Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Lembra-se da tarde de Geilson?

Futebol não é uma ciência exata. Ainda bem. Se fosse, naquele 2 de fevereiro de 2006, em que enfrentou o time campeão brasileiro, no Morumbi, o Santos não teria qualquer chance de vitória. Está certo que o adversário só tinha sido campeão brasileiro no ano anterior com uma grande ajuda da máfia russa e do STJD, que mandou jogar de novo algumas partidas que já tinha perdido. De qualquer forma, lá estavam Tevez, Nilmar, Roger, Carlos Alberto, Marcelo Mattos, os mesmos que um ano antes tinham levantado o título nacional. Quanto ao Santos, buscava se reerguer nas mãos do técnico Vanderley Luxemburgo e buscar o titulo paulista, que não conquistava desde 1984.

Logo na entrada em campo Luxemburgo mostrou a diferença de sagacidade entre ele e Antonio Lopes o técnico do oponente. Pediu para 12 jogadores se apresentarem para a partida, o que deixou Lopes correndo de um lado para outro, tentando descobrir quais seriam os titulares do Santos.

Com a bola rolando, o jogo se tornou equilibrado. O adversário criava mais chances de gol, mas o goleiro Fábio Costa estava num dia inspirado. Foi então que, como vinha acontecendo há algum tempo, a arbitragem cismou de dar uma força para o time da zona leste paulistana. Luís Alberto foi empurrado por Gustavo Nery na área do alvinegro de Itaquera, mas o árbitro não só não marcou nada, como expulsou o jogador do Santos por reclamação.

Em outra jogada importante, Cléber Santana cobrou uma falta, a bola passou entre as pernas de Ricardinho, o goleiro Marcelo não conseguiu segurar e a bola entrou, mas a arbitragem novamente deixou a partida prosseguir. Porém, os deuses do futebol estavam alertas.

Antes do gol anulado de Cléber Santana, o garoto Geilson, que entrara no lugar de Reinaldo, pegou uma bola no contra-ataque e, sozinho, contra a marcação de Marinho e Betão, passou pelos dois e bateu de fora da área, de esquerda, rasteirinho, no canto esquerdo de Marcelo. Gol de raça que deu a vitória ao Santos e abriu caminho para o primeiro dos cinco títulos estratuais que o Gloprioso Alvinegro Praiano conquistaria em um espaço de sete anos.

Hoje os santistas precisam repetir o espírito de 2006

Neste domingo, em que os cronistas torcedores se apressam a dar o jogo ganho para o alvinegro itaquerense, o técnico Muricy Ramalho e os jogadores do Santos precisam entrar em campo com o mesmo espírito – de confiança e abnegação – que levou o Alvinegro Praiano à vitória em 2006.

Nao é dia de show, nem de toquinho. É dia de luta e cabeça. Não há Geilson, mas há Neymar, Miralles, Cícero. Que joguem o que podem e que não sejam prejudicados pela arbitragem de Wilson Luiz Seneme e seus assistentes Emerson Augusto de Carvalho e Anderson José de Moraes Coelho.

Para refrescar nossa memória, vejamos novamente a epopeia de Geilson & Cia em 2006:

E você, acha que a tarde de Geilson pode se repetir hoje?


O dia em que não conseguiram roubar o Santos

Geilson, herói de um jogo em que tudo parecia armado para o adversário

As falhas do árbitro Paulo Henrique Godoy Bezerra (SC) e seus auxiliares Carlos Berkenbrock (Fifa/SC) e Marco Antônio Martins (SC) não serão esquecidas tão cedo. O Santos teve um gol anulado e um pênalti claro não marcado contra o Internacional, o que provavelmente teria lhe dado a vitória e o colocado em uma posição melhor para continuar lutando pelo título.

Bem, no Beira-Rio a arbitragem venceu e parou o Santos. É uma sina que acompanha o santista. O consolo, porém, é que nem sempre eles conseguem. Há quatro anos e oito meses bem que eles tentaram…

Era 12 de fevereiro de 2006. Corinthians e Santos se enfrentavam no Morumbi pelo Campeonato Paulista. O Corinthians tinha o mesmo time que tinha sido campeão brasileiro em 2005, ou melhor, campeão do Zveitão 2005. Com a vitória, dada como certa pelos especialistas, o alvinegro da capital passaria a 18 pontos, dois a mais do que o Santos e apenas um a menos do que o líder Noroeste.

O técnico Antonio Lopes, o mesmo que levou o Corinthians ao título do Zveitão 2005, além de poder contar com todos os titulares, ainda tinha à sua disposição o habilidoso Roger, já recuperado de uma contusão.

Na última partida entre ambos, quatro meses antes, o Santos tinha sofrido uma goleada deprimente por 7 a 1. Os destaques daquele jogo, Tevez e Nilmar, assim como Carlos Alberto, estariam de novo em campo para o confronto no Morumbi.

Logo na entrada das equipes, porém, Vanderlei Luxemburgo deixou o técnico Antonio Lopes perdidinho. Colocou mais do que 11 jogadores no gramado e Lopes ficou sem saber como escalar o Corinthians.

Jogo iniciado, porém, ficou evidente que o adversário tinha maior poder ofensivo. O Santos atacava também, mas as maiores chances eram do inimigo. Mesmo assim, o primeiro tempo terminou 0 a 0.

Vários erros, todos contra o Santos

No segundo tempo, mais equilibrado, o árbitro José Henrique de Carvalho e seus auxiliares Ednilson Corona e Nilson de Souza Monção pareciam (pareciam?) estar unidos para construir um resultado, pois cometeram uma sucessão de erros, todos contra o Santos.

Por volta dos 30 minutos, Luiz Alberto foi empurrado na área do Corinthians quando subia para cabecear. Pênalti claro, confirmado pelo comentarista do Sportv, Maurício Noriega. Inconformado, Luiz Alberto reclamou. E foi expulso.

Aos 33 minutos, Geilson, o único atacante do Santos – que entrara no primeiro tempo, no lugar de Reinaldo, machucado – pegou uma bola no contra-ataque, avançou sozinho contra Marinho e Betão e fez um gol de pura raça.

Mesmo com um a menos, o Santos continuou jogando com valentia e numa cobrança de falta Cléber Santana marcou o segundo gol, mas José Henrique de Carvalho decidiu que a bola não tinha entrado.

Antes do final, o árbitro ainda faria vistas grossas a uma falta feia de Carlos Alberto, que merecia expulsão. Enfim, os senhores da arbitragem fizeram de tudo naquele dia, mas o Santos foi maior e conseguiu uma vitória de lavar a alma. Reveja os melhores momentos a partir do pênalti não marcado em Luiz Alberto.

Corinthians 0 x 1 Santos

Local: Estádio Cícero Pompeu de Toledo, Morumbi.
Data: 12 de fevereiro de 2006
Competição: Campeonato Paulista
Público: 33.450
Renda: R$ 444.090,00
Gol: Geílson, aos 33 minutos do segundo tempo

Corinthians: Marcelo; Coelho, Marinho, Betão e Gustavo Nery; Bruno Octávio (Élton), Marcelo Mattos, Ricardinho e Carlos Alberto (Roger); Tevez e Nilmar (Rafael Moura).
Técnico.: Antônio Lopes.

Santos: Fábio Costa; Domingos, Manzur e Luís Alberto; Neto (Wendell), Fabinho, Maldonado, Cléber Santana, Rodrigo Tabata (Léo Lima) e Kléber; Reinaldo (Geílson).
Técico.: Vanderlei Luxemburgo.


Jogo medíocre (que falta fez o Ganso!). Agora é fazer as contas para não pegar a Espanha. Melhor: torcer para a Espanha ser eliminada

O 0 a 0 sem inspiração de Brasil e Portugal escancararam a importância de Kaká, Robinho e Elano nesta Seleção Brasileira. Sem eles, falta criatividade, ousadia, inteligência e sangue-frio ao time do Dunga. O jogo também mostrou que eu e a maioria dos brasileiros estávamos certos quando pedíamos Ganso e Neymar na Copa. O previsível e inseguro Júlio Batista, que não acerta um passe de cinco metros, não pode ser substituto de Kaká, enquanto Ganso, que deixa atacantes na cara do gol mais de uma vez na mesma partida, nem é convocado.

Mesmo assim, é claro que torcemos e queremos ver o Brasil campeão mundial pela sexta vez. Mas está difícil. Outras equipes, como a Espanha, estão jogando de maneira mais alegre e fluente, como o futebol brasileiro dos bons tempos – que nesta primeiro semestre só vimos ser praticado pelos Meninos da Vila Belmiro.

O problema é que o 0 a 0 que deu à Seleção o primeiro lugar do grupo, pode não ter evitado o temido confronto com a Espanha nas oitavas de final. Sim, porque se der a lógica nos jogos de logo mais, e a Espanha vencer o Chile, ao mesmo tempo em que a Suíça derrotar Honduras por três gols ou mais de diferença, os próximos adversários do Brasil serão os espanhóis.

O jeito, meu amigo e minha amiga, é torcer para o Chile segurar o empate com a Espanha e a Suíça vencer Honduras. Se isto acontecer, o Brasil enfrentará a Suíça nas oitavas – que, mesmo muito eficiente no jogo defensivo, não deixa de ser chocolate se comparada à indigesta paeja espanhola.

Na verdade, como eu gosto de zebras espetaculares, torcerei mesmo para que o Chile derrote a Espanha e Honduras goleie a Suíça. Assim, os adversários dos brasileiros nas oitavas seriam os heróicos e já satisfeitos hondurenhos, nuestros queridos hermanos del America Central.


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