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Método Científico OC analisa as possibilidades de Santos e Botafogo, o jogão de hoje no Pacaembu

Hoje o Pacaembu viverá uma de suas noites gloriosas. O belo estádio que é a casa do Santos em São Paulo receberá, a partir das 21 horas, o clássico alvinegro mais tradicional da fase de ouro do futebol brasileiro. Santos e Botafogo não só prometem um futebol vistoso e ofensivo, como disputarão diretamente a terceira posição no campeonato nacional.

Ambos são campeões de seus estados. O Botafogo, que empreendeu uma recuperação espetacular desde que passou a ser treinado por Joel Santana, tem a terceira melhor campanha como visitante neste Campeonato Brasileiro.

Hoje, porém, o tinhoso técnico não poderá contar os atacantes Jóbson e Somália, machucados, e deverá colocar em campo um time formado por Jefferson, Leandro Guerreiro, Antônio Carlos e Fábio Ferreira; Alessandro, Marcelo Mattos, Fahel, Maicosuel e Marcelo Cordeiro; Herrera e Loco Abreu.

Quanto ao Santos, contará com a volta do Príncipe Neymar, que cumpriu suspensão automática. Mas outro garoto de ouro, Alan Patrick, continuará à disposição da Seleção Brasileira que disputa a Copa Sendai, no Japão. Léo e Rodriguinho se recuperam de contusões.

Assim, Dorival Junior deverá escalar o time com Rafael, Pará, Edu Dracena, Durval e Alex Sandro; Arouca, Danilo e Marquinhos; Zé Eduardo, Neymar e Keirrison. Se seguir o script dos últimos jogos, o técnico santista deve colocar Madson no início do segundo tempo e Marcel faltando meia hora para acabar o jogo. A entrada de Zezinho também não está descartada.

Os dois técnicos prometem que vão empurrar seus times para o ataque, mas é mais provável que o Santos tome a iniciativa, por jogar diante de sua torcida e por estar mais motivado para lutar pelo título Brasileiro, o que lhe daria a tão sonhada tríplice coroa.

Os dois times não são parecidos só nas cores e nas campanhas: ambos começam por bons goleiros, têm defesas relativamente firmes, com rendimentos similares (o Santos sofreu dois gols a mais) e bons ataques, também equivalentes (o do Botafogo marcou um gol a mais). O detalhe é que o Santos tem um jogo a menos.

A arbitragem será do mineiro Ricardo Marques Ribeiro (Fifa-MG), auxiliado por Roberto Braatz (Fifa-PR) e Helberth Costa Andrade (MG).

Para quem ainda não tem ingresso, dá para comprar pelo site www.ingressofacil.com.br
Atenção para os preços: Arquibancada (setores amarelo, verde e lilás): R$ 30,00. Cadeira especial (laranja): R$ 40,00. Cadeira descoberta (manga): R$ 60,00. Cadeira coberta (azul): R$ 80,00. Geral (Tobogã), exclusivo para os santistas: R$ 10,00.

Os sócios do Santos que possuem cadeiras cativas na Vila Belmiro terão acesso às cadeiras cobertas e os demais ficarão no setor de cadeiras descobertas. Com mensalidade em dia e carteira na mão, os sócios pagarão meia-entrada na fatura a ser enviada via boleto. Não será permitida a entrada de acompanhantes.

A tendência é o equilíbrio, mas…

Se o Santos valia 140 pontos no primeiro semestre, caiu para 110 com as saídas de Robinho, André e Wesley e desceu mais um pouco devido à ausência de Paulo Henrique Ganso. Como o time, quase improvisado, até que está se saindo bem, é justo imaginar que a equipe mereça 100 pontos.

O time do Botafogo, por tudo que já foi exposto, também faz jus aos mesmos 100 pontos. Portanto, o que pode desequilibrar é o fator campo. Quando joga em casa, o Santos sempre tem a iniciativa do jogo e hoje não deverá ser diferente. A questão é até que ponto esta iniciativa redundará em gols.

O Botafogo tem um técnico que já foi considerado um canastrão, mas hoje vive a melhor fase de sua carreira. O velho Joel Santana merece respeito, pois sabe tirar o máximo de seus jogadores, principalmente, repito, quando dirige times cariocas.

Algumas provocações de botafoguenses podem ter motivado mais o Santos, como a de Marcelo Mattos, que disse lembrar com saudade da goleada de 7 a 1 quando atuava pelo Corinthians, em 2005. É o tipo de coisa que não se deve falar antes de enfrentar um time que adora ter um motivo a mais para fazer gols.

Se o jogo for tenso, catimbado, será pior para o time que não contará com o apoio de sua torcida. Portanto, se a intenção de alguns jogadores do Botafogo é intimidar Neymar e outros meninos do Santos, o tiro pode sair pela culatra, pois apenas os motivará ainda mais, assim como à torcida do Santos.

Enfim, tudo jogado no computador, é de se prever uma partida equilibrada e movimentada, em que o Botafogo procurará se defender primeiro para depois contra-atacar. Tecnicamente os dois times se equivalem, estrategicamente é de se esperar uma pequena vantagem para Joel Santana sobre Dorival Junior, mas a diferença da torcida deve dar uma importante vantagem motivacional ao Santos.

Eu diria que, somando tudo, o Santos pode chegar a 115 pontos, contra, no máximo, os 100 do Botafogo, que não deve ter um rendimento bem inferior do que teria jogando no Rio. Isso faz o Método Científico OC decidir que:

O Santos poderá vencer por um gol de diferença, mas o empate não está descartado.

Você concorda com o Método Científico OC? Qual é sua previsão para o jogão de hoje?


Método Científico OC analisa Santos e Goiás

O futebol tem coisas esquisitas. Quando todo mundo acha que um jogo será fácil, ele se complica. Por isso, não é tão simples analisar as possibilidades de Santos e Goiás, hoje, às 18h30m, no Pacaembu.

Uma vitória e o Santos manterá vivo o sonho da tríplice coroa, podendo saltar para o terceiro lugar do campeonato (e ainda com um jogo por fazer). Mas o Goiás também precisa vencer, pois é o lanterna da competição e com um triunfo poderá até sair da zona de rebaixamento.

Sem Paulo Henrique Ganso, que passou por uma cirurgia de joelho neste sábado e deverá ficar seis meses afastado do time, o Santos só pode chegar, na melhor das hipóteses, a um potencial de 100 pontos. Vejamos como o time se sairá sem o Maestro. Porém, enquanto não deixa claro até que nível alcançará, 100 pontos é um valor fidedigno para o time de Neymar.

Quanto ao Goiás, está em último lugar no campeonato e em crise, já que o técnico Leão acabou de ser demitido. A seu favor o Goiás tem o fato de, historicamente, ser uma asa negra do Santos (já empatou em 4 a 4 um jogo que perdia para o Santos por 4 a 1, no mesmo Pacaembu, nos tempos de Pelé). Mesmo assim, tem alguns jogadores perigosos, como o ex-corintiano Rafael Moura, o He-Man. Com boa vontade, seu potencial vai a 70 pontos.

Diante de sua torcida, o Santos rende mais, enquanto o Goiás tem caído muito quando joga no campo do adversário. Ao contrário de Dorival Junior, que não gosta muito de ver o Santos jogando no Pacaembu, eu acho que é um estádio propício para o Santos, além de proporcionar públicos bem maiores do que na Vila.

Hoje, por exemplo, quantas pessoas iriam à Vila, em uma noite de sábado, ver o time contra o Goiás. Não mais do que 10 mil pessoas. Estou certo de que o público no Pacaembu será bem maior.

Nos elencos, superioridade do Santos

Mesmo sem Ganso, Dorival Junior ainda poderá escalar um time ofensivo, se quiser. Estou certo de que a maioria dos torcedores gostaria de ver um ataque com Zé Eduardo, Keirrison e Neymar. Mas o técnico está propenso a colocar quatro no meio-campo e apenas dois mais à frente.

O requisitado Alan Patrick não deverá começar entre os titulares. Dos novos Meninos, Zezinho é o mais cotado para entrar no time (olho nele, porque acho que vai explodir a qualquer momento). Sem Edu Dracena e Alex Sandro, suspensos, o técnico deverá escalar o Bruno Aguiar e Léo, que devem dar conta do recado.

O mais provável é que Dorival escale o meio-campo com Arouca, Rodriguinho, Marquinhos e Zezinho, deixando apenas Neymar e Zé Eduardo (ou Keirrison) no ataque. Bem, na verdade o técnico tem preferido começar o jogo com o centroavante Marcel, que, inoperante, sempre acaba substituído.

No Goiás, que não ganhou nenhuma partida desde que voltou das férias da Copa, e cujos salários estão atrasados dois meses, os desfalques são o lateral Wendel Santos e o volante Wellington Monteiro, suspensos. O time será dirigido pelo técnico interino Wladimir Araújo.

Como o Santos tem um elenco melhor, joga em casa e vem de três vitórias, é normal que seja considerado o favorito. Mas até onde vai esse favoritismo? Vamos às contas:

Como deve atingir o máximo de seu potencial com esta nova formação, o Santos chegará a 100 pontos. Quanto ao Goiás, mesmo que renda tudo o que pode, não deverá passar dos 70 pontos. Esta diferença, de 30 pontos, é suficiente para uma vitória por um ou dois gols de diferença. Um bom palpite do MCOC é 3 a 1.

E você, o que acha que acontecerá no jogo de hoje? Que time Dorival Junior deveria escalar para enfrentar o Goiás no Pacaembu?


Método Científico OC analisa as chances de Santos e Grêmio – o jogão de hoje no Olímpico

Como se sabe, o Método Científico OC parte de um time-parâmetro que era o São Paulo, mas pode ser uma equipe hipotética, de bom nível, que entra em todas as competições no Brasil com boas possibilidades de ser campeã. A esta equipe damos 100 pontos e a partir da comparação com ela pontuamos os clubes que devem ser analisados. Hoje falaremos de Santos e Grêmio, jogão no Estádio Olímpico, no horário pornográfico das 22 horas. Vamos aos cálculos?

Se dávamos 140 pontos ao Santos com Robinho, André e Wesley, passamos a dar 110 ao Santos que restou. Tenho dúvidas se merece 110 ou 100, mas pela genialidade de Neymar e Paulo Henrique Ganso, acredito que 110 exprime melhor o potencial do time dirigido por Dorival Junior.

Quanto a este Grêmio, 80 pontos é a avaliação mais adequada. Mesmo na zona de rebaixamento, o time tem jogadores de bom nível, como Souza, Douglas, Jonas e Borges, além do goleiro Victor. E, na verdade, não está tão distante do Santos, pois apenas seis pontos os separam.

O Grêmio também está tentando se motivar com a chegada do técnico Renato Gaúcho, ídolo no clube, que convocou a torcida para o jogo de hoje. Assim, caso renda o máximo que pode – e isso, com o Grêmio, só tem acontecido quando joga em casa –, o tricolor do Sul atingirá os seus 80 pontos hoje.

Santos costuma cair fora de casa

O Santos costuma jogar menos do que pode quando é visitante. Uma certa queda é normal nessas circunstâncias, mas no caso do Alvinegro Praiano esta baixa às vezes chega a assustar. As partidas contra o Atlético Paranaense e Vitória, perdidas, ambas, por dois gols de diferença (2 a 0 e 4 a 2), mostraram um time desencontrado e sem personalidade.

O Grêmio, por sua vez, tem no Estádio Olímpico a sua tábua de salvação. Suas três vitórias neste Brasileiro foram obtidas lá e esta é a esperança do time e de seus torcedores na partida de hoje. Bem, do Grêmio já falei, deve chegar aos 80 pontos. Mas e o Santos, quanto cairá?

Hoje podem voltar os quatro que estavam suspensos: Edu Dracena, Rodriguinho, Marquinhos e Zé Eduardo. Mas a verdade é que os reservas Bruno Aguiar, Danilo e Zezinho foram bem contra o Atlético e ao menos os dois últimos podem jogar hoje. Essa briga pela posição sempre motiva e faz o jogador escalado render o máximo.

O lateral-esquerdo Léo, machucado, será substituído por Alex Sandro, que não tem a mesma experiência, mas ganha em vitalidade para marcar e apoiar. No ataque, Keirrison deve entrar no segundo tempo. O mais sensato é que o ágil Zé Eduardo comece o jogo, mas Dorival Junior tem a mania de queimar uma substituição ao escalar Marcel.

Enfim, jogando tudo no liquidificador, o mais provável é que o Santos tenha uma queda de rendimento, com relação ao seu potencial máximo, de 30%. Isso lhe dará 77 pontos.

Se o nível de imponderabilidades não for excessivo – e aí se inclui falhas graves da arbitragem e atuações individuais anormais para cima ou para baixo –, Grêmio e Santos deverão fazer um jogo equilibrado, com ligeiríssimo predomínio do time gaúcho, mas insuficiente para lhe garantir a vitória.

Assim, como 80 a 77 resulta em empate técnico, pela primeira vez, o Método Científico OC indicará o empate como o resultado provável de uma partida.

Você concorda com o MCOC? Qual seu palpite e análise para Grêmio e Santos?

Na última vez que se encontraram, na Vila Belmiro, pelo jogo de volta da semifinal da Copa do Brasil, o Santos fez um segundo tempo primoroso e venceu por 3 a 1, com golaços de Paulo Henrique Ganso, Robinho e Wesley. Veja de novo.


Método Científico OC analisa Santos e Atlético/MG

Reveja os gols de Santos 3, Atlético/MG 1, última partida entre ambos na Vila Belmiro.

O jogo de logo mais, às 16 horas, na Vila Belmiro, entre Santos e Atlético Mineiro – que comentarei pela Rádio Globo – não é de prognóstico tão simples como parece.

O Santos, que tenta se reequilibrar após as saídas de Robinho, André e Wesley, não poderá contar com os titulares Edu Dracena e Marquinhos e nem com os primeiros reservas Rodriguinho e Zé Eduardo, todos suspensos.

O Atlético Mineiro, que no papel não deveria estar tão mal no campeonato, pois tem jogadores de categoria, como Diego Souza, Ricardinho e Diego Tardelli, terá a estréia de Réver, compondo uma linha de três zagueiros com Lima e Werley.

O goleiro Fábio Costa, emprestado pelo Santos ao time mineiro, não poderá jogar hoje, assim como o meia Daniel Carvalho, machucado.

Para o Santos, que ainda sonha correr atrás de mais um título brasileiro, a vitória é importante, mas esse resultado também é o pretendido pelo time de Minas, que, se perder ou mesmo empatar, continuará na zona de rebaixamento.

Times prováveis para hoje: SANTOS – Rafael; Pará, Bruno Aguiar, Durval e Léo; Arouca, Danilo e Paulo Henrique Ganso; Madson, Neymar e Keirrison. Técnico: Dorival Jr.

ATLÉTICO-MG – Aranha; Réver, Werley, Lima; Diego Macedo, Rafael Jataí, Serginho, Diego Souza e Ricardinho; Neto Berola e Diego Tardelli. Técnico: Vanderlei Luxemburgo

A arbitragem será de Héber Roberto Lopes (Fifa-PR), auxiliado pelo correto e sisudo Roberto Braatz e por Gilson Bento Coutinho (ambos PR).

Fator campo poderá ser decisivo

Bem, vamos ao primeiro passo para se analisar o potencial de cada time, a partir de um time-padrão, ao qual é dado 100 pontos. No caso, o Método Científico OC estabelece como time-padrão o São Paulo, que tem nível acima da média e é capaz de brigar por todos os títulos que disputa.

Comparado ao São Paulo, este Santos de hoje, que antes de perder alguns titulares na janela de transferências, chegava a 140 pontos, agora alcança apenas 110 pontos. Por outro lado, o Atlético Mineiro, mesmo considerando-se o fato de ter alguns ótimos jogadores, além do experiente técnico Vanderlei Luxemburgo, não passa de 80 pontos, no máximo 90.

Os dois times estão se reestruturando, mas o Santos ao menos tem uma base que deu muito certo no primeiro semestre. No quesito motivação pode-se considerar que haja um empate, pois ao mesmo tempo em que o Santos precisa da vitória para buscar mais um título este ano, o Atlético necessita urgentemente de três pontos para sair da zona de rebaixamento.

Os dois times têm desfalques e estreias, fatores que dificultam as previsões, aumentando o grau de imponderabilidade. Um estreante, como Keirrison, tanto pode acabar com o jogo, marcando gols, como pode se apagar. A mesma dúvida acompanhará o desempenho do zagueiro Rever, do Atlético.

As duas defesas não são nenhum primor, mas a do Atlético tem falhado mais. A do Santos sofreu 20 gols, a do time mineiro, 26. O Alvinegro Praiano marcou 21 vezes e o de Minas, 17.

O Atlético tem jogadores que podem definir o jogo, como Diego Souza e Diego Tardelli, além de Ricardinho; o Santos tem a dupla de ouro Paulo Hemrique Ganso e Neymar, além de Keirrison.

Porém, o elemento definitivo nesta análise é o fator campo. Na Vila Belmiro o Santos joga melhor, vai pra cima, encurrala o adversário e vence cerca de 80% de seus jogos. O Atlético Mineiro, por sua vez, cai muito quando atua distante do carinho de sua torcida.

Neste Brasileiro o time de Minas não ganhou uma única vez jogando fora. O máximo que conseguiu foi empatar em 0 a 0 com o Avaí. Nos outros cinco jogos, perdeu todos, sofrendo uma média aproximada de três gols por partida.

Santos deverá ganhar por um gol de diferença

Mesmo com as dificuldades de entrosamento e os desfalques, é bem plausível que o Santos consiga jogar 80% do seu futebol atuando em casa. Isso lhe daria 88 pontos de um total máximo de 110.

Quanto ao Atlético, mesmo que atinja 90% de seu potencial, chegará a 72, no máximo 75 pontos. E esta diferença, de 88 para 75 pontos, é suficiente para uma vitória por um gol de diferença, se bem que o empate não estaria descartado.

Está não é a minha opinião, mas a do Método Científico OC, que explanarei também nos comentários pela Rádio Globo, para onde já estou me dirigindo.

E você, acha que a previsão do Método Científico OC é correta, a vitória do Santos deverá ser folgada, ou o Atlético surpreenderá os Meninos?


Método Científico OC calcula as chances de Vitória e Santos na final de hoje

Da mesma forma que na quarta-feira passada, quando ele foi utilizado com acerto de 100%, recorro hoje ao “Método Cientítico OC” para analisar as chances de Vitória e Santos na partida das 21h50m, no Estádio Barradão, em Salvador, que decidirá o título da Copa do Brasil deste ano e ao mesmo tempo assegurará ao vencedor uma vaga na Copa Libertadores da América do ano que vem.

Em primeiro lugar, lembremos que, comparados ao time-padrão eleito, no caso o São Paulo (100 pontos), estabelecemos que o Santos, no máximo de seu potencial, chega a 140, enquanto o Vitória alcança 90 pontos.

Grosso modo, poderíamos afirmar que se o Santos jogar 65% do que já apresentou nas suas melhores apresentações este ano, já terá garantido o título da Copa do Brasil, pois alcançará 91 pontos, o que levará a um empate com o Vitória – resultado suficiente para lhe fazer campeão, pois venceu a partida na Vila Belmiro por 2 a 0 e pode até perder por um gol de diferença hoje.

Entretanto, há muitas variáveis no jogo de hoje que não podem ser desprezadas. Antes de um prognóstico definitivo, temos de analisar todas elas. Veremos:

Gramado
É uma vergonha que em um país que vai sediar a próxima Copa do Mundo, cinco vezes campeão mundial, seu segundo título nacional mais importante seja decidido em um campo cujos buracos são tapados com areia e que ficou ainda pior com as chuvas que caem em Salvador.

É natural que um time mais técnico sinta maiores dificuldades em chafurdar na lama. Não podemos nos esquecer de que a maior zebra das Copas do Mundo, a vitória da Alemanha sobre a Hungria, na final de 1954, foi obtida em um gramado pesado, que favoreceu o vigor físico dos alemães.

Por isso, o péssimo estado do “gramado” do Barradão, que impedirá a velocidade e a troca rápida de passes entre os santistas, deverá ajudar um pouco mais o Vitória, acostumado a jogar neste terreno familiar.

Arbitragem
Os santistas não gostam do árbitro Carlos Eugênio Simon, que nas quartas-de-final da Copa Libertadores, em 2005 simplesmente cismou que não daria nenhum pênalti a favor do Santos contra o Atlético Paranaense, na Vila Belmiro. No Campeonato Brasileiro do ano passado, depois de erros seguidos, o árbitro foi afastado pela CBF.

Por outro lado, Simon representou a arbitragem brasileira na Copa do Mundo da África – repetindo o feito das duas Copas anteriores – e é o mesmo que apitou a decisão do Brasileiro de 2002, na qual Robinho deu as oito pedaladas antes de sofrer o pênalti de Rogério.

O bom de Simon é que ele não costuma ser caseiro, não tem o hábito de, em duvida, dar preferência ao time da casa. Também não é de expulsar a torto e a direito, mesmo mantendo certa disciplina no jogo. Em princípio, a arbitragem não deve ser motivo de maiores preocupações para os dois times.

Estado emocional
Este detalhe é relevante, pois o fato de a partida decidir um título importante e a circunstância de jogar dentro ou fora de casa pode alterar o estado psicológico dos jogadores. Dependendo da importância deste jogador para a equipe, este descontrole pode afetar radicalmente o desempenho do time.

No Vitória, o maestro é o veterano Ramon, que dificilmente se altera, enquanto no Santos o líder tem sido Paulo Henrique Ganso, que mostrou grande personalidade na final do Campeonato Paulista, quando insistiu para ficar em campo e segurar a bola até o apito final.

Neste quesito, mesmo com um time mais experiente, o Santos não tem conseguido jogar tão bem fora de casa, enquanto o Vitória venceu todos os jogos que fez pela Copa do Brasil em seu estádio, onde marcou 19 gols e não sofreu nenhum. O detalhe é que até agora o campeão baiano não enfrentou nenhuma equipe com a força do Santos.

Outro detalhe é que um gol marcado pelo Santos obrigará o Vitória a fazer quatro para ser campeão. Portanto, enquanto não conseguir ao menos a vantagem de 2 a 0, o time baiano deverá atacar, mas ao mesmo tempo terá de se preocupar bastante com a força ofensiva do adversário,o ataque mais eficiene de uma edição da Copa do Brasil, com o recorde de 36 gols em 9 jogos, média de 4 por partida.

Variações no poderio técnico
O Santos poderá contar com todos os seus titulares. O técnico Dorival Junior só está em dúvida entre começar o jogo com Marquinhos ou André. O time que deverá iniciar a partida é Rafael; Pará, Edu Dracena, Durval e Alex Sandro; Arouca, Wesley e Paulo Henrique Ganso; Neymar, Robinho e André (Marquinhos).

O Vitória não terá o volante Vanderson, suspenso com três cartões amarelos, e o lateral-direito Nino recupera-se de uma contusão muscular e talvez não jogue. Por outro lado, o goleiro Viafara voltará ao time. Os jogadores relacionados pelo técnico Ricardo Silva, que tem treinado muito lances de bola parada, foram: Goleiros: Viafara e Lee. Laterais: Nino e Egidio. Zagueiros: Wallace, Anderson Martins, Reniê e Gabriel Paulista. Volante: Neto. Meias: Ramon Menezes, Bida, Elkeson, Fernando, Kleiton Domingues e Renato. Atacantes: Edson, Junior, Adailton e Schwenck.

Depois da volta da Copa as duas equipes têm tido desempenhos equivalentes. Porém, nos últimos jogos o Santos demonstrou alguma melhora. Domingo passado, enquanto um time de reservas santistas venceu o Grêmio Prudente, fora de casa, por 2 a 1; no Barradão o Vitória, que poupou apenas cinco titulares, perdeu para o Botafogo por 3 a 1. O momento dos santistas é um pouco melhor.

Retrospecto na competição
Os torcedores do Vitória dão como certo mais um bom triunfo de seu time, hoje, baseado no retrospecto da equipe nesta Copa do Brasil: dos cinco jogos que fez no Barradão, a menor contagem obtida pelo Vitória foi 2 a 0, contra o Vasco. No mais, ganhou de 4 a 0 de Corinthians alagoano, Goiás e Atlético Goianiense. E de 5 a 0 do Náutico. Na média, o campeão baiano venceria hoje por 4 a 0 e estaria classificado. Mas há o outro lado…

Nos jogos que fez fora de casa, o Santos não perdeu nenhum por mais de um gol de diferença. Foi derrotado por Guarani por 3 a 2, Atlético Mineiro por 3 a 2 e Grêmio por 4 a 3. Assim, na pior das hipóteses, o Santos perderia em Salvador por um gol de diferença e seria campeão. Portanto, neste caso o retrospecto é inconclusivo.

Análise final

Sem levar em conta nenhuma das variáveis citadas acima, o Santos manteria uma vantagem suficiente de pontos (140 a 90) para alcançar um triunfo de, no mínimo, dois gols de diferença. Porém, os cálculos devem ser refeitos, pois algumas das variáveis são francamente favoráveis ao Vitória.

O fator campo, agravado pelo péssimo estado do gramado, não faz o Vitória superar os 90 pontos, que é o seu máximo, mas pode reduzir bastante a força santista. Se o time cair, digamos, em 50%, chegará a 70 pontos, o que implicará uma derrota provável por um gol de diferença.

Há ainda os critérios arbitragem e estado emocional. Partindo-se do princípio que a atuação de Carlos Eugênio Simon não influirá no resultado da partida, teremos como último fator de análise o aspecto psicológico dos jogadores.

Não se pode definir, agora, como eles se comportarão. A motivação do Vitória é evidente, pois este seria o título mais importante nos 111 anos de existência do clube, mas para o Santos o título também é valioso, pois marcaria a confirmação dos Meninos da Vila como o grande time brasileiro no primeiro semestre deste ano, o que valorizaria ainda mais seus jogadores.

Porém, o estado emocional já está meio embutido no “fator campo” e ao se prever que o Santos renderá menos no Barradão do que na Vila, ele já foi levado em conta. De qualquer forma, há circunstâncias que podem agir em cascata, provocando panes momentâneas que definem um jogo. Ninguém poderia prever, por exemplo, que a Alemanha venceria a Argentina por 4 a 0. Entretanto, os gols alemães desencadearam tal descontrole no adversário que a goleada acabou sendo uma conseqüência natural.

O nervosismo exacerbado não provoca apenas erros técnicos inesperados, mas também reações violentas, que podem provocar expulsões. E atuar com jogadores a menos costuma ser fatal em partidas decisivas, marcadas pelo equilíbrio entre as equipes.

Finalmente, o veredicto

A motivação por estar na final de uma competição importante impedirá que o Santos caia tanto de rendimento, mesmo jogando fora de casa. Assim, apesar dos fatores contrários – torcida e “gramado” –, é de se esperar que o Alvinegro alcance, no mínimo, 60% de seu maior rendimento, o que lhe daria 84 pontos.

A arbitragem e a “sorte” são fatores imponderáveis, que podem ajudar uma ou outra equipe, mas, digamos, que prejudique um pouco mais o Santos e o time renda apenas 50% do que pode, atingindo os 70 pontos.

A diferença de 90 para 70 pontos costuma não ser suficiente para uma vitória por dois gols de diferença, mas está dentro de uma margem que, em alguns casos, permite que ela ocorra. Assim, a análise definitiva do Método Científico OC para o jogo de hoje é:

O MÁXIMO QUE O VITÓRIA PODE CONSEGUIR, PARA CONQUISTAR O TÍTULO, É VENCER A PARTIDA POR 2 A 0 E GANHAR NA DISPUTA DE PÊNALTIS.

SE RENDER 65% DO QUE PODE, O QUE É BEM PROVÁVEL, O SANTOS EMPATARÁ A PARTIDA E SAIRÁ DE SALVADOR COMO CAMPEÃO DA COPA DO BRASIL.

O que achou dos cálculos do Método Científico OC? Tem algo a acrescentar?


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