Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Analisemos quem deve ficar e quem deve sair do Santos

Quem fica e quem sai do Santos? Hoje é o último dia para dar sua opinião.

A enquete está chegando ao fim. Amanhã faço um post com o resultado da enquete que quer saber quais jogadores do Santos ficam e quais devem sair do clube em 2014. Se ainda não opinou, ainda dá tempo. Sua opinião pode fazer a diferença.

Santos teve atitude contra o Flu. Agora é pensar em 2014

O Santos jogou melhor, teve mais oportunidades de gol e mesmo sem fazer uma partida vistosa, venceu o Fluminense por 1 a 0, em Presidente Prudente, e agora já pode usar os dois jogos restantes no Brasileiro para preparar o time para 2014. O público beirou os 4.500 pagantes. Com mais uma vitória o Santos igualará a campanha de 2010, quando tinha Neymar e Ganso. Veja o gol do triunfo santista:

Que tipo de jogo será Santos e Fluminense?

Depois do que vimos sábado, no Maracanã, quando o Cruzeiro entrou com o time reserva e parece ter evitado afundar o Vasco, não se pode saber o que esperar de Santos x Fluminense, neste domingo, às 17 horas, em Presidente Prudente. Time por time, a lógica seria apostar em uma vitória do Santos, ou no máximo, no empate. Porém, enquanto o desmotivado Santos só tem como meta se classificar para a Copa Sul-americana, o Fluminense de Dorival Júnior precisa desesperadamente da vitória para evitar o rebaixamento.
Como os santistas disseram que jogarão por Claudinei Oliveira, veremos até onde anda esse amor dos atletas pelo técnico. Com a volta dos laterais Cicinho e Mena, o Santos deverá jogar com Aranha, Cicinho, Edu Dracena, Gustavo Henrique e Eugenio Mena; Alison, Arouca, Cícero e Montillo; Geuvânio e Thiago Ribeiro. O Fluminense, que não terá Gum, suspenso, e os machucados Fred, Carlinhos, Brum, Diquinho e Marcos Junior, provavelmente jogará com Diego Cavalieri, Igor Julião, Leandro Euzébio (Valencia), Anderson e Digão; Edinho, Jean e Wagner; Rhayner, Samuel e Rafael Sobis.

E você, acha que teremos jogo de verdade, ou de compadres?

Bom título em final decepcionante

Sabemos que nas categorias de base os títulos são menos importantes do que revelar jogadores. O Santos foi campeão da Copa do Brasil sub-20 nesta quarta-feira e ganhou o direito de jogar a Copa Libertadores da categoria no ano que vem, mas não se pode dizer que ao menos um dos santistas que estiveram em campo está pronto para ser um bom jogador profissional. Quase todos se mostraram falhos, dispersos e inseguros.

Com um pouco de boa vontade eu destacaria o volante Lucas Otávio, o goleiro Gabriel Gasparotto e o volante Misael (apenas pela cobrança de falta que decidiu o título), mas no todo o time decepcionou pela negligência, erros de passe, falta de empenho na marcação e falta de objetividade.

Mesmo com oito jogadores do seu elenco profissional (o Criciúma só tinha um, Bruno Lopes), o Santos mostrou-se irreconhecível no primeiro tempo, como se acreditasse que pudesse ganhar o título andando em campo. Faltou tudo para a equipe na primeira etapa, que se mostrou um bando preguiçoso, sem qualquer formação tática visível. Com muita vontade o Criciúma fez 2 a 0 e poderia ter feito mais.

No segundo tempo o Santos voltou melhor, ao menos com mais vontade, e Misael acertou uma cobrança de falta esotérica que diminuiu o placar para 2 a 1 e obrigou o Criciúma a marcar mais dois gols para ser campeão. Por alguns minutos o Santos pareceu controlar a partida.

Depois o Criciúma ainda teve um jogador expulso e o Santos continuava a ter muito espaço nos contra-ataques para empatar e até ganhar o jogo. Mas os santistas, Pedro Castro principalmente, cansaram de desperdiçar chances de gol, e foi o Criciúma que ainda chegou ao terceiro, aproveitando um pênalti mal marcado pelo árbitro em cima da hora. Sorte que nem deu tempo para o time catarinense fazer outro ataque, ou não sei o que aconteceria.

Enfim, o Santos foi campeão, o que tem o seu valor, mas no que é mais importante, que é revelar jogadores para o profissional, ficou devendo. Léo Cittadini, Leandrinho e Pedro Castro, que teoricamente formam um meio-campo técnico e poderiam controlar o jogo por ali, se mostraram erráticos, lentos e previsíveis. Não fosse o pequeno Lucas Otávio, e a liberdade do adversário teria sido ainda maior por aquele setor.

Relembrando: o Criciúma, que venceu por 3 a 1, ficando a apenas um gol do título, escalou apenas um jogador que atua no time profissional: o atacante Bruno Lopes, por sinal o melhor em campo.

Analisemos quem deve ficar e quem deve sair do Santos

Como temos feito desde 2010, ao final da temporada os freqüentadores deste blog analisam o desempenho dos jogadores do Santos e opinam sobre quais devem permanecer e quais devem deixar o clube – negociados ou mesmo dispensados. Chegou a hora de fazermos isso.

Sabemos que não são apenas os jogadores os responsáveis pelo sucesso de um clube. Há tudo que cerca o time de futebol – capacidade e sistema de trabalho da comissão técnica, marketing, administração, comunicação, logística… Talvez tudo possa ser resumido em organização e planejamento, que têm faltado ao Santos nos últimos anos.

De qualquer forma, no momento vamos nos ater aos jogadores e suas performances em 2013. Demonstraram técnica, fibra, personalidade e profissionalismo para vestir a camisa do Santos? Preocuparam-se em manter o físico em dia? Foram responsáveis e deram mostras de amor ao clube?

Nas vezes anteriores dei minha opinião primeiro, porém, como isso pode influenciar o veredicto de meus queridos leitores, desta feita deixarei para dizer o que penso em um artigo posterior.

Agora, abrem-se as cortinas e começa o espetáculo da democracia, no qual a análise de cada um tem a mesma importância do que a minha. Essas contribuições individuais formarão a opinião geral, o consenso que também será defendido por este blog.

Atenção para a lista dos 38 jogadores profissionais do Santos, segundo o site oficial do clube:

Goleiros: Aranha, Vladimir e Gabriel Gasparotto.

Laterais: Bruno Peres, Cicinho, Douglas, Émerson, Mena e Rafael Galhardo.

Zagueiros: Durval, Edu Dracena, Gustavo Henrique, Jubal, Neto, Rafael Caldeira e Walace.

Volantes: Alan Santos, Alison, Arouca, Lucas Otávio, Marcos Assunção, Misael e Renê Júnior.

Meias: Cícero, Leandrinho, Léo Cittadini, Montillo, Pedro Castro, Renato Abreu e Léo.

Atacantes: Everton Costa, Gabriel, Geuvânio, Giva, Neilton, Thiago Ribeiro, Victor Andrade e Willian José.

Diga o que acha de cada um e se prefere que ele continue no Santos ou saia. No final, os resultados serão tabulados e saberemos qual é a vontade da maioria dos santistas que freqüentam este blog e que representam também a vontade da maioria dos torcedores do Santos.

Bem, e pra você, quem fica e quem sai do Santos?

Nossa segunda pátria virá ao Brasil

Emocionante a atuação da Seleção de Portugal e de Cristiano Ronaldo, que foram buscar na Suécia uma classificação dramática sobre o respeitável time do também craque Ibrahimovic. Percebam a alegria do locutor português com a classificação de seu país para vir para a Copa no “País do Futebol”.

Note ainda a objetividade de Cristiano Ronaldo, que usa seu físico da maneira mais eficiente possível. Ganha na corrida dos zagueiros e bate a gol na primeira oportunidade, com força e precisão. Atuação fantástica! Autor dos quatro gols portugueses nos dois jogos contra a Suécia! Exemplo de preparo físico e objetividade que deveria ser copiado pelos atacantes brasileiros.

Concordo com a frase do poeta Fernando Pessoa, de que a pátria é a nossa língua. Portugal, nossa segunda pátria, estará aqui em 2014. Virá se juntar aos grandes latinos que praticam o futebol, com exceção da Romênia, eliminada pela Grécia. Teremos Portugal, França, Itália, Espanha, Argentina, Uruguai, México… Uma Copa que reunirá o melhor que a última flor do Lácio poderia fazer com os pés.

Veja como os gols de Cristiano Ronaldo enlouqueceram o locutor português:

Show dos Meninos da Vila na Seleção Brasileira

Agora veja o show de Neymar e o gol de Robinho na vitória do Brasil sobre o Chile por 2 a 1, nesta quarta-feira, em Toronto. Como é bom ver os eternos Meninos da Vila seguindo seu caminho de sucesso que começou no Alvinegro Praiano:

Agora, eu repito: e pra você, quem fica e quem deve sair do Santos?


Neilton e os salários dos jogadores de futebol

Santos ganhou. Mas com sofrimento.

Mesmo recuando perigosamente e sofrendo forte pressão do Goiás no fim do jogo, o Santos venceu por 1 a 0 – gol de Thiago Ribeiro aos 4 minutos do segundo tempo – e subiu para a primeira metade da tabela. Cerca de 9 mil pessoas viram o jogo na Vila Belmiro.

Reveja os melhores momentos de Santos 1 x 0 Goiás:
http://youtu.be/HM82hJgTX7A

Claudinei promete um Santos ofensivo contra o Goiás

Acho ótimo um meio-campo com Alison, Cícero, Leandrinho e Léo Cittadini, conforme parece ser a intenção do técnico Claudinei Oliveira para o jogo contra o Goiás neste sábado, às 18h30m, na Vila Belmiro. Jogar com apenas dois volantes é uma ousadia boa.

Uma formação dessas tornaria o time mais ofensivo e no mínimo teríamos uma ótima oportunidade para analisar o desempenho da equipe jogando dentro do estilo de jogo preferido pelos santistas.

Se vencer, o Santos irá a 25 pontos, com uma partida a menos do que os demais, e poderá continuar sonhando com uma vaga na Libertadores. Se perder ou empatar, o fantasma do rebaixamento aumentará de tamanho.

Por falar em fantasma, o do Goiás tem um nome: Walter, o gordinho que faz gols em todas as partidas. Esperamos que nossa experiente dupla de zaga, formada por Edu Dracena e Durval, não durma no ponto com o rapaz.

Na lateral-esquerda, cedendo ao anseio popular, Claudinei começará a partida com Émerson Palmieri. Ló fica no banco de reservas como uma opção para o meio-campo. Algo me diz que antes do final do jogo o técnico tirará Cittadini e colocará o veterano para segurar a bola.

Santos e Goiás se enfrentam neste sábado, às 18h30, na Vila Belmiro, pela última rodada do primeiro turno do Campeonato Brasileiro. Com dois jogos a menos, o Peixe soma 22 pontos e ocupa a 13ª colocação. Já o time goiano está em sétimo lugar na tabela, com 26 pontos.

A arbitragem será de Wagner Reway (MT), auxiliado por Cleriston Clay Barreto Rios (SE) e Paulo Cesar Silva Faria (MT).

Santos deverá jogar com Aranha; Cicinho, Edu Dracena, Durval e Emerson; Alison, Cícero, Leandrinho e Léo Cittadini; Everton Costa e Thiago Ribeiro. Técnico: Claudinei Oliveira.

O Goiás terá Renan; Vitor, Ernando, Rodrigo e Willian Matheus; Amaral, Dudu Cearense, David e Hugo; Renan Oliveira e Walter. Técnico: Enderson Moreira.

Reveja Santos x Goiás pela final da Copa São Paulo deste ano, com alguns jogadores que voltarão a campo neste sábado:

Meu feeling diz que o Santos se sairá bem. E o seu?

neilton

O jovem Neilton não deverá ser escalado para a partida deste sábado, às 19h30, contra o Goiás, porque só aceita renovar o contrato com o Santos por 100 mil reais por mês. É um direito que ele tem, mas, sinceramente, não sei onde é que esses garotos estão com a cabeça. Antes de pedirem tanto, deveriam fazer uma autocrítica e descobrir o que podem oferecer ao time e ao futebol.

O garoto ainda chuta fraco e, mesmo sendo corajoso, não sabe usar o corpo para proteger a bola, que costuma perder com facilidade. Assim, há muito o que evoluir antes de acreditar nas matérias sensacionalistas da mídia. Assim como Neymar jamais poderá se comparar a Pelé, Neilton está a anos-luz de se tornar um novo Neymar.

Talvez ele tenha pedido tanto por saber que no elenco do Santos há jogadores apenas medianos que ganham muito mais do que isso. Porém, um erro não justifica outro. A verdade é que nenhum clube brasileiro fatura o suficiente para manter folhas de pagamento tão altas e, por outro lado, pouquíssimos jogadores merecem soldos que ultrapassem três dígitos.

Na boa, mas na boa mesmo, com essa média de público que mal alcança 30% da lotação dos estádios; com os jovens e os patrocinadores fugindo do futebol e o ibope dos jogos transmitidos pela tevê caindo a cada dia, 100 mil reais deveria ser o salário do Ronaldinho Gaúcho e do Seedorf. Só.

Quer saber quanto eu acho que deveriam receber os jogadores do Santos? Não me pergunte de novo que eu digo. Perguntou? Está bem, lá vai:

Aranha: 25 mil reais.
Vladmir: 15 mil reais.
Gabriel Gasparotto: 12 mil.
Cicinho: 30 mil reais.
Bruno Peres: 18 mil reais.
Galhardo: 18 mil reais.
Edu Dracena: 30 mil reais.
Durval: 20 mil reais.
Neto: 20 mil reais.
Gustavo Henrique: 20 mil reais.
Jubal: 20 mil reais.
Léo: 20 mil reais.
Émerson Palmieri: 20 mil reais.
Mena: 20 mil reais.
Renê Junior: 18 mil reais.
Arouca: 30 mil reais.
Alan Santos: 20 mil reais.
Alison: 25 mil reais.
Léo Cittadini: 15 mil reais.
Pedro Castro: 15 mil reais.
Leandrinho: 20 mil reais.
Cícero: 25 mil reais.
Renato Abreu: 18 mil reais.
Montillo: 35 mil reais.
Neilton: 20 mil reais.
Victor Andrade: 18 mil reais.
Gabriel: 20 mil reais.
Giva: 20 mil reais.
Willian José: 20 mil reais.
Thiago Ribeiro: 28 mil reais.
Henrique: 12 mil reais.
Everton Costa: 15 mil reais.

Isso daria uma folha de pagamentos que, mesmo com a comissão técnica, não chegaria a 800 mil por mês – um valor praticável para um time inserido em um mercado tão pouco interessante, como o do futebol brasileiro. Eu diria que ter uma folha com mais de um milhão já é contraproducente.

Portanto, já deu pra perceber que para mim todos já estão muitíssimo bem pagos pelo futebol que apresentam e pelo grau de dedicação ao clube. Lembro que Pelé, o melhor de todos os tempos, no auge de sua carreira ganhava um salário mensal equivalente a 9 mil dólares, ou pouco menos do que 20 mil reais.

E você, acha que Neilton merece ganhar 100 mil reais por mês?


Azar ou incompetência?

Timemania este ano – até dia 13 de agosto

Posição Time UF Nº de apostas Percentual
1º FLAMENGO RJ 4.508.256 5,28%
2º CORINTHIANS SP 4.089.390 4,79%
3º SAO PAULO SP 3.107.527 3,64%
4º SANTOS SP 2.923.182 3,43%
5º GREMIO RS 2.729.288 3,20%
6º PALMEIRAS SP 2.660.258 3,12%
7º INTERNACIONAL RS 2.374.370 2,78%
8º VASCO DA GAMA RJ 2.373.204 2,78%
9º BOTAFOGO RJ 2.296.492 2,69%
10º FLUMINENSE RJ 2.133.087 2,50%
11º ATLETICO MG 2.131.157 2,50%
12º CRUZEIRO MG 1.952.129 2,29%
13º BAHIA BA 1.698.957 1,99%

santos e vasco
O goleiro vascaíno Diogo Silva dá de bico diante de Neilton, que não foi bem, e Montillo, o melhor em campo. O empate foi um castigo que veio no fim (Foto: Ricardo Saibun/ Divulgação Santos FC).

Tomar o único gol do adversário após cobrança de escanteio no último minuto da partida parece azar. Mas quem viu o jogo Santos e Vasco, e já tinha visto Santos e Coritiba, sabe que essa defesa do Alvinegro Praiano costuma dar umas cochiladas bem nos momentos finais, justamente em que ela precisa estar mais esperta. E contra o Vasco a dupla Edu Dracena e Durval já tinha deixado os vascaínos cara a cara com Aranha duas vezes no primeiro tempo.

Há quatro jogos sem vencer, essa vitória cairia do céu, pois deixaria o Santos três pontos acima da zona de rebaixamento, com um jogo a menos. Por isso, é inadmissível que, após um escanteio, no finzinho do jogo, em que o time todo deveria estar atento para a marcação, a bola tenha sobrado para um adversário livre na pequena área, tão livre que teve tempo de ajeitar o corpo e bater na saída de Aranha.

A incapacidade do Santos de segurar as vantagens, mesmo na Vila Belmiro, deixa o torcedor à beira de um ataque de nervos. Como é difícil ficar torcendo para o tempo passar e saber que a qualquer momento a zaga pode entregar o ouro. Se Edu Dracena, Durval, Léo e Aranha são jogadores experientes, por que, Santo Padre, o Santos ainda toma esses gols de bola parada no fim do jogo?

Outra crítica a ser feita tem a ver com a escalação e a postura do time. Depois de ensaiar uma formação mais ofensiva quando veio da base, Claudinei Oliveira está se revelando um discípulo fiel do Muricybol, enchendo o meio de campo de volantes e deixando jovens atacantes no banco de reservas.

Alison e Alan Santos têm jogado bem, levando-se em conta sua juventude, mas na Vila é preciso se fechar tanto? Neilton esteve mais uma vez isolado e pouco produziu. Thiago Ribeiro entrou em seu lugar e só se esforçou. Ainda está fora de forma. Willian José é um brigador. Dele não se pode esperar que crie nenhuma jogada. Mas será que eles são mesmo os melhores dos quais dispõe o técnico?

Se Victor Andrade, Gabriel e Léo Cittadini não jogarem na Vila Belmiro, jogarão onde? E quando? Sem dar oportunidade a esses garotos, que por sinal fazem parte do elenco, como eles ganharão confiança? Se Léo Cittadini entrou muito bem contra o Crac, a ponto de fazer um gol, por que o rapaz nunca mais foi escalado? Nem ele, nem Gabriel, nem Victor Andrade, nem Pedro Castro, nem Lucas Otávio…

Falta de ousadia

A falta de ousadia de Claudinei está engessando o Santos novamente. O frescor que se percebeu nos primeiros jogos após a saída de Muricy está se esvaindo. O técnico parece recear perder o respaldo dos veteranos e ao mesmo tempo não demonstra confiar nos mais jovens. Positivamente não é uma situação tranqüila. O pior é que ele pode estar certo e o elenco do Santos talvez seja suficiente apenas para lutar contra a queda para a Série B.

De qualquer forma, nessa hora lembro de uma frase inteligente de Vanderley Luxemburgo. Sim, inteligente e perspicaz. Ele dizia que era melhor ganhar um jogo e perder dois do que empatar três. Nos dois casos o time teria três pontos ganhos, mas no segundo teria uma vitória a mais, que é o primeiro critério de desempate. Como empatou suas últimas três partidas, o Santos fez menos do que Portuguesa e Criciúma, times que só anseiam permanecer na Série A.

Com mais esse empate, o alerta amarelo está ficando vermelho. Só um pontinho separa o Santos do Criciúma, o primeiro da zona de rebaixamento. O próximo compromisso do Alvinegro Praiano é o Bahia em Salvador, outra pedreira. A boa notícia é que Montillo está mesmo se firmando e mostrando o futebol que o levou a se destacar no Cruzeiro. Mas parece pouco diante dos obstáculos a superar.

Essa falta de vitórias e o sistema amedrontado de Claudinei compõem uma sombra que se avoluma sobre o Santos. Não há mais dúvida, para mim – apesar de o campeonato estar apenas no seu terço inicial – que este Brasileiro repetirá o que tem acontecido desde 2008, quando o Santos deixou de lutar pelo título nacional e passou a se preocupar apenas em não ser rebaixado. Isso é muito pouco para um time que se acostumou a ficar no pelotão da frente, mesmo nas épocas de vacas magras.

Veja, caro leitor, que de 1990 a 1995, seis anos de uma época em que o Santos estava na fila por um título importante, a pior classificação do Alvinegro Praiano foi um nono lugar em 1994. Pois em 1990 ele terminou em sétimo; em 1991 em oitavo, em 1992 em sétimo; em 1993 em quinto e em 1995 foi o vice-campeão mais roubado da história dos Brasileiros. E tudo isso com elencos limitados.

Nos últimos cinco Brasileiros – a competição que exige mais planejamento dos clubes – o Santos foi décimo-quinto em 2008; décimo-segundo em 2009; oitavo em 2010; décimo em 2011 e oitavo em 2012. Este ano ocupa a décima-quinta posição, sem perspectiva de grandes melhoras.

Veja os melhores momentos do jogo:
http://youtu.be/UaXe_rJYUuQ

Só 3.892 pagantes…

O Santos não aceitou a sugestão de leitores deste blog para reduzir o valor do ingresso. A diretoria que vive em uma redoma insistiu nos mesmos preços. Consequência: apenas 3.892 pessoas pagaram para ver o jogo contra o Vasco. Abaixo a ficha técnica da partida:

Santos: Aranha, Cicinho, Edu Dracena, Durval e Léo; Alison (Renê Júnior), Alan Santos (Leandrinho), Cícero e Montillo; Neilton (Thiago Ribeiro) e Willian José. Técnico: Claudinei Oliveira.

Vasco: Diogo Silva, Fagner, Jomar, Rafael Vaz e Henrique; Abuda, Fillipe Souto (Wilie), Wendel e Santiago Montoya (Marlone); Eder Luís e André (Tenório). Técnico: Dorival Junior.

Árbitragem: Edivaldo Elias da Silva (PR), auxiliado por Cleriston Clay Barreto Rios (SE) e Nadine Schramm Câmara Bastos (SC).

Público: 3.892 pagantes. Renda: R$ 110.061,00.
Gols: Edu Dracena aos 31 e Rafael Vaz aos 46 minutos do segundo tempo.

E pra você, esse empate com o Vasco foi azar ou incompetência?


Santos consegue empate valente no Mineirão

Para quem achava que o Santos seria um saco de pancadas depois de sofrer a goleada do Barcelona, até que o time se saiu muito bem no 0 a 0 contra o Cruzeiro, que pela primeira vez não venceu no novo Mineirão. Aplicado na defesa, mas também com disposição para atacar quando possível, o Alvinegro Praiano não mereceu vencer, mas, pela entrega e dedicação, também não poderia voltar de Belo Horizonte sem ao menos um pontinho.

As fixações de Cicinho e Mena nas laterais deram mais segurança à defesa. Aranha foi bem, Durval não comprometeu e Edu Dracena voltou a ter uma exibição excelente, ganhando todas as divididas e usando sua experiência para comandar a marcação.

Os volantes Alison e Alan Santos – que entrou logo no início, no lugar de Arouca – também se saíram bem na função de atrapalhar o avanço dos cruzeirenses pelo meio. Com isso, apesar de o adversário ter a posse de bola por mais tempo, o Santos não correu tanto perigo.

No ataque, Montillo voltou a criar boas oportunidades, mas Neilton e Henrique não estiveram no mesmo nível do argentino. Cícero segurou bem a bola, mas não chutou a gol e nem enfiou bons passes. Thiago Ribeiro entrou no fim e pouco fez. Desta vez o técnico Claudinei Oliveira preferiu não escalar Giva, que há uma semana era o atacante titular.

Pelo elenco que tem, não dá para esperar atuações fora de casa muito melhores do que essa que o Santos teve no Mineirão. Pode-se especular um Léo Cittadini no lugar de Cícero, mas temos de admitir que talvez não dê em nada, pois Léo ainda é muito jovem e pode sentir a titularidade.

Quanto às mudanças pedidas pelos santistas para a defesa, elas perdem o sentido depois de uma exibição como essa, em que Edu Dracena e Durval foram muito bem, com destaque para o primeiro, que realmente agiu como líder e capitão.

O resultado deixou o Cruzeiro na liderança do Campeonato Brasileiro e manteve o Santos perigosamente próximo da zona de rebaixamento. Mas o Alvinegro Praiano, que tem apenas 12 jogos, um a menos do que a maioria dos concorrentes, jogará na quarta-feira, às 19h30, contra o Vasco, na Vila Belmiro, e se vencer se aproximará do G4.

Edu Dracena foi o melhor em campo. Atuações.

Aranha: Não precisou fazer nenhuma defesa difícil, mas quando exigido foi bem. Nota 7.

Cicinho: Anulou Luan, fez cobertura, atacou quando pode e se entregou ao jogo com disposição: 8.

Edu Dracena: O melhor em campo. Não deixou passar nada. Desta vez saltou em todas as bolas e comandou a defesa. 8,5.

Durval: Fez bons cortes, se entregou mais ao jogo: 7.

Mena: Atacou e defendeu. Mostrou uma energia que Léo já não tem mais. 7

Alison: Dedicou-se à marcação com vontade. Armou alguns contra-ataques. 7. (Leandrinho entrou no segundo tempo. Melhorou o toque de bola no meio-campo, apesar de não ser tão bom marcador como Alison. 6,5.

Arouca: Jogou pouco e saiu machucado. Sem nota.

Alan Santos: Marcador implacável, ainda tentou apoiar o ataque, sem muito sucesso. 7.

Cícero: Tem categoria, sabe segurar a bola, mas às vezes demora para dar andamento à jogada. 7.

Montillo: Voltou a jogar bem, mas não tão bem como no meio da semana. Errou alguns passes que poderiam ser meio gol. De qualquer forma, foi o melhor atacante do Santos. 8.

Neílton: Empenhou-se, mas desta vez pouco produziu. 6.

Thiago Ribeiro: Jogou pouco, mas mostrou alguma categoria. 6.

Henrique: Brigador, algumas vezes atrapalhou a saída de bola do Cruzeiro. Mas produziu pouco. 6.

Técnico: Claudinei Oliveira: Armou bem o sistema defensivo e soube motivar o time para marcar o tempo todo. Preferiu Henrique a Giva, que seria o titular natural com a ausência de Willian José. No todo, merece um 7.

Arbitragem de Paulo Henrique Godoy Bezerra (SC), auxiliado por Carlos Berkenbrock (SC) e Fábio Rodrigo Rubinho (MT): Boa, mas caseira, deu cartões amarelos por “cera” para Mena e Thiago Ribeiro, mas deixou de dar outros dois em soladas de jogadores do Cruzeiro. Em quase todas as disputas de bola entre Henrique e Dedé viu falta do santista. Terminou o jogo com 15 segundos de antecedência, quando o Santos partia para um contra-ataque. De qualquer forma, merece um 7,5.

Cruzeiro 0 x 0 Santos. Ficha técnica.

Cruzeiro: Fábio, Mayke, Bruno Rodrigo, Dedé e Egídio; Nilton, Souza, Ricardo Goulart e Martinuccio (Elber); Luan (Lucca) e Vinicius Araújo (Borges). Técnico: Marcelo Oliveira.

Santos: Aranha, Cicinho, Edu Dracena, Durval e Mena; Alison (Leandrinho), Arouca (Alan Santos), Cícero e Montillo; Neílton (Thiago Ribeiro) e Henrique. Técnico: Claudinei Oliveira (interino).

Árbitragem: Paulo Henrique Godoy Bezerra (SC), auxiliado por Carlos Berkenbrock (SC) e Fábio Rodrigo Rubinho (MT). Cartões amarelos: Martinuccio e Vinícius Araújo (Cruzeiro); Alison, Edu Dracena, Mena, Thiago Ribeiro e Leandrinho (Santos).

Veja os melhores momentos da partida:
http://youtu.be/waFYGJXfUZ4

E você, o que achou do Santos nesse 0 a 0 com o Cruzeiro?


Os Novos Meninos da Vila mostram o caminho!

Precisa-se de estagiário que atue como câmera, editor de imagens e faça finalização. Enviar currículo para odircunha@magmacultural.com.br

Com muita personalidade, os Novos Meninos da Vila, enxertados por Aranha, Durval e Mena, foram a Catalão e venceram o Crac por 2 a 0 – gols de Gustavo Henrique e Léo Cittadini – e classificaram o Santos para as oitavas-de-final da Copa do Brasil. Se fossem eliminados, haveria a desculpa de que jogar a Sul-americana seria mais interessante, mas mesmo assim os Meninos demonstraram futebol e muito caráter e fizeram no campo do adversário o que o time titular não conseguiu na Vila Belmiro.

Antes que digam que vencer o Crac é mais fácil do que empurrar bêbado na ladeira, é bom lembrar que este mesmo time foi à Vila Belmiro e arrancou um empate de 1 a 1 contra uma equipe que tinha os experientes Léo, Arouca, Cícero e Montillo (Edu Dracena não tinha jogado a primeira partida).

Em Catalão, movido apenas pela energia dos Meninos, o Alvinegro Praiano foi um time mais motivado. Sua defesa deu menos oportunidades ao ataque goiano, o meio-campo disputou toda bola com vontade e o ataque apareceu em momentos decisivos, fazendo o suficiente para um triunfo indiscutível. E depois, com a vantagem de dois gols assegurada, o time tocou a bola com tranquilidade.

O jogo deixou claro o que os leitores e comentaristas deste blog já perceberam há tempos. Com os Meninos o Santos pode perder maturidade, o que é normal, mas ganha em vitalidade, determinação e técnica, pois apesar do gramado duro, que dificultava o toque de bola, a equipe saiu jogando várias vezes de sua defesa, o que não acontecia antes.

Gustavo, Léo, Alison e Mena, os destaques da partida

O zagueirão Gustavo Henrique é uma realidade. Além de não deixar passar nada lá atrás, o garoto tem calma e categoria para sair jogando e é eficiente quando vai à área adversária para aproveitar os cruzamentos. Com precisão e reflexo enfiou o pé na bola para inaugurar o marcador, após uma venenosa cobrança de falta de Galhardo.

A estreia do lateral-esquerdo Mena foi boa. Não mostrou nada de excepcional, mas não comprometeu. Entendeu-se bem com Neilton e outros jogadores que caíram pelo seu setor. Com a aposentadoria de Léo, finalmente marcada para o final do ano, Mena deverá disputar a posição com Émerson Palmieri.

O volante Alison vinha sendo um dos melhores em campo até sentir fortes cãibras e ser substituído. Forte, ágil, com ótimo timing na hora de dar o bote, o rapaz cansou de roubar a bola ou fazer cortes oportunos, atrapalhando o setor de armação do adversário. Fez boa dupla com o sóbrio Alan Santos, que voltou a jogar bem.

Mas quem entrou no jogo para animar o torcedor santista foi o meia Léo Cittadini. Em pouco tempo ele mostrou que faz jus às expectativas dos torcedores. Esguio e elegante como os grandes meias do nosso futebol, ele tratou a bola com carinho, soube protegê-la quando necessário e ainda foi à frente para completar a jogada de Willian José e marcar, de cabeça, o seu primeiro gol com a camisa sagrada do Alvinegro Praiano.

Gostei de Aranha, Galhardo, Leandrinho e Durval. O veterano zagueiro joga à vontade ao lado do novato Gustavo Henrique. Gostei também de Neilton – ao final do jogo cercado pelas crianças de Catalão -, que teve uma atuação sem jogadas espetaculares, mas muito eficiente para o time. Só não fiquei muito satisfeito com o meia Pedro Castro e o atacante Giva.

Pedro Castro demonstrou dificuldade para dar andamento rápido e limpo para as jogadas. Ele pareceu se enroscar com a bola. Léo Cittadini entrou e em pouco tempo foi possível perceber a grande diferença técnica entre ambos. Creio que não demorará muito para Cittadini ser o titular.

Quanto a Giva, que desta vez iniciou a partida, mostrou-se participativo como sempre, mas lhe faltou categoria e precisão para aproveitar as oportunidades. Desta vez Willian José foi melhor. Creio que esta posição será de Thiago Ribeiro.

O Santos do Futuro

Não digo que já tenham de assumir a titularidade, mas é evidente que com um pouco mais de tempo esses Meninos poderão formar um time jovem e muito interessante, que preserve a tradição santista de jogar bonito e marcar muitos gols. Depois de ver a vitória contra o Crac, eu diria que o Alvinegro caminha para ter um time titular com Aranha, Cicinho (ou Galhardo), Gustavo Henrique, Jubal e Mena; Alison, Alan Santos, Leandrinho e Léo Cittadini; Neilton e Thiago Ribeiro.

Reveja os melhores momentos de Crac 0 x 2 Santos:

http://youtu.be/CiadbSCKeDo

Parabéns ao Galo do Cuca!

Não sei qual foi o ibope, mas garanto que deve ter sido dos maiores. Brasileiro gosta de bom futebol e de jogos importantes. É isso que defendemos neste blog. Não se trata de ser a favor ou contra um ou outro time, mas sim a favor do futebol. O jogo a ser transmitido pela tevê deve ser, sempre, o mais atrativo e relevante, e não privilegiar nenhum clube. Ontem o apaixonado pelo futebol acompanhou o jogo e testemunhou a redenção de um time e de um técnico. Cuca já foi um bom meio-campo do Santos. Como técnico pegou o time em uma fase muito ruim e não foi bem. Mas a vida e o futebol são cíclicos. Ontem viveu a maior alegria de sua vida. Parabéns! O santista sabe como é bom ser campeão da Libertadores.

E pra você, o que representou a vitória dos Meninos contra o Crac?


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