Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Uma noite no Conselho

Logo mais, todo santista deve se ligar no Esporte Interativo!
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UMA NOITE NO CONSELHO

O Conselho Deliberativo do Santos aprovou que um escritório de advocacia comece as investigações para saber se Odílio Rodrigues será processado pelo clube por gestão temerária.

Creio que tenha sido mesmo temerária, principalmente no que se refere à contratação de Leandro Damião, mas temos de ser justos. O grande prejuízo que Damião deve causar ao Santos não é responsabilidade apenas de Odílio Rodrigues.

Eu pedi a palavra e lembrei, embasado em opiniões de conselheiros advogados, como a do amigo Marcello Pagliuso, que se Modesto Roma tivesse pagado os salários atrasados logo que assumiu o cargo, Leandro Damião não teria como ganhar a causa trabalhista que poderá tirar do clube cerca de 160 milhões de reais.

Além de Damião, na passagem de uma gestão a outra o Santos perdeu Arouca, Mena e Aranha.

Portanto, concordo que a gestão de Odílio Rodrigues foi temerária, assim como foi a de Luis Álvaro Ribeiro, a de Marcelo Teixeira e está sendo a de Modesto Roma. Ou seja, nosso pobre Santos tem vivido de gestão temerária em gestão temerária. Torcemos para um time administrado temerariamente há décadas, essa é a verdade.

Abaixo-assinado contra o Santos na areninha

Além do abaixo assinado deste blog – que pode ser assinado simplesmente deixando um comentário, com número de RG, ou de sócio do Santos – um outro abaixo-assinado com o mesmo teor foi passado entre os conselheiros. A maioria dos conselheiros é contra o time jogar em tal estádio e esquecer a capital.

Robinho

Para gente que viveu bem de perto a última passagem de Robinho pelo Santos, o clube não deveria contratá-lo mais. Segundo um ex-diretor, depois de ser reserva do time da China, sem a mesma vontade de treinar dos seus companheiros, ele não está em boa forma e é um mau exemplo para os mais jovens. E 600 mil por mês, nem pensar.

Geuvânio

Houve quem lembrasse a participação de Luis Álvaro Ribeiro na recuperação de Geuvânio, que seria mandado embora do Santos pelo técnico Muricy Ramalho. O ex-presidente resolveu ficar com o jogador e hoje a venda do seu passe é que dará algum respiro às combalidas finanças do clube.

A ditadura dos jogadores

Fonte confiável garante que o time não se esforçou como devia para ganhar do Flamengo pois já havia o interesse de alguns jogadores de pressionar o técnico Dorival Junior para escalar reservas nos jogos finais do Campeonato Brasileiro. A esta fonte Dorival se justificou, dizendo que teria escalado os titulares contra o Coritiba, mas os jogadores o pressionaram para não jogar.

Cabidaço de empregos

Ao assumir, a gestão atual criticava o cabide de empregos em que o clube tinha se transformado desde o presidente Luis Álvaro Ribeiro, com cerca de 360 funcionários. Realmente, era demais para um clube que não oferece nada, além de meia entrada para se assistir ao futebol. Bem, pois hoje, após apenas um ano de gestão de Modesto Roma, o quadro de funcionários do Santos está em 450!

Crise reduzirá ainda mais o público na Vila

Empresário de Santos previu que os jogos do time na Vila Belmiro terão públicos menores do que costumam ter. Ocorre que a crise tem desempregado muita gente na cidade e o poder aquisitivo, que nunca foi alto, está ainda menor. Aí eu acrescento: e por que não marcar a estreia do Santos para o Pacaembu, que teria um público de cerca de 30 mil pessoas?

Três cargos mais importantes

Frase de um santista influente, de cabeça aberta e morador de Santos: os três cargos mais importantes em Santos, são: prefeito da cidade, presidente do Santos e provedor da Santa Casa. Eu concluo: cargos que, além de poder e bom salário, permite empregar os amigos sem exigir qualificação.

Campanha de sócios? Espere sentado

Fontes próximas ao presidente e ao Conselho Gestor confirmam que não há o menor interesse do clube de atrair mais sócios, principalmente de fora da cidade de Santos. Deixar de fazer algo óbvio para melhorar as finanças do Santos não é sinal evidente de gestão temerária?

Visitei a sub-sede de São Paulo, muito bem instalada na avenida Higienópolis, deslumbrei-me, mais uma vez, com o sorriso da Juliana, só que o telefone e o sistema para aceitar novos associados ainda não estão funcionando. Aguardemos…

Fragmentação das chapas

Os grupos de conselheiros estão se fragmentando em subgrupos e já surgem prováveis nomes para a próxima eleição. Uma coisa é certa: se os conselheiros que enxergam o óbvio e querem realmente o bem do Santos não se unirem em torno de um único candidato, a visão oportunista dos que anseiam o poder apenas para sugar o clube prevalecerá novamente.

Falastrão

A opinião de muitos conselheiros é de que o Modesto Roma fala muito e adora um holofote. Anunciar publicamente, dois anos antes de terminar o atual contrato com a Rede Globo, que o Santos assinará com o Esporte Interativo, para muitos foi um tiro no pé. Agora o Santos será ainda mais boicotado pela rede que manda no futebol brasileiro e, se não tiver o apoio de outros clubes, ficará sozinho na parada, arcando com o ônus de tal ato. Agora que o estrago foi feito, creio que não haja volta. O Santos tem de assumir o futuro contrato com o Esporte Interativo, contatar outros clubes para fazer o mesmo e trabalhar muito para não cair no ostracismo em 2016 e 2017.

Homenagem a Gilberto Mendes

Sugeri que, em sua estreia no Campeonato Paulista, o time faça um minuto de silêncio em respeito à norte de Gilberto Mendes, compositor pós-moderno de renome mundial, morador na cidade e autor da obra “Santos Football Music”.

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E você, o que acha disso tudo?


Estes jogadores o torcedor não quer mais ver no Santos

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Estes jogadores o torcedor não quer mais ver no Santos

fora 1 - vladimirfora 3 - bruno uvinifora 4 - vinicius simonfora 6 - Menafora 2 - edu dracenafora 5 - cicinhofora 8 - renatinhofora 7 - alan santosfora 9 - souzafora 10 - leandro damiãofora 11 - patito rodriguesfora rildofora 12 - thiago ribeiro

Enfim, aqui está o resultado da enquete que perguntou ao leitor deste blog quais jogadores devem ficar e quais devem sair do Santos. Foram computados cerca de 150 votos completos. O resultado será expresso em porcentagens e não em números absolutos.

Esses jogadores das fotos não foram os únicos rejeitados pelo torcedor, mas aqueles que tiveram mais de 70% de desaprovação. O zagueiro Neto, com 67%, e o meia Leandrinho, com 62%, foram outros renegados pelo torcedor. A seguir, a análise dos reprovados:

Vladimir – O Santista ainda tinha esperança nele enquanto estava no banco. Era considerado uma promessa, capaz até de ser titular caso tivesse oportunidades. Enfim ele as teve, mas não correspondeu. 78% querem que não esteja no Santos em 2015.

Bruno Uvini – Grande rejeição. Creio que a falha no gol do Cruzeiro que desclassificou o Santos na Copa do Brasil deva ter influenciado bastante. Nada menos do que 94% dos votantes não o querem mais vestindo a camisa do Santos.

David Braz – A opinião sobre ele está dividida. 52% querem que saia, 48% que fique. Os gols que marcou no Pacaembu provavelmente influenciaram positivamente, mas muitos continuam achando que não tem categoria para ser zagueiro do Alvinegro Praiano.

Edu Dracena – Sua idade, o alto salário e a falta de mobilidade foram motivos para que 72% dos leitores considerassem que a sua carreira no Santos acabou. Pedem que tenha uma despedida honrosa e, talvez, continue trabalhando em outras áreas do clube.

Neto – Por pouco não entrou na foto dos renegados. 67% dos votantes não o querem no Santos na próxima temporada. As maiores queixas estão relacionadas à falta de categoria e aos crônicos problemas físicos.

Vinicius Simon – Depois de ser considerado uma esperança da zaga, este Menino da Vila machucou-se muito, não foi bem nas poucas oportunidades que teve e por isso amargou uma rejeição de 86% dos votantes.

Cicinho – Alguns sugerem que vá para o meio de campo, mas o certo é que como lateral-direito poucos o querem no Santos em 2015. Sua rejeição foi de 80%. O futebol atrapalhado e a dificuldade para concluir uma jogada pesaram nesse julgamento.

Mena – Assim como Cicinho, o titular da Seleção do Chile não agradou aos santistas. Com dificuldades para marcar e apoiar, Mena foi reprovado por nada menos que 83% dos leitores. Muitos sugerem que ele seja negociado para reduzir as dívidas do clube.

Victor Ferraz – Sua votação foi equilibrada: 58% querem que saia, 42% que fique. O fato de seu passe não pertencer ao Santos influiu para que seu índice de rejeição fosse maior. O santista provou mais uma vez que é mais complacente com seus Meninos.

Alan Santos – Surpreendi-me com a rejeição a Alan Santos. 75% dos santistas não o querem na Vila em 2015. Alguns sugerem que seja emprestado para ganhar experiência e volte mais maduro, ligado e menos violento.

Renatinho – Outro que, segundo p santista, deve receber uma despedida honrosa e pendurar as chuteiras. Seu notável passado no Santos não impediu que Renato, ou Renatinho, fosse rejeitado por 83% dos votantes.

Souza – Este quase conseguiu a unanimidade negativa. 99% dos santistas não o querem mais no Santos em 2015. Foi mais um jogador vindo do Cruzeiro que não deu certo na Vila, onde não marcou, não apoiou e nem fez os gols de falta que costumava fazer em outros times.

Leandrinho – Não entrou na foto por pouco. Sua rejeição foi de 62%. Ainda há quem acredite que poderá vingar se tiver mais oportunidades, mas o número de santistas que acreditam nele está diminuindo. Foram apenas 38%.

Jorge Eduardo – Também ficou a 6% de entrar na foto dos maiores reprovados. Com 64% de desaprovação, não foi considerado, pela maioria, um atacante digno de jogar no Santos. As maiores críticas dizem respeito à falta de experiência.

Leandro Damião – Sua rejeição não foi maior porque muitos santistas acham que se ele sair agora, desvalorizado, o clube terá grande prejuízo. Para estes, melhor seria jogar ao menos o Campeonato Paulista. 74% votaram por sua saída.

Patito Rodriguez – O simpático argentino voltou a ter chances e voltou a não convencer o torcedor, que o considera errático. Apenas 9% gostariam que ficasse, enquanto 91% preferem que Patito esteja bem longe da Vila em 2015.

Rildo – O esforçado jogador que veio da Ponte Preta definitivamente não caiu no gosto do torcedor do Santos. 94% querem que não vista mais a camisa do Alvinegro Praiano. Para estes, o que mostrou de velocidade, Rildo mostrou de falta de categoria.

Thiago Ribeiro – Os muitos gols perdidos, o salário alto, o tempo gasto com contusões e problemas psicológicos explicam a rejeição de 82% deste atacante que, para boa parte dos santistas, nunca teve uma real identificação com o clube.

Os aprovados

No próximo post divulgarei os jogadores aprovados pela pesquisa, ou seja, aqueles que o torcedor do Santos que participou da enquete quer que continuem no time em 2015.

E você, o que achou da lista dos reprovados?


O ano acabou. Sem milagres

Sócio que quiser votar em São Paulo, precisar mudar domicílio

O sócio do Santos que preferir votar em São Paulo, na eleição para presidente do Santos Futebol Clube, no dia 6 de dezembro, um sábado, deve providenciar sua mudança de domicílio. Do contrário, seu local de votação será na Vila Belmiro, em Santos.

Em São Paulo, o local de votação deverá ser o prédio da Federação Paulista de Futebol, na Barra Funda. A mudança de domicílio eleitoral pode ser feita pelo site do Santos ou, pessoalmente, na subsede do clube em São Paulo, situada na Alameda Santos, 700, primeiro andar, telefone (11) 3506-3200.

A mudança também pode ser feita por pelo e-mail subsede@santosfc.com.br, aos cuidados de Juliana. O prazo para a mudança de domicílio eleitoral vai até o dia 21 de novembro.

Entre aqui para mudar de domicílio eleitoral e poder votar em São Paulo

http://youtu.be/bfbzDCmeToE

Aos 13 minutos do segundo tempo, após contra-ataque vertiginoso com Robinho, Lucas Lima e Gabriel, Rildo apareceu diante de Fábio para marcar o terceiro gol do Santos e concretizar o que parecia ser o esperado milagre. 3 a 1 era vantagem suficiente para passar pelo poderoso Cruzeiro e alcançar a final da Copa do Brasil. O time mineiro parecia cansado, abatido, sem forças para a reação. Mas aí Robinho sentiu a coxa, e tudo começou a mudar.

Sem Robinho, substituído pelo garoto Jorge Eduardo, o Santos deixou de ter presença no ataque e perdeu também o meio de campo, pois Gabriel e Lucas Lima deixaram de ter com quem trocar passes. Ficou claro que o Cruzeiro era um time coeso, consciente, enquanto o Santos tinha dois ou três jogadores que sabiam segurar a bola, cercados por um monte que queriam chutá-la para bem longe.

A coitada da bola ia e voltava, até que o Cruzeiro, como havia acontecido no seu primeiro gol, quando Ceará entortou Mena; achou o segundo em nova falha da defesa do Santos, desta vez de Bruno Uvini e Edu Dracena, aos 35 minutos do segundo tempo. Um chutão de Fábio foi cabeceado para trás por Uvini, Dracena ainda poderia ter parado o lance, mesmo com falta, mas ficou olhando enquanto Willian penetrava e colocava na saída de Aranha, diminuindo para 3 a 2, resultado que classificava o Cruzeiro.

Depois, no último lance do jogo, Willian empatou, aproveitando um contra-ataque, mas aí a vaca já tinha ido pro brejo, pois os zagueiros santistas estavam todos adiantados em busca do gol da classificação, e o desorientado Jorge Henrique é que estava marcando na defesa.

O certo é que o Santos lutou muito, mas em todo o tempo ficou claro que se de um lado havia um bando de guerreiros, do outro um grande time de futebol tocava bem a bola e sabia esperar o momento de buscar os gols. Classificação justa da melhor equipe brasileira do momento, que agora decidirá a Copa do Brasil contra o milagreiro Atlético, que mais uma vez construiu uma virada espetacular, no Mineirão, ao golear o Flamengo por 4 a 1.

As muitas lições desta eliminação do Santos

Como alguns leitores deste blog já tinham previsto, seria impossível esperar que o Santos passasse um jogo inteiro sem levar gols do Cruzeiro, mesmo na Vila. Ocorre que a defesa do Alvinegro Praiano é insegura, mal postada, desatenta. Nenhum dos cinco jogadores do setor foi bem, ontem.

Mena fez uma de suas piores partidas, a ponto de não voltar para o segundo tempo, substituído pelo garoto Caju. Cicinho se esforçou, mas é outro lateral abaixo da média. Os zagueiros Edu Dracena e Bruno Uvini não inspiraram confiança e falharam no segundo e no terceiro gols do Cruzeiro. No terceiro, por ausência, já que abandonaram completamente suas posições. Aranha já não tem feito grandes defesas. As bolas que vão, entram.

Para o ano que vem, esse elenco precisa sofrer uma grande reformulação. Na verdade, tirando Robinho, Lucas Lima, Geuvânio e, talvez, Gabriel, todos os outros jogadores são plenamente substituíveis. Isso inclui Leandro Damião e Thiago Ribeiro.

Outra lição é a e que a Vila Belmiro não faz milagres. Depois de perder a chance de brigar por uma posição no G4 ao ser derrotado, na Vila, para Fluminense e Internacional, agora o Santos deixa escapar a vaga para a final da Copa do Brasil depois de fazer o resultado e não conseguir segura-lo só mais 10 minutos.

A mais sintomática lição, entretanto, tem a ver com a questão financeira. Disseram que todos os ingressos tinham sido vendidos, mas o público pagante anunciado foi de apenas 11.952 torcedores, com renda de R$ 444.760,00. Isso quer dizer que o Atlético, no Mineirão, em jogo de mesmo nível, arrecadou R$ 4.170.800,00 a mais do que o Santos.

Não se espante. No Mineirão, com público de 41.353 pagantes, a renda foi de R$ 4.615.660,00, exatamente R$ 4.170.800,00 a mais do que a da Vila Belmiro. E vejam que o Atlético jogou no Mineirão, e não no Independência, onde conseguiu grandes viradas na Copa Libertadores, mas é um estádio bem menor. Ou seja: o presidente Alexandre Kalil pôs o time para jogar no estádio maior, que dá mais renda, e o Galo virou do mesmo jeito, pois o que importa não é o estádio, e sim a sinergia entre a torcida e o time.

As grandes viradas do Santos ocorreram no Pacaembu (5 a 2 contra o Fluminense), Morumbi (3 a 2 no Palmeiras) e Maracanã (4 a 2 no Milan). Então, era só o presidente mostrar comando e visão e marcar o jogo para um Morumbi da vida. Agora, mesmo que estivesse eliminado, como está, ao menos o Santos teria dinheiro para pagar parte dos salários atrasados.

Não sei como um clube profissional pode perder tanto dinheiro por livre e espontânea vontade. E agora? O salário dos jogadores que preferiram jogar na Vila será descontado? Vão abrir mão do décimo-terceiro? Qual nada, o Santos amargará a eliminação, as férias antecipadas e um enorme prejuízo, por falta de visão, profissionalismo e coragem de seus dirigentes e comodismo de seus principais jogadores.

Se a meta dos jogadores, como deixou transparecer o goleiro Aranha, se resumia a evitar o rebaixamento, então eles estão ganhando demais pelo que rendem em campo, pois a folha de pagamentos do Santos é uma das mais altas dos clubes brasileiros. Só para deixar de ser rebaixado, dava para investir 80% menos, que é o que gasta o Atlético Paranaense. Enfim, desorganização e falta de comprometimento explicam o Santos em 2014.

E o cúmulo é que ainda tem três candidatos da situação – Nabil, Rollo e Fernando Silva (apoiado pelo Laor) – que compactuaram com essa administração, e agora querem tirar o corpo fora.

Santos 3 x 3 Cruzeiro

05/11/2014, Vila Belmiro, 22 horas
Público: 11.952 pagantes. Renda: R$ 444.760,00.
Santos: Aranha, Cicinho, Bruno Uvini, Edu Dracena e Mena (Caju); Alison (Renato), Arouca e Lucas Lima; Rildo, Robinho (Jorge Eduardo) e Gabriel.
Técnico: Enderson Moreira.
Cruzeiro: Fábio; Ceará, Léo, Dedé (Bruno Rodrigo) e Egídio (Samudio); Henrique, Lucas Silva, Éverton Ribeiro (Julio Batista) e Ricardo Goulart; Willian e Marcelo Moreno. Técnico: Marcelo Oliveira.
Gols: Robinho a 1 minuto, Marcelo Moreno aos 8 e Gabriel (pênalti) aos 48 minutos do primeiro tempo; Rildo aos 13, Willian aos 35 e aos 50 minutos do segundo.
Arbitragem: Dewson Fernando Freitas da Silva (PA-ASP-Fifa), auxiliado por Bruno Boschilia (PR-Fifa) e Cleriston Clay Barreto Rios (SE-Fifa).
Cartões amarelos: Rildo e Lucas Lima (Santos); Willian, Egídio, Lucas Silva e Fábio (Cruzeiro).

Nesta quinta, em São Bernardo, vamos falar do futuro do Santos

convite Peres ABC

Estarei logo mais, nesta noite de quinta-feira, no São Bernardo Tênis Clube recebendo quem quer se candidatar ao Conselho Deliberativo do Santos. Você já viu que há muito a fazer e mudar no Santos. A desordem administrativa empurra o time e o clube para a insolvência. Sua voz precisa ser ouvida. Se você quer participar mais diretamente da vida do Santos, candidate-se a uma vaga ao Conselho Deliberativo. Mas aja rápido. O prazo para a inscrição das chapas acaba na segunda-feira. Com a união dos santistas atuantes, tudo será possível e não precisaremos de milagres para construir o Santos que a gente quer. Leve sua carteirinha de sócio e preencha a ficha para conselheiro do Santos hoje à noite, em São Bernardo, ou envie e-mail para odir.cunha@uol.com.br

E pra você, o que representou este empate com o Cruzeiro?


Outra derrota na Vila. E outro Brasileiro decepcionante

http://youtu.be/l8GUMkFKg9Q

Como já tinha acontecido contra o Fluminense, o Santos voltou a perder na Vila Belmiro, desta vez para o Internacional, por 2 a 1, e caminha para a sua sétima atuação decepcionante seguida em um Campeonato Brasileiro. Desde 2008 o time não consegue ficar sequer entre os seis mais bem classificados e em algumas temporadas correu até risco de rebaixamento.

Neste jogo, que, na verdade, o Santos não merecia perder, pois só foi derrotado por uma falha infantil de Aranha – que pegou com as mãos uma bola recuada por Mena, provocando o “dois toques” que resultou em gol –, destaque-se o antimarketing do clube, protagonizado pelo técnico Enderson Moreira. Primeiro Enderson anunciou que escalaria um time misto. Depois, voltou atrás e colocou o time titular em campo, o que reduziu ainda mais o público da Vila Belmiro.

Se em condições normais esse jogo poderia atrair até oito mil pessoas ao Urbano Caldeira, a indecisão sobre que time jogaria fez o público cair para 5.907 pagantes, com renda bruta de R$ 170.950,00, que mantém o Santos na liderança absoluta dos 20 clubes da Série A como aquele que possui a menor média de público do campeonato. Sim, a velha, histórica e amada Vila Belmiro é o estádio que atrai menos pessoas na Série A deste Brasileiro.

O lado bom desse público tão limitado que acompanha os jogos do Santos na Vila Belmiro é que, caso o estádio tenha algum problema, será possível transferir os jogos para outros dois estádios da cidade, sem obrigar os jogadores e os torcedores a cansativas deslocações. Isso porque o estádio do Jabaquara, o Espanha, comporta 8.031 pessoas, e o Ulrico Mursa, da Portuguesa Santista, 12 mil pessoas, suficientes para receber a torcida santista.

Com a derrota, o Santos continua em oitavo lugar, com 46 pontos. No meio da tabela, o time está a oito pontos do G4 e a 12 acima da zona de rebaixamento. Os quatro da zona da Libertadores são, pela ordem Cruzeiro (64 pontos), São Paulo (59), Internacional (56) e Fluminense (54).

Na quarta-feira, o Santos volta a jogar na Vila Belmiro, esta vez contra o Cruzeiro, pela Copa do Brasil. Precisará vencer por dois gols de diferença para chegar à final, ou por 1 a 0 para tentar ganhar nos pênaltis. Pelo Brasileiro, o próximo jogo será contra o Corinthians, domingo, às 19h30, no Itaquerão.

Santos 1 x 2 Internacional
02/11/2014, domingo, Vila Belmiro.
Público: 5. 907 pagantes. Renda: R$ 170.950,00.
Santos: Aranha, Cicinho, Edu Dracena, Bruno Uvini e Mena; Alison (Renato), Arouca e Lucas Lima; Rildo (Jorge Eduardo), Gabriel (Leandro Damião) e Robinho. Técnico: Enderson Moreira.
Internacional: Alisson, Cláudio Winck, Alan Costa, Ernando e Fabrício; Willians, Aránguiz, D’Alessandro (Wellington Paulista), Jorge Henrique e Alan Patrick (Bertotto); Nilmar (Ygor). Técnico: Abel Braga.
Gols: Aránguiz aos 24 minutos do primeiro tempo; Gabriel aos 17 e Aránguiz aos 36 minutos do segundo.
Arbitragem: Jailson Macedo Freitas, auxiliado por Alessandro ª Rocha de Matos e Luiz Carlos Silva Teixeira (todos da Bahia).
Cartões amarelos: Fabrício, Jorge Henrique, Alan Patrick, Alisson e Aránguiz, do Internacional; Edu Dracena e Cicinho, do Santos.

E você, o que achou de mais esta derrota do Santos na Vila?


Um Santos competitivo, inteligente e barato

http://youtu.be/Lf0hwpn1tds

A vitória sobre o Palmeiras, por 3 a 1, em um Pacaembu lotado de torcedores rivais, mostrou um Santos competitivo e inteligente. A tática de esperar as oportunidades de contra-ataque deu certo. Robinho, bem marcado, jogou para o time. Lucas Lima enfiou as bolas dos dois primeiros gols. Geuvânio e Gabriel mostraram, mais uma vez, que se tivessem sido mais utilizados desde o Campeonato Paulista, dificilmente a equipe teria perdido o título para o Ituano.

Mesmo com dificuldades na marcação, Victor Ferraz mostrou que está, no mínimo, no mesmo nível de Cicinho. Assim, com visão e coragem, o clube poderia fazer uma economia de cerca de 30 milhões por ano e ainda faturar outro tanto igual se deixasse de contar com Leandro Damião, Thiago Ribeiro, Cicinho e Mena. É algo a se pensar para 2015. Espero que o presidente do Santos eleito em 6 de dezembro coloque isso como prioridade.

Que Robinho me desculpe, mas jogar contra o Cruzeiro na Vila Belmiro é muito comodismo. Agora, se ele abrir mão do seu salário para complementar a renda que se perderá por não jogar no Pacaembu, tudo bem. O clássico provou que quando o time está bem, calmo e centrado, estádio não tem grande importância. E contra o Cruzeiro o Pacaembu será Alvinegro Praiano. Não consigo encontrar nenhum motivo plausível para se jogar na Vila.

E pra você, o que representou a vitória sobre o Palmeiras?


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