Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Tag: Meninos da Vila (page 1 of 13)

Bom renascimento para nós

Costumo dizer que a vida é feita de renascimentos. Se as coisas não andam como você quer, não se amofine. Continue trabalhando, fazendo a coisa certa, porque logo uma nova etapa, repleta de possibilidades, surgirá à sua frente. Como santista, vivi algumas Páscoas, ou renascimentos. A mais marcante delas ocorreu em junho de 1979, quando um time recheado de garotos, nominados Meninos da Vila pelo seu Chico Formiga, venceu o São Paulo na final e conquistou o Paulista de 1978, primeiro título importante do Alvinegro Praiano após Pelé. Neste vídeo podemos desfrutar a narração incomparável de Osmar Santos, de quem me tornei redator e amigo nas rádios Globo/Excelsior. Boa Páscoa a todos os frequentadores deste blog e obrigado pelos comentários sinceros.

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Torcer pro Santos. Sempre

Na Raça!

Com um time muito solidário, que se destacou mais pelo sistema defensivo do que pelo ataque, o Santos venceu o Flamengo de Guarulhos por 1 a 0 – gol de cabeça do zagueiro Renan Nascimento, após escanteio, aos 43 minutos do primeiro tempo – e segue na Copa São Paulo de Futebol Junior. Agora o Alvinegro Praiano volta a jogar sexta-feira, contra o Avaí, que venceu o Rio Branco por 3 a 0.
Depois de se impor no primeiro tempo, o Santos foi dominando na maior parte do segundo, mas no final da partida perdeu vários contra-ataques para ampliar, principalmente com Léo Souza e Richard Luca. O primeiro tentou fazer o mais difícil e Richard bateu muito fraco na bola. Porém, por segurar sozinho três defensores do adversário, Léo Souza teve uma função tática importante. O melhor do time foi o goleiro santista Fernando Castro.

Torcer pro Santos. Sempre

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Um companheiro aqui do blog lembrou que este ano o Santos participará de muitas competições e caso vença alguma dificilmente eu terei chance de ser eleito presidente do clube. Pois eu respondo que jamais torcerei contra o Santos, em nenhuma circunstância, e se por um título em campo o santista preferir continuar com Modesto Roma, paciência. Nesta tarde de quarta-feira, por exemplo, como não sofrer e apoiar os Meninos na Copinha, às 15h30, diante do Flamengo de Guarulhos, em Barueri, com transmissão da Espn Brasil? E se torço na Copinha, como não torcerei desbragadamente no Paulista, na Copa do Brasil, no Brasileiro, na Libertadores e, tomara, no Mundial de Clubes?

Santista acredita no imponderável. Muitas das conquistas do time vieram assim, desacreditadas. Pois falavam maravilhas da base do São Paulo, que já se foi, eliminada pela brava Chapecoense. Do Palmeiras não falavam maravilhas, mas também já se foi. Nem o presidente do Santos acreditava nesse time da base, muito criticado até por frequentadores deste blog em seus jogos anteriores.

Conheço bem as deficiências da equipe, mas, no momento como torcedor, prefiro me agarrar às qualidades, ou potencialidades. O goleiro Fernando Castro é tranquilo, qualidade essencial para um bom arqueiro. Ton Ton faz um monte de coisas erradas, mas é atuante, está em todas e uma hora fará uma jogada espetacular. Léo Souza, que não parece nenhum moleque, perdeu gols, mas deu a bela assistência para o predestinado André Anderson marcar contra o Audax. O pequeno Nicolas é driblador. Tem um receio natural de tomar pancada, mas é habilidoso. E o zagueiro Gabriel Casanova merece um comentário à parte.

Vocês sabem que no futebol, às vezes antes da técnica e da eficiência, vêm a personalidade e o carisma. Pois esse Gabriel Casanova salvou um gol de chaleira e depois quase marcou um lá na frente, com uma arrancada digna de um homem de área. Negro esguio e ágil, o Menino tem até nome de grande zagueiro. Torcerei para que ele se destaque novamente hoje.

Nada sei sobre o Flamengo de Guarulhos, mas basta ser Flamengo pra gente querer ganhar. Só sei que Guarulhos é terra de santistas, como o nosso amigo Bozo e o doutor Marcelo Santos, líder dos santistas da cidade e apoiador de minha campanha. Não tenho ilusões de que o jogo será fácil, como não tem sido nenhum para o Santos nessa Copinha, mas deverá ser mais uma boa luta. Torçamos.

Dizem que num certo clube paulistano o candidato de oposição oferecia prêmios para o adversário vencer o seu próprio time, pois isso faria com que o presidente, seu desafeto, tivesse problemas nas eleições. Quem me conhece sabe que, acima de tudo, tenho caráter, e depois torço para o Santos, sempre, ainda mais em um ano com Copa Libertadores. Quanto não vale o quarto título continental?

Espero que o santista saiba enxergar além dos resultados em campo e queira um Santos campeão, mas bem estruturado, transparente, abrangente, profissional, universal, que não sofra mais esses altos e baixos que o mantém em um segundo pelotão entre os grandes do planeta. Mas não estamos aqui para falar de política. Vamos lá Meninos!

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Sei que às vezes é frustrante querer comprar um livro aqui no blog e perceber que com a taxa do frete o dinheiro não dá.

Bem, acho que resolvi isso. Reduzi o preço e incluí o frete em todos esses cinco livros anunciados abaixo.

E para todos eles eu farei uma dedicatória exclusiva, com carinho e gratidão, claro, pois sem leitores não há livros, nem cultura.

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Pontos básicos

Em primeiro lugar, quero me desculpar por não apresentar aqui um balanço geral e detalhado envolvendo todas as sugestões que recebi para um Programa Administrativo do Movimento Por um Santos Melhor. Como muitos devem saber, trabalho como escritor e nesse período, sem descanso nem nas festas de fim de ano, estou correndo para terminar um livro, no caso uma ficção. Entretanto, li as sugestões e creio que posso fazer um resumo de seus pontos básicos, com os quais também concordo.

Obviamente tudo isso ainda será muito discutido e detalhado, mas é bom termos uma Carta de Princípios que servirá como base para nosso trabalho. Deixo claro que o objetivo desse movimento não é simplesmente ocupar e usufruir do poder no Santos, como tem acontecido nas últimas gestões, mas sim semear ideias que tornem o clube mais eficiente e transparente, colocando-o no mesmo patamar dos maiores clubes do mundo.

Filosofia – Um Santos de todos
O Santos será um clube voltado a utilizar o máximo de seu potencial mercadológico, não apenas uma pequena parte dele, como vem sendo feito. Um time que tem mais de sete milhões de torcedores no Brasil não pode sobreviver com uma média de público de nove mil pessoas nos jogos com seu mando de campo, e também não pode ter apenas 10 mil sócios adimplentes. Com o aumento substancial da média de público e do número de associados, os valores de patrocínio e da cota da tevê atingirão outros patamares.

Transparência – Vital para trazer credibilidade
Hoje o torcedor do Santos é surpreendido a cada dia por notícias de negócios mal explicados. Isso precisa acabar. Não basta ser honesto, é preciso mostrar e transparecer a honestidade. As relações com empresários, tanto dos profissionais, como dos jogadores da base, precisam ser tão claras a ponto de poderem ser expostas em assembleias do Conselho Deliberativo. O clube não pode mais ser prejudicado por negócios escusos, em que parte dos recursos que entrariam nos seus cofres são desviados para terceiros, ou segundos.

O presidente tem de dar o exemplo e informar o que recebe e quanto recebe para dirigir o clube. Hoje sabemos que é possível um presidente de clube ter um salário, mas isso tem de ser aprovado pelo Conselho Deliberativo. Se não for, o presidente terá de se sujeitar a doar três anos de sua vida ao Santos, pois esta será a única forma de atingir essa transparência e credibilidade. Do contrário, persistirá essa situação indefinida em que todos sabem que o presidente recebe, mas não se sabe quanto e nem como.

Locais dos jogos – Artista tem de ir onde o povo está
Ignorar uma cidade onde tem 1,2 milhão de torcedores vai contra todos os mais elementares princípios de marketing. Por isso é vital um revezamento entre Vila Belmiro e Pacaembu. A política tem de ceder lugar a um planejamento mercadológico que aumente a participação santista no mercado brasileiro e internacional do futebol.

Construir um estádio caro em uma região onde mantém uma baixa média de público é totalmente desaconselhável. Os exemplos estão aí. Se o alvinegro da capital, com aporte de dinheiro público e o comparecimento em massa de seus torcedores, vê sua dívida alcançar quase dois bilhões de reais devido ao seu novo estádio, por que o Santos precisa incorrer no mesmo erro? É inadmissível que o presidente Modesto Roma continue em tratativas para construir um estádio que só ele quer, um estádio que não tem um planejamento realista, um patrocinador conhecido e nem condições de pagamentos aceitáveis. Enfim, uma loucura.

Torcedor no estádio – Chega de sofrimento
O amigo Rachid Bourdoukan tem mostrado, em inúmeros vídeos, como o torcedor santista é maltratado nos estádios. Um dos problemas é a falha na venda antecipada de ingressos, com pouquíssimos pontos de venda quando os jogos são na capital paulista, e a determinação absurda de não se aceitar cartões de crédito para a compra desses ingressos. Isso provoca as filas, acirra os ânimos, gera desconforto e até violência. É muito fácil resolver isso. Basta querer.

A pequena taxa que se pagará pelo uso do cartão de crédito será compensada por um número maior de torcedores nos estádios, pela agilidade, segurança e tranquilidade para quem for aos jogos. Não dá mais para vender ingressos apenas em dinheiro vivo. Isso é pré-histórico.

Relação com a tevê – É preciso comprovar a força do Santos
Assim como no trabalho para a elaboração do Dossiê, a relação do Santos com a televisão tem de ser fundamentada em estudos sérios empreendidos pelo próprio clube. Não se pode aceitar as pesquisas de torcida da forma como são feitas, pois deixam muitos buracos, principalmente com relação à importância de cada mercado e ao poder aquisitivo dos torcedores.

O Santos tem, no mínimo, a quinta torcida do Brasil e a quinta torcida nas regiões mais ricas do País. Seu Ibope mostra isso e esse fato tem de ser mostrado e comprovado para que sua cota de tevê seja redimensionada.

Programa de associados – Todo santista que quiser, será sócio
Se somos bombardeados todos os dias por telefonemas de telemarketing oferecendo produtos que não significam nada para nós, imagine se o clube tivesse um programa permanente de captação de sócios, com planos e valores diversos que pudessem atrair santistas de todo o Brasil? E isso é plenamente possível, pois já é praticado por grandes clubes europeus, conforme me confirmou o especialista Amir Somoggi, que está conosco nesse movimento.

Haverá um grande programa de recompensas materiais para os sócios, o que exigirá que esse se torne um dos principais departamentos do clube. Porém, não há qualquer dúvida de que será bem sucedido e poderá, em dois anos, fazer o Santos superar a marca de 100 mil associados.

Uma das primeiras medidas nessa área, caso o movimento Por um Santos melhor vença as eleições, é promover uma ampla anistia a todos os sócios devedores. A ideia nunca será punir ninguém, mas atrair ao clube todos aqueles que querem participar e já participaram dele.

Lojistas e parceiros – Santos tem de estar mais presente
Crescem as escolinhas e as lojas de outros clubes porque essas agremiações têm dado mais apoio aos seus parceiros. Lojas e escolinhas de futebol são verdadeiras embaixadas do Santos e devem ser auxiliadas para crescer e atrair os santistas da região. Esse relacionamento do clube com seus parceiros tem de ser revisto e melhorado. O Santos tem sido negligente nesse aspecto.

Agilidade, modernidade – Aprimorar os métodos
Hoje, desde a área burocrática, até a procura por novos valores do futebol, os clubes de ponta contam com métodos e programas modernos que podem agilizar, facilitar e melhorar esse trabalho. Clubes europeus já usam um aprimorado sistema de inteligência para detectar oportunidades no mercado de jogadores. Isso tem de ser feito no Santos.

Comunicação – Uso da Internet
A comunicação é uma das áreas do Santos de melhor rendimento. Mesmo assim, porém, pode ser muito aprimorada. O uso da Internet para transmitir programas exclusivos e jogos do time deve ser intensificado. Mesmo quando houver empecilhos contratuais para a transmissão de jogos do time profissional, haverá a possibilidade de se divulgar e transmitir o futebol de base, o feminino, futsal, o de praia etc.

Endomarketing – Ninguém gosta do que não conhece
Volta e meia nos decepcionamos com entrevistas de jogadores do Santos que não conhecem a história e a grandeza do clube. Isso precisa mudar já. Todos os garotos da base, os funcionários do clube e os profissionais contratados para o futebol precisam assistir a palestras e receber livros, filmes e impressos que mostrem os grandes feitos santistas. Além disso, os profissionais da comunicação terão de estar bem informados para monitorar as entrevistas de técnicos, jogadores e de todos que falarem para a imprensa em nome do clube.

Trabalho de base – Força total aos Meninos da Vila
Sua vocação fez com que o Santos transformasse suas equipes infanto-juvenis em grife. Meninos da Vila se tornaram uma marca mundial e têm salvado o clube em seus momentos de aperto. As vendas dos passes de Geuvânio e Gabriel equilibraram as finanças da administração atual, assim como as vendas de outros Meninos do passado salvaram outras administrações. Por isso mesmo é essencial que o clube invista na captação de jovens por esse Brasil afora. Devemos defender a construção ou o aprimoramento de um novo CT para a base e métodos mais eficazes de seleção e treinamento. Não se pode permitir a ingerência de empresários na base do Santos.

Torcidas organizadas – A torcida da paz
Creio que as torcidas organizadas santistas possam ser aliadas do plano de marketing do Santos, desde que se comprometam a se unir em uma campanha permanente pela paz nos estádios e jamais promovam brigas e arruaças, ao mesmo tempo que usem os jogos para divulgar o clube positivamente. Esse é um tema delicado, mas penso que devemos ter boa vontade com as torcidas do Santos e encontrar a melhor maneira de fazer com que sejam aliadas do clube, mantendo a sua independência política.

Democracia – Chega de ditadores de ocasião
Na prática, o Santos não tem sido uma democracia plena. Boa parte dos sócios são impedidos de votar, pois o clube ainda não autorizou o voto à distância. Há um Conselho Deliberativo, mas a direção atual passa por cima dele constantemente, e quando tem as suas contas reprovadas dá um jeito de apelar e empurrar o problema para a frente.

Hoje o clube vive uma sob uma oligarquia, uma amigocracia que faz o que quer sem dar satisfações a ninguém. É preciso que o poder de fiscalização do Conselho Deliberativo seja restaurado, que a votação à distância seja sacramentada e que a questão da reeleição seja bem discutida. Creio que o melhor seja o presidente não poder ser reeleito, mas isso deve ser analisado com calma.

Bem, estes são alguns pontos básicos. Provavelmente há outros e o assunto está lançado para servir de ampla discussão. Fique à vontade para opinar.

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Ano Novo, livros mais baratos. Aproveite!
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Na foto acima estou com o amigo Ademir durante o lançamento da nova edição de Time dos Sonhos, no Museu Pelé. Ah, esqueça esse banner aí em cima do blog. No Brasil de hoje todos os preços aumentam, mas aqui no Blog do Odir os preços diminuem. E ainda tem um super brinde: a compra dos livro Time dos Sonhos ou Segundo Tempo, de Ídolo a Mito, dá direito às versões eletrônicas de três obras esgotadas em papel: Donos da Terra, Ser Santista e Pedrinho escolheu um time, enviadas para o seu e-mail.

Confira:
Time dos Sonhos – A história completa do Santos até o título brasileiro de 2002.
Livro de 528 páginas por apenas 44 reais, mais o frete que a PagSeguro calcula para você. Livro segue com a dedicatória exclusiva do autor e, de brinde, três livros eletrônicos serão enviados para o seu e-mail: Donos da Terra, Ser Santista e Pedrinho escolheu um time.
Dossiê – Unificação dos títulos brasileiros a partir de 1959.
Obra de 325 páginas, em papel couchê, que resgatou os primeiros campeões brasileiros, documento produzido por José Carlos Peres e Odir Cunha. Apenas 38 reais, mais o frete. Segue com a dedicatória de Odir Cunha.
Pelé – Segundo Tempo, de Ídolo a Mito
Livro de arte magnífico, de capa dura e 320 páginas, do editor Marco Piovan, do diretor de arte Clero Junior e do escritor Odir Cunha. Por apenas 65 reais mais o frete. Segue com dedicatória do autor e, de brinde, três livros eletrônicos serão enviados para seu e-mail: Donos da Terra, Ser Santista e Pedrinho escolheu um time. Obra mostra as dificuldades que Pelé superou para se tornar o Rei do Futebol.
Dinheiro, é possível ser feliz sem ele
Livro de auto-ajuda de 184 páginas em que Odir Cunha fala de como superou graves dificuldades financeiras e descobriu a alegria de viver mesmo sem dinheiro. Apenas 19 reais mais o frete. Segue com a dedicatória do autor.
Sonhos mais que possíveis
Livro de bolso de 165 páginas com 60 histórias de superação de atletas olímpicos. Apenas seis reais mais o frete. Segue com dedicatória do autor.
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Fazendo história de novo!

Promoção aumentou! Mas só até domingo.
Pelé dormindo com os livros Time dos SonhosSonhosMaisQuePossiveisDonosdaTerraA sensação de ser especial

Leia com atenção para não perder a conta. Até domingo, dia 14, o Dia dos Pais, com apenas 68 reais você receberá dois exemplares do livro Time dos Sonhos, mais dois exemplares de Sonhos mais que possíveis, mais uma versão eletrônica do livro Donos da Terra e outra do livro Ser Santista, um orgulho que nem todos podem ter, sem despesas de correio. Tudo por apenas 68 reais! Se quiser outras dedicatórias, além da sua, é só pedir logo após a compra pelo e-mail blogdoodir@blogdoodir.com.br
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FAZENDO HISTÓRIA DE NOVO!

Sei que muitos santistas querem que a Seleção Olímpica perca logo e os três santistas voltem para reforçar o time no Campeonato Brasileiro. É compreensível. Porém, uma histórica medalha de ouro desta Seleção será também uma façanha dos Meninos da Vila. Não só de Zeca, Thiago, Maia e Gabriel – que já marcou dois gols contra a Dinamarca –, mas, por que não, de Neymar e Felipe Anderson, que se tornaram bons jogadores profissionais ao beber a água milagrosa da Vila Belmiro.

O título reforçaria a imagem do Santos como um dos maiores times reveladores de talentos no mundo, abrindo possibilidades para muitas ações de marketing.

Por falar em fazer história, adorei a vitória da Seleção Brasileira de Polo Aquático sobre a fortíssima Sérvia, um dos melhores times do mundo. Se há um esporte brasileiro que está mostrando grande evolução nesta Olimpíada, é o polo aquático.

Eu destacaria, ainda, o handebol, que deve lutar por medalhas, e a esgrima, que não deverá conseguir nenhum pódio, mas já mostrou grande progresso.

No mais, é o mesmo de sempre, com possibilidades de medalhas na natação, judô, atletismo, vela, vôlei e futebol. Mas devem ser em uma quantidade menor do que os dirigentes do esporte nacional queriam. Gastaram dinheiro demais com estádios e de menos com a preparação dos atletas. Na verdade, o verdadeiro desenvolvimento de uma modalidade não se consegue em apenas quatro anos, nem em oito. É preciso criar uma filosofia e persistir no trabalho.

A Olimpíada não deixará legados sociais ou esportivos e sua conta demorará a ser paga. A festa é bonita, mas o preço é alto demais, sobretudo em se tratando de um País com muitas outras prioridades para gastar seu contado dinheirinho. Enfim, assim como a Copa, realizada há apenas dois anos, essa Olimpíada representa mais um investimento temerário de um governo corrupto, perdulário e demagogo.

Aí do lado há uma enquete que pergunta: em quem você votaria hoje para presidente do Santos? O blog pinçou os nomes de outras enquetes de blogs de santistas. Fique à vontade para escolher quem lhe passa mais credibilidade.

O banco de ideias para o Santos continua
Envie suas ideias Para um Santos Melhor por meio da caixa de comentários. Vamos desenhando um novo Santos. Estou arquivando todas.

E você, o que acha disso?


A bela imagem do Santos

Li no comentário do leitor PCabral um trecho da entrevista de Luis Paulo Rosenberg, ex-vice-presidente de marketing no alvinegro de Itaquera, hoje na Portuguesa. O que Rosemberg disse não é novidade para mim. É o mesmo que me revelou em uma matéria para a revista Four Four Two, da qual quando fui editor entre 2009 e 2010. Sua opinião sobre o Santos continua a mesma, conforme descreveu agora para o portal Terra:

É necessário conhecer muito bem a cultura para desenhar o clube de acordo com as origens e os valores de cada um. A característica maior do Santos é o futebol atrevido, jovem, bonito. Eles podem estar por baixo, mas o futebol mais alegre é sempre deles. Está no DNA. É um comando totalmente provinciano, retrógrado, que segura o Santos, mas não adianta. É algo que floresce. Imagina fazer o Santos sem essa característica? Enquanto que o Palmeiras tem que crescer em volta da sua origem italiana, precisa valorizar isso. E o São Paulo precisa ser empresa. O São Paulo não tem torcedor, tem consumidor. E o consumidor do São Paulo vai encher o Morumbi se o serviço for de qualidade. Hoje eu acho que o time mais sem rumo é o São Paulo, que era o líder em modernidade na virada do século. É preciso trabalhar a sua identidade. Tem que fazer o seu modelo.

Veja que, para ele, um estudioso e especialista do marketing do futebol, apesar de “um comando totalmente provinciano, retrógrado, que segura o Santos”, o Alvinegro Praiano se destaca pelo “futebol atrevido, jovem, bonito. Eles podem estar por baixo, mas o futebol mais alegre é sempre deles. Está no DNA”, enfatiza.

Os que acompanham este blog sabem que, coincidentemente, esta é mesmíssima opinião que tenho do Santos, de sua imagem pública e das amarras que o impedem de crescer. Alguns, céticos e práticos, perguntarão: “Mas de que adianta jogar bonito, fazer gols, revelar jogadores, se não ganhar campeonatos, faturar mais, ter mais torcedores?”

Eu respondo que este estigma de jogar bonito, fazer muitos gols e revelar jogadores, na maioria atacantes, de ser um time atrevido e jovem, é a grande pedra preciosa a ser lapidada eternamente pelo Santos. Ela é o princípio e o fim de todos os milagres que podem fazer o Santos crescer, sempre. É o que mantém o interesse sobre ele, que atrai torcedores e, mais importante, dá aos seus jogadores vindos da base um status, um valor agregado, que nenhum outro clube no Brasil, e poucos no mundo, têm.

Repare nessa frase de Rosenberg: “Eles podem estar por baixo, mas o futebol mais alegre é sempre deles”. Sim, o Santos é assim mesmo. Tive essa certeza mais de uma vez. Em uma das últimas, em um clássico com o São Paulo, no Morumbi, em que o Santos tinha Neymar e eles Lucas e fui convidado para participar de um programa de uma emissora de rádio.

Ficamos em um espaço dos camarotes, cercados de torcedores são-paulinos. Como eu era o único santista ali, a cada gol do time da casa, que venceu por 3 a 2, uns marmanjões com a voz rouca de cerveja vinham gritar às minhas costas, raivosamente, que lugar de peixe é no aquário. Enfim, o ambiente era hostil. Porém, ao apreciar o jogo, eu via um time que tocava a bola de cabeça erguida, que subiu a serra para dominar o adversário, no enorme estádio deste, e criar as melhores jogadas e situações de gol. A diferença de imagem de um time e do outro era muito grande.

Essa alegria do jogador do Santos certamente tem algo a ver com morar em uma cidade de praia, conviver com a sensação da liberdade ilimitada que o mar traz. Por isso, o Santos ser de Santos é ótimo e faz bem ao time. Só que o Santos não é uma ostra que nasceu e morrerá grudado à sua casca, à sua casa.

Manter esse espírito rebelde e essa imagem baseada no futebol bonito e ofensivo é o grande trunfo do Santos, o que o torna obrigatório ao futebol. A tentativa da Globo de jogá-lo no ostracismo não é só um crime contra o clube que tanto fez pelo esporte, ou um crime de favorecimento aos clubes com os quais essa emissora carioca mantém uma estranha e mal explicada parceria, mas é um crime contra a essência do futebol brasileiro que o Santos representa, baseada, repito, no atrevimento, na rebeldia, na busca pela arte que às vezes transcende o resultado.

Com a situação falimentar da economia brasileira, em contraste com o nascente milionário mercado do futebol na China, além das fortunas que os grandes clubes europeus reservam, a cada ano, para renovar seus elencos, é evidente que a grande saída financeira dos clubes brasileiros continuará sendo vender bem os seus jogadores e, nesse particular, o Santos sempre terá a vantagem de contar com a grife “Meninos da Vila”.

E para quem acha que Rosenberg não é confiável por torcer para o outro alvinegro, eu só lembro que ele deixou de servir ao seu clube do coração por não concordar com os métodos obscuros que levaram à construção do Itaquerão e por ser considerado ingênuo por aqueles que o queriam conivente com as safadezas arquitetadas pela direção do clube, à época assessorada por um lobista de nove dedos.

E pra você, qual é a imagem do Santos?


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