Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Vai faltar povo…

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Vai faltar povo…

O Santos recebe o Flamengo nesta quarta-feira, às 21h45, na Vila Belmiro, com a difícil tarefa de vencer por mais de dois gols de diferença para passar para a semifinal da Copa do Brasil. A missão é difícil, mas não impossível. A volta de Ricardo Oliveira pode proporcionar ao Alvinegro os gols que ele precisa. Uma coisa é certa, porém: o jogo será assistido, no estádio, por muito menos torcedores do que deveria.

Informações dão conta de que a diretoria do Santos tentou transferir o jogo para o Pacaembu, estádio mais condizente com a grandiosidade do espetáculo, mas a CBF e a Polícia Militar vetaram porque no mesmo horário haverá um jogo pela importantíssima Copa Sul-americana entre o Alvinegro de Itaquera e o conhecidíssimo Patriotas. Assim, um dos grandes clássicos do futebol brasileiro ficará prejudicado por um joguinho de terceira categoria. Depois, ficam perplexos quanto a Seleção toma de 7 a 1 em uma Copa do Mundo em casa…

Nos tempos em que a meritocracia imperava no futebol e os brasileiros podiam ir aos estádios para, realmente, ver os melhores times e jogadores do mundo, Santos e Flamengo arrastavam multidões para seus duelos. Veja você, amigo leitor e amiga leitora, que dos oito jogos de maior público do tradicional Torneio Rio São Paulo, o único que se repetiu foi Flamengo e Santos, ambos no Maracanã: em 11 de março de 1961 o Santos goleou o rubro-negro por 7 a 1, diante de 87.868 pessoas, e em 6 de fevereiro de 1997 empatou em 2 a 2, conquistando o título do torneio daquele ano, em jogo assistido por um público de 70.729 torcedores.

No Torneio Roberto Gomes Pedrosa, disputado de 1967 a 1970, o único jogo com a presença de um time paulista que figura entre os dez maiores públicos é justamente Santos e Flamengo, que em 15 de setembro de 1968 atraiu 78.022 pessoas ao Maracanã. A partida foi vencida pelo Santos por 2 a 0 e, como se sabe, o Alvinegro Praiano também foi o vencedor do campeonato, conquistando assim o seu sexto título brasileiro.

Se falarmos do Campeonato Brasileiro, a popularidade do clássico é ainda mais ressaltada. Para começar, a finalíssima do título de 1983, jogada no Maracanã, em 29 de maio de 1983, detém o recorde oficial de público de uma partida entre clubes brasileiros, com 155.523 torcedores.

Naquele mesmo Campeonato Brasileiro de 1983 o Santos enfrentou duas vezes o Flamengo no Morumbi. Na primeira partida, pela fase de classificação, venceu por 3 a 2, diante de 111.111 espectadores; na segunda, o primeiro jogo da decisão, venceu por 2 a 1 com um público de 119.984 pessoas. Veja que coisa curiosa: somando-se apenas esses dois públicos do Morumbi já se chega a 231 mil pessoas, cerca de 18 mil a mais do que todo o público somado dos 19 jogos do Santos, como mandante, no Campeonato Brasileiro de 2016 (213.275 torcedores).

Bem, é evidente que o palco natural para os encontros entre Santos e Flamengo só pode ser estádios com capacidade pra 40 mil pessoas ou mais. A Vila Belmiro e a Ilha do Urubu são apenas paliativos de um tempo difícil. Menos mal que a quantidade de torcedores não influi na qualidade do espetáculo, como se viu em 27 de julho de 2011, quando apenas 12.968 pessoas apreciaram, na Vila Belmiro, o jogaço que terminou 5 para o Flamengo de Ronaldinho Gaúcho e 4 para o Santos de Neymar.

Previsão e times

Uma goleada do Santos é difícil, mas não impossível. O Flamengo tem um bom time do meio de campo para a frente, mas sua defesa é vulnerável. Alguns de seus jogadores cansam muito no segundo tempo. Se mantiver a pressão e a motivação constantes, o Santos poderá conseguir o resultado do qual precisa.

Santos: Vanderlei, Victor Ferraz (ou Daniel Guedes), David Braz, Lucas Veríssimo e Jean Mota; Yuri, Vecchio, Lucas Lima; Bruno Henrique, Copete e Ricardo Oliveira. Técnico: Levir Culpi.

Flamengo: Thiago, Pará, Réver, Rafael Vaz e Trauco (Renê); Márcio Araújo, Cuéllar e Diego; Berrío, Everton e Guerrero. Técnico: Zé Ricardo.

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Primeira vez inesquecível

Creio que nenhum torcedor se esqueça de seu primeiro dia em um estádio de futebol. O meu ocorreu em 13 de outubro de 1968, aos 16 anos, ao lado de meu irmão Marcos, então com 12. Afortunados, vimos o Santos de Pelé enfrentar o Cruzeiro de Tostão, dois dos melhores times do mundo na época. Difícil descrever o impacto que aquela tarde de domingo, no Morumbi, exerceu sobre nós. A arte e a emoção do futebol se miscigenam em um sonho eterno na mente e no coração de quem é tocado por ele.

Nosso Santos, do técnico Antoninho, jogou com Cláudio, Carlos Alberto, Ramos Delgado, Marçal e Rildo; Clodoaldo e Negreiros; Toninho, Douglas (Edu), Pelé e Abel. O Cruzeiro foi escalado por Orlando Fantoni com Fazano, Pedro Paulo, Procópio, Darci e Murilo; Zé Carlos (Piazza) e Dirceu Lopes; Natal, Evaldo, Tostão e Rodrigues (Hilton Oliveira).

Naquela partida a bola correu de pé em pé, macia e seduzida. O primeiro gol que vimos foi o de Pelé, após sensacional jogada de Douglas. O segundo, de Toninho Guerreiro, um dos mais notáveis artilheiros que já passaram pelo Alvinegro Praiano. Como nesse domingo teremos novamente, na Vila Belmiro, esse encontro memorável, faço questão de reproduzir o texto que ocupa parte das páginas 188 e 189 do livro Time dos Sonhos, em oferta na livraria deste blog:.

O Santos ia bem, com vitórias sobre Flamengo (2 a 0), Fluminense (2 a 1), Corinthians (2 a 1) e uma goleada estrepitosa sobre o Bahia, no Pacaembu, por 9 a 2. Algo nos dizia – a mim e ao meu irmão Marcos, tão ou mais fanático do que eu –, que os bons tempos tinham voltado. O jogo com o Bahia foi numa quinta-feira à noite. No domingo, 13 de outubro, à tarde, jogariam Santos e Cruzeiro, no Morumbi. Julgamos que era o momento ideal para irmos assistir nossa primeira partida em um estádio. Eu tinha 16 anos completados dia 17 de setembro, Marcos faria 13 em 15 de dezembro.

Até ali nossa paixão pelo futebol era alimentada pelo matraquear dos locutores de rádio, ou das imagens em preto e branco da tevê. Nunca tínhamos visto um jogo de perto, ouvido a torcida com seus urros que parecem brotar do concreto, percebido o contraste entra a roupa muito branca do Santos e a grama verde.

Descemos no Brooklin e fomos a pé até o Morumbi. Comprei os ingressos da geral de um cambista, que parecia muito preocupado em não nos ver perdendo tempo na fila. O anel das arquibancadas do Morumbi não tinha sido completado. A geral ficava exposta ao sol, mas era possível sentar nos degraus largos. A primeira visão de quem vai ao estádio pela primeira vez é um sonho. Principalmente se dali a instantes você vai ver o Santos de Pelé enfrentando o Cruzeiro de Tostão. Chegamos cedo e ficamos ali embaixo, apreciando as arquibancadas se encherem.

Os times entraram em campo, posaram para as fotos e logo os jogadores se dispersaram pelo gramado, correndo, petecando a bola, aquecendo-se para o jogo. O Cruzeiro tinha um lindo uniforme azul-escuro, mas os santistas se destacavam, pareciam maiores com a roupa branca refletida pelo sol da primavera. Era como se flutuassem pelo gramado, tocando a bola com uma maciez que nunca tínhamos visto antes.

A impressão continuou com o início do jogo. Ficamos admirados com a categoria dos jogadores, que não erravam passes e tinham um controle invejável. Como eram dois times clássicos; como não corriam, desenfreados, e nem davam pontapés, era difícil alguém roubar a bola, que invariavelmente prosseguia de pé em pé até a conclusão do ataque.

Ao nosso lado, dois irmãos mais novos conversavam. A certa altura o mais velho, protetor, perguntou ao menor, mirradinho, que não deveria ter mais do que 10 anos: “Ainda tá com fome?”. O garoto, olhos vivos abertos para o campo, respondeu sem piscar: “Estava, mas já passou. Ver o Santos jogar me tirou a fome”.

Comentei isso com o Marcos. Engraçado, nós entendemos perfeitamente o que aquele garotinho dizia. Sentíamos o mesmo deslumbramento. Ainda fico imaginando, hoje, se já existiu uma paixão mais pura pelo futebol do que aquele garotinho demonstrou aquele tarde, com aquela frase. Não se tratava, simplesmente, de amor por um time, mas pela beleza, pelo encantamento do futebol.

Emoção que virou arrebatamento quando Douglas entrou driblando em zigue-zague pela meia-esquerda, passou por dois ou três jogadores e a bola sobrou para Pelé chutar quase embaixo do gol. Faltando uns quinze minutos para acabar o jogo, do outro lado de onde estávamos, o Santos atacou pela esquerda, a bola foi cruzada e Toninho entrou para fazer o segundo e definir a vitória. Percebemos que a jogada seria perigosa não só por vê-la – pois do outro lado do campo se perde a noção da distância -, mas pelo barulho crescente da torcida, que acabou explodindo no gol. Voltamos para casa felizes, de alma lavada.

E você, qual foi seu primeiro jogo em estádio?

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Os porquês do bairrismo

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modesto roma - placar 2 Revista Placar de 5 de março de 1976 mostra como pensava Modesto Roma, pai do presidente atual do Santos.

O bairrismo, por si só, não é bom ou ruim. Baseia-se na crença, ou no sentimento, de que as coisas, concretas ou abstratas, de nosso bairro, nossa cidade, nossa região, merecem tratamento superior às de outros bairros, cidades ou regiões. Ser bairrista não significa, necessariamente, odiar o que é de fora, o estrangeiro. Veja que Portugal é o país considerado o mais hospitaleiro da Europa, no entanto é assumidamente bairrista.

O bairrismo de Portugal tem sua lógica. País pequeno, com apenas 10 milhões e meio de habitantes, o quase milenar Portocale teme que sua cultura seja dominada pelos estrangeirismos. Há regras rígidas até para se batizar uma criança por lá. Nomes que não são de origem portuguesa, como Wendel, Willian, Walter, Waldemar e Vivian, entre muitos outros, são proibidos nos cartórios. O português quer preservar, a todo custo, a última flor do Lácio.

Nós, torcedores do Santos que não moramos em Santos, sentimos na pele a força do bairrismo que é alimentado há décadas por alguns grupos da cidade praiana. Que eu me lembre, o grande presidente santista Athié Jorge Cury não era bairrista. Ele levou o Santos para jogar no mundo todo, e com os dólares que trazia manteve o melhor time do mundo por muitos anos. Onde, estaria, então, a origem desse bairrismo que ainda hoje freia os sonhos de crescimento do clube?

Digo “freia” porque é um bairrismo bem diferente do que se vê em Portugal. Não se trata de preservar a cultura ou a tradição de um povo, mas sim de apenas impedir que mais pessoas contribuam para o crescimento de uma instituição que conquistou adeptos em todo o mundo e agora, à força, querem que volte à sua dimensão anterior – algo tão difícil como fazer a rolha da champanhe voltar a tampar hermeticamente a boca da garrafa.

Um amigo santista acaba de me enviar uma revista Placar de 5 de março de 1976 que pode nos dar alguma pista das origens desse sentimento exclusivista que toma conta de alguns torcedores do Alvinegro Praiano. Nessa revista, há uma matéria de cinco páginas sobre o Santos, intitulada “Os feitiços da Vila”, na qual o presidente do clube na época, o senhor Modesto Roma (São Vicente, 15 de julho de 1907 – Santos, 6 de março de 1986), pai do atual presidente, pregava que o mesmo time que conquistou o mundo deveria voltar a ser apenas de sua cidade.

O velho Roma dizia, em março de 1976, que a saída financeira para o Santos era jogar na Vila Belmiro. Porém, conforme as súmulas dos jogos daquele período, impressas no Almanaque do Santos FC, escrito por Guilherme Nascimento, o quadro que se via era o mesmíssimo do atual, com o time conquistando seus maiores públicos nos jogos na Capital Paulista, e ainda colecionando muito mais derrotas na Vila Belmiro do que em São Paulo.

É preciso lembrar, ainda, que naquela época o Urbano Caldeira não tinha camarotes, os ingressos eram mais baratos e se permitia vender entradas para se assistir aos jogos de pé. Isso podia fazer a Vila receber públicos de até 30 mil pessoas, como ocorreu em 15 de fevereiro de 1976, quando, diante de 31.662 torcedores, o Santos foi goleado pelo Palmeiras por 5 a 0. Na maior parte dos jogos no seu estádio, porém, nesse mesmo período de 1976, o público era até menor do que hoje, como diante da Portuguesa Santista (5.104 pessoas), São Bento (3.977), Botafogo (7.838) e nos amistosos contra Saad (1.173), Ponte Preta (1.438) e Marília (4.002).

Mesmo mandando todos os seus jogos na Vila, o Santos não se classificou para a fase final do Campeonato Paulista, ficando em quinto e penúltimo lugar no Grupo C, atrás de Palmeiras, Ponte Preta, América e Noroeste. Os jogos de maior público com mandos do Santos, em 1976, ocorreram no segundo semestre, durante o Campeonato Brasileiro, nas partidas contra o Internacional, no Morumbi (83.995 pessoas) e Bahia, no Pacaembu (42.233 pagantes).

modesto roma - placar - frase

Certamente, Modesto Roma, que presidiu o Santos de 1975 a 1978, queria o melhor para o clube e agiu da maneira que julgou a mais correta para mantê-lo competitivo. Entretanto, depois de um primeiro semestre desastroso, percebeu que não poderia alijar dos destinos do Santos a grande torcida santista da Capital e recorreu a ela para recuperar as finanças do Santos.

Essa visão, abrangente e universal, é a que seria a mais indicada hoje, em que o clube estuda a participação em um empreendimento milionário que exigirá um investimento que ele não tem e ao mesmo o afastará da sua maior massa de torcedores, a mesma que socorreu o Santos quando Pelé parou e a imprensa esportiva de São Paulo já apostava que o Alvinegro Praiano voltaria às suas origens humildes.

Modesto Roma - capa da Placar de 5 de marco de 1976

Felizmente, Modesto Roma, o pai, percebeu a armadilha e aprumou o Santos no caminho que o consolidou, mesmo sem Pelé e os ídolos da década de 1960, como um dos maiores e mais populares times de futebol do Brasil. O que se espera agora é que, nesse momento delicado para a vida do clube, seu filho tenha a mesma visão e sabedoria, e saiba aliar as vantagens de ter o clube sediado na tranquila e aprazível cidade de Santos, com a enorme e apaixonada massa de torcedores que conquistou no planalto.

E você, o que acha disso?

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Conheça os tempos em que o Santos reinava no futebol mundial
odir e joel
Fui o último jornalista a entrevistar Joel Camargo, para o Museu Pelé. Dias depois ele foi internado na Santa Casa de Santos e faleceu em 23 de maio de 2014, aos 67 anos. Tive a felicidade de lhe tirar um sorriso quando lembrei que ele era uma das Feras de Saldanha na Copa de 70, pois as Eliminatórias fazem parte da Copa. Titular em todos os seis jogos do Brasil nas Eliminatórias, participou da partida de maior público oficial no País: a vitória sobre o Paraguai, por 1 a 0, no Maracanã, com 183.341 pessoas. Joel nasceu em 18 de setembro, um dia depois de mim. Somos ambos virginianos, um pouco chatos, exigentes, mas justos. A promoção dos livros nesse mês é uma homenagem ao inesquecível Joel.

No mês do meu aniversário – que também é o mês de aniversário do grande Joel Camargo – pague apenas 1, leve 2 exemplares do livro Time dos Sonhos, a Bíblia do Santista, com dedicatória exclusiva, e ainda ganhe o e-book que escolher, entre os livros Donos da Terra, Ser Santista e Pedrinho escolheu um time. Receba em casa sem custo de correio. Tudo por apenas 68 reais. Mas só até 9 de outubro. Aproveite antes que acabe!
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Pelé dormindo com os livros Time dos Sonhos
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Como o mundo vê o Santos
Por mais que, no Brasil, vivamos essa dicotomia entre o Santos de sua cidade e o Santos do país inteiro, no Exterior não há dúvida de que o Santos é olhado como uma equipe universal. Nas minhas pesquisas invariavelmente me deparo com matérias, em outras línguas, sobre os ídolos e as conquistas de nosso time. Em 29 de agosto encontrei esta, escrita por Marcelin Chamoin. Fiquei feliz de saber que ela traz trechos de meu livro “Donos da Terra” e filmes postados no Youtube pelo amigo Wesley Miranda, uma prova de que nossos trabalhos para preservar a história do Santos sempre dão algum fruto, às vezes inesperado, em algum lugar do planeta.
Clique aqui para ler o texto, em francês (dá para traduzir) de Marcelin Chamoin, sobre o Santos e Pelé.

E você, o que acha disso?


É justo o Santos ser campeão

Coquetel de relançamento do livro Time dos Sonhos será dia 19, um sábado, às 15 horas, no Museu Pelé

Desculpem a demora. Queríamos muito conseguir uma data no Museu Pelé para o relançamento do livro Time dos Sonhos, a Bíblia do Santista. Finalmente, conseguimos. Espero que todos os inscritos para o coquetel possam ir.

O evento ocorrerá dia 19 de dezembro, sábado, a partir das 15 horas. O Museu Pelé fica na Rua São Bento, esquina com a Rua do Comércio, no prédio da antiga prefeitura, em frente à antiga Estação da Estrada de Ferro Santos-Jundiaí, hoje um restaurante-escola, ao lado da Igreja Santo Antonio do Valongo. Pouco antes da rodoviária de Santos há uma placa indicando o caminho para o Museu, à esquerda. O telefone é (13) 97406-5593.

Abriremos para todos os convidados do coquetel a possibilidade de assistir às palestras dos historiadores do Santos. Os que pagaram pela palestra serão reembolsados pelo valor que deram a mais, ou poderão retirar a diferença em livros ou produtos da loja do Museu Pelé.

Confira se o seu nome está na lista dos convidados para o coquetel de relançamento do livro Time dos Sonhos:

Ademir Joaquim Teles
Anderson Guedes
Celso Luiz Colombini
Claudio Haruo Okuyama
Edilson Aparecido Oliveira
Edneide Aleixo Farias
Eugênio Nogueira
Eugenio Singer
Fábio Gaia
Fabricio Ribeiro dos Santos
Guilhermine Van Holthe Tanaka
Isabela Alves Jafet
Jandir Boeira
José Mauro Alvarez Martinez
Luiz Fernando de Palma
Luiz Louzada de Castro
Marcelo Covas
Marcelo Giacomo
Marcelo Guilhermino Petersen
Marco Aurélio Piovan
Marcos Queiroz
Neli Aparecida de Faria
Nelson Jafet
Nilton Ramalho
Oscar Cesar Leite Junior
Rodrigo Alves Jafet
Rogério de Moraes
Romualdo Henrique Soares
Rony Uemura
Vitor Pereira

Este ano o Santos foi melhor do que o Palmeiras no Campeonato Paulista, no Campeonato Brasileiro e, até agora, na Copa do Brasil. Praticou o futebol mais vistoso e revelou melhores jogadores. Portanto, se for campeão nesta quarta-feira, no estádio palmeirense, o resultado será plenamente justo.

O adversário é valoroso e merece todo o respeito, mas caso o Santos consiga vencer a partida, isso não deve ser considerado uma surpresa, pois, ao longo do tempo, o Santos já superou o tradicional alviverde diversas vezes no Pacaembu, Morumbi e no Parque Antarctica. Vejamos algumas delas:

Sem Pelé, pelo Rio-São Paulo de 1966, no Pacaembu:

Campeonato Paulista de 1967, no Parque Antarctica:

Quadrangular final da Taça de Prata de 1968, no Pacaembu:

Campeonato Paulista de 1968:

Quadrangular final do Campeonato Paulista de 1969, no Parque Antarctica:

Campeonato Brasileiro de 1974, no Pacaembu:

Campeonato Paulista de 1982, no Pacaembu:

Campeonato Paulista de 1982, no Morumbi:

Campeonato Brasileiro de 1995, no Pacaembu:

Torneio Rio-São Paulo de 1997, no Parque Antarctica:
Semifinal do Paulista de 2000, no Morumbi:

Campeonato Brasileiro de 2004, no Pacaembu:

Semifinal do Paulista de 2009, no Parque Antarctica:

Brasileiro de 2012, no Pacaembu:

Campeonato Brasileiro de 2014, no Pacaembu:

E você, o que espera do “Clássico dos Clássicos” desta quarta?


O feijão e o sonho no roteiro da vida do Santos

Dívidas a curto prazo chegam a R$ 190 milhões

De acordo com o balanço financeiro publicado pelo Santos nesta quinta-feira, no ano passado o futebol deu um prejuízo de R$ 58,955 milhões ao clube, o patrimônio líquido chegou a R$ 203 milhões negativos e as dívidas de curto prazo chegaram a R$ 190 milhões ao final de 2014, fim da administração de Odílio Rodrigues.

Clique aqui para ver matéria sobre o balanço do Santos


Robinho e a Bola, por Ivan Storti (Santos FC)

“O feijão e o sonho” é o título do livro mais conhecido do escritor brasileiro Orígenes Lessa (Lençóis Paulista, SP, 12 de julho de 1903 — Rio de Janeiro, 13 de julho de 1986). Dono de raro talento para as letras, Orígenes trabalhou como jornalista, publicitário, romancista e se tornou membro da Academia Brasileira de Letras. Homem de convicções claras, foi preso na Revolução de 1932 e ficou encarcerado na Ilha Grande. No livro “O feijão e o sonho” ele conta o dilema do poeta Campos Lara, dividido entre seguir o seu dom artístico ou priorizar o sustento da família. Creio que o nosso Santos Futebol Clube sempre viveu essa mesma inquietação, o que se torna mais evidente em momentos como este, da final do Campeonato Paulista.

Não recrimino quem se deixa levar pelo sonho. Eu mesmo, tão calmo e racional para quase tudo na vida, fico com as mãos geladas durante os jogos decisivos do nosso Santos. Uma vitória, um título, lavam a alma, mesmo que sejam no humilde Paulistinha.

Sim, porque nós, santistas, talvez mais do que os outros torcedores, somos românticos, vivemos um sonho e, muitos de nós, não queremos acordar dele. Levar uma decisão de campeonato para a Vila é seguir sonho antigo, bem antigo; acreditar que o adversário se amedrontará por pisar no sagrado gramado do Urbano Caldeira é uma ilusão que já virou pesadelo várias vezes; confiar que os mesmos jogadores santistas que preferem jogar na Vila também escolherão continuar no Santos mesmo que o salário oferecido pelo clube seja muito menor do que a proposta de outros, é outro sonho.

Estou apenas constatando, mas nem posso criticar essa visão das coisas, pois também sou um santista romântico sonhador. Talvez por isso tenha dedicado tanto tempo da minha vida a escrever livros e estudar essa vida feérica do Santos e de seus grandes jogadores. Acredito que a atração pela fantasia que representa os grandes feitos do nosso time ainda tenha o dom de cativar pessoas, de atraí-las para o nosso lado. Mas talvez eu esteja errado, não sei.

Lembro-me que discordei quando Marcelo Teixeira aceitou que os dois jogos da final do Campeonato Brasileiro de 2002 fossem no Morumbi, com torcida dividida. Como o Santos havia vencido bem as partidas eliminatórias na Vila Belmiro, por que arriscar as duas partidas no Morumbi, contra um adversário poderoso e popular? Pois assim foi feito, e os Meninos ganharam os dois jogos, com um público de 74 mil pessoas na segunda partida – a maior parte delas, santistas. Eu estava errado, ainda bem. De lá para cá, não deixei de ser sonhador, mas tento manter os pés no chão.

Antes, como o mesmo Marcelo Teixeira na presidência, o Santos levou a decisão do Rio-São Paulo de 1999 para o Morumbi, contra o Vasco, e o time perdeu por 2 a 1 diante de 32 mil pessoas. No mesmo Morumbi, em 2003, jogou a final da Libertadores contra o Boca Juniors, e perdeu por 3 a 1, mas assistido por 74 mil pessoas, e em 2007, na decisão do Paulista, também fez os dois jogos da final no Morumbi, e foi campeão depois de perder a primeira partida por 2 a 0 e vencer a segunda pelo mesmo placar, com 32 mil pessoas no primeiro jogo e 59 mil no segundo (lembro-me que nesta segunda partida, para a qual eu nem tinha comprado ingresso, cheguei quando o jogo já tinha começado, passei minha carteirinha de sócio na catraca e entrei, rápido e sem nenhum problema). Lembro tudo isso para mostrar que Marcelo Teixeira não era tão provinciano como alguns fazem questão de dizer. Ele também sabia que saco vazio não para em pé.

Assim como o imortal Orígenes Lessa teve de conciliar o trabalho de publicitário com o de escritor, para sustentar a família e, ao mesmo tempo, não permitir que seus sonhos morressem – drama com a qual convivo desde sempre, aliás – o Santos precisa encontrar um meio termo entre não perder a fantasia e continuar a crescer.


Este é o genial Orígenes Lessa. Respeito com o mestre.

Mas a realidade é dura e impõe necessidades às vezes incompreensíveis para um romântico. Veja que enquanto Corinthians e Palmeiras já batem na casa dos 100 mil sócios, o Santos não conseguiu 1.000 novos associados em 2015 e, pelo que lemos e ouvimos, está perdendo muitos deles com essa decisão de excluir a maioria da decisão de um título. E se compararmos arrecadações, patrocínios e verba de tevê, perceberemos tudo o que nosso coração reluta em aceitar.

Nosso time se apequena e se volta para a sua cidade, para o seu bairro, para os seus amigos de bar e sua turminha do tamboréu no canal X, diante da barraquinha Y. Neste caso, nem é possível dizer que segue o seu sonho, pois, como ensinou o visionário Athié Jorge Cury, o sonho do Santos tem o tamanho da Terra.

Reveja a bela matéria do Globoesporte sobre a última vez em que o Santos ganhou um título para um público superior a 40 mil pessoas. Exatamente 59.063 torcedores viram o emocionante Santos 2 x 0 São Caetano, no Morumbi, em 6 de maio de 2007.

E pra você, como transformar os sonhos do Santos em realidade?


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