trio star wars

Se eu fizesse um post logo depois da vitória da chapa Somos todos Santos, resultado que encheu de esperança os santistas do universo, eu escreveria a primeira frase que me ocorreu quando o novo presidente José Carlos Peres me passou a palavra na sala de imprensa da Vila Belmiro: “Vencemos contra tudo e contra todos”. Era essa a sensação que tínhamos depois de um sábado extenuante, conversando com milhares de sócios e preocupados com aqueles intrusos de última hora que poderiam depositar nas urnas 5 de São paulo e 10 de Santos os votos suspeitos que deixariam o clube mais três anos distante do seu destino universal.

O resultado comprovou que essas duas urnas, as que continham as cédulas dos associados que entraram no último prazo para votar, tinham uma proporção desigual de votos para a situação: 80 de um total de 194 em São Paulo, e 290 de um total de 340 em Santos. Poderiam ter decidido a eleição caso José Carlos Peres não tivesse aberto uma boa vantagem nas outras urnas. Havia, assim, a clara possibilidade de se entrar com uma ação no Ministério Público caso a chapa da situação vencesse. Como se sabe, mesmo com os votos suspeitos, ela ficou em segundo, empatada com a chapa do candidato Andrés Rueda e Renato Quaresma, muito votada em Santos.

Depois de uma campanha sem ataques e sem fofocas, apenas com propostas e a divulgação dos 11 pilares de nossa plataforma, ao mesmo tempo em que sofríamos boatos e maledicências o tempo todo, não era justo ter de se angustiar antecipadamente com a possibilidade de o pleito ser invadido por pessoas que não vivem o Santos e nem ao menos torcem para o nosso time, cooptadas apenas para votar e assim alterar os destinos do nosso clube.

Vencemos, mas sabemos que o adversário não jogou limpo, como um bom santista deve fazer. E nem ao menos soube perder, pois se retirou do ginásio para não cumprimentar José Carlos Peres, Orlando Rollo, a mim e à nossa equipe pela vitória, em um gesto mesquinho de quem já se considerava vencedor e não soube assimilar o resultado indiscutível que exprimiu exatamente a vontade livre e democrática do santista.

Hoje, passados três dias de um momento que para mim e para os amigos da Somos todos Santos valeu como um título mundial, esquecemos as diferenças, as provocações, esquecemos até o nome de nossa chapa para lembrar que o que importa é construir um novo Santos, com mais transparência e credibilidade.

Fiquei sabendo que nunca, nos últimos tempos, tanta gente procurou o clube para se associar. A confiança voltou ao santista. Ele sabe que o clube agora será dirigido por pessoas que levam a transparência a sério, que estão superinteressadas em servir ao Santos e jamais o contrário. Mas as chapas que tiveram menos votos não são compostas de inimigos. Temos amigos em todas elas, principalmente nas outras duas de oposição, que vibraram conosco e em altos brados cantaram o hino do Santos abraçados com a gente.

Todos sabíamos que o Santos passaria a respirar o oxigênio puro da esperança a partir daquele momento de euforia. Tivemos, subitamente, a consciência de que somos meninos crescidos lutando pelos mesmos sonhos de infância, quando descobrimos em nós o amor eterno e profundo por esse time mágico. Sabemos, sim, que o doce e rebelde Alvinegro Praiano é fruto desse delírio que não queremos e não iremos abandonar. O sonho do menino da Vila Belmiro, de São Paulo, Curitiba, Macapá, Salvador, Manaus, Florianópolis que um dia será o sonho de um garotinho de Tóquio, Nova York, Amsterdam… Sim, pois o Santos é universal e é esse o seu único destino.

O destino, porém, não se constroi com palavras, nem com braços cruzados. Ele é feito de planejamento e muito trabalho. Por isso, mesmo a mais de duas semanas da tomada de posse, já estamos assentando os primeiros tijolos dessa casa limpa, bonita e sólida que será o Santos nos próximos três anos. Mas não faremos isso sozinhos. Sinto que você estará ao nosso lado. E precisaremos de sua energia, confiança e fé. Valeram a luta e a esperança. Obrigado a todos que permitiram essa enorme alegria.

Mesmo sem ter tanto tempo para tocar o blog (veja que estou terminando este post às 3h50 da madrugada de terça-feira), ele continuará aberto e atuante como sempre. Continuemos unidos. Há muito a ser feito.

Vou terminar este post com o momento mais empolgante da campanha. Uma carreata histórica em Santos. Agora vamos nos dar as mãos e seguir juntos. Afinal, somos todos Santos!