Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Quantos títulos brasileiros valem um único Mundial?

Há santistas nervosos com a imprensa esportiva nacional porque, segundo eles, ela está dando muito destaque ao Campeonato Brasileiro e “esquecendo” o Mundial da Fifa. Ora, não vamos entrar nessa mania de perseguição. É óbvio que a relevância do Mundial não se compara com uma competição regional, mas é preciso entender que o grande gancho, até domingo, é o Brasileiro. Depois, o desafio do Japão ganhará as manchetes não só no Brasil, mas em todos os países do mundo.

Esqueça tudo o que você já viu de coberturas de Mundiais interclubes. Esta baterá todos os recordes. De um lado, o melhor jogador e o melhor time do mundo. Do outro, o poderoso desafiante sul-americano, com uma história de ouro, na qual se inclui o Rei Pelé, melhor jogador de todos os tempos, e o jovem Neymar, a sensação brasileira, o único que pode destronar Messi.

Ouso dizer que nem mesmo aquelas lutas do Mike Tyson atrairam tanta gente como atrairá o duelo Santos e Barcelona, Neymar e Messi. É um evento tão grandioso que nem precisará da imprensa brasileira para ficar na história. Aliás, infelizmente, apesar do excelente nível do futebol nacional, nossa imprensa não está no mesmo padrão e não tem a mesma credibilidade da imprensa de muitos países que tratam o futebol de uma maneira mais jornalística e profissional.

Quanto a mim, sem nenhum desdém, não tenho o mínimo interesse de saber quem ganhará o Brasileiro. Qualquer que seja, não será o melhor time do Brasil – até porque tenho certeza absoluta que se pudesse ter contado com todos os seus titulares, se não fosse tão desfalcado pela CBF, o Santos já teria comemorado esse título há algumas rodadas.

Como já escrevi várias vezes, há competições em que vence o melhor. Em outras, o menos ruim. Este Brasileiro faz parte do segundo caso. Foi só se aprumar um pouquinho e o Alvinegro Praiano ganhou de Corinthians, Vasco e Botafogo, todos times que lutavam pelo título. E ganhou com folga… Portanto, que comemorem, pois o torcedor tem mesmo de comemorar, mas não venham me dizer que são os melhores.

Você acreditaria se alguém dissesse que o melhor time da Espanha não é o Barcelona, que o melhor do México não é o Monterrey, ou o melhor do Japão não é o que disputará o Mundial? Claro que não. Os melhores do planeta estarão lá, nessa verdadeira guerra das estrelas, em busca de um título incomparável. Quantos títulos brasileiros valem um Mundial? Quer que eu responda? Nenhum. Pergunte para o Vasco se ele não trocaria todos os quatro que têm pela consagração planetária, ou pergunte a um corintiano se ele não daria tudo o que seu time conquistou por um Mundial (com Libertadores antes, claro).

E você, acha que a cobertura do Mundial baterá recordes?


Com amor, esta é maneira certa de ver e analisar o Brasil no Pan

Minha primeira viagem internacional foi para cobrir os Jogos Pan-americanos de Porto Rico, em 1979, pelo Jornal da Tarde, ao lado do jornalista Castilho de Andrade. Para quem ama o esporte, o encanto e a excitação de acompanhar tantas modalidades, com muitos dos melhores atletas das Américas, é indescritível. Acho que por isso eu e Castilho trabalhamos com tanta vontade que nossa cobertura ganhou o Prêmio Esso de Informação Esportiva daquele ano.

O amor pelo Pan me fez, em 2007, escrever “Heróis da América” (Editora Planeta), o livro mais completo sobre os Jogos Pan-americanos, com a história de cada edição e estatísticas de todas as provas realizadas. Bem, por aí você vê como gosto e me interesso pelos Pan-americanos.

Além de representar a grande festa de congraçamento do continente, os Jogos são um degrau importante na evolução esportiva de muitos países e, para outros, a verdadeira Olimpíada. Basta lembrar que nações como Paraguai e Bolívia jamais tiveram um medalhista de ouro nos Pan-americanos.

Sempre que um Pan é disputado, aparecem os críticos que duvidam de sua utilidade e, para diminui-lo, o comparam com os Jogos Olímpicos. Ora, é uma comparação tão sem sentido, tão idiota, que não sei como tem tanta gente que embarca nessa onda.

É claro que a vitória nos Jogos Pan-americanos não quer dizer que o atleta vencerá também na Olimpíada. Para chegar a essa conclusão nem é preciso conhecimentos esportivos. Bastam os geográficos. As Américas são apenas um dos cinco continentes da Terra.

Há a Europa, com o maior número de países desenvolvidos e, conseqüentemente, também com o esporte mais desenvolvido; há a Ásia, com potências esportivas como China, Japão, Coréia do Sul; há a África, que domina muitas provas de atletismo; há a Oceania, com a Austrália, uma fábrica de campeões nos esportes aquáticos. Ou seja, querer que um campeão pan-americano se torne, obrigatoriamente, campeão olímpico, demonstra uma ignorância brutal.

Sem contar as eternas comparações com Cuba, que é “uma pequena ilha e ganha mais medalhas do que o Brasil e blá, blá, blá…”. Sim, é verdade que Cuba é um exemplo para o mundo quando se trata de resultados no esporte, mas não podemos esquecer que lá o esporte teve um grande investimento da União Soviética, pois era usado como meio de propaganda do regime político. Ainda hoje há programas especiais financiados por dinheiro estrangeiro que mantém o alto nível do esporte na Ilha. Para o jovem cubano, esporte e música são as duas formas mais viáveis de ascensão social.

Porém, só para bagunçar a cabeça de alguns, lembro que na última Olimpíada, em Pequim, o Brasil ficou em 23º e Cuba em 28º. E que o país mais bem classificado das Américas, com exceção dos Estados Unidos, foi a Jamaica, em 13º, com seis medalhas de ouro.

Mas isso quer dizer que a Jamaica tem o esporte mais desenvolvido do que todos os outros países americanos? Não, quer dizer que têm velocistas extraordinários, os melhroes do mundo. Mas não dá para comparar, no todo, o nível do esporte jamaicano com o brasileiro, assim como não dá para comparar o prestígio esportivo do Brasil, somadas todas as modalidades – incluindo as profissionais, como automobilismo, tênis, futebol – com o de Cuba.

Em Guadalajara, uma participação histórica

Ficar em terceiro lugar, com 47 medalhas de ouro, superando o anfitrião México, o Canadá e com 26 medalhas de ouro a mais do que a Argentina – a quem ultrapassou na história de todos os Pans – representa a melhor participação brasileira em Jogos Pan-americanos.

Sim, melhor mesmo do que a do Rio, em 2007, pois se sabe que o país sede sempre ganha medalhas a mais por poder incluir modalidades nas quais se destaca (como o futsal, jogado no Rio) e pela complacência dos árbitros. Por isso estas 47 de ouro em Guadalajara valem mais do que as 54 do Rio.

O que a participação do Brasil em Guadalajara tem de mais animador é que o país está marcando presença em modalidades nas quais sempre foi um figurante. A medalha de ouro do levantador de pesos Fernando Reis foiu o maior exemplo dessa expansão.

Não se pode esquecer, ainda, que o maior objetivo do Comitê Olímpico Brasileiro era usar os Jogos para aumentar o número de atletas classificados para a Olimpíada de Londres. Com as vitórias no handebol feminino, hipismo, pentatlo e triatlo, o Brasil classificou mais 21 atletas para a Olimpíada de 2012, o que faz a delegação nacional contar desde já com 100 integrantes em Londres. O objetivo final é criar condições para um grande desempenho do esporte nacional nos Jogos do Rio, em 2016.

Até agora o Brasil só subiu ao pódio olímpico em 11 esportes: atletismo, basquete, boxe, futebol, hipismo, judô, natação, tae kwon do, tiro, vela e vôlei. A intenção do COB é que novas modalidades sejam incorporadas em 2016. Eu acredito que isso será possível.

Enxergar além das medalhas

As medalhas, com prioridade para a de ouro, são a maior referência para analisar o desempenho de um país em competições poliesportivas como o Pan, ou a Olimpíada. Mas quem ter uma visão menos superficial do esporte, não pode se contentar com a informação que vem do pódio. Se em esportes como o tênis, ser um top ten do ranking já é algo fantástico, por que ser obrigado a analisar as modalidades olímpicas pelas três primeiras posições?

Quantos sabem que a brasileira Fabiana Murer, campeã mundial do salto com vara, foi derrotada por uma cubana que também está entre as melhores do mundo e há meses se preparava para ganhar o ouro do Pan, enquanto a brasileira Fabiana atingiu o auge do Mundial e agora estava em uma fase obrigatória de treinos menos puxados?

O pouco conhecimento do esporte faz com que muitos jornalistas “esportivos” soltem verdadeiras barbaridades por aí, o que leva o torcedor comum a se indignar com nossos atletas, quando a postura correta seria entender o processo que cada um está passando para se tornar melhor no que faz.

Enfim, Guadalajara mostrou uma evolução incontestável do esporte brasileiro. E isso sem contar com o sucesso de futebol e basquete, o que, por um lado, foi até bom. Se estas duas modalidades tivessem ganhado o outro, os críticos de ocasião diriam que o esporte brasileiro continua dependendo das mesmas modalidades de sempre. Sim, porque os do contra sempre arrumam um motivo para criticar.

E você, o que achou do Brasil no Pan?


E a Fifa continua pré-histórica…

Não gastei muita tinta para falar dos erros grosseiros de arbitragem nos jogos de ontem, na Copa, porque já disse tudo o que tinha para dizer sobre isso após a final do Campeonato Brasileiro de 1995, mudada de mãos pelas falhas grotescas do árbitro mineiro-carioca Márcio Rezende de Freitas, que validou um gol ilegal, anulou um legal – ambas decisões prejudiciais ao Santos – para em seguida ser premiado com a indicação da CBF para representar a arbitragem brasileira na Copa do Mundo de 1986.

Na época, diretor da Revista do Futebol, fiz um editorial intitulado “O erro é mesmo essencial ao futebol?” que serviria para definir também a falhas de ontem, na Copa, quando a Inglaterra foi surrupiada em um gol legítimo e a Argentina, mais uma vez, ganhou com um gol ilegal.

Em 1995, 14 anos e meio atrás, meu editorial já dizia: “Não há nenhuma razão plausível e honesta para que o futebol continue sendo um esporte pré-histórico em plena era da eletrônica. Se os recursos da tevê podem comprovar, em segundos, o acerto de uma marcação, por que conviver com a falha eternamente?”.

Ontem, quando o bandeirinha foi consultado sobre o gol de Tevez, deveria ter usado o bom senso e dito que tinha mudado de idéia e que havia impedimento, pois todo o estádio – ele, inclusive – já tinha visto no telão que a posição do jogador argentino era irregular. Manter a decisão porque não se pode valer de recursos eletrônicos é a atitude mais estúpida e arcaica que um árbitro pode ter.

Polêmica ou Credibilidade?

Gente do meio, entre eles dirigentes, técnicos e até mesmo joagdores, defendem que o futebol precisa de polêmica, que não vive sem ela. Ora, eu pergunto: será que a credibilidade não faria mais pelo futebol do que essas discussões que só mostram a precariedade de um esporte que se recusa a evoluir?

As discussões sempre existirão no futebol, movidas pelas paixões dos torcedores, pela comparação de times e atletas – e pela interpretação dos árbitros. Eu disse interpretação. Sempre se discutirá se tal jogador merecia ser expulso, se foi bola na mão ou mão na bola e outras questões da arbitragem.

Mas qual é a graça e que proveito pode trazer a um esporte constatar-se que uma bola entrou mais de 30 centímetros e o gol não foi dado? Ou que um jogador estava em posição irregular e se valeu dela para marcar um gol decisivo, que contribuiu para eliminar o adversário de uma Copa do Mundo?

Um dos grandes benefícios desta Copa está sendo a divulgação do futebol para centros importantes, nos quais ele tem tudo para se tornar ainda mais popular. Além, naturalmente, dos países da África, continente que recebe o evento pela primeira vez, creio que este Mundial será um marco para Estados Unidos e Japão, mercados ricos e promissores, nos quais o futebol deverá crescer significativamente.

Como se sabe, boa parte da opinião pública norte-americana resiste ao futebol nos Estados Unidos, pois o esporte viria afetar os interesses de outras modalidades já estabelecidas e consagradas, como o futebol norte-americano e o beisebol. Esta Copa estava mudando isso. Creio que ainda está, mas os erros de arbitragem de ontem estão sendo usados pelos inimigos do futebol nos Estados Unidos para depreciar o esporte.

Acostumados a modalidades como o tênis, que dá ao jogador a possibilidade de pedir a ajuda do olho eletrônico para revisar a marcação do árbitro, é inadmissível para o norte-americano a incongruente imobilidade do futebol, que permite a cristalização de um erro confesso.

O mundo mudou e os velhinhos da Fifa precisam acordar para a nova era. A eletrônica tornou o torcedor menos tolerante com os erros de arbitragem. A polêmica não tem mais graça, principalmente quando ela representa falta de confiança nas regras do esporte.


México, jogai por nós!

Um rapaz lá no twitter isse que eu pareço o Milton Neves, pois tenho medo da Argentina. Bom, nada contra ter a mesma opinião de meu amigo Milton Neves e também não posso negar que sinto mesmo um certo receio da Argentina. É, pensando bem, o rapaz estava totalmente certo… No fundo deste cronista imparcial, científico e grande conhecedor do futebol que vos fala, há um torcedor fanático que não gostaria de lembrar o resto da vida como o Brasil perdeu a final da Copa de 2010 para os falastrões, antipáticos e bons de bola argentinos.

Com os jogadores que juntou, o afortunado Maradona tem um time que não é favorito apenas no jogo de logo mais. Será considerado favorito em todas as partidas que fizer nesta Copa, mesmo em uma provável final contra o Brasil. Não acho que tenham melhor estrutura tática que a Seleção Brasileira, mas têm mais talentos criativos e minha formação de adorador do futebol bonito me faz ver neles um adversário de grande valor.

Enquanto Dunga optou por levar apenas dois jogadores ofensivos de habilidade comprovada – Kaká e Robinho –, eles têm Veron, Messi, Gutierrez, Higuain e o incansável Tevez. Não acho que fariam tanto sucesso sobre a sólida formação defensiva brasileira, mas é um duelo que não pretendo ver.

Espero, sinceramente, que o valoroso México deixe de borrar los pantalones quando joga uma Copa do Mundo e mostre o mesmo futebol de outras competições, principalmente quando atua diante de sua torcida. Que façam de conta que o urro das vuvuzelas representa o grito do torcedor mexicano e encarem esse jogo contra os argentinos sem medo (é fácil falar…).

O México pode vencer se, principalmente, marcar bem Veron – o cérebro do time – e Messi, este craque baixinho e energético como um Musaranho. Depois que dá o primeiro passo para a arrancada, fica difícil parar o garoto. Então, como é franzino, o jeito é interceptá-lo logo que recebe ou está para receber a bola. Veron é mais lento, mais pesado e mais velho. É só colocar alguém em cima dele o tempo todo.

Por outro lado, o México tem um jogador que pode organizar e decidir o jogo, que é o experiente Rafa Marques. Sem contar o jovem e impetuoso Giovanni dos Santos, brasileiro naturalizado, que hoje pode se consagrar definitivamente como um astro internacional (o veterano Blanco anda se arrastando em campo, mas ainda bate na bola como ninguém).

Quanto aos técnicos, não digo que morro de simpatia pelo do México, o mal encarado Javier Aguirre. Mas entre ele e Maradona, um sujeito que vive a desrespeitar Pelé, o incontestável Rei do Futebol, prefiro o mexicano de olhos fechados.

E se você ainda não se convenceu e quer um bom motivo para ser México hoje, lembre-se de que na maior conquista do futebol brasileiro, o da Copa de 70, o povo deste alegre país esteve cem por cento ao lado da Seleção Brasileira. É hora de retribuirmos, ao menos em pensamento positivo, o imprescindível apoio que nossa Seleção teve há 40 anos. Arriba México!


Quem se classifica? Faça as suas contas…

A MÃE DE TODAS AS ZEBRAS
Coréia do Norte 1, Itália (eliminada) 0 – Copa do Mundo de 1966, na Inglaterra

Quem não gosta de números deve estar sofrendo para fazer os cálculos antes desta última rodada da fase de grupos, pois a combinação de resultados pode gerar muitas dúvidas e surpresas quanto às possibilidades de classificação das equipes.

O fato de os jogos do mesmo grupo serem disputados no mesmo horário dará um toque a mais de emoção à última rodada desta fase de grupos. Todo cuidado será pouco e nem os maiores favoritos poderão jogar sossegados, pois um gol aqui ou ali poderá mudar tudo de um instante para o outro.

Estranhei quando ouvi em mais de uma emissora que após a derrota de hoje – 2 a 0 para a Espanha – a equipe de Honduras já estava desclassificada no Grupo H. Ora, matematicamente os hondurenhos ainda têm chances. Vejamos em que situações eles podem se classificar:

1 – Honduras vence a Suíça por três gols de diferença e o Chile derrota a Espanha por dois gols de vantagem. Honduras, Espanha e Suíça empatariam com três pontos ganhos, mas os hondurenhos seriam os únicos a não ter saldo negativo.
2 – Honduras vence a Suíça por dois gols de diferença e o Chile passa pela Espanha com três gols de vantagem. Mesmo com um gol de saldo negativo, Honduras ficaria à frente de Espanha e Suíça, com déficit de dois gols.
3 – Honduras vence a Suíça por três gols de diferença e a Espanha também vence o Chile por três gols de vantagem. Neste caso quem ficaria fora seria o Chile.

Por outro lado, se a Suíça vencer Honduras, que é o resultado mais lógico, a Espanha precisará vencer o Chile, pois com o empate só chegaria a quatro pontos, dois a menos do que a Suíça e três a menos do que o Chile.

França ainda pode conseguir o milagre

Poucos países estão vivendo um inferno astral tão grande nesta Copa como a França, que empatou com o Uruguai (0 a 0) e perdeu do México (2 a 0) no Grupo A. Porém, se juntar os cacos e conseguir uma goleada histórica sobre a África do Sul, os franceses ainda poderão seguir em frente. Vejamos.

1 – Se a França vencer a África do Sul por cinco gols de diferença, o único resultado da partida entre México e Uruguai que a tiraria da Copa seria o empate. E não interessaria a México e Uruguai fazerem um jogo de compadres para empatar, pois o segundo colocado do grupo pegará provavelmente a Argentina (virtual líder do Grupo B) nas oitavas-de-final.
2 – Por outro lado, se for a África do Sul quem golear a França por no mínimo cinco gols de diferença, o time de Parreira se classificará desde que haja um vencedor entre México e Uruguai.

Como a Argentina seria desclassificada

1 – Mesmo com duas vitórias, a Argentina não pode jogar tão despreocupada contra a Grécia, em seu terceiro e último jogo no Grupo B. Se for derrotada por três gols ou mais de diferença, será desclassificada se na outra partida a Coreia do Sul vencer a Nigéria por quatro gols ou mais. Na verdade, os gregos terão mesmo de lutar pela vitória, pois se empatarem com a Argentina só conseguirão o segundo lugar do grupo se a Coreia do Sul perder para a Nigéria.

Eu já tinha escrito que a Nigéria estava desclassificada, quando o leitor Guilherme Costa me alertou que não está não. Ao contrário. Tem muita chance de se classificar. Para isso, precisa vencer a Coreia do Sul e torcer para a Argentina ganhar da Grécia. Interessante que mesmo um time com duas derrotas pode conseguir a vaga vencendo uma única vez, enquanto outros com duas vitórias ainda podem cair fora…

Costa do Marfim, missão quase impossível

Com a goleada de 7 a 0 sobre a Coreia do Norte, hoje, Portugal só não ficará com uma das vagas do Grupo G se perder para o Brasil, Costa do Marfim golear a Coréia do Norte e a soma dos dois jogos der uma diferença de dez gols. Por exemplo: o Brasil venceria Portugal por dois gols de vantagem e os marfinenses imporiam uma goleada de oito gols sobre os norte-coreanos. Isso daria um gol de saldo a mais para a Costa do Marfim (há também a possibilidade de que a soma das diferenças seja nove, mas desde que os perdedores façam gols. Neste caso, Portugal e Costa do marfim ficariam empatados no saldo, mas o número de gols marcados seria favorável aos africanos).

Itália: empate não basta

Já ouvi por aí que a Itália só precisa de mais um empate para se classificar no Grupo F (como em 1982). Mas não é bem assim. Caso empate com a Eslováquia, na última partida, e a Nova Zelândia ganhe do Paraguai, a Nova Zelândia seria a líder do grupo, com cinco pontos, e o Paraguai ficaria em segundo, com quatro.

Uma coisa muito curiosa neste grupo é que se Itália e Nova Zelândia vencerem seus jogos por placares idênticos, será preciso um sorteio para definir o primeiro e o segundo lugar do grupo, já que ficarão empatados em todos os critérios, até mesmo no confronto direto.

Por outro lado, se a Itália vencer a Eslováquia por dois gols de diferença e o Paraguai empatar com a Nova Zelândia, os italianos terminarão em primeiro do grupo desde que marquem dois gols a mais do que os paraguaios (Exemplo: Itália vence por 2 a 0 e Paraguai empata em 0 a 0. O saldo de ambos será de dois gols, mas a Itália terá marcado quatro vezes nos três jogos, uma vez mais que o Paraguai).

Empate pode eliminar Alemanha

A Alemanha, quem diria, que estreou tão bem, goleando a Austrália por 4 a 0, pode ficar de fora da Copa se ao menos empatar com Gana. O empate levaria os alemães a quatro pontos, um a menos do que a seleção africana. E se na outra partida a Sérvia bater a Austrália, então os sérvios iriam a seis pontos e liderariam o grupo.

O curioso é que a Austrália poderá se classificar com uma vitória mínima sobre a Sérvia, desde que na outra partida do Grupo D Gana vença a Alemanha. Mesmo com saldo negativo de três gols, os australianos teriam quatro pontos, um a mais do que alemães e sérvios.

No Grupo C, até a Argélia depende só dela

No Grupo C, como já expliquei em outro post, todos os times se classificam com vitórias. A única diferença é que a Argélia se garante com um triunfo de dois gols de diferença sobre os Estados Unidos. Se os argelinos venceram por apenas um gol, terão de torcer para a Inglaterra perder da Eslovênia.

Quanto aos Estados Unidos, talvez não baste empatar com a Argélia, pois se der este resultado o time será eliminado se a Inglaterra vencer a Eslovênia. Mas se vencer a Argélia pela mesma diferença que a Inglaterra bater a Eslovênia, os norte-americanos serão os primeiros do grupo (na verdade, com exceção da Argélia, as outras três equipes podem alcançar a liderança).

Para finalizar, o Grupo E é o menos complicado. Holanda, já classificada, enfrenta Camarões, eliminado. No outro jogo, Japão e Dinamarca decidem a outra vaga, com a vantagem do empate para os japoneses. A única surpresa que poderia acontecer é a Holanda ser derrotada por Camarões e acabar perdendo as liderança do grupo para Japão ou Dinamarca no saldo de gols.

E você, já fez as suas contas? Acha que teremos surpresas nessa reta final da fase de grupos?


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