Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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É preciso ter fé

Estádio cheio = + sócios + visibilidade + patrocínio + verba de tevê +...

Falamos sobre isso no encontro de terça-feira no Bar Murymarelo. Creio que concordamos que um círculo virtuoso começa para um clube de futebol quando ele consegue aumentar substancialmente sua média de público e a quantidade de seus associados. Leiam a notícia que recebi hoje, enviada pelo Lance Expresso:

A força de sua torcida gerou ao Palmeiras, em 2016, mais receitas do que os badalados patrocínios da Crefisa e da Faculdade das Américas. É o que mostrou o balanço divulgado ontem. Somando bilheteria e a arrecadação do programa Avanti, de sócio-torcedor, o Verdão faturou R$ 103,8 milhões, contra R$ 90,6 milhões dos contratos com patrocinadores. Os direitos de TV ainda são a maior receita do clube, com R$ 128,2 milhões. A arrecadação total do Verdão chegou a R$ 468 milhões com um superávit de R$ 89,6 milhões nas contas do clube.

Pois é. Essa gestão do Santos está escondendo a torcida do time e nada fez de concreto para elevar o número de associados do clube – já que o interesse das pessoas que a compõem é apenas político, visa a sua perpetuação no poder e jamais o crescimento real do clube. Pense nisso.

Bom empate. Exibição horrível
Para a classificação foi bom empatar com o Santa Fé em Bogotá e terminar o primeiro turno do grupo da Copa Libertadores em primeiro lugar, pois no segundo fará dois jogos em casa – o primeiro deles contra o próprio Santa Fé, no Pacaembu. Os zagueiros, principalmente Lucas Veríssimo, se sairam bem, perfeitos nas bolas altas. Renato e Thiago Maia se destacaram. Victor Ferraz marcou melhor. Lucas Lima sofreu muitas faltas e passou a maior parte do tempo reclamando. Ricardo Oliveira foi um peso morto, mais uma vez, e ao ser substituído cometeu ato de indisciplina ao chutar um copo d’água e molhar quem estava no banco de reservas. Esse realmente precisa falar menos e jogar mais futebol, a profissão com a qual sustenta a sua família. Jean Mota foi expulso por não perceber que Libertadores não é Campeonato Paulista. Tecnicamente o jogo foi horrível, sem que o Santos criasse uma única chance real de gol. Nem dá para colocar um vídeo com os melhores lances da partida.

É preciso ter fé

Escrevo este artigo poucos minutos antes de o Santos entrar em campo para enfrentar o Santa Fé, na Colômbia. Nem preciso dizer que do nosso time esperamos garra do começo ao fim, esperamos honra à nossa camisa, coragem, ousadia e uma vitória, pois somos melhores que o time colombiano. Se algum santista fizer corpo mole, pode crer que será cobrado, e muito. Não queremos torcer para santos, mas para homens, com suas fraquezas e forças humanas, mas destemidos. Não é preciso ser santo para ser guerreiro. Lutem e não nos venham com desculpas caso fracassem. Não queremos ouvir mais desculpas. Queremos ouvir histórias de vitórias e heroísmos.

Mas escrevo, principalmente, para agradecer a todos que foram ao encontro no Bar Murymarelo, na noite de terça-feira, que, além de se expressarem livremente e darem suas ideias para um Santos Maior, provaram que o clube tem, sim, uma forte e organizada oposição, e ela não assistirá passivamente à tentativa de uma minoria incompetente e temerária de se perpetuar no poder usando o dinheiro do clube para comprar consciências e continuar a se servir do clube, ao invés de servi-lo.

Agradeço, particularmente, a Francisco Hidalgo, santista de Santos, que compareceu ao Murymarelo com seus familiares Tamara, Cipriano, Murilo e Matheus. Mesmo proprietários de cadeiras cativas na Vila Belmiro, os Hidalgo apoiam mais jogos em São Paulo e apoiam a minha candidatura. Não tenho palavras para agradecê-los pela confiança.

Agradeço também aos amigos e conselheiros influentes Marcello Pagliuso, Clóvis Cimino, Rachid Bourdokan (tão conhecido pelos santistas pelos filmes que faz em defesa da torcida alvinegra), Nelson Jafet, Alex Bessa, Luiz Louzada, Oscar Leite, Carlos Eduardo Cunha e Rafael Fidelis.

Envio um agradecimento especial aos amigos Norberto de Jesus Marques e Daniel da Graça Griggio, representantes do mais importante e independente fórum de torcedores do Santos, o Santos Total, independente e ético.
Não posso esquecer do amigo Adalberto Matiusso de Camargo e seus filhos Gustavo e Leonardo. Muito menos da amiga de infância Suely del Costo Lopes, que verei em breve no lançamento do livro “Lições de Jornalismo”, em Cidade Dutra.

Mais agradecimentos ao sempre brilhante santista Nivaldo Saraiva, que nos brindou com um brilhante discurso. Ao amigo Edwin Perez, sempre com ótimas ideias. Um fortíssimo abraço a Paulo Cabral, que compareceu e ainda trouxe sua esposa, Vera, e sua cunhada, Lúcia.

Um agradecimento especial aos amigos deste blog, o ponderado Ian Rocha, o afável Adauto Gudin e meu irmão Marcos Magno. Um agradecimento super especial à minha mulher, Suzana Silva Gonzaga Cunha.

Abraços fortes a Ana Maria de Souza Nascimento, Mario Francisco Moreira Gonçalves Dias, Leonardo Maklouf, Gean Marcelo, Antonio Carlos Nascimento, Daniel Caldeira Brant, Guilherme Kastner, João Batista do Nascimento, Marcos Maldonado, Silmar Batista, André Ferreira, Rodrigo Neves, Tawan Victor de Oliveira, José Francisco e Victor Augusto Ferreira.

O mais importante é que todos vieram para dar e discutir ideias, não para receberem brindes ou terem a despesa paga. Vieram porque estão fartos de ver essa presidência empurrar o clube para o apequenamento. Foram discutidas ideias para transformar Santos na Cidade do Futebol, para se incrementar o turismo de Santos voltado ao futebol, para se construir um CT amplo e moderno para a base e a possibilidade de se dividir os jogos com o Pacaembu. Nem precisei proibir as palavras “provincianos” e “forasteiros”, pois ninguém as usou. Todos estão compreendendo que o momento é de união dos santistas, pois nessa junção de forças está o nosso futuro.

Nova reunião será marcada para São Paulo, a fim de consolidar os pontos de um plano estratégico, e depois nos reuniremos em Santos. Contamos, desde já, com o comparecimento dos santistas livres de preconceitos, que pensem um Santos de todos, sem fronteiras.

As ideias sugeridas na reunião estão sendo catalogadas e serão divulgadas nos próximos posts. Peço desculpas por não ter postado sobre o encontro apenas hoje. Estou trabalhando em ritmo acelerado para a próxima exposição no Museu Pelé, um museu que honra o maior jogador de todos os tempos, de todos os santistas, e o grande catalisador na cidade de Santos.

E você, o que pensa disso?

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Roteiro turístico Pelé

Uma vizinha, dona Divonete, me interfonou para dizer que tinha me visto em um programa da TV Brasil, de madrugada, falando do Museu Pelé. Procurei e encontrei o vídeo, é este acima, do programa “Conhecendo Museus”. Recordar a história de Pelé, além de emocionante, tem me trazido o que modestamente considero boas ideias turísticas para a cidade de Santos.

Se não me engano também já descrevi essas ideias para o secretário de turismo de Santos em uma de suas visitas ao Museu Pelé. Pois assim como cidades reverenciam os lugares onde moraram e frequentaram seus cidadãos mais ilustres, alguns deles grandes gênios da humanidade, Santos pode e deve criar um Roteiro Pelé para satisfazer a curiosidade dos fãs do Rei em todo o mundo.

Como era o quarto de Pelé na concentração de Vila Belmiro? Onde e como era a pensão de dona Georgina? Que tal um corte de cabelo no Didi, o cabeleireiro de Pelé, ainda hoje no mesmo salão, em frente à Vila Belmiro? Que lugares de Santos Pelé frequentava?

Enfim, para quem, como eu, adorou visitar as residências antigas de celebridades como Ernest Hemingway, Fernando Pessoa, Victor Hugo e Pablo Neruda, entre outros, conhecer os lugares em que Pelé viveu em Santos seria genial. Está aí uma ideia que só exige disposição e trabalho da Prefeitura de Santos e do próprio Santos.

De nada adiantam os grandes feitos das pessoas excepcionais se forem esquecidos com o tempo. Pelé já fez muito pela cidade de Santos e pelo Santos, mas sua história ainda pode fazer muito mais. Por isso é essencial preservá-la. O Museu Pelé foi erguido em Santos justamente para sedimentar essa relação do ídolo com sua cidade e atrair mais turistas para a cidade. Visite-o, divulgue-o. Pelé, o futebol, o Santos Futebol Clube, a cidade de Santos e o Brasil agradecem.

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Promoção de livros até a meia-noite do dia 31. Aproveite!


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Como o Santos pode ajudar a incrementar o turismo na cidade?


Só você, santista, salva

Com a alma de Rodrigão, o pedreiro artilheiro

O jogador que fez o Santos jogar com garra e confiança não é um craque nem tem toques sutis, mas é daqueles centroavantes machos que não têm mi-mi-mi. Rodrigão, o pedreiro que virou artilheiro, arrancou para fazer o gol de empate e participou do terceiro e do quarto gols santistas. Seu momento exemplar, porém, foi quando teve cãibras. Ninguém foi esticar sua perna, nem precisou ser atendido ou sair de maca. Levantou-se sozinho, voltou ao jogo com a perna ainda dolorida e deu, de cabeça, o passe para Luiz Felipe marcar o quarto gol do Santos, quando o Glorioso Alvinegro Praiano já ameaçava entregar mais um jogo ganho.

Pelo placar – 4 a 2 – parece que a partida contra o Fluminense, em Cariacica, com boa presença da torcida santista, foi até fácil. Mas não foi não. O sistema defensivo do Santos, que deveria passar a funcionar quando o time perde a bola, falhou muito. Os dianteiros Gabriel, Vitor Bueno e Léo Cittadini não marcam ninguém, Renato também marca muito frouxamente, assim como Victor Ferraz, que entregou o segundo gol para o time carioca. Assim, mesmo diante de um time bastante limitado e recheado de veteranos, o Santos deu muitos sustos e só passou a controlar mais a partida quando Dorival Junior fez o óbvio ululante e tirou Cittadini e Vitor Bueno para as entradas de Lucas Lima e Yuri.

Dos santistas, destaques positivos para o goleiro Vanderlei, o lateral Zeca e o estreante Rodrigão. Gustavo Henrique, Luiz Felipe e Thiago Maia foram regulares. Vitor Bueno não marcou e nem foi bem no ataque, fazendo sua pior atuação no Santos. Cittadini deu alguns bons passes, mas quando perdia a bola parecia que não estava mais no jogo, e o mesmo se pode dizer de Gabriel, um jogador que só joga com a bola nos pés. Se for mesmo para a Europa, não será titular de time nenhum chupando tanto o sangue dos companheiros assim. Lá é preciso ser solidário.

Dorival Junior quase arrisca uma vitória certa ao insistir com jogadores sem esse sagrado sangue nas veias. Acho que com Jean Mota, Vecchio e Copete o time deve melhorar mais e se tornar mais sério e menos rebolativo. Está na hora de dar um descanso para Cittafini, Vitor Bueno e Renato. Outro muito mal na partida foi Victor Ferraz. Mas uma coisa deu para perceber: o time tocou menos a bola para trás. Diminuiu o tiki e aumentou o taka, mesmo fora de casa.

O bom desse resultado é que vai motivar ainda mais o torcedor santista para lotar o Pacaembu domingo. Esperemos que Dorival Junior tenha coragem de escalar os melhores jogadores e não os mais amigos.


Ricardo Oliveira e o compositor e intérprete Guilherme Arantes agora já conhecem. E você, santista, já foi visitar o imperdível Museu Pelé?

Só você, santista, salva

Que os santistas do Espírito Santo compareçam nesta quarta-feira ao setor A do estádio Kleber Andrade, em Cariacica, na grande Vitória, e empurrem o time para um triunfo, mesmo que de garra e superação, diante do respeitável Fluminense. Que muitos mais santistas lotem o Pacaembu domingo, em um Sansão que tem tudo para ser histórico. Confesso que confio bem mais na energia do torcedor do Santos, nesse momento delicado que o clube vive, do que nos homens que o dirigem, que estão tocando violino enquanto o Glorioso Alvinegro Praiano naufraga.

Não, não estou sendo sensacionalista. Como informou o conselheiro Rachid em seu comentário, o balanço desse primeiro trimestre de 2016 diz que a dívida do Santos é de 433,8 milhões de reais e que de março de 2015 até março de 2016, mesmo sabendo da delicada situação financeira do clube, essa diretoria aumentou o número de funcionários registrados de 257 para 308, os funcionários autônomos de 144 para 218 e os atletas profissionais de 76 para 123. Com isso, a folha de pagamentos, ao invés de ser diminuída, como aconselhava o Conselho Fiscal, aumentou em 38%.

Na verdade, todas as recomendações do competente e neutro Conselho Fiscal do Santos Futebol Clube – formado pelo presidente por Antonio Gonçalves Neto e os membros Dagoberto Cipriano de Jesus Oliva, José Carlos de Oliveira e Sylvio Affonso Moita Figo – vêm sendo ignoradas pelo presidente Modesto Roma e a direção do clube.

Como escreveu o Rachid, parece que a crise não chegou ao Santos. O presidente e seu staff vivem como a nobreza francesa vivia pouco antes da Revolução que trouxe a democracia para o mundo moderno: encastelados em sua elegante e faustosa Versalhes, enquanto o santista, atormentado e faminto, não tem o pão da eficiência, da transparência e do verdadeiro amor ao Santos para comer.

O balanço do primeiro semestre deste ano mostra que o único dinheiro importante que entrou ao clube representa os 17 milhões de reais da venda de Geuvânio e o adiantamento de 40 milhões de reais do contrato com o Esporte Interativo. Porém, esse momentâneo superávit já está sendo engolido pelas despesas e, segundo o Conselho Fiscal, “nos próximos três trimestres o Santos deve gastar 70 milhões a mais do que deve arrecadar, e terminar o ano com um déficit de mais 20 milhões de reais”.

CORTE DE GASTOS – assim mesmo, em letras maiúsculas, é a recomendação, o pedido, quase um apelo desesperado do Comitê Fiscal a essas pessoas que hoje pisam no acelerar do Santos em direção ao abismo. Esses cortes, obviamente, precisam atingir o inchado elenco de jogadores. Só quem for bom, tiver potencial e estiver sendo útil ao time deve ficar. Não dá para ter tanto come-e-dorme de férias no Recanto Alvinegro.

Um novo Santos contra o Fluminense

Percebe-se, nas manifestações de torcedores que inundam a Internet, que o santista quer um novo clube e um novo time. Um novo clube porque não suporta a administração mesquinha e bairrista que assola o Alvinegro Praiano, e um novo time porque percebe que alguns jogadores parecem ter reserva de marcado em algumas posições. Sinto que a torcida já quer ver os recém-contratados Yuri, Jean Mota e Vecchio contra o Fluminense. Mesmo que isso pareça precipitado, eu concordo com a voz do povo.

Yuri estreou como zagueiro e já se saiu muito bem, imagine então como não será em sua posição original, que é volante. Jean Mota e Vecchio também jogam ali, na meiúca, onde Lucas Lima está com dodói e Renato se segura na base da simpatia e da camaradagem. Fôlego e força, que é bom, o veterano já não possui mais. Então, que tal um time com Vanderlei, Victor Ferraz, Gustavo Henrique, Yuri e Zeca; Thiago Maia, Jean Mota e Vecchio; Gabriel, Rodrigão e Vitor Bueno?

Ao menos com essa equipe aí teremos muita gente querendo mostrar serviço, indo para a bola como se vai para um prato de comida. Sim, porque essa fome, de bola e de gol, é que falta ao Santos, principalmente quando joga fora de casa. Mas, dirão, e se perder? Ora, quem garante que com o time que vinha jogando antes o Santos não perderá para o Fluminense, já que o mando de campo é do adversário?

O tricolor carioca, orientado por Levir Culpi, é um time regular, que mescla veteranos e jovens e tem os mesmos 13 pontos do Santos. Seus jogadores mais conhecidos são Diego Cavalieri, 33 anos; Cícero, 31; Gum, 30; Pierre, 32; Oswaldo, 29; Marcos Junior, 32, e o veteraníssimo Magno Alves, 40.

O estádio Kleber Andrade, em Cariacica, tem capacidade para 18 mil pessoas. É uma Vila Belmiro do Espírito Santo. O Fluminense já teve público inferior a três mil pessoas lá. Se os santistas comparecerem, dá para fazer um bom barulho. Se não acreditarmos nessa vitória, vamos acreditar no quê?

Domingo, espetáculo histórico do Pacaembu

Em 1956 o Santos teve de decidir o título Paulista no Pacaembu, diante do São Paulo. É óbvio que naquela época 90% das 51.600 pessoas que tomaram o estádio eram torcedoras do São Paulo. Isso não impediu, porém, que o Glorioso Alvinegro Praiano vencesse por 4 a 2, conquistando seu terceiro título estadual. Agora, 60 anos passados, o Santos enfrentará o rival em um Pacaembu todinho alvinegro. Só isso já é uma grande vitória, independentemente do resultado.

Será lindo ver, ouvir e respirar a enorme torcida santista que, tenho certeza absoluta, tomará o Pacaembu. Vejo isso como um prenúncio do que o Santos será no futuro: um time capaz de atrair multidões pelo seu carisma, sua história, sua volúpia de gol. Perderá, às vezes, como o Santos de Pelé também perdia, mas fará de cada ida ao estádio uma grande alegria e emoção para seu torcedor.

Percebo, na Internet, uma torcida santista bem jovem e bem atuante. Espero que essa garotada se empenhe na divulgação do Sansão de domingo. Dessa vez, mulheres, crianças e idosos podem ir sem susto. Será o espetáculo de uma torcida só, da mesma forma que no segundo turno apenas são-paulinos poderão assistir ao clássico. Pena que tenha de ser assim, mas se é para acabar com a violência, que seja.

Creio que, se não puder enfrentar o tricolor carioca, Lucas Lima ao menos estará pronto para o grande clássico de domingo. Será especial vê-lo duelar, na bola, com outro craque, o ex-santista Paulo Henrique Ganso. Quem sabe um jogo como esse não comece a trazer de volta a arte e a alegria que o futebol brasileiro esqueceu lá atrás?

Estarei lá, e espero que você também. Anote aí os postos de venda de ingressos para o clássico:

Santos na Área/Meltex (São Paulo) – Rua Augusta, 1931, Cerqueira César, São Paulo/SP – Tel.: (11) 3064-1574 / (11) 3064-1576 – De segunda a sábado, das 10 às 19h00; domingo e feriado não abre.

Subsede do Santos FC (São Paulo) – Av. Indianópolis, 1.772 – Planalto Paulista, São Paulo – Te.: (11) 3181-5188 ramal 5000 e (13) 3257-4000 / Ramal 5000 – Horário: das 11 às 17h00.

Pacaembu: Praça Charles Miller s/n – São Paulo – Bilheteria principal (próxima do portão principal) – Aberto de segunda a sábado, das 11 às 17 horas. Domingo e feriado não abre.

Ginásio do Ibirapuera (São Paulo) – Av. Manoel da Nóbrega, 1361 – Guichê 1 – Ibirapuera – São Paulo – Aberto de segunda à sábado, das 11 às 17 horas. Domingo e feriado não abre

Vila Belmiro (Santos) – Rua Princesa Isabel, s/ nº – Santos/SP – Guichês próximos à Portaria 6 e aos Portões 7/8.

Estádio Anacleto Campanella (São Caetano) – Av. Thomé, 64 – São Caetano do Sul – Horário: das 11 às 17h00 – Domingo e feriado não abre.

Torne-se um conhecedor e divulgador da rica história do Santos. Mantenha vivo o bem mais precioso do nosso time.

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Os valentes que vieram do gelo
Sofremos quando o Santos joga fora de casa, mesmo contra adversários mais fracos, por isso não é difícil avaliar o tamanho da façanha da Islândia, ou Iceland (Terra do Gelo), que para se classificar para a Eurocopa teve de eliminar a Holanda, e nesta quarta-feira venceu a Áustria, passando para as quartas de final da competição (na mesma chave, Áustria e Hungria foram desclassificadas). Um detalhe: a Islândia tem apenas 323 mil habitantes, quase 100 mil a menos do que a cidade de Santos e oito mil a menos do que São Vicente. Palmas aos valentes islandeses (os de azul)!

E então, está disposto a salvar o Santos?


Livro Time dos Sonhos já está no Museu Pelé

Pelé dormindo com os livros Time dos Sonhos

Mesmo com um trânsito infernal para descer a serra e com uma tempestade de verão em plena primavera na hora do evento, a nata da torcida do Santos compareceu ao Museu Pelé no sábado para o coquetel de lançamento do livro Time dos Sonhos, conhecido como “A Bíblia do Santista”.

Na oportunidade, os pesquisadores da história santista Wesley Miranda, Guilherme Nascimento e Guilherme Gomes Guarche falaram sobre passagens e personagens memoráveis do clube. Miranda exibiu e comentou imagens raras e inéditas do jogo Santos 6, Seleção da Tchecoslováquia 4, de janeiro de 1965; Nascimento explicou porque o Santos parou duas guerras na África no início de 1969, e não “apenas” uma, como se acredita, e Guarche, responsável pelo Departamento de Memória do Santos, dissertou sobre Urbano Caldeira, um símbolo do clube.

Como sempre ocorre quando se reúnem pessoas que se interessam e respeitam a história do clube, o evento foi realizado sob um clima magnífico de amizade e reconhecimento. Sentimos, nesses momentos, que a maior grandeza do Santos está no espírito de cada um que ama esse time.

Para quem não pôde ir, devido aos compromissos de fim de ano, haverá outras oportunidades. A primeira delas ocorrerá terça-feira, dia 22, a partir das 18 horas, no bar Murymarelo, na Chácara Santo Antonio.

Na terça-feira é em São Paulo, no bar Murymarelo

Na terça-feira, a partir das 18 horas, no “Salão Fênix” do Bar Murymarelo, será realizado o lançamento do livro Time dos Sonhos em São Paulo. Quem já pagou pelo livro pela campanha de crowdfundindg, é só passar por lá e recebê-lo, com dedicatória. Não é preciso confirmar presença. O Murymarelo fica na rua Fernandes Moreira, 387, Chácara Santo Antonio, São Paulo, SP.

Clique para entrar no site do Bar Murymarelo

Espero por você lá.

Será que é sonho imaginar que o Santos, um dia, voltará a ser o Time dos Sonhos?


Neste sábado tem Time dos Sonhos no Museu Pelé

Como se sabe, neste sábado, a partir das 15 horas, no Museu Pelé, estaremos relançando o livro Time dos Sonhos, chamado de “A Bíblia do Santista”, que conta a história completa do Santos desde a sua fundação até o título brasileiro de 2002. Lançado pela nascente Editora Verbo Livre, a reimpressão da obra, que estava esgotada, foi viabilizada por uma campanha organizada pela Kickante, uma empresa de crowdfunding. Esperamos todos os que garantiram o seu lugar no coquetel no evento especial deste sábado.

Além da presença de ilustres santistas, estaremos em um verdadeiro templo do futebol e do melhor jogador da história, o nosso eterno Rei Pelé. Quem ainda não conhece o Museu, finalmente terá a oportunidade de fazê-lo.

Outra atração será a conversa com os pesquisadores da vida do Santos. Saberemos detalhes raros e interessantes da trajetória do Alvinegro Praiano revelados por Guilherme Guarche, autor de livros e responsável pelo departamento de Memória do Clube; Guilherme Nascimento, professor e autor do “Almanaque do Santos” e Wesley Miranda, garimpador de filmes inéditos de jogadores e jogos do Santos.

Na terça, encontro no bar Murymarelo, em São Paulo

O evento deste sábado é fechado, reservado apenas aos que contribuíram para participar do coquetel e do bate-papo com os pesquisadores do Santos. Mas na próxima terça-feira, dia 22, a partir das 18 horas, teremos um evento aberto em São Paulo, com acesso a todos os que contribuíram pela Kickante e também àqueles interessados em adquirir o livro.

O encontro, das 18 horas até o último freguês, ocorrerá no bar Murymarelo, situado à rua Fernandes Moreira, 387, Chácara Santo Antonio (a Fernandes Moreira é uma travessa da rua Alexandre Dumas, à direita de quem desce da avenida Santo Amaro. Mas também tem fácil acesso da Marginal Pinheiros, atravessando a Ponte do Morumbi no sentido Santo Amaro e saindo à direita, passando em frente ao Shopping Market Place) Clique aqui para entrar no site do Bar Murymarelo

Salão Fênix!

Uma curiosidade: o espaço no mezanino em que faremos nosso encontro no Murymarelo (que no site está com “i” e não “y”) se chama “Salão Fênix”.No livro uso essa expressão para falar dessa ave mitológica que está ligada ao signo do Santos e o acompanha em todos os momentos de sua existência.

Coincidência? Não creio. Ao preservar a rica história do Alvinegro Praiano, que se renova a cada dia, estamos impedindo que o clube, os santistas, a imprensa e todos os demais se esqueçam de que o Santos é um time enorme, sempre capaz de renascer.

A oportunidade também será ideal para conhecermos pessoalmente alguns companheiros do blog. Compareçam na terça! Ah, a Kickante mandou avisar que a tiragem é limitada e não haverá outras edições. Quem não tem e não adquirir agora o seu exemplar do Time dos Sonhos, ficará sem.

Um abraço e até lá!

E pra você, o que o Santos tem de fazer para renascer, de novo, das cinzas?


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