Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Para tudo! Hoje tem Neymar e Ganso na Vila!


Algumas duplas ficam para a história. Aproveite para ver Neymar e Ganso enquanto estão juntos.

Amigos e amigas, vejam que maravilha é você acordar em um domingo e logo lembrar que hoje à tarde, às 18h30m (que horário maluco, mas ao menos dá para ir à praia antes), na Vila mais famosa do mundo, os dois melhores jogadores do Brasil, dois autênticos artistas da bola, estarão em campo. Sim, Neymar e Ganso são o John Lennon e o Paul MacCartney do nosso futebol, ou, se preferirem música sertaneja, os santistas Chitãozinho e Xororó. Os caras mandam demais!

Então, não quero nem saber quem é o adversário e nem qual é a competição. Sei que o Alvinegro Praiano estará em campo, na Vila mais famosa do mundo, e que Ganso e Neymar jogarão. Além de Arouca, Borges, Juan… Nem o fato de ver Maranhão escalado na lateral-direita tira o meu humor. Hoje sinto cheiro de grande jogo na Vila Belmiro. Depois de saborear o famoso sanduiche de pernil da padaria do Carlinhos, tomarei uma ducha e me encaminharei ao templo do futebol. Veja os times prováveis:

Santos: Rafael; Maranhão, Bruno Rodrigo, Durval, Juan; Adriano, Arouca, Ibson (Elano), Paulo Henrique Ganso; Neymar e Borges. Técnico: Muricy Ramalho

Bragantino: Rafael, Serginho, Jean Pablo e Luis Henrique; Victor Ferraz, Eder, Diego Paulista, Fernado Gabriel e Léo Jaime; Romarinho e Giancarlos. Técnico: Marcelo Veiga.

A arbitragem será de Philippe Lombard, auxiliado por Giulliano Neri Colisse e William Rogério dos Santos Turolla. Boa sorte pra eles e que não errem contra o Peixe.

Para quem não pode ir, que assista pelo Sportv. Às 16 horas, aquele canal de tevê que se associou a um time de futebol passará outro jogo que nem eu, nem nenhum santista consciente assistiremos.

Confrontos entre Santos e Bragantino

Por Wesley Miranda

Santos e Bragantino já se enfrentaram 33 vezes ao longo da história. E o Peixe leva suprema vantagem com 17 vitórias contra 7 vitórias do Leão e 9 empates. O Santos balançou as redes adversárias por 60 vezes e teve as redes balançadas por 37 vezes. Pelo Paulistão são 24 jogos, com 13 vitórias santistas contra 4 derrotas e 7 empates. O Santos marcou 42 gols e sofreu 25!

Vitórias, Empates, Derrotas do Santos

Brasileiro 2, 2, 3
Paulista 13, 7, 4
Amistoso 2, 0, 0

O artilheiro do confronto
Ele superou o rei na artilharia em 1966 e quebrou a sequência de 9 anos de artilharia de Pelé no Estadual! E foi em 66 que Toninho Guerreiro marcou 5 gols na vitória de 6 a 2 sobre o Bragantino e é o maior artilheiro de um jogo no confronto. Esse foi também o primeiro jogo em Paulistas das duas equipes e até hoje é a maior goleada do confronto!
E é com algumas imagens raras desse jogo que os presenteio. Dá-lhe Toninho Guerreiro!

São dois vice artilheiros. Um é Pelé. O Rei marcou 1 gol na primeira partida do confronto em 1958 e 3 gols na vitória de 3 a 2 em 1966, válida pelo 2º turno! O outro é Paulo Jamelli, que marcou 1 gol no empate em 1 a 1 no dia 19/04/1995 pelo Paulista e 3 gols também no empate, esse de 4 a 4 pelo Brasileiro!

O primeiro confronto
O primeiro jogo entre as equipes foi um amistoso em 19 de Janeiro de 1958 em Bragança Paulista. E o Santos bateu o time do interior por 4 a 1 com gols de Pepe, Tite, Pelé e Guerra!

Pepe x Luxemburgo em 1990
O então atual campeão paulista Bragantino jogou contra o Santos na Vila Belmiro em partida válida pela 7ª rodada do 2º Turno do Brasileirão. Mesmo com um time forte, que fazia inveja em muito time grande, e chegaria à final do campeonato – o Bragantino, comandado por Vanderlei Luxemburgo, tinha entre seus jogadores Marcelo Martelotte, Nei Pandolfo, Ivair, Pintado, Mauro Silva entre outros – sucumbiu diante do Santos do técnico Pepe. Vamos rever esses belos gols no grande canal Arquivo 1000. Detalhe para o golaço de Nei Bala, o 1º da vitória por 3 a 0!

Um jogaço em 1995
Antes da grande arrancada histórica que classificou o Santos para as semifinais de 1995, quando conseguiu 22 pontos em 24 disputados, Santos e Bragantino fizeram um jogo pra lá de emocionante na Vila Belmiro. O time do interior saiu na frente com Adalberto, mas Jamelli empatou e virou para o Peixe. Ainda no 1º tempo Kelly igualou o marcador novamente, 2 a 2. No 2º tempo, o Santos marcou mais dois gols, com o Messias G10vanni e de novo Paulinho Jamelli, 4 a 2. Valente, o Bragantino chegou ao empate com mais um gol de Adalberto e mais um de Kelly. Um jogaço para a história do confronto! A nota curiosa, é que o artilheiro da partida, o raçudo e goleador Paulinho Jamelli, ainda foi expulso!!

Fábio Costa garante
Quando falamos de Fábio Costa, lembramos da antológica final de 2002, quando o goleiro se transformou em um misto de Gylmar e Rodolfo Rodriguez, ou até na disputa de pênaltis contra o Nacional do Uruguai na Libertadores em 2003. Injustamente, o goleiro não é lembrado por outras grandes atuações, como as da campanha dos Campeonatos Paulistas de 2006 e 2007.
Na campanha do título de 2006, que quebrou o jejum de Paulistas que já durava 21 anos e alguns meses, o time de DNA ofensivo aprendeu a jogar na defensiva por necessidade. Aí brilhou todo o setor, em especial o goleiro, que ficou 691 minutos sem sofrer gols, um recorde entre goleiros do Santos.
Mas foi nas semifinais de 2007 que Fábio Costa evidenciou sua fama de herói de decisão, tanto no primeiro, e principalmente no segundo jogo. De baixo de muita chuva, com Cléber Santana perdendo pênalti, foi o polêmico arqueiro que decidiu e colocou o Santos na final!
A nota do jogo foi o deplorável gramado do Morumbi, que com a chuva tornou o jogo quase impraticável. O gramado ficou tão critico que durante a semana a diretoria santista comentou que supostamente os organizadores do Morumbi teriam desligado o sistema de drenagem por computador! A diretoria tricolor se defendeu falando que não existe sistema de drenagem por computador no Cicero Pompeu de Toledo, e sim um sistema de evaporação, original da construção nos anos 50.

De volta ao lar
Depois de quase 5 anos sem atuar na Vila Belmiro, Robinho que havia voltado contra o São Paulo e marcado um gol, reestreava na sua casa, a Vila mágica Belmiro! Para comemorar o feito, ele marcou dois gols na goleada por 6 a 3. O destaque fica para o 2º gol, um golaço! Com a vitória, o Peixe chegou ao 6º triunfo consecutivo e ampliou sua liderança em 4 pontos. Um dia mágico no templo sagrado do futebol mundial! 35 anos depois, o Santos aplicava 6 gols no Bragantino e por pouco não igualaria a maior goleada do confronto!

Apresentação do livro “100 jogos, 100 ídolos”, no Museu do Futebol


Eu e Celso Unzelte contando a história do Santos no Museu do Futebol

Ontem pela manhã, auditório do Museu do Futebol, no Pacaembu, eu e Celso Unzelte apresentamos o livro “100 jogos, 100 ídolos”, que fizemos para a Editora Gutenberg, em homenagem ao Centenário do Santos. Há muitas imagens e informações originais sobre os momentos mais marcantes da vida do Alvinegro Praiano. Quem foi, gostou e aposta que o livro será um sucesso. Entre os muitos amigos, lá estavam Raoni David e Edmar Junior, o campeão do quiz do Cruzeiro do Centenário. Novamente o Santos nos proporcionou momentos inesquecíveis de amizade, camaradagem e respeito pela história do futebol.

E sobre o jogo de hoje, será que Ganso e Neymar darão um show?


O campeão volta ao Pacaembu. E mais: palestras e livros do Centenário


Lançamento: Salão de Mármore do Santos, em 9 de abril, com a presença de Pelé.

Com a volta de Juan e Henrique e a confirmação de Neymar, que deu um susto ontem ao torcer o tornozelo no CT Rei Pelé, o Santos terá a chamada força máxima hoje, às 22 horas, contra o peruano Juan Aurich. Por mais que seja de bom alvitre respeitar o adversário, eu não ficaria surpreso se nuestros amigos volvessem a su casa com un saco de goles. E bem que merecem pelos pontapés e por aquele “gramado” ridículo no qual obrigaram o campeão da América jogar.

Só mesmo a pré-histórica Conmebol do pré-histórico Nicolas Leóz para aprovar um gramado sintético na Copa Libertadores. Mas, tudo bem, hoje é noite de festa no estádio em que o Santos conquistou mais títulos. Alguém tem dúvidas de que o velho e belo Pacaembu estará lotado? Sim, lotadaço e empolgado para ver o melhor time das Américas, formado por Rafael, Fucile, Edu Dracena, Durval e Juan; Arouca, Henrique, Ibson e Ganso; Neymar e Borges.

O Juan Aurich, que tem tudo para ser mais um João hoje, jogará com Penny, Guizasola, Fleitas, Contreras e Quina; Rojas, Ortiz, Cueto e Kahn; Zuñiga e Tejada. Esse Tejada, todo mundo sabe, é o único atacante perigoso deles. Portanto, um discreto lembrete ao Muricy: MANDA MARCAR BEM O TEJADA!!!

O trio de arbitragem é argentino. Patricio Loustau apitará, auxiliado Diego Bonfa e Javier Uziga. Se descobrir o que árbitros podem fazer em uma partida, já é uma incógnita, imagine árbitros argentinos atuando em um jogo de time brasileiro. Mas espero que se saiam bem, e caso isso ocorra, pode escrever aí: o time peruano não terminará com 11 homens. E nem com 10!

Se vencer, o Santos assumirá a liderança do grupo – e precisa vencer, pois esse Juan Aurich é o fiel da balança. Quem deixar de ganhar dele, dançará. A lógica é o Alvinegro Praiano golear hoje e golear também o The Strongest, que quando desce de suas montanhas vira o The Weakest. A decisão do primeiro lugar do grupo deverá ficar para Porto Alegre, e o Santos deverá jogar por um empate. Mas vamos por partes. Hoje é dia de fatiar o peru.

Neste sábado, Dalmo Gaspar e pesquisadores no Museu do Futebol

Neste sábado, a partir das 8h30m (da manhã, claro), o grupo Memofut, que se dedica ao estudo e à pesquisa da história do futebol brasileiro, realiza reunião no auditório do Museu do Futebol do Pacaembu em homenagem ao Centenário do Santos. A entrada é gratuita.

O destaque será a presença de Dalmo Gaspar, lateral-esquerdo que marcou, de pênalti, o gol que deu ao Santos o bicampeonato mundial de futebol, em 1963. Na oportunidade, os pesquisadores Celso Unzelte e Odir Cunha palestrarão sobre a história do Santos e apresentarão imagens inéditas do livro “100 anos, 100 jogos, 100 ídolos”, a ser lançado nessas comemorações do Centenário santista.

A seguir, a programação completa:

8h30 – 9h: Café e Memorabilia Futebolística: Os participantes poderão trazer qualquer livro, artigo ou objeto antigo ligado ao futebol.

9h – 9h15: Comunicações iniciais e apresentações dos novos integrantes.

9h15 – 10h15: Bate-papo Bola com Dalmo Gaspar.

10h15 – 10h30: Intervalo.

10h30 – 11h45: “O Centenário do Santos”, com Celso Unzelte e Odir Cunha.

11h45 – 12h30: “Os Clássicos do Santos contra seus Maiores Rivais”, com Alexandre Andolpho.

Garanta seu lugar no lançamento do livro Santos – 100 Anos de Futebol Arte

Que tal participar de um evento de lançamento de um livro oficial do Centenário do Santos, no Salão de Mármore do clube, com a presença de altas personalidades santistas, entre alas o Rei do Futebol?

Estou me referindo ao lançamento do livro “Santos FC – 100 anos de Futebol Arte”, dia 9 de abril, segunda-feira, a partir das 18 horas, no Salão de Mármore Vasco José Fae, na Vila Belmiro. Produzido pela Editora Magma Cultural e escrito por este humilde blogueiro que vos fala, o livro teve a edição esmerada de Marco Piovan. Sou suspeito, mas acho que é o livro mais bonito já feito sobre o Santos.

Quem realmente estiver interessado em adquirir o livro neste evento, pode responder com um comentário neste post. Seu nome completo será enviado para os organizadores do evento e colocado na lista de convidados. Mas só os primeiros 50 entrarão na lista. Decida-se hombre!

Como é esse livro

A obra faz parte das comemorações dos 100 anos de história do clube e conta com um texto emocionante do Rei Pelé, que declara o seu amor e gratidão ao time que o revelou para o mundo do futebol. Atual presidente do Santos, Luis Alvaro Ribeiro expressa o orgulho de ser santista e continuar o legado de seu avô, que foi um dos fundadores do clube.

O historiador Odir Cunha, autor de diversos livros sobre o Santos FC, assina esta obra e homenageia os 22 maiores ídolos da história do clube praiano. Entre eles, Pelé, Zito, Gylmar, Carlos Alberto Torres, Pepe, Coutinho, Edu, Pagão, Clodoaldo, Giovanni, Robinho, Ganso e Neymar.

Outro destaque de “Santos FC – 100 anos de Futebol Arte” são as fotografias e textos apaixonados de torcedores famosos, como Aloizio Mercadante, Fausto Silva, Marcelo Tas, Eduardo Suplicy, Geraldo Alckmin, Milton Neves, Charlie Brown Jr, Mônica Waldvogel, Paulo Henrique Amorim, Chitãozinho e Xororó, Titãs, Arnaldo Antunes e Zeca Baleiro.

Os torcedores anônimos não foram esquecidos e, dentre os milhões de fanáticos pelo Alvinegro Praiano, 30 foram escolhidos para integrar a obra e contar suas histórias de alegrias, paixão e humor. “Santos FC – 100 Anos de Futebol Arte” retrata a história gloriosa de um dos maiores clubes de futebol do mundo, com destaque para seus ídolos e conquistas.

Serviço
Lançamento do livro “Santos FC – 100 anos de Futebol Arte”
Onde: Salão de Mármore Vasco José Faé
Endereço: Praça Princesa Isabel, s/n – Vila Belmiro – Santos (SP)
Quando: 9 de abril de 2012
Horário: 18 horas

Sobre a Magma Cultural

A Magma Cultural é uma editora especializada na produção de livros de arte sobre arquitetura, design, fotografia, esportes e história. A editora se propõe a explorar as riquezas da arte e da cultura brasileiras, utilizando a brasilidade como principal essência e empregando sofisticação na linguagem dos projetos e produtos, criando propriedades com valores conceituais e patrimoniais.

Fundada em 2003, a editora já publicou diversas obras premiadas por sua estética e design. Em 2008, o livro “As Moedas Contam a História do Brasil” venceu o primeiro lugar do Jabuti, premiação de maior prestígio no setor editorial, na categoria Projeto Gráfico. O mesmo livro levou o terceiro lugar na categoria Capa, enquanto “Johnny – Eles Falam da Alma” e “Marc Ferrez – Santos Panorâmico” ficaram entre os 10 melhores nas categorias Fotografia e Projeto Gráfico, respectivamente. Em 2009, foi a vez de “60 Artistas e Arquitetos” ficar entre os 10 melhores na categoria Projeto Gráfico. Em 2006 e 2007, “Príncipe de Astúrias – O Mistério das Profundezas” e “De Santos a Jundiaí – Nos Trilhos do Café com a São Paulo Railway” ficaram entre os 10 melhores na categoria Capa.

E o que você espera de Santos e Aurich, logo mais?


Boas notícias sobre as exposições no Sesc Santos e no Museu do Futebol

Amigos e amigas, que tal falarmos de coisas boas? Sim, porque isso de se torturar com resultados de jogos que valem muito pouco e esquecer que estamos no ano do Centenário do Santos, não dá. Aliás, estamos muito próximos do sagrado dia de 14 de abril em que o Alvinegro Praiano foi fundado. Peço a atenção de todos para as duas exposições que se avizinham: a de fotos em homenagam à torcida do Santos, que irá de 30 de junho a 2 de agosto no Sesc Santos, e a exposição no Museu do Futebol, no Pacaembu, a primeira que o Museu dediciará a um clube de futebol, de 9 de abril a 9 de maio.

Mande suas fotos para o Sesc Santos – Regulamento não é bicho de sete cabeças

O blog traz, abaixo, a ficha de inscrição, o regulamento e a folha para se conseguir a autorização de uso de imagem. São exigências de toda exposição do Sesc, mas não é tão complicado quanto parece. A foto não precisa ter exatamente o tamanho que está no regulamento, já que ela será analisada em baixa. Depois, se selecionada, é que será necessário uma foto em alta. Mas talvez nem seja necessário que tenha o mínimo de cinco megas.

A autorização de uso de imagem é necessária no caso de foto com poucas pessoas em que os rostos aparecem claramente. Mas fotos de multidão, ou que não mostrem os rostos, não precisam da autorização. E fotos de crianças, desde que os pais autorizem, podem ser usadas. E para representar a torcida nem sempre é preciso mostrar pessoas: bandeiras, luzes, fogos, automóveis embandeirados servemn ao propósito. Use sua criatividade e participe da exposição. É importante!

Museu do Futebol inicia exposições de clubes com o Santos

Pela primeira vez o Museu do Futebol, do Pacaembu, fará uma exposição sobre um time de futebol. Em sete belos painéis, localizados no portão principal do estádio, o Museu retratará – de 9 de abril a 9 de maio – as características marcantes do Alvinegro Praiano, como a vocação para fazer gols, o dom de revelar Meninos bons de bola, os jogos internacionais, a estreita relação com o Pacaembu (o Santos é o time que mais conquistou títulos jogando as finais no estádio) e a força de sua torcida.

Como a carreata para a Vila belmiro, no dia 14 de abril, deverá sair do Pacaembu, o programa do santista começará cedo. Primeiro, dará uma olhada na exposição “100 anos, Santos em revista”, no Pacaembu, a casa do Santos em São Paulo, e depois descerá para a Vila Belmiro, o templo sagrado do futebol-arte. No mesmo momento, uma multidão, em Santos, estará caminhando, em romaria, do prédio em que o clube foi fundado, até a mesma Vila Belmiro.

Nós precisamos fazer um Centenário marcante. Posso contar com você?!

A seguir, a ficha de inscrição, o regulamento e a carta de direitos de imagem para a exposição “Cenas de uma paixão, 100 anos da torcida do Santos”, no Sesc Santos:


Museu do Futebol, do Pacaembu, participará do Centenário do Santos

O Museu do Futebol, do Pacaembu, como não poderia deixar de ser, também participará das festividades do Centenário do Santos (até porque, Santos e Pacaembu têm tudo a ver, como mostrarei mais abaixo). Os três livros oficiais do Centenário serão lançados em seu auditório, com palestras sobre a história do Santos; haverá a exibição de curtas-metragens e a produção de um vídeo interativo para ser exibido no espaço de exposições do Museu.

Prevê-se a utilização de vídeos da SantosTV, a tevê de clube de futebol mais assistida no mundo, e também de filmes do Festival Curta Santos, que em 2012 terá o Centenário do Santos como tema.

Nas conversações com Daniela Alfonsi, do Núcleo de Documentação, Pesquisa e Exposições, e Renato Baldin e Raul Cavalcanti, da área de eventos, ficou estabelecido que os 100 anos do Alvinegro Praiano serão devidamente valorizados pelo Museu do Futebol em 2012.

Nada mais justo. Afinal, como fiz ver a eles, o Santos é o time que mais ganhou títulos jogando as finais no Pacaembu (11 oficiais), conquistou a competição mais importante decidida no estádio (a Copa Libertadores de 2011), detém o recorde de público do estádio (68.327 pagantes, em 11/11/1977, no empate em 1 a 1 com o Palmeiras), é o protagonista do jogo mais emocionante do futebol brasileiro (7 a 6 sobre o Palmeiras, pelo Torneio Rio-São Paulo de 1958), além de ser mais um que teve a honra de testemunhar gols antológicos de Pelé, além da estréia de Neymar.

Sem contar que a Grande São Paulo tem, hoje, dois milhões de santistas, o que representa a maior invasão de torcida de uma cidade menor em outra maior em todo o planeta. Para completar, o Pacaembu passará a ser o estádio do Alvinegro Praiano em São Paulo, agora que todos os outros times grandes da cidade terão e jogarão em suas próprias casas.

Os 11 títulos que o Santos ganhou jogando as finais no Pacaembu

Campeonatos Paulistas
1956 – 4 a 2 no São Paulo, em 03/01/1957
1962 – 5 a 2 no São Paulo, em 05/12/1962 (jogo decisivo. Com esta vitória, de virada, após estar perdendo por 2 a 0, o Alvinegro Praiano conquistou o seu sétimo título estadual).
1967 – 2 a 1 no São Paulo, em 21/12/1967
2010 – 2 a 3 contra o Santo André, em 02/05/2010

Torneios Rio São Paulo
1959 – 3 a 0 no Vasco, em 17/05/1959
1966 – 0 a 0 com o Corinthians, em 27/03/1966

Títulos Brasileiros
1962 – 4 a 3 no Botafogo/RJ, na primeira partida da decisão da Taça Brasil, em 19/03/1963.
1963 – 6 a 0 no Bahia, na primeira partida da decisão da Taça Brasil, em 25/01/1964.
1964 – 4 a 1 no Flamengo, na primeira partida da decisão da Taça Brasil, em 16/12/1964.
1965 – 5 a 1 no Vasco, na primeira partida da decisão da Taça Brasil, em 01/12/1965.

Copa Libertadores da América
2011 – 2 a 1 no Peñarol, em 22/06/2011

O 12º título,em torneio internacional
Citei apenas competições oficiais. Porém, o Santos conquistou mais um título relevante no Pacaembu: o do Torneio Internacional organizado pela Federação Paulista de Futebol no início de 1956, com as participações de Boca Juniors, Nacional (Uruguai), Newell’s Old Boys e os quatro grandes de São Paulo. Depois de vencer Boca Juniors (3 a 2), nacional (5 a 0) e Newell’s Old Boys (4 a 2), o Santos fez a final contra o New Old Boys, no Pacaembu, em 21 de março de 1956, e goleou por 5 a 2, depois de terminar o primeiro tempo vencendo por 3 a 0. Um detalhe: Pelé ainda não atuava pelo Alvinegro Praiano.

Além dos títulos, o Santos jogou no Pacaembu as finais da Taça Brasil de 1966 (derrota parta o Cruzeiro, por 2 a 1) e do Brasileiro de 1995 (derrota para Márcio Rezende de Freitas por 1 a 1).

A verdade sobre o maior público
Muitos divulgam que o maior público do Pacaembu foi o da partida São Paulo 3, Palmeiras 3, em 24/05/1942, com a estreia de Leônidas da Silva em clássicos. Não é verdade. Naquele jogo estipularam, sem comprovação, que 4.000 sócios de cada clube teriam entrado, o que resultaria em um público de 71.281. Estudos mostram que não havia nem metade desses sócios. Por sua vez, o jogo Santos 1, Palmeiras 1, teve 68.327 pagantes (além de umas dez mil pessoas que não conseguiram entrar). Vivia-se a época em que a torcida do Santos era a mais participativa de São Paulo. Neste jogo, em que fui um dos não conseguriam entrar, havia, no mínimo, 65% de santistas.

Santista, prestigie os eventos do Centenário no Museu do Futebol, tá? Por falar nisso, ainda estou recebendo sugestões para o Centenário. Mande a sua.


Dossiê da Unificação será lançado dia 26/09 no Museu do Futebol


Capítulo do Dossiê que fala da Era de Ouro do futebol brasileiro, em que os melhores jogadores do mundo – Pelé, Garrincha, Nilton Santos, Zito, Coutinho – atuavam em nosso país

Anote na sua agenda. O primeiro evento de lançamento do “Dossiê Unificação dos Títulos Brasileiros a partir de 1959” será dia 26 deste mês, uma segunda-feira, no Museu do Futebol. O coquetel será servido das 18 às 22 horas, mas eu e José Carlos Peres estaremos recebendo os interessados e autografando os exemplares a partir das 15 horas.

O pré-lançamento será dia 20 deste mês, a partir das 19 horas, no programa “Encontro de Craques”, da BandSports, apresentado por Beeto Saad. O programa é transmitido do Edifício Dacon – Avenida Cidade jardim, 350, São Paulo. Neste evento, os interessados devem solicitar convite pelo telefone (11) 3675-5300, falar com Daniela.

Algumas opiniões sobre o Dossiê

Terminei ontem à noite de ler o livro, Dossiê da Unificação dos Títulos Brasileiros a partir de 1959.

Engraçado que ao passar as páginas fiquei pensando como é que foi necessário a compilação e produção de um dossiê tão bem feito e de total lastro histórico, justamente por este exato motivo: por se tratar de história! Como é dito por várias vezes no próprio Dossiê, como é que a “Era de Ouro” do futebol brasileiro pôde ser colocada em xeque? Justamente nos anos em que o Brasil venceu três Copas do Mundo e tínhamos os melhores jogadores do mundo aqui? Incrível! Não há dúvidas de que é um livro extremamente importante e de um pesquisa impecável. Fiquei realmente impressionado com as fichas ao final de cada resenha dos jogos, média de público e também de entender como se deu o futebol no Brasil, já que tenho 32 anos e não vi nada disso de perto.

Fiquei muito feliz por vários motivos. Ter acompanhado de perto a pré-aprovação do Dossiê, acompanhando seu blog, como faço diariamente até hoje. E por ter hoje, em mãos, este importante documento. E todos nós temos que agradecer a você e ao José Carlos Peres. Aliás, o futebol brasileiro agradece.

Não sou nenhum jornalista nem formador de opinião, apenas um santista que gosta de ler! Mas deixo registrado meus sinceros parabéns pelo belíssimo trabalho!

Um grande abraço!

Stefano Maglovsky

Apesar de ter acompanhado em seu blog as discussões sobre a unificação, há novidades e conclusões muito interessantes no livro.

Por exemplo, não sabia que a Argentina considera os campeões metropolitanos como campeões nacionais. Seria o equivalente a considerar os campeões do Rio-SP como campeões nacionais. Ou seja, bastante discutível.

Na minha opinião, a tua argumentação sobre a motivação da criação da Taça Brasil, como forma de indicar o campeão nacional, associada à carência logística do país à época, é suficiente para o reconhecimento. E ainda há muito mais: abrangência, craques envolvidos, tratamento da imprensa,… Precisa ser muito cara-de-pau para não reconhecer.

Ainda assim, como sabemos que o justo nem sempre prevalece, acredito ter sido fundamental a participação do João Havelange. E muito perspicaz por parte de vocês (Odir e Perez) a inclusão do “big boss” no processo.

Cheguei em 1962. Hoje a noite vou ler sobre os 5×0 no Maracanã. Não vejo a hora..

Parabéns.

Obrigado

Juca Bala

Parabéns pelo Dossiê. De excelente qualidade e conteúdo, prova cabal realmente do resgate do futebol brasileiro de passado recente.

Romero Gomes

Ontem, recebi em casa meu exemplar e impressionado com o trabalho jornalístico dessa Obra Prima !!! Ótima leitura !!!

Parabéns!!!

Andrei Cyrillo

Ainda não consegui ler o Dossiê todo, mas já deu pra perceber o peso dos argumentos e dos fatos listados detalhadamente. Trata-se de um documento de valor inestimável, pois ele recoloca os pingos nos is.

A pergunta que não quer calar é: como é que se chegou ao absurdo de “apagar da história” aqueles títulos todos, desmerecendo os maiores craques da história desse pais?

Obrigado pelo seu trabalho!

Edgard Franco

Enquanto iniciava este meu comentário recebi meu Dossiê. Realmente uma obra-prima, de excelente qualidade, além do conteúdo ser de uma importância ímpar. Leitura obrigatória nos próximos dias…

Grande Abraço

Sandro Campos

Prezado Odir. Não fui o primeiro a comprar o dossiê, mas com certeza fui um dos primeiros a receber e te parabenizo pelo excelente trabalho, pela organização e consistência das informações. É uma obra obrigatória para todos os que apreciam a história do futebol. Parabéns à você e ao José Carlos Peres. Abraço.

Alessandro D’Andrea

E você, ainda não tem o Dossiê? Aproveite o preço promocional desta fase de lançamento. Vá ao Museu do Futebol ou compre por este blog.


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