Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Tag: Odílio Rodrigues (page 1 of 6)

Uma noite no Conselho

Logo mais, todo santista deve se ligar no Esporte Interativo!
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UMA NOITE NO CONSELHO

O Conselho Deliberativo do Santos aprovou que um escritório de advocacia comece as investigações para saber se Odílio Rodrigues será processado pelo clube por gestão temerária.

Creio que tenha sido mesmo temerária, principalmente no que se refere à contratação de Leandro Damião, mas temos de ser justos. O grande prejuízo que Damião deve causar ao Santos não é responsabilidade apenas de Odílio Rodrigues.

Eu pedi a palavra e lembrei, embasado em opiniões de conselheiros advogados, como a do amigo Marcello Pagliuso, que se Modesto Roma tivesse pagado os salários atrasados logo que assumiu o cargo, Leandro Damião não teria como ganhar a causa trabalhista que poderá tirar do clube cerca de 160 milhões de reais.

Além de Damião, na passagem de uma gestão a outra o Santos perdeu Arouca, Mena e Aranha.

Portanto, concordo que a gestão de Odílio Rodrigues foi temerária, assim como foi a de Luis Álvaro Ribeiro, a de Marcelo Teixeira e está sendo a de Modesto Roma. Ou seja, nosso pobre Santos tem vivido de gestão temerária em gestão temerária. Torcemos para um time administrado temerariamente há décadas, essa é a verdade.

Abaixo-assinado contra o Santos na areninha

Além do abaixo assinado deste blog – que pode ser assinado simplesmente deixando um comentário, com número de RG, ou de sócio do Santos – um outro abaixo-assinado com o mesmo teor foi passado entre os conselheiros. A maioria dos conselheiros é contra o time jogar em tal estádio e esquecer a capital.

Robinho

Para gente que viveu bem de perto a última passagem de Robinho pelo Santos, o clube não deveria contratá-lo mais. Segundo um ex-diretor, depois de ser reserva do time da China, sem a mesma vontade de treinar dos seus companheiros, ele não está em boa forma e é um mau exemplo para os mais jovens. E 600 mil por mês, nem pensar.

Geuvânio

Houve quem lembrasse a participação de Luis Álvaro Ribeiro na recuperação de Geuvânio, que seria mandado embora do Santos pelo técnico Muricy Ramalho. O ex-presidente resolveu ficar com o jogador e hoje a venda do seu passe é que dará algum respiro às combalidas finanças do clube.

A ditadura dos jogadores

Fonte confiável garante que o time não se esforçou como devia para ganhar do Flamengo pois já havia o interesse de alguns jogadores de pressionar o técnico Dorival Junior para escalar reservas nos jogos finais do Campeonato Brasileiro. A esta fonte Dorival se justificou, dizendo que teria escalado os titulares contra o Coritiba, mas os jogadores o pressionaram para não jogar.

Cabidaço de empregos

Ao assumir, a gestão atual criticava o cabide de empregos em que o clube tinha se transformado desde o presidente Luis Álvaro Ribeiro, com cerca de 360 funcionários. Realmente, era demais para um clube que não oferece nada, além de meia entrada para se assistir ao futebol. Bem, pois hoje, após apenas um ano de gestão de Modesto Roma, o quadro de funcionários do Santos está em 450!

Crise reduzirá ainda mais o público na Vila

Empresário de Santos previu que os jogos do time na Vila Belmiro terão públicos menores do que costumam ter. Ocorre que a crise tem desempregado muita gente na cidade e o poder aquisitivo, que nunca foi alto, está ainda menor. Aí eu acrescento: e por que não marcar a estreia do Santos para o Pacaembu, que teria um público de cerca de 30 mil pessoas?

Três cargos mais importantes

Frase de um santista influente, de cabeça aberta e morador de Santos: os três cargos mais importantes em Santos, são: prefeito da cidade, presidente do Santos e provedor da Santa Casa. Eu concluo: cargos que, além de poder e bom salário, permite empregar os amigos sem exigir qualificação.

Campanha de sócios? Espere sentado

Fontes próximas ao presidente e ao Conselho Gestor confirmam que não há o menor interesse do clube de atrair mais sócios, principalmente de fora da cidade de Santos. Deixar de fazer algo óbvio para melhorar as finanças do Santos não é sinal evidente de gestão temerária?

Visitei a sub-sede de São Paulo, muito bem instalada na avenida Higienópolis, deslumbrei-me, mais uma vez, com o sorriso da Juliana, só que o telefone e o sistema para aceitar novos associados ainda não estão funcionando. Aguardemos…

Fragmentação das chapas

Os grupos de conselheiros estão se fragmentando em subgrupos e já surgem prováveis nomes para a próxima eleição. Uma coisa é certa: se os conselheiros que enxergam o óbvio e querem realmente o bem do Santos não se unirem em torno de um único candidato, a visão oportunista dos que anseiam o poder apenas para sugar o clube prevalecerá novamente.

Falastrão

A opinião de muitos conselheiros é de que o Modesto Roma fala muito e adora um holofote. Anunciar publicamente, dois anos antes de terminar o atual contrato com a Rede Globo, que o Santos assinará com o Esporte Interativo, para muitos foi um tiro no pé. Agora o Santos será ainda mais boicotado pela rede que manda no futebol brasileiro e, se não tiver o apoio de outros clubes, ficará sozinho na parada, arcando com o ônus de tal ato. Agora que o estrago foi feito, creio que não haja volta. O Santos tem de assumir o futuro contrato com o Esporte Interativo, contatar outros clubes para fazer o mesmo e trabalhar muito para não cair no ostracismo em 2016 e 2017.

Homenagem a Gilberto Mendes

Sugeri que, em sua estreia no Campeonato Paulista, o time faça um minuto de silêncio em respeito à norte de Gilberto Mendes, compositor pós-moderno de renome mundial, morador na cidade e autor da obra “Santos Football Music”.

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E você, o que acha disso tudo?


Já são 150 milhões de preju!

Você pagou para participar do coquetel de relançamento do livro Time dos Sonhos, A Bíblia do Santista? Então seu nome estará na lista do evento deste sábado, 19 de dezembro, a partir das 15 horas, no Museu Pelé.

Atenção: você não receberá um convite formal, pelo correio. Como toda a divulgação da campanha foi feita por este blog, considere-se convidado. Qualquer dúvida, envie e-mail para odir.cunha@uol.com.br Abraço!

novo time dos sonhos

Recebi hoje a notícia de que o livro Time dos Sonhos, conhecido como A Bíblia do Santista, será impresso na terça-feira. A partir de quarta ele será enviado a todos que o compraram na campanha de crowdfunding da Kickante.

Aos que pagaram pelo coquetel e pelo bate-papo com os pesquisadores e historiadores do Santos, o evento será no próximo sábado, dia 19, a partir das 15 horas, no Museu Pelé.

O evento ocorrerá dia 19 de dezembro, sábado, a partir das 15 horas. O Museu Pelé fica na Rua São Bento, esquina com a Rua do Comércio, no prédio da antiga prefeitura, em frente à antiga Estação da Estrada de Ferro Santos-Jundiaí, hoje um restaurante-escola, ao lado da Igreja Santo Antonio do Valongo. Pouco antes da rodoviária de Santos há uma placa indicando o caminho para o Museu, à esquerda. O telefone é (13) 97406-5593.

Abriremos para todos os convidados do coquetel a possibilidade de assistir às palestras dos historiadores do Santos. Os que pagaram pela palestra serão reembolsados pelo valor que deram a mais, ou poderão retirar a diferença em livros ou produtos da loja do Museu Pelé.

Confira se o seu nome está na lista dos convidados para o coquetel de relançamento do livro Time dos Sonhos:

Ademir Joaquim Teles
Anderson Guedes
Celso Luiz Colombini
Claudio Haruo Okuyama
Edilson Aparecido Oliveira
Edneide Aleixo Farias
Eugênio Nogueira
Eugenio Singer
Fábio Gaia
Fabricio Ribeiro dos Santos
Guilherme dos Santos Castilho Cunha
Guilherme Van Holthe Tanaka
Isabela Alves Jafet
Jandir Boeira
José Mauro Alvarez Martinez
Luiz Fernando de Palma
Luiz Louzada de Castro
Marcelo Covas
Marcelo Giacomo
Marcelo Guilhermino Petersen
Marco Aurélio Piovan
Marcos Queiroz
Neli Aparecida Faria
Nelson Jafet
Nilton Ramalho
Oscar Cesar Leite Junior
Rodrigo Alves Jafet
Rogério de Moraes
Romualdo Henrique Soares
Rony Uemura
Vitor Pereira

Já são 150 milhões de preju!

Leandro Damião, o maior bonde da história do Santos. Comprado fiado por Odílio Rodrigues e caloteado por Modesto Roma Junior, o jogador só deu despesas.

O caso Leandro Damião lembra o daquele sujeito remediado que compra uma Mercedes com prestações a perder de vista, mas, como seu dinheiro só dá para a entrada, não faz seguro. Então, o carro é roubado e ele fica a pé e com 200 prestações altíssimas para pagar. Segundo Rodrigo Capelo, da revista Época, o Santos, que perdeu os direitos sobre Leandro Damião, ainda terá 65 milhões de reais para pagar à Doyen, valor que é corrigido mensalmente, em euros. Com isso, este primeiro ano da gestão Modesto Roma Junior, sob o impagável slogan “o Santos é de Santos”, já alcançou 150 milhões de reais de prejuízo ao clube!

Clique aqui para ler a matéria da revista Época.

A compra de cem por cento dos direitos do atacante Leandro Damião, por R$ 42 milhões de reais!, foi um negócio extremamente temeroso praticado pelo presidente Odilio Rodrigues. As chances de dar algum retorno financeiro eram mínimas. Porém, o clube ainda poderia recuperar parte do capital investido se o atual presidente, Modesto Roma Junior, não tivesse deixado de pagar ao menos o maldito terceiro mês de atraso. Esse terceiro mês deu ao jogador o direito de entrar na Justiça Trabalhista pedindo o seu desligamento do clube, o que finalmente acabou conseguindo nesta semana.

Agora estou sabendo que a diretoria pensa em fazer aquele temido segundo amistoso contra o Barcelona a fim de usar o dinheiro para pagar o passe de Marquinhos Gabriel. Acho o rapaz um bom jogador, mas estranho essa disposição da presidência e da diretoria de pagar uma fortuna por ele. Caso o negócio seja concretizado, acho que todo sócio gostaria de ver o extrato real dessa negociação. Entretanto, quando se sabe que a atual gestão só apresentou o balancete do primeiro semestre, creio que o balancete do quarto semestre de 2015 só será entregue depois do mandato de Roma.

Enquanto isso, como o condenado à cadeira elétrica que goza sua última e lauta refeição, a direção do Santos continua fingindo que está tudo bem. Fala-se em construir um inútil estádio para 25 mil pessoas colado na Vila Belmiro – que, ampliada, caberia mais do que isso –, especula-se a compra do caríssimo e mediano Marquinhos Gabriel e já se admite a venda dos principais jogadores, como Lucas Lima, Gabriel e Geuvânio.

Para mim, além da incompetência administrativa assustadora dos últimos dirigentes do Santos, pesa o fato de virarem as costas para o mercado mais rico do Brasil, que é a cidade de São Paulo e o Interior do Estado. A visão bairrista e o imobilismo da administração Modesto Roma Junior está levando o Santos, aceleradamente, para o brejo. Se um dia a torcida santista ficar restrita apenas aos moradores da cidade de Santos e adjacências, teremos, no máximo, a sorte da Ponte Preta, que jamais ganhou um título em sua centenária existência.

Mas se é tão óbvio que, para crescer, faturar mais, ter mais visibilidade, manter-se rico e forte, o Santos precisa extrair o máximo de sua torcida no planalto, por que seus dirigentes não o fazem? Ora, porque não estão verdadeiramente preocupados com o futuro do Santos, mas sim com suas questões particulares. Em uma cidade com poucas grandes empresas, o Santos é um cabidão de empregos que não requer prática nem perfeição, apenas fazer campanha, repetir as palavras de ordem e ser amigo de alguém importante no clube. O Santos é um osso que os aproveitadores do Santos, aqueles que mais tiram do que dão ao clube, não querem largar. E usam o bairrismo para mantê-lo atrelado a práticas escusas e retrógradas, que o distanciarão cada vez mais dos melhores times do futebol.

Em 2015 o clube ainda foi bafejado pela sorte. Em 2016, pelo jeito, será preciso um milagre para mantê-lo entre os grandes do Brasil. Vamos pedir ao pastor Ricardo Oliveira e aos seus colegas religiosos que incluam o Santos em suas rezas. Se bem que, como diz minha sábia mãe, Deus faz a sua parte, mas desde que façamos a nossa.

E você, o que acha disso tudo?


Falta de transparência IV

Desde que passei a escrever regularmente sobre o Santos na Internet, há mais de 10 anos, testemunho negociações obscuras e uma contumaz falta de transparência nos atos da presidência do clube. Assim foi com Marcelo Teixeira, continuou com Luis Álvaro Ribeiro, Odílio Rodrigues e agora se repete com Modesto Roma Junior.

Entre as ações discutíveis de Marcelo, lembramos a carta branca que deu ao técnico Vanderlei Luxemburgo para encher o Alvinegro Praiano com jogadores do Iraty. Outro caso não explicado até hoje é a venda de Rodrigo Tabata. Marcelo ama o Santos e não acredito que tenha tirado vantagens financeiras do cargo de presidente do clube, mas nomeou pessoas, principalmente ligadas ao futebol, que fizeram isso. Um administrador também é responsável por quem contrata e Marcelo deixou o futebol santista ao Deus-dará.

Quanto a Luis Álvaro, começou bem, mas bastaram poucos meses para passar os pés pelas mãos. Os “artistas” foram vendidos a toque de caixa e contratações caras e inúteis feitas aos borbotões. Laor entrou para a história por doar Neymar ao Barcelona, em uma transação que, de tão nebulosa, já deu cadeia na Espanha.

O sucessor de Luis Álvaro, Odílio Rodrigues, assumiu o clube sem dinheiro em caixa para fazer loucuras, mas mesmo assim deu um jeito de fazer, com o aval do CG e de conselheiros irresponsáveis, emprestando uma fortuna da Doyen Sports para contratar o limitado Leandro Damião, em negócio ainda a ser esclarecido. E pago.

Agora, Modesto Roma, que na primeira reunião do Conselho Deliberativo prometia uma administração transparante, em seis meses de gestão já tomou decisões que demorariam horas para serem devidamente compreendidas. Na verdade, boa parte destas decisões ficaram a cargo do executivo Dagoberto dos Santos, braço direito de Roma, que entre outras escolhas discutíveis trouxe de volta Elano para ser mais auxiliar técnico do que jogador; contratou uma penca de jogadores medíocres, como Marquinhos, Neto Berola, Nílton, Leonardo… e aceitou pagar 250 mil mensais para o técnico, desempregado há seis meses, Dorival Junior.

O que mais me preocupa na gestão atual é que não se ouve falar de uma medida sequer para aumentar o faturamento do clube. Só se fala em gastos e empréstimos bancários. Qualquer dona de casa sabe que esta é a receita da falência – brejo para o qual a vaca alvinegra caminhará celeremente caso não se promova a óbvia campanha nacional de sócios e não se jogue mais no Pacaembu, um estádio que faz o Santos e o santista se sentirem maiores.

Repito: o Santos é o produto e o santista é o seu consumidor. E a maior parte dos santistas vive na maior e mais rica cidade do País. É só juntar os pontos para se chegar a algumas conclusões lógicas.

Enquanto fizer uma administração preocupada em satisfazer aos amigos da turma do tamboréu do canal 2, ou aos companheiros degustadores de peixe frito, Modesto Roma, ao contrário da denominação que deu à sua chapa, comandará o Santos Anão rumo à insolvência técnica e financeira.

E você, o que tem achado da administração de Modesto Roma?

Quanto vale preservar a história do Santos?

Garanta o livro Time dos Sonhos por um preço de pré-venda e ainda tenha o seu nome publicado na história do Santos. Vamos com tudo para o segundo turno da campanha. Conto com você!

Quer a Bíblia do santista pelo preço de pré-venda e ainda ter seu nome impresso no livro? Clique aqui para saber como.

Neste vídeo abaixo, dirigido pelo talentoso santista João Lucca Piovan, eu conto a história curiosa de como o livro ganhou o título de Time dos Sonhos. Assista:

O Barqueiro de Paraty, primeiro lançamento da Editora Verbo Livre

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Gostaria de compartilhar com os amigos e amigas do Blog do Odir Cunha a criação da Editora Verbo Livre, a mesma que está relançando o livro Time dos Sonhos, por meio da campanha de crowdfunding da Kickante, e também já disponibilizou, pela Amazon, o ebook de O Barqueiro de Paraty, um romance que fala de amor e amizade e pode, sim, mudar a forma de como você vê a vida.

O livro conta a história de um executivo paulistano que vê sua vida familiar e profissional fracassar e aceita o convite de um amigo do colégio para passar uns dias em Paraty e “reaprender a viver”. Muitos se identificarão com Pedro, Mauro, Clara, e sua busca pela essência da vida.

Tomo a liberdade de sugerir aos amigos a leitura de O Barqueiro de Paraty, pois, entre outros motivos, a maioria dos que o lêem, gostam muito. O livro trata de um drama muito comum e sugere valores fundamentais para se alcançar uma vida equilibrada e feliz.

Clique aqui para ver, na Amazon, o ebook de O Barqueiro de Paraty

Segundo as pesquisas do Skoob, 70% do público que comenta sobre O Barqueiro é feminino e 82% das avaliações atribuem à obra de três a cinco estrelas. Lançado em papel em 2008, pela Editora Mundo Editorial, o livro está sendo relançado agora, em forma de ebook, pela Amazon. Logo mais sua versão em Inglês também estará disponível.

Assista e divulgue o book movie do livro O Barqueiro de Paraty

Comentários e análises de O Barqueiro de Paraty no site Skoob

Comentários de leitores de O Barqueiro de Paraty no site da Livraria Cultura

Entrevista de Odir Cunha sobre o livro O Barqueiro de Paraty ao jornalista Heródoto Barbeiro

Missão
A Verbo Livre está aberta para lançar autores nacionais e estrangeiros com obras preferencialmente instigantes. O site da editora, em preparação, receberá currículos de autores e sinopses de suas obras para avaliações preliminares. Nossa missão é revelar escritores(as) e oferecer livros de qualidade a preços acessíveis, contribuindo para a difusão do conhecimento e da reflexão.


Menos política, mais trabalho

Se hoje for um empate como este, está ótimo:

Pelo retrospecto dos dois times, a lógica no jogo deste domingo é uma vitória do Internacional. Mas o Santos foi um pouco melhor do que a lógica nos dois últimos jogos, ao empatar com o Atlético/Mo em Minas e vencer o Corinthians na Vila. Hoje um empate já seria, pelas circunstâncias, um bom resultado. Torçamos.

Treino no CT Rei Pelé
Rafael Longuine e Ricardo OLiveira treinam para pegar o Inter. Está na hora de um grande resultado fora de casa (Ricardo Saibun/ Santos FC).

O Santos vive uma situação financeira crítica devido a péssimas decisões de seus últimos administradores. Isso é fato que deve ser apurado com rigor. Porém, o clube não pode parar. A única forma de impedir o pior é trabalhar rápidamente e com eficácia.

Nestes dias, uma rápida passagem pelas mídias sociais e pelos blogs dedicados à torcida santista, deixa evidente que mesmo os que defendiam a eleição de Modesto Roma cobram uma atuação mais decisiva do dirigente.

Em seis meses de gestão, nada foi feito de prático com relação à valorização dos jogos (o clube continua repassando a terceiros a responsabilidade de organizar e promover seus mandos de jogo); à captação de mais sócios (ao contrário, o Santos perde associados a cada dia, sem nenhuma tentativa de retê-los); à concretização de um patrocinador master, a um novo acordo com a tevê, à criação de uma liga ou associação de clubes…

Meio ano já se passou e a caça às bruxas não tem fim. O santista concorda que as responsabilidades precisam ser apuradas e, caso se confirme o dolo, as medidas legais devem ser tomadas contra os antigos administradores, mas este não pode ser o único assunto ou objetivo desta diretoria, ou as paredes da Vila Belmiro se tornarão o muro das lamentações do futebol. É preciso arregaçar as mangas, falar menos e trabalhar mais.

Imagens de uma paixão

O Santos tem a felicidade de ter dois fotógrafos excepcionais cobrindo os seus jogos e treinos. São eles Ivan Storti e Ricardo Saibun. Agora, ambos estão lançando o livro “O Time da Virada”, mostrando, em lindas fotografias, a trajetória do Alvinegro Praiano no Campeonato Paulista de 2015. Vale a pena ter este belo livro em casa. Veja o vídeo do lançamento de “O time da virada”:

Time dos Sonhos comprova que o Santos foi bem melhor do que o Real Madrid de Puskas e Di Stéfano

time dos sonhos - autor lendo trecho do livro para Robinho

Na terceira edição do livro Time dos Sonhos, a mesma que será reimpressa pelo processo de crowdfunding, ou financiamento coletivo, eu comparo o Santos bicampeão mundial de 1962/63 com o Real Madrid de Puskas e Di Stéfano, campeão do mundo de 1960, que alguns jornalistas defendiam ser o melhor time de todos os tempos.

É importante pesquisar, checar os fatos, antes de se formar uma opinião. Time dos Sonhos mostra aspectos da vida do Santos que passaram batidos pela imprensa esportiva brasileira. Por isso eu e outros profissionais, além do pessoal da Kickcante, estamos tão empenhados em relançá-lo.

Lembro que com apenas 70 reais você garantirá um exemplar livro, uma verdadeira bíblia, com 528 páginas, e ainda terá o seu nome impresso no capítulo final da obra. Estou feliz com a receptividade cada vez maior da campanha. Se ainda não kickou, kicke. Agradeço e afirmo que não se arrependerá.

Clique aqui para conhecer quem concorda que o Santos foi o melhor time de todos os tempos

Você não acha que essa diretoria tem de fazer menos política e trabalhar mais?


7 incoerências de Roma

Contas de Odílio reprovadas por unanimidade

Na reunião extraordinária do Conselho Deliberativo do Santos, ontem à noite, foram reprovadas por unanimidade as contas da administração do presidente Odílio Rodrigues em 2014. As irregularidades foram tantas, que provavelmente o presidente Odílio Rodrigues, os integrantes do Comitê Gestor e da Comissão Fiscal sejam inquiridos judicialmente.

Não dá mesmo para entender como um clube que entrou o ano de 2014 com um orçamento de apenas R$ 4 milhões para contratações de jogadores, mergulhou na aventura de pedir emprestados 13 milhões de euros à Doyen para contratar o discutido Leandro Damião, e fez isso sem pedir autorização para os conselheiros e sem respeitar o limite da data final do mandato de Odílio Rodrigues para o pagamento da dívida.

Para resumir, a dívida do Santos se aproxima de 500 milhões de reais e deve aumentar, pois as receitas previstas são bem menores do que as despesas. Só com juros e taxas bancárias o clube gastou 28 milhões de reais em 2014, soma que deve ser ainda maior em 2015. Assim, mesmo que pudesse vender todos os seus jogadores e usar todas as futuras entradas com patrocínio e verbas de tevê, entre outras, dos próximos seis anos, o total arrecadado daria para pagar apenas cerca da metade da dívida santista.

Calcula-se que mesmo que entregue a Vila Belmiro aos credores, o Santos continuará sendo um clube devedor. Em outras palavras, a situação é mais dramática do que se imagina. A única solução, além de negociar bem essa dívida, é trabalhar rápida e eficientemente para gerar mais receitas. Passou da hora de melhoras suas arrecadações nos jogos e atrair muito mais associados. Não dá para continuar chorando eternamente sobre o leite derramado. Daqui a pouco essa administração completará seis meses de inércia. Se houve irregularidades na administração anterior, que os responsáveis sejam chamados às barras da lei. Mas o clube tem de seguir em frente.

Clique aqui para saber porque as contas da administração do presidente Odílio Rodrigues em 2014 foram reprovadas unanimemente pelo Conselho Deliberativo do Santos

7 incoerências de Roma

O presidente Modesto Roma tropeçou na coerência na entrevista que deu à Fox e deixou claro que jogar no Pacaembu não é prioridade para sua gestão. Apertado pelo jornalista Fábio Rocco Sormani, Roma deu desculpas que não explicaram porque o clube insiste em perder dinheiro e visibilidade jogando na Vila Belmiro. É só somar os pontos para descobrir as sete incoerências do presidente santista.

1 – O presidente Modesto Roma disse que de 80 mil sócios, o Santos só pode contar com 28 mil adimplentes. Explicou essa grande inadimplência pelo fato de o clube oferecer muito pouco ao sócio. Faltou explicar, porém, que a maior vantagem de ser sócio do Santos é pagar meia entrada nos jogos, e se o clube só joga em um estádio que comporta 16 mil torcedores, obviamente boa parte desses sócios acabam desistindo de só contribuir, sem receber nada em troca.

2 – Para justificar mais jogos na Vila Belmiro, Roma disse que no Urbano Caldeira é preciso ter sete mil pagantes para o evento dar lucro, enquanto no Pacaembu é necessário ter no mínimo 14 mil pagantes. Faltou explicar por que as “despesas diversas” são tão altas no Pacaembu. Faltou entender, ainda, que jogar em um estádio maior satisfaria a um número maior de sócios e, consequentemente, a inadimplência não seria tão grande.

3 – Lembro-me que em uma entrevista há uns dois meses, Roma disse que o Santos jogaria várias vezes no Pacaembu neste Campeonato Brasileiro. Na Fox ele confirmou apenas três jogos, um deles contra o Chapecoense. Isso provocou um comentário justíssimo de Sormani, que quis saber por que apenas jogos menores, contra adversários sem grande expressão, são marcados para o Pacaembu. O presidente não soube responder.

4 – Roma disse que o Santos fará cinco jogos em arenas, citou apenas dois, contra Vasco e Flamengo. O problema é que jogará em centros nos quais os times cariocas têm mais torcedores. Isso é o mesmo que vender o mando de campo. Seria mais racional mandar os jogos em um estádio com a garantia de ter uma maioria de santistas. E por que deixar a organização dos jogos nas mãos de terceiros, quando o Santos poderia montar uma equipe para organizá-los? Bem, o próprio Roma confessou que ele e os demais membros do comitê gestor são amadores…

5 – Ao explicar por que Lucas Crispim foi emprestado ao Criciúma, enquanto o anônimo Marquinhos foi contratado do Audax, Roma disse que Crispim, revelado no Santos, foi ganhar experiência. Ora, Lucas Crispim jogou um campeonato pelo Vasco, um time de muito mais peso que o Audax. Ocorre que foi muito mal aproveitado pelo Santos.

6 – Quando instado a falar sobre a falência do Guarani, campeão brasileiro de 1978, que decidiu fechar suas portas, o presidente santista fez um discurso bonito e enfatizou que “está na hora de não pagar mais do que arrecada”. Ótimo que pense assim. Mas então, por que oferecer um salário acima do mercado para Robinho e ainda ter uma folha de pagamentos de quatro milhões de reais, se o Santos não arrecada isso mensalmente?

7 – Sobre o tempo que o Santos precisará para reequilibrar suas finanças, Roma disse que nem em seis anos isso ocorrerá, ou seja, o clube continuará no vermelho em toda a sua gestão e nos três anos da gestão posterior. Disse que o problema é endêmico e não acenou com nenhuma alternativa para resolve-lo. Ora, se era para aceitar o problema e não fazer nada para solucioná-lo, por que se candidatou a presidente do Santos?

Por que Time dos Sonhos é o melhor presente para um santista

time dos sonhos - autor lendo trecho do livro para Robinho

Um amigo me desafiou ontem: quis saber por que seria importante comprar o livro Time dos Sonhos por meio dessa campanha de crowdfunding, ou financiamento coletivo. Eu lhe respondi que além da qualidade gráfica e da quantidade enorme de informações que ele terá sobre a história do Santos, pagará apenas 70 reais, cerca da metade do preço do livro quando ele passar a ser vendido em livrarias. E participar desse crowdfunding dá outra vantagem, que é ter o nome no livro.

Ele quis saber como era esse negócio de ter o nome no livro, se seria uma espécie de carimbo ou algo assim. Expliquei que não. Ele terá realmente o nome no livro, em todos os exemplares impressos. O capítulo final de Time dos Sonhos será reservado para os nomes de quem participou do financiamento coletivo da obra.

Pedi para que analisasse a alegria de um santista que recebesse tal presente: além do livro, o nome completo dele impresso na obra. Esse último argumento convenceu meu amigo a fazer parte desse grupo especial que está possibilitando a reimpressão de Time dos Sonhos, o livro que além de contar a história do Santos, do nascimento até o título brasileiro de 2002, provou com fatos incontestáveis que a equipe bicampeã mundial de 1962/63 foi o melhor time de futebol de todos os tempos.

Clique aqui para conhecer a curiosa história do título do livro

E você, o que acha das afirmações do presidente Modesto Roma?


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