Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Tag: Modesto Roma (page 1 of 13)

O passageiro e o essencial

Perder para o Sport, um time que estava na zona de rebaixamento e jamais havia vencido o Santos na Vila Belmiro, é o fim da picada e mostra que o Alvinegro Praiano continua pouco confiável. É o tipo de resultado que destroi o fim de semana do santista fanático. Mas revezes assim já aconteceram até com o Santos de Pelé. Por mais doloridos que sejam, são passageiros. O maior problema está em repetir os erros naquilo que é essencial para o crescimento de um clube que se tornou uma marca mundial e hoje parece querer se recolher ao seu bairro.

Um clube de futebol também é uma empresa e precisa saber equilibrar receitas e despesas, valorizar sua marca, atrair mais consumidores, ser sempre competitivo… E nesses quesitos é que vemos as maiores derrotas do Santos. É evidente que funcionários de empresas desorganizadas, pouco transparentes e descumpridoras de suas obrigações, trabalham de má vontade, postura percebida em alguns jogadores que enfrentaram o Sport.

A falta de visão é contagiante. Não havia jogo em São Paulo e a diretoria santista poderia ter marcado a partida para o Pacaembu, onde no mínimo o público seria o dobro dos 7.272 torcedores que foram à Vila Belmiro. Mas em plena campanha para sua reeleição, Modesto Roma quer garantir os votos do seu curral eleitoral, pouco se importando com o aprofundamento do buraco nas contas do clube. Quer continuar servindo-se do pobre Santos.

Um dia desses, em uma solenidade cabotina, paga com dinheiro do clube, o atual presidente prestou uma homenagem ao seu falecido pai, de mesmo nome, também presidente do Santos na década de 70. Com todo o respeito à memória de Modesto Roma pai – que eu conheci em 1976, quando o Santos estava quase virando um time pequeno – a verdade é que sua gestão deixou o clube em frangalhos e este só não sucumbiu de vez porque um empresário competente e ousado, como Rubens Quintas Ovalle, sucedeu Roma labçou um time de meninos, dirigido por Chico Formiga, que lotou várias vezes o Pacaembu e o Morumbi e, contra tudo e contra todos, conquistou o título paulista de 1978, o que deu novo ânimo ao clube e salvou o Alvinegro Praiano da falência.

Agora, décadas depois, mesmo com cinco recentes derrotas na Vila Belmiro, ainda há quem acredite que o velho estádio é sinônimo de vitória. São pessoas que não se convencem nem com os números cristalinos que mostram outra realidade. Essa forma de enxergar o Santos é bem mais prejudicial para o seu futuro do que um vexame histórico como o de sábado, pois é uma visão mentirosa, mesquinha, alimentada por quem tem medo de ver o time crescer.

O aumento das dívidas, pesadelo constante dos últimos anos que essa gestão faz questão de ignorar, está cobrando seu preço. Não há dinheiro para contratar bons jogadores e já está ficando complicado pagar os salários dos atletas medianos que vestem a sagrada camisa santista. Sim, medianos, medíocres, de futebol limitado, assim como é limitada a visão dos homens que hoje tocam violino no convés do nosso querido Titanic.

Santos FC, o maior espetáculo da Terra

Este livro de arte nenhum time tem e nunca terá. Chegou o livro que traz as maravilhosas viagens do Santos pelo mundo. Um livro único, que vale por um título mundial.

Esse livro de arte nenhum time tem e nunca terá. Chegou a esperada obra que conta as maravilhosas viagens do Santos pelo mundo. Um livro único, que vale por um título mundial.

Prossegue a campanha de financiamento coletivo para o lançamento do livro “Santos FC, o maior espetáculo da Terra”, uma obra única, que nos encherá de orgulho e consolidará o Santos em outro nível na história do futebol mundial. Os autores são Marcelo Fernandes e eu. Prestigie. Garanto que não vai se arrepender. Há muitas recompensas para quem adquirir o livro nessa fase de pré-lançamento.

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Ministrado por Odir Cunha, jornalista profissional há 40 anos – Jornal da Tarde, O Globo, rádios Globo, Excelsior e Record, TV Record, editor de nove revistas esportivas, diretor de comunicação da Secretaria Municipal de Esportes de São Paulo, diretor da Ampla Comunicação, editor das editoras de livros Novo Conceito e Magma Cultural, dono do Blog do Odir, autor de 27 livros, curador do Museu Pelé, coautor do Dossiê que unificou os títulos brasileiros, biógrafo de Oscar Schmidt, Pelé e Gustavo Kuerten, ganhador de dois Prêmios Esso e três prêmios da Associação Paulista dos Críticos de Arte.

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Isenção. A necessidade de ser neutro.
Empatia. O melhor repórter se apaixona pela matéria.
Criatividade. Os caminhos que levam a ela.
Reler é obrigatório
Humildade e Respeito. Qualidades essenciais.
Ousadia e Iniciativa. Quando elas são obrigatórias.

Como escrever para
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E para você, o que é essencial e passageiro no Santos?


Aprovado por Conveniência

Primeiro, o Conselho Fiscal do Santos elencou uma série de incongruências no balanço fiscal de 2016, depois sugeriu que o Conselho Deliberativo aprovasse o documento. Ora, o enunciado não combinou com o seu desfecho. É óbvio que assim como ocorreu com o balanço de 2015, o de 2016 também não deveria ter sido aprovado, pois as práticas da gestão de Modesto Roma continuam obscuras, enganadoras, suspeitas.

Anuncia-se um superávit, mas não há superávit nenhum; anuncia-se um patrocínio de 18 milhões da Caixa, mas na verdade será de 11 milhões e mais 5 hipotéticos milhões em caso de títulos; anunciou-se a “fabricação do próprio uniforme”, em parceria com a Kappa, como um grande negócio, mas isso só rendeu 5 milhões, dois a menos do que se ganhava com a Nike. Enquanto isso, as despesas previstas com o marketing em 2017 alcançarão 31 milhões de reais, quase o dobro da verba da Caixa e da comercialização do uniforma somadas.

Porém, uma nova rejeição das contas da temerária gestão de Modesto Roma poderia tirar o Santos do Profut, o que seria desastroso. Profut é a sigla do Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro, lei sancionada em 5 de agosto de 2015 que objetiva ajudar os clubes a quitar suas enormes dívidas com a União. Quem adere ao Profut, como é o caso do Santos, pode refinanciar suas dívidas em um prazo de 20 anos (240 parcelas). Além disso, o Profut reduz 70% das multas e 40% dos juros. É um grande negócio, sem dúvida, mas para se manter no Profut, o clube tem de cumprir algumas obrigações, cujas principais, são:

Utilizar no máximo 80% da receita bruta para o futebol profissional

Não atrasar salários da carteira nem direitos de imagem

Regularizar as ações trabalhistas

Não antecipar verbas referente a período posterior ao fim do mandato

Restringir os mandatos dos presidentes a no máximo 4 anos e apenas uma reeleição

Como se vê, o clube está no fio da navalha com relação ao Profut e uma nova reprovação das contas da gestão Modesto Roma provavelmente alijaria o Alvinegro Praiano do programa. Assim, muito generosamente, Marcelo Teixeira, o dono de Santos, mexeu seus pauzinhos e fez sair conselheiros até das catacumbas da cidade para, mesmo sem ser o relatório, votar por sua aprovação, o que deu uma sobrevida à gestão MR.

Então, essa contagem final de 115 votos a favor do balanço e 53 contra não reflete a verdade dos fatos. Na verdade, não há superávit nenhum e a situação financeira do Santos é caótica, mas a aprovação das contas impediu que a situação se tornasse ainda pior.

Dúvidas antigas, como: que empresa levou 2,5 milhões na comissão da venda de Geuvânio? ou quem levou o mesmo valor na venda de Gabriel? continuam sem resposta. Não se sabe também quem do clube coordena a fabricação e a comercialização dos uniformes do Santos. Tudo indica que as empresas parceiras fazem tudo e depois informam quanto venderam e quanto devem pagar ao clube. Amadorismo maior, impossível.

Outro fato que me despertou a curiosidade, apesar do valor baixo, comparado a outros citados, foi o de um “pagamento a maior” no valor de 104 mil reais. O tal pagamento, feito em 2015, jamais foi ressarcido ao clube e nem ao menos cobrado. Quem sabe esses 104 mil reais estão voando por aí. Cheque a sua conta, caros leitor e leitora. Quem sabe… Pois é. As perguntas sem resposta são tantas, que esses 104 mil nem foram citados pelos oradores contrários à aprovação.

Enquanto puderem, Roma e seus assessores venderão a ideia de um clube que caminha para a solidez financeira e de que tudo está sob controle. Para isso, iludem os que se deixam iludir e ignoram muita coisa, como as ações da Doyen, que cobra na Justiça direitos nos casos de Leandro Damião, Felipe Anderson, Geuvânio, Gabriel e outros que somam cerca de 150 milhões de reais. Já teria sido arbitrada uma multa diária de 300 mil reais a serem pagas à Doyen enquanto o clube nãso quita a dívida, mas o caso nem foi mencionado no balanço e o clube finge desconhecê-lo.

E você, o que acha disso?

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Fluência. É isso que falta


Será que é difícil chutar assim, atacantes do Santos?

Fiquei de fazer um post analisando a situação do Santos, e como estou com a cabeça voltada para as excursões internacionais do Alvinegro Praiano nos anos 60, devido ao livro que escrevo em parceria com o amigo Marcelo Fernandes, a tarefa não me parece tão difícil. É só lembrar o que dava certo naquele grande Santos para se chegar à conclusão de que o que falta no Santos atual é fluência.

“Espere aí, Odir”, dirão meus críticos, e não são poucos. “Fluência é um termo muito vago. Você quer dizer incompetência, intransparência, ou qualquer outra “ência” mais objetiva?” Sim e não, responderei. Fluência envolve isso tudo. Mas, para evitar maiores delongas, vou ao ponto.

Veja, querido e querida santista, que o Santos de Athié, Lula, depois de Antoninho, fluía naturalmente. Aliás, fluência quer dizer exatamente o que flui, é natural e espontâneo. Há uma atitude que pressupõe outra consequente, e mais outra e outra. Quanto os atos têm consequências lógicas, fluem e nos dão uma sensação de confortável previsibilidade. Se o processo natural é interrompido, fica a sensação desagradável de incompletude.

Como isso se manifesta no futebol? Olha, é o caso do jogador que faz uma partida bem, ou está em uma sequência boa, e é tirado do time e não volta mais. Ou, caso inverso, do perna de pau que está sempre afundando a equipe, mas é sempre escalado. São coisas que deixam o torcedor, com o perdão da palavra, com o saco na lua (no caso dos torcedores masculinos, claro).

Assim, quando o goleiro Lalá veio do Ferroviário para o Santos, em 1959, já foi integrado à delegação que viajou para a Europa e entrou como titular contra grandes clubes europeus, chegando a conquistar o Troféu Teresa Herrera. O mesmo ocorreu com Orlandinho, ponta-direita do Comercial de Ribeirão Preto, que chegou ao Santos no começo de 1968 e imediatamente viajou com o time para participar do Octogonal do Chile, ajudando a equipe a ser campeã do torneio.

O que quero dizer com isso? Que se o jogador era contratado, era porque merecia a confiança da diretoria e do técnico. Não tinha de esquentar banco. Se não desse certo, iria para a reserva, entraria só de vez em quando e no final do ano seria negociado. Mas, antes disso, teria sua chance. O Santos não ficava com jogadores encostados, como hoje é o caso de tanta gente no elenco. Isso é falta de fluidez.

Foi contratado? Tem de ter as suas chances. Jogou bem? Fica. Não está conseguindo render o esperado? No ano seguinte não estará mais na Vila Belmiro. Isso se chama fluidez, a maneira lógica e justa de administrar um elenco. O que está ocorrendo no Santos, hoje, é uma verdadeiro bagunça.

O técnico Dorival Junior pede contratações nominais, não dá oportunidade ou encosta os jogadores que ele mesmo pediu, e quando o clube pretende negociá-los, casos de Rafael Longuine e do próprio Léo Cittadini, interfere e pede que os jogadores continuem no clube. Ora, essa falta de decisão do técnico incha o elenco, faz o Santos pagar uma fortuna de salários, divide os jogadores em vários igrejinhas e o time não anda.

O grande Santos tinha 18 jogadores, só. E jogava bem mais do que o atual. Você sabe quantos o atual tem? Vinte e cinco? Trinta? O número é incalculável, já que tem muita gente encostada, recebendo salário para não jogar. É o cúmulo do desperdício de dinheiro, de energia e de falta da famosa fluidez.

Agora leve esse conceito para os atos da direção do clube e veja como essa mesma espontaneidade faz falta. Aqui abro um parêntese para dizer que não pode haver naturalidade sem verdade, sem sinceridade. O natural é o óbvio, o que obedece ao inconsciente coletivo do santista. Por que o Pacaembu atrai 24 mil torcedores em um domingo de sol a pino e a Vila Belmiro, em uma agradável noite tropical, não chega a seis mil assistentes? Nem, vou responder, deixarei a pergunta no ar para que as pessoas sintam o quanto é antinatural se pensar em uma arena em Santos.

Na verdade, ninguém está pensando nessa arena, só o presidente, porque ele não segue o pensamento coletivo do santista, só o seu. Uma arena sem espectadores, o que será? Um elegante ou um baleia branca? Ainda bem que quase todos os santistas não acreditam na história da arena do Modesto, como jamais acreditaram na do superávit, pois já perceberam que para essa gestão vale tudo, mesmo as mentiras mais cabeludas, apenas para continuar sugando até a última gota do pobre Alvinegro Praiano, que consideram propriedade sua.

Uma mentira é algo que destrói a fluência de qualquer comunicação, de qualquer projeto, de qualquer relação entre o clube e o associado, entre o time e o torcedor. Não culpo apenas os jogadores pela situação depressiva em que o Santos entrou nesse início de 2017. Sei que têm, sim, sua responsabilidade, mas também estão sendo usados por uma gestão sem… sem… sem… digamos, sem fluência.

E você, o que pensa sobre isso?

A seguir, dois livros meus sendo lançados. O do Guga, que escrevi com o amigo Ricardo Lay, nesta quinta-feira na Livraria Travessa, do Rio de janeiro. E o Lições de Jornalismo, dia 14 de março, na Livraria da Vila do Shopping Pátio Higienópolis.

Convite-Guga

Convite - Lições de jornalismo


Hora de pôr ordem na casa

A derrota para a humílima Ferroviária, na Vila sagrada, ainda ribomba nas nossas cabeças. É óbvio que há muita coisa errada no Santos e é natural que o torcedor se preocupe com a sorte do time na Copa Libertadores, a competição mais importante de 2017 (fora o Mundial, claro).

Não finjamos o contrário, por favor. Paulista, Copa do Brasil, Brasileiro, todos os títulos têm a sua importância, mas a Libertadores vale mais, até porque pode colocar o Santos em um patamar acima de todos os outros clubes brasileiros.

Porém, se a equipe tem dificuldades em sua própria casa, o que esperar do Glorioso Alvinegro Praiano em 9 de março, uma quinta-feira à noite, quando iniciará a competição sul-americana de clubes enfrentando o respeitável Sporting Crystal, do Peru, em Lima?

Se o clima entre diretoria e comissão técnica, comissão técnica e jogadores, jogadores e torcida não melhorar, será mais sensato tirarmos o cavalinho da chuva, ou o peixe do mar, pois nem passaremos da primeira fase da Libertadores. Digo nós porque o momento é de união entre os santistas.

Um espírito de porco pode dizer: “Mas Odir, se o Santos for campeão da Libertadores, você jamais será eleito presidente do clube”. Pois eu respondo: ser campeão da Libertadores em 2017 é de importância fundamental para a história do Santos, perto desse feito quem será o próximo presidente santista não tem importância.

E como a gente critica, mas sugere soluções, apelo para que o presidente Modesto Roma, a direção de futebol, o técnico Dorival Junior e a comissão técnica tenham uma longa reunião para detectar o que está havendo e estabelecer metas e compromissos. Depois, que outra reunião, entre a direção do clube e os jogadores, seja realizada.

É preciso botar para fora tudo que está engasgando todo mundo. Sem lavar a roupa suja e colocar ordem na casa, o Santos vai passar um ano difícil. Não é hora de beicinho, nem de mimimi, nem de mentiras ou desculpas. Quem estiver incomodado, peça para sair. O time está diante de seu maior desafio desde 2012. É hora de ser forte, determinado, corajoso e de fazer jus a ser lembrado, para todo o sempre, na história do Santos e do futebol.

Sete providências recomendadas

1 – Priorizar a Libertadores, Usar o Campeonato Paulista para testar e dar ritmo a todos os contratados e aos garotos da base, mas não estafar os titulares absolutos nos jogos do Estadual.

2 – Criar um sistema de jogo mais precavido para os jogos fora de casa. Que Dorival e seu filho não se iludam. Fora de casa o bicho vai pegar. Mesmo o grande Santos, no seu melhor ano, que foi 1962, empatou em 1 a 1 tanto com o Cerro Porteño, em Assunção, quanto com a Universidad Católica, em Santiago, e só ganhou do Deportivo Municipal, da Bolívia, por 4 a 3, porque virou ao final da partida, após estar perdendo por 3 a 2.

3 – Escolher jogadores com espírito de Libertadores, ou preparar o espírito de quem for escolhido. Além de ter calma, será preciso inteligência, além de tranquilidade para não revidar ao ser provocado, e nem afrontar o árbitro.

4 – Oferecer um bom prêmio em dinheiro a cada jogador em caso de título. Sabemos que eles já ganham bem, mas é uma regra de mercado. Todos os outros clubes motivam, o Santos não pode deixar de fazê-lo.

5 – Ficar atento às arbitragens. Há muito direcionamento nas arbitragens do campeonato sul-americano de clubes.

6 – Promover uma pacificação com a torcida. Se não houver o famoso pacto, o ambiente se degringolará e os jogadores, em vez de motivados, se sentirão enojados e temerosos. Se não der para ganhar o Paulista, dane-se, o que importa é a Libertadores.

7 – O jogador deve encarar cada partida da Libertadores como se fosse a última de sua vida. Para ter força, deve lembrar dos ídolos do passado e se espelhar neles. Enfim, fazer jus a vestir essa camisa.

O quarto título da Libertadores colocará o Santos como o time brasileiro mais vitorioso em competições internacionais. É uma meta difícil e ousada, mas, como diz o outro, se não for para sonhar, é melhor nem viver.

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Crise de comando

Desculpem-me mas nem vou analisar uma derrota na Vila Belmiro para a Ferroviária treinada por um técnico de futsal diante de 5.500 testemunhas em uma maravilhosa noite de sábado. As evidências dizem tudo. Só gostaria de lembrar que:

Quando os jogadores não queriam jogar no Pacaembu, o presidente e a diretoria acharam ótimo, porque preferem o Santos só para Santos, ou melhor, só para eles.

Quando o técnico e os jogadores se recusaram a fazer a pré-temporada nos Estados Unidos, ou em Marrocos, alegando desgaste excessivo, a presidência e a diretoria também aceitaram.

Quando, em 2015, resolveram sacrificar uma vaga na Libertadores pelo Brasileiro para se poupar para a final da Copa do Brasil, a presidência e a diretoria se calaram.

Era evidente que haveria problema na primeira vez em que os jogadores fossem contrariados, o que ocorreu com a demissão do gerente de futebol Sérgio Dimas.

Agora, a presidência e a diretoria do Santos estão em uma sinuca de bico, pois as opções são as seguintes:

Limpar o elenco dos jogadores indisciplinados e paneleiros.

Contratar de novo o Sérgio Dimas e se desmoralizar.

Substituir o técnico Dorival Junior por um que tenha mais personalidade, mas aí a crise entre o técnico e os jogadores será ainda maior.

Dirigir o clube com isenção e profissionalismo e fazer o que é melhor para o Santos, não para o grupo que se apossou do clube.

E pior disso tudo é que a Copa Libertadores está logo aí. Ou a presidência e a diretoria agem com liderança e responsabilidade, ou a vaca vai pro brejo.

Qual é a sua opinião sobre isso?

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