que a equipe se acomoda e tenta enrolar o jogo até o final. Ou seja: ganhar em se arriscar, sem fazer força. De uma forma ou de outra, faltou mexer no time quando a história foi se encaminhando para o mesmo enredo que a gente está careca de saber. E qual é ele?

Se o adversário tem um ex-jogador do Santos, pode crer que ele será o craque do jogo. Foi assim na derrota contra Ponte Preta, em que Rildo jogou como Johan Cruiff, e foi novamente assim hoje, em que mesmo se sabendo que o Avaí joga em função das cobranças de bola parada, dos passes e dos chutes a gol de Marquinhos, o meia não sofreu nenhuma marcação especial.

De Marquinhos veio o gol de falta, aos 18m40s, e dele também partiu o passe para Jesse, aos 39m51s, perder o gol mais feito dessa primeira rodada do Brasileiro. Enfim, o experiente armador passeou em campo sem que ninguém o marcasse. Faltou humildade para anular o principal articulador de jogadas ofensivas do adversário.

No final da partida, Gustavo Henrique, que entrou no lugar de Werley, machucado na testa, recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso. Cicinho entrou no lugar de Chiquinho, que saiu machucado, e em três minutos conseguiu receber um cartão amarelo. É inacreditável a afobação deste Yellow Cicinho. Enfim, no final da partida, o campeão paulista, que começou passeando em campo contra o humilde Avaí, terminou segurando o empate com as calças na mão.

Atuações dos santistas

Vladimir – Fez ótima defesa aos 37 minutos do segundo tempo, defendendo uma cabeçada à queima-roupa de Roberto.Mas demorou para saltar na bola no gol de falta. De qualquer forma, 6.
Victor Ferraz – Estava bem na lateral-direita. Foi um desastre na esquerda. Na média, 5.
David Braz – Regular. 5.
Werley – Vinha bem até sair, com um tremendo galo na testa. 6.
Chiquinho – O melhor da zaga. 6,5.
Valencia – Discreto, mas vinha bem no primeiro tempo. Acabou sobrecarregado no segundo. 6.
Renato – Cansou no segundo tempo e só cercou. 5.
Lucas Lima – Novamente o jogador mais lúcido em campo (ao lado de Marquinhos, do Avaí). Criou jogadas que, se aproveitadas, teriam decidido o jogo na primeira etapa.7.
Geuvânio – Disperso, errou passes importantes, esteve longe de ser o mesmo que joga diante de sua torcida. 4.
Ricardo Oliveira – Apresentou-se para o jogo, mas falhou em quase todas as jogadas. Deveria ter sido substituído. 4.
Robinho – Sumiu no segundo tempo. 4.

Marcelo Fernandes – Demorou para mexer no time. Gabriel entrou com pouco mais de 10minutos de jogo. Não conseguiu impedir a equipe de entrar no marasmo de sempre quando atua fora de casa.

Dos jogadores que entraram, Gustavo Henrique desta vez foi mal. De uma falta sua saiu o gol de empate do Avaí. Depois, levou outro amarelo e foi expulso. 3. Cicinho precisou só de três minutos para levar um amarelo. 2. Gabriel não teve tempo e não fez nada de especial, a não ser levar uma falta ao puxar um contra-ataque. Sem nota.

Conclusão: o time que não ganha na primeira rodada do Campeonato Brasileiro desde 2005 continua com o mesmo caráter pouco sério quando joga fora de casa. Creio que de partidas como esta é que nasceu o mito de que o Santos só pode vencer certas equipes quando joga na Vila Belmiro. Isso é um mito que tem de ser vencido com coragem e determinação. O jogo contra o Avaí era para virar 2 ou 3 a 0 para o Santos. Enquanto o Alvinegro Praiano não conseguir repetir fora de casa ao menos 70% do que joga em casa, qualquer sonho de ao menos conseguir uma vaga para a Copa Libertadores deve ser esquecido.

Não dá para, no segundo tempo, manter Robinho, Ricardo Oliveira e Renato no time ao mesmo tempo. Talvez nem mesmo Valencia deva continuar. O time cai demais e não consegue segurar a vitória quando a diferença é mínima. Só segurou contra o Palmeiras, e mesmo assim no sufoco, porque tinha dois gols de vantagem.

Agora veja o jogo pela lente da SantosTV:

Habilidade, categoria e experiência são fundamentais no futebol, mas vitalidade e velocidade também. Há momentos em que Marcelo Fernandes se apega demais aos jogadores mais afamados e não têm coragem de fazer as mudanças necessárias para impedir que o time caia tanto e passe a ser pressionado pelo adversário. Jogadores como Lucas Crispim, Carlinhos Gabriel, Leandrinho e mesmo Diego Cardoso precisam ser mais utilizados. Obviamente não têm o mesmo nível dos titulares, mas podem mudar alguma coisa no jogo e mexer com os brios do time, principalmente nos momentos em que o Santos mergulha na sua atávica letargia.

Robinho foi convocado para a Copa América e desfalcará o Santos em sete rodadas. Aliás, se Modesto Roma não conseguir dobrar os dirigentes do Milan, este jogo contra o Avaí pode ter sido o último de Robinho com a camisa do Santos. De qualquer forma, a exemplo do São Paulo, o Santos deve cobrar a CBF pelos salários de Robinho nesse período em que servirá a Seleção. Chega de pagar por um jogador que desfalca o time para ajudar a CBF.

E você, o que achou da estréia do Santos no Brasileiro?


Dia de Neymar reencontrar Luxemburgo, Pará, Elano, Marquinhos…

Hoje é dia de se colocar à prova algumas convicções santistas. O técnico Vanderlei Luxemburgo e os jogadores Pará, Elano e Marquinhos foram dispensados pelo Santos com alívio, mas agora integram um time que ainda sonha com o título, enquanto ao Alvinegro Praiano só resta lutar contra o rebaixamento.

Uma vitória alvinegra será excelente; um empate, bom; mas uma derrota manterá o Santos perigosamente próximo da chamada zona da degola. Mesmo com Neymar, o toque de Midas que torna vencedor um time comum, prevê-se muitas dificuldades para este domingo de Olímpico lotado em que o Santos enfrenta o Grêmio às 18h30m, com transmissão do Sportv.

Por incrível que pareça, o Grêmio pagará 100 mil reais ao Santos pelo direito de utilizar Pará, que está emprestado ao clube gaúcho. Outro ex-santista do tricolor é o meia Zé Roberto, que o Santos tentou contratar, mas achou muito caro e por isso desistiu.

Sem Léo, machucado de novo, Muricy Ramalho deve escalar Juan ou Gérson Magrão na lateral-esquerda. O técnico já percebeu que a torcida prefere qualquer um na posição, menos Juan, porém, como o jogo será longe da Vila Belmiro, talvez volte a insistir com o lateral são-paulino.

Na lateral-direita, Bruno Peres segue machucado (assim como o ex-titular Fucile e o ex-estreante Galhardo). Peres começou a partida contra o Universidad de Chile, mas acabou substituído por Ewerton Páscoa, que talvez seja improvisado por ali.

No mais, será o mesmo time que na quarta-feira conquistou a competição sul-americana: Adriano e Arouca como volantes; Patito e Felip Anderson como meias e Neymar e André no ataque.

O Grêmio deverá iniciar a partida com Marcelo Grohe; Pará, Werley, Gilberto Silva e Anderson Pico; Fernando, Souza, Elano e Zé Roberto; Kléber e Marcelo Moreno. A arbitragem será de Nielson Nogueira Dias (PE), auxiliado por Roberto Braatz (Fifa-PR) e Clóvis Amaral da Silva (PE).

Retrospecto dos confrontos entre Santos e Grêmio

Por Wesley Miranda

Santos e Grêmio já se enfrentaram 71 vezes na história, com 32 vitórias do Peixe, 16 empates e 23 vitórias gremistas. O Santos marcou 103 gols e o Grêmio 76.

Em Brasileiros, desde seu início em 1959, são 54 confrontos, com 25 vitórias do Peixe, 13 empates e 16 vitórias do Grêmio. Setenta e quatro gols foram alvinegros e 50 tricolores. Pela Libertadores e Copa do Brasil, são dois jogos por cada competição, com uma vitória para cada lado. Em amistosos, são 13 partidas, com cinco vitórias para cada lado e três empates.

Além de amistosos, jogos em Brasileiros, Libertadores e Copas do Brasil, as duas equipes já se enfrentaram em outras ocasiões.

18/07/1995 – Santos 0x0 Grêmio – Estádio Mané Garrincha – Copa dos Campeões Mundiais

05/07/1996 – Santos 1×0 Grêmio – Estádio Mané Garrincha – Copa dos Campeões Mundiais

22/01/1996 – Santos 2×2 Grêmio – Pênaltis 3 a 0 – Vila Belmiro – Torneio de Verão

13/11/1999 – Grêmio 3×1 Santos – Estádio Olímpico – Torneio seletivo da Libertadores

17/11/1999 – Santos 0x1 Grêmio – Vila Belmiro – Torneio seletivo da Libertadores

Os artilheiros santistas
O artilheiro do confronto é Pelé, com 10 gols. O Rei do Futebol jogou contra o Grêmio em 12 oportunidades, obtendo seis vitórias, dois empates e sofrendo quatro derrotas.

Abaixo, contaremos as histórias de jogos em que ele marcou no total sete gols. Os outros gols saíram na vitória de 3 a 1 no Robertão de 68, na derrota da Taça de Prata de 69 por 2 a 1 e em um amistoso na Vila Belmiro por 2 a 0.

Na vice artilharia vários jogadores de várias épocas diferentes, como Del Vecchio, Jair Rosa Pinto (autor dos dois primeiros gols do Santos em Brasileiros), o gênio Coutinho, o Messias G10vanni (que em uma vitória de 4 a 1 na Vila Belmiro em 1995 marcou três gols), Alessandro Cambalhota, Alberto e Robinho.

O primeiro encontro: gol de Friedenreich em Lara, o craque imortal
Meses antes de conquistar o primeiro Campeonato Paulista de sua história, o Santos excursionou pelo Rio Grande do Sul para uma série de amistosos. No primeiro jogo, no dia 12/05/1935, o Santos FC empatou em 1 a 1 com o Internacional de Porto Alegre. No segundo jogo da excursão, o adversário foi o Grêmio Futebol Porto Alegrense no extinto Estádio da Chácara das Camélias. Derrota do Peixe por 3 a 2. A grande atração da partida e da excursão foi o consagrado e veterano atacante Arthur Friedenreich (com 43 anos), que anotou um dos tentos santistas na derrota, tendo outro experiente jogador, Mário Seixas, anotado o outro tento.

No gol tricolor, Eurico Lara em um de seus últimos jogos no arco gremista. O goleiro, que entrou no hino do Grêmio e na história do time gaúcho, agravou um quadro de tuberculose depois de disputar um Grenal em setembro de 1935, falecendo em novembro.

O primeiro jogo em Brasileiros, a primeira decisão
Elaborada em 1958 e criada em 1959 pela CBD, presidida por João Havelange, a Taça Brasil tinha como finalidade apontar o campeão nacional e consequentemente o representante do Brasil na Libertadores da América, que seria disputada pela primeira vez em 1960. O critério para a disputa dessa Taça Brasil era o título regional. O Grêmio, que havia conquistado o campeonato Gaúcho de 1958, e o Santos, campeão Paulista do mesmo ano, garantiram suas participações na I Taça Brasil.

Nas primeiras fases do campeonato, o Grêmio eliminou o Atlético-PR (1×0 e 1×0) e o Atlético-MG (4×1 e 1×0), passando para as semifinais.

Por ser do forte eixo Rio-SP e por uma questão de facilitar a disputa (por conta de extensas viagens), o Santos FC já tinha garantido a presença nas semifinais do campeonato.

E foi em uma semifinal de Taça Brasil que o Alvinegro de Vila Belmiro fez sua primeira partida em campeonato Brasileiro e o adversário foi o até então invicto Grêmio do zagueiro Calvet.

Na primeira partida da decisão, em 17/11/1959, na Vila Belmiro, o Santos FC aplicou uma goleada de 4 a 1 sobre os gaúchos. O experiente Jair Rosa Pinto anotou os primeiros dois gols do prélio e da história do Santos FC em Brasileiros, mas Gessi diminuiu para o time tricolor. Faltando 10 minutos para o término da partida, o gênio Coutinho aumentou e o xerife Urubatão ampliou! Santos 4×1 Grêmio.

No dia 25/11/1959, o Santos FC viajou para o Sul para a disputa da partida decisiva. O empate de 0 a 0 garantiu o Santos FC na final contra o futuro campeão Bahia.

Taça Brasil 1963 – A segunda decisão
Campeão Gaúcho de 1962, o Grêmio entrou para a disputa da Taça Brasil 1963. Nas primeiras fases, eliminou o Metropol de Santa Catarina (1×1 e 2×0) e novamente o Atlético-MG (1×1 e 2×1), credenciando para as semifinais.

Mas para azar do forte time do Grêmio, no caminho tinha um Santos, bicampeão Brasileiro, bi da Libertadores e bi Mundial.

No primeiro jogo, no Rio Grande do Sul, já no começo de 1964, mais de 50 mil pessoas compareceram na esperança da vitória do time tricolor frente ao esquadrão alvinegro de Pelé e Coutinho.

O jogo
O time gaúcho, jogando de igual para igual, abriu o marcador aos seis minutos com Paulo Lumumba. Mas o Santos FC, com o seu esquadrão, virou com gols do gênio Coutinho (2) e Pelé. Grêmio 1×3 Santos.

Nesse jogo, o lendário lance em que fez a torcida adversária aplaudir de pé. Pelé “chapelou” um adversário na meia cancha e sem deixar cair no solo tocou para Coutinho, que no alto se livrou de um marcador e voltou de cabeça para o Pelé, e, assim, foi de cabeça a cabeça até a área. O lance não resultou em gol, mas ficou para história.

O Santos do técnico Lula formou com Gylmar; Dalmo, João Carlos e Geraldino; Haroldo e Zito; Dorval, Lima, Coutinho, Pelé e Batista.

Se o primeiro confronto das semifinais já não rendeu história suficiente, o segundo foi, então, ainda mais marcante.

Jogando no Pacaembu apenas três dias depois, no dia 19/01/1964, o Grêmio viu José Macia, o Pepe, abrir o marcador aos seis minutos, com uma de suas famosas bombas de falta. O valente Grêmio, a exemplo do Santos, no Sul, virou para 3 a 1 e em apenas cinco minutos, com gols de Paulo Lumumba (2) e Marino. Ainda na primeira etapa, Pelé diminuiu para 3 a 2. Na etapa complementar, o Rei anotou mais 2 gols, aos 13′ e aos 40′, e, para completar a festa, foi para o gol depois de Gylmar ser expulso.

O Peixe formou com Gylmar (Pelé); Dalmo, João Carlos (Joel) e Geraldino; Haroldo e Zito; Batista, Lima, Coutinho, Pelé e Pepe.

Curiosidade: Pelé no gol
Pelé, o maior jogador de futebol do todos os tempos, atuou no arco santista em quatro oportunidades.

04/11/1959 – Santos 4×2 Comercial(SP) – Pelé substituiu Lalá aos 19 minutos do segundo tempo, depois do arqueiro desmaiar ao se chocar contra a trave.

19/01/1964 – Santos 4×3 Grêmio – Depois de marcar três gols, substituiu Gylmar.

14/11/1969 – Botafogo(PB) 0x3 Santos – Depois de marcar o 999º Pelé substituiu Jair Pessoa. Reza a lenda que o técnico Antoninho Fernandes pediu para o goleiro simular uma contusão para que o rei fosse para o gol. Tudo para evitar que o milésimo gol saísse em um amistoso, longe do eixo Rio-SP.

19/06/1973 – Baltimore Bays (USA) 0x4 Santos – Amistoso nos Estados Unidos em que Pelé substituiu o grande Cláudio Mauriz.

Duelo de artilheiros máximos
Depois desse confronto pela Taça Brasil de 1963, as duas agremiações só foram se encontrar no Robertão de 1967. Jogando no Estádio Olímpico, válido pela segunda rodada do certame, no dia 12 de março, o prélio terminou empatado em 1 a 1 com gols de seus goleadores máximos. Do lado do Santos, Pelé, que é o maior artilheiro santista com 1.091. Do outro lado, Alcindo, até hoje o maior artilheiro da história do Grêmio com 264 gols.

O Santos do técnico Antoninho Fernandes formou com Gylmar; Carlos Alberto Torres, Oberdan, Orlando e Rildo; Lima e Mengálvio; Amauri(Copeu), Pelé, Toninho Guerreiro e Edu.

Mais de 44 mil pessoas assistiram à partida, e a renda de NCr$ 95.375,00 foi recorde no Rio Grande do Sul!

Alcindo Martha de Freitas jogou também no Santos de 71 a 73, marcando 46 gols.

Os últimos gols de Pelé sobre o Grêmio
Em partida válida pelo Campeonato Brasileiro de 1973, no dia 12/12, no estádio do Pacaembu, o Santos goleou o Grêmio por 4 a 0 com gols de Nenê Belarmino, Brecha e Pelé (2). Esses dois tentos foram os últimos do Rei contra o time gremista.

O Santos do técnico José Macia formou com Wilson; Carlos Alberto Torres, Vicente (Hélio Pires), Marinho Perez, Zé Carlos (Turcão); Clodoaldo, Brecha, Nenê Belarmino, Pelé, Edu e Mazinho.

A terceira decisão
Depois de eliminar o São Paulo (time com melhor campanha na primeira fase) pelas quartas de final, o jovem Santos de Emerson Leão agora tinha pela frente o experiente Grêmio do técnico Tite pelas semifinais do Brasileiro 2002. O time gaúcho tinha eliminado o conterrâneo Juventude (0x0 e 1×0).

No primeiro confronto, na Vila Belmiro, o Santos não se intimidou com a força sulina e com gols do príncipe Alberto (2) e do menino Robinho, ganhou de 3 a 0, dando enorme passo para a grande final.

O Peixe do técnico Emerson Leão formou com Fábio Costa; Maurinho, André Luís, Alex e Michel; Paulo Almeida, Renato, Robert (Douglas) e Diego; Alberto e Robinho.

Mas ainda faltava o jogo no Sul, e, mesmo tendo que ganhar por três gols de diferença, a esperança gremista de reverter o resultado era grande.

O time de meninos ofensivos e inexperiente deu lugar a um time cauteloso e experiente. A tática certeira de segurar o ímpeto gaúcho, que só conseguiu o único gol do jogo aos 23 minutos do segundo tempo, com o ex-santista Rodrigo Fabri, deu certo, e o Santos voltava a disputar uma final de brasileiro depois de sete anos e garantia a volta a Libertadores depois de 18 anos.

O Peixe formou com Fábio Costa; Maurinho, Alex, André Luís e Léo; Paulo Almeida, Renato, Elano e Diego (Alexandre); Robinho (Robert) e Alberto.

Campeonato Brasileiro 2004 – Goleada em vão?
Na épica disputa do Brasileirão 2004, Santos e Grêmio se enfrentaram no Estádio Benedito Teixeira, em São José do Rio Preto, no dia 05/12, pela antepenúltima rodada. E o Peixe goleou o Grêmio por 5 a 1 com gols de Ricardinho (2), Ávalos, Deivid e Basílio.

Apesar da estonteante goleada, que até poderia ser maior, já que antes dos 30 minutos Deivid anotava o quarto tento, o time jogou com as atenções voltadas para o confronto entre Atlético PR e São Caetano, em Curitiba, que terminou com o rival direto na disputa do título vencendo de virada por 5 a 2.

Para o Grêmio, a derrota nada interferiu, já que o time se encontrava na lanterna e matematicamente rebaixado.

O Peixe do técnico Vanderley Luxemburgo formou com Mauro; Paulo César, Ávalos, Leonardo e Léo; Fabinho, Preto Casagrande (Zé Elias), Marcinho e Ricardinho (Bóvio); Deivid (Luizinho) e Basílio.

Curiosidade: Santos FC campeão Brasileiro em 2004
O Santos foi campeão Brasileiro de 2004 com 89 pontos. Em 46 jogos, foram 27 vitórias, oito empates e 11 derrotas. Com 103 gols marcados e 58 gols sofridos.

Mesmo com os inúmeros gols mal anulados, o Santos detém até hoje o recorde de gols marcados em uma edição de um Campeonato Brasileiro.

Os principais artilheiros do oitavo título Brasileiro foram: Robinho e Deivid com 21 gols cada, Elano com 16, Basílio com 15 e Ricardinho com 11 gols.

A quarta decisão contra o Grêmio – nosso único revés
Depois de uma irretocável primeira fase de Libertadores, quando ganhou os seis jogos e sofreu apenas um gol, o invicto Santos, que tinha eliminado o Caracas nas oitavas e o América do México nas quartas, era o favorito na disputa com o irregular Grêmio pelas semifinais da Libertadores 2007.

Mas em casa o time gaúcho tinha perdido apenas uma partida no ano.

O jogo de ida
O jogo seguiu equilibrado até o zagueiro Ávalos segurar Diego Souza dentro da área e cometer pênalti. Na cobrança, Tcheco deslocou Fábio Costa e abriu o marcador. O segundo gol do Grêmio foi uma grande vacilada do zagueiro Adaílton, que errou o passe e perdeu bola para o atacante Carlos Eduardo, que puxou o ataque e marcou. A situação do Santos de Zé Roberto e Luxemburgo ficava delicada para o segundo jogo.

O jogo da volta
Apesar do Alçapão ferver, Diego Souza marcou em rara chance do Grêmio aos 23′ minutos. O gol gremista aumentava a missão santista, que precisava reverter para 4 a 1 devido aos gols qualificados.

Nos acréscimos da primeira etapa, o atacante Renatinho empatou. Logo aos 15′ minutos do segundo tempo, de novo Renatinho marcava, virando para o Santos. Aos 32′ minutos foi a vez de Zé Roberto marcar em rebote. Faltando 15 minutos para o termino do prélio era possível sonhar com mais um gol. Mas ele não veio e o Santos teve o único revés diante do Grêmio em disputas eliminatórias.

A última decisão
Com 10 anos de invencibilidade jogando no Olímpico contra o Santos, o Grêmio do técnico Silas recebeu o Peixe por mais uma semifinal de campeonato, dessa vez por uma Copa do Brasil.

O jogo
Ganso bateu corner da esquerda para André abrir o marcador de cabeça. Apenas cinco minutos depois, PH puxou contra ataque e colocou André para bater na saída de Victor! Em 20 minutos de jogo, o Santos abria 2 a 0 e ficava a impressão de que poderia ampliar ainda mais, mesmo na casa do adversário. E essa impressão aumentou quando Durval cometeu pênalti em Willian Magrão e, na cobrança, Jonas, ex-Santos, bateu e Felipe defendeu. O goleiro santista fez uma de suas melhores partidas pelo Santos.

Na etapa complementar, Dorival Jr tirou Marquinhos para a entrada de Rodrigo Mancha. A substituição custou caro para equipe e para a carreira do volante. Em dois lances perdidos por ele no meio, o atacante Borges marcou dois gols. Dorival tentou corrigir tirando o volante 10 minutos depois para entrada de Rodriguinho, mas Jonas virou aos 21′ e de novo Borges ampliou aos 30′. Com o 4 a 2 foi a vez dos tricolores pensarem que a fatura estava liquidada. Mas a sobrevida santista veio com Robinho aos 37′ em bela assistência de Paulo Henrique Ganso. Santos 4×3 Grêmio.

O jogo da volta
Cercado por muitas provocações gaúchas, os jogadores do Santos FC entraram mais motivados para o segundo jogo na Vila Belmiro. Mas o gol não saiu no amarrado primeiro tempo, e apenas no segundo tempo com PH Ganso aos seis minutos com um belo chute da intermediária. O gol desmantelou o esquema defensivo do time gaúcho e aos 24 minutos Robinho marcou um golaço de cobertura. Com os dois gols de vantagem, a fatura parecia liquidada. Então, após rebote do goleiro Felipe, Rafael Marques pegou a sobra e diminuiu aos 29 minutos. A tensão na Vila Belmiro só foi quebrada aos 40 minutos, quando, em contra ataque, Wesley fintou o selecionável Victor para dar números finais. Santos 3 x 1 Grêmio.

Quebra de 10 anos de invencibilidade gremista no Olímpico
O jejum de vitórias do Santos no Olímpico acabou no dia 25/08/2010, com a vitória de 2 a 1 com gols de Neymar e Rodriguinho.

O último encontro
Pela primeiro turno do Brasileiro de 2012, em jogo realizado na Vila Belmiro no dia 08/07, o Santos goleou o time gaúcho por 4 a 2 e conseguiu sua primeira vitória no certame, em bela atuação de Felipe Anderson e de Neymar. Os tentos foram anotados por Felipe Anderson (2), Edu Dracena e Neymar.

O Peixe formou com Rafael; Bruno Peres, Edu Dracena (Bruno Rodrigo), Durval e Juan; Adriano, Henrique, Arouca e Felipe Anderson (Ewerton Páscoa); Neymar e Victor Andrade (Geuvânio). Técnico: Muricy Ramalho.

E você, o que acha desse Santos e Grêmio?


Que feio, Brum! Assim você vai pro inferno…

Roberto Brum é um sujeito de sorte. Erra passes de três metros, tem dificuldades para dominar a bola, raramente consegue fazer um corte sem cometer falta, não dribla e jamais faz um gol. Mesmo assim, ganhava um salário de 80 mil reais no Santos e, ao longo da carreira, já deve ter acumulado uma pequena fortuna. Só mesmo uma inexplicável proteção divina pode explicar o seu sucesso.

No entanto, ao ser demitido do clube, ao invés de se mostrar agradecido por quem lhe pagou um salário desproporcional para a qualidade do seu futebol, Roberto Brum resolveu sair atirando. Disse que foi ameçado de demissão por ter pressionado a diretoria para que suspendesse Neymar. Na verdade, disse que ele, Léo, Marquinhos e Edu Dracena queriam que Neymar fosse suspenso por discutir com o técnico Dorival Junior.

Eu pergunto: quem é Roberto Brum para exigir a suspensão de Neymar? E veja que coincidência: dos quatro que queriam que o Menino de Ouro fosse suspenso, segundo Brum, três foram expulsos na final do Campeonato Paulista, contra o Santo André: ele próprio, Marquinhos e Léo.

Enfim, o Roberto Brum, que é cheio de pregar a bondade, a fraternidade e todas as coisas boas que, segundo ele, vêm de Cristo, na prática fez tudo ao contrário e se mostrou um ser humano rancoroso, a ponto de tentar prejudicar a imagem de seus companheiros e do clube que lhe deu guarida.

Agora, Brum será acionado pelo Santos e terá de provar, na Justiça, as acusações que fez. Triste fim para um jogador que não deixará saudades – nem como atleta, nem como homem.


Adilson, não invente: deixe o Marquinhos ir surfar no Avaí!


Adilson Batista não quer liberar Marquinhos. Acha que ele tem características que Elano não tem

A maioria dos santistas ficou feliz com a notícia de Marquinhos voltaria para o Avaí, seu time do coração. Com o retorno de Paulo Henrique Ganso ao time, Marquinhos passará a terceira reserva da equipe, já que o jovem Alan Patrick tem sido o titular.

Mas eis que hoje o técnico Adilson Batista, que está montando o time para a temporada 2011, disse que não liberará Marquinhos para o time catarinense, pois conta com ele na próxima temporada.

“Ele é um jogador que eu já conheço, tem características diferentes do Elano. Ele é mais meia, é uma função diferente e tem contrato de dois anos, já o conhecemos”.

Entendi nem, ou Adilsom comparou Marquinhos com Elano? No que são parecidos? No branco dos olhos?

Será que Adilson não pediu as estatísticas de Marquinhos este ano? Será que ele já sabe que o jogador foi o mais substituído no Campeonato Brasileiro?

Será que ele sabe que quando Ganso se machucou e todos esperavam que o Marquinhos segurasse a bronca, ele se escondeu e perdeu a posição para um garoto vindo da base?

Se Marquinhos tem contrato de dois anos com o Santos, o que, pelo seu futebol, é uma eternidade, mais um motivo para dividir o prejuízo com o Avaí.

Será que estou exagerando, ou essa declaração do Adilson é tudo o que o santista não gostaria de ouvir sobre o planejamento do time para 2011?


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