Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Lanterna no fim do túnel

Faltam só 4 dias para terminar a campanha de pré-lançamento do livro Time dos Sonhos, uma obra de 530 páginas que traz toda a história do Santos desde a fundação até o título brasileiro de 2002.
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Relembre uma boa vitória do Santos de Madson, Neymar, Ganso, Léo e Kléber Pereira sobre o Coritiba, na Vila, pelo Campeonato Brasileiro de 2009.

Meia entrada para quem comprar ingresso com a camisa do Santos, benefício extensivo a um acompanhante; 400 ingressos gratuitos para assinantes do jornal A Tribuna… Enfim, a diretoria santista está fazendo de tudo para que o jogo deste sábado, às 21 horas, contra o lanterninha Coritiba, na Vila Belmiro, tenha um público decente. Não seria mais fácil, porém, marcar a partida para o Pacaembu, já que não haverá a concorrência de outros jogos na Capital?

Bem, estamos carecas de saber que hoje o Santos é dirigido por pessoas que fazem questão de descontentar os sócios da capital, provavelmente com o objetivo de que estes deixem de ser sócios e não possam mais influir nos destinos do clube. Pois é justamente nesse momento que os santistas de São Paulo e outras cidades devem se associar, a fim de garantir que no futuro o clube possa ser comandado por quem tenha uma cabeça mais aberta, uma visão mais abrangente e não queira restringir o Santos aos seus limites geográficos.

Não consigo engolir a maneira displicente com que essa diretoria do Santos tem lidado com a questão financeira do clube. Pedir dinheiro emprestado em bancos, com juros altíssimos, não é resolver problema algum. Significa apenas passar o mico adiante. Hoje leio no UOL, em matéria assinada por Samir Carvalho, que nesses sete meses de administração Modesto Roma o clube passou de 330 para 390 funcionários. Ora, se a ordem é conter as despesas, o que explica aumentar o cabidão de empregos do clube? Administrado com eficiência e modernidade, o Santos não deveria ter mais do que 200 funcionários.

Isso posto, vamos ao jogo, que esconde uma obrigação tácita de vitória. Enfrentar o lanterna do campeonato, em casa, na situação em que o Santos está, não deixa outra opção a não ser conquistar os três pontos. Qualquer outro resultado seria uma tragédia. O time de Ney Franco é limitado e ainda tem muitos desfalques. O ex-santista Alan Santos é titular do meio-campo, veja só. Outro ex-santista, Giva, nem no banco fica (só falta entrar e marcar gol…). Enfim, o Coritiba vive uma fase desesperadora, em que precisa ganhar metade dos jogos que lhes restam para fugir do rebaixamento.

Não misturo as coisas, porém. O time está mal, mas o Coritiba, como clube, é mais organizado e equilibrado do que o Santos. Hoje tem mais sócios, tem uma média de público que é o dobro da Vila Belmiro, tem um patrimônio maior e possui um estádio com capacidade para 40.310 pessoas. Enquanto o Santos, só de juros bancários, deverá aumentar a sua dívida em dezenas de milhões de reais em 2015, o Coritiba já sabe que seu prejuízo ao final da temporada será de apenas 15 milhões de reais.

Quanto ao time do Santos, jogará completo, com a única exceção de Werley, suspenso. No seu lugar entrará Gustavo Henrique. Acho que o Gustavo tem qualidades, mas precisa ser mais rápido, mais esperto. Esse jeito meio moleirão pode levar sua carreira à ruína. Outra alteração provável é a entrada de Leandro, que acaba de chegar do Palmeiras, no lugar de Geuvânio ou Gabriel. Acredito que isso ocorrerá no transcorrer do jogo. O time que iniciará a partida deverá ser Vanderlei, Victor Ferraz, David Braz, Gustavo Henrique e Zeca; Paulo Ricardo, Renato e Lucas Lima; Geuvânio, Ricardo Oliveira e Gabriel.

Kayke x Diego Cardoso

O técnico Dorival Junior não gostou de a diretoria de futebol não se empenhar devidamente na contratação de Kayke, atacante do ABC de Natal, que viria por cerca de 700 mil reais, mas acabou indo para o Flamengo. O Santos fez uma proposta que envolvia o passe dos jogadores Léo Citadini, Diego Cardoso e Chystian. Fico aqui pensando com meus botões porque Diego Cardoso jamais teve as mesmas oportunidades que Geuvânio e Gabriel. O garoto sabe proteger a bola, não pipoca e sempre mostra qualidades quando entra no transcorrer do jogo. Não sei como é seu comportamento fora do campo, mas estranho que seja oferecido nessa baciada sem que tenha tido as devidas oportunidades de se firmar no time profissional.

Troca de árbitros

Quem deveria apitar a partida era Heber Roberto Lopes, que costuma se sair bem em jogos do Santos. Porém, Heber sentiu o músculo da perna e será substituído por Igor Benevuto, de Minas Gerais.

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Faltam cinco dias para o fim da campanha pelo relançamento do livro Time dos Sonhos

Faltam apenas cinco dias para terminar a campanha de pré-venda do livro Time dos Sonhos. Há muitas recompensas. Entre elas, você pode ter um exemplar do livro, que é chamado de “A Bíblia dos Santistas”, e ganhar de presente seu nome completo impresso no último capítulo do livro. Agradeço desde já e espero encontrá-lo no relançamento de Time dos Sonhos.

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E você, o que espera de Santos e Coritiba?


O jogo é hoje. Bora ver se o Enderson faz o Damião jogar

O jogo é hoje. Bilheteria do Pacaembu fica aberta até 19h15m

damiao - enderson
No seu primeiro treino no Santos, o técnico Enderson Moreira fez todo mundo treinar fundamento, no caso chute a gol e cabeceio, além do posicionamento de defesa e ataque em bolas paradas. Prestou atenção especial em Leandro Damião, investimento milionário do Santos que ainda não deu o devido retorno. É cedo para esperar resultados, mas quem sabe hoje, diante do Vitória, mais motivado, Damião já não consegue mostrar outro futebol… (Foto: Ivan Storti/ Santos FC).

O técnico estreante Enderson Moreira treinou Leandro Damião nas categorias de base do Internacional e agora, no Santos, pretende colocar novamente o artilheiro no caminho dos gols. Esta é uma expectativa boa para o jogo deste sábado, às 18h30m, no Pacaembu. Mas o melhor espetáculo pode vir das arquibancadas. Depende de nós. Se ainda não comprou o seu ingresso, ainda dá tempo, já que as bilheterias do Pacaembu abrirão às 11 horas e prosseguirão abertas até o fim do primeiro tempo.

Vamos praticar o nosso ofício de torcedor. Não há garantia de que sairemos felizes hoje do Pacaembu, mas há a certeza de que nos emocionaremos mais uma vez ao ver 11 jogadores correndo pela história e tradição do nosso Santos. O adversário é o Vitória, dirigido pelo bom técnico Ney Franco, rival do Santos na final histórica da Copa do Brasil de 2010, quando o Alvinegro Praiano jogava o futebol mais bonito do Brasil.

Acredite que hoje seremos muitos e tome a iniciativa de ir ao Pacaembu. Essa coisa de jogar para um público médio de seis mil pessoas é uma piada de mau gosto que tem de acabar. E começará a acabar nesta tarde-noite de sábado. Para que acabe só é preciso que você decida sair de casa e ir de encontro ao time e aos amigos santistas que o estarão esperando no Pacaembu.

A diretoria do Santos não ajudou para se ter um grande público hoje, abrindo apenas dois pontos de venda em São Paulo e não esclarecendo melhor ao sócio como comprar o ingresso pelo site. Mas não importa. Façamos como antes e compremos o ingresso lá mesmo nas bilheterias do velho e bom Pacaembu de tantas lembranças memoráveis para o Santos. Confira os preços:

Tobogã: R$ 10 / R$ 5 meia
Arquibancadas Amarela e Verde: R$ 20 / R$ 10 meia
Cadeira Especial Laranja: R$ 60 / R$ 30 meia
Cadeira Descoberta Manga: R$ 60 / R$ 30 meia
Cadeira Coberta Azul: R$ 100 / R$ 50 meia

Jogo que pode ser mais difícil do que a gente pensa

Não nos iludamos com a classificação do Vitória, que é o último colocado do Brasileiro. No meio da semana o rubro-negro baiano passou pelo Sport pela Copa Sul-americana e está mais empolgado. E não nos esqueçamos de que o Flamengo era o último colocado no Brasileiro e hoje está à frente do Santos. O Alvinegro Praiano tem de encarar essa partida como decisiva, ou entrará no segundo turno em posição muito delicada na tabela.

O técnico Enderson Moreira deverá escalar o Santos com três atacantes, a exemplo do que fazia Oswaldo de Oliveira. Vamos ver como eles se sairão hoje. Sem Robinho, Mena e Alison, o time mais provável para a partida de logo mais é Aranha, Cicinho, David Braz, Edu Dracena e Zé Carlos; Souza, Arouca e Lucas Lima; Thiago Ribeiro, Gabriel e Leandro Damião.

O técnico Ney Franco deverá escalar o Vitória com Gatito Fernandéz; Ayrton, Luiz Gustavo e Juan; Adriano, Cáceres, Richarlyson, Luís Aguiar e Marcinho; Dinei e Caio. A arbitragem será de Felipe Gomes da Silva (PR-ASP-FIFA), auxiliado por Bruno Boschilia (PR-FIFA) e Rafael Trombeta (PR-CBF-1).

Tenho certeza de que público surpreenderá. Confio no santista

Neste Brasileiro, o maior público que o Santos teve como mandante ocorreu em 10 de agosto, no horário nobre de domingo, em que jogou contra o Corinthians, na Vila Belmiro, e perdeu por 1 a 0. Naquela tarde, o Urbano Caldeira recebeu 12.329 pagantes. Hoje, contra o Vitória, um jogo com muito menos atrativos, e pouca divulgação, veremos quantos seremos. Aposto que o público não será muito menor do que a partida contra o maior rival.

Reveja os gols de Santos e Vitória pela Copa do Brasil de 2010:

O Jogo é Hoje, o rap do santista Mano Bown:

E pra você, qual será o público que irá ao Pacaembu hoje?


Derrota para o Vitória mostra que chegou a hora de renovar o Santos

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Que tal começar agora a renovação do Santos?

No sábado comemoramos 50 anos de um título mundial que o Santos ganhou na raça. Mesmo desfalcado de Pelé, Calvet e Zito, derrotou duas vezes o Milan, campeão europeu, virando uma partida de 2 a 0 para 4 a 2. Neste domingo, mesmo precisando do triunfo, vimos um Santos perder do humilde Vitória sem ao menos lutar. A imagem desses dois momentos distintos na história do clube já diz tudo. Chegou a hora de renovar e repensar o time do Santos.

Mas antes eram craques, lembrarão alguns, hoje a equipe é formada por jogadores medianos. Concordo. Mas há qualidades que independem da técnica – a fibra é uma delas – e a maioria dos jogadores deste Santos de 2013, infelizmente, não as têm. O time jogou como se tivesse cumprido sua meta ao evitar o rebaixamento. Não houve ranger de dentes, nem arrancar de cabelos. Perdeu mais uma fora de casa como se fosse um jogo qualquer. Uma pena.

A vitória manteria o Santos ao menos na luta pela vaga na Libertadores. Seria muito difícil? Sim. Mas agora que a chance não existe, o que vai se fazer com os três jogos que faltam? Eu sugiro que se dê férias à maioria dos titulares e se escale um time só de garotos. Tenho certeza de que ao menos haverá mais vontade, o que positivamente faltou nesse confronto com o Vitória.

2 a 0 foi pouco. O time de Ney Franco dominou a partida e poderia ter feito mais. No Santos, ninguém se destacou. Thiago Ribeiro perdeu gol feito, Bruno Peres falhou feio no primeiro gol do adversário e Émerson Palmieri falhou no segundo. Cícero, Montillo, Thiago Ribeiro e Geuvânio desta vez pouco fizeram. O campo e a bola são os mesmos, mas quando joga fora de casa este Santos parece outro, bem inferior.

O lado positivo dessa derrota é que o clube, sem maiores aspirações no Brasileiro, a não ser uma vaga para a Sul-americana, poderá planejar com mais antecedência o futebol para 2014. Quem sabe se pela primeira vez nos últimos anos o plantel é montado com critério e inteligência, assim como a comissão técnica? Tempo haverá, já que a três rodadas para o final o Santos já está no limbo.

É mais do que evidente que chegou a hora da renovação tão esperada no Santos. Nos próximos dias vamos analisar com calma e critério quem, deste elenco, deve permanecer ou sair do clube.

Hoje é preciso atacar. Só a vitória interessa meeeesmo.

Com 48 pontos, o Santos poderá alcançar 60 ao final do Brasileiro e habilitar-se para, se não der para ficar no G4, alcançar uma vaga para a Libertadores caso o Atlético Paranaense vença a Copa do Brasil, ou o Atlético Mineiro fique entre os quatro mais bem colocados. Por isso, não dá para se contentar com outro resultado a não ser o triunfo sobre o bom Vitória de Ney Franco, no Barradão.

Sem risco de ser rebaixado, o Santos pode jogar mais solto e adotar uma postura mais ofensiva. Claudinei Oliveira, que para mim não está totalmente descartado para 2014, manterá o mesmo time que venceu o Bahia por 3 a 0 no meio da semana, ou seja: Aranha, Cicinho (Bruno Peres), Edu Dracena, Gustavo Henrique e Émerson Palmieri; Alison, Arouca, Cícero e Montillo; Geuvânio e Thiago Ribeiro.

É uma equipe que está se mostrando mais entrosada, errando menos passes e sendo mais efetiva diante do gol adversário. Geuvânio, quem diria, é o patinho feio que está dando certo, desbancando os badalados Victor Andrade, Neilton e Gabriel. O Caveirinha tem dado o sangue na marcação da saída de bola do adversário e também nas investidas de ataque. O torcedor gosta de jogador assim.

Montillo, Cícero e Thiago Ribeiro formam um bom trio ofensivo, completado pela garra de Geuvânio. Algo me diz que Alan Santos ainda se firmará como titular, provavelmente no lugar de Arouca. Aos poucos, finalmente, o Santos adquire uma cara e uma personalidade. Creio que possa mesmo vencer o Vitória, mas será preciso confiança e regularidade.

Ney Franco deverá escalar o Vitória com Wilson, Ayrton, Victor Ramos, Kadu e Juan; Cáceres, Marcelo, Escudero e Renato Cajá; Marquinhos e Dinei. Trata-se de um time leve, rápido e flexível, que se adapta às condições do jogo e nunca deixa de lutar pela vitória, ainda mais quando joga em seu campo.

Com 51 pontos, o Vitória precisa vencer para voltar a se aproximar do G4, grupo a que pertenceu durante boa parte do campeonato. Mas, se perder, será alcançado pelo Alvinegro Praiano. Ou seja: para os dois times só os três pontos interessam. Um empate fará com que ambos morram abraçadinhos.

A arbitragem será de Sandro Meira Ricci (PE – FIFA), auxiliado por Elan Vieira de Souza (PE) e Albino Andrade Albert Junior (PE). Como não há interesses de terceiros em jogo, não há motivos que ocorrerão erros intencionais. Boa sorte ao trio.

E você, acha que teremos um Santos ofensivo contra o Vitória?

Claudinei Oliveira por Ney Franco. Vamos analisar essa troca?

Este domingo coloca frente a frente os técnicos Claudinei Oliveira, do Santos, e Ney Franco, do Vitória, a partir das 17 horas, em Salvador. Qualquer que seja o resultado, porém, ele não deverá mudar o destino dos dois treinadores. O Santos já fez proposta por Ney Franco, o que quer dizer que Claudinei Oliveira perdeu sua grande chance de iniciar a carreira firmando-se em um time grande.

Mas que conseqüências poderá trazer essa mudança? Vamos analisar, sob alguns aspectos concretos, essa troca de comando técnico no Alvinegro Praiano?

Valorizar os jovens

Claudinei foi promovido ao time profissional por ter tido sucesso com as divisões de base do Santos e porque o clube percebeu que Muricy Ramalho não sabe e não gosta de trabalhar com jovens. A perspectiva era a de que Claudinei utilizasse muitos dos garotos campeões do sub-20 e formasse um time de futuro com eles, seguindo a tendência histórica do Santos.

Isso foi feito em parte. Muitos garotos tiveram realmente a oportunidade de jogar entre os profissionais, alguns pareciam até terem se firmado como titulares, casos de Giva, Neilton e Leandrinho – mas hoje apenas o zagueiro Gustavo Henrique e o volante Alison ganharam a posição, e mais dois, Alan Santos e Geuvânio, estão prestes a fazê-lo.

Parece pouco, mas é um bom começo. Os veteranos Durval e Léo finalmente deram seus lugares para jogadores de mais juventude, fôlego e vontade. Willian José e Everton Costa parece que aos poucos também vão saindo de cena. Foi só Claudinei começar a ouvir o torcedor e o time rendeu mais.

Mas aí é que aparece uma das razões do desgaste de Claudinei com o torcedor: ele começou usando muitos garotos, mas foi diminuindo, diminuindo, a ponto de firmar como titulares Willian José e Everton Costa, mesmo tendo à sua disposição meninos como Giva, Neilton, Victor Andrade e Gabriel.

Por outro lado, Ney Franco trabalhou muito bem com a Seleção Brasileira sub alguma coisa que se tornou campeã sul-americana com Neymar, Lucas e Oscar, entre outros. Dizem que ele poderá revelar novos Meninos da Vila. Parece que Ney, apesar de seu jeito mineirinho de ser, tem coragem e personalidade para colocar veteranos no banco e promover garotos (isso é o que teria causado seus problemas no São Paulo).

Se confirmar essa sua capacidade, Ney Franco se colocará um passo à frente de Claudinei, que ainda depende muito de resultados para se manter na profissão e por isso prefere não se arriscar demasiadamente com os jogadores vindos da base.

Tática ofensiva

É só dar uma passada d’olhos no elenco do Vitória para perceber que Ney Franco conseguiu montar um time ofensivo sem estrelas e sem sangrar os cofres do clube. Essa é uma vantagem insubstituível nos tempos de hoje, em que se busca eficiência e baixo custo. Para completar, jogar pra frente está no instinto atávico do Santos. Desde Adolfo Millon e Arnaldo Silveira o Alvinegro Praiano não prioriza a defesa.

Nesse particular, Claudinei Oliveira fica bem atrás, pois apesar de ter se mostrado menos defensivista do que o boquirroto Muricy Ramalho, ainda assim preferiu a defesa ao ataque, e por isso deixou escapar algumas vitórias que, se concretizadas, deixariam o Santos na turma da Libertadores.

Relacionamento

Quando lhe perguntaram qual foi o legado deixado por Ney Franco no São Paulo, Rogério Ceni respondeu: “Zero”. Isso pode querer dizer que o técnico não fez nada de útil no São Paulo, mas pode também significar que ele tentou fazer coisas que iam contra os interesses de Ceni – e, provavelmente, de outros veteranos, como Lúcio e Luís Fabiano – e por isso é tão pouco valorizado pelo goleiro.

No Santos, Franco provavelmente viria com a responsabilidade de promover a renovação do time, e todas as circunstâncias contribuem para isso. Dos jogadores mais experientes, os únicos que se mantêm como titulares são Edu Dracena e Arouca. Ambos, porém, são plenamente substituíveis. Arouca ainda tem um bom valor de mercado e poderia ser usado em uma troca interessante. Dracena, se não for negociado, pode se revezar com outros jogadores na zaga.

Se Claudinei já tivesse promovido essa renovação, suas chances de continuar no Santos seriam maiores. Ele subiu com a incumbência de utilizar mais os jovens, mas percebeu a força política dos veteranos e preferiu contemporizar para não ser fritado. Agora, com as prováveis saídas de Léo, Durval, Marcos Assunção e Arouca, o caminho está aberto Ney Franco implantar um sistema de jogo menos preguiçoso e mais ofensivo.

Como se deparará com um grupo em transformação, sem lideranças consolidadas, Ney Franco poderá estabelecer uma relação de confiança e amizade com os jogadores, principalmente os mais jovens, garantindo um bom relacionamento que poderá mantê-lo no cargo por mais de uma temporada.

Mas há um empecilho que põe em risco essa harmonia: trata-se do auxiliar técnico de Franco, Éder Bastos. Como Franco não costuma acompanhar os treinos (?), essa incumbência é passada a Bastos, que acaba adquirindo tanto ou mais ascendência sobre os jogadores do que o técnico. O Santos não quer contratar Éder Bastos, mas Franco insiste em trazer seu auxiliar… Este impasse, aliás, é o único que ainda pode impedir a vinda de Ney Franco à Vila Belmiro (e esse negócio de não acompanhar os treinos também tem de ser melhor explicado… depois de Muricy, o santista não agüenta mais técnico indolente).

Investimento

Pelo trabalho que Claudinei já realizou, sua relação custo x benefício foi das melhores que o Santos já teve com um técnico (sem nos esquecermos de que o também interino Marcelo Martelotte levou o time ao oitavo lugar no Brasileiro de 2010). E como recebe 80 mil mensais, mesmo que renove com 100% de aumento ainda assim ganharia menos da metade do salário de Ney Franco, que será de 350 mil mensais. Portanto, Claudinei representa, sem dúvida, um investimento bem menor do que Ney Franco.

Ambição

A extrema irregularidade dos times neste Campeonato Brasileiro, da mesma forma que fez com que 14 das 20 equipes corressem risco de rebaixamento, deu a muitas a possibilidade de lutar no mínimo por uma vaga na Copa Libertadores. O Santos chegou a ficar bem perto do G4, mas em nenhum desses momentos cruciais o time mostrou determinação, confiança e futebol que o pudessem levar ao objetivo. Para muitos, o responsável pela falta de ambição da equipe foi o técnico Claudinei Oliveira, que o tempo todo pareceu contente em manter a equipe na Série A.

Um técnico mais experiente, que já está no ponto de obter uma conquista memorável, como a de um título brasileiro, saberia comandar o Santos com firmeza e destemor nesses jogos decisivos? A maioria dos santistas, na qual me incluo, acha que sim. Os empates sofridos em cima da hora para Vasco e Coritiba, na Vila Belmiro; a derrota para a Portuguesa, em São Paulo, por acachapantes 3 a 0; o empate com o Vasco, em São Januário, depois de estar dominando o jogo e vencendo por 2 a 0, e o empate na Vila diante do já rebaixado Náutico, são exemplos de partidas que roubaram do Alvinegro Praiano os pontos necessários para mantê-lo entre os mais bem classificados da competição.

O que um técnico passa aos jogadores no vestiário é determinante. Se ele vender que um empate fora de casa já é um grande resultado, o ânimo de seus comandados para buscar a vitória será bem menor. Mas se ele diz que é possível ganhar, explica como e destaca que é importante buscar os três pontos, o time se empenhará mais. É aí que entra a ambição do treinador, algo que Ney Franco tem mais do que Claudinei.

A conclusão é sua

Leia, releia, concorde, desaprove, faça a sua análise e nos diga o que acha dessa troca de Claudinei Oliveira por Ney Franco.


Enquete: que técnico deve dirigir o Santos em 2014?

Quem lê este blog já sabe que aqui se respeita a vontade da maioria. Em outras palavras, aqui se pratica a democracia. E assim como 79% dos santistas deixaram evidente, na enquete que está no ar, que o Santos deve jogar mais no Pacaembu do que na Vila Belmiro, a pergunta que não quer calar, no momento, se refere ao técnico do time para a próxima temporada.

Claudinei Oliveira deve continuar no cargo, o clube pecisa procurar técnicos que já tiveram algum sucesso na Vila Belmiro, ou um outro profissional deve ser convidado?

Aqui nos comentários do blog, além de revelar o(s) seu(s) favorito(s), você pode explicar os motivos que o levam a preferir um ou outro. Na enquete aí do lado direito, que logo estará no ar, você só pode escolher um nome e votar apenas uma vez. Analise com calma. A enquete ficará um mês no ar.

Os técnicos indicados são:

Abel Braga
Claudinei Oliveira
Dado Cavalcanti
Dorival Júnior
Enderson Moreira
Émerson Leão
Gilson Kleina
Guto Ferreira
Ney Franco
Ricardo Gareca
Serginho Chulapa
Tite
Vágner Mancini
Vanderlei Luxemburgo

Quem deve ser o técnico do Santos em 2014? Por quê?


Claudinei precisa se ajudar. Ou Ney Franco vem aí…

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Aranha, mais magro, finalmente é titular (Foto: Ricardo Saibun/ Divulgação Santos FC).

O técnico Claudinei Oliveira não pode perder de vista que ele só está no cargo porque é um técnico vitorioso nas categorias de base do Santos e porque o torcedor não agüentava mais Muricy Ramalho menosprezar os Meninos da Vila. Porém, quanto mais se distancia dos garotos formados no clube, mais Claudinei se aproxima de ser um técnico comum. E comum por comum, Ney Franco, que acaba de perder o lugar no São Paulo, é bem mais experiente e gabaritado do que ele.

Noto que Claudinei já escalou o Santos para enfrentar o São Paulo amanhã, no Morumbi, com Aranha; Galhardo, Gustavo Henrique, Durval e Léo; Arouca, Cícero, Leandrinho e Montillo; Neilton e Willian José.

Já acertado com o Napoli, da Itália, por cinco milhões de euros (cerca de 15 milhões de reais), Rafael cederá o lugar para Aranha. Até ai, tudo bem, pois muitos santistas já pediam Aranha como titular (o que não impede de se discutir se Rafael foi bem vendido, já que apenas cinco milhões de euros para quem é jovem e chegou a ser titular da Seleção Brasileira parece muito pouco).

Na lateral-direita, mesmo podendo escalar o recém-contratado Cicinho, Claudinei preferiu manter Galhardo. Na zaga central, com a contusão de Edu Dracena, que está com tendinite no joelho direito, fará entrar o jovem Gustavo Henrique. Nas demais posições da defesa manterá os veteranos Durval e Léo.

No meio-campo, com a volta de Montillo, desta vez com liberdade para jogar avançado, posição que mais gosta, o Santos só terá como novidade a confirmação de Leandrinho no lugar de Renê Junior. E no ataque prosseguirão Neilton e Willian José.

Quem esperava que com Claudinei passássemos a ver uma profusão de moleques com a camisa do Santos, pode tirar o cavalinho da chuva. Victor Andrade, Gabriel, Alan Santos, Émerson Palmieri, Léo Cittadini, Lucas Otávio, Anderson Carvalho e Pedro Castro só deverão entrar em jogos com mando do Alvinegro Praiano e, mesmo assim, no transcorrer do jogo. Gustavo Henrique e Jubal continuam reservas.

Nas três semanas que pôde organizar melhor o time, devido ao intervalo da Copa das Confederações, Claudinei só testou uma alteração na equipe que jogará amanhã: Giva no lugar de Neilton. Não gostei, pois colocar Giva e Willian José no mesmo time é o mesmo que escalar dois centroavantes, com as mesmas características, e abrir mão de um jogador rápido e habilidoso como Neilton, que pode sair da área para criar jogadas. O certo seria escalar Giva e Neilton, tirando Willian José.

Outra experiência óbvia ululante que Claudinei deveria ter feito seria colocar os jovens zagueiros Gustavo Henrique e Jubal no time titular. Se Edu Dracena está machucado e Durval tem sido contestado pelos torcedores há meses, por que não aproveitar a oportunidade da parada de três semanas para repetir a parelha que vem tão bem desde as categorias de base?

Era de se esperar que a possibilidade de ser efetivado no cargo fizesse com que Claudinei perdesse a ousadia e o discurso originais. Mudanças repentinas de salário costumam tornar as pessoas conservadoras. Mas ele tem de abrir o olho, pois Ney Franco está no mercado.

O São Paulo é favorito, mas…

A queda de Ney Franco no São Paulo já era esperada. Os veteranos Rogério Ceni, Lúcio e Luis Fabiano mal falavam com o treinador. E no ataque se percebe que Jadson não passa para Osvaldo e passa mal para Luis Fabiano, que não passa para ninguém. Mesmo assim, o time que será orientado por Milton Cruz deve ser considerado favorito para o San-São.

Pelo fato de jogar em casa e ter um time um pouco mais ajustado, o São Paulo deve ser considerado favorito, mas não muito. A equipe deverá atuar com Rogério Ceni, Caramelo, Lúcio, Rafael Toloi e Juan; Denilson, Rodrigo Caio, Ganso e Jadson; Osvaldo e Luis Fabiano.

Os santistas sabem bem que Juan é um mapa da mina permanente e que o Ganso, marcado em cima, pouco faz, até porque evita as divididas. Jadson quer driblar todo mundo e Luis Fabiano recebe a bola e já quer bater no gol. No miolo da zaga, Lúcio e Rafael Toloi sempre dão uma entregada e Ceni tem tomado uns gols que nunca tomou antes. Enfim, o tricolor é um favorito bem mais ou menos…

Diferença de atitude

Todo santista infelizmente nunca esquecerá o conformismo do técnico Muricy Ramalho antes de enfrentar o Barcelona pela decisão do Mundial da Fifa. Ele disse que tinha assistido a vários jogos do time espanhol e não tinha detectado nenhum ponto fraco, ou seja, o adversário era invencível, para ele. Esse desânimo provavelmente se espalhou pelo elenco, pois o que vimos em campo foi uma vergonha, com o Santos aceitando passivamente o domínio do oponente.

Na Copa das Confederações, Luis Felipe Scolari reuniu os jogadores no meio do campo, após um treino da Seleção e disse: “Vocês acham que eles são um time perfeito? Hoje vou mostrar (um vídeo) para vocês as cag… que eles fazem”. O resultado dessa atitude foi um Brasil sem medo e com muita vontade de vencer, o que acabou acontecendo. Por essas e outras é que a diretoria do Santos jamais poderia ter renovado o contrato com Muricy Ramalho.

E você, o que acha do Santos escalado pelo Claudinei?


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