Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Faltou fome de gol

Santos pega o Inter pelas quartas da Copa do Brasil
Em sorteio realizado nesta manhã, na CBF, ficou estabelecido que o Santos enfrentará o Internacional pelas quartas de final da Copa do Brasil. O primeiro jogo terá mando do Santos e será realizado na próxima quarta-feira, dia 28 de setembro.
Os outros jogos serão: Atlético Mineiro x Juventude; Grêmio x Palmeiras e Corinthians x Cruzeiro. Na semana seguinte os mandos de campo se inverterão. Continua a regra de gols fora de casa valerem mais em caso de empate no saldo de gols.
Como Santos e Corinthians farão seus primeiros jogos em casa, a única possibilidade de o Santos enfrentar o Inter no Pacaembu será passar um dos dois confrontos para a quinta-feira.

O texto sobre a reunião do Conselho Deliberativo de ontem à noite será postado mais tarde, lá pelas 16 horas. Abraços. Odir

Aviso ao amigo leitor de livros

eu-pele-e-as-criancas

Dos dias 10 a 31 de outubro a livraria deste blog não venderá nenhum exemplar. Estarei de férias.

Se quiser adquirir algum livro para dar de presente no período em questão, aconselho que o faça até o dia 10 de outubro.

Prossegue a promoção de adquirir um livro Time dos Sonhos e ganhar mais um exemplar igual, ou do Dossiê, e mais três livros eletrônicos. Aproveite e sugira aos amigos.

E em homenagem ao Rei Pelé, que faz aniversário em outubro, quem comprar o livro “Segundo Tempo, de Ídolo a Mito”, não terá despesas de correio. Clique aqui para comprar “Segundo Tempo, de Ídolo a Mito” com frete grátis e economize quase 20 reais)..

Abraço!

Odir Cunha

FALTOU FOME DE GOL

Toma, faz o gol. Não, não, faz você. Não, faz você… O lance embaixo das traves do Vasco chegou a ser hilário. No final, para completar a tragicomédia, o segundo gol do Santos não saiu e a bola foi esticada para Nenê, que ganhou a dividida do dispersivo Victor Ferraz e cruzou para o gol de Ederson, aos 24 minutos do segundo tempo, após falha de Gustavo Henrique. Com o gol da virada, que se iniciou nas frescuras do ataque santista, o jogo mudou e por pouco o time carioca não chega ao terceiro, o que levaria a disputa da vaga para os pênaltis.

Na verdade, fosse mais objetivo e tivesse o chamado homem-gol, o Santos teria vencido o Vasco novamente, em São Januário, e até com facilidade. O time carioca pressionou muito desde o início, a fim de descontar a derrota por 3 a 1 na Vila Belmiro, mas se não faltava garra aos cruzmaltinos, não havia a técnica que o Santos tem, principalmente no meio de campo. De qualquer forma, o empate de 2 a 2 foi justo e o Alvinegro Praiano, mais maduro, segue para as quartas de final da Copa do Brasil.

Assim como no ano passado, a competição caminha bem para o Alvinegro Praiano. Se houvesse um óbvio sistema de cabeças de chave, Santos, Palmeiras e Atlético Mineiro não se encontrariam na próxima fase. Mas o sorteio da CBF para a Copa do Brasil é como bumbum de nenê: nunca se sabe o que vai sair dele. Agora, o jogo em tópicos:

Filosofia de jogo
Mais uma vez, fora de casa, o Santos abdicou de tentar marcar gols e preferiu tocar a bola, sem profundidade. Essa postura complicou um jogo que tinha tudo para ser fácil. O time e seu técnico ainda não estudaram o segundo capítulo do tik-taka.

Destaques
Os zagueiros Gustavo Henrique e Luiz Felipe seguraram as pontas. Gustavo ainda bobeou no segundo gol do Vasco, mas Luiz Felipe não teve falhas.

Menções honrosas
Thiago Maia, Renato, Copete, Vitor Bueno e Lucas Lima garantiram o predomínio santista no meio de campo no primeiro tempo. Mas o jovem Vitor Bueno alternou bons e maus momentos. Falta-lhe maturidade tática.

Pontos fracos
Rodrigão e Victor Ferraz foram os piores do Santos. O primeiro mal conseguiu dominar a bola e Ferraz falhou na marcação dos dois gols, principalmente no segundo, quando chegou a ganhar a dividida de Nenê, mas depois permitiu a recuperação do vascaíno. Era lance para parar a jogada de qualquer jeito.

Meia mussarela, meia calabresa
Zeca, no todo, foi bem, mas levou um baile de Junior Dutra no primeiro gol do Vasco. Vanderlei também foi discreto. Os chutes que foram, entraram. Joel perdeu um gol feito, mas ao menos conseguiu trocar passes. Elano entrou para segurar a bola, e conseguiu.

Destaques vascaínos
Yago Pikachu, Andrezinho e Nenê foram a alma do Vasco, principalmente este último, o melhor jogador em campo. Pena não ter ido para o Santos. Além de jogar muito bem, tem o espírito que se espera de um vencedor.

Arbitragem
Dessa vez os santistas não têm motivos de reclamação. O árbitro Jean Pierre Gonçalves Lima não deu os 48 pênaltis pedidos pelos vascaínos (acho que pensam que ainda estão nos tempos do Almirante Heleno Nunes) e não marcou impedimento de Joel no gol de empate do Santos.

Público
Mesmo em seu jogo mais importante este ano, e com ingressos baratos, o Vasco só atraiu 17.393 pagantes, ou 7.193 pagantes a menos do que o Santos no domingo passado, contra o Santa Cruz, embaixo de chuva, no Pacaembu, pelo Campeonato Brasileiro. Acho que é mais uma evidência de que a torcida santista cresce, enquanto a do Vasco diminui.

Elenco
Se mesmo desfalcado de Ricardo Oliveira e Jean Mota, e com Vecchio e Yuri no banco, o Santos chegou a dominar o Vasco em São Januário, acho que o elenco santista permite, sim, que o torcedor cobre bons resultados no Campeonato Brasileiro, a começar por uma vitória sobre o Sport, sábado, em Recife. É outra partida em que ou vai, ou racha. Quem estiver cansado ou com dodói, peça para sair.

Modesto Roma
O presidente do Santos pegou 90 dias de suspensão e recebeu multa de 40 mil reais por insinuar que o árbitro de Internacional 2 x 1 Santos entrou em campo com a intenção de prejudicar o Alvinegro Praiano. Essa é o tipo da coisa que só se pode afirmar se tiver provas.

Narrador/ comentarista/ gaúcho/ carioca
O Sportv tem o dom de transformar jornalistas esportivos de todos os cantos do Brasil em amantes dos times cariocas, até mesmo improváveis gaúchos. Este parece ser o caso de Jader Rocha, que narrou “e comentou” Santos e Vasco. O rapaz viu tantas falhas do árbitro contra o time do Rio que esqueceu de comentar algumas agressões a santistas, como a de Diguinho em Lucas Lima. Pensei que essa bajulação aos times cariocas era coisa do passado. Até porque, nos mercados mais desenvolvidos do Brasil, o Santos tem mais torcedores do que o Vasco. Não fosse alguma serenidade do comentarista Ricardo Rocha e a transmissão teria sido ainda mais parcial.

Vasco 2 x 2 Santos
Oitavas de final da Copa do Brasil
São Januário, 21/09/2016, 21h45
Público: 17.393 pagantes. Renda: R$ 469.245,00.
Vasco: Martín Silva, Yago Pikachu, Luan, Rodrigo e Julio Cesar (Alan Cardoso); Diguinho (Madson), Douglas, Andrezinho e Nenê; Ederson e Junior Dutra (Thalles). Técnico: Jorginho.
Santos: Vanderlei, Victor Ferraz (Daniel Guedes), Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Zeca; Thiago Maia, Renato, Vitor Bueno (Elano) e Lucas Lima; Copete e Rodrigão (Joel). Técnico: Dorival Júnior.
Gols: Copete aos 10 e Nenê aos 24 minutos do 1º tempo; Ederson aos 24 e Rodrigo (contra) aos 37 minutos do segundo.
Árbitro: Jean Pierre Gonçalves Lima (RS).
Cartões amarelos: Diguinho, Douglas, Rodrigão, Thiago Maia e Zeca.
Cartões vermelhos: Andrezinho e Rodrigo (este, após o final da partida).

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E você, o que achou?


Chegou o jogo mais gostoso de jogar. E ganhar

Hoje é dia de lembrar o jogo mais emocionante e importante deste que é o clássico alvinegro de maior rivalidade no mundo: a decisão do título brasileiro de 2002, em que o Santos, com um time recheado de garotos, venceu o rival por 3 a 2, de virada, em pleno Morumbi, conquistando seu sétimo título brasileiro. Na primeira partida, no mesmo estádio, os Meninos da Vila já tinham vencido por 2 a 0. Naquele ano Santos e Corinthians jogaram cinco vezes e o Santos venceu todas. Enfim, uma partida e um ano para motivar os santistas para o jogão de hoje. Só para lembrar: Robinho, Renato e Elano estavam na decisão de 2002 e estarão em campo na partida de hoje, às 16 horas, no Itaquerão. Veja de novo:

Robinho
A elasticidade de Robinho, riqueza do Santos (Ricardo Saibun/ Santos FC)

Ao menos no campo o Santos pode equilibrar o jogo. Sim, pois fora dele, não dá. O privilegiado adversário recebe estádio construído com dinheiro público, patrocínio de 30 milhões por ano de empresa estatal, verba bem maior da tevê, arrecada muitíssimo mais de bilheteria, tem muito mais espaço na mídia e, com isso, atrai mais torcedores. A distância é enorme e está aumentando. Mas quando a bola rola, e são apenas onze contra onze, o Santos sempre é um adversário temido. Tanto é assim que Tite anunciou que escalará os seus melhores jogadores neste domingo, às 16 horas, no Itaquerão, para o grande clássico deste Campeonato Paulista.

Assim como escrevi que Santos e Palmeiras, na Vila, bateria os recordes de audiência deste Paulista, digo agora que Corinthians e Santos conseguirão, no mínimo, a maior audiência dos jogos de domingo realizados este ano no País. A rivalidade centenária, que começou com a goleada do Santos por 6 a 3 sobre o alvinegro paulistano, em 22 de junho de 1913, no Parque Antártica, em uma tarde de garoa fina e constante, prosseguiu com dezenas de capítulos emocionantes, que se repetem a cada vez que os dois times se defrontam.

Houve época, em que valia apenas o futebol, e o rico dos dois era o Santos. Hoje, mesmo sendo um dos times mais vencedores dos últimos dez anos, o Alvinegro Praiano negocia com a TIM um patrocínio de R$ 2 milhões por ano restrito aos números e perto do colarinho, enquanto o privilegiado adversário tem garantidos R$ 30 milhões por ano da Caixa, além de todas as outras benesses.

Se nada for feito, a falta de competitividade um dia matará o futebol brasileiro, o que seria uma burrice, pois mantê-la não exige prática nem perfeição, apenas ética e visão empresarial – qualidades que norte-americanos, alemães e ingleses têm de cobra, e por isso dominam os eventos esportivos.

Isso posto, vamos ao jogo, um dos que concentram a maior rivalidade do futebol brasileiro. Os adversários tentam desconversar, mas suas atitudes não escondem a atenção com a partida. O Corinthians, que simultaneamente disputa a importante Copa Libertadores, já está cinco pontos à frente do Santos na classificação geral do Paulista e faltam apenas dois jogos para terminar a fase. Mesmo assim, não quer dar moleza e entrará em campo com a chamada “força máxima”.

Se não levasse e conta a grande rivalidade, Tite pouparia alguns titulares. Porém, ao contrário, escalará todos eles. Sabe que uma derrota para o Santos, em pleno Itaquerão, abalaria a imagem de time quase perfeito que boa parte da imprensa quer construir. Ele próprio, já chamado de o Pep Guardiola dos trópicos, passaria a ser contestado.

A única dúvida de Tite é na zaga. Se Felipe, com problemas clínicos, não puder jogar, o ex-capitão santista Edu Dracena atuará contra seus velhos companheiros. Caso seja escalado, isso poderá ser uma vantagem para os atacantes do Santos, que conhecem muito bem as qualidades, mas também os defeitos de Dracena.

Para os santistas, não há dúvida de que este é o jogo mais importante. Nem sempre pela qualidade técnica, mas pela dimensão que a mídia dá a ele. Como a imprensa reserva um espaço desproporcional ao adversário, vencê-lo multiplica a exposição dos jogadores do Santos. Tenho cá comigo uma teoria de que Pelé não seria tão badalado de não mantivesse, durante tantos anos, o tabu de não perder para o alvinegro paulistano.

Da mesma forma, Geilson, Guga, Serginho Chulapa, Nenê e tantos outros não seriam tão lembrados se não tivessem sido decisivos em importantes vitórias sobre o rival. É gostoso ganhar do Corinthians, assim como é bastante doloroso perder. Bem, estas são as contingências do esporte e quem não está preparado para elas, melhor fazer tricô ou algo menos excitante.

Marcelo Fernandes treinou três times e não definiu nenhum

João Paulo, Juary e Nen+¬
Vendo o treino, João Paulo, Juary e Nenê (Ricardo Saibun/ Santos FC)

No último treino, fechado, Marcelo Fernandes treinou três formações diferentes, mas não definiu nenhuma para o clássico. Bem, não gosto de chutar, mas acho que o técnico não quererá colocar muitos jovens em um confronto de tanta responsabilidade. Assim, acho que Werley continuará na zaga, Cicinho e Valencia voltarão ao time após as suspensões, Vladimir será mantido no gol…

Porém, dizemos isso sem acompanhar os treinos do Santos. E se, por exemplo, Elano e Lucas Crispim estão treinando como leões. Potencial para jogar bem, ambos têm. Como Elano costuma se dar bem contra o Corinthians, será que o técnico está tentado a escalá-lo desde o início? Acho improvável, mas não deixa de ser uma hipótese.

Como Fernandes adiantou que a formação ofensiva será mantida, o que eu entendo escalar três jogadores de ataque, então Robinho e Ricardo Oliveira são nomes certos. A dúvida ficaria entre Geuvânio e Thiago Ribeiro, que tem entrado bem. Mas aí volto a fazer a mesma pergunta: e se Gabriel estiver arrebentando nos treinos? Rápido, eficiente nos contra-ataques, será que o menino poderá entrar no lugar que seria de Geuvânio? Novamente acho improvável, pois Geuvânio, ao perder a bola, é mais eficiente na marcação.

Confiante, Robinho diz que se o Corinthians um dia perderá, por que não neste domingo? Realmente, no campo é possível. Jogador por jogador, as forças se equivalem. E a motivação dos santistas deverá ser enorme. Vencer o Corinthians é a melhor maneira de transformar um princípio de crise em um momento maravilhoso.

Em homenagem a Nenê, hoje trabalhando no Santos, um jogo em que ele enfiou dois gols no rival deste domingo:

E por falar em homenagem, aqui vai mais uma, desta vez a Serginho, hoje braço direito do técnico Marcelo Fernandes. Na voz de Osmar Santos:

Santos faz visita de Páscoa à Casa Vó Benedita:

Esta é para os santistas, principalmente os de pouca fé:

E você, está animado para o grande jogo deste domingo?


Adriano não renova e deve sair. Assunção e Nenê estão mais perto

O volante Adriano, representado por seus dois agentes (sim, ele tem dois!), não chegou a um acordo com o Santos e deverá cumprir contrato com o clube até agosto, quando deverá pegar o seu boné e ir cantar em outra freguesia (isso se não surgir nenhum clube interessado antes).

O Santos chegou a oferecer luvas de R$ 500 mil e um contrato de quatro anos que começaria com o salário de R$ 120 e chegaria, no quarto ano, a R$ 160 mil por mês. Mas os agentes do jogador ainda queriam comissão… Não houve acordo. Assim, está no mercado um jogador-carrapato que marca o adversário como ninguém. Quem se interessar, é só procurar o departamento de futebol do Santos.

O técnico Muricy Ramalho não ficou chateado, pois acha que o Santos já tem bons volantes, como Arouca, Alan Santos, Renê Junior e Cícero. Por outro lado, o técnico deve ficar mais feliz ainda até esta sexta-feira à tarde, pois as conversações com Marcos Assunção e Nenê caminham para um desfecho feliz.

Os dois jogadores diminuíram suas exigências de lá, o Santos melhorou sua oferta daqui e é bem provável que o melhor cobrador de faltas do Brasil e o artilheiro da última temporada do Campeonato Francês venham engrossar as fileiras do Glorioso Alvinegro Praiano em 2013. É claro que nessas negociações tudo pode mudar da noite para o dia, mas por enquanto eu diria que tudo indica que teremos gente muito boa chegando na Vila estes dias.

Garotada da Copinha deu sono!

Torcida a favor, calor amenizado pela chuva, adversário já eliminado da Copa São Paulo de Futebol Junior, Santos com o mesmo time que foi campeão paulista Sub-20 – com exceção do zagueiro Jubal, poupado por já ter dois cartões amarelos – é claro que imaginei uma goleada contra o Corinthians de lagoas. E com essa expectativa aboletei-me na poltrona.

Mas o Santos deu a saída e ficou um minuto trocando bola no seu campo antes de atravessar a linha central, em uma amostra do que seria o jogo. Se tivesse contagem de tempo de bola, creio que o Santos tenha chegado a quase 80%, mas se eu lhe disser que o goleiro Alexandre, do adversário, só foi fazer uma defesa aos 44 minutos do segundo tempo, em um chute longo de Lucas Otávio?

Enquanto isso, o goleiro Gabriel Gasparotto, que assistiu ao jogo durante todo o primeiro tempo, na segunda etapa teve de salvar o time em duas ocasiões, Vai entender! O certo é que o time de Claudinei Oliveira, apesar de ter se classificado para a próxima fase com este empate de 0 a 0, foi uma decepção.

Lento, dispersivo, esse Santos não mostrou qualidades que o credenciem a ir muito mais longe nessa Copa. Dos jogadores, nenhum se destacou. Novamente deram a impressão de ingênuos, imaturos demais para ao menos conseguirem um lugar no banco de reservas do time profissional.

Se você insistir muito para eu citar alguns nomes, eu diria que os que têm mais intimidade com a gorduchinha são Lucas Otávio e Leandrinho (que saiu de campo com uma torção no pé). Pelo tamanho e aparente inteligência, eu diria ainda que Gustavo Henrique, mesmo muito lento, talvez ainda se torne um zagueiro profissional. Léo Cittadini bate bem na bola, mas parece já entrar em campo cansado. O goleiro Gabriel Gasparotto sai mal do gol e repõe mal a bola, mas fez duas ótimas defesas. Pedro Castro é um veterano de Sub alguma coisa, mas, indeciso, não se firma no time. Nenhum outro fez por merecer qualquer comentário.

Porém, se de uma equipe júnior surgem um ou dois jogadores com potencial para serem bons profissionais, já está ótimo. E deste time, pra mim, só Lucas Otávio e Leandrinho podem ser convidados para treinar com os profissionais.

E você, acha que o Santos deveria fazer um esforço para manter Adriano?


A solução é formar e garimpar jogadores. Mas cientificamente

Nesta segunda-feira, em Jaguariúna, pela Copa São Paulo de Futebol Júnior, este ano aberta a jogadores Sub-20, o Santos venceu o São Mateus/ES por 1 a 0, gol de Stefano Yuri no primeiro tempo. Com este resultado o Alvinegro Praiano joga pelo empate com o Corinthians de Alagoas, na quinta-feira, às 16 horas (Sportv), para garantir o primeiro lugar do grupo e a consequente classificação para a próxima fase. Mesmo dominando a partida, o Santos se mostrou dispersivo no ataque e perdeu várias oportunidades. Nenhum jogador se destacou, apesar do empenho de Lucas Otávio e Leandrinho.

Disposto a chegar perto do impossível para trazer ao menos mais um jogador de peso para o seu elenco, o Santos deve continuar especulando esta semana. Não me surpreenderia se Marcos Assunção e Riquelme fossem sondados, e torço para que sejam. Entretanto, e vários leitores do blog também estão percebendo isso, a busca pelo astro não deve ser o caminho prioritário do Santos e nem de qualquer clube grande brasileiro.

A distância tem diminuído, mas o que os grandes estrangeiros pagam aos seus principais jogadores ainda está bem acima do que seria razoável para o mercado nacional. Mesmo atletas na casa dos 30 anos, como Robinho e Nenê, custam bem mais do que um jogador brasileiro de nível técnico similar.

Um clube como o Santos, eternamente interessado em títulos e prestígio, precisa contar com alguns nomes consagrados em seu elenco, mas, pela realidade econômica de nosso futebol, não deve e não pode jogar todas as suas fichas nas grandes contratações – receita que mais tem provocado dívidas profundas do que trazido conquistas duradouras aos nosso clubes.

De nada adianta ter uma receita maior – de tevê, marketing, publicidade – se os clubes usam esse dinheiro para pagar maiores salários aos mesmos técnicos e jogadores de sempre. Haveria superávit se os salários pudessem ser achatados, ou ao menos crescessem em uma proporção menor do que o faturamento. Do jeito que está, assistimos a uma inflação financeira que não tem correspondido à melhoria da qualidade do jogo, ou à consolidação do mercado futebolístico brasileiro.

Uma ideia para mudar o jogo

Quando o amigo Luciano, de Arujá/SP, lançou a novidade de que eu poderia ser candidato à presidência do Santos – hipótese já descartada, visto que ainda não tenho dez anos como sócio do clube – e me pediu algumas ideias para divulgar em um fórum de debates de santistas, falei da criação de uma área de pesquisa ligada ao departamento de futebol que não exigiria muita despesa e certamente traria ótimos resultados.

Lembro de ter escrito que com alguns estagiários e seus respectivos computadores o clube poderia iniciar um trabalho de levantamento dos jogadores em atividade no Brasil, com informações e estatísticas essenciais para aumentar ao máximo a relação custo-benefício de uma contratação.

Só um participante desse fórum comentou essa sugestão, mas não lhe deu o menor crédito. Escreveu que era uma bobagem, pois o futebol deve ficar na mão de quem o conhece a fundo e não de estagiários. Ou seja, ele não entendeu nada. É óbvio que a decisão final por uma contratação continuará sendo do diretor da área, ou até do presidente do clube, mas passará a se basear em dados concretos e não no feeling de um ou outro.

O que se vê hoje é o técnico, ou o diretor de futebol, sugerindo contratações, de jogadores que eles já conhecem de outros clubes nos quais trabalharam. Ou, o que tem sido mais comum, aceitando as indicações dos próprios agentes desses jogadores. Isso é muito pouco, levando-se em conta que o Brasil tem 6.632 times profissionais de futebol, sem contar as milhares de equipes das divisões de base.

Apenas um mês de salário de um jogador comum pode pagar um ano dessa área de pesquisa, que entre outras informações importantes – como condições clínicas e físicas e detalhes do contrato de trabalho do atleta – trará as estatísticas dos jogadores. Não só quantos jogos fizeram, ou gols marcaram, mas sua porcentagem de passes, desarmes, assistências, cruzamentos certos…

Houve tempo em que apenas a dica de um olheiro ou a visão de um técnico tarimbado poderia trazer ao time uma jóia rara, perdida pela infinidade de times do Interior. Isso aconteceu em 1976, quando o técnico Zé Duarte foi à Caldense buscar o meia-esquerda Ailton Lira, que aos 25 anos já pensava em abandonar o futebol e montar uma oficina mecânica com o irmão, em Araras.

Aconteceu novamente em 1994, quando um jogador alto, magro e bastante tímido, de 22 anos, foi trazido da Sãocarlense, num período em que o Santos estava com a caixa a zero. Um ano depois esse rapaz, que se revelou um meia genial, foi escolhido o melhor jogador do Campeonato Brasileiro. Seu nome: Giovanni Silva de Oliveira, ou G10, ou O Messias, maior ídolo do Santos nos anos 90.

Hoje, porém, é quase impossível que um craque como Ailton Lira ou Giovanni alcance 22, 25 anos, sem que não tenha sido descoberto e adotado por algum empresário, que, por sua vez, tratará de negociar seu passe com o máximo de lucro. Mesmo assim, há muitas situações em que contratar um jogador desconhecido ou pouco valorizado pode ser um grande negócio. É preciso, porém, estar ligado ás oportunidades 24 horas por dia.

Moneyball, o filme que explica o que quero dizer

Há um filme nas locadoras, baseado em uma história real, que exemplifica bem o que quero dizer com este post. No Brasil seu título é “O homem que virou o jogo” (Moneyball, nos Estados Unidos). Ele conta a história de Billy Beane, gerente geral do time de basebol do Oakland Athletics, que, apesar da difícil situação financeira do time, conseguiu montar uma equipe competitiva para a temporada de 2002 adotando uma detalhada análise estatística dos jogadores criada pelo jovem Peter Brand, recém formado em Economia pela Universidade de Yale.

Os conselheiros técnicos da equipe rejeitaram e se tornaram agressivos com a teoria de Brand, que consideraram ridícula, mas o gerente Billy Beane deu crédito ao jovem, acabou demitindo todos os medalhões e montou um time bem menos caro, com jogadores sub-valorizados, que depois de um início ruim conseguiu vencer 20 jogos consecutivos, um recorde na Liga Americana.

O Athletics não conquistou o título, mas fez furor. Dois anos depois o Boston foi campeão da Liga adotando as teorias de Beane e Brand. Antes, o mesmo Boston tinha feito uma proposta para Beane de US$ 12,5 milhões por ano, que o tornaria o mais bem pago gerente da história do beisebol, mas Beane recusou.

Veja o trailer e tire suas conclusões:

Por que não Pinga?

Assim como há jogadores que estão recebendo bem mais do que merecem, há outros que, por um motivo ou outro, valem e recebem menos do que poderiam. Pinga pode ser um desses casos. Pelo seu currículo e a edição de seus melhores lances, parece um canhoto de personalidade e chute poderoso.

O que teria atrapalhado sua carreira, a ponto de seu passe valer tão pouco? Incidentes fora do campo? Gênio difícil? Indisciplina? O próprio apelido serviu para desvalorizá-lo? Como saber? O certo é que analisado apenas tecnicamente dá a impressão de ser um jogador bem mais preparado do que João Pedro, Gérson Magrão, Bernardo e outros que recentemente passaram pela Vila Belmiro.

Por que será também que Jucilei e Paulinho foram oferecidos quase de graça ao Santos e mesmo assim recusados? Quanto prejuízo não gerou ao clube essa imperdoável negligência? O que faltou, além de competência, para se avaliar devidamente o potencial desses dois ótimos meio-campistas, que depois foram reforçar o Corinthians?

Pois faltou um departamento moderno e profissional de futebol, que não se valha apenas dos instintos e contatos de uma pessoa, mas de uma pesquisa de mercado minuciosa. A falta desse departamento torna a formação de um elenco no Brasil uma aventura passional, amadora e perdulária.

A solução para o Santos, ou para qualquer clube de prestígio no País, é investir não só na formação de jovens atletas vindos da base, mas em um sistema científico de garimpagem de talentos que por qualquer razão não são valorizados e por isso podem ser contratados por valores compatíveis com o mercado brasileiro de futebol.

A garimpagem científica pode ser a saída para a falta de dinheiro?


A verdadeira história de Robinho e a chance de Nenê voltar

O curinga Lima me disse que quando o goleiro Gylmar tomava um frango, o time todo ficava mais tranqüilo, porque a partir daquele momento sabia que o “Girafa” fecharia o gol. Um erro despertava em Gylmar tal determinação que não deixava passar mais nada. Depois de ter dado a “barriga” sobre a contratação de Robinho, o mínimo que devo fazer é explicar direitinho como foi a reunião e contar o histórico desse interesse do Santos por ele. Além, é claro, de nunca mais confiar em notícias de terceiros.

Sim, confesso que confiei na informação e no feeling de um jornalista do Gazzetta dello Sport, uma publicação tradicional, que no dia 3 de abril completará 117 anos! Não é desculpa, porque estamos carecas de ver casos no Brasil de jornais que anunciam contratações e elas não se concretizam. Mas não queria fazer isso no nosso blog. Fiz. Mas, como o grande Gylmar, prometo que neste jogo dificilmente voltarei a tomar um frango. Pode escrever aí.

Por que Robinho não veio

O vice-presidente do Milan, Adriano Galliani, foi muito confiante para a reunião, na sexta-feira à noite, com o vice-presidente do Santos, Odílio Rodrigues, e o membro do comitê gestor Álvaro de Souza. O dirigente milanês confiava que as diferenças entre os valores pedidos pelo Milan e por Robinho, e a oferta do Santos, seriam equalizadas sem maiores problemas. Isso provavelmente fez com que passasse uma visão muito otimista a alguns jornalistas italianos.

Na verdade, segundo apurei neste sábado, o presidente do Atlético Mineiro, Alexandre Kalil, não fez nenhuma proposta por Robinho. O único clube brasileiro que fez uma proposta concreta pelo Rei do Drible foi o Santos. E qual foi ela? Cerca de sete milhões de euros em três parcelas anuais e, em um esforço descomunal, um salário de R$ 800 mil ao Robinho.

Porém, o Milan, irredutível nos dez milhões de euros, não aceitou. Robinho também não abriu mão de um salário de R$ 1,1 milhão, R$ 100 mil a mais do que ganhava em 2010, quando estava voltando para a Seleção Brasileira e era nome praticamente certo para a Copa do Mundo, a ser disputada meses depois.

Para facilitar as coisas em 2010, naquele semestre em que defendeu o Alvinegro Praiano, Robinho fez três comerciais – para Seara, Volkswagen e Rexona – que ajudaram o clube a quitar cerca de 20% dos seus salários. Hoje é diferente. Ele precisa lutar para voltar à Seleção e o grande garoto-propaganda do futebol brasileiro, como sabemos muito bem, é outro Menino da Vila.

De qualquer forma, quem acompanhou de perto a reunião de sexta-feira sentiu que se o Milan baixasse a pedida, talvez Robinho consentisse em reduzir sua pretensão salarial. Porém, diante da inflexibilidade do clube italiano, o jogador também não aceitou ganhar menos. Isso realmente complicou a negociação, pois um salário de R$ 1,1 milhão obrigaria o Santos a pagar um total de R$ 1,8 milhão por mês, somados todos os encargos.

O negócio não está totalmente descartado, mas agora a tendência é de que Robinho continue jogando no Milan pelo menos mais seis meses. Em junho os valores deverão cair e o Santos voltará à carga para trazer de volta o Rei da Pedalada. O negócio só não se concretizou desta vez porque o Milan e Robinho estão pedindo valores que não condizem mais com a forma técnica e física do ex-santista.

O interessante é que em julho do ano passado Robinho até toparia vir ao Santos por R$ 800 mil mensais, mas o empecilho era o alto preço pedido pelo Milan: 15 milhões de euros. Em dezembro, quando o Santos voltou a procurá-lo, Robinho disse que estava valorizado, com muitos clubes interessados nele, e que o salário teria de ser R$ 1,1 milhão.

Profissionalismo é profissionalismo, mas, para um garoto que nasceu em São Vicente e só foi revelado no futebol devido ao Santos – que cometeu a “loucura” de colocar um time de Meninos para disputar o Brasileiro de 2002 –, Robinho não fez qualquer concessão ao time que diz amar ou às suas origens nesse episódio que poderia trazê-lo novamente para os braços da torcida que o adora.

Nenê ficou de dar a resposta neste domingo

Pensei até em levar a informação de Nenê para o título, mas confesso que fiquei meio traumatizado com o “furo” de ontem. O certo é que a possibilidade de Nenê vir é bem maior. O jogador pediu R$ 5 milhões de luvas e salários de R$ 500 mil. O Santos ofereceu menos. Não me pergunte o quanto menos. Não sei.

Só sei que Nenê prometeu que daria uma resposta neste fim de semana que termina neste domingo à noite. Com 31 anos, este atacante canhoto nascido em Jundiaí em 19/07/1981 já teve uma boa passagem pelo Santos em 2003, quando disputou a Copa Libertadores e o Campeonato Brasileiro. Na oportunidade, Nenê fez 25 jogos e marcou oito gols pelo Alvinegro Praiano.

Revelado pelo Paulista de Jundiaí, Nenê jogou pelo Palmeiras, Santos, Mallorca, Alaves, Celta de Vigo, Monaco, Espanyol e Paris Saint-Germain, onde está atualmente. Marcou 49 gols em 113 jogos pelo time francês.

O que eu acho? Creio que Nenê só virá se não encontrar nada melhor. Ele ainda está estudando propostas de outros clubes. Porém, algo me diz que o negócio pode dar certo. O fato de já ter 31 anos e de ter passado boa parte da carreira em times médios e pequenos da Espanha não valorizam o seu passe.

Vêm aí as respostas de Álvaro de Souza

O assessor de imprensa do Santos, Arnaldo Hase, garante que Alvaro de Souza não se esqueceu da gente. Nesta semana que entra, segundo Arnaldo, o importante membro do comitê gestor do Santos deve responder as 25 perguntas enviadas por leitores deste blog.

E você, acha que Nenê dirá sim? E o que diz de Robinho?


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