Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Entenda a dor de cotovelo de Rogério Ceni em seis imagens

Muitos estranharam a surpreendente demonstração de dor de cotovelo de Rogério Ceni com relação a Neymar. Porém, se prestarmos atenção, veremos que a reação do goleiro tem sua justificativa. Foi dos pés de Neymar e de outros atacantes santistas, como Geilson e Robinho, que o arqueiro tricolor sofreu suas maiores humilhações em um campo de futebol.

De Geilson ele tomou o gol depois de perder uma falta. A bola bateu na barreira e Ceni passou a jogada toda correndo atrás dos santistas, até encontra-la no fundo de seu gol, no gol da vitória alvinegra.

De Robinho tomou um gol de letra, na estréia do santista que voltava da Europa para o Santos. O gol também decidiu a partida, vencida pelo Alvinegro Praiano por 2 a 1.

Nos outros filmes você verá e ouvirá Rogério Ceni ironizar a paradinha de Neymar, dizendo que “este circo só existe no Brasil”. Pouco depois, porém, ele cobraria um pênalti com paradinha, e o perderia.

Por fim, reveja os gols de Neymar com paradinha, que fizeram Rogério Ceni cair de bumbum no chão, enquanto a bola entrava mansamente no outro canto.

Gol de Geilson

Robinho de calcanhar

Ceni reclama da paradinha

Ceni dá paradinha e erra

Neymar ensina como é a paradinha

Neymar repete a lição

Percebeu porque Rogério Ceni ficou de mal de Neymar?


Globo não transmitirá Santos e Flamengo para São Paulo

Pergunte para qualquer criança brasileira sobre o jogo que ela quer ver hoje na tevê e a resposta será Santos e Flamengo, Neymar e Ganso contra Ronaldinho Gaúcho e Thiago Neves.

Pergunte para qualquer anunciante sobre os mercados que mais o interessam no Brasil e ele dirá: a cidade e o Interior de São Paulo.

Junte as duas informações e fique como eu, sem entender nada, quando a TV Globo anuncia que Santos e Flamengo será transmitido, no canal aberto, para todo o Brasil, menos para o Estado de São Paulo.

Leitores do blog que moram no Interior de São Paulo dizem que
a Globo está anunciando a transmissão do jogo do Santos hoje. Menos mal. Mas para quem mora na capital está mais fácil assistir aos clássicos da Europa do que os grandes jogos do Campeonato Brasileiro.

Essa manipulação é asquerosa. Formam os santistas, uma das torcidas de maior poder aquisitivo, a pagar o pay-per-view para ver o time jogar. E em pensar que a chance de se mudar isso foi perdida com a negociação apressada com a Globo.

Ou alguma coisa deu errada no planejamento da Globo, ou pediram para o diretor de balé fazer a programação do futebol. Não é possível que alguém na emissora, com ao menos um par de neurônios, acredite que Coritiba e São Paulo possa dar mais audiência na capital paulista do que Santos e Flamengo. Enfim, gosto não se discute. Se lamenta.

“Há outros valores além de dinheiro”. Frase lapidar de Pedro Nunes

A resposta que o diretor de futebol do Santos, Pedro Luiz Nunes da Conceição, deu aos jornalistas que mais uma vez o cercaram com perguntas sobre a decantada ida de Neymar para o Real Madrid, deve ser emoldurada e pregada na parede das redações esportivas do Brasil.

Disse o Pedro: “O Real Madrid está mal acostumado. Eles acham que dinheiro é tudo na vida e, às vezes, não é assim. Há outros valores acima disso”.

Não me lembro de ter lido ou ouvido nenhum diretor de clube brasileiro ter dito algo parecido. Até agora o dinheiro sempre falou mais alto. Não só o Real Madrid, mas os clubes europeus, até mesmo os medianos, estavam acostumados a conquistar a subserviência de presidentes e diretores de futebol brasileiros com um simples balançar de notas de euros.

Até porque esses dirigentes brasileiros, alheios aos interesses da torcida, eram os mais interessados nas transações, pois através delas é que desviavam dinheiro dos clubes para os seus próprios bolsos.

O Santos, mais uma vez, faz história e inaugura uma nova era nas relações com os clubes da Europa. Como já escrevi em muitos outros posts, com o Santos o buraco é mais embaixo. Os clubes europeus, e os seus baba-ovos, estão percebendo que há um clube na América do Sul realmente grande, que não coloca o dinheiro como sua prioridade.

Na verdade, não conheço, ao menos nas últimas quatro décadas, um clube que tenha tido uma postura tão altiva como o Santos nestes episódios com Neymar e Ganso. E isso contra boa parte de nossa inculta e colonizada opinião pública. Se pertencessem a outro clube, uma coisa é certa: os dois jovens já estariam longe do Brasil desde o ano passado.

O você acha de a Globo não transmitir Santos e Flamengo para São Paulo? E que tal a frase de Pedro Nunes, enquadrando o Real Madrid?


Obrigado São Rafael!

Dominado em quase todo o segundo tempo e salvo por grandes defesas de Rafael, o Santos conseguiu um empate dramático em 0 a 0 contra o América, em Querétaro, México, e está nas quartas-de-final da Copa Libertadores. A classificação valeu pela garra, pela luta, mas mostrou que o time tem carências.

O Santos até que segurou bem o jogo no primeiro tempo e continuava tranquilo no segundo, mas começou a se desintegrar quando Arouca se sentiu mal e teve de ser substituído por Rodrigo Possebon, um sujeito que parece estar jogando futebol pela primeira vez. Não sabe se colocar em campo, não marca ninguém, e só ajudou a embolar pelo meio.

Quando Muricy resolveu tirar Zé Eduardo e colocar Bruno Aguiar, para fazer o esquema com três zagueiros que deu certo contra o São Paulo, o Santos abdicou totalmente do ataque. Sozinho na frente, Neymar não conseguiu pegar nenhum chutão que vinha da defesa, e Ganso, sem pernas, tentava armar alguma coisa, mas em vão.

Léo e Jonathan deixaram de apoiar pelas laterais, Danilo sumiu do jogo e o Santos virou um monte branco amontoado em seu campo, tentando segurar o 0 a 0. O pior é que cada bola centrada na área era um perigo. Por mais jogadores que o Santos tivesse por ali, os mexicanos sempre levavam vantagem.

No finzinho Edu Dracena saiu com o nariz sangrando e foi substituído por Alex Sandro que, a exemplo de Possebon, não entrou bem na partida (bem, pelo menos ele corre mais que o Possebon, que parece estar desfilando em um jogo de casados e solteiros).

O final foi um desespero só, mas o empate e a classificação foram justos. Não por esse jogo, mas por tudo que o Santos tem jogado nos últimos dias e pelas dificuldades que passou para chegar ao México e fazer este partida

Acho que o time sai bem forte destas oitavas e pode surpreender o Cruzeiro nas quartas, para mim o melhor time desta Copa Libertadores até aqui.

Primeiro tempo um pouco menos sofrido

No primeiro tempo, até que foi possível, ao Santos, manter a bola a maior parte do tempo sob seu domínio, mas a verdade é que as únicas chances de gol foram do time mexicano: uma bola cabeceada na trave, que no rebote quase vira gol, e em uma enfiada pela esquerda, que resultou em um centro rasteiro para a pequena área, por pouco não alcançado por um jogador do América.

O ataque do Santos pouco apareceu. Zé Eduardo correu para lá e para cá, sem nada produzir de prático. Neymar esteve cercado até por três jogadores (tinha-se a impressão, porém, de que na primeira arrancada poderia decidir a classificação).

Arouca caiu pela direita, para tentar fazer o um-dois com Jonathan, mas na hora de cruzar, não acertaram. Danilo tentou um chute de longe, muito alto. Além dele, só Neymar também chutou, também por cima na trave. Chance de gol, o Santos não teve nenhuma.

Rafael pareceu calmo, mas um pouco distraído, Léo esteve bem, Durval melhor do que Dracena, Jonathan bem com a bola, mas precisava se preocupar com as costas.

No meio, Adriano marcou bem, mas caiu quando tinha uma bola dominada e quase cedeu um gol para o adversário. Danilo mais defendeu do que atacou. Paulo Henrique Ganso ajudou na marcação e, com a bola no pé, foi a esperança de uma assistência salvadora, que não veio.

A perspectiva para o segundo tempo era de que Muricy mexeria no time. Ou ao menos com os brios do time, pedindo mais atenção. Talvez ele pudesse repetir o que fez contra o São Paulo, tirando Zé Eduardo e colocando Bruno Aguiar, fazendo uma linha de três zagueiros. Porém, mesmo sem fazer muita coisa, Zé Love ao menos preocupava a defesa contrária e segurava uns dois zagueiros lá atrás. Sem ele, os mexicanos iriam pra cima do Santos com tudo, como realmente acabou acontecendo.

Otimistas, só 2% dos leitores deste blog votaram no resultado de 0 a 0. Quase todos apostavam em uma vitória do Santos, até tranqüila. A verdade, porém, é que o América jogou bem, soube armar-se na defesa para evitar um gol do Santos – o que seria terrível para ele – e ao mesmo tempo atacou com perigo, principalmente com bolas altas cruzadas das laterais.

Não foi uma boa partida do Alvinegro Praiano no aspecto técnico, mas deve-se levar em conta que o time deve estar exausto. Agora, porém, terá tempo para descansar antes do primeiro jogo pela final do Campeonato Paulista. E, provavelmentem, nao terá de volatr ao México tão cedo.

E você, o que achou do jogo? Acha que o cansaço influiu na queda de rendimento do Santos no segundo tempo, ou o América é que jogou bem?


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