Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Amador x Profissional

A cada dia mais clubes brasileiros de futebol têm sido administrados de forma profissional e rapidamente estão deixando para trás as agremiações que insistem em apelar para velhos métodos amadores. Os primeiros se baseiam na meritocracia, na transparência e na competência, os amadores costumam usar todos os subterfúgios possíveis para manter no poder pessoas despreparadas, que pouco ou nada têm para acrescentar aos clubes e apenas os usam para satisfazer seus interesses pessoais.

O método amador de administração se baseia em preconceitos, crendices, tabus, dogmas, bordões, acusações, ofensas, tudo o que puder criar estigmas favoráveis a quem comanda o clube e ao mesmo tempo prejudicar a imagem dos opositores. Nada é científico, nada é provado. O boato e a fofoca se sobrepõem às informações fidedignas, o modus operandi se baseia em ações oportunistas e improvisadas. “Planejar” e “trabalhar” são os verbos menos conjugados por quem adota esse amadorismo mal intencionado.

O amador em questão acredita, ou finge acreditar, no acaso, na sorte, nos raios, na ajuda dos deuses… O profissional planeja, trabalha e faz o que deve ser feito para ajudar a sorte e convencer os deuses de que ele merece uma benção. O amador está sempre cansado, sempre reclamando de ter de trabalhar. O profissional sabe que toda meta tem um preço e arregaça as mangas para alcançá-la.

Bem, como eu disse, os clubes que dominarão o futebol brasileiro daqui para a frente são os que levarem o profissionalismo a sério. Clubes de futebol não podem ter lucro, mas se permitirem que a dívida atinja níveis irrecuperáveis, poderão falir. E os que querem ser ou se manter competitivos precisam fazer um bom caixa para as despesas, é óbvio.

Não dá mais para perder dinheiro com as arrecadações dos jogos, com a falta de vontade e organização para atrair mais e mais sócios e mantê-los, com a falta de visibilidade provocada por maus acordos com a tevê, com a venda subestimada de patrocínios de camisa e de material… Enfim, não dá para deixar de usar todo o potencial de sua marca, pois só assim terá dinheiro suficiente para contratar e revelar grandes jogadores e, o que é mais importante, mantê-los no clube quando se consagrarem.

Mesmo sendo um clube nacional, com ao menos 1% de torcedores nas cinco regiões do País, hoje o Santos vem sendo administrado com métodos amadores que tiram a sua marca da lista das cinco mais importantes do futebol brasileiro. Isso é um grande complicador no momento de se sentar à mesa com um potencial patrocinador.

lista dos clubes - marcas

Um dos detalhes levados em conta por um patrocinador – de camisa ou material – é a média de público do time. E a média do Santos seria até boa não fosse a insistência de jogar todos as suas partidas na Vila Belmiro, o que fez com que este ano o Alvinegro Praiano tivesse alguns públicos irrisórios, que não condizem com sua grandeza (3.195 pessoas contra o Novo Horizontino, 4.257 pessoas contra o Atlético Paranaense e 5.208 na partida conta o Botafogo de Ribeirão Preto).

Sócio morto, mas em dia com o clube

O despreparo e a desorganização para lidar com os sócios do Santos têm gerado casos hilariantes, não fossem trágicos. Além da tremenda dificuldade que alguns sócios estão tendo para pagar os seus boletos, problema que exigirá uma ação enérgica de quem defende o interesse dos associados, há fatos muito mais estranhos, como o do caso do sócio Acauã Sena Mahfuz, matrícula 50091, que mesmo pagando suas mensalidades em dia e frequentando assiduamente os jogos do Santos, recebeu do clube o aviso de que tinha falecido.

socio falecido em dia

Isso mesmo. Na mesma mensagem em que surgia como falecido, Acauã era contemplado com um “Status Ok”. Ou seja, ele havia morrido, mas continuava em dia com o clube. O episódio nos dá arrepios, não só pelo tom macabro da comunicação, mas ao pensar em quantos outros casos absurdos poderão estar vitimando os pobres associados do Santos.

O desespero pela volta dos velhos caudilhos

A mente amadora tem dificuldade de imaginar novos caminhos e, ao se defrontar com uma dificuldade, só consegue pensar em velhas fórmulas, mesmo aquelas que não deram muito certo. Diante da grande rejeição de Modesto Roma mesmo em sua cidade, um grupo de abnegados do ex-presidente Marcelo Teixeira está fazendo campanha, com faixas pelas ruas de Santos, para que ele se candidate novamente à presidente do clube.

Ora, Marcelo já ficou 11 anos na presidência. Emprestou dinheiro ao clube, mas depois o recebeu de volta, com correção. Saiu do Santos depois que o time quase foi rebaixado para a Série B do Brasileiro e disse que se o rebaixamento ocorresse o Santos teria muita dificuldade para voltar à Série A. Suas irmãs também não querem que ele arrisque mais o patrimônio da família no clube e preferem que se preocupe com a universidade Santa Cecília e com a tevê de mesmo nome.

Seus seguidores não querem que ele apoie mais Modesto Roma, que, segundo eles, está fazendo uma péssima gestão, além de nada transparente. Marcelo Teixeira só voltaria se tivesse o apoio geral de todos os grupos políticos do Santos, mas já percebeu que isso é impossível, pois seu nome está longe de ser uma unanimidade. O mundo do futebol exige qualidades que suas administrações não tiveram e que ele parece ainda não ter apreendido. O melhor que poderia fazer, no momento, caso realmente se preocupe com o Santos, é apoiar o melhor candidato e a chapa mais competente e profissional. E essa, positivamente, não é a de Roma.

Enfim, escolher o amadorismo ou o profissionalismo, a improvisação ou o planejamento, as informações precisas ou os boatos, a ciência ou o misticismo, as metas concretas ou a enrolação demagógica é o dilema que o sócio do Santos terá de enfrentar daqui a dois meses. E dessa escolha dependerá o futuro do clube.

E você, o que acha disso?

AJUDE O GRANDE LIVRO DO SANTOS A NASCER

Felizmente a Kickante entendeu a importância do livro “Santos FC, o maior espetáculo da Terra” e nos deu mais um mês de campanha de pré-financiamento para lançar esta que é uma das obras mais impactantes da história do Santos e do futebol. Agora faltam apenas 18 dias para o encerramento do prazo final. Se você ainda não participou, participe.

Da meta de R$ 48 mil, suficiente para cobrir os custos gráficos da impressão de dois mil exemplares, passamos da metade. Há muitas formas de recompensa para quem participar da campanha. Desde doar 10 reais, até comprar uma cota de patrocínio por 15 mil reais, que dá direito a 100 exemplares, 30 convites para a festa de lançamento, ter o logotipo da empresa impresso no livro e ser divulgado pela assessoria de imprensa.

O livro se baseia na ampla pesquisa de Marcelo Fernandes, um santista que mora em Luxemburgo, e em alguma pesquisa e texto meus. Só digo uma coisa e depois me cobrem: quem não participar, vai se arrepender. Esse livro ficará marcado na história do Santos e da literatura mundial do futebol.

Agora assista a este filme inglês e não se emocione, se puder:

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No meu aniversário, quem ganha o presente é você

Setembro é mês do meu aniversário e resolvi comemorar com os frequentadores deste espaço promovendo uma oferta inédita das obras expostas na Livraria do Blog.

time-dossie ok

Para atender aos pedidos dos santistas das embaixadas e demais grupos de torcedores espalhados pelo País, criei preços especiais também para a compra de três, quatro e cinco exemplares, tanto do Dossiê de Unificação dos Títulos Brasileiros a partir de 1959, como do Time dos Sonhos.

Neste mês, três exemplares desses dois livros sairão por 75 reais, quatro por 85 e cinco por 95 reais. E todos os pedidos com frete grátis e dedicatórias exclusivas. Faça as contas e veja que não dá para perder. É a oportunidade de presentear os amigos ou já guardar para o Natal.

E caso alguém queira uma quantidade maior do que cinco exemplares, é só enviar e-mail para blogdoodir@blogdoodir.com.br que estudaremos as melhores condições possíveis. O interesse, como sempre, é ver o santista e conhecendo a rica história do clube, elemento fundamental no fortalecimento da marca Santos.

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Todos os PDFs a R$ 1,00

O sistema da loja do blog não permite que se distribua livros sem nenhum pagamento. Então, coloquei o preço de todos os PDFs a apenas um real. Isso mesmo. Qualquer PDF, neste mês de setembro, custará apenas um real.
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Dentre os PFDs, há quatro livros que falam do Alvinegro Praiano

– Donos da Terra, a história do primeiro título mundial do Santos
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– Na Raça!, a história do primeiro clube bicampeão mundial
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– Ser Santista, um orgulho que nem todos podem ter – Artigos selecionados que mostram várias aspectos da grandeza santista
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– Pedrinho escolheu um time – A aventura de um garoto paulistano que quer escolher um time para torcer.
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Há mais três histórias infanto-juvenis

– Pedrinho no Descobrimento do Brasil – Um buraco no tempo leva Pedrinho ao momento em que o Brasil está sendo descoberto pela esquadra de Cabral. Para crianças e adolescentes que gostam de História.
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– O Diário de Kimmy, uma garota inuit – O dia a dia de uma menina que vive no Alasca, entre as tradições de seu povo e os perigos dos tempos atuais.
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O Reino do Pum – A caso insólito do pobre e mal cheiroso reino onde viviam o pequeno Sidney e seu avó Felisberto.
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E uma ficção para adultos

– Morte.Net – Romance impróprio para menores, de Caio Morelli, que fala de pessoas que buscam a felicidade nos encontros fortuitos da Internet.
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O passageiro e o essencial

Perder para o Sport, um time que estava na zona de rebaixamento e jamais havia vencido o Santos na Vila Belmiro, é o fim da picada e mostra que o Alvinegro Praiano continua pouco confiável. É o tipo de resultado que destroi o fim de semana do santista fanático. Mas revezes assim já aconteceram até com o Santos de Pelé. Por mais doloridos que sejam, são passageiros. O maior problema está em repetir os erros naquilo que é essencial para o crescimento de um clube que se tornou uma marca mundial e hoje parece querer se recolher ao seu bairro.

Um clube de futebol também é uma empresa e precisa saber equilibrar receitas e despesas, valorizar sua marca, atrair mais consumidores, ser sempre competitivo… E nesses quesitos é que vemos as maiores derrotas do Santos. É evidente que funcionários de empresas desorganizadas, pouco transparentes e descumpridoras de suas obrigações, trabalham de má vontade, postura percebida em alguns jogadores que enfrentaram o Sport.

A falta de visão é contagiante. Não havia jogo em São Paulo e a diretoria santista poderia ter marcado a partida para o Pacaembu, onde no mínimo o público seria o dobro dos 7.272 torcedores que foram à Vila Belmiro. Mas em plena campanha para sua reeleição, Modesto Roma quer garantir os votos do seu curral eleitoral, pouco se importando com o aprofundamento do buraco nas contas do clube. Quer continuar servindo-se do pobre Santos.

Um dia desses, em uma solenidade cabotina, paga com dinheiro do clube, o atual presidente prestou uma homenagem ao seu falecido pai, de mesmo nome, também presidente do Santos na década de 70. Com todo o respeito à memória de Modesto Roma pai – que eu conheci em 1976, quando o Santos estava quase virando um time pequeno – a verdade é que sua gestão deixou o clube em frangalhos e este só não sucumbiu de vez porque um empresário competente e ousado, como Rubens Quintas Ovalle, sucedeu Roma labçou um time de meninos, dirigido por Chico Formiga, que lotou várias vezes o Pacaembu e o Morumbi e, contra tudo e contra todos, conquistou o título paulista de 1978, o que deu novo ânimo ao clube e salvou o Alvinegro Praiano da falência.

Agora, décadas depois, mesmo com cinco recentes derrotas na Vila Belmiro, ainda há quem acredite que o velho estádio é sinônimo de vitória. São pessoas que não se convencem nem com os números cristalinos que mostram outra realidade. Essa forma de enxergar o Santos é bem mais prejudicial para o seu futuro do que um vexame histórico como o de sábado, pois é uma visão mentirosa, mesquinha, alimentada por quem tem medo de ver o time crescer.

O aumento das dívidas, pesadelo constante dos últimos anos que essa gestão faz questão de ignorar, está cobrando seu preço. Não há dinheiro para contratar bons jogadores e já está ficando complicado pagar os salários dos atletas medianos que vestem a sagrada camisa santista. Sim, medianos, medíocres, de futebol limitado, assim como é limitada a visão dos homens que hoje tocam violino no convés do nosso querido Titanic.

Santos FC, o maior espetáculo da Terra

Este livro de arte nenhum time tem e nunca terá. Chegou o livro que traz as maravilhosas viagens do Santos pelo mundo. Um livro único, que vale por um título mundial.

Esse livro de arte nenhum time tem e nunca terá. Chegou a esperada obra que conta as maravilhosas viagens do Santos pelo mundo. Um livro único, que vale por um título mundial.

Prossegue a campanha de financiamento coletivo para o lançamento do livro “Santos FC, o maior espetáculo da Terra”, uma obra única, que nos encherá de orgulho e consolidará o Santos em outro nível na história do futebol mundial. Os autores são Marcelo Fernandes e eu. Prestigie. Garanto que não vai se arrepender. Há muitas recompensas para quem adquirir o livro nessa fase de pré-lançamento.

Vamos transformar este sonho de todo santista em realidade. Clique aqui para entrar no time que vai lançar o livro das viagens maravilhosas do Santos pelo mundo. Ele está pronto e precisa ser impresso. Participe e não se arrependerá!

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Dossiê Unificação dos Títulos Brasileiros
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Ministrado por Odir Cunha, jornalista profissional há 40 anos – Jornal da Tarde, O Globo, rádios Globo, Excelsior e Record, TV Record, editor de nove revistas esportivas, diretor de comunicação da Secretaria Municipal de Esportes de São Paulo, diretor da Ampla Comunicação, editor das editoras de livros Novo Conceito e Magma Cultural, dono do Blog do Odir, autor de 27 livros, curador do Museu Pelé, coautor do Dossiê que unificou os títulos brasileiros, biógrafo de Oscar Schmidt, Pelé e Gustavo Kuerten, ganhador de dois Prêmios Esso e três prêmios da Associação Paulista dos Críticos de Arte.

Temas do Curso

Pirâmide Invertida X Novo Jornalismo
As maneiras tradicional e criativa de se escrever uma reportagem.

As regras para uma boa entrevista
Conhecimento – Respeito – Planejamento – Dicas

Os limites da polêmica
Os cuidados com os crimes de opinião: Difamação, Injúria e Calúnia

Princípios do bom texto
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Escolha das palavras
Uma ideia por parágrafo
Precisão. Sem ela não há credibilidade.
Isenção. A necessidade de ser neutro.
Empatia. O melhor repórter se apaixona pela matéria.
Criatividade. Os caminhos que levam a ela.
Reler é obrigatório
Humildade e Respeito. Qualidades essenciais.
Ousadia e Iniciativa. Quando elas são obrigatórias.

Como escrever para
Jornal diário
Revista
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Televisão
Blogs e Sites

Funções Jornalísticas
Repórter
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Chefe de Reportagem
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Editor Chefe

Fechamento de matérias
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Novo Jornalismo Esportivo – Técnica e Ética
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Carga horária: 16 horas
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Local: Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo (Aceesp).
Endereço: Av. Paulista, 807, 9º andar, conjunto 904, São Paulo. Fones: (11) 3251-2420 e 3289-8409.
Investimento: R$ 300, 00 (trezentos reais – 50% na matricula, 50% até o dia 15 de julho.
Sócios da Aceesp em dia com a anuidade não pagam.
Informações e inscrição: blogdoodir@blogdoodir.com.br

clinica de tenis do castelo - 2017

E para você, o que é essencial e passageiro no Santos?


Aprovado por Conveniência

Primeiro, o Conselho Fiscal do Santos elencou uma série de incongruências no balanço fiscal de 2016, depois sugeriu que o Conselho Deliberativo aprovasse o documento. Ora, o enunciado não combinou com o seu desfecho. É óbvio que assim como ocorreu com o balanço de 2015, o de 2016 também não deveria ter sido aprovado, pois as práticas da gestão de Modesto Roma continuam obscuras, enganadoras, suspeitas.

Anuncia-se um superávit, mas não há superávit nenhum; anuncia-se um patrocínio de 18 milhões da Caixa, mas na verdade será de 11 milhões e mais 5 hipotéticos milhões em caso de títulos; anunciou-se a “fabricação do próprio uniforme”, em parceria com a Kappa, como um grande negócio, mas isso só rendeu 5 milhões, dois a menos do que se ganhava com a Nike. Enquanto isso, as despesas previstas com o marketing em 2017 alcançarão 31 milhões de reais, quase o dobro da verba da Caixa e da comercialização do uniforma somadas.

Porém, uma nova rejeição das contas da temerária gestão de Modesto Roma poderia tirar o Santos do Profut, o que seria desastroso. Profut é a sigla do Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro, lei sancionada em 5 de agosto de 2015 que objetiva ajudar os clubes a quitar suas enormes dívidas com a União. Quem adere ao Profut, como é o caso do Santos, pode refinanciar suas dívidas em um prazo de 20 anos (240 parcelas). Além disso, o Profut reduz 70% das multas e 40% dos juros. É um grande negócio, sem dúvida, mas para se manter no Profut, o clube tem de cumprir algumas obrigações, cujas principais, são:

Utilizar no máximo 80% da receita bruta para o futebol profissional

Não atrasar salários da carteira nem direitos de imagem

Regularizar as ações trabalhistas

Não antecipar verbas referente a período posterior ao fim do mandato

Restringir os mandatos dos presidentes a no máximo 4 anos e apenas uma reeleição

Como se vê, o clube está no fio da navalha com relação ao Profut e uma nova reprovação das contas da gestão Modesto Roma provavelmente alijaria o Alvinegro Praiano do programa. Assim, muito generosamente, Marcelo Teixeira, o dono de Santos, mexeu seus pauzinhos e fez sair conselheiros até das catacumbas da cidade para, mesmo sem ser o relatório, votar por sua aprovação, o que deu uma sobrevida à gestão MR.

Então, essa contagem final de 115 votos a favor do balanço e 53 contra não reflete a verdade dos fatos. Na verdade, não há superávit nenhum e a situação financeira do Santos é caótica, mas a aprovação das contas impediu que a situação se tornasse ainda pior.

Dúvidas antigas, como: que empresa levou 2,5 milhões na comissão da venda de Geuvânio? ou quem levou o mesmo valor na venda de Gabriel? continuam sem resposta. Não se sabe também quem do clube coordena a fabricação e a comercialização dos uniformes do Santos. Tudo indica que as empresas parceiras fazem tudo e depois informam quanto venderam e quanto devem pagar ao clube. Amadorismo maior, impossível.

Outro fato que me despertou a curiosidade, apesar do valor baixo, comparado a outros citados, foi o de um “pagamento a maior” no valor de 104 mil reais. O tal pagamento, feito em 2015, jamais foi ressarcido ao clube e nem ao menos cobrado. Quem sabe esses 104 mil reais estão voando por aí. Cheque a sua conta, caros leitor e leitora. Quem sabe… Pois é. As perguntas sem resposta são tantas, que esses 104 mil nem foram citados pelos oradores contrários à aprovação.

Enquanto puderem, Roma e seus assessores venderão a ideia de um clube que caminha para a solidez financeira e de que tudo está sob controle. Para isso, iludem os que se deixam iludir e ignoram muita coisa, como as ações da Doyen, que cobra na Justiça direitos nos casos de Leandro Damião, Felipe Anderson, Geuvânio, Gabriel e outros que somam cerca de 150 milhões de reais. Já teria sido arbitrada uma multa diária de 300 mil reais a serem pagas à Doyen enquanto o clube nãso quita a dívida, mas o caso nem foi mencionado no balanço e o clube finge desconhecê-lo.

E você, o que acha disso?

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Como prometi, este blog comemorará o aniversário de 105 anos do nosso amado Santos Futebol Clube com descontos inacreditáveis na Livraria do Blog nos meses de março e abril. Para tornar a rica história santista mais acessível a todos, reduzi em 80% alguns preços dos livros oferecidos na livraria e ainda mantive o frete grátis e a dedicatória. Mas a promoção só vai até o fim do estoque. Então, se ainda não comprou esses livros – para você ou para dar de presente aos amigos – aconselho que o faça agora.

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CAPA 20 jogos Santos 5 - final para gráfica FRENTE (2)

Os jornalistas Bruno Freitas e Renan Prates estão lançando uma campanha de venda antecipada para lançar o livro “20 Jogos Eternos do Santos”.

Para este livro foram consultados os santistas da mídia Ademir Quintino, João “Canalha”, José Roberto Torero, Marcelo Tas, Odir Cunha, Paulo “Morsa”, Vladir Lemos e Xico Sá.

Não está caro participar e com 36 reais já dá para garantir um exemplar. Como sempre digo, a história é o bem mais precioso do Santos e tudo o que for feito para preservá-la tem o meu apoio.

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Fluência. É isso que falta


Será que é difícil chutar assim, atacantes do Santos?

Fiquei de fazer um post analisando a situação do Santos, e como estou com a cabeça voltada para as excursões internacionais do Alvinegro Praiano nos anos 60, devido ao livro que escrevo em parceria com o amigo Marcelo Fernandes, a tarefa não me parece tão difícil. É só lembrar o que dava certo naquele grande Santos para se chegar à conclusão de que o que falta no Santos atual é fluência.

“Espere aí, Odir”, dirão meus críticos, e não são poucos. “Fluência é um termo muito vago. Você quer dizer incompetência, intransparência, ou qualquer outra “ência” mais objetiva?” Sim e não, responderei. Fluência envolve isso tudo. Mas, para evitar maiores delongas, vou ao ponto.

Veja, querido e querida santista, que o Santos de Athié, Lula, depois de Antoninho, fluía naturalmente. Aliás, fluência quer dizer exatamente o que flui, é natural e espontâneo. Há uma atitude que pressupõe outra consequente, e mais outra e outra. Quanto os atos têm consequências lógicas, fluem e nos dão uma sensação de confortável previsibilidade. Se o processo natural é interrompido, fica a sensação desagradável de incompletude.

Como isso se manifesta no futebol? Olha, é o caso do jogador que faz uma partida bem, ou está em uma sequência boa, e é tirado do time e não volta mais. Ou, caso inverso, do perna de pau que está sempre afundando a equipe, mas é sempre escalado. São coisas que deixam o torcedor, com o perdão da palavra, com o saco na lua (no caso dos torcedores masculinos, claro).

Assim, quando o goleiro Lalá veio do Ferroviário para o Santos, em 1959, já foi integrado à delegação que viajou para a Europa e entrou como titular contra grandes clubes europeus, chegando a conquistar o Troféu Teresa Herrera. O mesmo ocorreu com Orlandinho, ponta-direita do Comercial de Ribeirão Preto, que chegou ao Santos no começo de 1968 e imediatamente viajou com o time para participar do Octogonal do Chile, ajudando a equipe a ser campeã do torneio.

O que quero dizer com isso? Que se o jogador era contratado, era porque merecia a confiança da diretoria e do técnico. Não tinha de esquentar banco. Se não desse certo, iria para a reserva, entraria só de vez em quando e no final do ano seria negociado. Mas, antes disso, teria sua chance. O Santos não ficava com jogadores encostados, como hoje é o caso de tanta gente no elenco. Isso é falta de fluidez.

Foi contratado? Tem de ter as suas chances. Jogou bem? Fica. Não está conseguindo render o esperado? No ano seguinte não estará mais na Vila Belmiro. Isso se chama fluidez, a maneira lógica e justa de administrar um elenco. O que está ocorrendo no Santos, hoje, é uma verdadeiro bagunça.

O técnico Dorival Junior pede contratações nominais, não dá oportunidade ou encosta os jogadores que ele mesmo pediu, e quando o clube pretende negociá-los, casos de Rafael Longuine e do próprio Léo Cittadini, interfere e pede que os jogadores continuem no clube. Ora, essa falta de decisão do técnico incha o elenco, faz o Santos pagar uma fortuna de salários, divide os jogadores em vários igrejinhas e o time não anda.

O grande Santos tinha 18 jogadores, só. E jogava bem mais do que o atual. Você sabe quantos o atual tem? Vinte e cinco? Trinta? O número é incalculável, já que tem muita gente encostada, recebendo salário para não jogar. É o cúmulo do desperdício de dinheiro, de energia e de falta da famosa fluidez.

Agora leve esse conceito para os atos da direção do clube e veja como essa mesma espontaneidade faz falta. Aqui abro um parêntese para dizer que não pode haver naturalidade sem verdade, sem sinceridade. O natural é o óbvio, o que obedece ao inconsciente coletivo do santista. Por que o Pacaembu atrai 24 mil torcedores em um domingo de sol a pino e a Vila Belmiro, em uma agradável noite tropical, não chega a seis mil assistentes? Nem, vou responder, deixarei a pergunta no ar para que as pessoas sintam o quanto é antinatural se pensar em uma arena em Santos.

Na verdade, ninguém está pensando nessa arena, só o presidente, porque ele não segue o pensamento coletivo do santista, só o seu. Uma arena sem espectadores, o que será? Um elegante ou um baleia branca? Ainda bem que quase todos os santistas não acreditam na história da arena do Modesto, como jamais acreditaram na do superávit, pois já perceberam que para essa gestão vale tudo, mesmo as mentiras mais cabeludas, apenas para continuar sugando até a última gota do pobre Alvinegro Praiano, que consideram propriedade sua.

Uma mentira é algo que destrói a fluência de qualquer comunicação, de qualquer projeto, de qualquer relação entre o clube e o associado, entre o time e o torcedor. Não culpo apenas os jogadores pela situação depressiva em que o Santos entrou nesse início de 2017. Sei que têm, sim, sua responsabilidade, mas também estão sendo usados por uma gestão sem… sem… sem… digamos, sem fluência.

E você, o que pensa sobre isso?

A seguir, dois livros meus sendo lançados. O do Guga, que escrevi com o amigo Ricardo Lay, nesta quinta-feira na Livraria Travessa, do Rio de janeiro. E o Lições de Jornalismo, dia 14 de março, na Livraria da Vila do Shopping Pátio Higienópolis.

Convite-Guga

Convite - Lições de jornalismo


Hora de pôr ordem na casa

A derrota para a humílima Ferroviária, na Vila sagrada, ainda ribomba nas nossas cabeças. É óbvio que há muita coisa errada no Santos e é natural que o torcedor se preocupe com a sorte do time na Copa Libertadores, a competição mais importante de 2017 (fora o Mundial, claro).

Não finjamos o contrário, por favor. Paulista, Copa do Brasil, Brasileiro, todos os títulos têm a sua importância, mas a Libertadores vale mais, até porque pode colocar o Santos em um patamar acima de todos os outros clubes brasileiros.

Porém, se a equipe tem dificuldades em sua própria casa, o que esperar do Glorioso Alvinegro Praiano em 9 de março, uma quinta-feira à noite, quando iniciará a competição sul-americana de clubes enfrentando o respeitável Sporting Crystal, do Peru, em Lima?

Se o clima entre diretoria e comissão técnica, comissão técnica e jogadores, jogadores e torcida não melhorar, será mais sensato tirarmos o cavalinho da chuva, ou o peixe do mar, pois nem passaremos da primeira fase da Libertadores. Digo nós porque o momento é de união entre os santistas.

Um espírito de porco pode dizer: “Mas Odir, se o Santos for campeão da Libertadores, você jamais será eleito presidente do clube”. Pois eu respondo: ser campeão da Libertadores em 2017 é de importância fundamental para a história do Santos, perto desse feito quem será o próximo presidente santista não tem importância.

E como a gente critica, mas sugere soluções, apelo para que o presidente Modesto Roma, a direção de futebol, o técnico Dorival Junior e a comissão técnica tenham uma longa reunião para detectar o que está havendo e estabelecer metas e compromissos. Depois, que outra reunião, entre a direção do clube e os jogadores, seja realizada.

É preciso botar para fora tudo que está engasgando todo mundo. Sem lavar a roupa suja e colocar ordem na casa, o Santos vai passar um ano difícil. Não é hora de beicinho, nem de mimimi, nem de mentiras ou desculpas. Quem estiver incomodado, peça para sair. O time está diante de seu maior desafio desde 2012. É hora de ser forte, determinado, corajoso e de fazer jus a ser lembrado, para todo o sempre, na história do Santos e do futebol.

Sete providências recomendadas

1 – Priorizar a Libertadores, Usar o Campeonato Paulista para testar e dar ritmo a todos os contratados e aos garotos da base, mas não estafar os titulares absolutos nos jogos do Estadual.

2 – Criar um sistema de jogo mais precavido para os jogos fora de casa. Que Dorival e seu filho não se iludam. Fora de casa o bicho vai pegar. Mesmo o grande Santos, no seu melhor ano, que foi 1962, empatou em 1 a 1 tanto com o Cerro Porteño, em Assunção, quanto com a Universidad Católica, em Santiago, e só ganhou do Deportivo Municipal, da Bolívia, por 4 a 3, porque virou ao final da partida, após estar perdendo por 3 a 2.

3 – Escolher jogadores com espírito de Libertadores, ou preparar o espírito de quem for escolhido. Além de ter calma, será preciso inteligência, além de tranquilidade para não revidar ao ser provocado, e nem afrontar o árbitro.

4 – Oferecer um bom prêmio em dinheiro a cada jogador em caso de título. Sabemos que eles já ganham bem, mas é uma regra de mercado. Todos os outros clubes motivam, o Santos não pode deixar de fazê-lo.

5 – Ficar atento às arbitragens. Há muito direcionamento nas arbitragens do campeonato sul-americano de clubes.

6 – Promover uma pacificação com a torcida. Se não houver o famoso pacto, o ambiente se degringolará e os jogadores, em vez de motivados, se sentirão enojados e temerosos. Se não der para ganhar o Paulista, dane-se, o que importa é a Libertadores.

7 – O jogador deve encarar cada partida da Libertadores como se fosse a última de sua vida. Para ter força, deve lembrar dos ídolos do passado e se espelhar neles. Enfim, fazer jus a vestir essa camisa.

O quarto título da Libertadores colocará o Santos como o time brasileiro mais vitorioso em competições internacionais. É uma meta difícil e ousada, mas, como diz o outro, se não for para sonhar, é melhor nem viver.

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