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Participe da volta do livro “Time dos Sonhos”

Zito

Perdemos Zito, o maior líder que o Santos já teve

Aos 82 anos, faleceu José Ely de Miranda, o Zito, maestro do Time dos Sonhos, um líder incomparável, aquele que com seus gritos e sua garra fazia o Santos correr o tempo todo, dentro ou fora do Alçapão. Morreu em sua casa, onde se recuperava de um avc. O velório será nesta segunda-feira, das 8 às 11 horas, no Memorial Necrópole Ecumênica, em Santos. Depois seu corpo será levado para Roseira, cidade natal de Zito. Quatro vezes campeão do mundo – duas pelo Santos, duas pela Seleção Brasileira -, Zito ainda foi o responsável pela descoberta de muitos jovens craques santistas, entre eles Neymar, como conta neste filme:

Participe da volta do livro “Time dos Sonhos”

Enquanto escrevo este post, o Palmeiras joga com o Fluminense, em casa, e se ao menos empatar, o Santos entrará na zona de rebaixamento. É o que todos nós, santistas, temíamos. Mas há muito campeonato pela frente e muitos de nós costumamos repetir que “time grande não cai”, portanto o Santos jamais será rebaixado. É o momento em que a história, a tradição, o peso da camisa vêm em nosso auxílio para trazer força e esperança. O Santos de hoje é o resultado de tudo que ele que já fez, dos momentos sublimes, mas também daqueles de muita dor e tristeza.

Quando comecei a escrever o livro “Time dos Sonhos” o nosso Alvinegro Praiano vivia o seu longo e doloroso período de estiagem. Nada, mas nada mesmo, indicava que ele poderia voltar a jogar de igual para igual com os melhores clubes do Brasil, quanto mais vencer uma Libertadores ou disputar a final do Mundial Interclubes. Pelé e os grandes ídolos eram coisas de um passado que temíamos não ver repetido jamais. Porém, forcei-me à missão de escrever o livro daquele que foi o melhor time de todos os tempos.

A idéia surgiu de uma enquete que durou várias edições da revista El Gráfico, da Argentina. Ouviram especialistas da América do Sul e da Europa para escolher o melhor time de futebol da história. O nosso Santos ganhou disparado. Estávamos no começo da década de 1980 quando me propus a pesquisar, entrevistar as personagens e escrever o livro.

Era uma época sem Internet, sem Google, em que as pesquisas tinham de ser feitas em arquivos de jornais e revistas, bibliotecas, clubes de futebol e nas entrevistas ao vivo com jogadores, dirigentes, árbitros, torcedores e jornalistas. Demorou um tempão. Desde a primeira lauda, até a última, calculo que uns 10 anos. Como decidi que também entrevistaria e faria um perfil detalhado dos 11 titulares do time bicampeão mundial, de Gylmar a Pepe, tornei a tarefa um pouco mais complicada.

Finalmente, resolvi que terminaria o livro, de qualquer jeito, no final de 2002 – e alguém lá em cima provou que gosta de mim, ao fazer aquele Santos dos garotos Robinho, Diego, Alex & Cia vencer o Campeonato Brasileiro em cima do grande rival. Impossível um final mais feliz!

Graças a amigos editores como Erlon Marcos e Quartim de Moraes, o livro foi lançado em dezembro de 2003, em um evento no antigo Bar Paulicéia 22, na Rua dos Pinheiros, com apresentação de Milton Neves e a presença de muita gente importante da história do Santos. 640 exemplares foram vendidos naquela noite. Em duas semanas a primeira edição estava esgotada. O santista é sedento pela história de seu time.

Duas outras edições foram impressas e vendidas, mas em 2005, quando a Editora Códex foi comprada pela Nobel, Time dos Sonhos interrompeu definitivamente sua trajetória. Agora, com o incentivo de amigos e grandes santistas como Milton Neves e Zeca Baleiro, e com a ajuda de excelentes profissionais, como o diretor de arte Clero Junior, o editor Marco Piovan e o animado pessoal da Kickante, o livro estará de volta, contando para as novas gerações as histórias de um time que nasceu em Santos no mesmo dia do naufrágio do Titanic, viveu as agruras da pobreza e da obscuridade, até alcançar seu momento de magia, no qual encantou plateias de todo o planeta, impactou o futebol no mundo e colocou o Santos em um patamar do qual jamais descerá, mesmo que – toc! toc! toc! – seja rebaixado um dia.

Confesso que, mesmo querendo muito, não tinha como republicar Time dos Sonhos. Outro dia, no Museu Pelé, fui surpreendido ao ver Zeca Baleiro folheando o livro, contando algumas de suas histórias e dizendo que Time dos Sonhos era a sua leitura de cabeceira. Quem estava presente queria que eu lhes conseguisse um exemplar, mas não havia como. Seus exemplares remanescentes estão em sebos, vendidos a preços exorbitantes. Foi aí que pensamos em relançá-lo.

A campanha para a republicação de Time dos Sonhos está entrando no ar. O link é este:
Clique para ver a campanha pela republicação do livro Time dos Sonhos

Se você acredita na força da história do Santos e quer proporcionar a outros santistas a felicidade de conhecer a história completa do Glorioso Alvinegro Praiano até o título brasileiro de 2002, seja parceiro nessa empreitada. Ficaremos muito felizes de termos você ao nosso lado!

Sigamos em frente de cabeça erguida! Abraços a todos os santistas!

Odir Cunha

Posso contar com você na republicação do livro Time dos Sonhos?


Você aceita Adilson Batista como técnico do Santos?

O técnico Abel Braga, que andava dizendo que seu sonho era treinar o Santos, decidiu cumprir seu contrato com o Al Jazira, dos Emirados Árabes, segundo o site do Milton Neves.

O xeique Hamdan Bin Zayed Al Nahyan teria perdoado a multa, mas disse que ficaria triste com a saída do técnico. Como nunca se sabe o que a tristeza de um xeique pode provocar, Abel Braga resolveu ficar por lá mesmo e cumprir o seu contrato até maio.

Com isso, o Santos fica sem técnico titular. A única opção no mercado para substituir o interino Marcelo Martelotte é Adilson Batista, que neste Brasileiro já treinou Cruzeiro e Corinthians. Será que ele seria uma solução para o Santos?

Nascido em Adrianópolis, Paraná, em 16 de março de 1968, Adilson Dias Batista tem apenas 42 anos, apesar de aparentar mais. Foi um bom zagueiro e trabalha como técnico há 10 anos.

Não se pode dizer que seja um vencedor na nova profissão. Seus únicos títulos foram quatro estaduais, com América de Natal (2002), Figueirense (2206) e Cruzeiro (2008 e 2009), além do Torneio de Verão, com o Cruzeiro, no Uruguai, em 2009.

Será que Adilson poderia fazer este Santos jogar melhor? Será que com ele o time teria mais chances de lutar pelo título brasileiro? E para a Libertadores, será que ele conseguiria montar uma equipe campeã?


Neymar ainda tem chance de ir à Copa

Esta camisa cai bem no garoto

A cada dia cresce o coro dos que pedem Neymar na Copa. Não se trata só de torcedores santistas fanáticos, mas de gente que conhece muito o futebol, como Zito e Clodoaldo, jornalistas como Cláudio Carsughi e Milton Neves e nada menos do que o rei do futebol, sua majestade, Pelé. Isso, dos que eu ouvi e posso comprovar. Imagino que por este Brasil afora, nos bares, esquinas, praças, o nome de Neymar já é mais falado do que o de muitos que compõem os preferidos de Dunga.

O técnico já disse que o grupo está fechado, mas o torcedor, perspicaz como poucos especialistas, sabe que em dois meses muita água pode passar embaixo da ponte do futebol. As “fases” boas ou más dos jogadores na maior parte das vezes são rápidas e imprevisíveis. Quando a lista sair, nem todos os que hoje são convocados desfrutarão de ótima forma física e técnica.

Neymar, ao contrário, é um garoto em curva totalmente ascendente. Está mais forte, mais técnico, mais seguro e experiente a cada partida. Leva pancada, é xingado, e responde com gols e sorrisos. Ele recuperou a alegria de jogar que parece ter sido perdida no carrancudo futebol brasileiro. Daqui a dois meses talvez seja o melhor jogador em atividade no Brasil, se já não é…

Pedir sua presença na Seleção não é só coisa de garoto deslumbrado com o futebol bonito (como eu sou), mas também de veteranos circunspectos da crônica, como Cláudio Carsughi, da rádio Jovem Pan. Hoje, no programa “Esporte em Discussão”, aquele no qual todos falam ao mesmo tempo e você não entende nada, o mestre tomou a palavra e diante do silêncio e do respeito geral, disse que gostaria de ver não só Neymar, mas também Paulo Henrique na Seleção. Carsughi acha que são os reservas ideais para, respectivamente, Robinho e Kaká. Ninguém ousou discordar de argumento tão lógico.

No mesmo programa, alguém perguntou no lugar de quem Neymar poderia ir, como se todos os convocados fossem intocáveis. Ora, respondeu Fernando Sampaio, no lugar de um lateral, um volante ou mesmo do terceiro goleiro. Com sua habilidade, Neymar pode entrar e decidir um jogo. Quantos mais podem fazer isso nesse time?

Além de Kaká, quem é tão completo como Neymar?  

Pelo que se viu até aqui, o Brasil dependerá das arrancadas de Kaká, dos dribles de Robinho, das peitadas de Luís Fabiano, das bolas paradas de Elano e, talvez, das cobranças de falta de Daniel Alves e das investidas de Nilmar, que começará no banco de reservas. Porém, além de Kaká, quem tem habilidade e visão de jogo para driblar, correr com a bola, lançar, tabelar e marcar gols? Na Seleção, ninguém mais.

Mesmo tão técnico, percebam que Neymar é o artilheiro do Campeonato Paulista. E não marcou apenas contra defesas medíocres, como a da Irlanda, mas desvirginizou também a do São Paulo de Rogério Ceni e o Corinthians de Felipe. Não creio que ele tremeria na África do Sul. Ao contrário.

O ambiente na África será extremamente amistoso para o Brasil. A torcida só não ficará a favor se a Seleção Brasileira se encontrar com o time da casa, o que é bastante improvável. Ou seja, o Brasil jogará cercado de carinho e proteção. É mais difícil para Neymar enfrentar os zagueiros do Interior Paulista, do que será jogar na Copa. Podem apostar nisso.

Se acho que deveria ser titular? Não nos primeiros jogos. Mas dou duas partidas para que o menino entre e ganhe a posição, aclamado por todo o País. Modéstia à parte, conheço um craque quando vejo um e digo isso de Neymar desde a sua estréia como profissional. Já conversei com ele, assisti seus treinos e posso afirmar que ele tem uma qualidade essencial a todo jogador fora de série. Não é só a habilidade, não é só uma qualidade física. É algo intangível e que nunca nos abandona: o raciocínio, a inteligência.

Neymar pensa na frente. Domingo, quando o experiente Alessandro percebeu, o garoto já tinha matado a bola e girado para mandá-la no canto direito de Felipe. Não culpo os jogadores corintianos. Neymar pensa rápido demais para eles. Da mesma forma que no segundo gol, quando podia fazer de tudo, até chutar para a meta, só olhou de canto de olho, mediu a velocidade de André e empurrou-lhe a bola, que o centroavante encontrou no lugar e no momento certos.

O melhor reserva de Kaká?

Dunga tem feito um bom trabalho até aqui e montou um time forte, talvez o melhor que pudesse ter montado com os jogadores que tem à disposição. Dos que não chamou para o jogo contra a Irlanda, já testou todos – técnica e psicologicamente. Ronaldinho Gaúcho talvez esteja jogando bem, mas quem garante que na Copa ele não vá entornar o caldo novamente, como fez no último Mundial? Dunga não quer correr riscos não com o jogador, mas com o homem Ronaldinho Gaúcho.

Neymar, por sua vez, assim como Paulo Henrique Ganso, é um craque do bem, bom moços, educado, respeitador, sem vícios e sem noitadas no currículo, que está jogando o fino mas ainda não foi testado porDunga com a sagrada amarelinha. Quase todos acreditam que Neymar e Paulo Henrique não terão mais nenhuma chance até o início do Mundial. Mas algo me diz que ao menos um dos dois terá. E ajudará o Brasil a ganhar sua sexta Copa do Mundo.

E você, acha que estou delirando, ou ainda é possível sonhar com Neymar e/ou Paulo Henrique na Copa da África do Sul?


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