Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Tag: Modesto Roma (page 1 of 13)

Fluência. É isso que falta


Será que é difícil chutar assim, atacantes do Santos?

Fiquei de fazer um post analisando a situação do Santos, e como estou com a cabeça voltada para as excursões internacionais do Alvinegro Praiano nos anos 60, devido ao livro que escrevo em parceria com o amigo Marcelo Fernandes, a tarefa não me parece tão difícil. É só lembrar o que dava certo naquele grande Santos para se chegar à conclusão de que o que falta no Santos atual é fluência.

“Espere aí, Odir”, dirão meus críticos, e não são poucos. “Fluência é um termo muito vago. Você quer dizer incompetência, intransparência, ou qualquer outra “ência” mais objetiva?” Sim e não, responderei. Fluência envolve isso tudo. Mas, para evitar maiores delongas, vou ao ponto.

Veja, querido e querida santista, que o Santos de Athié, Lula, depois de Antoninho, fluía naturalmente. Aliás, fluência quer dizer exatamente o que flui, é natural e espontâneo. Há uma atitude que pressupõe outra consequente, e mais outra e outra. Quanto os atos têm consequências lógicas, fluem e nos dão uma sensação de confortável previsibilidade. Se o processo natural é interrompido, fica a sensação desagradável de incompletude.

Como isso se manifesta no futebol? Olha, é o caso do jogador que faz uma partida bem, ou está em uma sequência boa, e é tirado do time e não volta mais. Ou, caso inverso, do perna de pau que está sempre afundando a equipe, mas é sempre escalado. São coisas que deixam o torcedor, com o perdão da palavra, com o saco na lua (no caso dos torcedores masculinos, claro).

Assim, quando o goleiro Lalá veio do Ferroviário para o Santos, em 1959, já foi integrado à delegação que viajou para a Europa e entrou como titular contra grandes clubes europeus, chegando a conquistar o Troféu Teresa Herrera. O mesmo ocorreu com Orlandinho, ponta-direita do Comercial de Ribeirão Preto, que chegou ao Santos no começo de 1968 e imediatamente viajou com o time para participar do Octogonal do Chile, ajudando a equipe a ser campeã do torneio.

O que quero dizer com isso? Que se o jogador era contratado, era porque merecia a confiança da diretoria e do técnico. Não tinha de esquentar banco. Se não desse certo, iria para a reserva, entraria só de vez em quando e no final do ano seria negociado. Mas, antes disso, teria sua chance. O Santos não ficava com jogadores encostados, como hoje é o caso de tanta gente no elenco. Isso é falta de fluidez.

Foi contratado? Tem de ter as suas chances. Jogou bem? Fica. Não está conseguindo render o esperado? No ano seguinte não estará mais na Vila Belmiro. Isso se chama fluidez, a maneira lógica e justa de administrar um elenco. O que está ocorrendo no Santos, hoje, é uma verdadeiro bagunça.

O técnico Dorival Junior pede contratações nominais, não dá oportunidade ou encosta os jogadores que ele mesmo pediu, e quando o clube pretende negociá-los, casos de Rafael Longuine e do próprio Léo Cittadini, interfere e pede que os jogadores continuem no clube. Ora, essa falta de decisão do técnico incha o elenco, faz o Santos pagar uma fortuna de salários, divide os jogadores em vários igrejinhas e o time não anda.

O grande Santos tinha 18 jogadores, só. E jogava bem mais do que o atual. Você sabe quantos o atual tem? Vinte e cinco? Trinta? O número é incalculável, já que tem muita gente encostada, recebendo salário para não jogar. É o cúmulo do desperdício de dinheiro, de energia e de falta da famosa fluidez.

Agora leve esse conceito para os atos da direção do clube e veja como essa mesma espontaneidade faz falta. Aqui abro um parêntese para dizer que não pode haver naturalidade sem verdade, sem sinceridade. O natural é o óbvio, o que obedece ao inconsciente coletivo do santista. Por que o Pacaembu atrai 24 mil torcedores em um domingo de sol a pino e a Vila Belmiro, em uma agradável noite tropical, não chega a seis mil assistentes? Nem, vou responder, deixarei a pergunta no ar para que as pessoas sintam o quanto é antinatural se pensar em uma arena em Santos.

Na verdade, ninguém está pensando nessa arena, só o presidente, porque ele não segue o pensamento coletivo do santista, só o seu. Uma arena sem espectadores, o que será? Um elegante ou um baleia branca? Ainda bem que quase todos os santistas não acreditam na história da arena do Modesto, como jamais acreditaram na do superávit, pois já perceberam que para essa gestão vale tudo, mesmo as mentiras mais cabeludas, apenas para continuar sugando até a última gota do pobre Alvinegro Praiano, que consideram propriedade sua.

Uma mentira é algo que destrói a fluência de qualquer comunicação, de qualquer projeto, de qualquer relação entre o clube e o associado, entre o time e o torcedor. Não culpo apenas os jogadores pela situação depressiva em que o Santos entrou nesse início de 2017. Sei que têm, sim, sua responsabilidade, mas também estão sendo usados por uma gestão sem… sem… sem… digamos, sem fluência.

E você, o que pensa sobre isso?

A seguir, dois livros meus sendo lançados. O do Guga, que escrevi com o amigo Ricardo Lay, nesta quinta-feira na Livraria Travessa, do Rio de janeiro. E o Lições de Jornalismo, dia 14 de março, na Livraria da Vila do Shopping Pátio Higienópolis.

Convite-Guga

Convite - Lições de jornalismo


Hora de pôr ordem na casa

A derrota para a humílima Ferroviária, na Vila sagrada, ainda ribomba nas nossas cabeças. É óbvio que há muita coisa errada no Santos e é natural que o torcedor se preocupe com a sorte do time na Copa Libertadores, a competição mais importante de 2017 (fora o Mundial, claro).

Não finjamos o contrário, por favor. Paulista, Copa do Brasil, Brasileiro, todos os títulos têm a sua importância, mas a Libertadores vale mais, até porque pode colocar o Santos em um patamar acima de todos os outros clubes brasileiros.

Porém, se a equipe tem dificuldades em sua própria casa, o que esperar do Glorioso Alvinegro Praiano em 9 de março, uma quinta-feira à noite, quando iniciará a competição sul-americana de clubes enfrentando o respeitável Sporting Crystal, do Peru, em Lima?

Se o clima entre diretoria e comissão técnica, comissão técnica e jogadores, jogadores e torcida não melhorar, será mais sensato tirarmos o cavalinho da chuva, ou o peixe do mar, pois nem passaremos da primeira fase da Libertadores. Digo nós porque o momento é de união entre os santistas.

Um espírito de porco pode dizer: “Mas Odir, se o Santos for campeão da Libertadores, você jamais será eleito presidente do clube”. Pois eu respondo: ser campeão da Libertadores em 2017 é de importância fundamental para a história do Santos, perto desse feito quem será o próximo presidente santista não tem importância.

E como a gente critica, mas sugere soluções, apelo para que o presidente Modesto Roma, a direção de futebol, o técnico Dorival Junior e a comissão técnica tenham uma longa reunião para detectar o que está havendo e estabelecer metas e compromissos. Depois, que outra reunião, entre a direção do clube e os jogadores, seja realizada.

É preciso botar para fora tudo que está engasgando todo mundo. Sem lavar a roupa suja e colocar ordem na casa, o Santos vai passar um ano difícil. Não é hora de beicinho, nem de mimimi, nem de mentiras ou desculpas. Quem estiver incomodado, peça para sair. O time está diante de seu maior desafio desde 2012. É hora de ser forte, determinado, corajoso e de fazer jus a ser lembrado, para todo o sempre, na história do Santos e do futebol.

Sete providências recomendadas

1 – Priorizar a Libertadores, Usar o Campeonato Paulista para testar e dar ritmo a todos os contratados e aos garotos da base, mas não estafar os titulares absolutos nos jogos do Estadual.

2 – Criar um sistema de jogo mais precavido para os jogos fora de casa. Que Dorival e seu filho não se iludam. Fora de casa o bicho vai pegar. Mesmo o grande Santos, no seu melhor ano, que foi 1962, empatou em 1 a 1 tanto com o Cerro Porteño, em Assunção, quanto com a Universidad Católica, em Santiago, e só ganhou do Deportivo Municipal, da Bolívia, por 4 a 3, porque virou ao final da partida, após estar perdendo por 3 a 2.

3 – Escolher jogadores com espírito de Libertadores, ou preparar o espírito de quem for escolhido. Além de ter calma, será preciso inteligência, além de tranquilidade para não revidar ao ser provocado, e nem afrontar o árbitro.

4 – Oferecer um bom prêmio em dinheiro a cada jogador em caso de título. Sabemos que eles já ganham bem, mas é uma regra de mercado. Todos os outros clubes motivam, o Santos não pode deixar de fazê-lo.

5 – Ficar atento às arbitragens. Há muito direcionamento nas arbitragens do campeonato sul-americano de clubes.

6 – Promover uma pacificação com a torcida. Se não houver o famoso pacto, o ambiente se degringolará e os jogadores, em vez de motivados, se sentirão enojados e temerosos. Se não der para ganhar o Paulista, dane-se, o que importa é a Libertadores.

7 – O jogador deve encarar cada partida da Libertadores como se fosse a última de sua vida. Para ter força, deve lembrar dos ídolos do passado e se espelhar neles. Enfim, fazer jus a vestir essa camisa.

O quarto título da Libertadores colocará o Santos como o time brasileiro mais vitorioso em competições internacionais. É uma meta difícil e ousada, mas, como diz o outro, se não for para sonhar, é melhor nem viver.

E você, o que acha disso?

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Crise de comando

Desculpem-me mas nem vou analisar uma derrota na Vila Belmiro para a Ferroviária treinada por um técnico de futsal diante de 5.500 testemunhas em uma maravilhosa noite de sábado. As evidências dizem tudo. Só gostaria de lembrar que:

Quando os jogadores não queriam jogar no Pacaembu, o presidente e a diretoria acharam ótimo, porque preferem o Santos só para Santos, ou melhor, só para eles.

Quando o técnico e os jogadores se recusaram a fazer a pré-temporada nos Estados Unidos, ou em Marrocos, alegando desgaste excessivo, a presidência e a diretoria também aceitaram.

Quando, em 2015, resolveram sacrificar uma vaga na Libertadores pelo Brasileiro para se poupar para a final da Copa do Brasil, a presidência e a diretoria se calaram.

Era evidente que haveria problema na primeira vez em que os jogadores fossem contrariados, o que ocorreu com a demissão do gerente de futebol Sérgio Dimas.

Agora, a presidência e a diretoria do Santos estão em uma sinuca de bico, pois as opções são as seguintes:

Limpar o elenco dos jogadores indisciplinados e paneleiros.

Contratar de novo o Sérgio Dimas e se desmoralizar.

Substituir o técnico Dorival Junior por um que tenha mais personalidade, mas aí a crise entre o técnico e os jogadores será ainda maior.

Dirigir o clube com isenção e profissionalismo e fazer o que é melhor para o Santos, não para o grupo que se apossou do clube.

E pior disso tudo é que a Copa Libertadores está logo aí. Ou a presidência e a diretoria agem com liderança e responsabilidade, ou a vaca vai pro brejo.

Qual é a sua opinião sobre isso?

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A Roma o que é de Roma

Belíssima estreia!

O Santos jogou como nos velhos tempos. Dorival Junior teve ousadia de montar um sistema bem ofensivo. 6 a 2 foi pouco!

Os méritos das pessoas precisam ser ressaltados, mesmo quando elas são nossas adversárias. Esse é o lema do bom desportista e é por isso, por exemplo, que nos emocionamos quando Roger Federer e Rafael Nadal se abraçam depois de uma refrega como a que tiveram na final do Australian Open. A disputa pela presidência de um clube de futebol deve seguir as mesmas regras, o mesmo fair play. Assim, mesmo sendo seu concorrente político, enxergo todas as qualidades do presidente Modesto Roma.

A mais destacada delas tem sido manter os melhores jogadores do Santos para esta temporada de Copa Libertadores e ainda reforçar o elenco com algumas boas contratações. Apoiei também a assinatura de contrato com o Esporte Interativo. A Globo é um mato de onde não sai coelho para o Santos. A emissora carioca continua com seus sonhos desvairados de promover a espanholização no futebol brasileiro, e ainda não percebeu que o bonde já passou. As presenças de Atlético Paranaense e Botafogo na Libertadores e as ausências de Corinthians e São Paulo provam que o futebol jogado apenas no campo ainda tem muita força.

Manter um time competitivo em 2017 e assinar com o Esporte Interativo são, portanto, méritos de Roma. Quem entrar no site oficial do clube ainda encontrará outra notícia, assinada por André Mendes, que pretende vender o presidente como um grande administrador financeiro. A nota diz:

Apesar do cenário de dificuldades econômicas configurado no ano passado, o Santos FC obteve o maior superávit financeiro (Ebitda) de sua história, no montante de R$ 95 milhões, resultado do compromisso da atual Diretoria em continuar trabalhando em prol da recuperação das finanças do clube. Os números constam das demonstrações contábeis referentes a 2016, encaminhadas […]

Bem, isso veremos quando as contas forem encaminhadas ao Conselho Deliberativo. Até agora, nesse quesito, o que propaga a diretoria nunca bate com os números reais apresentados. De qualquer forma, seria mesmo maravilhoso que o Santos estivesse com um grande elenco e com as contas em dia. Porém, assim como um dirigente tem suas qualidades, também tem defeitos, e no caso de Modesto Roma estes últimos são determinantes para que o clube não cresça, não volte a ser o que já foi.

Mesmo o santista menos ilustrado perceberá que a mesma vontade de se divulgar um superávit – gerado, na verdade, pela venda de jogadores e pelas luvas recebidas do Esporte Interativo – desaparece quando o assunto é média de público e arrecadação de bilheteria nos jogos, número de sócios adimplentes, valores reais do faturamento com a confecção do material em parceria com a Kappa e a situação e montante do patrocínio máster anunciado com a Caixa.

Enfim, o que é, ou pode parecer, positivo para essa gestão, é divulgado com estardalhaço até no site oficial do clube e também defendido com unhas e dentes por uma tropa de choque cooptada para espalhar versões positivas da gestão Roma na mídia social e em blogs e sites que falam do Santos. Todo mundo está percebendo essa avalanche de romistas infiltrados em qualquer grupo que discuta os futuros do clube.

A diferença entre passageiro e essencial

Um superávit gerado por aportes eventuais, como vendas de jogadores e verbas de tevê, não configura uma boa gestão. Um clube de futebol tem meios permanentes de arrecadação que estão sendo ignorados ou negligenciados. Movido por uma persistente visão regional, o clube continua jogando para uma média de público que não alcança dez mil pessoas, tem um número pequeno de associados, recebe bem menos do que os outros grandes pelas variadas formas de patrocínio e não demonstra vontade de se abrir para a maior parte de seu mercado consumidor, que são seus torcedores de todo o Brasil.

A aparente transparência existe apenas para divulgar fatos positivos, ou pretensamente positivos, produzidos por essa gestão, mas se cala ou desvia o assunto quando a discussão passa para as iniciativas que efetivamente tornarão o Santos um clube eficiente, transparente, sem fronteiras e totalmente voltado para uma grandeza da qual ele tem abdicado.

Caso fizesse o que precisa ser feito, Roma nem sequer teria oposição nas próximas eleições, pois o que interessa, ao menos a mim, não é o poder em um clube de futebol, mas sim ver esse clube, que eu amo, que amamos, trilhar o caminho que o tornará, novamente, um dos mais respeitados do mundo. Mas Modesto Roma continua com seus sonhos excludentes de uma areninha em Santos, quer fazer o time jogar só em sua cidade, não faz questão de atrair sócios de outras cidades, mas, ao mesmo tempo, também quer que santistas do Brasil inteiro continuem prestigiando esse seu projeto regional. Assim, positivamente, ele não terá o meu voto.

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Quanto menor, melhor


Agora Modesto Roma fala em erguer a areninha no Estádio do Jabaquara.

A cada vez que Modesto Roma visita o Conselho Deliberativo, os conselheiros saem com a impressão de estarem sendo enrolados. Na quinta-feira à noite, misturando esquecimentos importantes com discursos batidos, ele deixou claro que não fará nenhum acordo com a Prefeitura de São Paulo para o uso do Pacaembu, reafirmou seu desejo de construir uma areninha em Santos – nem que tenha de fazer uma parceria com o Jabaquara –, justificou o aumento do quadro de funcionários e de sua elevada despesa, tentou explicar, ainda, sua parceria com o empresário Taveira, assim como a fabricação do próprio uniforme, anunciou que hoje iria para Brasília assinar um patrocínio com a Caixa, confirmou que é candidato à reeleição e disse que pretende terminar o ano como campeão mundial.

Digo esquecimentos importantes porque ele não se lembrou da comissão paga a Taveira pela venda de Geuvânio. Falou em sete, depois cinco por cento, e por fim, como faz sempre que esquece os números corretos, convidou quem quisesse para, em outro dia qualquer, ir à sua sala para ver os documentos.

Sempre muito despreparado, Roma dá a impressão de que vai ao Conselho confiante na sua morosa oratória e no fato de ter maioria de conselheiros ao seu lado. Assim, por mais direta e incisiva que seja a pergunta, ele sabe que poderá tergiversar à vontade e no final sempre será aplaudido pelos seus fieis correligionários.

O caso das contas de 2015 reprovadas é tratada pelo presidente do Conselho, o senhor Fernando Bonavides, como sub judice, o que significa o mesmo que seguir em frente, sem nenhuma consequência imediata. Conselheiros advogados têm alertado que não é assim, que o caso deve voltar para a decisão do órgão, mas Bonavides faz ouvidos de mercador.

O acordo do Santos com a Kappa para o clube produzir o seu próprio material esportivo, que, conforme o prometido, deveria gerar produtos bem mais baratos e uma grande lucratividade para o clube, tem sido um enorme fracasso em todos os sentidos, mas o presidente disse que continuará do mesmo modo em 2017.

Sobre o Pacaembu, disse que o Santos só alugará o estádio, e de vez em quando, mas não tem interesse de fazer uma parceria com a prefeitura de São Paulo. Prometeu alguns jogos na capital, “se a PM deixar”, mas não falou mais em 15 partidas neste ano, como se chegou a anunciar.

Um representante da comissão formada para estudar o caso da areninha no terreno do Portuários disse que ainda não sabia nem o nome do pretenso investidor e não tinha elementos sequer para analisar a viabilidade do negócio. Mesmo diante da recusa, por unanimidade, dos conselheiros da Portuguesa Santista, Roma alegou que o clube vizinho ainda está indeciso e que ainda pode fechar o negócio (na verdade, só o presidente da Portuguesa Santista parece indeciso, pois todos os 41 conselheiros da Briosa são radicalmente contrários a essa parceira com o Santos).

Obviamente não se falou em planos de aumentar o número de associados, nem de melhorar as arrecadações, pois isso, inevitavelmente, incluiria jogar mais em São Paulo, o que atrairia mais sócios de fora da cidade e colocaria em risco o plano de poder em curso. Assim, a marca Santos, tão forte e universal, é amputada para caber no tamanho dos medíocres anseios regionais do atual presidente e sua trupe.

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