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Estes jogadores o torcedor não quer mais ver no Santos

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Estes jogadores o torcedor não quer mais ver no Santos

fora 1 - vladimirfora 3 - bruno uvinifora 4 - vinicius simonfora 6 - Menafora 2 - edu dracenafora 5 - cicinhofora 8 - renatinhofora 7 - alan santosfora 9 - souzafora 10 - leandro damiãofora 11 - patito rodriguesfora rildofora 12 - thiago ribeiro

Enfim, aqui está o resultado da enquete que perguntou ao leitor deste blog quais jogadores devem ficar e quais devem sair do Santos. Foram computados cerca de 150 votos completos. O resultado será expresso em porcentagens e não em números absolutos.

Esses jogadores das fotos não foram os únicos rejeitados pelo torcedor, mas aqueles que tiveram mais de 70% de desaprovação. O zagueiro Neto, com 67%, e o meia Leandrinho, com 62%, foram outros renegados pelo torcedor. A seguir, a análise dos reprovados:

Vladimir – O Santista ainda tinha esperança nele enquanto estava no banco. Era considerado uma promessa, capaz até de ser titular caso tivesse oportunidades. Enfim ele as teve, mas não correspondeu. 78% querem que não esteja no Santos em 2015.

Bruno Uvini – Grande rejeição. Creio que a falha no gol do Cruzeiro que desclassificou o Santos na Copa do Brasil deva ter influenciado bastante. Nada menos do que 94% dos votantes não o querem mais vestindo a camisa do Santos.

David Braz – A opinião sobre ele está dividida. 52% querem que saia, 48% que fique. Os gols que marcou no Pacaembu provavelmente influenciaram positivamente, mas muitos continuam achando que não tem categoria para ser zagueiro do Alvinegro Praiano.

Edu Dracena – Sua idade, o alto salário e a falta de mobilidade foram motivos para que 72% dos leitores considerassem que a sua carreira no Santos acabou. Pedem que tenha uma despedida honrosa e, talvez, continue trabalhando em outras áreas do clube.

Neto – Por pouco não entrou na foto dos renegados. 67% dos votantes não o querem no Santos na próxima temporada. As maiores queixas estão relacionadas à falta de categoria e aos crônicos problemas físicos.

Vinicius Simon – Depois de ser considerado uma esperança da zaga, este Menino da Vila machucou-se muito, não foi bem nas poucas oportunidades que teve e por isso amargou uma rejeição de 86% dos votantes.

Cicinho – Alguns sugerem que vá para o meio de campo, mas o certo é que como lateral-direito poucos o querem no Santos em 2015. Sua rejeição foi de 80%. O futebol atrapalhado e a dificuldade para concluir uma jogada pesaram nesse julgamento.

Mena – Assim como Cicinho, o titular da Seleção do Chile não agradou aos santistas. Com dificuldades para marcar e apoiar, Mena foi reprovado por nada menos que 83% dos leitores. Muitos sugerem que ele seja negociado para reduzir as dívidas do clube.

Victor Ferraz – Sua votação foi equilibrada: 58% querem que saia, 42% que fique. O fato de seu passe não pertencer ao Santos influiu para que seu índice de rejeição fosse maior. O santista provou mais uma vez que é mais complacente com seus Meninos.

Alan Santos – Surpreendi-me com a rejeição a Alan Santos. 75% dos santistas não o querem na Vila em 2015. Alguns sugerem que seja emprestado para ganhar experiência e volte mais maduro, ligado e menos violento.

Renatinho – Outro que, segundo p santista, deve receber uma despedida honrosa e pendurar as chuteiras. Seu notável passado no Santos não impediu que Renato, ou Renatinho, fosse rejeitado por 83% dos votantes.

Souza – Este quase conseguiu a unanimidade negativa. 99% dos santistas não o querem mais no Santos em 2015. Foi mais um jogador vindo do Cruzeiro que não deu certo na Vila, onde não marcou, não apoiou e nem fez os gols de falta que costumava fazer em outros times.

Leandrinho – Não entrou na foto por pouco. Sua rejeição foi de 62%. Ainda há quem acredite que poderá vingar se tiver mais oportunidades, mas o número de santistas que acreditam nele está diminuindo. Foram apenas 38%.

Jorge Eduardo – Também ficou a 6% de entrar na foto dos maiores reprovados. Com 64% de desaprovação, não foi considerado, pela maioria, um atacante digno de jogar no Santos. As maiores críticas dizem respeito à falta de experiência.

Leandro Damião – Sua rejeição não foi maior porque muitos santistas acham que se ele sair agora, desvalorizado, o clube terá grande prejuízo. Para estes, melhor seria jogar ao menos o Campeonato Paulista. 74% votaram por sua saída.

Patito Rodriguez – O simpático argentino voltou a ter chances e voltou a não convencer o torcedor, que o considera errático. Apenas 9% gostariam que ficasse, enquanto 91% preferem que Patito esteja bem longe da Vila em 2015.

Rildo – O esforçado jogador que veio da Ponte Preta definitivamente não caiu no gosto do torcedor do Santos. 94% querem que não vista mais a camisa do Alvinegro Praiano. Para estes, o que mostrou de velocidade, Rildo mostrou de falta de categoria.

Thiago Ribeiro – Os muitos gols perdidos, o salário alto, o tempo gasto com contusões e problemas psicológicos explicam a rejeição de 82% deste atacante que, para boa parte dos santistas, nunca teve uma real identificação com o clube.

Os aprovados

No próximo post divulgarei os jogadores aprovados pela pesquisa, ou seja, aqueles que o torcedor do Santos que participou da enquete quer que continuem no time em 2015.

E você, o que achou da lista dos reprovados?


Estreia preocupante

O desabafo de Ruy Cabeção: “O futebol brasileiro está decadente… Os times estão nas mãos de empresários… Os investidores estão c… e andando para o torcedor”.

Dos times paulistas na Série A, o Santos foi aquele que teve o pior resultado. Empatar em casa, com o Sport, significa perder dois pontos. E na Vila Belmiro, pra acabar com essa mania de que o Santos ganha todas quando joga no Urbano Caldeira. Bobagem. E poderia ser até pior se Gabriel não marcasse aos 34 minutos do segundo tempo, resvalando de cabeça um chute de Geuvânio. Os jogadores do Sport reclamaram impedimento, mas o bandeirinha julgou que Renê, do Sport, que recuava da linha de fundo, dava condição ao santista.

Vi e revi o lance com cuidado e acho que o auxiliar agiu certo. Em dúvida, não se pode punir o atacante. E, mesmo não tendo feito uma grande exibição, o Santos procurou mais o gol. Criou 12 chances para marcar, contra apenas três do Sport; teve oito escanteios, contra apenas um do adversário; fez oito jogadas de linha de fundo, contra uma do Sport, e finalizou 21 vezes, contra nove. Seria injusto perder.

Ouvi o segundo tempo pela rádio Jovem Pan, pois estava escrevendo textos para o Museu Pelé, e gostaria de dar um humilde conselho ao narrador José Manuel, daquela emissora: Meu caro, evite falar tantas vezes que o jogador “vai marcar”. Só use essa expressão se ele realmente for marcar o gol. Só no segundo tempo você repetiu “vai marcar” umas dez vezes em ataques do Santos.

Assim você mata seus ouvintes do coração. Ou, pior, ninguém acreditará quando você afirmar isso. Diga “pode marcar”, ou qualquer coisa que deixe no ar a possibilidade de marcar, ou não. Se “vai marcar”, porque não marca nunca, ou quase nunca? Bem, foi só um conselho de quem trabalhou alguns anos com Osmar Santos, o Pai da Matéria. Abraço!

Quanto ao jogo, a má sorte da contusão de Neto também tem de ser levada em conta. Jubal entrou gelado e logo recebeu uma bola nas costas. Não dá para culpar o garoto. O que dá para pedir é mais capricho no passe e no arremate. Faltou de novo a precisão final. Infelizmente, sou obrigado a dizer que se Leandro Damião ao menos tentasse bater de esquerda de vez em quando, teria feito o gol aos 2 minutos do segundo tempo, quando perdeu centésimos de segundo para tocar de direita e jogou para fora.

O pior é que o torcedor olha para Damião e lembra que ele foi comprado por 42 milhões em uma época em que as finanças do clube já estavam depauperadas. Não sei o que esta diretoria pensou ao fechar o negócio. Se o objetivo foi jogar essa dívida imensa para a gestão que assumir o clube nas próximas eleições, então foi dos piores crimes já cometidos contra o clube. Se foi imaginando que Damião seria valorizado, mostrou um desconhecimento profundo do futebol.

A complicada situação financeira do Santos

A propósito, recebi hoje um e-mail do amigo Marcelo Fernandes, com mensagem recebida por ele dos santistas Marcelo Mello e Roberto Rabelato, que estão liderando um movimento para cobrar dos conselheiros do Santos uma posição mais firme com relação a atos da diretoria que têm agravado a situação financeira do clube. Diz a mensagem de Mello e Rabelato enviada aos conselheiros:

Senhores conselheiros:
Em vista dos números apresentados como resultado do último exercício social, da continuidade de ações executadas no primeiro trimestre de 2014 (e corretamente ainda não agregada ao balanço patrimonial) e de projeções para o final do corrente exercício, mas principalmente para o triênio 2015/2017, chamamos sua atenção para o que expomos:
1- Uma aplicação de analise técnica contábil chamada de indice de liquidez corrente, que aponta a capacidade de pagamento de uma instituição aponta que no sfc temos apenas r$ 0,18 (dezoito centavos de real) para cada r$ 1,00 (hum real) de dívida.
Não é necessário ser um expert em contabilidade ou finanças para ver que isso por si só é alarmante!
2 – uma conta simples efetuada com os mesmo dados nos mostra:
Em 2012 vendemos cerca de 27 milhões em jogadores e em 2013 cerca de 71 milhões.
Um aumento de 44 milhões.
Em 2012 tínhamos um passivo circulante (isso é de curto prazo de vencimento) de 117 milhões e em 2013 temos esse mesmo passivo de 174 milhões.
Um aumento de 50 milhões.
Em 2012 tínhamos um déficit acumulado de 134 milhões e em 2013 temos um total de 157 milhões.
Um aumento de 20 milhões.
Esses números (apenas em ordem de grandeza) nos apontam para a seguinte e inevitável conclusão: o sfc necessita buscar no mercado no mínimo mais 100 milhões de reais seja em novos empréstimos e financiamento seja em venda de jogadores, em 2014 somente para manter o nível atual das contas.
E o grupo se fez essa pergunta: quem temos disponível para venda que nos dê esse aporte de capital?
Essa resposta deixamos a cargo do foro íntimo e da consciência de cada um dos senhores, assim como a reflexão do que isso representaria para o time.
outra opção, e essa já apontada e aprovada por seus pares, é a antecipação dos recebíveis, o que a nosso ver compromete sobremaneira a administração futura, seja ela qual for e pouco interessa, pois aqui, nos preocupamos somente com a governabilidade do clube e não com o poder.
Outro simples exercício de lógica nos faz ver o seguinte:
Se em 2013 com o nível de receita que tivemos, fomos obrigados a buscar mais de r$ 110 milhões em recursos outros; se em 2014 somos abrigados a vender jogadores e antecipar r$ 53 milhões em cotas de tv para continuarmos a continuar sobrevivendo, o que ocorrerá em 2015 e nos anos seguintes em que as cotas já foram adiantadas e comprometidas, portanto diminuindo sobremaneira a entrada de recursos?
Essas, senhores, são nossas preocupações e o motivo de virmos a sua ilustre presença solicitar que em nome de toda nação santista, consulte seu coração e pese nosso futuro na hora dar seu voto nas coisas do glorioso alvinegro praiano.
Ficamos a inteira disposição para saudável e produtivo debate sobre o assunto sempre que seja necessário.
atenciosamente:

Grupo independente de sócios, torcedores e simpatizantes do glorioso SFC!
Por um Santos forte, sólido, sustentável; transparente e digno.

É claro que eu concordo que essas ações da diretoria precisam ser devidamente investigadas pelo conselho. Aliás, se o impeachment se concretizasse depois do vexame dos 8 a 0 contra o Barcelona, e novas eleições fossem marcadas, a compra nebulosa de Leandro Damião não teria se perpetrado, com incalculáveis prejuízos para o clube.

E pra não dizer que falo sobre isso apenas agora, copio um post que escrevi neste mesmo blog em 29 de setembro de 2010, portanto há três anos e sete meses, cobrando mais transparência da diretoria do Santos. Este foi um dos posts que fez com que o presidente Luis Álvaro Ribeiro me tirasse da coordenação do Centenário e me excluísse do filme do qual eu era roteirista:


http://blogdoodir.com.br/wp-admin/post.php?post=2668&action=edit

Reveja os melhores momentos de Santos 1 x 1 Sport:

Santos 1 x 1 Sport
Vila Belmiro, Santos, 18h30m
Santos: Aranha; Cicinho, Neto (Jubal), David Braz e Mena; Arouca (Alan Santos), Geuvânio e Cícero; Thiago Ribeiro (Lucas Lima), Gabriel e Leandro Damião. Técnico: Oswaldo de Oliveira.
Sport: Magrão; Patric, Ferron, Durval e Renê; Ewerton Páscoa (Rithelly), Rodrigo Mancha, Renan Oliveira (Augusto) e Wendel (Ananias); Felipe Azevedo e Neto Baiano. Técnico: Eduardo Baptista.
Gols: Neto Baiano, aos 27 minutos e Gabriel, aos 34 minutos do segundo tempo.
Arbitragem: Arilson Bispo da Anunciação (BA), auxiliado por
Rodrigo Pereira Joia (RJ) e Silbert Faria Sisquim (RJ).
Cartões amarelos: Jubal (Santos); Rodrigo Mancha e Ferron (Sport).

E pra você, como foi a estreia do Santos no Brasileiro?


Apesar de Muricy, Santos deve golear hoje

Infelizmente Muricy Ramalho volta a dirigir o Santos na partida de hoje, contra o Flamengo do Piaui, e com ele voltam jogadores que amarram e dão insegurança ao time, como o lateral-direito Galhardo e o quarto-zagueiro Durval. Por outro lado devem sair Patito Rodríguez e Alan Santos, que jogaram muito bem contra o União Barbarense e ajudaram o time a ser mais ofensivo.

A partida contra o Flamengo do Piauí, na Vila, é aquela que o Santos pediu para lavar a alma. O jogo típico para ir pra cima, jogar com vontade e conseguir uma goleada para colocar o Alvinegro Praiano no prumo. Para isso, não se exigia nenhuma invenção: era só repetir o time e a formação tática do último domingo, com três atacantes: Patito Rodríguez, Neymar e Giva.

Mas Muricy, que detesta ouvir o torcedor, deve escalar Galhardo, Durval, Léo e Arouca, tirando da equipe Alan Santos, Neto, Guilherme Santos e Patito Rodríguez. Qualquer torcedor de botequim não tiraria ninguém, talvez com exceção de Guilherme Santos. Se em time que se ganha não se mexe, em time que se goleia, menos ainda.

Porém, como o Santos pode empatar por 0 a 0 e 1 a 1 e ainda assim se classificará, não me admirarei se o time começar tocando a bola na defesa, esperando o perigosíssimo Flamengo do Piauí partir pra cima. E ficarei ainda menos surpreso se depois de estar vencendo por 1 ou 2 a 0, Muricy não trocar jogadores de ataque por outros de defesa, para “segurar a classificação”.

Um técnico precisa ter a sensibilidade para perceber que cada time tem uma cultura. Para o torcedor do Santos, a goleada é uma necessidade vital. Outros torcedores podem se contentar com vitórias magras a vida inteira, e de 1 a 0 em 1 a 0 podem conquistar todos os títulos, mas o santista não se contenta com conquistas com as calças na mão.

Um jogo como o de hoje, em qualquer época da história do Santos, mesmo com os piores times já formados na Vila Belmiro, só poderia significar goleada. Espero que o time jogue para isso e que a torcida não permita que o modorrento muricibol prevaleça.

As revelações de Kalil

Ontem Alexandre Kalil, presidente do Atlético Mineiro, revelou o que todos já sabiam: que Andrés Sanchez serviu de instrumento para detonar o Clube dos Treze em troca do estádio que lhe foi prometido. Só não ficou claro quem teria feito a promessa: a Rede Globo, a CBF, o Governo Federal… ou os três?

O Clube dos Treze era a oportunidade de os grandes clubes brasileiros lutarem por seus direitos de uma maneira coletiva e organizada. O fim do Clube gerou uma economia incalculável à Rede Globo – que passou a negociar em sigilo com cada um dos times –, além de impedir a concorrência de outras redes de tevê.
O golpe prejudicou a livre competitividade entre os clubes e privilegiou dois deles, abrindo o caminho para a espanholização galopante que ora se observa. E em pensar que é este mesmo Sanchez que quer assumir a presidência da CBF…

Kiko foi à Vila ver o Santos de Neymar

O ator Carlos Villagrán, que faz o personagem Kiko, astro da série mexicana Chaves, visitou a Vila Belmiro e fez questão de conhecer o ídolo Neymar:

E você, espera uma goleada hoje? Ou uma classificação chorada?


A torcida estava certa. Miralles tem de jogar!


Miralles corre para “abraçar” a torcida depois de marcar um gol no clássico. Ele ganhou a camisa 9 pelo voto popular (Foto: Ricardo Saibun/ Divulgação Santos FC).

Sim, antevi três gols do Santos contra o São Paulo porque essa é a diferença atual entre os dois times, apesar de reconhecer um bom nível no adversário. Mas enquanto o Santos tem uma equipe mais experiente e conta com jogadores que decidem, entre eles Neymar, o São Paulo anda tateando há algum tempo e ainda se desfez do único jogador acima da média, Lucas. Com todo o respeito, a verdade é que o tricolor paulistano virou um freguês assíduo do Alvinegro Praiano e o clássico na Vila mostrou que por mais que os dois times jogassem, o vencedor seria um só.

Os gols saíram com tanta facilidade – Miralles no primeiro tempo, e Neymar (pênalti) e Miralles de novo no segundo -, que se realmente precisasse de mais, sinto que o Santos faria. A falta de Rogério Ceni deixa a defesa do São Paulo com as calças na mão. O veterano Lúcio não teve fôlego para acompanhar Neymar, Miralles e Montillo. Ganso virou um Dodô, uma ave que não voa mais.

Como toda criança já previa, foi só Miralles ser escalado desde o começo de uma partida e já ganhou a posição. Fez dois gols, voltou para ajudar o meio-campo, passou, tabelou. É bem mais versátil do que o estático André, cuja única qualidade, segundo Muricy Ramalho, é saber “jogar de costas para o gol”. Também acho admirável saber jogar de costas, mas de frente não fica mais fácil fazer gols?

E Montillo? Bem, inteligente como é, Montillo está sentindo o peso da camisa 10 do Santos, aquela que era usada pelo melhor jogador de todos os tempos. Se fosse um ignorante, provavelmente não sentisse nada. Mas o gringo pensa… De qualquer forma, tenho fé de que logo desencantará…

No ataque, Neymar serviu como garçom para os dois gols de Miralles. O terceiro foi de um pênalti indiscutível em Neymar, que ele mesmo cobrou, e muito bem. Só faltas que Neymar não acerta uma. Deveria permitir que outros companheiros cobrassem. Sua gulodice está ficando chata.

Mas o Santos ganhou o jogo na defesa. O zagueiro Neto e o volante Renê Junior voltaram a jogar muito bem. Mas os laterais Bruno Peres e Guilherme Santos também melhoraram. Durval foi o mesmo rebatedor de sempre e Rafael pulou tarde em uma falta cobrada do meio da rua, no único gol do tricolor.

Arouca e Cícero foram discretamente bem. Montillo errou passes, perdeu bolas, mas deixou Miralles e Neymar de frente para o goleiro. Não fosse tão narcisista e tivesse a velha humildade em gol, e Neymar faria o quarto, de esquerda, logo após driblar o arqueiro. Mas quis dar o breque e driblar novamente o zagueiro, acabando por perder a bola. Esse individualismo às vezes atrapalha.

Há quem diga que o excesso de compromissos com patrocinadores e com garotas tem diminuído a velocidade e o arranque de Neymar. Não sei se é isso, mas ele está tendo muita dificuldade para driblar, mesmo quando fica no chamado mano a mano com o zagueiro. Boas noites de sono, alimentação balanceada e um pouco de paz de espírito também são essenciais a um craque. Que os mentores do garoto conversem sobre isso com ele.

Miralles teve um aproveitamento excelente e não pode sair do time. Felipe Anderson entrou no fim – no lugar de Arouca, que saiu machucado –, mas desta vez mostrou disposição. É outro que tem potencial para jogar muito. Basta que o professor deixe de agir como feitor e haja como o mentor que deve ser.

Por que a Vila não fica lotada

Se alguém tem uma cadeira cativa na Vila Belmiro e não vai ao estádio nem para assistir a um clássico contra o São Paulo, com tantas atrações em campo, quando irá? Essa é a pergunta que não quer calar depois de vermos tantos lugares vazios na seção das cativas do Santos. O que acontece com esses proprietários? Não gostam mais de futebol? Preferem ficar em casa e ver pela TV? Morreram?

O certo é que um público de apenas 14.283 pagantes (renda de R$ 383.960,00) para um jogo como este depõe contra a grandeza do tradicional Sansão. Que providências sejam tomadas. Não há sentido em jogar um clássico na Vila sem que o estádio esteja lotado. Que o clube recompre essas cativas, ou dê um jeito de que os lugares sejam vendidos.

Santos: Rafael; Bruno Peres, Neto, Durval e Guilherme Santos; Arouca (Felipe Anderson), Renê Júnior, Cícero e Montillo; Neymar e Miralles.
Técnico: Muricy Ramalho.

São Paulo: Denis; Paulo Miranda (Douglas), Lúcio, Rhodolfo e Cortez; Wellington (Cañete), Denilson, Jadson e Ganso (Aloísio); Osvaldo e Luís Fabiano. Técnico: Ney Franco.

Gols: Miralles aos 38 minutos do primeiro tempo; Neymar aos 3, Jadson aos 19 e Miralles aos 24 do segundo.

Arbitragem: Flávio Rodrigues Guerra, auxiliado por Herman Brumel Vani e Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo.

Veja os melhores momentos de Santos 3, São Paulo 1:

http://youtu.be/FV_PgL_FcsE

Para você, quem jogou bem e quem jogou mal no Sansão?


Santos é o primeiro paulista campeão da Liga Futsal. Nada mais justo!

Felizes alvinegros e alvinegras, a Liga Futsal, que equivale ao Campeonato Brasileiro de futebol de salão, existe desde 1996, mas nenhum time paulista tinha sido campeão. Foi preciso que o Santos montasse uma equipe que é uma verdadeira seleção brasileira e ontem, na Arena Santos, diante de seu público, e dos astros Neymar, Paulo Henrique Ganso e Falcão, vencesse o ótimo Carlos Barbosa, uma das melhores equipes do mundo, por 3 a 2 no tempo normal, e 7 a 6 na cobrança de pênaltis, em uma final que deve ter batido todos os índices de audiência do futsal no Brasil.

Amigos e amigas, percebam que no título eu falo de justiça. Sim, não haveria justiça plena se o Santos não fosse o novo campeão brasileiro de futebol de salão. Foi o melhor time do ano, o que ofereceu os melhores espetáculos e apresentou os melhores jogadores, com destaque para Falcão, Valdin, Neto, Deivis, Jackon, Ricardinho, Índio, Jé, Bruno Souza, Djony e o goleiro Paulo Vítor, que ontem entrou só nos pênaltis e fez duas defesas que valeram o campeonato (é destaque pacas, reconheço). Sem contar o maravilhoso, o cerebral, o Einstein do futsal, o técnico Fernando Ferretti.

Outros times já foram campeões do futsal no Brasil, mas nenhum escreveu um momento tão marcante como o Santos ontem. Pelo nível do espetáculo, pela beleza da arena lotada, pela presença de tantas celebridades. Sem contar a magnífica e profissional transmissão do Sportv.

Por que este blog estava tão confiante? Porque quando vai para uma final, o Santos só perde se o adversário for bem superior. E o Carlos Barbosa, que é quase tão bom quanto o Santos, não tem o mesmo carisma, o mesmo pedigree. O time gaúcho ganharia de qualquer um nesta final. Menos do Santos.

A decisão não poderia ter sido mais emocionante. O Santos marcava, Carlos Barbosa empatava. Ficou assim até 2 a 2, resultado que daria o título aos visitantes. Mas Ferretti ousou colocando Pixote como goleiro-linha e isso gerou o gol de Neto, desempatando o jogo.

Com a vitória santista por 3 a 2, a decisão foi para a prorrogação. Como esta terminou 0 a 0, o título teve de ser decidido na cobrança de pênaltis. Então, Ferretti colocou o jovem goleiro reserva Paulo Vitor em ação. O rapaz defendeu o primeiro pênalti, de Leandrinho, e voltou a fazer a defesa do título ao usar a cintura para rebater o chute de Tostão, já na fase de cobranças alternadas.

Dos santistas, só Índio não marcou, acertando o travessão. De tão exaustos, Valdin e Jé tiveram cãibras logo após cobrar a penalidade. A vitória não poderia ser mais dramática e a comemoração mais empolgante. A Arena Santos explodiu ao comemorar o título mais importante do futsal brasileiro.

Em 2011 o Santos colocou a Liga Futsal em uma nova dimensão. Bom para a tevê, os clubes, os jogadores e patrocinadores. O esporte tornou-se um bom produto e é de se esperar que outros clubes grandes do futebol de campo reforcem suas equipes para tentar impedir uma hegemonia santista.

Reveja os melhores momentos da final mais empolgante de um campeonato brasileiro de futebol de salão. Santos vence Carlos Barbosa no jogo e nos pênaltis e se torna o primeiro paulista campeão da Liga Futsal:

http://youtu.be/ZPw6dAJP8dk

E você, o que achou de mais este título do futebol do Santos?


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