Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

film izle

Tag: Messi (page 1 of 7)

Que venha o Barcelona!

Algum desavisado vai ler este título e deduzir que, baseado na vitória dos mistão do Santos sobre o Audax, por 2 a 1, na Vila Belmiro, eu decidi que agora o Alvinegro Praiano já pode enfrentar o Barcelona, na revanche daquela goleada de 0 a 8. É evidente que não é isso. O triunfo sobre o bom Audax, de virada, serviu para mostrar, entre outras coisas, que jogadores como Léo Cittadini e Ronaldo Mendes têm o seu valor. Podem ajudar o time na fase mata-mata, que começa no próximo domingo com Santos e São Bento, na Vila.

Porém, a revanche com o Barcelona merece uma reflexão mais apurada. Cheguei à conclusão de que o jogo deve ser feito após ponderar sobre 10 pontos principais. São eles:

1 – O Santos jamais fugiu da raia, ao contrário de outros times, como o decantado Real Madrid, que passou anos evitando enfrentar o Alvinegro Praiano. Por que deverá fugir agora? Por medo de sofrer uma goleada? Acho que esse motivo não se justifica.

2 – Perder, ou mesmo ser goleado, faz parte do futebol. No Campeonato Paulista de 1955 o Santos foi goleado pela Portuguesa por 8 a 0, no Pacaembu, e ainda acabou sendo campeão. Em 2010 venceu o Ituano por 9 a 1, no Pacaembu, e quatro anos depois perdeu o título paulista, no mesmo estádio, para o mesmo time de Itu. Quem só quer ver o time jogar como franco favorito deveria procurar outro esporte.

3 – O Barcelona é o melhor time do mundo no momento. Jogar contra ele deve servir de motivação, não de desânimo. Hoje, verdade seja dita, não só o Santos, mas o futebol brasileiro é coadjuvante do europeu. Se perder, não haverá nenhuma mudança no cenário do futebol internacional. Porém, se o Alvinegro jogar bem, a partida pode entrar para a história. Acho que é um desafio que se justifica.

4 – Fui radicalmente contra o jogo no Camp Nou, dia 2 de agosto de 2013, aquela sexta-feira em que Neymar estreou no time catalão e o Santos se apresentou com um time improvisado e mal treinado pelo técnico interino Claudinei Oliveira. Em dia de festa para o clube espanhol, diante de 81.251 pagantes, o Santos apresentou uma equipe recheada de veteranos lentos e garotos inexperientes, com Aranha (depois Vladimir); Rafael Galhardo (Cicinho), Edu Dracena, Durval (Gustavo Henrique) e Léo (Mena); Arouca (Alan Santos), Cícero, Leandrinho (Léo Cittadini) e Montillo (Pedro Castro); Neílton (Giva, depois Victor Andrade) e Thiago Ribeiro (Willian José, depois Gabriel). Mas agora a situação é diferente. A equipe está mais equilibrada e competitiva. E jogar na América do Sul, para o Barça, não é o mesmo que se exibir na familiar Europa.

5 – Na primeira partida o Santos jogou na data e no local escolhidos pelo Barcelona. Dessa vez, o Alvinegro Praiano é que definirá local e data. O ambiente não será tão favorável aos espanhóis.

6 – A torcida, totalmente adversa na primeira partida, será totalmente simpática ao Santos agora – uma fator de motivação que sempre tem feito o Alvinegro Praiano render mais.

7 – Se o Barcelona não quiser jogar, terá de pagar uma multa de 4,5 milhões de euros, quase 19 milhões de reais, ao Santos. Na atual situação de nosso clube, será um dinheiro muito bem-vindo. Por outro lado, a presença do time espanhol representará um espetáculo raro na América do Sul, em evento que merecerá um grande estádio e ingressos bem valorizados, os quais provavelmente proporcionarão uma renda recorde. Tudo isso desde que o embate seja bem vendido e divulgado, claro.

8 – A partida terá repercussão internacional. Se perder, resultado mais lógico, o Santos não passará nenhuma vergonha que já não tenha sido passada por boa parte dos melhores times do momento, até mesmo pela Seleção Brasileira. Porém, se fizer um grande jogo e obtiver um bom resultado, ganhará enorme visibilidade e, talvez, novos aficionados em todo o mundo. Para um time que está fora das competições internacionais, creio que o risco valha a pena. Além disso, sua performance poderá representar um alento para o próprio futebol do Brasil.

9 – Sabemos todos que o Barcelona é o melhor time de futebol do mundo, mas, por outro lado, sabemos também que não é imbatível. Acaba de perder para o Real Sociedad, em uma partida na qual o adversário deu um show de marcação e vontade. Veja o segundo tempo desse jogo abaixo e perceba como é possível, a um time mediano, vencer o melhor do planeta em um bom dia. Quem pode garantir que o Santos não conseguirá uma exibição assim?

10 – Em 7 de agosto de 1977, convidado para um quadrangular internacional, em São Paulo, apenas porque tinha uma grande torcida, o Santos empatou com o campeão espanhol, o Atlético de Madrid, por 1 a 1, diante de 72 mil pessoas, no Morumbi. O ataque santista era formado por Nilton Batata, Juary e Bozó. Juary fez o gol do Santos, roubando uma bola do brasileiro Luís Pereira, considerado pelos espanhóis como o melhor zagueiro do mundo. Como sabemos, a história do futebol é cíclica.

FALTAM 18 DIAS PARA ACABAR A PROMOÇÃO!
NÃO DEIXE PARA A ÚLTIMA HORA.
GARANTA O SEU EXEMPLAR ANTES QUE O ESTOQUE ACABE.
ESTE LIVRO NÃO SERÁ IMPRESSO NOVAMENTE.
Clique aqui para saber como adquirir o seu exemplar do livro Time dos Sonhos, com dedicatória do autor e sem despesas de correio, por apenas 68 reais.

Pelé ou Messi? Desculpe por perguntar…

Por falar em Santos e Barcelona, trago aqui o link de uma bela matéria feita pelo repórter Alexandre Silvestre, da TV Gazeta, na qual especialistas falam das qualidades de Pelé e Messi. Assista e tire suas conclusões.
Clique aqui para ver matéria da TV Gazeta que compara Pelé e Messi.

Santos 2 x 1 Audax
Vila Belmiro, 10/04/2016, 16 horas.
Público: 12.368 pessoas. Renda: R$ R$ 114.150,00.
Santos: Vanderlei, Victor Ferraz, Luiz Felipe (Ronaldo Mendes), David Braz e Zeca; Léo Cittadini, Vitor Bueno (Joel), Rafael Longuine e Lucas Lima; Patito (Serginho) e Ricardo Oliveira. Técnico: Dorival Júnior.
Audax: Sidão, Francis (Bruno Lima), Yuri, Gabriel Nunes (Renan) e Velicka; Tchê Tchê, Henrique (Samoel), Rodolfo e Mike, Ytalo e Wellington. Técnico:Fernando Diniz.
Gols: Wellington, aos 43 minutos do primeiro tempo; Léo Cittadini aos 13 e Ronaldo Mendes aos 42 minutos do segundo.
Arbitragem: Rafael Gomes Felix da Silva, auxiliado por Vitor Carmona Metestaine e Leandro Fernandes Rodrigues.
Cartões amarelos: Zeca (Santos); Sidão, Gabriel Nunes e Tchê Tchê (Audax).

Veja como o Real Sociedade segurou o Barça:

E você, o que acha disso?


Time dos Sonhos, só um

time dos sonhos - autor lendo trecho do livro para Robinho
Início de 2004, no CT Rei Pelé em obras, entrego o Time dos Sonhos e aproveito para ler um trecho para o garoto Robinho, que a partir dali citaria o livro como o seu preferido. É impossível amar o que não se conhece.

Ainda no sábado, pouco depois da final da Liga dos Campeões, teve jornalista que se precipitou ao dizer que este Barcelona é o melhor time de futebol que já existiu. Se as táticas e os métodos de treinamento evoluem, assim como os jogadores evoluem como atletas, então os últimos campeões, teoricamente, serão sempre melhores do que os anteriores. Mas esta é uma armadilha que pega quem comete o anacronismo de analisar o passado com os olhos do presente. Como arte, magia e impacto no mundo do futebol, ainda não se inventou um time superior ao Santos de 1962/63.

Nove vezes campeão consecutivamente, entre 1961 e 1963, nesse período o Santos de Gylmar, Lima, Mauro,Calvet e Dalmo; Zito e Mengálvio; Dorval Coutinho, Pelé e Pepe acumulou dois títulos estaduais, dois nacionais, duas Libertadores e dois Mundiais, além de um Rio-São Paulo, todas conquistas oficiais, seguidas.

Mais do que os títulos, aquele time tinha dez jogadores regularmente convocados para a Seleção Brasileira. Sete deles seriam bicampeões do mundo na Copa do Chile, em 1962, e Calvet só não foi sob a alegação de que a Seleção já tinha muito santista. E isso em um país com, no mínimo, oito times grandes, bem diferente da Espanha, que só tem dois, ou, com muita boa vontade, três.

Individualmente, mesmo com Messi e Neymar, este Barcelona não pode ser comparado ao grande Santos, um time com talentos natos, todos brasileiros, não uma legião estrangeira montada com a força do dinheiro. É possível comparar Ter Stegen com o campeoníssimo Gylmar? Ou os zagueiros Piqué e Mascherano com Mauro Ramos de Oliveira e Calvet? E um ataque com Dorval, Coutinho, Pelé e Pepe? E um meio-campo com Zito, titular e líder em duas Copas do Mundo e dois Mundiais Interclubes, além do clássico Mengálvio?

Vivia-se, como costuma informar Pelé, a época artística e romântica do futebol, em que um time só era conhecido no mundo todo se jogasse em todos os cantos, e assim o Santos fez, atuando em todos os continentes, das três Américas à Ásia, Europa, África, Oceania… As plateias apreciaram, in loco, o futebol encantador dos brasileiros.

Contei as histórias que compõem a saga deste time no livro Time dos Sonhos, lançado em dezembro de 2003, que teve suas três edições esgotadas. Lembro-me que fui a Santos no início de 2004 entregar exemplares a cada um dos jogadores campeões brasileiros de 2002, que seriam novamente campeões nacionais naquele ano.

Depois disso, no seu perfil no então Orkut, Robinho citava Time dos Sonhos como o seu livro preferido. Será que por isso valoriza tanto a história do Alvinegro Praiano? Provavelmente. Pois não se consegue gostar do que não se conhece, do que não se entende.

Prometi ao cantor e intérprete Zeca Baleiro, que fez de Time dos Sonhos o seu livro de cabeceira, relançar a obra logo que puder, pois ali está toda a história do time até o título brasileiro de 2002 – os bons e os maus momentos, pois também se aprende muito nas agruras, nas épocas de vacas magras, como esta que o Santos vive hoje.

Espero que os jornalistas e formadores de opinião que não tiveram a oportunidade de lê-lo, o façam desta vez. A leitura de Time dos Sonhos provavelmente evitará a heresia de se comparar uma equipe que foi o maior espetáculo da Terra, lotou os maiores estádios do planeta e chegou a interromper duas guerras na áfrica, com outra que só se apresenta nos palcos iluminados e protegidos da Europa.

E pra você, é possível comparar este Barcelona com o Santos de Pelé?


Germanização já!


Robben, da Holanda, o melhor jogador da Copa de 2014

Quando o Santos, com um time em formação e um técnico interino, perdeu para o Barcelona por 8 a 0, no Camp Nou, Carlos Alberto Parreira se apressou em dizer que o Alvinegro Praiano não representava o futebol brasileiro – como se o time campeão e semifinalista da Copa Libertadores em 2011 e 2012 fosse uma equipe chinfrim, sem passado, nem presente.

Como se aquela derrota constrangedora não fosse um sinal de que mesmo um clube grande no Brasil estava tão atrasado com relação aos melhores europeus. Na visão equivocada de Parreira, o futebol de um país é expressado por sua seleção, quando a verdade é exatamente o contrário.

Agora, vejam vocês, quis o destino que este mesmo Parreira, em parceria com Luiz Felipe Scolari e seu indefectível Murtosa, levassem a Seleção ao maior vexame de sua secular existência, isso depois de tempo suficiente para escolher os melhores jogadores brasileiros do planeta e formar com eles um time para jogar a Copa em casa. Será que agora Parreira se convenceu da decadência do futebol brasileiro?

Hoje o futebol alemão é o mais organizado e rico da Terra. E o detalhe é que está inserido em um mercado que pratica a meritocracia. A verba de tevê destinada aos clubes leva em conta a posição de cada um na tabela, o que estimula a busca constante pela competência. Ao contrário do Brasil, em que a tevê estabeleceu uma reserva de mercado para certos times, quaisquer que sejam seus desempenhos. Ou seja: o sistema deles premia a eficiência, o nosso incentiva a preguiça e a inércia.

Os sinais da fragilidade do futebol brasileiro podem ser notados há anos. Nossos técnicos estão defasados, nossos jogadores apanham da bola, a preparação física é precária, e mesmo assim os salários crescem a cada dia, em uma bolha que levará os clubes à falência.

E não venham me dizer, por favor, que se a Argentina fosse campeã isso significaria a redenção do futebol sul-americano. Esses jogadores argentinos também representam times europeus e não os clubes empobrecidos e endividados de seu país.

A Alemanha mereceu ser campeã desta Copa pela organização, planejamento, fair play, sociabilidade, técnica e tática. Para não ficar chato, a Fifa deu a bola de ouro ao Messi, que passou em branco na maioria dos jogos. Espero que agora os do contra parem com essa mania de compará-lo a Pelé. Só o Rei tem três Copas do Mundo no currículo, além de 12 gols. Mas não gols quaisquer – gols de Pelé!

Você não acha que está na hora de seguir o exemplo do futebol alemão?


Contratar errado é um erro que puxa outro, e mais outro…

Montillo custou caro e recebe um alto salário. Por isso é muito mais difícil que ele saia para Léo Cittadini jogar, mesmo que o garoto tenha jogado muito bem contra o Crac e deixado nos santistas a expectativa de vê-lo entrar mais vezes no time. Cícero custou menos e ganha menos do que Montillo, por isso é mais fácil ele sair para a entrada de Cittadini. De qualquer forma, essa relação – quanto cada um custou e quanto ganha – atrapalha a renovação necessária no Santos.

Mas então a diretoria de futebol errou de novo ao contratar Montillo e pagar-lhe o mais alto salário do time? Talvez, pois poderia ter se informado melhor e descoberto que o jogador não estava rendendo bem há pelo menos um ano e muitos cruzeirenses não o queriam mais como titular. Porém, Montillo estava sendo regularmente convocado para a Seleção da Argentina, na qual mantinha um bom rendimento.

Enfim, contratar Montillo foi um erro que qualquer um de nós faria. Infelizmente, contratações equivocadas sempre foram comuns no futebol. Olhemos o São Paulo e constataremos que os últimos reforços obtidos pelo clube fracassaram – do promissor Oswaldo ao veterano Lúcio, passando pelo astro Luís Fabiano e pelo nosso Paulo Henrique Ganso – e isso explica a péssima fase do time do Morumbi.

Contratar errado é humano, mas será que quase sempre contratar errado também é? Digo isso porque, além de Montillo, o Santos trouxe recentemente Renê Junior, Neto, Henrique, Mena, Cicinho, Bill, Miralles, Patito, Galhardo, David Braz, Bruno Peres, Guilherme Santos… e nenhum desses 12 jogadores conseguiu ser titular do time.

Quando se contrata errado, o prejuízo é duplo, pois além do dinheiro investido para se fazer o negócio e os salários mensais do jogador, o técnico é obrigado a escalar o recém-contratado, ou será muito difícil passá-lo pra a frente. O Santos está nessa situação, o que torna mais difícil dar oportunidade aos Meninos.

Talvez os Meninos nem sejam tão melhores tecnicamente do que os mais experientes, porém têm mais motivação e um estado atlético e clínico mais preparado para os embates do futebol. Outra vantagem de colocá-los é que o torcedor do Santos tem mais paciência com eles e apoia mais o time quando eles estão em campo. Por fim, a grande vantagem é que ao jogarem passam a ter seus passes valorizados, o que não ocorre com alguns jogadores em fim de carreira.

O mais complicado dessa situação é que os Meninos foram campeões da Copa São Paulo no início do ano e ainda hoje os titulares da zaga do Santos continuam sendo Edu Dracena e Durval, que na sexta-feira se verão frente a frente com a dupla de atacantes mais perigosa do mundo, formada por Neymar e Messi.

Como não têm mais pernas para correr atrás dos adversários, Dracena e Durval terão de jogar dentro da área do Santos, na sobra, o que fará o meio-campo e o ataque recuarem para protegê-los. Léo também não poderá avançar, pois não tem fôlego para ir e vir. Ou seja, pela insegurança e decadência física de seus zagueiros veteranos, o Santos já entrará em campo como um time acuado, que ficará na roda à espera de um contra-ataque milagroso. E tudo porque contrata muito errado e não tem coragem de colocar os Meninos para jogar.

E pra você, por que o Santos contrata tão mal?


E aí, dá pra comparar esse Barcelona com o Santos de Pelé?

A chacoalhada que o Bayern deu no Barcelona ontem, enfiando 4 a 0 nos espanhóis, deve ter deixado um gordo percevejo atrás da orelha dos baba-ovos do time catalão que abundam no Brasil. Doutores de futebol que só conhecem o esporte a partir da geração Dunga e Zinho, já tinham decretado que este mesmo Barça que ontem correu o tempo todo como uma cucaracha tonta atrás dos chucrutes, é o melhor time de todos os tempos e Messi – segurem-se – mais completo que Pelé.

Uma marcação mais dura, um pouco menos de espaço, e o argentino e o Barça sumiram. O jogo solidário, determinado, destemido, e a consciência das fraquezas do time espanhol explicam o resultado. Os dois primeiros gols saíram de bolas cruzadas da direita no chamado segundo pau, onde qualquer um que saltasse com Daniel Alves levaria vantagem. No primeiro gol o máximo que o brasileiro conseguiu foi alcançar o umbigo de outro brasileiro, Dante, que apenas tocou de cabeça para Thomas Muller, também de cabeça, abrir o marcador.

No segundo tempo, quando se imaginava que o Bayern iria respeitar o Barcelona e recuar para garantir o resultado, ocorreu o contrário. Como um tubarão que sentisse cheiro de sangue, ou um touro que percebesse o medo nos olhos do toureiro, o grande time alemão continuou fustigando, e veio o segundo, em um escanteio da direita direto para a posição de Daniel Alves (Mario Gomes), o terceiro (Robben) e o quarto (Muller). Só não veio mais porque o Bayern deve ter considerado a classificação garantida.

Sofrer uma goleada não faz do Barcelona um time qualquer. Agora jogará em casa e tentará o improvável. Mas, de qualquer forma, uma derrota como essa, em uma semifinal de Liga dos Campeões, é vergonhosa. Ainda mais para um time que alguns diziam ser o melhor que já pisou em um campo de futebol.

Santos, nove títulos seguidos em apenas dois anos!

Base da Seleção Brasileira bicampeã mundial em 1958 e 1962, time do Rei Pelé, o Santos conseguiu a proeza de conquistar nove títulos seguidos entre meados de 1961 e o final de 1963. Nesse período foi duas vezes campeão paulista, duas brasileiro (Taça Brasil), duas da Libertadores e duas Mundial. De quebra ainda ganhou um Torneio Rio-São Paulo. Só esses dois anos, em meio à decada dourada dos 60, já coloca o Alvinegro Praiano em um patamar acima de qualquer outro time na história.

E mesmo quando perdeu uma partida internacional decisiva, jamais aquele Santos tomou uma piaba dessas. Caiu diante do Independiente da Argentina na semifinal da Libertadores de 1964 por apertados 3 a 2 no Brasil e 2 a 1 na Argentina, e nesses jogos atuou sem Dorval, Mengálvio, Coutinho e Pelé.

Não passou pelo Peñarol na semifinal da Libertadores de 1965, mas venceu no Brasil (5 a 4), perdeu no Uruguai com gol nos últimos instantes (3 a 2), numa noite de roubalheira explícita, e só foi eliminado na terceira partida (2 a 1), com um gol na prorrogação, quando tinha um jogador a menos, pois Zito se arrastava em campo e não podia ser substituído.

Por isso, mesmo não disputando mais a Libertadores nos anos 60 – apesar de ter o direito de fazê-lo em 1966, 1967 e 1969 –, o Santos manteve o prestígio de melhor time do mundo e espalhou sua arte pelo planeta em troca das bolsas mais caras pagas para um time na época.

Outro detalhe é que o Santos dependia menos de Pelé do que o Barcelona de Messi. Na decisão da Libertadores de 1962, mesmo sem o Rei do Futebol, machucado, o Alvinegro Praiano foi a Montevidéu enfrentar o Peñarol, então campeão do mundo, e venceu por 2 a 1, com dois gols de Coutinho.

Reveja alguns lances do histórico Peñarol 1, Santos 2:

E você, acha que dá pra comparar este Barcelona com o Santos de Pelé?


Older posts

© 2017 Blog do Odir Cunha

Theme by Anders NorenUp ↑