Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Tag: Muricy Ramalho (page 1 of 53)

Só há uma opção: Vencer!


Vitória feia, mas importante
Com público pequeno, de 5.764 pessoas, e renda de R$ 173.620,00, o Santos começou muito mal, chegou a ser dominado pelo Atlético Paranaense na Vila Belmiro, mas venceu por 2 a 0, gols de Ricardo Oliveira (pênalti) e Paulinho. Ninguém jogou maravilhosamente bem, mas Lucas Lima, Ricardo Oliveira e Renato se destacaram. Os mais inseguros foram David Braz, Victor Ferraz e Copete. Thiago Maia estava mal, mas melhorou no segundo tempo, assim como Zeca. Vecchio começou e se saiu mais ou menos bem, sofrendo o pênalti. Foi substituído por Jean Mota, que correu muito, mas produziu pouco. De qualquer forma, deu pro gasto e o time continua no G4.

Só há uma opção: Vencer!

Minhas caras e meus caros leitores, neste sábado pré-eleitoral o Santos enfrenta o Atlético Paranaense às 16 horas, na Vila Belmiro, e não pode nem cogitar outro resultado que não seja a vitória. Com a derrota para o Sport, a posição no G4 ficou ameaçada, pois o Fluminense está a apenas dois pontos e o próprio Atlético Paranaense pode se igualar ao Alvinegro Praiano se vencer o jogo de logo mais. Porém, com a volta dos titulares Ricardo Oliveira e Jean Mota, o Santos é favorito e, como corre mais e é mais ofensivo quando joga em casa, tem tudo para vencer o bom Atlético do técnico Paulo Autuori.

E se o técnico Dorival Junior já pensa em usar as ausências de Gustavo Henrique e Vitor Bueno como desculpas para um eventual tropeço, vamos avisando que os desfalques do time do Paraná são bem maiores. Autuori não poderá contar com Cleberson (lesões na face e no joelho), Lucas Macanhan (contusão no ligamento cruzado anterior do joelho direito), Deivid e Nikão (em transição), Sidcley (lesão no músculo adutor da coxa direita), Luciano Cabral (entorse no tornozelo direito), André Lima (edema no joelho esquerdo) e Léo (suspenso).

Para buscar essa vitória que o manterá no G4 e ainda com possibilidades matemáticas de chegar ao título, o Santos deverá jogar com Vanderlei, Victor Ferraz, Luiz Felipe, David Braz e Zeca; Renato, Thiago Maia e Lucas Lima; Jean Mota, Ricardo Oliveira e Copete. Creio que, com exceção dos inseguros Victor Ferraz e David Braz, a escalação está bem equilibrada. E como na Vila o Santos fica mais tempo no ataque, as falhas defensivas não aparecem tanto.

O técnico Dorival Junior completa 150 partidas na direção do Santos, equiparando-se a Muricy Ramalho. Entrevistado por um site, Muricy disse o que Dorival reluta em afirmar: que o Santos deve disputar a Libertadores no ano que vem. Tomara que Dorival tenha a mesma convicção.

A arbitragem será de Péricles Bassols Pegado Cortez, auxiliado por Clovis Amaral da Silva e Cleberson do Nascimento Leite, todos de Pernambuco. Esperemos que atuem bem, com critérios claros, não tentem inventar e não prejudiquem nenhuma das equipes. Santista, ao contrário de outros torcedores, não gosta de ganhar roubado.

E você, o que espera de Santos x Atlético/PR?

CONSELHEIROS PEDEM RECONSIDERAÇÃO DE BONAVIDES

Um ofício com a assinatura de dezenas de conselheiros do Santos, encabeçada pelo conselheiro Clóvis Cimino, eleito pela chapa de José Carlos Peres, enviou um ofício ao presidente do Conselho Deliberativo do Santos, Fernando Galotti Bonavides, para que este dê andamento ao processo de reprovação das contas de 2015 da atual diretoria comandada por Modesto Roma e convoque o presidente e seus assessores diretos para esclarecer as várias fúcidas levantadas pelo Conselho Fiscal.

Como se sabe, o Conselho Fiscal do Santos, órgão independente, que conta com conselheiros de várias correntes políticas do clube, reprovou a prestação de contas de 2015 da gestão Modesto Roma. Isso é grave e só ocorre quando há coisas mal explicadas ou não explicadas. Ou seja, pode significar mau uso do dinheiro do clube, desvio de verbas e problemas afins.

Em eleição democrática, o Conselho Deliberativo aprovou a decisão do Conselho Fiscal, reprovando as contas de 2015, o que daria ao presidente Roma a oportunidade de explicar as várias dúvidas levantadas. Porém, o conselheiro Celso Pires, aliado de Roma, entrou com uma ação na Justiça comum para anular a votação dos conselheiros.

O caso foi julgado na 4ª Vara Cível de Santos e a apelação de Pires não obteve sucesso. Ou seja, o Conselho Deliberativo do Santos deveria dar seguimento ao processo, intimando o presidente Modesto Roma a prestar depoimento aos conselheiros. Entretanto, também ligado à administração Roma, Bonavides decidiu considerar o caso sub judice, o que provavelmente prolongará a demanda até o final da atual gestão que controla o clube. Em outras palavras, significa empurrar com a barriga um caso vital para a transparência e o futuro do clube.

Mesmo eleito por uma chapa que hoje dirige o Santos, Fernando Bonavides, no entender dos conselheiros signatários, não pode esquecer seu papel de guardião dos valores da instituição Santos Futebol Clube e, independentemente de suas preferências e amizades políticas, exercer seu cargo da maneira mais isenta e responsável possível. A seguir, a íntegra do ofício entregue ao presidente do Conselho Deliberativo do Santos:

Ao
Ilmo. Sr
FERNANDO GALOTTI BONAVIDES
DD. Presidente do Conselho Deliberativo
Do Santos Futebol Clube

Prezado Senhor:

Investidos do mandato de conselheiros eleitos para o triênio 2014-2017, os Conselheiros abaixo identificados, na forma estatutária, vêm, respeitosamente à presença de V.Sa. para requerer a reconsideração de decisão tomada na última reunião ordinária do Conselho Deliberativo do Santos Futebol Clube, ocorrida em / /2016, pelas relevantes razões de fato e de direito a seguir aduzidas:

1. V.Sa. leu, como determinou o MM. Juiz da 4.a Vara Cível da Comarca de Santos, a sentença que julgou improcedente a ação movida pelo Conselheiro Antonio Celso Pires (processo n. 1011424-29.2016.8.26.0562) contra deliberação soberana dessa casa.

2.- Significa dizer que, na cognição completa da lide, o Magistrado revogou sua própria decisão liminar que negava efeitos às deliberações assembleares relativas às contas da administração Modesto Roma Júnior do exercício de 2015, julgando aquela decisão tomada pelo Conselho Deliberativo como válida a produzir seus efeitos.

3.- A circunstância de o Conselheiro Celso Pires ter manejado recurso de apelação, com a devida vênia, não tem o condão de revalidar a decisão inicial, proferida como tutela de urgência, haja vista que tal decisão já não existe mais no mundo jurídico.

4.- O recurso de apelação em questão não tem esse superpoder, de ressuscitar decisão já revogada pela sentença posterior.

5.- Portanto, a bem do respeito à ordem jurídica, a bem da respeitabilidade deste Egrégio Conselho Deliberativo, a bem da preservação de decisões soberanas, a decisão da Mesa, com o devido respeito, não se sustenta, porquanto dá valor exorbitante e inexistente a uma apelação contra o teor de uma decisão judicial válida.

6.- Além da obrigatoriedade legal da imediata tramitação interna, em respeito a soberana decisão do Egrégio Conselho Deliberativo, inexiste prejuízo para a Diretoria Executiva do clube, pois a mesma terá todas as oportunidades de defender-se e esclarecer os pontos nodais constatados pela Conselho Fiscal, ante aos consagrados princípios do contraditório e ampla defesa previstos no Estatuto Social.

7.- Prejuízo haveria a toda a coletividade de sócios se uma decisão soberana de seu conselho pudesse ser barrada somente com um recurso de apelação contra uma sentença que reconheceu a ausência de direito algum a tutelar.

8.- Forte em tais razões, os signatários do presente requerimento, esperam dessa Mesa Diretiva a reconsideração da decisão em tela, franqueando-se o trâmite legal estabelecido no Estatuto Social, que deve ser respeitado por todos e constitui garantia da legalidade de todas as decisões que tomamos em nome dos sócios que, em última análise, representamos.

9.- Por óbvio que o não atendimento do presente requerimento desencadeará imperiosas e severas consequências, isoladas ou conjuntas, alicerçadas não só em nosso ordenamento jurídico pátrio, mas também no Estatuto Social do clube, em uníssono respeito a já tão descabidamente destratada decisão de nosso Egrégio Conselho Delibertativo.

10.- Em razão de todo o exposto, os Conselheiros abaixo identificados aguardam decisão formal da Mesa acerca do presente requerimento/recurso, para que o cumprimento do Estatuto Social seja efetivamente respeitado, sejam respeitadas decisões judiciais e a vontade soberana deste Egrégio Conselho Deliberativo, que decidiu pelo processamento do parecer do Conselho Fiscal.

São esses os termos em que,
P. e E. Deferimento.

Atenciosamente

1. ADEMIR SOARES SILVA
2. ALBERTO PFIFER FILHO
3. ALESSANDRO RODRIGUES PINTO
4. ALEX SANDRO FRANÇA BESSA
5. ALEXANDRE LOPES PERES
6. ALLAN CLAUDIUS MACIEL
7. ÁLVARO VIDIGAL XAVIER DA SILVEIRA
8. ANDRE FERREIRA DE ABREU
9. ANDRE LUIS MOURA CURVO
10. ANILTON LUIZ PERÃO
11. ANTONIO ALFREDO GLASHAN
12. ANTONIO CELSO DOMINGUES
13. ARCELINO LUIZON
14. ARMANDO CARDOSO ALVES
15. AUGUSTO MARADÉIA GOMES
16. BAYARD UMBUZEIRO
17. CARLOS EDUARDO GONCALVES DA CUNHA
18. CLAUDIO CALDAS
19. CLAUDIO LUIS SALVADOR LOURENÇO
20. CLOVIS EDUARDO RUIZ CIMINO
21. DANIEL FERREIRA BYKOFF
22. DAVE LIMA PRADA
23. DAVID DA SILVA REGO JUNIOR
24. DELFIM OJEA LOUSADA
25. EDILSON APARECIDO DE OLIVEIRA
26. NELSON JAFET
27. FABIO JOSE CAVANHA GAIA
28. FABIO ZINGER GONZALEZ
29. FELISBERTO JOÃO CARNEIRO GONÇALVES
30. FERNANDO MARCOS SILVA
31. FERNANDO TURIANI FERNANDES
32. FRANCISCO SERGIO BOCAMINO RODRIGUES
33. IVAM JARDIM ARIENTI
34. JAIRTON SEIXAS
35. JOÃO AMERICO RAMOS
36. JOÃO CARLOS FERNANDES
37. JOÃO VICENTE FEIJÓ GAZOLLA
38. JOSÉ ANTONIO DOS SANTOS
39. JOSE AUGUSTO FAIA CONRADO
40. JOSE BRUNO CARBONE
41. JOSE CARLOS OTERO QUARESMA
42. JOSE CARLOS MORELLI
43. JOSÉ GERALDO BARBOSA
44. LEANDRO DA SILVA
45. LUIS ANTONIO DE ALVARENGA
46. LUIS LOUSADA DE CASTRO
47. LUIZ FERNANDO DE PALMA
48. MANUEL EDUARDO DE CARVALHO NETO
49. MARCELLO PAGLIUSO
50. MARCELO COVAS LISBOA
51. MARCELO MUOIO
52. MARCELO VALLEJO MARSAIOLI
53. MARCIO QUIXADÁ
54. MARCO ANTONIO GONÇALVES
55. MATHEUS GUIMARÃES CURY
56. MAURICIO GUIMARÃES CURY
57. NELI APARECIDA DE FARIA
58. NELSON RICARDO RIBEIRO F DA SILVA
59. NEMÉSIO GOMEZ ALONSO
60. NILTON MASCH
61. NILTON RAMALHO JUNIOR
62. ODIR CUNHA
63. ORLANDO PARRA
64. OSCAR CESAR LEITE
65. PAULO ANTONIO BENTO SILVARES
66. PAULO CESAR DE OLIVEIRA COELHO
67. PAULO DIAS GONÇALVES
68. RACHID YOUSSEF BOURDOUKAN
69. REINALDO GUERREIRO
70. RICARDO FEIJOO
71. SERGIO RAMOS
72. SILVIO CAPELÃO
73. SILVIO CARNEIRO ESPOSITO
74. SYLVIO NOVELLI
75. THIAGO LOPES LEAL
76. THIAGO VALLEJO MARSAIOLI
77. URBANO FERRARI
78. VICTOR JOSÉ ZORZENON REBOUÇAS
79. VITOR LUIS PEREIRA
80. WLADIMIR MATTOS

O que você acha disso?

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Por que tanta gente ganha fortunas no Santos?

Se jogasse sempre assim, seria campeão brasileiro!

Sem mala branca, que a última impressão do ano seja boa

Se Edu Dracena não joga e se este último jogo – contra o Goiás, neste domingo, às 17 horas – não vale absolutamente nada, por que Claudinei Oliveira não escalou a zaga com a dupla de garotos Gustavo Henrique e Jubal? Não sei, não sabe ninguém, como diria Amália Rodrigues. Durval jogará no lugar de Dracena e o medo do torcedor do Santos aumenta. E se Durval joga mais ou menos e a diretoria resolve renovar com ele, como fez com o Léo? Não, não, nem quero pensar nisso.

O Santos tem de ter coragem de se renovar, se reciclar, rejuvenescer, criar uma nova filosofia, sacudir o marasmo, dar a volta por cima. Isso é o óbvio dos óbvios. A campanha vexatória de 2013 pede mudança, trabalho, imaginação. Talvez isso ocorra no Campeonato Paulista. Porém, neste domingo, não queira novidades. O time vai de Aranha, Cicinho, Gustavo Henrique, Durval e Eugenio Mena; Alison, Arouca, Cícero e Montillo; Geuvânio e Thiago Ribeiro.

Para o Santos não vale nada, mas para o Goiás é um duelo de vida ou morte. O clube até abaixou o preço dos ingressos e espera 37 mil torcedores no Serra Dourada. Uma vitória e o Goiás pode se garantir no G4 e se candidatar a uma vaga para a Libertadores de 2014. Para isso, o artilheiro Walter deve ser escalado, mesmo ainda não estando cem por cento de uma entorse no tornozelo.

O time será dirigido pelo auxiliar Luis Fernando Flores, já que o técnico Anderson Moreira se submetará a uma cirurgia cardíaca. E Flores escalará o Goiás com Renan, Vítor, Rodrigo, Ernando e William Matheus; Amaral, Dudu Cearense, Renan Oliveira, Hugo e Eduardo Sasha; Walter.

Meus amigos e amigas, a perspectiva para o Santos não é boa, visto que o adversário lutará renhidamente pela vitória e não deverá haver nenhuma mala branca de incentivo aos santistas. Terão de jogar mesmo pela honra, pela camisa, pela vergonha na cara. Será que esses motivos são suficientes para garantir um time correndo em campo o tempo todo?

Lanterna sai invicto contra o campeão do mundo

Com a vitória, neste sábado, sobre o Corinthians, por 1 a 0, em Recife, o Náutico, orientado pelo ex-santista Marcelo Martelotte, disse um honroso adeus à Série A do Campeonato Brasileiro. Mesmo lanterna da competição, o time não perdeu em nenhum dos dois turnos e nem sofreu gol do atual campeão do mundo. Veja o gol:

Por que tanta gente ganha fortunas no Santos?

Será que os dirigentes do Santos tentam negociar os contratos com os jogadores e técnicos que contratam, ou esvaziam os cofres do clube sem discutir? Se o dinheiro estivesse saindo do bolso deles, será que seriam tão perdulários?

Digo isso porque leio que o técnico Oswaldo de Oliveira receberá um salário de 400 mil reais; que o jogador Cícero, que recebe 350 mil, quer arredondar pra 400; que Montillo embolsa meio milhão a cada 30 dias; Arouca e Edu Dracena também ganham 350 mil cada um…

Agora fico sabendo que Léo, que está para se aposentar, terá seu contrato renovado para jogar o Campeonato Paulista. Detalhe: o Santos já tem os laterais-direitos Émerson e Mena e mais um monte de gente no meio-campo, posições nas quais Léo pode atuar.

Por outro lado, o Palmeiras manteve o salário do Gilson Kleina em 300 mil reais e ofereceu um contrato de produtividade, e ele aceitou. O São Paulo ofereceu só 300 mil para o mesmo Muricy Ramalho que no Santos ganhava 750 mil para trabalhar muito pouco. Será que só o Santos não consegue reduzir o salário de alguém, e ainda dá aumento? Cadê o catso de gestão corporativa?

Um time que fatura menos e é boicotado pela tevê, como é o caso do Santos, tem de trabalhar mais, ser mais criativo e usar o dinheiro com uma precisão cirúrgica. Não pode continuar com essa farra do boi. Escrevi em 2011, quando era coordenador do Centenário do Santos (em troca de uma ajuda de custo), que a alta folha de pagamentos do clube era uma bomba relógio. Tentaram me convencer de que estava errado. Vejam no que deu…

Não sou contra uma remuneração condizente com a capacidade e responsabilidade do profissional. Acho, por exemplo, que um dirigente esportivo precisa receber mesmo um salário de mercado, mas em contrapartida tem de dar expediente e realmente trabalhar pelo clube. Esse negócio de não ganhar nada, mas se envolver em todo negócio milionário na compra e venda de jogadores, nunca deu e não pode dar certo. Um dirigente esportivo tem de abrir sua conta antes e depois de assumir função em um clube. Isso é transparência. Mas estou falando de jogadores e técnicos, não de dirigentes…

Já disse mais de uma vez que considero os 80 mil que Claudinei Oliveira recebe como o teto salarial condizente com o nível e o conhecimento dos técnicos brasileiros de futebol. Está bem que um ou outro mereça ganhar mais, porém essas coisas de 700, 800 mil são loucuras que cobram seu preço rapidamente.

Felipão ganhou 750 mil do Palmeiras para levar o time para a… Série B – mesmo lugar para o qual Muricy Ramalho levaria o Santos se não tivesse sido defenestrado antes. Vanderley Luxemburgo e Dorival Junior fizeram papeis ainda piores em 2013. Repare que os técnicos mais famosos fracassaram no Campeonato Brasileiro, e muitos dos menos badalados, de salários menores, renderam bem mais.

Está mais do que evidente que, em se tratando de técnicos brasileiros, pagar muito é bobagem. Prova disso é que Muricy aceitou rapidinho os 300 mil do São Paulo. Mais um pouco e ninguém iria se lembrar de que ele existia, como não lembramos hoje de Émerson Leão, Joel Santana, Geninho e tantos outros.

Teto salarial é uma necessidade do futebol brasileiro

No caso dos técnicos, os clubes não estabelecem um teto salarial porque não querem, ou porque o dinheiro não é de quem o administra. Tudo bem, abro mão dos 80 mil e aceito um teto de 150 mil reais. Não está ótimo? Beleza. Este deve ser o máximo que um clube brasileiro poderia pagar a um técnico.

Eles vão chiar? Vão trabalhar em outro país? Ótimo, façam isso. Sempre haverá outros para as vagas deixadas. E, quem sabe, jovens estudiosos, mais bem preparados e educados, ocupem os lugares dos mesmos de sempre.

Agora, não espere que nossos técnicos sigam para a Europa, a fim de aprender no continente que hoje pratica o melhor e mais profissional futebol do planeta. Vão é tirar dinheiro dos árabes, dos asiáticos, dos africanos, pois lá ainda é possível ganhar dinheiro com a fama e o blá-blá-blá.

Quanto a um teto salarial para os jogadores, sei que é mais difícil. Não é só a qualidade do jogador que conta, mas também seu apelo midiático. O chamado carisma também tem seu preço, pois atrai torcedores, visibilidade e patrocinadores. Tudo bem. O Santos não poderá competir com os clubes que hoje ganham mais dinheiro da tevê, e por isso mesmo não pode entrar na orgia financeira que eles praticam.

E se o jogador quiser ir embora? Ora, que vá. Que seu passe seja bem negociado e se transforme em dinheiro que possa ser utilizado para contratar outro mais afinado com a política salarial do clube. Sei que no Santos a competência para gerir essa operação não existe. Os últimos bons negócios que o clube fez foram a troca de Arouca por Rodrigo Souto e as contratações de Danilo e Alex Sandro, há quase três anos.

Como vocês sabem, defendo a vida simples e já escrevi alguns livros sobre isso. Estudos comprovam que 25 mil dólares por ano dão a um ser humano as condições suficientes para viver dignamente e feliz. Acha pouco? Está bem, multiplique por dois. Ainda é pouco? Está bem. Multiplique por dez! Teremos 250 mil dólares por ano. Isso dá cerca de 84 mil reais por mês. Vai dizer que isso é pouco para um jogador brasileiro?! E ainda um jogador que, ou é um refugo na Europa, ou está em fim ou começo de carreira…

Sei lá, meu amigo, mas gostaria de ver esses contratos, saber se realmente os valores informados vão direto para a conta do contratado, ou boa parte fica no caminho, nas mãos dos atravessadores. É uma curiosidade que, acho, todo mundo que acompanha o futebol e lé essas notícias tem. Como a propalada transparência prometida por essa diretoria ficou no papel e na garganta, espero que a próxima gestão tenha como ponto de honra informar aos sócios e torcedores os valores exatos dos negócios do clube.

Às vezes fico com a impressão de que os dirigentes do Santos não fazem a mínima questão de pechinchar, de conseguir um contrato menos dispendioso. Deveriam ter uma responsabilidade maior com um dinheiro que não é deles, dinheiro que só entra nos cofres do clube devido à história, ao prestígio, aos milhões de torcedores e à influência que o Santos ainda exerce no futebol.

Você também não acha que o Santos paga demais para jogadores e técnicos?


Xavi deu a receita para vencer o Barça. O Santos ignorou

Minha coluna desta sexta-feira no jornal Metro de Santos também fala sobre técnicos: http://issuu.com/metro_brazil/docs/20131129_br_metro-santos/17?e=3193815/5812939

Xavi
“A chave é onde surge superioridade numérica, a fim de criar espaços em outros setores do campo…”

Na tentativa de ajudar o Santos a derrotar o Barcelona na final do Mundial da Fifa de 2011, o santista radicado na Alemanha e leitor deste blog, Tana Blaze, traduziu uma entrevista do meia Xavi, do Barcelona – na qual este revelava que tipo de marcação complicava mais a vida do Barça – e enviou a carta para a Teisa. Pelo que ocorreu depois, entende-se que Muricy Ramalho não deve ter levado em conta as dicas de Xavi para parar o time espanhol. Leia abaixo a carta de Tana Blaze e, a seguir, as respostas mais reveladoras de Xavi na entrevista para o jornal Süddeutsche Zeitung (SZ), de Munique.

Estou dando essa matéria agora porque, mesmo aparentemente defasada, ela trata de um tema crucial no futebol brasileiro, que é a pouca aplicação tática de nossas equipes. Nossos técnicos, mesmo aqueles considerados com “t” maiúsculo, não se reciclam, não evoluem, não se preocupam com aliar técnica e tática em treinamentos mais científicos e menos acomodados. Esta entrevista de Xavi revela como Pep Guardiola trabalhou para tornar o Barcelona o melhor time do mundo.

Carta de Tana Blaze à Teisa, em 19 de outubro de 2011

No dia 26 de Julho de 2011 o jornal Süddeutsche Zeitung de Munique publicou entrevista com o meio-campista Xavi do Barcelona, que estava na cidade para disputar a Copa Audi.

Ainda entusiasmado com a vitória na final da Champions League sobre o ManchesterU, ocorrida pouco tempo antes da entrevista, Xavi estava à vontade, com a língua solta, deslumbrado e cheio de si, quando diz coisas do tipo que pensa mais rápido que seus marcadores, que faz o Messi jogar e que só 2% das pessoas entendem de futebol. Não é uma dessas entrevistas típicas de jogador com chavões politicamente corretos, sendo por isto interessante como informação.

Revela alguns detalhes sobre o treinamento e o jogo do Barcelona, que por si só não chegam a ser novidade. O interessante é a ênfase dada pelo técnico Pep Guardiola à posse da bola e à superioridade numérica na zona da bola, com Xavi narrando que se necessário corre da esquerda para a direita, tentando sempre reestabelecer a superioridade numérica. Aliás um sistema aplicado pela seleção brasileira que ganhou o Mundial nos Estados Unidos em 1994, na qual havia quase sempre um jogador livre na proximidade para receber a bola e iniciar uma nova jogada em outro setor.

Xavi revela também, que os times que mais dificultam a vida do Barcelona, são os que marcam homem a homem “como soldados”; lembrando também as seleções do Chile e do Paraguai, contra as quais jogou na Copa do Mundo da África do Sul em 2010. O Paraguai chegou a desperdiçar um penalti defendido por Casillas e foi derrotado por 1×0 com gol aos 82 minutos de jogo, perdendo ainda no finalzinho uma grande chance para empatar; poderia ter eliminado a Espanha, futura campeã mundial com o motor do Barcelona em campo, a dupla Xavi e Iniesta.

Embora a entrevista não revele nada de extraordinário, achei por bem traduzi-la e mandar para o Santos FC; talvez um ou outro tiquinho de informação possa ser útil na véspera da Copa do Mundo de Clubes. Como não achei o número da sede do Santos FC, envio via Teisa.

Saudações, Tana Blaze

Entrevista de Xavi ao Süddeutsche Zeitung (SZ) de Munique em 26 de Julho de 2011, na qual descreve o sistema do Barcelona (traduzida do alemão para o português por Tana Blaze)

Xavi Hernández, 31 anos, é considerado como o melhor meio-campista do mundo. Ele não é tão espetacular como o atacante argentino Lionel Messi, mas é o ritmo do seu pé, que cadencia o jogo do Barcelona e da seleção espanhola. Xavi, que nasceu em Terrassa / Catalunha começou a jogar com dez anos no Barcelona, foi treinado na famosa academia do clube de La Masia. Com o Barcelona ganhou o título de campeão espanhol por seis vezes, ganhou três vezes a Liga dos Campeões e com a equipe nacional se tornou campeão europeu (2008) e campeão do mundo (2010). Na terça-feira e quarta-feira o mestre do penúltimo passe jogará com o Barcelona na Copa Audi, em Munique. Eis uma manifestação de entusiasmo pelo Barcelona em forma de entrevista:

SZ: O treinador do Manchester United, Alex Ferguson disse que nunca antes seu time tinha levado tamanha surra.
Xavi: Foi um jogo milagroso. ManU não tinha qualquer chance de nos pressionar! Nós dominamos o jogo inteiro, exceto nos últimos 20 minutos, quando eles tinham algumas opções. Mas nesta fase já não acreditavam mais em si, isto se via em seus rostos, nos seus gestos. Wayne Rooney veio até a mim dizendo: ‘Não podemos fazer nada, nada”. E, ‘hostia’, ver isto acontecer com um time como Manchester, do qual tínhamos um respeito brutal, que já havíamos derrotado dois anos antes numa final da Liga dos Campeões e que procurava a revanche…- ufa!

SZ: Como se atinge tal perfeição?
Xavi: Treinando-a. Trabalhando nela todos os dias. Claro, existem coisas que simplesmente não se pode atingir com treinos, o talento por exemplo. Não dá. E nós temos naturalmente uma serie de jogadores que trazem um monte de qualidades natas. Mas Pep (treinador Josep Guardiola / nota da redação), nos proporcionou uma outra vantagem, porque através dele nós conhecemos a razão de cada ação. O porquê!

SZ: O porquê?
Xavi: Sim. Há muitas equipes que jogam muito bem, mas não sabem porquê. Onde tudo acontece por acaso. Por que defendemos arremessos laterais de tal forma e não de outra? Por que batemos escanteios curtos e não longos? Por que nos movemos para um lado do campo para terminar a jogada que está sendo feita no outro lado do campo? Por que fazemos pressão para recuperar a bola numa zona de dez metros? Pep explica isto. E ele o faz com muita didática.

SZ: Foi este o porquê da final contra o Manchester?
Xavi: A chave de tudo é sempre a questão aonde surgem situações de superioridade numérica, a fim de criar espaços em outros setores do campo (introduzido na tradução), Pep nos diz antes de cada jogo: “Hoje, a superioridade numérica vai ocorrer aqui ou ali ou lá”. E ele quase sempre acerta a mosca.

SZ: Antes do jogo?
Xavi: Sim. Ele fica planejando o dia inteiro. Sua máquina funciona 24 horas. Então ele está dois lances adiante de todos. Na realidade fomos surpreendidos apenas por Hércules Alicante um ano atrás, no dia da abertura da última temporada. Eles abarrotaram o centro do campo e deixaram as laterais do campo livres. Nós solucionamos isto muito mal. E perdemos.

SZ: Como foi contra o Manchester?
Xavi: Eles tinham uma linha defensiva de quatro homens, tivemos três atacantes; eles tiveram dois volantes e Rooney, nós tivemos Iniesta, Xavi, Busquets – e Messi, que caía de volta ao meio-campo para produzir situações de quatro contra três. E então começou. Toque, toque, toque (toque de bola, toque de bola, toque de bola, acrescentado pela redação), até surgir uma jogada de ataque. Isto às vezes pode durar meia hora, e para isso precisamos de jogadores que não perdem a bola, que são brilhantes. Você se lembra de nosso primeiro gol contra o Manchester?

SZ: O gol de Pedro após seu passe de trivela? Depois de você poder conduzir a bola 20, 30 metros sem ser marcado?
Xavi: Quando recebi a bola perto do círculo central e me virei, pensei, ‘hostia’, estou sozinho aqui! Os defensores não saem! Eles simplesmente não saem! E por que? Porque os defensores têm, digamos assim, respeito do Villa, Pedro e sobretudo do Messi, a ponto de não se atreverem a deixar suas posições.

SZ: O ex-atacante do Liverpool Michael Robinson, um dos maiores especialistas de futebol da televisão espanhola, lhe atesta de ter junto com o Barcelona democratizado o futebol: Ninguém nunca vai novamente enxotar um adolescente, porque ele é pequeno ou franzino demais.
Xavi: Isto tem algo de verdade. Alguns anos atrás, os jogadores como eu eram ameaçados de extinção, porque meias tinham que ter uma altura de 1,8 metros e ser fortes fisicamente. O meu futuro foi questionado. Não faz três anos, que as pessoas diziam, que Andrés Iniesta e eu não poderíamos jogar juntos. E agora? Todos concordam que somos a chave para o sucesso desta equipe. Felizmente, o futebol ainda é um esporte no qual o talento está acima da força pura. E eu digo isso não porque eu sou um jogador tecnicamente dotado.

SZ: Então por quê?
Xavi: Porque é uma bênção para o esporte, para o espetáculo para o público. E porque eu sou um romântico. Quando eu vejo um cara que mata uma bola que cai de 30 metros de altura com um simples toque, eu digo: `hostia!‘ Isso é talento! O mais simples é uma equipe fechar atrás com oito jogadores, uma situação em que qualquer pessoa pode jogar, até o meu irmão que não está em forma. O difícil é acertar três passes em seqüência. Passar a bola quatro vezes em seguida com toques únicos. É isto que importa.

SZ: Passes diretos são a chave do jogo?
Xavi: Você se lembra do Hugo Sánchez? Muitos antigos defensores dizem hoje: No Hugo Sanchez eu nem conseguia dar um pontapé. Numa temporada marcou 38 gols todos com chutes de primeira sem matar a bola! (acréscimo do tradutor) O que quero dizer: não há defesa contra o jogo direto. Você pode me marcar. Mas a bola vem para os meus pés, e, pum, já passei para um outro. Como se defender contra o toque direto? Impossível! Pode se defender contra ações individuais. Dribles.

SZ:Houve quem dificultasse o jogo do Barcelona?
Xavi: Sim, com marcação homem a homem. Os russos e ucranianos são os mais irritantes. Como soldados. Ou, Paraguai e Chile na Copa do Mundo. Mesmo assim continua valendo: quanto mais direto for o jogo, maior dificuldade o adversário terá em se defender.

SZ: Como vocês treinam isto no Barça?
Xavi: Tanto faz se o treino for de força, velocidade ou condicionamento. Cada unidade de treinamento começa com o “Rondo”, uma forma de jogo em que você, se perder a bola, tem que ir ao meio – um treinamento mental bestial. E sempre termina com uma forma de jogo em que se deve manter a posse da bola. Jogos de posicionamento, nos quais que se deve pensar rápido, onde se pode tocar na bola apenas uma vez. Num espaço confinado. Sem tempo para pensar em perder a bola. E ninguém perde. Ninguém. Às vezes, digo a Pep: “deveríamos filmar nosso treino. É melhor do que qualquer jogo. Muito melhor.

SZ: Quando se avalia as estatísticas dos jogos do Barça, chama atenção que um quarto dos seus passes são feitos a Messi e Iniesta, e que um terço dos passes de Messi, Iniesta, Daniel Alves e Busquets, são feitos a você. Isto corresponde a uma orientação?
Xavi: Não Se eu tiver a bola, tento avançar. Quando percebo, oh, o Messi não tocou na bola por cinco minutos, penso: isso não pode ser! Não deve ser. Onde está ele? (Xavi olha para a esquerda e direita), até encontrá-lo. Então pego o Messi e digo”(Xavi faz um movimento de chamada com a mão): vem, vem. Vem aqui, venha perto de mim, comece a jogar”… Ele é atacante, atacantes desligam as vezes. Como se estivessem ‘off’. Muitas vezes ele está apenas chateado porque não recebe a bola com freqüência suficiente, ou porque sofre marcação cerrada. Mas se ele, em seguida, volta para nós no meio-campo, fica novamente feliz. Ele aprecia isto, porque ali pode tocar na bola uma vez, duas, três vezes, e então inicia uma jogada de ataque… esse cara é uma bomba. Eu nunca vi um jogador que sequer chegasse a seu nível Eu não quero atingir os Pelés e Maradonas, nem mesmo os Di Stefanos e Cruyffs. Dos quais eu nunca vi dez jogos em série. Mas aqui, Messi é o melhor do mundo. Em todos os jogos!

SZ: Mas no campo você mesmo é o rei da posse da bola.
Xavi: Se não estiver em constante contato com a bola, me falta algo. Eu estou sempre indo para o lugar onde a bola está, para ajudar um colega, para produzir superioridade numérica. Se eu estou no lado direito e Andres Iniesta e Abidal com seus respectivos marcadores estiverem no lado esquerdo, apresso-me para me juntar a eles e provocar uma situação de três contra dois.

SZ: Como você consegue manter sempre a visão de jogo, mesmo sendo permanentemente pressionado de todos os lados?
Xavi: É o instinto de sobrevivência. Eu não tenho físico privilegiado, então tenho que pensar rápido. No futebol existem dois tipos de velocidade. Por um lado, a velocidade de execução da ação, como a tem Messi, que faz tudo a 100 por hora, ou Cristiano Ronaldo. E depois há a velocidade mental. Alguns têm na cabeça um” top” de 80, outros de 200 km / h. Eu tento chegar perto dos 200. Isso significa, acima de tudo, saber sempre onde você está no campo. Saber o que você faz com a bola antes de recebê-la: Você aprende isso no Barça desde pequeno. Se um adversário vier em minha direção, é em 99 por cento dos casos mais forte do que eu. A minha única chance é pensar rápido. Fazer um passe, um movimento, me livrar da marcação, uma finta, deixar o adversário correr para o vazio… Este tipo de velocidade hoje quase vale mais do que a velocidade pura física.

Para você, o que falta aos técnicos brasileiros para se equipararem a um Pep Guardiola?


Derrota para o Vitória mostra que chegou a hora de renovar o Santos

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Que tal começar agora a renovação do Santos?

No sábado comemoramos 50 anos de um título mundial que o Santos ganhou na raça. Mesmo desfalcado de Pelé, Calvet e Zito, derrotou duas vezes o Milan, campeão europeu, virando uma partida de 2 a 0 para 4 a 2. Neste domingo, mesmo precisando do triunfo, vimos um Santos perder do humilde Vitória sem ao menos lutar. A imagem desses dois momentos distintos na história do clube já diz tudo. Chegou a hora de renovar e repensar o time do Santos.

Mas antes eram craques, lembrarão alguns, hoje a equipe é formada por jogadores medianos. Concordo. Mas há qualidades que independem da técnica – a fibra é uma delas – e a maioria dos jogadores deste Santos de 2013, infelizmente, não as têm. O time jogou como se tivesse cumprido sua meta ao evitar o rebaixamento. Não houve ranger de dentes, nem arrancar de cabelos. Perdeu mais uma fora de casa como se fosse um jogo qualquer. Uma pena.

A vitória manteria o Santos ao menos na luta pela vaga na Libertadores. Seria muito difícil? Sim. Mas agora que a chance não existe, o que vai se fazer com os três jogos que faltam? Eu sugiro que se dê férias à maioria dos titulares e se escale um time só de garotos. Tenho certeza de que ao menos haverá mais vontade, o que positivamente faltou nesse confronto com o Vitória.

2 a 0 foi pouco. O time de Ney Franco dominou a partida e poderia ter feito mais. No Santos, ninguém se destacou. Thiago Ribeiro perdeu gol feito, Bruno Peres falhou feio no primeiro gol do adversário e Émerson Palmieri falhou no segundo. Cícero, Montillo, Thiago Ribeiro e Geuvânio desta vez pouco fizeram. O campo e a bola são os mesmos, mas quando joga fora de casa este Santos parece outro, bem inferior.

O lado positivo dessa derrota é que o clube, sem maiores aspirações no Brasileiro, a não ser uma vaga para a Sul-americana, poderá planejar com mais antecedência o futebol para 2014. Quem sabe se pela primeira vez nos últimos anos o plantel é montado com critério e inteligência, assim como a comissão técnica? Tempo haverá, já que a três rodadas para o final o Santos já está no limbo.

É mais do que evidente que chegou a hora da renovação tão esperada no Santos. Nos próximos dias vamos analisar com calma e critério quem, deste elenco, deve permanecer ou sair do clube.

Hoje é preciso atacar. Só a vitória interessa meeeesmo.

Com 48 pontos, o Santos poderá alcançar 60 ao final do Brasileiro e habilitar-se para, se não der para ficar no G4, alcançar uma vaga para a Libertadores caso o Atlético Paranaense vença a Copa do Brasil, ou o Atlético Mineiro fique entre os quatro mais bem colocados. Por isso, não dá para se contentar com outro resultado a não ser o triunfo sobre o bom Vitória de Ney Franco, no Barradão.

Sem risco de ser rebaixado, o Santos pode jogar mais solto e adotar uma postura mais ofensiva. Claudinei Oliveira, que para mim não está totalmente descartado para 2014, manterá o mesmo time que venceu o Bahia por 3 a 0 no meio da semana, ou seja: Aranha, Cicinho (Bruno Peres), Edu Dracena, Gustavo Henrique e Émerson Palmieri; Alison, Arouca, Cícero e Montillo; Geuvânio e Thiago Ribeiro.

É uma equipe que está se mostrando mais entrosada, errando menos passes e sendo mais efetiva diante do gol adversário. Geuvânio, quem diria, é o patinho feio que está dando certo, desbancando os badalados Victor Andrade, Neilton e Gabriel. O Caveirinha tem dado o sangue na marcação da saída de bola do adversário e também nas investidas de ataque. O torcedor gosta de jogador assim.

Montillo, Cícero e Thiago Ribeiro formam um bom trio ofensivo, completado pela garra de Geuvânio. Algo me diz que Alan Santos ainda se firmará como titular, provavelmente no lugar de Arouca. Aos poucos, finalmente, o Santos adquire uma cara e uma personalidade. Creio que possa mesmo vencer o Vitória, mas será preciso confiança e regularidade.

Ney Franco deverá escalar o Vitória com Wilson, Ayrton, Victor Ramos, Kadu e Juan; Cáceres, Marcelo, Escudero e Renato Cajá; Marquinhos e Dinei. Trata-se de um time leve, rápido e flexível, que se adapta às condições do jogo e nunca deixa de lutar pela vitória, ainda mais quando joga em seu campo.

Com 51 pontos, o Vitória precisa vencer para voltar a se aproximar do G4, grupo a que pertenceu durante boa parte do campeonato. Mas, se perder, será alcançado pelo Alvinegro Praiano. Ou seja: para os dois times só os três pontos interessam. Um empate fará com que ambos morram abraçadinhos.

A arbitragem será de Sandro Meira Ricci (PE – FIFA), auxiliado por Elan Vieira de Souza (PE) e Albino Andrade Albert Junior (PE). Como não há interesses de terceiros em jogo, não há motivos que ocorrerão erros intencionais. Boa sorte ao trio.

E você, acha que teremos um Santos ofensivo contra o Vitória?

Claudinei Oliveira por Ney Franco. Vamos analisar essa troca?

Este domingo coloca frente a frente os técnicos Claudinei Oliveira, do Santos, e Ney Franco, do Vitória, a partir das 17 horas, em Salvador. Qualquer que seja o resultado, porém, ele não deverá mudar o destino dos dois treinadores. O Santos já fez proposta por Ney Franco, o que quer dizer que Claudinei Oliveira perdeu sua grande chance de iniciar a carreira firmando-se em um time grande.

Mas que conseqüências poderá trazer essa mudança? Vamos analisar, sob alguns aspectos concretos, essa troca de comando técnico no Alvinegro Praiano?

Valorizar os jovens

Claudinei foi promovido ao time profissional por ter tido sucesso com as divisões de base do Santos e porque o clube percebeu que Muricy Ramalho não sabe e não gosta de trabalhar com jovens. A perspectiva era a de que Claudinei utilizasse muitos dos garotos campeões do sub-20 e formasse um time de futuro com eles, seguindo a tendência histórica do Santos.

Isso foi feito em parte. Muitos garotos tiveram realmente a oportunidade de jogar entre os profissionais, alguns pareciam até terem se firmado como titulares, casos de Giva, Neilton e Leandrinho – mas hoje apenas o zagueiro Gustavo Henrique e o volante Alison ganharam a posição, e mais dois, Alan Santos e Geuvânio, estão prestes a fazê-lo.

Parece pouco, mas é um bom começo. Os veteranos Durval e Léo finalmente deram seus lugares para jogadores de mais juventude, fôlego e vontade. Willian José e Everton Costa parece que aos poucos também vão saindo de cena. Foi só Claudinei começar a ouvir o torcedor e o time rendeu mais.

Mas aí é que aparece uma das razões do desgaste de Claudinei com o torcedor: ele começou usando muitos garotos, mas foi diminuindo, diminuindo, a ponto de firmar como titulares Willian José e Everton Costa, mesmo tendo à sua disposição meninos como Giva, Neilton, Victor Andrade e Gabriel.

Por outro lado, Ney Franco trabalhou muito bem com a Seleção Brasileira sub alguma coisa que se tornou campeã sul-americana com Neymar, Lucas e Oscar, entre outros. Dizem que ele poderá revelar novos Meninos da Vila. Parece que Ney, apesar de seu jeito mineirinho de ser, tem coragem e personalidade para colocar veteranos no banco e promover garotos (isso é o que teria causado seus problemas no São Paulo).

Se confirmar essa sua capacidade, Ney Franco se colocará um passo à frente de Claudinei, que ainda depende muito de resultados para se manter na profissão e por isso prefere não se arriscar demasiadamente com os jogadores vindos da base.

Tática ofensiva

É só dar uma passada d’olhos no elenco do Vitória para perceber que Ney Franco conseguiu montar um time ofensivo sem estrelas e sem sangrar os cofres do clube. Essa é uma vantagem insubstituível nos tempos de hoje, em que se busca eficiência e baixo custo. Para completar, jogar pra frente está no instinto atávico do Santos. Desde Adolfo Millon e Arnaldo Silveira o Alvinegro Praiano não prioriza a defesa.

Nesse particular, Claudinei Oliveira fica bem atrás, pois apesar de ter se mostrado menos defensivista do que o boquirroto Muricy Ramalho, ainda assim preferiu a defesa ao ataque, e por isso deixou escapar algumas vitórias que, se concretizadas, deixariam o Santos na turma da Libertadores.

Relacionamento

Quando lhe perguntaram qual foi o legado deixado por Ney Franco no São Paulo, Rogério Ceni respondeu: “Zero”. Isso pode querer dizer que o técnico não fez nada de útil no São Paulo, mas pode também significar que ele tentou fazer coisas que iam contra os interesses de Ceni – e, provavelmente, de outros veteranos, como Lúcio e Luís Fabiano – e por isso é tão pouco valorizado pelo goleiro.

No Santos, Franco provavelmente viria com a responsabilidade de promover a renovação do time, e todas as circunstâncias contribuem para isso. Dos jogadores mais experientes, os únicos que se mantêm como titulares são Edu Dracena e Arouca. Ambos, porém, são plenamente substituíveis. Arouca ainda tem um bom valor de mercado e poderia ser usado em uma troca interessante. Dracena, se não for negociado, pode se revezar com outros jogadores na zaga.

Se Claudinei já tivesse promovido essa renovação, suas chances de continuar no Santos seriam maiores. Ele subiu com a incumbência de utilizar mais os jovens, mas percebeu a força política dos veteranos e preferiu contemporizar para não ser fritado. Agora, com as prováveis saídas de Léo, Durval, Marcos Assunção e Arouca, o caminho está aberto Ney Franco implantar um sistema de jogo menos preguiçoso e mais ofensivo.

Como se deparará com um grupo em transformação, sem lideranças consolidadas, Ney Franco poderá estabelecer uma relação de confiança e amizade com os jogadores, principalmente os mais jovens, garantindo um bom relacionamento que poderá mantê-lo no cargo por mais de uma temporada.

Mas há um empecilho que põe em risco essa harmonia: trata-se do auxiliar técnico de Franco, Éder Bastos. Como Franco não costuma acompanhar os treinos (?), essa incumbência é passada a Bastos, que acaba adquirindo tanto ou mais ascendência sobre os jogadores do que o técnico. O Santos não quer contratar Éder Bastos, mas Franco insiste em trazer seu auxiliar… Este impasse, aliás, é o único que ainda pode impedir a vinda de Ney Franco à Vila Belmiro (e esse negócio de não acompanhar os treinos também tem de ser melhor explicado… depois de Muricy, o santista não agüenta mais técnico indolente).

Investimento

Pelo trabalho que Claudinei já realizou, sua relação custo x benefício foi das melhores que o Santos já teve com um técnico (sem nos esquecermos de que o também interino Marcelo Martelotte levou o time ao oitavo lugar no Brasileiro de 2010). E como recebe 80 mil mensais, mesmo que renove com 100% de aumento ainda assim ganharia menos da metade do salário de Ney Franco, que será de 350 mil mensais. Portanto, Claudinei representa, sem dúvida, um investimento bem menor do que Ney Franco.

Ambição

A extrema irregularidade dos times neste Campeonato Brasileiro, da mesma forma que fez com que 14 das 20 equipes corressem risco de rebaixamento, deu a muitas a possibilidade de lutar no mínimo por uma vaga na Copa Libertadores. O Santos chegou a ficar bem perto do G4, mas em nenhum desses momentos cruciais o time mostrou determinação, confiança e futebol que o pudessem levar ao objetivo. Para muitos, o responsável pela falta de ambição da equipe foi o técnico Claudinei Oliveira, que o tempo todo pareceu contente em manter a equipe na Série A.

Um técnico mais experiente, que já está no ponto de obter uma conquista memorável, como a de um título brasileiro, saberia comandar o Santos com firmeza e destemor nesses jogos decisivos? A maioria dos santistas, na qual me incluo, acha que sim. Os empates sofridos em cima da hora para Vasco e Coritiba, na Vila Belmiro; a derrota para a Portuguesa, em São Paulo, por acachapantes 3 a 0; o empate com o Vasco, em São Januário, depois de estar dominando o jogo e vencendo por 2 a 0, e o empate na Vila diante do já rebaixado Náutico, são exemplos de partidas que roubaram do Alvinegro Praiano os pontos necessários para mantê-lo entre os mais bem classificados da competição.

O que um técnico passa aos jogadores no vestiário é determinante. Se ele vender que um empate fora de casa já é um grande resultado, o ânimo de seus comandados para buscar a vitória será bem menor. Mas se ele diz que é possível ganhar, explica como e destaca que é importante buscar os três pontos, o time se empenhará mais. É aí que entra a ambição do treinador, algo que Ney Franco tem mais do que Claudinei.

A conclusão é sua

Leia, releia, concorde, desaprove, faça a sua análise e nos diga o que acha dessa troca de Claudinei Oliveira por Ney Franco.


Muricy fez um ano e meio de hora extra no Santos

muricy
O Pensador: cena clássica do professor Muricy meditando na caixa de Gatorade.

Uma semana antes de enfrentar o Barcelona, jogo que era previsto há seis meses, Muricy admite que não tinha nada ensaiado e que apenas ia deixar os jogadores “fazerem o que eles gostam”. Um salário de 700 mil por mês para decidir isso?

Nesta parte da entrevista, Muricy deu uma amostra da “motivação” que deve ter passado aos jogadores do Santos antes de enfrentar o Barcelona:

Li um dia desses que o técnico Muricy Ramalho disse, em uma palestra, que não se preocupa com dinheiro e que ficou desanimado no Santos porque a diretoria começou a interferir no seu trabalho. Desculpem, mas não posso deixar essa enorme incoerência passar em branco. Se ele não se preocupa com dinheiro e se já não estava mais feliz no Santos, por que não teve a hombridade de pedir demissão?

Por que continuou empurrando o time com sua generosa barriga, embolsando todos os meses o salário escandaloso de 700 (ou seriam 800) mil reais e dando de ombros à decadência da equipe e ao desespero da torcida, que via o Santos iniciar o Campeonato Brasileiro de 2013 como um dos sérios candidatos ao rebaixamento? Por que não seguiu o seu velho lema e não trabalhou mais?

Acho que poucos sabem, mas Muricy era para ter sido demitido no vestiário logo depois do vexame diante do Barcelona, na final do Mundial da Fifa, no domingo, 18 de dezembro de 2011. Era exatamente isso que faria o consultor de futebol Fernando Silva se não fosse impedido. Quer saber a história? Lá vai:

Muricy era para ser demitido no dia da vergonha mundial…

O jogo do vexame, na final do Mundial da Fifa, tinha terminado. Neymar ainda dava entrevista, no campo, dizendo que mais do que os 4 a 0, o Santos tinha tomado uma aula do Barcelona, quando, possesso, o consultor de futebol do Santos, Fernando Silva, caminhou decidido para o vestiário a fim de demitir o técnico Muricy Ramalho. Contido por integrantes da diretoria do clube, Silva foi convencido de que era melhor tomar a decisão com a cabeça fria, depois que a delegação retornasse ao Brasil.

Nove dias depois, na manhã de terça-feira, 27 de dezembro, Fernando Silva recebeu a notícia de que estava demitido. Por decisão do comitê gestor, o clube não teria mais o cargo de consultor de futebol. A gerência da área ficaria para Pedro Nunes da Conceição.

Considerado, depois da demissão de Paulo Roberto Jamelli, o único da diretoria que entendia de futebol, Silva já estava mal visto pelo presidente Luis Álvaro Ribeiro e pelo vice Odílio Rodrigues depois de fazer alguns negócios não muito bem explicados. Mas no caso de Muricy o tempo provou que sua reação, mesmo impulsiva, era a mais correta.

A maneira negligente e indolente com a qual o Santos se apresentou contra o Barcelona era, sim, motivo de demissão. Mesmo morando na concentração –possivelmente para economizar com hotel, já que tem fama de pão duro –, Muricy não preparou os jogadores técnica, física ou taticamente, e ainda contribuiu para o desânimo geral do grupo ao afirmar que tinha assistido vários vídeos do Barcelona e não encontrara nenhum ponto fraco no time espanhol. Em outras palavras, o Santos entraria em campo para tomar um baile, como tomou. Para complicar, inventou de jogar com três zagueiros e colocou o lento Durval na lateral-esquerda. Uma temeridade…

E o clube ainda gastou mais R$ 15 milhões com ele…

Mas o presidente Luis Álvaro Ribeiro e o vice Odílio Rodrigues, apoiados pelo comitê gestor, preferiram ficar ao lado de Muricy Ramalho, que para eles tinha sido o grande responsável pela conquista da Copa Libertadores. Não tiveram conhecimento ou sensibilidade para perceber que em meados de 2011 o técnico já não tinha nada mais a acrescentar ao Santos, que se desintegrava a olhos vistos.

Se Adilson Batista tinha sido demitido por contrariar o DNA do Santos e usar três volantes em um jogo, o que dizer de Muricy, que analisa os times apenas pela eficiência defensiva, adora quando todos seus jogadores marcam “atrás da linha da bola” e se contenta em achar gols em contra-ataques ou nos decantados lances de bola parada?

Para Laor, o primeiro semestre de 2012, que rendeu apenas o Campeonato Paulista, além da eliminação na semifinal da Copa Libertadores, já foi suficiente para convencê-lo de que Muricy merecia renovação de contrato até dezembro de 2013, com os mesmos 700 (ou seriam 800?) mil mensais.

Se já fazia pouco, a renovação de contrato, com a garantia de uma multa milionária, diminuiu ainda mais a vontade do técnico, que aumentou os dias de folga e se limitou a preencher os horários de treinos com alegres rachões. Ao menos teve o sitocômetro de não usar mais o bordão “aqui é trabalho, meu filho”.

Aliás, que profissão engraçada é esta de técnico, principalmente de “técnico de grife”, que estipula quando, quanto e como vai trabalhar, e ainda leva uma bolada ao receber o bilhete azul.

Finalmente demitido do Santos, Muricy se disse magoado com a forma como foi defenestrado (por telefone) e prometeu endurecer na questão da multa rescisória. Ora, será que alguém imaginou que ele pediria demissão e abrir mão da multa? Talvez tenha enganado a diretoria com sua conversinha mole, mas certamente não iludiu a maioria dos santistas, que perceberam o seu joguinho há muito tempo.

Agora o homem aceita receber R$ 300 mil do São Paulo e diz que não liga para dinheiro. É claro que se esquece de dizer que está recebendo no mínimo mais R$ 300 mil mensais do Santos por um trabalho que não fez e nunca fará. Hipocrisia pura!

Pior do que o dinheiro que levou do Alvinegro Praiano – no mínimo R$ 15 milhões depois de fazer o time passar um vexame histórico na decisão do Mundial – foi sua influência nefasta na forma de o Santos atuar. Hoje o time joga fechado, com no mínimo três volantes, e mesmo quando começa bem e faz um, dois gols, logo recua todo para segurar o resultado.

Assistir aos jogos do Santos, mesmo quando atua em seu campo, tem sido uma tortura, pois qualquer que seja o resultado, é certo que o time recuará, dará campo ao adversário e passará sufoco no final. Mesmo no Sub-20, ontem, contra o Criciúma, na primeira partida da decisão da Copa do Brasil da categoria, ficou evidente essa tendência. Era jogo para ir pra cima e fazer três, quatro, cinco. Mas com 2 a 0 o Santos se fechou como uma ostra e jogou como se o anfitrião fosse a equipe catarinense.

Pepinho, meu caro, o título da Copa do Brasil Sub-20 é bom, mas revelar apenas um jogador dentre esses garotos é muito melhor. Comece a fazer esses meninos perderem o medo de atacar e marcar gols. Se já ganhou com as calças na mão em casa, como será em Criciúma? Todo mundo atrás, chutando para qualquer lado? Coragem, meu caro. O Santos não deixou de ser um time mediano do litoral paulista jogando na retranca.

O mesmo vale para você, Claudinei. Use a juventude, a força, as pernas e o fôlego dos garotos para desafogar a defesa e também pressionar o adversário. Este é o jogo que o santista gosta e o único que poderá mantê-lo como técnico do Alvinegro Praiano. Quem avisa, amigo é.

E em pensar que essa influência maléfica que tenta tornar o Santos um Juventus com grife veio do técnico que recebeu o maior salário já pago pelo Alvinegro Praiano. Um técnico que falava muito em trabalho e foi o que menos trabalhou. O que diz que não liga pra dinheiro e o que mais tirou – e tira – do clube.

Você acha que o defensivismo de Muricy ficou impregnado no Santos?

Santos vence a primeira da final da Copa do Brasil Sub-20

Por Khayat, de São Vicente

Sob forte calor na baixada santista, Santos F.C. e Criciúma fizeram na Vila Belmiro a primeira partida das finais da Copa do Brasil Sub-20.

Após um início equilibrado, aos 12 minutos Diego Cardoso recebeu um passe de Leo Cittadini, entrou na área livre de marcação, mas finalizou de forma errada e a bola acabou nas mãos do goleiro adversário. Porém, um minuto depois, aproveitando uma falha da zaga do Criciúma, o artilheiro do campeonato se redimiu ao concluir sem chance para o goleiro catarinense e para fazer a festa da torcida santista que em bom número compareceu na Vila Mais Famosa do Mundo.

A partir daí o time catarinense procurou o empate, mas esbarrou no bom posicionamento da defesa santista e nas boas defesas do goleiro Gabriel Gasparotto. O time santista passou a atuar no contra-ataque, e numa jogada bem concatenada pela esquerda resultou em escanteio, que bem cobrado encontrou a cabeça do zagueiro Nailson, livre de marcação, para ampliar a vantagem do alvinegro praiano.

No segundo tempo o time santista veio a campo disposto a não dar espaço ao rival e buscar os contra-ataques, cabendo ao time catarinense arriscar em busca de um gol. O jogo ficou mais truncado. Ainda assim, os jogadores santistas perderam boas oportunidades de ampliar o placar, enquanto os catarinenses arriscavam chutes de fora da área que pouco preocuparam o goleiro alvinegro.

Assim o jogo terminou com o resultado registrado na primeira etapa, o que dá vantagem ao Santos F.C. para segunda partida da decisão.

P.S. – Deixo a analise das atuações individuais aos demais comentaristas do blog, ressalvando que ao meu entendimento o melhor jogador em campo foi o lateral esquerdo santista.

Federação Baiana acha que CBF escolheu árbitro para ferrar o Bahia

Como se sabe, na luta contra o rebaixamento o Bahia tem no paranaense Coritiba e nos cariocas Vasco e Fluminense os seus rivais mais diretos. Pois bem. Intrigada com a escolha de um trio de arbitragem representante do Paraná para atuar no jogo contra o Santos, nesta quinta-feira, a partir das 19h30, no Pacaembu (com ingressos a um real), além do agravante de o árbitro Felipe Gomes da Silva ser carioca, o presidente da Federação Baina de Futebol, Ednaldo Rodriguesa, enviou ofício à Comissão Nacional de Arbitragem (Conaf) da CBF solicitando a mudança do trio de arbitragem.

Conheço o presidente da Federação Baiana, o sr. Ednaldo Rodriguesa, e sei que o homem não é nada bobo. Se ele está cheirando mutreta nessa escala de árbitros, deve ter fogo nessa fumaça. E o Santos não precisa de ajuda da Comissão da Arbitragem para buscar a vitória. Espero que seja um grande jogo, disputado mas limpo, com estádio cheio, e vença o melhor.

E aí, já separou o seu real para o ingresso desta quinta?


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