Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Neymar, o Menino da Vila

O jogador mais caro da história do futebol, que é Neymar, vem se juntar ao mais valioso de todos os tempos, que é Pelé, e o bom é que ambos são Meninos da Vila. Eu estava lá no dia em que ele aquele garotinho com o uniforme sambando no corpo estreou no profissional do Santos contra o Oeste, no Pacaembu. Meu ângulo de visão era mais ou menos o mesmo deste vídeo acima. Em sua primeira jogada, driblou para o lado, sem fazer força, e mandou a bola no travessão. Sou difícil de fazer previsões precipitadas, mas nesse momento sussurrei para a Suzana que estávamos vendo surgir mais um craque santista.

O Santos tentou manter Neymar o quanto pôde, mas sua saída era inevitável. E já que sairia mesmo, deveria ter sido negociado antes por um valor que fizesse o Santos pagar todas as suas dívidas. Hoje teríamos um clube com muito mais possibilidades. De qualquer forma, foi muito importante revelar, manter e formar o jogador imprescindível que é este garoto nascido em Mogi das Cruzes em 5 de fevereiro de 1992 e formado, com carinho, por seu pai e por todos que o cercaram no mundo às vezes insólito do futebol.

Gosto de Neymar. Tento me colocar no seu lugar, antes de julgá-lo. Não acho que foi o dinheiro que o tirou de Barcelona, mas a ingratidão dos espanhóis, que não admitem que ele já esteja jogando melhor do que Messi. Em Paris, ele será feliz, e isso não é apenas uma rima. É impossível não respirar toda a felicidade do mundo em uma cidade revolucionária, linda, que ama a arte e os brasileiros.

Talvez goste mais de Neymar porque, por meio dele, milhões de crianças e adolescentes da Terra assistem aos gols e às vitórias do Santos no Youtube, a televisão mais assistida do mundo, o que mantém o Alvinegro Praiano como o time brasileiro mais respeitado no exterior. Sim, as grandes façanhas de Neymar foram realizadas com a camisa do Santos e o Youtube mistura passado e presente no mesmo instante. Esse Neymar do PSG é o mesmo garotinho que mestre Zito trouxe da Portuguesa Santista, mesmo atacante driblador que ganhou seis títulos com o Santos, entre eles a Copa Libertadores de 2011. Enfim, é o mesmo Menino da Vila de sempre.

Domingo, contra o Avaí

Ainda não sabemos que time Levir Culpi escalará para enfrentar o Avaí, nesse domingo, às 19 horas, em Florianópolis, mas o que se sabe é que só a vitória será um bom resultado. Em que pese o adversário viver aquele período torturante de tentar se livrar do rebaixamento, o Santos faz uma boa campanha e tem a chance de aspirar o título brasileiro. Ainda há muito jogo pela frente e o líder do campeonato, além de um excelente sistema defensivo, pouco apresenta de especial.

Segundo o pesquisador e conselheiro do Avaí, Spyros Diamantaras, até 2011 os dois times já tinham se enfrentado 10 vezes, com os seguintes resultados:

15/08/1972 – Avaí 1×2 Santos – Amistoso – Adolfo Konder
15/09/1976 – Santos 0x0 Avaí – Brasileiro – Vila Belmiro
08/08/2009 – Santos 2×2 Avaí – Brasileiro – Vila Belmiro
29/11/2009 – Avaí 2×2 Santos – Brasileiro – Ressacada
12/08/2010 – Santos 1×3 Avaí – Sul-americana – Pacaembu
18/08/2010 – Avaí 0x1 Santos – Sul-americana – Ressacada
02/09/2010 – Santos 2×1 Avaí – Brasileiro – Vila Belmiro
28/11/2010 – Avaí 3×2 Santos – Brasileiro – Ressacada
05/06/2011 – Santos 3×1 Avaí – Brasileiro – Vila Belmiro
07/09/2011 – Avaí 1×2 Santos – Brasileiro – Ressacada

Vamos tornar essa história imortal!


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Uma lenda chamada Santos

Outro dia o novo presidente da Fifa, um tal de Gianni Infantino, soltou um documento dizendo que a Fifa só considera campeões mundiais oficiais os clubes que ganharam a competição organizada por ela a partir de 2000 (?). O homem perdeu uma grande oportunidade de prestar um importante serviço à história do futebol, pois com sua nota ele apenas admite que na época mais competitiva desse esporte, em que grandes esquadrões se espalhavam pela Europa e América do Sul, por incompetência ou falta de estrutura a Fifa não conseguiu produzir uma competição mundial entre os clubes, deixando esse encargo para a Uefa e Conmebol.

Seria bem mais digno a Fifa soltar uma nota tipo: “Como se sabe, não organizamos as disputas mundiais de clubes desde 1960, só o fazendo a partir de 40 anos depois. Entretanto, validamos as competições anteriores por julgarmos que elas atenderam ao objetivo de definir o melhor clube de cada ano.” Pronto, a federação, humildemente, reconheceria que não inventou o futebol e que se valeu dos esforços das entidades europeia e sul-americana para manter o interesse pelo esporte que ela tem a obrigação de cuidar.

Amigos me pediram para fazer um dossiê para oficializar os títulos mundiais desde 1960. Há vários motivos para isso. Um deles é que África, Ásia e Oceania nem tinham uma competição oficial para definir seu representante. Portanto, o duelo pelo título mundial teria de ser, mesmo, entre o campeão da Europa e o da América do Sul, como ocorreu.

Ocorre que a Taça Brasil e o Torneio Roberto Gomes Pedrosa foram criados pela mesma entidade que em 1971 criou também o Campeonato Nacional. No caso, revelou-se decisivo o testemunho de João Havelange, presidente da CBD e depois da CBF, o homem que lançou todas essas competições com o claro intuito de definir o campeão brasileiro. Mas com a Fifa é diferente. Ela pode alegar, como alega, que só pode oficializar as competições que realizou.

Já teve presidente da Fifa que considerou válidas todas as disputas mundiais de clubes, outros que ficaram em cima do muro e agora temos mais esse que, sem apresentar nenhum estudo ou justificativa, diz uma bobagem dessas. Qual a culpa que o futebol tem se uma entidade fundada em 1904, 56 anos depois ainda não conseguia organizar uma simples melhor de três entre o campeão europeu e o sul-americano, a ponto de abrir mão desse encargo para as bravas Uefa e Conmebol, que se incumbiram da tarefa com um sucesso absoluto? Agora, a história do futebol deve ser punida pela incompetência da entidade que deveria preservá-la?

Não creio que deva ser assim, mas admito que tudo é uma questão de caráter das pessoas que dirigem a Fifa. Burocraticamente podem, mesmo, reconhecer como oficiais apenas as competições que organizaram, legislando em benefício próprio e validando até um torneio mambembe, como o de 2000, no qual faltou o campeão sul-americano e ficou mais quatro anos sem ser realizado novamente. Sim, se quiser a Fifa pode fazer isso. Como eu disse, é uma questão de caráter.

Agora, como todos poderão ver no documentário acima, produzido pela tevê italiana, há um time que pairou acima de currículos e burocracias, até se tornar uma lenda. Assista e não se emocione se for capaz. Será difícil, pois o próprio locutor diz que “Santos era la squadra più emozionanti del pianeta”. Isso não é apenas deixar um nome na lista dos campeões da história, mas construir essa história de um jeito único. E eterno.

Agora ouçam um santista inteligente, corajoso e irreverente:

E você, o que você acha disso?

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Santos vence, mas poderia ser melhor
A sorte parecia estar ao lado do Santos no início do segundo tempo. Copete e Rodrigão, os jogadores mais fracos do time na primeira etapa, marcaram gols da pequena área e o terceiro gol santista parecia a caminho. A classificação para a semifinal da Copa do Brasil parecia sacramentada. Mas o Inter, mesmo com reservas, começou a atacar um pouco mais e as falhas da defesa do Santos apareceram.
O time do Sul avançava pela extrema esquerda, forçando o jogo pra cima de Victor Ferraz, que perdia todas por ali. Finalmente, depois de levar mais um drible previsível, Ferraz fez falta desnecessária e o Inter cobrou para fazer um gol que novamente torna a partida de volta dramática, pois se perder por 1 a 0, resultado normal em jogos fora de casa, o Santos estará eliminado.
Na tentativa de tornar o time mais ofensivo, Dorival Junior substituiu Vecchio e por Paulinho; Rodrigão por Joel e Thiago Maia por Rafael Longuine, mas o Santos piorou ao perder o domínio do meio de campo. Agora, as atuações dos santistas:
Vanderlei – A bola que foi, entrou. 5.
Victor Ferraz – Se apresenta no ataque, mas é nulo na defesa. 3.
Luiz Felipe – Deu algumas bobeadas. 5.
David Braz – Titubeou, mas não comprometeu. 5,5.
Zeca – Atacou e apoiou satisfatoriamente. 6.
Thiago Maia – Está enfeitando as jogadas, coisa que não sabe. Perdeu bolas bobas. 4.
Renato – Discreto até demais. 4.
Vecchio – Tocou bem a bola. 5.
Lucas Lima – Individualista. Mesmo assim, é o que tem mais categoria no time. 6,5.
Copete – Lutou, trombou, errou chutes, mas fez seu golzinho. 6.
Rodrigão – Igual ao Copete. 5,5.
Dos que entraram, nenhum fez algo digno de registro.
Dorival Junior – Poderia ter substituído Victor Ferraz por Daniel Guedes quando o Santos fez 2 a 0 e o Inter passou a forçar daquele lado.
Arbitragem: Gilberto Rodrigues Castro Junior, de Pernambuco, não viu uma agressão sem bola em Lucas Lima e fez vistas grossas à cera e às faltas consecutivas do time gaúcho. Se o jogo tivesse sido arbitrado com o mesmo rigor que o último Santos e Inter, aquele raposado, o time do Sul teria terminado a partida sem, no mínimo, dois jogadores.
Público: Apenas 6.592 pessoas assistiram à partida, proporcionando renda de R$ 239.880,00, o que dá um ticket médio de 36 reais. Note-se que não era um jogo qualquer, mas uma partida pelas quartas de final da Copa do Brasil. Pois bem, se mesmo um jogo mais importante do que a maioria dos que são jogados pelo Santos na Vila Belmiro deu um público inferior a sete mil pessoas e um ticket médio de 36 reais, como acreditar que será viável conseguir, por 20 anos consecutivos, um público superior a 18 mil pessoas e um ticket médio de 82 reais?! Pois são essas condições que o Santos teria de aceitar para ficar com apenas 40% da pretensa arena. Outro detalhe: se esse jogo fosse na pretensa arena, o clube ficaria apenas com 12,5% do lucro líquido da partida, ou algo em torno de irrisórios 20 mil reais.

Hoje é dia de jogar 110%

Esqueça o Garfield. Hoje o Santos correrá mais. E será mesmo preciso, pois só uma boa vitória sobre o mistão do Internacional, às 19h30, na Vila Belmiro, deixará o torcedor santista tranquilo para o jogo de volta, no Beira-Rio, pelas quartas de final da Copa do Brasil.

Mesmo desfalcado de Gustavo Henrique, Vitor Bueno e Ricardo Oliveira, machucados, e sem poder contar com Jean Mota, que já atuou pelo Fortaleza nessa Copa do Brasil, o Santos é franco favorito contra o Internacional, apesar de o time gaúcho, que já venceu o Alvinegro Praiano duas vezes este ano, não vir com uma escalação tão fraca como parece. Do meio-campo para a frente o Inter vem com jogadores respeitados, como Fernando Bob, Seijas, Valdívia e Nico López.

Pela primeira vez Vecchio deverá iniciar uma partida pelo Santos, e finalmente teremos uma boa oportunidade de avaliar o nível técnico e físico do argentino. Dorival Junior preferiu manter Rodrigão no ataque, já que o time precisa de gols. Todos sabemos que se vencer por uma diferença inferior a três gols o Santos passará sufoco no Sul.

Uma outra alternativa, porém, seria colocar Yuri no meio campo, liberar mais Lucas Lima para o ataque e escalar Copete de centroavante, com liberdade para cair pelos flancos do campo. Mesmo sem ser nenhum primor, Copete é mais técnico do que Rodrigão. Veremos se o pedreiro artilheiro volta a marcar e até quando a torcida terá paciência com suas caneladas.

O Santos deverá entrar em campo com Vanderlei; Victor Ferraz, Luiz Felipe, David Braz, Zeca; Renato, Thiago Maia, Lucas Lima, Vecchio, Copete; Rodrigão. O Internacional deverá ser escalado por Celso Roth com Danilo Fernandes; Rak, Eduardo, Ernando e Artur; Fernando Bob, Fabinho, Eduardo Henrique e Seijas; Valdívia e Nico López.

A arbitragem será de Gilberto Rodrigues Castro Junior (PE), auxiliado por Alessandro Rocha de Matos (BA) e Fabiano da Silva Ramires (ES). Só se espera que não inventem e não prejudiquem nenhuma das equipes. Todos sabemos como o senhor Rodrigo Batista Raposo raposou o Santos na última partida entre ambos, em Porto Alegre.

E você, o que espera do jogo de logo mais?

À procura de boas ideias, tenho ouvido santistas experientes, criativos, competentes, quase todos bastante preocupados com a sorte de nosso clube. Sugeriram-me Amir Somoggi, tomei um café com ele e, realmente, fiquei admirado com seu conhecimento e sua postura ética diante do futebol. Na semana passada Tana Blaze passou por São Paulo, a caminho de Mato Grosso, onde visitaria parentes, e não só tomei um café da amanhã com ele, como almoçamos, tanta coisa tínhamos para falar.

Natural de São Vicente, aos 33 anos foi trabalhar na Alemanha e hoje, 36 anos depois, vive em Munique com mulher e dois filhos que sequer falam o Português. Não voltará mais ao Brasil, mas continua amando o Santos como nos tempos em que frequentava a Vila Belmiro. Revelou-me seu nome verdadeiro, mas não me permitiu divulgá-lo. Tana prefere manter-se incógnito no mundo efervescente e às vezes perigoso do futebol. É compreensivo.

Outro santista amigo e com o qual aprendi e aprendo muito sobre o futebol é José Carlos Peres, meu parceiro no Dossiê, hoje responsável por contatos internacionais que poderão levar as escolinhas do Santos para recantos longínquos do planeta, trazendo importantes dividendos ao clube. Sonho um dia reunir os santistas de boas ideias e bom coração em uma mesma equipe, que trabalhe sem vaidades pessoais por um Santos melhor.

Sinto, não só aqui no blog, mas nas ruas, nas arquibancadas, no egrégio Conselho Deliberativo do nosso clube, um grande descontentamento com essa gestão atual, eleita com apenas um quarto dos votos, mas que age de maneira absoluta, sem dar satisfações de seus atos nem mesmo para o Conselho Fiscal. A propósito, Tana Blaze defende que o Conselho Deliberativo seja o órgão mais forte do clube e que as eleições presidenciais tenham segundo turno entre os dois candidatos mais votados, justamente para impedir que uma minoria assuma o comando do Santos e o trate como se fosse propriedade sua, tal qual vem ocorrendo.

Para todos os lados que olhamos, testemunhamos a incapacidade e a negligência dessa gestão, que aumenta desmesuradamente as despesas, fazendo ouvidos de mercador às recomendações dramáticas do Conselho Fiscal, ao mesmo tempo que não consegue incrementar as receitas, reduzindo-as até mesmo em quesitos básicos, como patrocínio de material, captação de sócios e bilheteria dos jogos.

Aos que me perguntam como mudar isso, só posso responder que o meio mais eficaz é votar nas próximas eleições, no final de 2017. E votar, obviamente, no candidato e na chapa que transmitirem mais credibilidade e apresentarem as melhores propostas para o clube.

Sei que alguns poderão dizer que escrevo este post porque tenho interesse de ser presidente do Santos. Quem me conhece bem sabe que estou livre dessa vaidade, meu maior sonho é, um dia, escrever um romance decente. Com relação ao Santos, meu desejo é vê-lo próspero, bem sucedido, forte, nos enchendo de orgulho. Sinceramente, não me interessa quem será o novo presidente, contanto que seja honesto, competente e faça aquilo que tem de ser feito, sem inventar e sem se julgar melhor do que todos os outros santistas, como vem ocorrendo.

Posso votar e pedir votos para qualquer um que me convença, não só com palavras, mas com atitudes e folha de serviços prestados ao Santos, que pode ser o instrumento de uma mudança na política administrativo-financeira do nosso clube, colocando-o no caminho da sustentabilidade e do progresso. Sem messias, sem caudilhos, sem heróis, apenas boas ideias, trabalho, honestidade e competência podem salvar o Glorioso Alvinegro Praiano.

Se você quer influir diretamente na escolha dos destinos do Santos, votando para presidente do clube no final de 2017, o tempo é curto. Como é preciso ter um ano como associado para votar, calculo que só há mais um mês de prazo para os interessados se associarem. Não dá para perder mais tempo.

É mais fácil e rápido ficar sócio enviando um e-mail ou comparecendo pessoalmente à sub-sede do Santos em São Paulo, situada na Avenida Indianópolis, 1772 – Indianópolis, São Paulo – SP, 04063-003. Telefones: (11) 3181-5188 ramal 5000 ou (13) 3257-4000 ramal 5000. O e-mail é subsedesp@santosfc.com.br Horário: das 9 às 18 horas.

Uma coisa puxa a outra
Tenho lido muitas queixas dos santistas com relação ao pouco empenho do clube na contratação de Diego e Robinho, dois ex-Meninos da Vila que poderiam formar novamente uma dupla poderosa no Santos atual. Para um contrato de um ano provavelmente o clube teria de ter uns 21 milhões de reais para contar com os dois, e essa verba o Santos não tem.
Porém, imaginemos que o fornecimento de material esportivo fosse vendido a uma marca conhecida, em vez de o próprio clube ter cismado de produzi-lo e comercializá-lo. Só aí haveria um ganho, mínimo, de 6,3 milhões. Imaginemos, ainda, que os grandes jogos do Santos tivessem sido realizados no Pacaembu, com públicos médios de 18 mil pessoas. Somemos mais uma dezena de milhões que foram desperdiçados com a mania de jogar só na Vila. Há ainda o que poderia ter sido arrecadado com uma campanha nacional de associados. 50 mil associados a 300 reais de anuidade para cada um, dá 15 milhões brutos, uns 12,5 milhões líquidos. Somemos essas três iniciativas, óbvias, e teríamos, mesmo sem o patrocínio máster e sem a verba de tevê, 28,8 milhões de reais, mais do que o suficiente para ter Robinho e Diego lutando pelo título brasileiro, da Copa do Brasil e já garantidos para a Copa Libertadores do ano que vem. Fora a enorme visibilidade e atração que a dupla exerceria em novos, velhos e futuros santistas.

E você, o que acha disso?


O legado de Laor

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A maior conquista da gestão Laor

Em 16 de agosto de 2016, terça-feira passada, morreu, aos 73 anos, o santista Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro, também conhecido como Laor, 35º presidente do Santos. Ele estava internado no hospital Albert Einstein para tratamento de um tumor no aparelho digestivo. Laor fez história na direção do clube, conquistando títulos e mudando o modelo de gestão.

Reeleito para o período de 2013 a 2015, renunciou ao cargo em maio de 2014, por problemas de saúde, deixando a presidência para o seu vice, Odílio Rodrigues. Nos quatro anos em que dirigiu o Santos Laor se tornou o presidente mais vitorioso depois de Athié Jorge Cury, com seis títulos no futebol profissional, entre eles a terceira Copa Libertadores, em 2011.

Sob o seu comando o Santos conquistou, ainda, a Copa do Brasil de 2010, a Recopa de 2012 e os Campeonatos Paulistas de 2010, 2011 e 2012. No mesmo período o Alvinegro Praiano angariou três títulos oficiais no futebol feminino, entre eles o da Copa Libertadores de 2010; dois de futsal, destacando-se o da Liga, correspondente ao título brasileiro, além da Copa São Paulo de Futebol Junior de 2013.

Em sua gestão o presidente passou a dividir as decisões com um Comitê Gestor formado por santistas influentes. Essa parceria proporcionou a contratação, por empréstimo, do ídolo Robinho, junto ao Manchester City, da Inglaterra, e também permitiu segurar Neymar quando todos já davam certa a ida do jovem craque para o Chelsea, também inglês.

Com atuantes departamentos de marketing, dirigido por Armenio Neto, e comunicação, por Arnaldo Hase, durante a gestão de Laor o Santos conseguiu bons patrocinadores, elevou seu número de associados para mais de 60 mil e manteve seu time em evidência usando não só a grande imprensa, mas os recursos da Internet, como o Youtube e outras ferramentas da mídia social.

Confiante, otimista e ótimo com as palavras, Luis Álvaro melhorou o autoestima dos santistas. Para explicar porque os ingressos dos jogos do Santos eram mais caros, comparou o Cirque du Soleil com um circo de bairro, e para justificar a predileção divina pelo Santos, disse que não foi por acaso que Jesus multiplicou os Peixes, em vez de multiplicar porcos, gambás e outros animais.

Em sua campanha disse que não aceitaria a reeleição, mas mudou de ideia e foi reeleito com 87% dos votos. Pouco mais de um ano depois, adoentado, cedeu o cargo para Odílio Rodrigues, que não conseguiu fazer uma boa gestão e cometeu a imprudência de pedir R$ 40 milhões emprestados para contratar Leandro Damião, um ônus que atrapalha o Santos até hoje.

Conheci Luis Álvaro Ribeiro em dois lançamentos de livros meus: Donos da Terra e Pedrinho escolheu um time. Tive uma boa impressão dele. Ao ser eleito, fez uma administração de boa a ótima em 2010 e 2011. Após reeleito, porém, tornou-se mais individualista e cometeu alguns pecados, como o amistoso em que o Santos foi goleado pelo Barcelona por 8 a 0, a nebulosa venda de Neymar para o clube catalão, o apoio a Andres Sanchez para a falência do Clube dos Treze e, como entendia pouco de futebol, a renovação de contrato do técnico Muricy Ramalho e de jogadores que já tinham encerrado o seu ciclo no Santos.

De um modo geral, porém, Laor foi um presidente que deixou a sua marca na história do clube. Mesmo nascido em Santos e neto de um presidente do clube, o médico legista Álvaro de Oliveira Ribeiro, ele soube administrar o Santos com uma visão universalista, atraindo associados do país inteiro e fortalecendo a imagem nacional e internacional do Alvinegro Praiano.

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E para você, o que Laor representou para o Santos?


Fazendo história de novo!

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FAZENDO HISTÓRIA DE NOVO!

Sei que muitos santistas querem que a Seleção Olímpica perca logo e os três santistas voltem para reforçar o time no Campeonato Brasileiro. É compreensível. Porém, uma histórica medalha de ouro desta Seleção será também uma façanha dos Meninos da Vila. Não só de Zeca, Thiago, Maia e Gabriel – que já marcou dois gols contra a Dinamarca –, mas, por que não, de Neymar e Felipe Anderson, que se tornaram bons jogadores profissionais ao beber a água milagrosa da Vila Belmiro.

O título reforçaria a imagem do Santos como um dos maiores times reveladores de talentos no mundo, abrindo possibilidades para muitas ações de marketing.

Por falar em fazer história, adorei a vitória da Seleção Brasileira de Polo Aquático sobre a fortíssima Sérvia, um dos melhores times do mundo. Se há um esporte brasileiro que está mostrando grande evolução nesta Olimpíada, é o polo aquático.

Eu destacaria, ainda, o handebol, que deve lutar por medalhas, e a esgrima, que não deverá conseguir nenhum pódio, mas já mostrou grande progresso.

No mais, é o mesmo de sempre, com possibilidades de medalhas na natação, judô, atletismo, vela, vôlei e futebol. Mas devem ser em uma quantidade menor do que os dirigentes do esporte nacional queriam. Gastaram dinheiro demais com estádios e de menos com a preparação dos atletas. Na verdade, o verdadeiro desenvolvimento de uma modalidade não se consegue em apenas quatro anos, nem em oito. É preciso criar uma filosofia e persistir no trabalho.

A Olimpíada não deixará legados sociais ou esportivos e sua conta demorará a ser paga. A festa é bonita, mas o preço é alto demais, sobretudo em se tratando de um País com muitas outras prioridades para gastar seu contado dinheirinho. Enfim, assim como a Copa, realizada há apenas dois anos, essa Olimpíada representa mais um investimento temerário de um governo corrupto, perdulário e demagogo.

Aí do lado há uma enquete que pergunta: em quem você votaria hoje para presidente do Santos? O blog pinçou os nomes de outras enquetes de blogs de santistas. Fique à vontade para escolher quem lhe passa mais credibilidade.

O banco de ideias para o Santos continua
Envie suas ideias Para um Santos Melhor por meio da caixa de comentários. Vamos desenhando um novo Santos. Estou arquivando todas.

E você, o que acha disso?


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